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1. A Carta


Fic: Ragnarok


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Eram férias de verão, e como todas as boas férias, não havia um adolescente que permanecia quieto por muito tempo em casa.


 


A Toca estava cheia como já era de se esperar. O calor era infernal e as paredes - cor de ferrugem - dos cômodos não ajudavam na sensação de se estar derretendo. Havia um pequeno riacho descendo a encosta, onde os meninos passavam a maior parte do dia, até que o sol baixasse suficientemente para poderem pegar suas respectivas vassouras e treinar um pouco de quadribol. Era uma rotina agradável, e os livrava da sensação de estar em um forno vivo.


 


Havia apenas duas pessoas que conseguiam ficar dentro de casa por muito tempo e não se incomodar: a pobre senhora Weasley e Hermione Granger.


 


Hermione estava inclinada sob a mesa de estudo de Rony, os cabelos marrons caindo em cachos desordenados, meio presos no alto da cabeça, enquanto ela tentava decifrar um problema de Aritmancia particularmente difícil. Gostava de se sentar frente à janela, vendo o gramado verdejante e apreciando a luz intensa do sol, ainda que sofresse um pouco pela intensa insolação.


 


Bocejou, esfregando as mãos pelas faces coradas e se virou para o lado. Rony estava sentado na cama, às pernas compridas esticadas, e folheava um dos seus quadrinhos inúteis distraidamente.


 


O relógio ao lado do aquário grande estalava o tic tac constante e o perfume da brisa que soprave suave, em pequenas lufadas espaçadas, misturava com os zumbidos longínquos de algum inseto lá fora. Eram quase quatro horas da tarde.


 


- Quando Harry chega?


 


- Só a noite. Provavelmente para o jantar. – disse Rony, sem levantar os olhos da revista. Então, como se lembrasse de repente de alguma coisa, ele virou levemente a cabeça para o lado do relógio preto e branco – Na verdade, ele já devia ter chegado.


 


Hermione lançou-lhe um olhar arguto.


 


- Você não está preocupado.


 


Não era uma pergunta.


 


Ron deu de ombros – Porque deveria? Dumbledore está com ele.


 


- Não sei... ele parecia tão estranho na ultima carta.


 


- Estranho como?


 


- Ele disse que estava tendo uma espécie de... visão, ou regressão enquanto dormia.


 


Rony riu.


 


- Bem, quem é que nunca teve pesadelos?


 


Hermione remexeu-se, inquieta.


 


- Eu sei, mas a gente ta falando do Harry sabe. E agora que Vo-voldemort sabe sobre a ligação entre as mentes deles...  


 


- Você acha que você-sabe-quem anda passando pesadelos pra mente da Harry? – perguntou Rony cético – A troco de que exatamente?


 


- Eu não sei... mas que tem alguma coisa estranha aí, ah isso tem.


 


Rony ficou calado. Hermione se levantou, sentindo um mal-estar repentino. Talvez fosse o tempo que passara enfurnada no quarto. Olhando para Rony, parecia que o amigo estava mais pálido, como se estivesse com ânsia de vômito, e estava sentado mais tenso nos travesseiros.


 


- Rony? – ela chamou, repentinamente preocupada. Aquele senso de alerta estalou de repente dentro de si. – Rony, você está bem?


 


Ele olhou para ela e por um momento Hermione achou que havia visto um brilho vermelho no azul esmaecido de Rony. Então ele estremeceu e de repente começou a chorar.


 


Hermione ficou em choque por um momento, mas a dor de cabeça se intensificou e ela cambaleou, perdendo o equilíbrio.


 


- Herm-ione – ofegou Rony, esticando um braço para ela. Franziu a testa e enfiou o punho na boca – Eu acho que vou vomitar.


 


Ela arregalou os olhos e da janela aberta, em que a brisa ainda soprava, suavemente, um vento muito forte veio de repente, derrubou o tinteiro por todo seu dever de Aritmancia, papéis voaram, e a cortina era sacudida violentamente.


 


Então, tudo parou repentinamente. Rony e Hermione abriram os olhos, percebendo o quarto sujo, os papéis revirados pelo chão, a tinta preta escorrendo pelo pé de mesa e em gotas espaçadas por toda a beirada da mesa de madeira.


 


Um som agudo se ouviu da janela. Um pio agudo e triste, que parecia estranhamente humano, como se fosse um lamento de uma criança, e que causava um horrível calafrio.


 


Uma coruja estava ali. Ela era cinzenta e escura, estranhamente sem cor , como se sua penugem tivesse perdido as matizes fortes. Era desolador.


 


A coruja fixou neles os olhos quase brancos, sem cores também, como se estivesse cega e emitiu outro pio apavorante.


 


Rony foi o primeiro a se levantar e chegar perto da criatura. Ainda era por volta das quatro da tarde, o sol ainda brilhava lá em cima, mas ele não pode deixar de estremecer com a sensação de estar perto do animal. Era como se estivesse olhando alguma coisa proibida ou vergonhosa.


 


A coruja carregava um pergaminho e estendeu a pata, de forma lenta demais para uma coruja normal, em direção a Rony. O garoto ficou apreensivo por um momento, mas a curiosidade levou a melhor e ele estendeu a mão para desamarrar a carta.


 


Reparou em outra coisa. A pata do animal estava estranhamente descorada, e meio retorcida, como se tivesse sido quebrada em vários lugares. A coruja soltou mais um pio, longo e penetrante, antes de abrir as asas e alçar vôo, assim que Rony voltou para Hermione.


 


A garota estava sentada na cama, observando tudo de olhos arregalados.


 


Rony também encarava o pergaminho com assombro.


 


- Mas que porra foi essa?


 


- De quem é a carta? – balbuciou Hermione, levantando-se e se postando ao lado de Rony para olhar o pergaminho.


 


Era um papel cinzento também. Parecia arrancado de algum caderno de desenho, ou bloco de anotações, mas havia algo sinistro naquela despigmentação atípica que aguçava os sentidos de alerta muito bem desenvolvidos na cabeça daqueles dois.


 


- Não é assinada – disse Rony revirando o papel na mão.


 


- Deixe-me ver isto – disse a garota, arrancando a carta e a abrindo com dedos trêmulos.


 


Era uma caligrafia um pouco inclinada e redonda, notavelmente feminina. Eles não reconheceram a letra, embora Hermione tivesse a impressão de já ter visto aquela caligrafia antes.


 


Estava escrito o seguinte:


 


Ser ouro é ser bom
Ser pedra é ser nada
Ser vidro é ser frágil
Ser frio é ser cruel.




Se acertar poderá prosseguir
Mas se errar...
Irá morrer
Esfaqueado, sem ter como parar
.
"


 


Rony ergueu os olhos aturdidos para Hermione.


 


- Que merda toda é essa? Do que é que eles estão brincando?


 


- Eu não sei – o rosto da garota estava branco. – Mas teremos que mostrar isso para o professor Dumbledore.


 


- Fala sério Hermione, isso deve ser alguma brincadeira de algum desocupado idiota.


 


Hermione mordeu os lábios e não respondeu.


 


- Vamos fazer o seguinte – continuou Rony, pegando o papel da mão da garota e o enfiando no seu malão escolar. – Fingimos que não recebemos nada, mas se esse idiota tentar entrar em contato com a gente de novo, vamos direto para o Dumbledore.


 


- Eu não sei...


 


- Hermione, faltam cinco dias para o começo das aulas, vamos esperar até lá pra conversar com o Dumbledore.


 


- Você não acha estranha essa história do Harry tendo pesadelos perturbadores e então esse enigma com uma ameaça implícita?


 


- Pra mim isso é só alguma brincadeira idiota. Agora que todo mundo sabe que Harry esteve falando a verdade ano passado e que você-sabe-quem está realmente vivo, tem uns acéfalos que acham todo o negócio engraçado e querem fazer piada. Aposto que foi um sonserino.


 


Hermione encostou-se na parede, pensativa. Rony saiu resmungando e pegando as folhas do chão.


 


Eles não sabiam, mas veriam Harry logo no outro dia, e que este encontro seria ainda mais intrigante naqueles estranhos acontecimentos. Algo estava vindo, algo grande, e eles não tinham exatamente a noção do que poderia ser, mas tinham uma intuição de que não era nada bom. Nada, nada bom.


 


 


 


 

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