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98. Família...


Fic: Thank You For Looking At Me, em português.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Na manhã de quinta-feira, Juliet já estava com o braço devidamente imobilizado e os ferimentos quase curados. Sabia que Harry fora dormir extremamente tarde por causa da bateria de exames a que fora submetido. Decidiu, então, ir ao quarto de Alicia. A menina repousava na cama, com os sinais vitais fracos e embarcada num torpor pesado graças a medicação. Juliet só esperava que tudo ficasse bem. Tinham muito o que conversar.
Depois de muito tempo acariciando os cabelos da filha, Juliet voltou para seu quarto.


Harry acordou quando o sol já se punha. Estava de cabelos cortados e barba feita. Sorriu para a sua própria imagem no espelho e saiu na direção do quarto da esposa.
- Juliet? - Ele abriu a porta e sorriu ao vê-la recostada, lendo.
- Harry, meu amor! Como você está se sentindo?
- Nunca estive tão bem... - Ele sentou-se ao lado dela. - Mas acho que precisamos conversar, certo?
- É... Acho que sim.
Gastaram horas conversando. Juliet contou, em detalhes, tudo o que acontecera depois daquela noite. A volta por cima, a mentira para Alicia, como conheceu Steve, o reencontro com os amigos... Nada escapou à afiada memória da mulher. Quando terminou - com lágrimas nos olhos - Harry abraçou-a.
- Nós daremos um jeito. Alicia vai entender que você só fez isso para protegê-la. Aliás... - Ele sorriu, maroto. - Um belo nome para nossa filha.
- Como combinamos. Ou pensou que ia esquecer?
Harry respondeu com outro sorriso e, logo, beijou a esposa.


Na noite de quinta-feira Gina foi liberada. De todos os ferimentos, só restavam leves hematomas. Partiu com Draco para casa, esperando juntar-se a Ronald, Hermione e Moody para começar a redigir a matéria que publicaria assim que Harry autorizasse. Ele, por sua vez, permaneceu com Juliet no hospital. Passavam horas conversando no quarto da filha.
Os médicos faziam o possível e o impossível pela garota, mas ela permanecia imóvel. Viva, mas desacordada.
Juliet e Harry culpavaram-se pelo acontecido até, finalmente, um convencer o outro de que foi uma fatalidade. Alicia fora corajosa como poucas pessoas da idade dela.


Sexta-feira, logo cedo, Juliet e Harry foram acordados pelos médicos e correram ao quarto de Alicia. A menina murmurava palavras desconexas e mexia-se na cama. Os pais aproximaram-se e seguraram, cada um, uma das mãos da garota. Longos minutos se passaram e, aos poucos, Alicia foi se acalmando. Junto com ela os sinais vitais começaram a enfraquecer mais, até ficarem quase nulos. Juliet e Harry se entreolharam, os médicos aproximaram-se correndo e preparavam-se para iniciar um processo de reanimação, quando a garota deu um pulo na maca. Alicia estava com os enormes olhos esverdeados abertos e com a respiração descompassada. Os sinais estavam normais.
Juliet afastou uma lágrima dos olhos e olhou da filha para o marido e dele de volta para Alicia. Esperou que ela se acalmasse.
- O que acont... - Ela piscou algumas vezes parecendo se lembrar. - Eu sonhei?
- Não, querida, não foi um sonho. - Harry falou com um sorriso amável no rosto.
Alicia olhou Harry demoradamente e, depois, olhou para a mãe.
- Você mentiu pra mim a minha vida inteira!
- Aly, eu... Entenda, minha filha...
- EU NÃO QUERO ENTENDER NADA! VOCÊ MENTIU PRA MIM! - O médico aproximou-se e conteve a garota com uma injeção.
- Acho melhor a senhora sair por enquanto. O ideal é que ela não se estresse.
Juliet apenas aquiesceu com a cabeça e saiu do quarto, chorando.
Alicia olhava o teto também com lágrimas nos olhos. Harry acariciou-lhe a face.
- Você é exatamente como eu. - Sorriu. - Mas acho que você deveria ouvir sua mãe, Alicia. Ela só fez isso pra te proteger.
- Me proteger do quê? Não consigo entender aonde ela achava que chegaria com essa mentira...
- Juliet apenas estava tentando te manter afastada de todos os holofotes e especulações, querida. Você não ia querer ter repórteres te perseguindo e dizendo por aí que você era uma orfã pobre coitada que teve o pai morto para salvar o mundo, não é?
- Talvez não...
- Sua mãe sabe exatamente o que é isso. Ela me conheceu e eu era a sensação do momento... Todos queriam uma palavra do menino-que-mataria-Voldemort. Era um inferno. Sua mãe não queria isso pra você.
- Dane-se a imprensa! EU tinha o direito de saber!
- Claro que tinha. Mas talvez sua mãe só estivesse esperando o melhor momento... Só ela pode te dizer o motivo disso tudo, querida. Se você a escutasse ao menos um pouco...
Harry suspirou quando a filha derramou mais algumas lágrimas, ainda olhando o teto.
- Tudo bem... Mande-a entrar.
Harry foi até a porta e chamou Juliet que estava sentada num sofá do corredor, ainda em lágrimas. Ela entrou e Harry ia saindo quando a voz de Alicia interrompeu.
- Eu quero que você fique, Harry.
Ele olhou para Juliet, que confirmou com a cabeça.
- Você pode falar... - Alicia falou sem olhar Juliet.
- Aly, eu não sei como você descobriu tudo isso, mas a verdade é que eu realmente pretendia te contar... Você foi mais rápida do que eu e talvez tenha toda a razão para me odiar, agora. Mas eu queria que você tentasse me entender! Eu era jovem, viúva e grávida! Eu tive de lutar muito pra me manter viva. Você era o que sobrou de um passado que havia terminado de maneira trágica e tudo o que eu não precisava era ser lembrada disso. Daí você nasceu... E era a coisa mais linda do mundo. E ter que cuidar de você me manteve viva. Eu não podia simplesmente te abandonar à sua própria sorte. No começo recebi ajuda de Hermione e Gina, mas com o tempo achei melhor me afastar de todos eles para proteger você. Por mais que Voldemort estivesse morto, alguns de seus seguidores sobreviveram e tive medo de que viessem atrás de mim. Não podia arriscar. Então combinei tudo com Lisa e Arthur... Eles me ajudavam a criar você e, assim, fui conseguindo voltar ao normal. Quando você começou a crescer e me perguntou sobre seu pai, contei-lhe a história que nós três havíamos combinado. No geral, só ocultei o nome do seu pai. Erradamente, eu sei, mas eu ainda tinha muito medo de algo acontecer. E com o tempo, eu achei que você tinha aceitado bem toda a história e usava meu trauma como desculpa para não tocar no assunto... E então esse ano eu vi você dentro daquela penseira. Eu fiquei apavorada com a idéia de você ter descoberto tudo, mas quando você só me perguntou sobre Harry uma vez, respirei aliviada. Depois disso, você voltou pra Hogwarts e tive certeza de que o segredo estava bem guardado. Então um dia você me manda aquele bilhete frio pedindo o livro e depois não entra mais em contato... Ao mesmo tempo que fiquei preocupada, fui afundando cada vez mais nas minhas lembranças. E de repente Hermione, Ronald, Gina, Draco e Alastor apareceram na minha casa dizendo que Harry podia estar vivo. E eu mesma confirmei isso pra eles. De um dia pro outro tudo virou de pernas pro ar. Numa noite estava pensando no passado e, na outra, bolando planos para resgatar Harry. E logo depois Steve me seqüestrou... E o resto da história você já sabe. Imagino, vagamente, como você descobriu, mas não tenho certeza. Mas eu pretendia te contar.
Alicia ouviu tudo calada e, quando Juliet terminou, olhou-a.
- Você realmente pretendia me contar? Quando?
- Quando você fizesse dezessete anos. Dumbledore fez um acordo comigo, não contaria nada exceto se você o perguntasse, como achei que isso era impossível, aceitei. Eu mesma iria te contar, mas queria sua maioridade, primeiro. Mas de acordo com a minha teorio, pude perceber que me enganei e você foi diretamente até ele.
- Extamente. Eu comecei a fazer uma pesquisa para a aula de história, achei livros na biblioteca e, depois, confrontei com o livro que você me mandou. Depois, Binns nunca ouvira falar do tal Phillip... Encontrei mais livros, artigos e indícios... Num desses últimos artigos uma luz se acendeu e percebi que a resposta que você não queria me dar estava perto de mim... Fui até Dumbledore e ele me respondeu quem era meu pai.
Alicia encarava a mãe. Ambas tentavam ignorar as lágrimas, em silêncio. Alguns minutos se passaram e Harry apenas observava.
- Eu queria que você me perdoasse, minha filha. Agora que Harry está de volta pensei que poderíamos ser uma família.
Alicia balançou a cabeça, tentando absorver todas as informações.
- Eu quero um tempo pra pensar, ok?
Juliet concordou com a cabeça e Harry, enfim, levantou-se e ajudou a esposa a se retirar do quarto. Pouco antes de fechar a porta, virou-se para a filha.
- Pensa bem, querida. Essa pode ser a chance que todos nós estávamos esperando.
E saiu, deixando a menina com suas lágrimas e pensamentos.


Na noite do mesmo dia, Harry e Juliet jantavam no quarto dele quando uma enfermeira disse que a Alicia gostaria de falar-lhes. Trocaram um olhar esperançoso e saíram na direção do quarto.
Alicia estava de banho tomado e recostada num monte fofo de travesseiros. Brincava com a gelatina e só ergueu os olhos depois de ouvir a porta fechar atrás dos pais.
- Queria nos ver? - Harry perguntou.
- Olha, talvez eu tenha sido um pouco dura demais, mas tentem entender! De uma hora pra outra meus quinze anos se mostraram uma grande mentira. Eu nem mesmo sabia quem era a minha própria mãe! Não tiro a sua razão, mas você não pode tirar a minha.
- Eu sei, Aly. Tenho plena consciência de que tudo o que acontecer daqui pra frente conosco será por minha culpa.
- Bem, e qual é a decisão? - Harry olhava de uma pra outra.
- Não tem o que decidir. Eu sou filha de vocês e pronto. Podemos ter alguns probleminhas, mas somos e seremos sempre uma família. Mais completa do que nunca, aliás.
Alicia sorriu e pouco depois foi abraçada pelos pais. Juliet não conseguiu conter as lágrimas.
- Eu amo tanto vocês dois...


Perto das dez da noite, Gina chegou com os outros amigos. Reuniram-se todos no quarto de Alicia - que era a única ainda em observação - e começaram a juntas as informações e montar uma super reportagem.
Todos prometeram trabalhar madrugada a dentro para que O Pasquim do dia seguinte trouxesse a grande notícia.

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