FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

1. Capítulo 1


Fic: Lobos em pele de Cordeiros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 1







 




Largo Grimmauld, número doze, Londres – Mansão Black


 


Londres                                                                                                            02/11/1958  


         Estava parada frente ao tumulo frio de minha mãe, aonde eu lia claramente na pedra mármore:


“Druella Rosier Black *1930 – 1958*”


As lembranças ainda eram frescas em minha mente, Druella acabara de me por na cama como fazia todas as noites, mas sentia que havia algo diferente com ela, já havia reparado que andava mais abatida, no entanto, nada se comparava a sua fisionomia hoje.


Abraçou-me forte, como se nunca mais quisesse, me soltar, fiquei quieta, começou a sussurrar em meu ouvido:


“Bella, minha querida filha, perdoe-me por não poder continuar nessa jornada com você.Talvez você não compreenda tudo agora, pode até ficar confusa, mas prometa para mim que não vai se iludir com as mentiras que ouvir a meu respeito daqui em diante, prometa que por maior que seja sua revolta não vai se manifestar, prometa que vai cuidar de suas irmãs.” Parou por um momento de sussurrar , pois a lagrimas a impediam de concluir, respirou fundo e depois de alguns instantes perseguiu “Eu te amo minha filha, durma com os anjos, adeus” beijou minha testa e se retirou, trancou a porta de meu quarto de nosso quarto para impedir que eu fosse atrás dela.Tinha de chorar em silencio para não acordar minhas irmãs já adormecidas.


Na manhã seguinte, o corpo dela fora encontrado já sem vida nos jardins. Eu e minhas irmãs tínhamos respectivamente apenas sete, cinco e três anos.


         A coluna social do profeta diário anunciava a morte dela por intermédio da epidemia da varíola de dragão que vinha matando uma quantidade razoável de bruxo do alto padrão social parecia uma praga que se alastrava. Era apenas uma forma de tapar o sol com a peneira, em termos mais claros abafar o caso.


         Todos os amigos da família, parentes mais próximos e altos figurões da sociedade bruxa estavam presentes velando o corpo, apenas a família própria da falecida ainda não se encontrava no recinto o que já causava uma pequena balburdia entre os presentes. Havia apenas uma figura encapuzada e sombria que desde que chegara ali optara por ficar quieto em um canto quase não era notado, em sua opinião existia uma hora para tudo e aquela definitivamente não era a hora de chamar atenção dos demais e sim o momento certo de observar.


Pouco tempo se passou depois da hora marcada para o inicio do velório quando maiorias dos olhares ali presentes se voltaram para a entrada por onde havia acabado de passar um bruxo de cabelos negros e estatura mediana que havia acabado de ganhar viúvo como estado civil Cygnus vinha segurando no colo uma criança loira de aparência angelical que estava adormecida Narcisa, junto a eles vinha minha irmã do meio Andromeda que andava lentamente tentando acompanhar os passos de papai, tinha aparência frágil e encantadora com seus cabelos castanhos e cacheados caindo na altura dos ombros, por fim para completar aquele quarteto carismático pouco mais isolada deles vinha nada mais nada menos do que eu, Bellatrix que por estar mais isolada chamava a atenção de alguns ali, eu a primogênita uma menina franzina que ao contrario de minhas irmãs que possuíam qualidades distintas e separadas eu conseguia possuir uma junção de todas as qualidades antes mencionadas com poças diferenças,meus cabelos eram castanhos escuros,ondulados que vinham moldando meu rosto alvo e angelical, mas que entravam em constante contraste com meus olhos tão profundos quanto o mar e tão marcantes quanto uma tempestade


Assim que o velório acabou alguns bruxo começaram a se retirar o que aos poucos foi deixando local mais suportável, agora sem aquele batalhão de bruxos por perto a figura encapuzada deslocou-se lentamente, estava indo observar pela ultimas vez o tumulo de Druella quanto mais cedo saísse daquele local melhor, odiava cemitérios só viera mesmo fazer uma espécie de “fachada”.


Enquanto meu pai se despedia dos presentes e eu e minhas irmãs estávamos paradas frente ao tumulo de nossa falecida mãe conversando:


- Ela vai voltar?– perguntou a garotinha loira com inocência.


- Não – respondeu a mais velha friamente sem encarar a caçula cujos olhos já estava mareados, e que com a afirmativa da irmã.


- Não? – perguntou ainda com um pouco de esperança a menina loira, esperança essa que estava cada vez mais se esgotando. - Tem certeza? Papai falou que ela foi viajar


- Ele estava mentindo sua boba, ele também falou a mesma coisa sobre à vovó e até agora ela não voltou e já fazer... – a garotinha de cabelos castanhos abriu a pequena mãozinha para tentar contar, mas não conseguiu – Muitos anos..


- Será que você duas não compreendem a mamãe assim como a vovó estão mortas, não voltam nunca mais... – disse um pouco irritada, já havia aprendido a ligar com a morte das pessoas que mais amava, não queria Dara falsas esperanças para as irmãs, como ela mesma também não queria pender-se a ilusão que um dia a mãe voltaria ao lar.


As outras duas cariam no choro ao ouvir as palavras proferidas pela menina, claro que o fato não passou despercebido pelo pai delas que foi logo averiguara o que estava acontecendo ali. Tanto Narcisa quanto Andrômeda, contaram uma versão torta do que ela havia dito ao pai.


 Cygnus pegou me pegou pelo braço com um pouco de força e a levou para um canto mais isolado das pessoas que ainda restava no local:


- Eu vou falar apenas uma vez, se você continuar a falar esse tipo de coisas para suas irmãs...


- Vai fazer o que? Vai me bater por eu estar falando a verdade para elas...Por eu não simplesmente fazer como você fez comigo em mentir, dizendo que ela vai voltar? – a mão de meu pai vôo certeira em meu braço deixando a maracá dos dedos.


- Cala a sua boca sua garota mimada, você não sabe nada sobre a vida..


- Eu sei o suficiente para dizer que é melhor elas descobriram agora do que se alimentar de palavras vazias – disse aumentando o tom da minha voz, batendo de frente com o meu pai.


- Bellatrix, eu já estou sem paciência, se você é tão espertinha assim já deveria ter percebido e se não quiser apanhar ao chegar a casa, acho melhor você se colocara no seu lugar.


- Ué não tem coragem de me bater na frente dos seu amigos, ou prefere fazer tudo por debaixo dos panos – ele me soltou com certa força, meu braço chegava a ter as marcas dos cinco dedos em tordo de meu braço fino.


Dei as costas a ele se afastando ainda mais, havia acabado de perder a mãe e aquele idiota ainda se achava no direito de me bater sem motivo algum, pelo menos agora eu tinha lhe dado motivos. Fui andando para o local mais longe que eu consegui daquele lugar, daquelas pessoas hipócritas. “Eu não vou chorar na frente deles, não preciso da compaixão de ninguém” as lágrimas escorriam silenciosas pelos cantos dos olhos, agora não tinha problema, já estava sozinha, ou pelo menos achava eu estava.


Quando eu vi o que parecia ser vulto encapuzado, parecia estar com pressa, pois vinha caminhando rapidamente tive a vagar impressão de tê-lo visto flutuando. Eu não havia o visto presente no enterro, mas ao que tudo indicava estava lá desde o principio, apenas observando, quem era?


A curiosidade era tanta que vou seguindo aquela estranha imagem sinuosa, mas lentamente, afinal se fosse quem fosse e estivesse escondido não gostaria que alguém o seguisse. Fui passando por entre os arbustos e as arvores, chegando a ficara um pouco lanhada, mas que se importa eu queria saber quem era o encapuzado.


, aquela fora uma das perguntas que ficou sem resposta naquele dia. Fui voltando cabisbaixa, afinal não atingi meu objetivo, meu pai e minha irmã já estavam a minha espera. Ao sair do cemitério só havia uma certeza daquele dia em diante, muita coisa iriam mudar.


Desde a morte de Druella ocorreram muitas modificaram em minha vida, Cygnus e Orion estavam cada vez mais envolvidos com os negócios da família, enquanto eu e minhas irmãs mais novas fomos morar em Londres no “Grimmauld Place”, no início foi muito difícil se acostumar, nós tínhamos muitas regras que tínhamos de cumprir sem reclamar, caso contrário recebíamos pequena punições, era como viver em um quartel, minha tia Walburga vivia dizendo que um dia iríamos agradecer a ela, eu ainda tinha minhas duvidas.


         Diversas vezes pude ouvir Walburga relatando a Cygnus (sim, eu não gostava de chamá-lo de pai) e a Orion que para me manter sob rédeas curtas era necessário muito jogo de cintura e paciência, pois não era tão submissa como minhas irmãs, era mais esperta, rápida e determinada, eu possuía sempre uma resposta mal criada na ponta da língua caso as coisas não andassem do meu agrado.


Durante a noite após o “toque de recolher”, eu sempre saio da cama, encontrei na biblioteca da casa o meu refúgio, curiosamente cerca de seis meses atrás comecei a ler livros estranhos, com capas medonhas, dizeres macabros, feitiços em que eu nunca pensei existir, no início eu mal conseguia dormir, mas agora já estou me acostumando com aquele tipo de leitura. Somente as pessoas que realmente me conheciam conseguiram perceber que estava mudando lentamente, havia adquirido a mania de recortar manchetes do Profeta Diário, o que me levou saber mais sobre o Lorde das Trevas, como um bruxo das trevas conseguia ser tão perfeito? Eu sinceramente não sabia mais quem sabe um dia um pudesse descobrir a resposta.


Grimmauld Place – Agosto de 1962


            Finalmente havia chegado aquele dia tão esperado, eu já não agüentava de tamanha ansiedade, só faltavam duas semanas para o começo do meu primeiro ano letivo e eu iria ao beco diagonal comprar as matérias, não perdia por esperar, Hogwarts era o lugar dos sonhos de qualquer criança de 11 anos. Perguntava-me será que ela era to fantástica como nos livros ou em histórias contadas, não conseguia nem dormir direito só de sonhar.


Mal sabia eu que todas as minhas esperanças seriam praticamente destruídas logo no café da manhã. Walburga, Orion e meus avós estavam no St. Mungus esperando pelo nascimento de Sirius, Cygnus estava viajando a trabalho e Monstro teve de ficar em casa cuidando de Andrômeda e Narcisa, já deu para perceber que eu sobrei.


Com certeza aquilo não iria ficar daquele jeito, eles tinham os planos deles e eu tinha os meus planos e não iria ser um nascimento que iria mudar isso. Decidi que eu iria sozinha e não avisaria ninguém, não iriam dar pela minha falta mesmo.Sai de casa logo depois deles, havia pedido para Monstro me deixar no Beco Diagonal e quando eu terminasse o chamaria.


O Beco Diagonal estava lotado bruxos de todos os tipos e idades para todos os lados, já havia ido varias vezes aquele local, mas acho que pelo fato de estar indo comprar a lista de material tornava aquele local mais empolgante. Estava andando por todos os lugares, mas uma coisa em especial me chamou a atenção uma rua comprida, a estreita e mal iluminada.


         Andava lentamente pelas vielas sinuosas da chamada Travessa do Tranco, estava diferente dos anos que eu havia ido anteriormente, ela em si em um dia ensolarado já não era muito convidativa, agora imagine esse mesmo local em um dia de garoa, estando deserto e estranhamente silencioso e para melhor a minha sensação de estará ali ainda tinha a desconfortável sensação que estava sendo observada de porto por algo que eu não conseguia ver.


         Pisava lentamente para não fazer barulho, finalmente havia chegado à entrada da Borgin e Burkes, empurrei a porta lentamente, podia ouvir alguns leves sussurros vindos do fundo da loja, mas como nem tudo em minha vida é tão fácil quanto parece eu havia me esquecido de em pequeno, mas importante detalhe, a sineta que se localizava logo acima da porta, que anunciava a chegada de fregueses, no meu caso de intrusos.


         Não tive nem tempo de pensar direito, feixes de luzes de variadas tonalidades começaram a voar não penas na minha direção mais ao meu redor, pelos lugares onde a ouço eu havia passado, ouvi um estrondo que apesar de ter sido longe parecia ter acontecido ao meu lado e alguém falando em alto e bom tom “auros”. Foi a ultima coisa que me lembrei antes de ser atingida por um raio de luz vermelho.


         Fazendo um resumo bem claro do que havia acontecido na travessa do tranco, comensais da morte, estavam fazendo uma operação no local, mas de alguma forma a informação foi para no ministério propositalmente, os auros foram até lá para averiguara se a informação era verídica e eu pobre e inocente entrei de bucha na situação, sendo estuporada e levada até a sede, já que tinham ordens explicitas para capturar auros, isso é os que sobrevivessem.


         No momento eu estava totalmente perdida, não sabia aonde, mas a que pude perceber eu estava ajoelhada, amordaçada, de mãos atadas e com um caco de batatas em minha cabeça me impedindo de ver. Ouvia vozes e elas zombavam de alguém com certeza eu não estava sozinha lá, parei de me debater para poder me concentrar no que as vozes falavam:


         - Mi lorde como o senhor mandou trouxemos alguns auros e também trouxemos uma refém. – pude ouvir mais um leva de comentários em xingamentos.


Falava o nome de cada auro capturado em alto em bom tom, fui sentindo que os passou e a voz estava cada vez mais próxima de mim, sério o imbecil que havia me pego como refém ou quem tivesse me acertado pagaria caro que culpa tinha eu, uma jovem de puro sangue, só não estava no local apropriado, mas mesmo assim ele que tivesse uma mira melhor.


– E por ultimo meu caro lorde entre eles havia uma jovem que trouxemos durante a nossa fuga ...- ele tirou o pano que cobria a minha cabeça, por um momento a sala ficou silenciosa, eu estava tentado voltar a enxergar, pois só vi um clarão quando ele tirou o saco. – Creio que alguns de nós a conheçamos – o homem que completou a frase pareceu atônito.


Aos poucos fui reconhecendo aquele local estava na sala de estar da Mansão Rosier a casa de meu tio Evan.


- Bella? – perguntou meu tio ao me fitar de longe com uma das sobrancelhas arqueadas.


- Não, um hipogrifo... – falei ironicamente, mesmo com a mordaça em minha boca, tanto essa quanto as cordas que até então apertavam meus pulsos frágeis desapareceram deixando minhas mãos livres, com apenas um floreio da varinha do homem que ocupava a ponta da mesa.


- Que brincadeira é essa? – disse Abraxas Malfoy que era o homem a quem havia tirado o saco de minha cabeça.


- Creio que não seja brincadeira Malfoy, parece que por algum caso a minha sobrinha estava no local errado e na hora errada... E ao que tudo indica foi capturada por engano. – ele me olhava com um olhar irritadiço de reprovação – Mas o porquê dela estar lá sozinha é que eu não compreendo.


- A é fácil de compreender quando toda a família tem alguma coisa inadiável para fazer. Eles não mudam os planos por mim, muito menos eu mudo por eles – respondi mal humorada – Antes que eu me esqueça se você sabia quem eu era para que a mordaça, o saco e as cordas? – a pessoa a quem perguntei permaneceu em silencio – Isso é por que eu só tenho 11 anos...


 - My lord, peço a sua licença para me retirar e levar comigo a minha sobrinha. – Evan me cortou antes que eu completasse minha frase.


Por alguns segundos tudo pareceu estar em câmera lenta percebi finalmente que a pessoa a quem ele se referia era o homem na porta da mesa, à medida que se aproximou de mim tomava a forma de um homem alto que trajava uma bela capa preta, mas diferente das fotos de algumas manchetes que havia recortado e ele estava sem mascara, àquilo só poderia ser uma brincadeira e de muito mau gosto, teria eu pegado no sono e acreditara estar vivendo mais um de meus sonhos, pois o homem parado a minha frente era nada mais nada menos do que Lorde Voldemort.


E eu reagira da forma mais natural possível, o mais curioso foi o fato de não estar sentido medo ou não ter recuado quando ele estendeu a mão e afagou os meus cabelos, como se eu fosse uma criançinha, um sorriso sádico e misterioso desenhado nos lábios dele. Olhava fixamente em seus olhos, eu não tinha reação. Sabe quando você tem a sensação de que todos os olhares estão decaídos sobre você, era exatamente o que estava acontecendo agora e aquilo me incomodava..


- Da próxima vez cuide melhor da sua família, não quero que a culpa da morte de um sangue puro fique em minhas mãos – disse ele friamente ao me entregar para o meu tio – Agora pode ir.


Saímos da sala assim que o lorde nos liberou, meu tio continuava em silencio dando passos rápidos e eu o acompanhava.


- Como conseguiu sair de casa? – perguntou ele finalmente, sabia que ele não iria brigar comigo, o pior vinha depois.


- Pela porta da frente. – respondi como se fosse a coisa mais obvia do mundo.


- Engraçadinha você, por sua culpa a minha atenção foi chamada na frente de todos e não sabe como é vergonhoso, pois se eu não consigo tomara conta da minha família como que...que... vai tomar um banho e se arrumara para dormir, enquanto isso eu vou mandar uma carta para o Largo Grimmauld devem estar preocupados com você..


- Duvido muito se eles se importassem, além do mais já tenho idade suficiente para andar por ai sozinha ...Todos naquela casa viviam ocupados de mais – disse contraia cruzando os braços, contando uma versão distorcida dos fatos.


- Tudo bem Bella, mas antes – se abaixou um pouco para falar olhando nos meus olhos e segurou em meus ombros – Deve prometer que não ira falar com ninguém sobre aquilo que viu hoje, vou dar uma desculpa qualquer para o seu pai, mas você não pode cair em contradição. Agora vai. – deu um beijo em minha testa,  em sinal de respeito.


- Não precisa se preocupar tio, eu sei contar minhas próprias mentiras. ­– respondi continuando meu caminho, e ouvindo os passos dele indo em direção contrária.Fui atrás dele rapidamente. – Mais uma coisa.. – ele confirmou com a cabeça – Posso passar o final das férias aqui? Por favor, só mais essas semanas e eu irei para Hogwarts. Juro que vou me comporta.


Suspirou sem olhar para mim, pensando se acataria ou não ao meu pedido, dando uma pausa dramática, murmurando um “Vou pensar” e continuou a anda. Abri um sorriso de ponta a ponta, era a sobrinha favorita dele e quando falava daquela maneira é porque eu tinha grandes chances de conseguir aquilo que eu queria.


Mas tarde naquela mesma noite a mansão encontrava-se em silenciosa penumbra, só era possível ouvira ao barulho do vento que ressonava como um uivo fantasmagórico.


Estava eu deitada em minha confortável cama, do quarto que um dia fora de minha mãe, curioso o fato de que quando estamos sem sono prestamos atenção aos mais variados sons, como por exemplo, os galhos que se chocam suavemente contra a janela, as gotas teimosas que insistiam em pingara da torneira, o uivo de um lobisomem..que!? O uivo de um lobisomem, desde quando existiam lobisomens ali naquela região e ainda estando na passagem da lua crescente para a cheia, de fato essa era mais uma missão para mim.


Levantei da cama, me dirigi até a penteadeira, olhando gaveta por gaveta com aquela confusão toda havia perdido minha varinha, em algum ligar daquele quarto tinha de ter ou uma varinha ou uma lanterna. Não enxergava direito, pois a única luz existente no quarto era a luz da lua, mas ao tatear a terceira gaveta encontrei um caixote fino e comprido, pude ver que pelo formato deveria ser uma varinha, abri o fecho da mesma.


Parecia estará guardada ali de propósito como se alguém quisesse que e a encontrasse era a varinha mais bonita que eu já havia visto, uma pequena nota descrendo sua composição trinta e dois centímetros, rígida, feita de Nogueira e fibra cardíaca de dragão.. Toquei e sua base foi como se um arrepio percorresse toda a extensão do meu corpo infantil, a retirei da caixa, deixando que a mesma caísse no chão sem me importar. Aquela era uma das sensações mais curiosas da minha vida, a ponta dos meus dedos começou a formigar e da ponta da varinha surgiu um tênue feixe de uma coloração lilás fluorescente que logo desapareceu. “Há varinha escolhe o bruxo” se aquela varinha havia me escolhido ou não só havia uma maneira de descobrir:


- Lumus. – sussurrei com voz firme e a ponta da mesma iluminou-se, só por via das duvidas tentaria mais um feitiço – Nox..- e a ponta dela se apagou.


Sabia que era proibido o uso de magia por menores de idade fora de Hogwarts, no entanto nada dizia que era proibido o menor usar magia na presença de um responsável em terras mágicas. Como eu sabia dessas coisas era simples, o acervo literário do Grimmauld Place era variado.


Mas voltando ao lobisomem, estava apenas de baby doll, descalça, cabelos soltos lisos escorridos indo até o final das costas com uma franja que seguia o formato do rosto, já com a varinha em punhos rumei em direção a porta, abrindo-a lentamente, desta vez não havia sineta para me denunciar.


- Lumus – murmurei novamente, já trilhando o meu caminho pelo vasto corredor. Desci as escadas lentamente degrau por degrau até chegar ao átrio, será possível que naquela casa não tinha ninguém acordado, onde será que meu tio deveria estar.


Entrei dentro da sala de estar, deixando a porta fechada assim como havia encontrado-a, ouvi novamente o uivo parecia estar tão perto, não chegava a ser uivo de um lobo parecia ser o misto de um gemido dolorido de um homem com um uivo grutal.  Meus pensamentos se desfizeram no momento em que ouvi o trincar da fechadura, tinha mais alguém ali.


Distante dali no Grimmauld Place


         A porta do quarto de Andrômeda se abriu devagar e por ela passou uma garotinha loira, de pele alva e olhos azuis. Que foi indo em direção a cama da irmã, deitando-se ao lado da mesma sem ser convidada.


         - O que foi agora Cissy – murmurou Andrômeda sonolenta.


         - Eu tive um pesadelo... – respondeu a outra baixinho um pouco aflita.


         - Que tipo de pesadelo? – resmungou cobrindo-se completamente.


         - Do tipo ruim... sonhei que a Bella havia se metido em confusão.- disse a loira se aconchegando nas cobertas.


         - Narcisa, Bellatrix se meter em alguma confusão é pleonasmo.


         - É ple..o que ?


         - Cala a boca e dorme! – odiava quando Cissy a acordava para falar coisas desse tipo, principalmente um pesadelo que era mais realidade que ilusão


Mansão Rosier________


“Nox” murmurei rapidamente já me escondendo em um canto por de trás da grossa cortina, cruzando os dedos para que não fosse pega fora da cama a altas horas da noite.


Meu coração aquietou-se no momento em que a figura de um homem que deduzi ser meu tio passou em passos rápidos, por pouco não esbarrando em mim. Ele passou tão perto de mim que cheguei a sentir um calafrio, no entanto ele não percebeu a minha presença ali e era o que eu realmente pretendia não queria ficar no caminho.


Do local onde eu estava eu pude ver tudo claramente, só agora eu notara que havia me enganado não era noite de quartzo crescente e sim de lua cheia a ultima da semana. Passei a observar meu tio atentamente Evan Rosier era um homem alto e de estrutura bem definida, possuía um rosto tipicamente masculino, cabelos castanhos escuros e olhos da mesma tonalidade, tinha alguns traços que se assemelhavam aos de minha mãe como a forma de olhar, no entanto, era mais parecido com o meu avô.


Vi que as feições dele começavam a mudar, a pele rasgando, garras, estava adquirindo feições lupinas, não era nada bonito de se ver. Estava desvendado o porquê dos uivos. O curioso é que eu tive a impressão de ouvir mais de um.


Senti uma mão gélida com dedos longos e cumpridos pousando sobre o meu ombro. Meu coração só faltou sair pela boca de tão acelerado que eram seus batimentos.


-Não é nada inteligente de sua parte ficar andado pela mansão à uma hora dessas Bellatrix – disse uma voz de tom frio e cortante como uma navalha.


Cheguei a sentir o ar faltar, sei que não deveria ficara olhando muito, mas como não prestar atenção e uma figura tão magnificente. Voltei o olhar para o lado de fora onde aparecera mais um lobisomem, ainda estava chocada demais com o que havia acabado de presenciar, não queria acreditar. “Como isso pode ter acontecido? Desde quando? Por quê?” perguntas simplesmente brotavam em meus pensamentos.


- Foi há um ano, seu tio havia saído em missão para recrutar novos comensais para a nossa causa, entre eles Fenrir Grayback – quando ele pronunciou aquele nome passei a olhá-lo – Grayback não é apenas um personagem fictício que as mães usam para que os filhos sejam obedientes Bella ele realmente existe.. O resto da história acho que a senhorita já entendeu.


Fiquei quieta ouvindo o que ele me dizia, era muita informação para uma única noite, além do meu querido tio ser comensal da morte ele ainda é um lobisomem, isso prova que quando mais convivemos menos conhecemos. Suspirei, havia perdido completamente um sono.


- Já está na hora de você voltar para o quarto – disse finalmente tirando a mão frívola pousada em meu ombro – Se mudar o caminho eu saberei, logo não seja tola a esse ponto. – eu já estava andando em direção a porta quando ele completou. – Noite Bella, durma bem.


- Noite...-murmurei uma única palavra timidamente ao tocar a porta.


 


Na amanhã seguinte...


         Acordei por volta da oito horas, isso por livre e espontânea pressão, odiava acordar cedo, no entanto, tinha que me acostumar com isso por mais irritada que me deixasse. Meu humor melhorou no momento em que olhei para o canto do quanto e vi que ali estavam todas as minhas malas e um bilhete escrito “ Ps.:O café da manhã será servido na cozinha”


         Comecei a me arrumar, na Mansão Rosier eu não tinha Monstro para me ajudar e separar minha roupa, por isso acabaria demorando um pouco mais. Estava com os cabeços presos em um rabo de cavalo por uma fita vermelha, as bochechas em um tom pêssego, uma camiseta rosa, shot branco e uma sandália aberta tipo rasteirinha da cor da fita. A pessoa que colocou esse tipo de roupa dentro da minha mala deveria estar drogada nesse momento. Mas escolhi a única peça de roupa rosa, só para parecer adorável.


         Desci para a cozinha estava com fome, não havia comido nada desde o dia anterior, ao chegara lá a mesa já estava posta, um...dois...três? Será possível que aquele terceiro lugar pertencia a quem eu estava pensando.


         Não demorou muito para que ele surgisse ali,agora na luz do dia conseguia ver perfeitamente aquele rosto angelical, tão bonito, era a melhor discrição que uma menina de 11 anos poderia dar a um homem.


         Esperei que ele sentasse para começar a me servir, dez minutos se passaram e nada do Evan aparecer será que havia acontecido alguma coisa? Fiquei levemente preocupada, não comentei nada. Eram tantas as coisas que eu queria falar, mas ele não me dava o mínimo de confiança para poder quebrar o gelo, tomando o café igualmente calado e com uma expressão séria.


         O silencio só foi quebrado na metade do desjejum quando meu tio chegou com a aparência abatida, olheiras profundas murmurando “Bom dia” e sentando-se frente a mim servindo-se com torradas.


         - Suponho que tenha visto suas malas...- tomou um gole de café – Tomei a liberdade de guardar seu material – parou por um momento – Como pode ter tanta certeza...


         - Simples, sou uma Black – respondia antes de ele completar terminando de tomar meu suco. Eu sabia ao que ele se referia.


         - Mas isso não garante que você possa ser selecionada para slytherin...


         - Tio, acho que eu não fui clara, eu não posso eu vou – falou calmamente com um leve tom de deboche, senti que havia chamo a atenção do lorde das trevas mas não levei meu olhar para ele -  Não preciso ser vidente para chegar a conclusão do obvio.


         Voldemort riu e aquilo arrepiou até a alma, era a primeira vez que eu ouvi sua risada, era tão frívola sádica e cruel quanto sua voz, assustava, nada dava para saber se era deboche ou não, fiquei quieta e o olhei.


         - Qual a graça? – as palavras correram tão naturalmente de meus lábios, que nem me dei conta com quem eu estava falando – Desculpa, saiu sem querer..- suspirei, me levantei e rumei para biblioteca.


         Acho que o fato que eu seria selecionada para slytherin era uma das poucas certezas que eu já tive e as pessoas começavam a me criticara por isso, incrível com uma pessoa tão nova tinha tantos dilemas.


         Fui à prateleira examinar o que tinha de interessante por ali acabei encontrando um livro curioso cujo titulo era “Homicídios Famosos” comecei a folheá-lo era um catálogo subdividido em desvendados e não desvendados, meus olhos correram a pagina rapidamente, no entanto um tópico chamou a minha atenção “Hogwarts 1943 – pg. 106”


         “No ano de 1943 a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, sofreu constantes ataques que comprovaram a veracidade do que até então era considerado apenas uma lenda A Câmara Secreta, tendo seu ápice no dia 13 de junho deste mesmo ano com a morte de uma aluna da Corvinal, que foi encontrada morta no banheiro feminino do segundo andar vitima do monstro que rondava o castelo, o culpado foi descoberto e expulso da instituição, não foi preso por falta de provas”


         Era apenas uma nota em um velho livro, mas que despertara a sua curiosidade em saber mais sobre o assunto já que a noticia parecia estar incompleta deixei o livro de lado voltando a examinar a estante encontrando um exemplar antigo de “Hogwarts: Uma História” era o livro que estava lendo na semana retrasada, fui tomada por uma curiosidade maior quando olhava o sumário e li “Capitulo Vinte: A Câmara Secreta, pg.443” Coloquei na página começando a ler.


         “[...]A Câmara Secreta é uma sala secreta construída por Salazar Slytherin para guardar um monstro que terminaria seu “nobre trabalho”, quando o seu herdeiro chegasse para controlá-lo. A Câmara se abriria e libertaria o monstro, que expulsaria todos os mestiços e nascidos trouxas da escola. De acordo com a lenda, Gryffindor e Slytherin tiveram uma discussão sobre a seleção de alunos que deveriam estudar em Hogwarts, e Gryffindor aparentemente ganhou, enquanto Slytherin deixou a escola. Muitos bruxos procuraram a entrada da Câmara por séculos, mas nunca a encontrar.[...]”


         Bom sem duvida aquele era um exemplar desatualizado dos fatos, agora a pergunta que não quer calar: O que era o monstro e quem era o herdeiro? Já que as informações estavam incompletas, o bom é que Evan Rosier estudou em Hogwarts naquela época e deveria saber de alguma coisa sobre o assunto.


         Quando estava na biblioteca o temo parecia passar de maneira diferente era como se eu pudesse estar em qualquer lugar ou tempo que desejasse era só escolher o livro e tudo se resolvia com o abrir de um livro, era uma válvula de escape. O tempo passava e eu não reparava.


         Almocei sozinha naquela mesa enorme, comia feito um passarinho o que explicava o fato de ser magra feito uma varinha, comeu por obrigação. Quem precisa comer quando se tem um mistério para resolver. Fui novamente à biblioteca mergulhar nos livros, desta vez levando um rolo de pergaminho, uma pena cor de violeta e um tinteiro.


         Por horas a fio o único barulho audível naquele cômodo era o arranhar da minha escrita sobre aquela superfície “Salazar era ofidioglota logo seu herdeiro deve possuir o mesmo dom, mas qual seria o monstro que apenas seu herdeiro poderia controlar?” minha caligrafia era legível, fina, desenhada e inclinada, claro que ainda ficavam alguns pequenos borrões que tentava evitar.


         Agora era a parte mais difícil o livro que me veio em mente era pequeno e fino encadernado com uma capada dura e vermelha com os detalhes em ouro “Animais Fantásticos & Onde Habitam” e achara aquele livrinho em meio aquera imensidão, ainda por cima sem magia era como procurar um prego entre milhos de parafusos, junte isso ao fato da biblioteca da mansão Rosier não ser um exemplo de organização como a do Grimmauld Place. Fui achar o dito cujo no canto da ultima prateleira da terceira estante.


         ““[...]Desde a Grécia Antiga, o animal entrava na categoria de seres fantásticos conhecidos como basilisco, e esse se tornou a imagem da fera, uma cobra gigante com uma coroa e uma pluma, porém, na Idade Média, o basilisco possuía duas retratações, a de serpente e a de uma criatura metade galinha, metade réptil. Daí, a segunda imagem se tornou um monstro distinto, o cocatrice.[...]”” 


         A citação do nome basilisco chamou a minha atenção estava a procura de animais mortais que tinha relação a ofídios, voltei para o principio do livro examinando seu índice com cautela “ Basilisco – pg. 24”


“ “[...]Das muitas feras e monstros medonhos que vagam pela nossa terra não há nenhum mais curioso e mortal do que o basilisco, também conhecido como rei das serpentes. Esta cobra, que pode alcançar um tamanho gigantesco e viver centenas de anos, nasce de um ovo de galinha, chocado por uma rã. Seus métodos de matar são os mais espantosos, pois além das presas letais e venenosas, o basilisco tem uma olhar mortífero, e todos que são fixados pelos seus olhos sofrem morte instantânea. As aranhas fogem do basilisco, pois é seu inimigo mortal, e o basilisco foge apenas do canto do galo, que lhe é fatal. [...]” 


Relia-a o texto seria aquela a resposta, meu coração palpitava e a minha respiração era arrastada o motivo maior que me levara a pesquisar sobre o assunto era como a Câmara Secreta havia sido aberta pela primeira vez no ano de 1943, poderia existir mais uma linhagem de Salazar Slytherin, em Hogwarts exatamente na minha época, e poderia dar continuidade a seu antecessor eu tinha de saber pois se esse herdeiro existisse gostaria de ser sua amiga.


Só mais um livro e poderia dar como caso encerrado, levantei ficando de frente a estante quando o trinco da porta denunciou um pequeno e desprezível elfo doméstico.


- Senhorita, o seu tio pede para que vá se arrumar para o jantar que será servido cerca das vinte horas. – avisou com sua voz afeminada – Estou a sua disposição, quando precisar de algo é só chamar Tink – esses elfos exageradamente servis davam medo.


- Ok, sua primeira função será arrumar toda a bagunça da biblioteca e... desejo que me consiga um livro que tenha as relações de parentesco bruxas, quando achar deixe em cima da minha cama.


Retirei-me o recinto subindo rapidamente as escadas, diretamente para o quarto, onde já estava todo a minha espera, vestido, banho preparado e um bilhete “ Esteja adorável essa noite, mude seu comportamento caso queira ganhara a simpatia do lorde”


Chegou mais perto do vestido com uma expressão de nojo tomando minhas faces juvenis, “Credo” era a única definição para aquilo, era um vestido rosa cheio de babados e fitilhos “ Minha cota de rosa já estou por hoje, nem pensar eu vou vestir uma coisa dessas” soltei no chão.


- Tink! – chamei pela elfo doméstica que apareceu logo depois – Preciso de um vestido de preferência preto e simples, mas que não pareça que estou em um velório, agora. – ordenei e ouvi o estalo da elfo sumindo.


Já estava no banho quando ouvi novamente o estalar anunciando a chegada do meu pedido, levei mais meia hora terminando o banho, saindo enrolada com uma toalha e outra em cima da minha cabeça essa caia insistentemente tapando a minha visão.


O vestido que ela havia conseguido era de total aprovação minha, ia até a altura dos meus joelhos armando levemente sem semelhança alguma com um bolo, a parte de cima era de gola alta e manga curta só ara dar um acabamento e na cintura, um cinto verde vivo. Penteou meus cabelos da maneira que eu pedi, deixando-o totalmente lisos com as pontinhas cacheadas e um arco da cor do cinto, meia calça fina e sapatos pretos tipo boneca. Por ter a pele muito branca, só precisei apertar um pouco as maças do rosto para dar um ar de corada.


Já estava pronta, agora era uma questão de esperar os convidados, encontrava-me sentada na sacada da varanda enquanto meus pensamentos vagavam pela noite sem fim, eu admirava o lorde das trevas, mas não podia simplesmente mudar o meu jeito e começar puxar o saco dele, para isso existiam os outros. Ouvia alguns estalos vindos do andar abaixo ”Tinha mesmo de descer? Será que nem na mansão Evans eu me livrava daqueles jantares?” Iria esperar mais um pouco antes de descer.


Se aquele momento fosse retratado em um desenho uma lâmpada acesa acabara de se acender sobre a minha cabeça, se eu repentinamente tivesse ficado doente não seria necessário descer. Voltei correndo para o quarto antes que alguém fosse me chamar, fui ao banheiro onde mergulhei um pano dentro de uma banheira com água fervendo. Deitei na cama cobrindo todo o meu corpo com a grossa coberta , colocando o pano quente sobre a testa, passando um pouco também no rosto, quando a porta ameaçou abrir lancei longe o pano quente.


- O que ainda faz aqui? Já estão todos lá embaixo – o tom de repreensão era claro na voz firme de Evan Rosier, ensaiei uma tosse fraca e funguei. – O que houve?


- Ah? – perguntei quase em sussurros – Oi tio – suspirei falando pausadamente – Já estão lá...- levantei lenta e cabisbaixa dando mais uma tossida semi-cerrando um pouco o olhar e ao passar perto de meu tio fingi desequilibrar e ele me escorou tocando em meu rosto, exatamente como eu queria.


- Bella? – chamou meu nome abaixando-se para ficara da minha altura, encostou o dorso da mão em minha face quente – Acho que está com febre...


- Estou? – a pergunta teve a entonação perfeita – Mas não é nada que eu não possa superar afinal eu já estou pronta e..


- Nada disso mocinha, está sobre a minha responsabilidade vai ficara no quarto, vou avisar aos meninos que está indisposta e mandarei seu jantar pela elfo – pegou meu corpo pueril em seus braços me recolocando na cama e me cobrindo – Descanse – a ultima palavra foi sussurrada.


Assim que a ponta se fechou, abri um sorriso de ponta a ponta havia me livrado, mas tinha eu teria de levantar da cama para mergulhara novamente o pano na água quente que estava na banheira, se Evan for igual à Walburga iria conferir de cinco em cinco minutos e eu teria de permanecer quente. Esperei um silêncio total no segundo andar, desci da cama evitando qualquer forma de barulho peguei o pano e fui até o banheiro molhá-lo, refazendo o mesmo ritual de antes.


De volta a cama por um descuido meu não percebi a porta se abrindo, foi por uma fração de segundo que meu tio não viu o pano que dessa vez escondi entre os travesseiros, fingindo ter adormecido tentando controlar a respiração que com o susto estivera ofegante, a porta fechou novamente, mais uma daquela e eu morria do coração.Esperei dez minutos se passarem até ir novamente ao banheiro, mergulhar o pano.


- Bellinha, como você está? – gelei ao reconhecer aquela voz, exatamente por isso que eu não queria descer, Alecto Carrow era simplesmente insuportável e também um ano mais velha, inimigas praticamente de berço – Você está fazendo o que eu acho que está fazendo?


- To surpresa, você pensando...- não podia deixar essa passar ser uma fora – Estou apenas molhando um pano para colocar e ver se alivia a febre – respondi com cara de pau ela só não podia chegar perto para conferir, ai seria um problema.


E foi exatamente o que aquela filha de uma mãe ruim fez, esticando aqueles dedos curtos e roliços para tocar na água, retirando rapidamente ao tocar a sua superfície quente, um sorriso amarelado brotou em sua face.


Aquele momento pareceu passar em câmera lenta, a maneira com que aquela garota roliça, pegou o pano da minha mão e saiu correndo, minha mente trabalhou tão rápido que fiquei até tonta, eu tinha uma reta para conseguir alcança-la antes de chegar a um ponto visível para o primeiro andar, voltando a cena quando ela puxou o pano, a minha mão livre  passou pela bancada do banheiro pegando a varinha, agora era corre atrás dela e pensar como usar aquilo.


Se eu não estivesse tão nervosa, com aquilo riria da situação. Principalmente a expressão que Alecto fez ao ver que eu estava logo atrás dela, conseguia correr mais rápido por ter quase mesma altura e ser mais leve estava quase alcançando.


- Mentirosa, Bella mentirosa, vejam só quem está muito bem disposta, ta até correndo olhem só.. – ela falou alto exatamente para chamar a atenção ao pisar no topo da escada.


Agora ferrou tudo já sentia até o castigo, mas eu estava com tanta raiva que não respondi por mim e quando aquela infeliz pisou exatamente no sétimo degrau murmurei “Crucio” acertei bem no meio das costas, não contive uma risada que brotou do fundo do meu ser ao vê-la rolar a maldição em si não fizera o efeito desejado, mas graças a ela que Alecto tropeçou e rolou os treze degraus restantes ate chegar ao átrio. Havia quebrado o braço, merecido.


Nem eu naquele momento tive conseqüência de meus atos, pra ser realmente sincera eu não sabia para que aquele feitiço servia, mas o nome era tão sonoro que ficou gravado no subconsciente e acabei falando. As pessoas que presenciaram a cena estavam boquiabertas, meus batimentos cardíacos diminuíam à medida que o peso do meu ato caiu sobre mim, quanta coisa eu havia botado a perder.


As lagrima queimaram o meu rosto quando foquei a imagem do Lorde das Trevas no meu ponto de vista, eu não tinha uma gota de arrependimento, mas estava com raiva da minha estupidez, a varinha escapou pela minha mão, avistei a porta aberta com Lucius Malfoy, foi à única saída que eu avistei. Desci as escadas correndo passando por uma Alecto que chova aninhado o braço quebrado, esquivando dos braços do meu tio que tentou me segurar mas eu esquivei, escarrando no loiro parado frente a porta, corria em direção a campina sem olhar para trás, entrando dentro da floresta, só parando quando estava exausta e frente a lago.


Olhei a minha imagem refletida na superfície translúcida e espelhada do lago, será mesmo que eu me conhecia? Mergulhei minha mão e molhei meu rosto, fiquei sentada ali, ouvindo apenas o som do vento que mexia as folhas, vários pontos luminosos se tornavam visíveis iluminando serenamente o lugar. Vi um reflexo surgindo ao meu lado, não era quem eu esperava que fosse.


- A sua sorte é que a varinha que usou tem mais de 17 anos de uso e que a casa é isolada magicamente. – Voldemort iniciou a conversa, parecia estar lendo a minha mente.


- Pelo menos isso, mas Evan deve estar furioso comigo... – comentei em um desanimo, suspirando, abrando as pernas toda encolhida – Eu só faço besteira, mas a culpa não foi minha sabe, se aquela intrometida...


- Não precisa se explicar para mim Bellatrix, com você as coisas ocorreram de maneira diferente, estou fatigado de todo o tempo algum comensal querer apresentar um membro de sua família na esperança que o fedelho ganhe a minha simpatia, são sempre as mesmas características, bonitinhos, com vestes engomadas, puxa-saquismo que é hereditário e uma imensa vontade de tentar me agradar. No entanto você com todo esse seu jeito atrevido, sem fazer esforço algum para tentar se provar ou me agradar, acabou sendo uma surpresa.


Realmente não compreendi o que ele queria ao me dizer aquelas palavras, meu olhara confuso traduzia tudo, será mesmo que eu fizera alguma coisa certa? Uma centelha de esperança germinou em meu peito.


- Antes de vir aqui conversei com Rosier sobre os acontecimentos desses últimos dois dias e acrescentei que vejo um potencial em você, é apenas um diamante bruto que merece ser lapidado.


- Obrigada – agradeci timidamente corando até a raiz dos cabelos, eu realmente não sabia o que eu deveria fazer, dei apenas um meio sorriso para completara minha atitude inibida.


Colocou a mão dentro de suas vestes retirando uma varinha longa, esbranquiçada, diferente das demais. Apostando-a em minha direção, nossos olhares se cruzaram e mesmo tensa, simplesmente confiei.




- Até o nosso próximo encontro Bellatrix Black.




Escuridão.


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por MaryLestrange em 21/07/2013

oiee! to adorando sua fic, sério! adorei sua visão da Bellatrix  criança, ela era  uma moleca  kkkkkkkkkkk achei muito legal ela ter essa admiração por ele desde  pequena, e de gostar das artes das trevas  também desde cedo. e ela tinha muita atitude desde pequena, adorei! amei ela esnobando os comensais quando eles a capturaram por engano, e amei ainda mais ela jogando uma crucio na alecto  na tora! kkkkkkkkk  bem feito praquela recalcada!  uahauhauha o voldy se interessando pelo potencial dela, achei uma gracinha! E COMOASSIM O FIM DESSE CAPÍTULO?  O.O to doida pra ela crescer logo, e to doida pra saber oq acontece depois, então vou logo pro cap 2 *-*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.