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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

23. Tentação


Fic: Harry Potter e a Realeza Oculta Epilogo - Fic finalizada!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Meus queridos e queridas, consegi terminar mais um cap. Isso é uma grande vitoria.... mais fiquei triste pois apenas uma pessoa comentou desde a ultima postagem....mas fazer o que....... Como disse anteriormente pode demorar mais eu vou terminar essa fic de qualquer jeito...
estamos finalmente nos cap que finalizaram todos os porques da fic. Os misterios serão esclarecidos um a um se eu me esquecer de algum depois faço um epilogo.
Bom esse cap é dedicado a todos os que amam o shisper HG e SS. Espero que gostem uma parte dela e nc 18, mais daquelas bemmmmmmmmm fraquinhas, pois achei que eles mereciam uma coisa mais imaginada... sem mais delongas, boa leitura
e por favor, me digam o que tem achado dessa minha imaginação louca... beijocas e obrigado a aqueles que tem deixado recadinhos....


Capítulo 23 - Tentação

Estava frio. A neve, que havia acabado, retornou na forma de uma chuvarada fora de hora. A água forte e gelada caia do lado de fora do castelo e ficava a mostra nos cantos de cada janela da sala de astrologia. Era o inicio da primavera, mas que teimava em se tornar chuva de verão em alguns dias. As amostras dos planetas e constelações flutuavam na sala quase batendo no teto. Hermione olhava para a paisagem escura e nostálgica daquela noite.
Mais um encontro com Norton. Ela não acreditava no que estava vivendo. Ela estava apaixonando-se e sabia, sentia que por mais fechado que ele fosse algo nele havia mudado. Os beijos eram cada vez mais intensos e cada vez mais urgentes. Era como se a vida dos dois necessitasse daquele contato para continuar. O olhar ao mesmo tempo duro e ao mesmo tempo carente, que a despia, deixava-a translúcida, nua para ele. Ela se perdia ao estar com ele. Não era a Hermione dos amigos, a filha amada, a aluna aplicada, a colega inteligente, ela era junto dele, apenas Hermione Jane Granger, uma jovem mulher capaz de amar tão intensamente um homem, que daria sua vida para que ele fosse feliz. Que enfrentaria o próprio Lorde das Trevas para salvá-lo. Foi quando ela sentiu duas mãos envolverem sua cintura, tirando-a de seu devaneio. Um cheiro de cedro e amêndoas invadiu suas narinas.
- Pensei que eu chegaria primeiro. – Disse falando próximo ao ouvido de Mione.
- Eu também pensei.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não, não que eu saiba.
- Bom. Desculpe o atraso, tive que descartar um aluno antes.
- Descartar? Como assim?
- Uma detenção. O ruim de tudo e que tive que mandá-lo mais cedo para o alojamento.
- Que bom, não foi tão ruim assim, pelo menos pra ele, mais não fez o pobre sofrer muito, não é?
- Claro que fiz. Pra que serve uma detenção?
- Pra você poder ensinar melhor ou fazer um sermão.
- Você seria muito complacente se fosse professora.
- Não complacente, Norton, mas sim voltada para ensinar.
- Mas é o que eu estou fazendo!
- Jeitos diferentes, mentes diferentes, resultados extremamente diferentes. – Riu.
Ele parou e a olhou.
- Eu gosto quando você ri.
- Gosta?
- Sim.
- O que mais você gosta em mim?
- Não sei. – Disse tocando o rosto de Hermione. – Acho que gosto de sentir seu cheiro, de te beijar. – Disse ficando a milímetros da boca que tanto o enfeitiçava. – Será que posso?
- Não sei. – Disse fugindo dos lábios que quase a tocaram.
- Hermione não faz isso.
- Fazer o quê?
- Isso! Fazer manha.
- Não faço manha.
- Faz.
Hermione chegou bem próximo, respirando bem perto do ouvido de Norton.
- Isso aqui é fazer manha... – Pegou uma parte da orelha dele e deu uma leve mordida, beijando e roçando os lábios pela região.
Com esse “carinho” todo especial Severo estava começando a perder o controle. Sua respiração começou a ficar descompassada – Hermione... Eu... Eu preciso...
- Precisa? Precisa do quê? – Ainda falando próximo a sua orelha.
- Eu quero você.
- Mas você já me tem. – Disse isso colada a orelha de Norton.
- Não assim, não desse jeito.
- Mas como? De que jeito mais eu posso se sua então?
- Eu não sei mais, H e r m i o n e! - Foi a última coisa que conseguiu dizer. Ele a tomou, prensando-a com certa violência contra a parede entre das janelas. Ele praticamente a devorava, queria, desejava Mione. Com todo o seu corpo, com toda alma. Em cada região em que ele tocava do corpo de Mione parecia que estava tocando em brasas. O beijo era um misto de fome, de possessão. Ele sabia por que estava ali, que era a ultima vez que se veriam como namorados, como amantes, como amigos, companheiros. Seria a última vez que eles falariam do amor de um pelo outro, os últimos toques, os últimos beijos. Estava perigoso para os dois, manter tudo seria suicidio. Olhou para o rosto de Mione que ainda mantinha os olhos fechados. O último olhar.
- Eu quero você. Eu preciso só de você Norton. – Disse quase num sussurro.
Ele se assustou com aquelas palavras, ela pelo contrário, pegou uma das mãos dele e colocou-a próximo ao seu peito.
- Sinta! Eu e meu coração não sabemos mais o que fazer.
- Como assim?
- Enquanto ele bate transloucado quando estou com você eu gostaria que ele parasse, assim como o tempo, para não perder nenhum dos segundos e sentimentos que você provoca em mim.
- Eu não gosto dessa história de você, de coisas de morte. – Aquelas palavras tinham quebrado o clima entre os dois.
- Eu não me importo com a morte. É só uma passagem, outra forma de viver... – Falo simplesmente como se não fosse grande coisa.
- Não quero te ver morta.
- Por quê?
- Não quero. Apenas isso.
- Estamos numa guerra Norton. Isso pode acontecer.
- Você não seria burra o suficiente para...
- Burra? Porque quero me ver livre daqueles monstros? Por não querer ser escrava de um tirano, um transloucado, egocêntrico e egoísta. Nesse caso, pra viver desse jeito eu prefiro estar morta!
- Não fale asneira Hermione! Sempre é melhor estar vivo, não importa quem esteja no poder.
- Não. Se eu puder gastar o meu último sopro de vida para mudar algo ou salvar uma vida eu farei!
- Isso é perda de tempo!
- Não. Isso não é perda de tempo Norton. Soldados são perdidos nas batalhas para que a guerra seja vencida.
- Você não é um soldado ou um peão de xadrez.
- Então o que eu sou?
- Você é minha Granger! Ninguém toca em você, ninguém mexe com você. Eu sou capaz de matar...
- Não! – Disse o silenciando. – Você não pode matar ninguém. Eu não quero isso de você. Sempre existe um meio, uma alternativa para não fazer o mal.
Ele a soltou. Ela o segurou pela mão, virou- o para si e tocou sua face com a ponta dos dedos.
- Eu não preciso que você exponha todo o seu mau-humor, ódio e maldade. Você me mostrou que é muito melhor que isso!
- Eu não quero te perder, eu não vou perder você!
- Não se preocupe com isso Norton. Enquanto estivermos juntos, nada vai mudar.
Norton não estava mais pensando no futuro, naquele momento a insegurança de perder Hermione fora sentida por ele. A coragem de acabar com tudo, de fazê-la desistir dele, afastá-la de todo mal que o cercava havia desaparecido. Doía nele pensar em não estar mais com a garota que havia o feito amar novamente, que havia feio dele um homem mais palpável, acessível, um homem normal.
- Norton?
- Sim.
- Vá descansar. Hoje foi um dia puxado. Você deve estar cansado.
- Estou, mas...
- Viu! Te vejo na monitoria amanhã. – Quando ia dar um beijo de despedida ele se desviou.
- Não!
- Por que não? Não posso...
- Venha comigo.
- Pra onde?
- Você confia em mim?
- Sim, mas...
- Então venha! Não quero que nos vejam juntos a essa hora.
Cruzaram os corredores. Usaram atalhos, passagens secretas. Quando Hermione percebeu estava no corredor das masmorras
- Norton. O que fazemos aqui?
- Venha comigo! – Disse sem olhá-la.
Eles andaram na direção do fim do corredor com certa pressa até que Norton parou na última porta do corredor, à esquerda.
- Norton, porque paramos na frente da porta do quarto do Professor Snape?
Norton não falou nada, apenas olhou para a porta tirando sua varinha, encostando a ponta no fecho.
- Libertas Simillinus Hanrpare!
A porta se destrancou e abriu, dando passagem para os dois. Hermione deslumbrada olhou para Norton que fez sinal para que ela entrasse rapidamente, fechando a porta logo que ela cruzou o vão.
- Como você...?
- Conhecer Severo Snape ajuda em algumas coisas.
- Mas...?
- Esqueça!
- Porque me trouxe aqui então?
- Você não gostaria de descobrir um pouco sobre o seu ex-professor?
- Sim, mas estou mais assustada por você ter descoberto a senha do que estar aqui dentro. Ninguém tinha conseguido...
- Até agora! – Disse envaidecendo-se. - Isso foi boçal. Era um dos livros que ele gostava de usar e de recitar para seus alunos. Era um livro sobre...
- Um livro sobre treinamento em Artes das Trevas.
- Como sabe disso?
- Eu dei uma folheada nele.
- Esse livro é raríssimo! Que eu saiba existem apenas seis exemplares dele em todo mundo bruxo.
- E eles pertencem a quem?
- Alvo Dumbledore, o próprio Snape, acho que Aquele-que-não-pode-ser-nomeado tem um, principalmente pela fama que tem e pelo conteúdo do livro, um na França, um na Ásia e outro no Ministério das Américas.
- Penso que ele pode ter sido emprestado para alguém da família Potter, pois eu o encontrei lá durante o recesso de fim de ano.
- Não duvido que eles possam ter conseguido com Dumbledore.
- Eu também não. Mas pelo que consegui ver, me parece ser um livro muito interessante. Pena que não pude ficar com ele mais tempo.
- Isso te interessa?
- O quê?
- Artes das trevas?
- Me interessa saber para poder combater. Não se pode afastar o que não se conhece.
- Surpreendendo-me Srta. Granger.
- Odeio quando me chama assim desse jeito. Parece até o próprio Snape me atazanando a vida. E ainda por cima nesse lugar...
- Eu não queria... - Ia completar a frase, mas viu que Hermione estava desatenta. Pensou se ela, assim como os outros odiavam Snape. Entristeceu-se ao pensar que sim...
- Norton?
- Fale.
- Nós conversamos pouco sobre Snape, não foi?
- Sim.
- Mas eu gostaria de saber se você o conheceu bem ou foi como todas as outras...
- O que quer saber dele?
- Eu... – Disse ficando de costas para Norton e andando a passos pequenos pela saleta. – Queria saber se Snape já teve um coração no passado?
Aquela pergunta deixou Norton encucado, mas resolveu jogar pra ver até onde Hermione iria.
- Bem, que eu saiba Hermione, todo ser vivo, por pior que seja tem um coração, e...
- Norton é sério! – Ela olhou profundamente como se quisesse ler através dos olhos dele a verdade – Ele alguma vez gostou de alguém, além dele mesmo?
Do jeito que Mione o olhou e do jeito que ela perguntou suas lembranças afloraram e o rosto de Navra se desenhou no ar a sua frente. Ele olhou de volta para Hermione como que se quisesse buscar as palavras corretas, tentando não mostrar a verdade.
- Que eu saiba apenas uma pessoa pode ter importado mais a Severo Snape do que ele mesmo. Mas ela morreu e eu não sei de mais nada, satisfeita?
- Uma pessoa? Uma mulher?
- Talvez. Eu não conheci essa pessoa, apenas fiquei sabendo.
- Mas como soube?
- Vamos parar com essa história de Snape. – Disse voltando a olhar para a garota. - Você está com pena dele? – Ele sabia que Hermione tinha visto algumas de suas memórias, mas pela pergunta já imaginava quais tinham sido as selecionadas por Dumbledore.
- Não sei dizer se é só pena. – Disse Mione incomodada.
- Ele não é digno de pena.
- Talvez não seja, Norton. Mas pelo menos saber que ele já amou alguém...
- E quem te disse que ele amou?
- Ninguém. – disse tentando disfarça. Não poderia contar o que vira nas lembranças de Snape.
- Então não fale de amor. Você não sabe o que é amar alguém para falar ou achar que ele possa ter amado alguém ou não.
- E quem te disse que eu não sei? Que eu nunca amei? Ou até que eu não estou amando agora?
- Você não pode brincar com isso!
- E quem disse que eu estou brincando.
- Você é jovem demais, não sabe o que diz!
- E quem te disse que precisa ter idade para saber se amo ou não alguém?
- Vocês jovens confundem tudo! Não sabem o que sentem ou não.
- E vocês “adultérrimos” não se confundem? Quer dizer que quanto mais velho mais expert em sentimentos você fica?
- Não brinquei garota. Você não deve amar ninguém.
- E por quê não?
- Já disse que não deve.
- Então não posso amar você?
- Não. – Disse se distanciando. Isso não podia está acontecendo com ele. Já tinha problemas demais. Ele já havia gostado de alguém, e não fora a melhor experiência da sua vida quando ela partiu. Não queria mais sofrimentos, bastavam os que ele já tinha vivido até agora. Mas por que em seu intimo ele estava se sentido incomodado por rejeitá-la?
- Então por que me deixou chegar perto? Por que me beijou? Por que olhou pra mim com interesse? Por que me deixou ter esperanças? - Disse isso andando em direção a Norton que não recuou e nem se aproximou. Tinha que se manter firme.
- Pensei que você era madura o suficiente pra saber que isso não ia levar a nada. Que tudo o que vivemos até aqui foi um erro. Algo que eu deveria ter parado. Uma amizade tão próxima entre aluna e professor sempre confunde os menos maduros.
Hermione riu de nervoso. – Você só pode estar louco! Lá vem você de novo com essa história.
- Até pode ser que eu esteja. Não deveria ter me envolvido com uma criança.
- Eu é que estou sendo criança? Você me procurou. Você me beijou primeiro. E disse agora a pouco que me queria!
- Você deve estar com problemas de audição e de visão também. Quer dizer, acho que seus sentidos estão em colapso.
- Norton!
- Vamos embora daqui agora!
- Não! - disse soltando a mão de Norton que a tinha puxado pelo pulso. Eu não vou!
- Como não vai?
Hermione, do nada, voou no pescoço de Norton, dando um beijo digno de fotos. As bocas se desgrudavam e grudavam novamente como se necessitassem estar juntas. Ele a abraçou, tirando-a do chão e a segurando pela cintura, enquanto ela o segurava pelo pescoço e nuca.
Hermione passou uma das pernas em volta da cintura de Norton passando a outra em seguida, fazendo com que ele a segurasse pelos glúteos e cintura. Ali, no quarto do antigo professor de poções um novo encantamento começava a ser feito. Norton e Hermione estavam ligando suas almas para sempre, sem eles mesmos saberem disso.
A sofreguidão do contato de seus corpos ainda vestidos mostrava a necessidade e a urgência dos dois apaixonados. Severo beijava Hermione não só na boca, mas distribuía beijos fortes e marcantes por todo o pescoço, queixo e ombro, mordendo e saboreando a orelha e a voltinha para a nuca como se fosse a melhor sobremesa de sua vida. Hermione estava adorando sentir-se tão desejada por ele. Sentia seu cheiro, o toque dos lábios de Norton em sua pele, as mãos dele a segurando e ao mesmo tempo passeando pelo seu corpo à estavam deixando tonta. Ambos começavam a entender que não conseguiriam mais ficar sem o outro. Mas Norton começou a recobrar um pouco a consciência e tentando parar aquela situação parou de avançar para cima de Hermione.
- Hermione nós temos que parar. Eu não posso fazer isso com você. Não aqui, não agora. Isso é errado!
- Mas por que? Por que não agora? Eu gosto de você. Eu também quero você.
- Você não está preparada. Ainda mais depois de tudo...
- Eu não o queria, Norton. Não estava preparada pra ele. E ele me queria à força. Coisa que você não fez até agora.
- Você é uma menina estúpida. Acha mesmo que está preparada? Você não sabe com que está lidado. – Disse agoniado. Tinha que se livrar dela, dessa situação. Ele não estava mais conseguindo pensar. Ela o atraia mais que tudo. Não só pelo desejo de possuí-la naquele momento, mas por tê-la conhecido como amiga. Estava confuso. Solto-a e se afastou.
- Norton. Volte aqui. Norton! – Disse Mione andando atrás de Norton.
- Vá embora! Me deixe quieto.
- Não.
- Vá agora! – Vociferou.
- Me de um motivo convincente pra sair daqui e não olhar nunca mais na sua cara.
Ele não tinha. Ficou em silêncio. Sabia que aquilo a tirava do serio.
- Você não tem, não é? Eu sei o que quer, mas não vai conseguir.
- Tola!
- Realmente devo ser mesma. Agüentar birra de um homem, como você mesmo diz, maduro é ridículo.
- Você vai se arrepender. Eu vou acabar te ferindo.
- Não há nenhum dia, desde que te conheci que você não me magoe.
- Mulher de malandro?!
- Posso dizer que se for, só posso ser de um malandro.
- Eu não vou te prometer nada.
- Eu te pedi alguma coisa?
- Você é uma garota maluca.
- O que eu posso fazer se você me acostumou mal.
- Eu vou me arrepender disso!
- Eu não.
- Isso não é um conto de fadas.
- E quem te disse que eu sou uma princesa.
- Maluca.
- Velho.
- Quer me tentar?
- Não preciso.
- Por que?
- Por que você já caiu em tentação. - Disse tirando um meio sorriso dele
- Você vai ser o meu pecado?
- Não bobo. Eu sou a sua salvação.
Eles já tinham se aproximado tanto que não havia mais espaço entre seus corpos. O beijo foi inevitável. Norton sabia que era errado, mais seu peito gritou por Hermione. Ele a agarrou fazendo com que novamente ela trançasse as pernas em volta de sua cintura, ele começou a retirar a blusa dela colocando uma das mãos por dentro, sentindo o calor que emanava de suas costas. Ela por sua vez afrouxava o nó da gravata e desabotoava os primeiros botões da camisa.

Ready For Love – Pronta para o amor
India Arie
I am ready for love,
Eu estou pronta para o amor
why are you hiding from me
Por que você se esconde de mim?
I'd quickly give my freedom
Eu abro mão minha liberdade rapidamente to be held in your capitivity
Para ficar presa em seu cativeiro

Sem a maior cerimônia Norton tirou o restante de suas roupas com um evanesco, ficando apenas com uma cueca larga e negra. Hermione olhou para o corpo do homem a sua frente, másculo, mas não muito musculoso. Poucos pêlos, pele alva, Nenhuma cicatriz aparente. Ela passou as mãos no tórax, nos ombros como se quisesse identificar cada parte com o tato. Norton fechou os olhos para sentir cada toque dela percorrer seu corpo. Ele se aproximou, e devagar foi abrindo a blusa branca de Mione, que caiu ao chão, mostrando um sutiã branco simples, mas com as iniciais do nome dela bordados em cada lado do seio, bem perto da alça. Ela não teve vergonha quando ele a olhou, apenas sorriu. Ele se ajoelhou e beijou sua barriga, seu umbigo, e ao mesmo tempo soltava os fechos da calça preta que ela ainda vestia. Com delicadeza ele a ajudou a se livrar daquela peça e admirou o corpo da mulher que tanto desejava. Ele a ajudou a se ajoelhar e beijando-a fez com que se deitassem no chão.

I am ready for love, Eu estou pronta para o amor
all of the joy and the pain
Toda a alegria e a dor
and all the time that it takes
E todo tempo que leva
just to stay in your good grace
Só para cair em sua graça

Ele a olhou nos olhos como se quisesse saber o que se passava na mente de sua amada. Ela tinha um doce sorriso nos lábios, mas que revelavam um pouco do nervosismo daquele momento. Então se lembro que seria a primeira vez dela, já que o Weasley não havia conseguido nada aquela noite. Ela percebeu o que ele estava imaginando e sem medo, ou pelo menos foi assim que quis pensar, disse:
- Eu escolhi você Norton. Eu não o escolhi. Esse é um dos jeitos que eu posso mostrar a você o quanto eu te gosto. Eu quero ser sua por completo e quero te ter do mesmo jeito. – Disse tocando levemente no rosto de Norton com os dedos. – Eu quero, e é isso que importa.
- Eu tentarei não te machucar...
- Isso é uma coisa que você nunca vai conseguir fazer.
- Fisicamente...
- Não estou com medo...
- Eu sei.
- Então me beije e deixe tudo acontecer.
- Você é tão linda e...
- Shiiiiiiiii... Você não precisa disso.
- Mas você é. E está aqui.
- E vou poder estar sempre, se você quiser.

lately I've been thinking maybe you're not
ready for me,
Ultimamente eu tenho pensado que talvez
Você não esta pronto para mim
Maybe you think I need to learn maturity
Talvez você pensa que eu preciso aprender a ser madura they say watch what you ask for 'cuz you might receive
Eles dizem pra tomar cuidado com o que pede, pois pode conseguir but if you ask me tomorrow, I'll say the same thing
Mas se você me perguntar amanhã, eu direi a mesma coisa

Ele então a beijou tão profundamente, apaixonadamente que parecia que não agüentaria mais beijá-la depois. Ele percorria toda a pele do corpo de Hermione como se quisesse decorar em sua mente cada centímetro dela. Ele a beijava no queixo, no pescoço, e ia descendo, saboreando a pele alva e quente. Eles não souberam dizer se estava frio, se havia algum barulho, pois ambos se preocupavam somente em satisfazer um ao outro.

I am ready for love,
Eu estou pronta para o amor
would you please lend me your ear
Você pode me ouvir?
I promise I won't complain
Eu prometo que não reclamarei
I just need you to acknowledge I am here
Só preciso que você saiba que estou aqui

Norton, pela primeira vez em sua vida estava ansioso pelo que poderia acontecer ali. Estava tão cuidadoso, tão concentrado e ao mesmo tempo tão acanhado como nunca estivera. Ele estava com uma aluna em seus braços, tendo-a como mulher, num local totalmente inesperado e de uma maneira que ele jamais imaginara. Quer dizer, ele já havia imaginado vários tipos de situações que poderiam ter acontecido, mas não assim, não parecia que poderia acontecer alguma vez em sua vida. Ele a olhava e via a confiança que ela depositava nele. Ela estava não só se entregando como mulher, mas inteiramente a ele. Talvez, pensou, ele não fosse merecedor de tanto afeto da parte dela. “ Mas se ela soubesse...” Mas preferiu não pensar, estar com ela era uma dádiva que ele queria aproveitar todos os segundos.

If you give me half a chance
Se você me der uma chance I'll prove this to you
Eu provarei isto pra você
I will be patient, kind, faithful and true
Eu serei paciente, gentil, fiel e verdadeira
to a man who loves music
A um homem que ama música
a man who loves art
Um homem que ama a arte
respect the spirit world and thinks with his heart
Respeita o mundo espiritual e pensa com o coração

Ele a beijava como se cada pedaço dos lábios dela estivesse o elixir da vida. Mione se
deixava, entregava-se aos cuidados de Norton como se fosse uma pequena boneca. Ele a olhava com volupia como se necessitasse de toda ela para viver. Segurava os seus cabelos para apreciar cada movimento, cada olhar cada gesto exprimido por Hermione enquanto estava dentro dela. Sua respiração contida e barulhenta mostrava o quanto seu auto controle sob seu corpo estava por um fio. Ela queria senti-lo totalmente, olhava-o e desejava que aquele momento nunca cessasse. Não havia dor, não era incomodo nem assustador. Ela sabia que sua vida seria eternamente dele, que seu corpo e sua alma pertenceriam somente a Norton. Por onde passava sua mão sentia o corpo de Mione reagir, ela murmurava coisas sem nexo. Cada toque de Norton em seu corpo provocava ondas de choque. Suas mãos pareciam em chamas.


I am ready for love
Eu estou pronta para o amor
if you'll take me in your hands
Se você me levar em suas mãos
I will learn what you teach
Eu aprenderei o que você ensinar
and do the best that I can
E farei o melhor que puder

Norton não conseguia mais, seu auto-controle já o tinha abandonado. Fechou seus olhos, deixou sua cabeça pender sobre o pescoço de Hermione e sussurrou: - Eu não posso mais viver sem você...
Hermione sorriu e beijou o lobo da orelha que estava a sua frente. – Eu sou sua...
O climax chegou primeiro para ele. Arfava sobre Mione dizendo algumas palavras e esperando que também ela sentisse todas as sensasões que ele havia sentido. Hermione percebeu o que ele queria, e não demorou muito a chegar ao orgasmo. Suas sensasões foram tão imprevissiveis que logo depois ficou envergonhada. Seus músculos se contrairam por alguns segundo e seu corpo arqueou, fazendo com que Norton a penetrasse ainda mais. Sua respiração ainda profunda e curta produzia uma sensação maravilhosa na pele de Norton. Eles haviam conseguido ser um.


I am ready for love Eu estou pronta para o amor
here with an offering of my voice
Aqui, te oferecendo minha voz
my eyes, my soul, my mind
Meus olhos, minha alma e minha mente
tell me what is enough
Me diz o que é suficiente
to prove I am ready for love
Para provar que eu estou pronta para o amor
I am ready. Eu estou pronta

Norton se colocou ao lado de Hermione e a fez ficar deitada de frente pra ele. Retirou alguns fios de cabelo que ainda estavam em seu rosto, desceu uma de suas mãos para o ombro e ficou massageando.
- Você está bem? Eu te machuquei?
Hermione riu sorrateiramente e deu um beijo curto nele. – Não. Você não me deu muito tempo pra saber se estava me machucando...
- Me desculpe...
- Eu não estou reclamando, estou elogiando. A dor passou tão rápido que eu só me lembro de sentir-me extremamente feliz.
- Espero que tenha sido algo, como eu posso dizer, adequado...
- Pare de ser bobo, você foi aquilo que eu queria. Foi bom por que era você que estava comigo. E eu adorei ver você perder o controle.
- Tome cuidado, normalmente as pessoas não saem vivas quando isso acontece.
- E quem disse que eu tô viva? Eu morri e fui pro céu!
- Olha que pra uma morta você tá muito quentinha viu.
Hermione deu um tapinha no peito de Norton que deu um leve sorriso. Ele a puxou pela cintura e a trouxe para mais próximo.
- Descanse agora. Quanto estiver amanhecendo eu te acordo. Não seria muito inteligente de nossa parte sermos pegos saindo logo desse quarto, e ainda por cima, juntos.
- Será então que você poderia transfigurar uma coberta, está um pouquinho frio.
Quando Hermione já estava coberta e deitada em seu peito Norton ficou pensando em tudo que havia acontecido. Ele balançava a cabeça como se não pudesse acreditar na maluquice que fizera. Hermione dormindo em seu peito depois de uma transa extremamente extasiante na sua antiga sala o fez sentir-se estranhamente e novamente excitado. Ele perceberá que ela era virgem durante o ato, ainda tinha suas duvidas quanto a isso, mas a entrega dela havia sido total, e ele havia se deixado levar. Não que não tivesse sido bom, mas ela era a amiguinha do Potter, ex do Weasley, queridinha de quase todos os professores, vista como exemplo... E agora era dele. Ele sentia que não conseguiria mais deixá-la. Todos seus planos haviam se modificado para inseri-la como parte integrante. Sua rotina de vida neste ultimo mês havia mudado somente para encontrá-la quase todos os dias. Estaria morto se seu Mestre ousasse, imaginasse saber de tudo. Ele a olhava e a admirava. Seu corpo estava impregnado com o cheiro dela. O que faria agora? Ele estava se deixando dominar por Hermione e tudo o que sentia por ela o fazia feliz, ela o completava...
Navra veio aos seus pensamentos. Lembrou dos dias que se seguiram ao seqüestro e sua morte. Fora ele que indicara a localização. Ele ainda não sabia que o que iria acontecer. Pensou que era apenas para espionar o local. Navra era pouco conhecida como filha de Dumbledore, para falar a verdade somente Snape e Minerva sabiam com certeza, mais muitos sabiam quem era a Auror Voller. Estavam buscando um modo de atrapalhar os planos de Alvo e fazer com que a Ordem da Fênix se dissolvesse. A Auror Voller era o alvo pois Voldemort suspeitava do vinculo entre os dois. Com o seqüestro, Severo se viu entre a cruz e a espada, vindo a se colocar a disposição de Alvo e da Ordem. Ele observava,e as vezes participava dos espancamentos que Navra sofria para depois, em segredo, curar suas feridas e dar poções para que ela agüentasse. Até o dia em que Voldemort lhe pediu que fizesse a pior poção da sua vida, com a qual ele teria o controle sobre a vida de Navra para sempre. Parte dele morreu quando a viu tomar parte do cálice. Parte dele morreu quando Voldemort a tomou pela força, na frente dele e de Malfoy. Ele nunca pode tê-la como mulher, ninguém ali poderia pois o encantamento marcaria seu corpo a fogo e Voldemort saberia. Quando ela suspeitou da gravidez e confidenciou a ele, não pode fazer nada. A criança nasceria ou morreria com ela, pois mesmo grávida Voldemort não a poupou das humilhações e surras diárias. E por saber que era seu filho, Voldemort a tratava pior. Até o dia quando ela começou a sentir as dores do parto durante uma sessão privada de tortura. Voldemort ordenou que a criança e ela fossem atiradas da ponte dos tresálios, na frente de Hogwarts. Malfoy a jogou de uma altura superior a ponte e ordenou que Snape fosse conferir. Ele, quando chegou ao fundo do abismo, a viu flutuar a pouco metro do chão. Quando a tocou, a magia que a sustentara cessou. Mas já parecia tarde demais.
Lágrimas voltaram ao rosto de Norton , mas Hermione não havia percebido. Beijou o topo dos cabelos dela. – Eu não permitirei que ele e nem ninguém te façam mal. – Fechou os olhos na tentativa de que tudo desaparecesse de sua mente e só restasse ela.

Com o sol já despontando Norton acordou, mas não era realmente Norton pois havia passado o efeito da poção. Severo estava abraçado a Hermione que agora estava de costas para ele. Sem muito jeito afastou-se tentando alcançar sua calça onde estaria o frasco tão precioso. Tomou rapidamente e se viu transformado em Norton. Respirou fundo e com pequenos e salientes beijos no ombro de Hermione a acordou. Eles se olharam, ela ainda um pouco sonolenta e deixou sua cabeça próxima ao pescoço de Norton.
- Se me acordar toda vez assim, vou fazer greve na hora de ir embora.
- Bom dia...
- Bom? Poderia dizer maravilhoso dia, mas ele acabou de começar.
- Exagerada.
- Chato.
- Está na hora...
Ele se levantou ainda nu, e saiu a pegar as parte de suas roupas espalhadas pelo chão. Com aquela visão, Hermione ficou admirando-o. Era a primeira vez que via um corpo de homem a sua disposição e ao vivo, totalmente ao alcance de suas mãos. Ela riu, ele percebeu que estava sendo observado e a olhou.
- Será que a Srta. Pode tentar fazer uma força para se levantar e se arrumar, temos pouco tempo para sair sem que ninguém nos veja.
- Tá, mas só estava conferindo umas coisas.
- Umas coisas ou as minhas coisas?
- Com certeza as suas coisas são bem melhores para serem conferidas... – riu.
- Muito engraçado... Vamos, saia daí e se vista. – disse com um meio sorriso. Pode deixar que depois eu te deixo conferir o que quiser, mas ande logo.
Hermione se levantou e com a ajuda de Norton, que já estava quase pronto, terminou de se aprontar. Quando calçava seu sapato, Norton ficou de frente para Hermione, fazendo com que ela o olhasse.
¬- Isso foi uma das coisas mais mirabolantes e arriscadas que eu fiz.
- Não se preocupe, não vou contar pra ninguém sobre isso, se você quiser.
- E melhor não contar. Sei que sua amizade com Liane Tonks e Ginevra Weasley são importantes, mas não conseguirei ficar imparcial sabendo que elas sabem.
- Entendo, mas não precisa me tratar diferente...
- Nunca pensei nesta hipótese... Já sou bonzinho demais com você...
- Isso eu não sei.
- Como não. Nem te chamo de sabe-tudo.
- Muito engraçadinho. Você não é o Professor Snape nem um dos comensaiszinhos da sonserina.
- Mas todos comentariam se eu começasse a te tratar mal.
- Possivelmente.
- Vamos embora. Depois conversamos mais. Te vejo amanhã.
- Reunião hoje?
- E bem possível...
- Vamos...
Norton olhou para o corredor, lançou um feitiço reconhecedor e certificou-se que não havia ninguém e saiu do quarto, sendo acompanhado por Hermione. Olharam-se brevemente e seguiram andando. Norton logo entrou em seus aposentos e indicou a Hermione o melhor meio de chegar à Grifinória e entrou fechando a porta quando ela cruzou e sumiu em outro corredor.



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