Queridos e queridas leitores: Uma informação , o inicio deste capitulo é bem forte..... tem muitas cenas de espancamento, lesões em menores de idade, como nunca escrevi sobre não tenho ideia de como ficou.
para aqueles que não gostam de ler sobre violencia tome cuidado com essa parte inicial.
Cap. 21 – Um ser Comensal
Norton não havia conseguido sair de Hogwarts durante o almoço, mas teve permissão de Minerva para se ausentar-se depois do por do sol. E assim fez. Voltou para seu alojamento e camuflou-se, tomou alguns caminhos secretos e saiu do Castelo, apenas esperou para sair das fronteiras de Hogwarts para por sua mascara de comensal e aparatar.
Norton aparatou numa rua aparentemente deserta. Esquivou-se num local mais escondido, tentando manter-se camuflado. Lançou sobre si um feitiço ilusório e esperou. Não entendia o porque de ter sido levado para aquele lugar. Sabia que todos os comensais, quando chamados por seu Mestre, aparatavam exatamente onde ele estivesse. Mas aquela rua não tinha uma alma viva. A maioria das casas estavam com suas luzes apagadas, o silêncio reinava e só era atrapalhado por alguns animais noturnos que começavam a aparecer em busca de suas refeições.
Foi quando Norton percebeu uma pequena luz vindo em sua direção. Riu em seu interior e pensou: “siga o Mestre. Francamente.”
Mesmo camuflado, a luz parou a sua frente. Não era uma luz qualquer, era uma “regius”, uma magia de localização. Não tinha outra coisa a fazer a não ser seguir a luz, que hora brilhava na cor branca, hora brilhava em tons de verde.
Quando a luz parou, Norton estava de frente à um muro que dividia um prédio e um terreno abandonado. Havia uma senha para abrir o que quer que fosse, pois a “regius” mostrava uma passagem, e ninguém havia que dito qualquer coisa sobre isso. Imaginou, pensou, refletiu, deveria ser algo comum aos comensais. “Harry Potter, Lorde Negro, Mosmordre, malditos trouxas, sangues-puros, ... Nada combinava com algo que poderia ser pensado por Voldemort. Se era uma reunião tão reservada, somente quem estava próximo ao Mestre conseguiria entrar.
Seus pensamentos não demoraram muito a desvendar o que seu Mestre queria, ele sabia o que fazer. “Qual era o modo de se mostrar mais servil a Voldemort: Dando sua vida para ele.” Retirando um pouco de seu sangue, recitou: “Ao real dono deste sangue, meu silêncio e minha morte.”
Em seqüência, o muro deslocou-se, abrindo um vão, por onde Norton entrou. Era um longo corredor, com pouca iluminação e esta era feita por tochas. Norton andava com sua mascara de comensal em seu rosto, sua varinha em riste e mantinha ainda seu feitiço de ilusão. Seus passos eram firmes, porém silenciosos.
Foi então que viu uma porta, a sua esquerda, usou alguns feitiços de reconhecimento e detecção de magia, mas não havia nada. Abriu a porta e lá estava Voldemort com suas habituais vestes negras e sua pele parecia ainda mais alva. Olhou em volta, só ele havia chegado. Retirou seu feitiço e ajoelhou em seguida. – Mestre! – Pronunciou.
- Muito bem Severo. O 1º a chegar! Por acaso não encontrou ninguém perdido lá fora?
- Não, meu senhor. Por onde passei não havia rastro de nenhum comensal.
- Será que vou me decepcionar com meus servos?
- Se o senhor me permite, acho que a grande maioria não iria reconhecer a “regius” do Milorde. Os menos afortunados pensariam que é uma armadilha dos aurores ou da Ordem.
- E quem disse que não é, meu caro.
Norton se manteve quieto, e fez uma leve reverencia as palavras de Voldemort.
- Venha, Bela está chegando.
Belatrix abriu a porta e se curvou ao ver seu Mestre a sua frente.
- Desculpe a demora, Milorde. Trouxas...
- Ótimo! Vamos começar. – Disse já sentando em uma poltrona.
- E não vamos esperar os outros... Malfoy... – Perguntou Norton dando de ombros.
- Ou Snape? – Questionou Bella, fazendo cara de desdém.
- Eles não chegarão. Essa reunião é para os meus braços direito e esquerdo, minha ação e minha emoção. Os únicos que conhecem alguns segredos meus. Sentem-se.
- Vou começar expondo algo que me preocupa. Quando vamos conseguir algo realmente bom e útil para congelar as ações dos aurores e da Ordem de Dumbledore? Estou cansado de ter meus planos cancelados ou modificados. Quero que saibam que eu sou O Sr. das Trevas. Eles tem que temer ao escutar o nome dos meus comensais. Não deve haver esperança. – Gritou Voldemort.
- Acho que um ataque em massa já pode ser realizado em pouco tempo. Cada dia que passa temos mais aliados. – disse Bellatrix.
- E sinto que falta pouco para descobrir algumas partes preciosas da profecia.
- Sim... – Sibilou. – Mas eu quero algo agora!
- O que o senhor pretende então? Um ataque surpresa? O controle total do Ministério da Magia? – Questionou Norton.
- Eu quero Harry Potter morto o mais rápido possível, e toda a sua corja subserviente a mim. É isso que eu quero meu caro Norton.
- Mas ele ainda se mantém protegido... – Falou Bella.
- Por pouco tempo.
- Ele também busca a destruição do meu Senhor. – Disse Norton.
- E é isso que eu quero que ele tente fazer. Quero arrancar dele toda a esperança que ele pensar existir. Quero matar, um por um, seus amigos e aliados. Quero levá-lo desespero.
- E somente a profecia o ajudará nisso Milorde?
- Não. Com a profecia se concretizando, vou ter o maior poder mágico existente em muitos anos, e isso me fará ser um Deus real. Nada e nem ninguém ousará ir contra mim, e eu serei eterno!
- O senhor, por acaso, poupará alguém que não for nosso aliado?
- Por que essa pergunta? Vai querer novamente pedir pela vida de alguém, meu caro Norton? – Disse Voldemort, frisando bem o nome.
- Não meu senhor. Longe de mim. Apenas perguntei pois alguns inimigos serão melhores vivos do que mortos... Como um modo de manter aceso o fracasso contra a vossa pessoa.
- Entendo... Um museu vivo. Pode até ser, mas quero alguns bem mortos e enterrados.
- Milorde, se me permite uma pergunta...
- Faça.
- Fiquei um pouco aturdido em relação aos ataques aos trouxas a algumas semanas, do qual eu não fui avisado. Ficaram de me avisar ou realmente era para ser daquele jeito? Apenas pergunto pois eu, desde que o senhor me nomeou, sou responsável pela armação destes ataques.
- Sim, foi uma ousadia minha e estava também querendo divertimento. Foi um dos motivos pelo qual não o deixei a par. Mas saiba que isso não lhe dá motivos para subjugar minhas ações, Norton. Sou eu que decido o que fazer e quando fazer. Não estou a sua mercê. Estamos entendidos?
- Sim milorde. Foi uma ousadinha minha questioná-lo e um erro. Peço seu perdão.
- Muito bem. Vamos ao que interessa. Quero fazer um ataque para desestruturar Hogwarts. Quero desmembrar qualquer linha de combate que exista, e lógico, alfinetar Potter e seus seguidores.
- Vamos poder matar sem dó aqueles fedelhos insuportáveis da Grifinória e Lufa-lufa? – Sussurrou Bella.
- E porque não... – Disse Voldemort.
- Mas isso poderia criar uma divergência. Alguns dos alunos são filhos de comensais. Eles pediram clemência.
- Aqueles que não entrarem na linha de ataque serão poupados.
- E quando será, milorde, esse ataque?
- Ainda mais a frente.Talvez em duas semanas, ainda não sei. Quero que você possa me dar boas noticias antes disso.
- Então teremos que intensificar o treinamentos do novatos? – Perguntou Bella.
- Sim. Mas antes, quero partilhar um presente que me foi oferecido. Façam o que quiserem, já brinquei demais e eles não me servem mais pra nada. Boa noite aos dois. Ah, saibam que teremos nosso encontro de inicialização daqui a três dias.
- Sim milorde, e já está quase tudo pronto. Será uma bela celebração. – Respondeu Bella.
Voldemort levantou-se e caminhou até abrir uma grande porta de ferro. Ao abri-la via-se duas mulheres semi-nuas acorrentadas a ferros suspensos no ar, uma criança de uns oito anos e um jovem de aproximadamente 15 anos amarrados por correntes mágicas, encostados no chão. Ao perceberem a chegadas deles todos se sentiram amedrontados, principalmente pelo choramingar que se escutava.
- Obrigada, Milorde. – Disse Bella extasiada, olhando com sede de sangue para as vitimas a sua frente.
- Sim, meu Senhor. Saberemos apreciar sua gerenosidade.
- Fiquem a vontade.
Quando Voldemort estava saindo, Norton o interrompeu perguntando: - Meu Senhor posso pedir que me tire uma duvida?
- Sim, meu caro. Diga.
- Onde estamos? Precisamente?
- Nas masmorras da mansão dos Ridlle.
- Obrigado por responder milorde.
Ali, ao lado de Belatrix, Norton não poderia fingir somente, teria que dar um espetáculo. Bella perceberia qualquer desvio seu ao tentar abreviar o sofrimento de qualquer um deles. Teria que ser, mais do que nunca o pior comensal da morte. Deveria agradar o paladar sanguinário dela a todo custo. Sabia, ali iria morrer mais um pedaço de sua alma. Um pouco da felicidade que estava começando a encontrar o abandonaria em cada suplicio que causaria a aquelas pessoas.
Olhou para Bella e acenou, deixando que ela escolhesse suas vítimas. Ela escolheu as duas crianças: o jovem e o menino de oito anos.
- Será que você pode me deixar aqui e levar seus presentes para outro lugar? Você me parece muito sensível e talvez atrapalhasse minha diversão. – Disse com voz chorosa porém mandona..
- Você mal me conhece e já tira impressões erradas de mim. Eu penso que talvez você não agüente me ver em ação.
- Se gabando, Comensal Norton...
- Não preciso disso, Sra. Lestrange.
- Por acaso gosta de experimentar novos feitiços em suas vitimas?
- Às vezes é interessante, mas os gritos e súplicas são canções de ninar para meus ouvidos. Não há lágrima que me comova, ela faz eu entrar em êxtase. – Disse rindo.
Bellatrix deu um de suas gargalhadas. Realmente este homem era diferente. Tinha que vê-lo em ação. Ele lembrava a arrogância e o ímpeto de Snape e era o que mais prezava, pois assim ele conseguia tirar gritos de satisfação até mesmo de seu Mestre. Mas queria ver sua maestria com a varinha...
- Então, Norton, fique a vontade. Me fascine.
Norton riu. Havia conseguido chamar a tensão de Bella. Quando voltou seu olhar para as pobres criaturas, o pavor era o que encontrava. As duas jovens já mostravam tremores por todo corpo devido ao medo que ele provocara. Os dois meninos estavam abraçados, seus olhos estavam fechados, e devido a pouca luz do canto onde estavam, Norton não conseguiu saber se eles estavam dormindo, acordados ou desmaiados. Com um aceno de sua varinha Norton destravou as amarras e as duas jovens vieram ao chão. Em seguida já estavam sendo elevadas do chão e empurradas para a parede mais próxima. Os meninos, quando escutaram os gritos das jovens e o barulho produzidos pelo baque dos corpos na parede, começaram a chorar e se espremeram mais, fugindo de onde estava Norton. Ele não deu importância. Seus alvos seriam as jovens, e somente elas.
- Bella, faça eles se calarem. Eu quero escutar o grito delas, e somente delas.
Bellatrix não se fez de rogada. Passou por Norton, deixando suas mãos, ou melhor, suas unhas tocarem as costas do homem, que não se mexeu apenas a acompanhou com os olhos.
Os gemidos das jovens suplicando por suas vidas e pedindo por misericórdia deixavam Norton mais apressado para acabar com aquele inferno. Resolveu que faria o mínimo. Aproximou-se das jovens passando a varinha pela pele das costas nuas.
- Espero que gritem muito, não implorem e não peçam por suas vidas, pois vivas daqui vocês não saíram. Não há ninguém que possa salvar suas pobres e miseráveis vidas. Vocês agora são minhas e seus corpos, suas mentes, suas vontades me pertencem. Eu sou seu dono, o seu maior e mais terrível pesadelo.
Norton realmente se transformou naquele momento, seus olhar era de puro ódio, ódio de si. Cruciatus, sectusempra eram as menores punições que as jovens sofriam. Ele as tocava em seus seios, as lambia onde havia sangue, as arranhava com suas unhas, as chutava, esmurrava... Quando alguma desmaiava, ele a reanimava e a punia ainda mais. Elas não gritavam, apenas gemiam, as forças já lhes faltavam. Pensou em estuprá-las, mais não queria se sujar ainda mais. Achou que seu show deveria acabar. Elevou-as do chão deixando-as uma de frente para a outra. Transfigurou duas adagas e as fez aparecerem nas mãos de cada jovem. Proferiu a Imperius e ordenou que ambas apunhalassem, uma a outra, e assim foi feito. Ambas caíram no chão ensangüentadas e mortas.
- Fique a vontade agora Sra. Lestrange. Espero que eu tenha feito tudo a seu gosto. Infelizmente tenho que ir. Divirta-se.
Bellatrix suspirava. Estava extasiada com a crueldade de Norton. Seu interesse quase passou a ser físico. Ele aproximou-se dela e beijou o dorso de sua mão, olhando profundamente em seus olhos e se foi.
Sair daquele suplicio era como se conseguisse respirar novamente. Enquanto andava para fora daquela masmorra Norton se limpava do sangue que ainda estavam em suas mãos e manchavam sua varinha e suas roupas. Os gritos das jovens ainda ecoavam em sua mente e o olhar de pânico dos dois meninos o fazia ter ânsia de vomito. Não suportava fazer isso com esses inocentes, mas se não fizesse muitos pagaria por sua falta. Ao alcançar a saída, não se incomodou se alguém havia percebido sua presença e imediatamente aparatou.
Norton caminhava apressadamente para seu quarto. Estava novamente em hogwarts. Não estava mais com cabeça pra ver e nem escutar ninguém. Não podiam ter omitido tantas coisas. Se era o homem de confiança, tudo deveria passar por ele. Realmente algo estava errado. Tinha que estar mais atento. E desde quando Voldemort dar “presentes” para seus súditos?
Quando cruzou o corredor principal sentiu que era observado, imediatamente pousou sua mão sobre sua varinha e continuou como se não houvesse percebido nada. Mas não dava pra não perceber, reconhecia aquela energia, mas se fez de desentendido. Não poderia ser descoberto tão facilmente.
- Ora, ora, ora, veja quem eu encontro aqui! O 2º mais procurado de todo o mundo mágico, o algoz do meu caro colega Alvo Dumbledore. – Ela já mostrava sua varinha direcionada para o peito de Norton.
- Como vai Sra. Tonks, ou devo chamá-la apenas de Andrômeda.
- Pra você, meu caro, pode ser Andrômeda. Você enlouqueceu de vez ou veio pegar algo extremamente importante para você sabe quem? – Baixando a varinha. – E que disfarce é esse?
- Nem um, nem outro. O seu olhar ainda continua muito bom, minha cara. E seus passos continuam inaudíveis. Pensei que conseguiria me camuflar perto de você. Que passaria despercebido. – Fiquei sabendo apenas ontem da sua chegada a escola.
- Infelizmente, meu caro, minha percepção está altíssima por causa Dele. Mas sua camuflagem ainda está muito boa, acho que no mundo inteiro somente algumas pessoas veriam-o assim como eu o vejo. E você sabe que um está sendo preparado e a outra e a nossa menina, que logo, logo estará com a plenitude de seus poderes mágicos.
- Por que a está escondendo de mim? Você sabia que eu a procurei por anos? Era a única coisa que Navra tinha me deixado, era uma parte dela. A única que eu consegui salvar.
- Então Alvo conseguiu te contar alguma coisa antes de morrer. Pois bem, foi preciso Severo, ou ela não sobreviveria. Eles a teriam matado ou levado como presente para ele. Ela é especial, tem a marca e também é descendente de Salazar e Grifindor. O sangue que corre nas veias dela corre nas veias de Tom Riddle.
- por favor não me chame assim. E como assim ela tem a marca? Que marca Andrômeda?
- A da profecia da finada Sra. Potter. Dumbledore não te falou sobre isso?
- Não. Nem sequer comentou. Venha até minha sala, precisamos conversar.
- Eu sei. Já estava indo pra lá neste mesmo momento, antes de nos esbarramos. Mas que mal lhe pergunte, quem é você? - -Disse dando um riso irônico.
- Eu agora sou o professor Norton Seaymour, chefe da casa Sonserina, professor de poções. Venha é por aqui........
- Realmente, certas coisas não mudam, meu caro, não mudam...
- Mudam sim..... Siga-me.
Naquela primeira aula de feitiços ninguém havia suspeitado de nada, todos comentavam que a aula havia sido a “maior viagem”. Todos, sem exceção puderam visualizar muitas das coisas que estavam perdidas ou esquecidas em seus subconscientes. Muitos se assustaram, outros se divertiram, mas primeira impressão em relação a Sra. Tonks era: Quem é essa mulher? O que foi essa aula? O que foi mesmo que aconteceu? Mas Harry e Liane sabiam bem o que ela havia feito e o por quê. Era intervalo de almoço e Harry e Liane decidiram passear próximo ao salgueiro lutador. A vista ali, da floresta e do castelo, eram uma das melhores.
- Harry, ainda estou incomodada com a aula da mamãe.
- Por que?
- Por que eu me sentia sendo seguida para onde eu quisesse ir dentro da minha mente. Parecia que minha mente estava aberta para ela. Eu não cheguei a ver uma imagem dela, mas sentia que para onde eu fosse, ela saberia o que estava pensando. Para onde levasse meus pensamentos, ela estava lá.
- E por isso você foi procurando lugares para fugir.
- Mais ou menos isso. Eu não queria que ela me ajudasse, queria fazer esses exercícios sozinha, queria me descobrir sozinha. Ela já havia feito isso em casa, mas foi a primeira vez que consegui parar de sentir a magia dela tentando me ajudar.
- Por isso você foi para aquele lugar, o seu sonho. Não queria que sua mãe descobrisse aquele lugar.
- Foi. Eu me sinto muito bem ali. Mas até agora não entendi como e o que você foi fazer lá. Como conseguiu aquilo?
- Se eu te contar você vai falar que é imaginação minha.
- Ah Harry, fala logo! Eu me assustei quando te vi e percebi que não era sonho.
- Eu não. Nós tivemos o mesmo sonho, Li, com o mesmo lugar, do mesmo jeito, como se um estivesse vivendo o sonho do outro. Você não se lembra do Dragão, do que ele nos falou?
- Eu sonhei com aquele lugar, mas foi um sonho. Eu posso ter me apegado aquele lugar e ter imaginado o resto. Não pode ter sido real.
- Então como você me explica um sonho em comum se eu nem estava do seu lado pra tentar fazer uma conexão? – Ele a interrogou mas Liane não teve resposta. – Eu aprendi que aqui no mundo mágico nem tudo é sonho, e nem tudo é real. Eu me lembro de tudo. Lembro de você me chamou pra ver a colina onde o dragão apareceu. Você parecia que já o tinha visto várias vezes. Por acaso você já havia estado lá antes? Já tinha tido outros sonhos com o dragão ou naquele lugar?
- Sim, tive alguns, como te falei aquele dia, mas pareciam sonhos, às vezes eu falava com o Dragão somente por falar, ele parecia me entender, mas não falava nada...
- Mas eu já voltei a aquele lugar outras vezes.
- Como ontem?
- Não. Ontem foi uma exceção. Eu não fui porque quis, mas porque eu te toquei, você me levou pra lá. Ai, eu te pergunto, por que você estava lá, de novo?
- Porque lá eu me sinto bem. Quando mamãe pediu que tentássemos nos encontrar interiormente, minha mente me levou para os sonhos, sonhos não, pesadelos que eu venho tendo à algum tempo.
- Por que você não me falou sobre eles antes?
- Porque eu não entendia o que era.
- E agora você entende? Que tipo de pesadelos eram?
- Agora sim. Como eu te disse, depois do negocio com a taça na sua casa, passei a ter uma espécie de “deja vu” sobre a prisão da filha de Dumbledore...
Harry pareceu se assustar. – Como assim filha? Como sabe que ele teve uma filha? – Pensou que ela estava se aproximando demais de seu próprio passado.
- Por esses pesadelos Harry. Fui perceber que o contato que tive com aquele raio desencadeou essas visões do passado de Voldemort. Eu não procurei por isso, apenas aconteceu.
- E você vem tendo esses pesadelos desde aquele dia?
- Sim. Mas eu não entendo Harry, porque eu estou tendo esses pesadelos. O que eu posso fazer pra parar isso de uma vez?
- Liane, já sabíamos que Dumbledore tinha um filho, através daqueles papeis que minha mãe havia anotado. Agora através de você, sabemos que é uma filha... Agora temos que descobrir se ela esta viva e onde está.
- E como descobriremos?
- Me conte tudo o que sonhou e o que vier a sonhar. Talvez assim consigamos juntar essa peças e achemos algo que nos ajude a destruir Voldemort. Tem alguma coisa a mais nesse sonhos que te assuste?
- Harry , ela sofreu demais nas mãos daquele mostro, junto com aqueles malditos comensais, a puniam por tudo. Parecia que ela era o deleite dele. Eu imagino o pavor de Dumbledore quando descobriu que ela estava com ele.
- Eu posso imaginar. Mas você não pode deixar que essas visões se tornem parte de você.
- Eu acho que e meio tarde pra isso. Eu já sinto parte da dor que ela sente quando e flagelada por eles. Ela foi envenenada por alguma poção e durante meu sonho eu sentir uma parte da dor que ela sentiu, tanto que acordei assustada e passei mal a noite inteira.
- Você não consegue mais se deixa a parte...
- Não.
- Li, por favor tome cuidado. Tente dominar esses sonhos, não deixe que eles a dominem. O poder de Voldemort é grande e como isso está ligado a ele pode ser que talvez abra uma brecha pra sua mente e tente te fazer mal. – Disse segurando as mãos de Liane entre as suas e as beijando. – Eu temo por você.
- Eu sei. – falando fazendo carinho do lado do rosto de Harry. – Obrigada por se preocupar comigo. Eu te amo.
- Eu também Li. Eu também...
Harry beijou a testa lentamente, assim como a lateral da face, o queixo, a linha entre os olhos, antes de alcançar os lábios de Liane, que já os esperava semi-abertos.
Dias se passaram, o inverno começava a mostrar trégua. Por mais que as coisas parecessem calmas algumas almas estavam agitadas mais que o normal. Já era a hora do jantar, o trio de ouro, Gina, Neville, Luna, Liane e Eric entravam pelo salão principal. Luna, Liane e Eric se despediram do grupo e encaminharam-se para suas mesas. Gina e Ron sentaram-se juntos assim como Mione e Harry. Os professores chegaram aos poucos, sendo Norton e Andrômeda a chegarem por ultimo, e o mais estranho, juntos.
Isso causou um silêncio que pareceu incomodar os recém chegados.
- Bom dia Sra. Tonks, bom dia Severo! – disse McGonnagal.
- Bom dia Minerva, bela manhã, não é?
- Penso que sim. O frio está diminuindo cada vez mais.
- Isso será ótimo para aulas externas, não acha Professor Norton?
- Não sei, não fiz nenhuma aula externa ainda. Talvez esses alunos ainda não saibam conviver com a natureza. Já se perdem com facilidade pela escola, imagine na floresta proibida.
- Não pense assim, Norton, muitos deles são bem responsáveis, outros são apenas lentos.
- Depois então me apresente esses seus alunos responsáveis, pois já estou há algum tempo aqui e posso contar em uma mão os alunos que se encaixam nesse perfil.
- Nossa professor, não sabia que tinha senso de humor...
- Não é engraçado, é apenas uma constatação.
- Veja Minerva, não parece o Severo Snape falando...
- Merlim nos livre desse homem aqui, Andromeda!- disse exacerbada. – Ele até pode ter sido pupilo dele, mas não vamos procurar coisas ruins numa pessoa com Norton.
- Obrigado Diretora. Também me incomoda essa comparação. Por mais que tenha um comportamento reservado, não me acho parecido com esse comensal.
- Exatamente por que não é um comensal, não é mesmo Caro Professor?
- Com toda certeza, sra. Tonks. – disse Norton com um leve sorriso no canto da boca.
- Realmente, é uma das poucas vezes que vejo o Senhor participar de uma refeição com mais de duas palavras Norton. Essa aproximação entre vocês dois está fazendo muito bem a escola e em particular a você também.
- É uma satisfação aprender tanto com uma pessoa tão prestativa como a Sra. Tonks. Não tive muito convívio com inomináveis antes, e está sendo uma honra.
Ambos sorriram e continuaram a comer. O café se manteve ativo, e isso chamava a atenção de algumas pessoas. Hermione depois de muito tempo estava vendo novamente Norton, e seu olhar se mantinha entre a comida e a mesa dos professores. Tinha chegado a hora de se encontrarem e por um ponto final nisso tudo.
Eric e Liane também estavam prestando atenção na mesa dos professores, principalmente por estarem mais perto. Mas Eric não poderia dar muita bandeira. Já Liane se preocupava com a permanecia da sua mãe na escola. As aulas cada vez exigiam mais e mais dos alunos e ela e Harry estavam sempre sendo testados por ela, como se fosse um treinamento a parte visando os dois.
Harry por outro lado sentia a apreensão de sua namorada, mas já não via Andrômeda como um inimigo ou algo do gênero, mas sim como uma pessoa que estavam ajudando e preparando eles para a guerra.
Norton então pediu licença e se retirou, só que desta vez preferiu sair pela entrada principal do salão. Ao se aproximar do trio de ouro parou.
- Srta Granger?
O coração de Hermione quase saiu pela boca ao escutar aquela voz. Limpou os lábios se virou para se levantar, mas Norton fez sinal para que ela permanecesse sentada.
- Vim apenas avisá-la que nossa monitoria recomeçará esta noite. A aguardo no salão de preparo nas masmorras às 19h00min, de acordo?
- Sim, professor. Jantarei mais cedo e...
- Não se faz necessário que me explique o que vai fazer, apenas esteja lá neste horário. – Ao terminar de falar seguiu o caminho da saída e sumiu da visão de Mione.
- Nossa que cara grosso e estúpido! Precisava falar desse jeito? – disse Gina.
- Não precisava. Mas acho que ele está aprendendo com os protegidos da casa dele a se tornar um insuportável com o Morcegão era. – Falou Ron.
- Não liga Mione. Mas você não tinha parado com a monitoria? – perguntou Gina.
- Tínhamos parado por um tempo. O professor tinha que terminar uns trabalhos para a diretora e não sobraria tempo para a monitoria. Foi até bom, pois pudemos treinar mais. – Disse mentindo com a cara mais lavada do mundo.
- Então você vai voltar? – questionou Ron.
- Vou. – Disse antes de colocar um pedaço grande de pudim na boca. Não olhou para Ron, mas sabia que ele não havia gostado daquilo.
Já eram quase dezenove horas quando Hermione chegou ao salão. Era uma grande sala com um grande caldeirão que sempre estava acesso e fumegando ao centro. O cheiro da sala sempre era diferente e isso era uma das coisas que Mione mais daquela sala. Ela caminhava olhando as estantes, para as pequenas mesas de auxilio, para os jarros no chão. Chegou até uma das janelas que mostravam o branco que ainda se encontrava em algumas regiões do castelo. Estava nas masmorras, mas esta sala era a única que tinha uma visão do lado externo do castelo. Era uma sala que só era usada em treinos de poções ou em aulas onde a poção era feita passo a passo pelo professor, devido sua periculosidade. Estava distraída e não viu que era observada da escada por Norton.
- Se eu fosse um comensal não me apresaria em matá-la Srta.
Hermione virou-se rapidamente com sua varinha em riste, encontrando Norton ainda se levantando da escada.
- Nunca mais faça isso. – disse sem fôlego. – Me assustou!
- E esse era minha intenção. Bem no horário...
- Disse para eu não me atrasar. Foi bem enfático...
- Boa noite, Srta Granger? – disse fazendo uma leve reverência.
- Boa noite, Professor Seaymour.
- Pensei que não viesse.
- O Senhor me chamou, eu tinha que vir, não é mesmo?
- Sim, não quis deixar saídas.
- E não deixou.
- A chamei no intuito de saber se tem alguma resposta ao meu pedido de um mês atrás?
- Então foi por isso que me chamou?
- Claro! Por que teria que te chamar a esse aposento? Não estamos tendo aulas, não há monitorias... E parece que ninguém percebeu isso, não é mesmo?
- Aparentemente sim, professor. Mas não ligaram e eu dei uma resposta que não deixa questionamentos.
- E qual foi esse argumento?
- De que estaria realizando trabalhos para a diretora.
- Bom, bem lógico por sinal. Então, o que tem a me dizer, Srta Granger.
- Pouca coisa... Por mais que um mês não fosse o suficiente para achar uma resposta adequada... Acho que consegui achar algo apropriado.
Ele chegou mais perto de Mione, como se quisesse fazê-la falar somente com o olhar. – Não me enrole Srta...
- Eu só queria que você soubesse que independente do que eu escolha, você sempre será uma pessoa importante pra mim.
- E então, que escolha foi essa? – disse a olhando de cima a baixo.
- Pensei que você pudesse saber!
- E como eu saberia Srta? – sua voz estava mais barítono que o normal.
- Legiminens talvez?
- Você acha que eu faria isso, numa situação desta Hermione? Acho que não me conhece bem. – disse desfazendo o contato visual.
- Realmente eu te conheço pouco, mas um sonserino sempre gosta de estar à frente dos outros.
- E quem te disse que eu sou um sonserino? Nós já conversamos sobre isso... – falou dando as costas para Hermione, que se contorceu por dentro depois da resposta.
- Isso mesmo, já conversamos. Mas você não nega o clã!
- Será que podemos voltar ao assunto anterior que está pendente? – disse impaciente.
- Não conhecia essa sua faceta. Não sabia que esse tipo de conversar não era do seu gosto?
- Simplesmente não gosto de falar do que eu não sou. E é chato repetir a mesma coisa toda vez, não acha?
- Depende do que se repete. Mas que você está impaciente, está!
- Deixe de me enrolar, Srta Granger. – Disse aproximando-se de Hermione. – O que me diz?
- Eu? Eu não digo nada. – Falou alcançando com sua mão esquerda a face de Norton. – Eu mostro!
Norton a olhou com a profundidade que seu olhar lhe permitia e a viu se aproximar de seu rosto tão lentamente que parecia uma infinidade no tempo. Hermione não retirava seus olhos castanhos dos olhos azuis de Norton, como se ao olhá-lo pudesse tirar de si a própria insegurança que a atormentava. Ela o conhecia pouco, era verdade, mas sentia simplesmente que por olhá-lo, que ele estava ansioso e por isso com um certo mal-humor, que não deveria ser colocado à prova.
Ela acariciou então, com as costas da mão esquerda a lateral do rosto de Norton, fazendo-o fechar por alguns segundos os olhos e em seguida voltou a olhá-la.
- Acho que você também não me conhece. – riu.
- Eu pedi algo de você que nem mesmo eu poderia ter pedido.
- Shiii... Eu estou aqui, não estou?
- Até quando?
- Inseguro? – Questionou-o.
- Já disse que não é insegurança! – Disse irritado. - Só não quero ser descartado depois que isso deixar de ser interessante. Não quero me arrepender e nem que você se arrependa também.
- Nunca me arrependi de nada e eu é que não quero que você sinta-se arrependido. E possível que ninguém nos entenda.
- Não me preocupo tanto com eles.
- Mas devia. Seu emprego está em risco e eu posso ser expulsa de Hogwarts.
- Eles só não podem descobrir, pelo menos por enquanto. Isso é um assunto nosso. Tudo vai permanecer do mesmo jeito. Eu como seu professor, você como aluna e nos tempos vagos estaremos juntos.
- Simples assim?
- Teremos problemas se não for assim.
- É o que queremos? Não é?
- Não, eu quero você agora! Não queria ter que escolher ou esperar até você se formar. É errado, eu sei, mas já perdi muito por só pensar nos outros.
- Você então não está pensando em mim está? – Disse ela se afastando.
- Sinceramente, não muito. – Ele percebeu o afastamento.
- Porque? – Disse ela friamente.
- Por que caso algo aconteça ou dê errado, você não vai sofrer com está escolha. Caso descubram você não terá culpa, pois fui eu que exigi isso. Mesmo sendo maior de idade, podem colocar toda culpa em mim. Por isso tem que ser desse jeito. Menos problemas entre nós. E agora eu posso esperar a escola acabar mais tranquilamente. – Disse chegando mais próximo de Hermione.
- Norton, eu não sou uma coisa, um problema ou muito menos um segredo que deve ser bem escondido.
- Eu sei.
- Sei que temos que manter tudo entre nós, mas não me trate assim
- De que jeito eu te tratei?
- Como um caso, um objeto, algo que é tão asqueroso que deve ser escondido de todos.
- Sabe que não sou afetivo e nem cheio de tatos. E não te acho asqueirosa.
- Sei. Mas isso não te dá o direito de decidir por mim, de me tratar como sua propriedade, como se eu não fosse uma pessoa.
- Não, me desculpe. Pensei que estava fazendo o melhor por nós.
- Eu sei e entendo. Bom, tenho que ir, então até amanhã!
- Você não vai!
- Há não? Claro que vou sim senhor!
- Sem se despedir de mim, não sai daqui nem aparatando.
- Mas que homem possessivo. – Disse aproximando dele. – Não acha que você tá querendo mandar em mim demais por um dia?
- Eu não acho... – Falou a segurando pela cintura e colando seus lábios nos dela. - ...Eu tenho certeza! – Disse categórico, como se não tivesse acontecido nada.
Despertando do beijo e tentando mostrar que estava tudo bem, Hermione o olhou, segurou uma de suas mãos e a apertou. – Nos vemos amanhã então?
- Acho que sim.
- Vou gostar de voltar à monitoria, estava sentindo falta.
- Que bom que uma caldeira e cheiros fortes te fazem sentir saudade das nossas aulas. Eu pensava que o ensino era a coisa menos importante.
- Em nome de Morgana Leffey, Norton, o que você tem hoje?
- Eu? Do que você está falando?
- Nada. Parece que você está querendo dar uma de desligado. Então vou ter que aceitar esse seu jeito. Mas não se preocupe, vou trocar um pouquinho das minhas aulas para ficar com você, se é isso que te preocupa.
- Não estou e nem estarei preocupado com isso, minha cara. Só não vamos dar bandeira. O que acontece conosco é problema nosso. Tentarei não chamar muita atenção. Mas não me tente, Srta Granger, você não vai gostar de me ver com raiva.
Hermione riu.
- Está certo. Mas agora devo voltar ao meu quarto. Durma bem e sonhe comigo. – Disse dando um leve beijo na bochecha de Norton.
- Durma bem, e não sonhe com bobagens... Sonhe apenas com isso. – E sem hesitar beijou Hermione de surpresa, segurando-a pela cintura e pousando sua mão esquerda sobre sua nuca. Era um beijo urgente, porém firme e delicado. Com seus lábios separados a centímetros um do outro, Norton sussurrou: - Espero você depois de amanhã, neste mesmo horário. – E a soltou e partiu, deixando Hermione naquele salão sozinha novamente, porém com a certeza de que sua vida mudara para sempre.
- Devo está louco de vez. Um dia amo, noutro dia odeio. O que essa mulher está fazendo comigo?
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