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4. Beleza e discordia


Fic: O castigo de Ares e Afrodite. Atualizada!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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capitulo 4


 Hermione descia calmamente, com elegância sem igual.  Os dois desciam de braços dados como era de costume.  Estava vestida de Grega, uma perfeita Deusa da Beleza ( ideia de Pansy)- usava um vestido de um ombro só, longo, branco com detalhes em dourado. Fios grossos de ouro adornavam em volta do corpo perfeito. Duas  fendas se abriam uma de cada lado, mostrando assim as belas pernas torneadas. Seu cabelo longo foi transformado em um trança lateral divina, que chegava a cintura, e uma coroa adornava a cabeça.  As sandálias que usava também eram douradas. A pele corada e o rosto bem delineado dispensava qualquer maquiagem. O corpo era exuberante, a cintura fina, seios fartos e do tamanho ideal. Muitos ali não acreditavam no que viam, era divino demais. Belo demais.


A castanha parecia alheia a tudo. E nem  preocupou-se com o impacto que causou. Isso mesmo. Um grande impacto. Até os elfos, pararam o que faziam para vê-la passar.
Ela estava maravilhada com tudo. A casa era linda, a festa os enfeites tudo parecia um sonho, principalmente para ela que participava pela primeira vez. Seus olhos buscavam tudo, todos os detalhes, as pessoas, até que eles pararam em uma pessoa em especial.


 Seus olhos encontraram os de Draco Malfoy. E foi como se o mundo tivesse mudado. Um choque percorreu  seu corpo. Alguma coisa queimava dentro de si. Não sabia o que era. Mas era mágico e único.


E o homem que até algumas horas atrás, que não se impressionava com nada, se rendeu. Seus olhos se desviaram dela por segundos para que passasse por todo o salão, e viu que não era o único a admirá-la. Não   conseguia dizer nada. Seus olhos azuis se fixaram na personificação da beleza em sua frente. E admitiu para si, que nada poderia ser mais bonito e gracioso que ela. E neste momento uma força estranha se apoderou de seu corpo e, sentimentos que ele nunca pensou que tivesse afloraram, e correram por toda a corrente sanguínea, devastadores, doloridos, destruidores, vontade que mata. Era tudo tão contraditório, tudo por uma única mulher. Como isso era possível?  


- Merlim! Isso só pode ser um sonho. Agora entendo porque Harry não gostava de falar dela. Ela representa tudo, desejo, sensualidade, obsessão, paixão e amor. Amor! - Draco dizia para si mesmo enquanto seguia em direção aos recém - chegados.


Hermione sorria lindamente ao vê-lo se aproximar. Ele era lindo! Para ela, ele era o mais bonito dos homens. De repente, flashs preencheram sua cabeça, visões de uma mulher, que parecia que a castanha conhecia, apareceram na sua mente. Balançou a cabeça negativamente, tentando apagar as imagens. Estava quase alcançando o último degrau, quando ouviu a voz sussurrada de Harry.


“- Fique sempre perto de mim. Não se afaste. Ok. Só confio em Três pessoas aqui, fique perto delas, quando eu os apresentar, ok?”- a castanha assentiu, não provocaria seu irmão ali.


Harry desceu as escadas, tentando disfarçar o desconforto causado pelos olhares sobre ela. Ele sabia que seria assim, teria que se acostumar. Não conseguiria escondê-la ou protegê-la do mundo pela vida toda. E também não era justo que o mundo bruxo fosse privado de tanta beleza. Seria egoísmo demais.  Mas como ignorar os olhos desejosos e cobiçosos dos homens em cima de sua irmã? Como controlar e segurar para não arrebentá-los ali mesmo?"


- Cara! Aquela é Hermione Potter!- todos os lados se ouviam exclamações, de diferentes pessoas tanto homens como mulheres.


- Eu nunca vi uma mulher tão bonita...


- Ela é maravilhosa!


- Ela parece um anjo! E que sorriso!


Draco caminhava até eles. Mas não sem ignorar os olhares e as exclamações. Um sentimento violento apoderou-se dele. Como se seu sangue entrasse em ebulição e um sentimento de raiva o consumisse. Uma imensa vontade de fazer mal, de matar, tomou conta de Draco. Na sua opinião  só ele poderia olhá-la, admirá-la. Ela era demais para qualquer um aqui, até mesmo para ele. Os dois jovens não desviavam o contato visual, e quando Draco a viu sorrir para ele, todo aquele sentimento ruim desapareceu, dando lugar a um outro, muito mais potente e definitivo.


 - Harry, achei que não viesse! - dizia Draco, olhando diretamente para a castanha.


- É claro que eu viria. Não deixaria de vir no aniversário de meu melhor amigo. -disse Harry abraçando Draco que nem assim desviou o olhar de Hermione.
"Draco, quero apresentar minha irmã caçula. Hermione esse é Draco Malfoy. E Draco, essa é Hermione Jane Potter, a princesinha dos Potters. – dizia o moreno dando um beijo na face da irmã.


- É um prazer Hermione, é uma honra tê-la aqui conosco. - Draco pegou a mão de Hermione e num gesto de cavalheirismo, beijou sua mão. Mione fechou os olhos na mesmo hora.


- O prazer e a honra é toda minha Draco. - dizia uma castanha sorridente. O sorriso dela era contagiante, espontâneo, verdadeiro, mágico. Era perfeito, para ele, somente para ele.


- Olha só quem chegou! Vem Hermione vamos dançar!- uma Pansy eufórica puxava o braço da castanha em direção a pista.


- Não acho uma boa ideia Pan, fique aqui Hermione. - falava um Harry.


- Ah, qual é Harry deixa ela se divertir. Não vai acontecer nada garanto. - Harry assentiu relutante, mas não sem pedir que a castanha tomasse cuidado. Hermione e Pansy seguiram para a pista sobre vários olhares. Ela era o foco de toda a festa. Ninguém conseguia tirar os olhos, ninguém. Até mesmo o próprio irmão.


- Vamos Draco pode falar. Você eu deixo.


- Harry, eu..., cara, não tem o que dizer. Eu nunca vi ou vou chegar a ver, ah, droga Harry, não existe beleza igual a dela. Chega ser desconcertante! – o loiro falava tudo sem tirar os olhos de Hermione que já dançava na pista. Os olhos de Draco brilhavam, um brilho muito diferente do habitual. Como se ganhasse um presente que esperou pela vida inteira. 


- Eu sei cara. Eu sei. Entende porque eu a protegia sempre? O pior é que ela não é só bonita, além disso, é inteligente demais. Comunicativa demais, todos a querem Draco. E quando sorri, ela desarma qualquer um. Até o pior dos homens sucumbiria a ela. Ela é tão ingênua as vezes, Draco. Eu que sou irmão não consigo parar de olhar, imagina os outros. Preciso de sua ajuda. E só confio em você e no Rony para isso. Ela vai para Hogwarts, tem noção do que vai acontecer? E pode-se dizer que aqui não tem um terço dos marmanjos que tem lá. –Harry agora sussurrava apenas para que Draco ouvisse.


-“Escute-me, Draco, a beleza dela causa estragos, devasta e,  atrai até o mais puro dos homens. O pior que ela não se dá conta disso. Eu acho que estou ficando louco. Tenho ciúmes de qualquer que chegue perto dela. - Jai dizia vigiando todos os passos da irmã e "das outras pessoas" que estavam a seu redor.


 -Olha só, veja que eu não estou exagerando, olha a roda ao redor dela.

Se acalme Harry, eu vou ficar de olho. Deixa ela dançar. Olhe parece que está se divertindo. Esqueça eles. Nunca poderão tê-la. Não se preocupe. – Draco falava convicto e verdadeiro. Se depender dele ninguém chegaria perto dela. A não ser ele, é claro.


-"Mas será meu amigo, que você estará imune a ela?" Tomara que sim, não quero perder um amigo."- Harry falava em pensamento enquanto seguia os passos do loiro. Hermione acenou para ele direto da pista. E não conseguiu segurar um beijo mandado no ar para ela. Ela estava se divertindo.


Hermione dançava graciosamente. Ela exalava sensualidade sem qualquer esforço. Mexia-se com vigor, ela realmente sabia dançar. De olhos fechados, boca meio aberta sentiu que estava sendo observada de longe. E estava. Draco rodiava o lugar, observando os movimentos dela.Seus olhos se encontraram com os dele. Não desviou, nenhum minuto. Era como se só eles existissem ali e ninguém mais. Draco estava maravilhado. Só estava esperando a chance para se aproximar dela. Estava apaixonado por Hermione Potter, e faria de tudo para tê-la. Se preciso passaria por cima de qualquer um. inclusive o irmão.


- Me concede esta dança senhorita Potter? - perguntou Draco se aproximando de Hermione, após tocar uma música mais lenta. Antes de responder, ela olhou para o irmão, ele acenou consentindo para ela.


- É claro, Sr. Malfoy. – os dois começaram a dançar sobre os olhares invejosos dos homens que os rodeavam.


- Você é muito linda Hermione, se me permite dizer. - o loiro elogiava-a com uma naturalidade assustadora.


- São apenas seus olhos Malf...-  ela foi cortada antes de dizer o sobrenome do rapaz.


- Me chama de Draco, Hermione.


- Tudo bem. Obrigada! - disse encarando-o de frente. Seus olhos estavam de um verde incandescente. Não parecia ser real. Nada nela parecia ser real. Era sublime demais, tentação demais.


- Por que demorou tanto para aparecer Hermione?- Draco  colou ainda mais seu corpo ao dela. Eu nunca a vi. Harry falava muito pouco de você, mas...,


- Mas? Mas o que Draco? – a castanha  perguntou com sua voz sexy, ela tinha esse poder, seduzir, hipnotizar sem perceber.


- Ele nunca disse o quanto você é linda!- Draco disse a última frase num sussurro enlouquecedor. A castanha fechou seus olhos e no momento pensou que conhecia aquela voz. Já tinha ouvido aquela voz. E um arrepio correu por seu corpo fazendo com que o calor subisse entre suas pernas. Isso não era bom. Ao contrário de Hermione, Draco não cabia em si de contentamento. Ele não conseguia tirar os olhos da castanha um segundo sequer. Seu coração, batia, a mil por hora.


-"Dione, você não pode interferir! Eu disse que é só em casos extremos! Deixe o destino decidir!"


- "Atenas, você não vê, o irmão é apaixonado por ela. Ele não vai deixá-los em paz. Eu preciso interferir. Não entende. Harry ainda não se deu conta disso. Esse ciúme por ela vai destruí-los!"


-" Você não pode impedi-lo! Até agora ele a protegeu. A força de Draco, já está despertando perto dela. Como prevíamos. Logo, logo sua filha terá que estár preparada para ele. Concentre-se em ensiná-la como usar a beleza como arma. Antes que cause mais problemas."


-" Atenas, preciso ajudar minha filha. Draco já está apaixonado por ela. Você previu isso, ele vai devastar, arrasar, matar qualquer um que tente tirá-la dele. Inclusive o irmão. Temos que canalizar a força de Draco, direcioná-la para outro lugar. Sabes do que ele é capaz. Temos que tirar Harry do caminho sem afastá-lo de sua irmã. Pense, Atenas. Você é racional, me ajude, proves que estás arrependida e faça alguma coisa."


-" Está bem Dione! Tem uma forma. Arriscada, mas será eficaz. Veja aquela garota ruiva lá embaixo! – as duas deusas eram as únicas que poderiam ver Ares e Afrodite."


- "O que tem ela, Atenas?"


-" Dê-lhe um pouco da  beleza de Afrodite. Torne-a atraente, dê-lhe a meiguice, a gentileza, mas não exagere no poder de sedução. Mesmo fazendo tudo isso, não acredito que Harry, deixe o caminho livre para Draco Malfoy, mas desviará um pouco sua atenção. Arrume-a com esmero. Instrua Gina Wesley para que conquiste Harry Potter."


- "Tudo bem. Mas, como sabes que ela irá atrair Harry Potter?- perguntou Dione."


- "Simples, minha cara. Não foi por nada que pedi que lhe desse um pouco de Afrodite."


Harry Potter estava se acabando em ver Hermione nos braços de Draco. Ele sabia que seu amigo não seria diferente dos outros. Ninguém seria. Ele não era. Ele a amava. O moreno já estava a caminho da pista para tirá-la dos braços dele quando trombou em uma mulher. Assustou-se. Era uma mulher bonita. Seus cabelos eram de um ruivo natural com cachos grandes nas pontas que  tinham um tom de ouro vivo. Seus olhos eram mais azuis que a cor do céu. A boca, em um formato pecaminoso e um sorriso encantador.


- Desculpe. Não o vi. –falava a ruiva com doçura.


- Eu que lhe peço perdão senhorita...


- Gina Wesley. Mas pode me chamar de Gina. E o seu?


- Harry Potter. Muito prazer. Está sozinha?


- Sim acabei de chegar e estou procurando meu irmão.


 Na simples menção da palavra irmão, Harry acordou de seu transe e imediatamente correu para pista atrás de Hermione. Mas não sem antes, chamá-la para ir com ele.


- Estou indo buscar minha irmã. Gostaria de conhecê-la?- perguntou Harry.


- Seria um prazer. O que foi?- Gina perguntou ao ver o moreno lhe encarando firmemente.


- Você é linda! E me lembra um pouco alguém. Por que nunca a vi por aqui?- o moreno dizia enquanto caminhava com a ruiva. Mas sempre focando sua irmã.


- Bem Harry, digamos que meu irmão não goste muito que  eu saio com  ele. Ele um pouco “protetor” sabe? Tá bom. Ele é muito protetor. Quase não saio de casa. E estudei no colégio interno na França. Este ano vou para a escola e...


- Vejo que já conheceu minha irmã Harry. – dizia um Ron um tanto nervoso. Olá maninha. Quem deixou que viesse?- indagou Ron, olhando-a de cima a baixo. Ao contrário de Harry, o ruivo era realmente protetor, porém não a sufocava.


- Olá ruivinho. – disse Gina abraçando e beijando o irmão que sorriu diante do ato fraternal. Estava morrendo de saudades suas. Acabei de chegar e queria vê-lo. Papai disse que estaria aqui. Espero não tê-lo aborrecido por ter vindo. Enquanto a Harry, acabei de conhecê-lo.


- Onde vocês estavam indo?- perguntava Ron. E antes que Harry respondesse foi interrompido novamente pelo ruivo que mudou o semblante de tranquilo para nervoso.


- Harry, acho melhor você dar uma olhada, sua irmã está com problemas.


 Draco e Hermione ainda dançavam. Os olhos estavam fixos um no outro a todo tempo. Era como se pudessem se amar apenas pelo olhar.


-Ah Draco agora chega! Deixa minha amiga dançar comigo. Que coisa! Dizia uma Pansy emburrada. -Vem Mi! Os dois se soltaram relutantes, as mãos custaram a se desprender. Em meio a ausencia dela surgiu um imenso vazio. O loiro não entendia os sentimentos que começaram a despertar em seu interior. Não queria soltá-la. Nunca mais. As duas começaram novamente, a música era contagiante, e as mulheres prenderam as atenções. Draco ficou atrás de uma pilastra, observando os movimentos de Hermione. Encantado. Ele sorria para si mesmo. Além de ser linda, era meiga e extremamente inteligente. Ele pode perceber enquanto conversavam. O mundo parece que tinha ganhado mais cor. A presença dela irradiava felicidade, alegria. Mas também despertava paixões. E isso era a única parte que não gostou.


- Em toda minha vida. Eu nunca tinha visto uma mulher como essa. A beleza dela é incomparável, meu filho. Parabéns!- dizia uma Narcisa sorridente.


- Não fala besteiras, mãe!- Draco respondeu sorridente. Sabia que nunca poderia enganar sua mãe. – pensava baixo no momento que era envolvido por um abraço fraternal.


- Ela desperta coisas em mim, mãe. Não só por ser bela e sim por alguma coisa que não sei o que é. Sei lá são muitos sentimentos misturados. Quando ela chega perto de mim, vejo imagens na minha cabeça de um homem, que não sou eu, mas ela está em todos esses flashs. Quando ela fica longe..., como está agora, nessa hora, eu sinto uma raiva crescente, amor, um ódio enorme e uma louca vontade de...,


- De quê Draco? Louca vontade...,


- Vontade de matar, mãe. Matar e morrer por ela.


- Mas Draco, você acabou de conhecê-la! Como..., isso não é bom meu filho!


- Eu sei, mãe. Quando estou com ela isso tudo vai embora. Como se acalmasse meu interior. Sabe qual é o meu destino mãe. E até algumas horas atrás, eu gostaria de servi-lo. E agora eu já não tenho mais certeza de nada. Não fui criado para amar, mãe. Sabe disso. Ele deixou bem claro isso. Agora, eu vejo a minha frente meu bálsamo, em meio ao vazio que é minha vida.


- “Você está amando meu filho! Amando. Não existe sentimento mais puro e verdadeiro. E quanto ao vazio de sua vida. Você tem escolhas, Draco. Não precisa fazer o que ele quer. Seja você mesmo, lute por ela. Mesmo não querendo o sangue em suas veias, ele tem que servir para alguma coisa. Um Malfoy não desiste de nada que quer. E você tem uma vantagem filho. Veja os olhos dela. Eles brilham quando olham para você. Ela já o ama!”


 A mãe de Draco disse tudo emocionada para o filho. Deu-lhe um beijo na face e saiu em seguida do salão. Draco buscou mais uma vez os olhos dela. Ela o encarava como se lesse todos os seus pensamentos. O brilho apaixonado era o mesmo do dele. Ficaram se namorando pelo o olhar.  


Hermione sorria graciosamente. Para ela não existia mais ninguém no mundo a não ser ele. Seu coração estava transbordando de amor, seus olhos refletiam a imensa paixão. 


- Está dando muito na cara, vocês dois Mione. Seu irmão não vai gostar nada disso se perceber. Ele e Draco são amigos desde pequenos. Mas, isso não vai ser levado em conta se despertar a ira de Harry. - dizia uma Pan bem preocupada.
Como consegue, Hermione? Viver com todos esses olhares famintos em cima de você o tempo todo. Veja, eles estão te comendo com os olhos. Até o Rony, babou em você. – disse uma Pansy divertida. Ela é apaixonada pelo ruivo, mas este a vê apenas como amiga.


- Isso, não é muito bom. Confesso para você Pan. Não pude ter meu baile de 15 anos, porque meu pai ficou com medo de me expor. Eu não pedi nada disso. Só gostaria de ser uma garota normal, sabe. Como todas as outras. Não posso sequer sair sozinha, que eles não deixam. Quando saio de casa, tenho que ficar escondida para não ser reconhecida. Já aconteceram coisas do qual me envergonho. Sei que eu provoco, sem querer, mas sempre estou causando problemas para eles. Uma vez Jai perdeu a paciência comigo, dizendo que eu sorrio para todo mundo. E isso acaba gerando mal entendidos. É frustrante! Isso parece castigo!


– as duas estavam agora conversando paradas na pista. Um dia, fui ao beco diagonal com minha família e...,


- Senhorita Potter, até que enfim, tenho o prazer de conhecê-la. Blaize Zabine. Seu criado. – disse o garoto arrancando um lindo sorriso de Hermione.


– Blaize Zabine, acabava de se apresentar para a castanha. Não se podia negar a beleza dele. Ele se encantou com ela desde que a viu e  não conseguiu olhar para nenhuma garota desde então.


- Dança comigo? Só uma dança?


- É, Zabine, não acho uma boa ideia. O irmão dela..


- Não se intrometa Parkison, não estou falando com você!


“- Se acalme Blaize.” – disse Hermione colocando a mão em seu braço. Ela tinha o dom de acalmar as pessoas apenas por sua voz ou toque. Ele sorriu com o gesto.


-“Eu aceito dançar sim, com você, se me prometer que vai parar de beber. Sim?- o moreno sorriu radiante. Ela era divina! Em todos os sentidos.


Esses eram os dons de Afrodite. Ela despertava todos os tipos de sentimentos. Hermione, sabia disso, só não entendia o porquê de conseguir. Achava que devia ser por causa da sua condição de bruxa. Isso sempre funcionava com Harry quando ele estava com raiva. Era só tocá-lo para que esquecesse qualquer sentimento ruim. Ela não gostava de confusões. Mas nunca conseguia evitá-las. Ela transmitia paz e discórdia ao mesmo tempo.


- Sabe que é a mulher mais bonita que já vi? Não há nenhum homem aqui que não queira você, Senhorita Potter. Gostaria de tomar sorvete um dia desses comigo? Blás perguntou enquanto dançavam.


- Zabine, você é muito gentil. Quem sabe um dia. Agora que já dancei contigo, vou ter que procurar meu irmão. Pode me dar licença?- o semblante, do rapaz mudou de repente.


- Não. Não vou deixá-la sair de perto de mim. Quero que fique comigo, a festa inteira. Pensa que não vi você e o Draco. Não vou deixá-la livre para ele.


- Blaise. Posso te chamar assim não é? Ele afirmou feliz. Não quero que fique chateado. Olha só vou dar um oi para Harry. E depois dançamos mais um pouco, ok?- o moreno estava encantado. Fascinado por ela. Era gentil, educada e doce. Antes de sair deu-lhe um beijo na face. O coração de Zabine acalmou.


Quando Hermione saia de perto do rapaz ela viu Draco vindo em sua direção. Seu olhar se fixou nele. Sorriram um pro outro.


Mas esse foi seu pior erro. Zabine ficou descontrolado ao perceber os olhares apaixonados que trocavam e a segurou pelo braço obrigando a permanecer na pista com ele.


- Então iria procurar Harry, não é?


- Tire as mãos dela Zabine, gritou Dino Thomas, não vê que ela não quer dançar com você?- o moreno de olhos verdes aproximava-se ameaçadoramente, junto com Justino, Miguel Corner, Simas e Neville.


-Não se intrometam! Ela está comigo. Vocês não tem a mínima chance.


- E quem disse. Você? Cale a boca, Zabine. Você é um idiota! Vem Potter, tiramos você daqui. Vamos protegê-la.


- “Rapazes.” – Hermione sorria doce e falava serenamente. Vamos nos acalmar sim, que tal dançarmos todos juntos na pista? -sua voz parecia uma melodia maravilhosa imposta no ar. Os rapazes sorriram com a proposta. Ela realmente valia tudo.


-  Zabine ficou furioso, e agarrou a castanha com violência exagerada, deixando evidente que não estava disposto a soltá-la e isso causou um grande tumulto. Os rapazes vendo a atitude de Zabine, se indignaram.


-“ Não é só você que pode passar momentos com ela. Blaize! Eu também quero dançar com a Sr. Potter e vou dançar. – numa atitude impensada, Dino a puxou pelo braço com força, para que se aconchegasse nele, forçando a dançar. Não levando em consideração os pedidos da garota.


Hermione mais uma vez, se sentiu mal. Mais uma confusão que ela não evitaria. Em seguida viu-se, sendo puxada por vários braços, de uma forma violenta e desejou naquele momento não ter saído de casa.  Começou a sentir umas vertigens e palavras desconexas vieram em sua mente como uma lembrança esquecida.


"Serás bela. Mas sua beleza causará desgraças!"


Sua visão ficou turva, seu corpo amolecia enquanto caia na inconsciência.  E antes de perder completamente os sentidos sentiu-se amparada pelos braços fortes de Draco Malfoy.


- "Tirem suas mãos imundas de cima dela!" - Harry, gritava enquanto ele ,Rony e Draco distribuíam socos e chutes em todos que atravessavam seu caminho. Harry olhava para todos os lados em busca de Hermione. Seus olhos se voltaram para seus amigos, sorriu ao ver Rony, socando a cara de Zabine. Em seguida voltou-os para Draco e em toda sua vida não tinha visto, um homem tão cego de raiva, de ódio e um outro tipo de sentimento que ele não ousava definir. Draco lutava como se dominasse essa arte. Não fazia esforço algum para desferir qualquer golpe. E parecia que gostava disso. E quanto mais sangue ele tirava dos rapazes, mais ele sorria, mais batia. Parece que se não machucasse alguém, não estava satisfeito. Naquele momento ficou com medo de seu amigo.


Harry tentava chegar perto da irmã, o que era quase impossível, por causa do tumulto. E de longe pode ver que ela não estava bem. Ela estava no canto longe da briga. Graças a Neville que a tirou de lá com medo que ela se machucasse. Correu desesperado em direção a ela, para socorrê-la antes que desfalecesse, mas foi barrado por um grupo de garotas que tentavam sair da confusão. Quando conseguiu se aproximar, pode ver sua bela irmã, sendo carregada nos braços de seu melhor amigo. 


No momento sentiu uma profunda dor ao vê-la com ele. E saiu em direção a ela.


Hermione! Hermione! Me dê ela Draco! Agora! – moreno tentava a todo custo tirá-la dos braços de Malfoy, mas foi barrado por Narcisa.


- Calma Harry. Ela está bem! Ele só vai levá-la para quarto. Não vai acontecer nada.


- O que ela tem? Por que desmaiou? Eu sabia. É tudo minha culpa. Não devia tê-la trazido. Não devia. Eu preciso subir, pegar minha irmã e levá-la para casa. – falava Harry convicto.


- Escute Harry. Venha sentar-se aqui que vou curar seus machucados. Depois você sobe ok? Mandei que Gina e Pansy, ficasse com ela. Até você se acalmar. Veja tome um pouco de água, que vai te fazer bem. – dizia uma Narcisa saudosa e se o moreno não tivesse tão nervoso, sentiria que a água estava com gosto diferente.


 Draco subiu para o quarto da mãe, e depositou Hermione na cama delicadamente. E ali ficou admirando. Sentia uma necessidade  de ficar com ela. De vê-la e estar perto dela. De longe viu o estado dela, e até agora não sabe como chegou até ela antes que desmaiasse. Gina e Pansy chegaram atrás dele assim que entrou no quarto.  A castanha dormia serenamente na cama.


- Pan, vai até Harry e veja se ele está bem sim.


- É claro Draco. Vamos Gina! – as duas saíram deixando-os sozinhos.


Draco andava calmamente até a cama. Era desconcertante vê-la dormindo. Hoje pode comprovar o porquê de tanta preocupação. Harry, não estava sozinho. Pois ele sentiu o pior de todos os ciúmes. Aquele que pede para matar.


Hermione dormia, como um anjo. E o rapaz não teve dúvidas em compará-las a beleza deles. Era pura demais. Deitada ali, parecia uma deusa esculpida formosamente para ele. O loiro sentou-se na beira da cama e ousou tocá-la na face. A pele era sedosa, corada, parecia o mais raro dos veludos. O loiro se inclinou um pouco de forma que seu rosto ficasse a centímetros do dela. Os narizes se encostavam e ele pode sentir o perfume cítrico. Diferente. Viciante. Entorpecedor. Um dos dedos tinha vontade própria e foram direto para os lábios bem desenhados.  Contornou os lábios rubros, fazendo o desenho completo. A sensação era única, sublime. Fechou os olhos. O dedo novamente voltou ao caminho forçando a abertura, umedecendo a carne atrevida. Retirou e o levou aos próprios lábios e experimentou  o mais doces dos sabores. Sua respiração ficou descompassada, seu peito subia e descia numa velocidade incrível, assustadora, animal. E a louca vontade de se apoderar dos lábios dela cresceu. Ele continuava de olhos fechados. Estava emocionado e assustado demais para se mover dali. Se recriminou por tocá-la desta forma. Mas era tentador demais. Ela cheirava pecado. Ele amava o pecado.


 Ouviu-se um murmúrio, e como estava de olhos fechados não percebeu que o anjo causador de sua angústia se encontrava de olhos abertos e sentido as mesmas sensações que ele. Hermione acordou com a carícia de Draco. Quando abriu os olhos e viu que seu amado estava de olhos fechados absorvendo seu líquido como se tivesse saboreando o mais gostoso dos néctares, perdeu totalmente os sentidos. E levou uma de suas delicadas mãos ao rosto dele numa carícia única. Com a outra ela fez o trajeto de desvendar todos os segredos daquele rosto perfeito. Se olhavam apaixonadamente. Os olhos brilhavam e uma lágrima cristalina se prendeu deles.  O homem a sua frente, não conseguiu se controlar e numa atitude desesperada e pensada, a puxou com maestria para seu colo e invadiu sua boca com um beijo esfomeado. Passando para ela todo o sentimento de desejo, paixão e amor. Draco explorava a boca, delicada e adocicada de Hermione como se a conhecesse. Ao mesmo tempo selvagem, carinhoso, possessivo, sensual. E sabia que nunca sentiria assim com outra mulher. As sensações eram desesperadoras, únicas. As vontades se uniram e não tinham mais como voltar atrás. Se amavam!  E ninguém poderia fazer nada contra isso.


- Eu estou louco por você! – Draco sussurrava entre beijos e carícias. Desde que a vi pela primeira vez. Eu me apaixonei perdidamente por você, Hermione.


- Eu também Draco. Não sei como ou quando. Mas esperava por você. – Hermione murmurou enquanto recomeçavam novamente uma sessão de beijos enlouquecedores.


“Harry..., Harry! Acorde, Harry Potter. Acorde… Ela está com ele. Ela está com ele. Seu amor está com Draco Malfoy. “ Ele vai tirá-la de você, Harry.” Hermione jamais será sua! Acorde... vai perdê-la, vai perdê-la...


- Harry acordou assustado e saiu em busca de sua irmã. Se os dois estivessem juntos mataria Draco Malfoy, por ter a ousadia de tocá-la. Ninguém vai tirá-la de mim. Ninguém! - a voz de uma mulher dominava a cabeça de Harry.

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Comentários: 3

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Enviado por Anne Lizzy Bastos em 23/04/2014

Coitada da Mione, ficou com dó dela.

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Landa MS em 24/02/2012

Desse geito Hermione vai mandar o Harry pastar rapidinho porque depois desse beijo meu bem, ninguém vai segurar Draco e Hermione.

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Miss Caroline em 07/08/2011

Gente, que ciume doentio do Harry! Noffa.

Nota: 1

Páginas:[1]
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