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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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25. E se algo der errado?!


Fic: Era para ter sido apenas um jogo. Aviso on.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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BOA LEITURA
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 Nickelback - Far away


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Ainda era tudo absurdamente incrível e, ao mesmo tempo, assustador, tanto para Draco como para Hermione. Estavam passando por um momento que nunca imaginaram que pudessem vir a experimentar algum dia.

O que era para ser um apenas um jogo estava se transformando em algo arriscado, algo que poderia até mesmo machucá-los. As regras estavam sendo esquecidas, assim como os princípios básicos daquele jogo de farsas.

Estavam permitindo que o desejo os consumisse cada vez mais, a cada pequeno e menor dos contatos. Estavam se tornando dependentes um do outro, estavam desejando um ao outro mais do que deveriam.


O dia anterior não havia sido o que eles poderiam afirmar a melhor experiência deles. Talvez tenha sido, e eles não estivessem se dando conta disso. Ainda havia muito que eles precisavam entender daquela situação, muito que eles desejavam compreender e, até mesmo, reverter.

Dormir foi a parte mais difícil daquela madrugada, visto que seus pensamentos insistiam em vagar em certas lembranças que haviam vivido anteriormente. As sensações ainda estavam vivas, não apenas na mente de cada um deles, mas em seus corpos também. Draco se repreendia por pensar constantemente como teria sido se houvessem extrapolado os limites e cometido maiores insanidades. Certamente Hermione teria se arrependido pela manhã, e o detestaria pelo resto de sua existência.



Havia algo extremamente novo entre eles, algo de difícil percepção e compreensão, mas algo que os estava afetando consideravelmente. As conseqüências não eram apenas os atos mal ponderados e quase sempre saindo dos limites, ou as noites mal dormidas, elas iam muito além disso. Estavam surtindo efeito na vida pessoal e emocional de cada um deles.



Definitivamente, o dia anterior mudara muito os conceitos deles, em relação não apenas a eles mesmos, mas também em relação àquele jogo ou até mesmo àquela relação que estavam “levando a sério”. O dia amanheceu chuvoso naquela quinta-feira. O final de semana estava cada vez mais próximo, e Hogwarts mal podia esperar para que esse dia chegasse.

Logo pela manhã, Hermione precisou despertar a muito custo. Sua cama era incrivelmente aconchegante e quentinha, queria poder permanecer ali pelo resto do dia. Mas sabia que teria aulas e, mais do que isso, teria alguém que precisava e queria ver. Draco estava significando muito para ela, mais do que ela esperava que um dia ele viesse a significar.



Assim que despertou, Hermione se apressou para tomar seu banho e vestir seu uniforme escolar. Perderia o café da manhã se demorasse mais alguns minutos nesse ritual. Detestava acordar atrasada daquela forma, mas estava sendo inevitável nos últimos dias. Talvez estivesse aderindo a maus costumes, mas não iria se preocupar com isso nesse momento. Havia muito com o que ela precisava se preocupar, e não era apenas com o desjejum que estava prestes a perder, mas envolvia seus estudos e, precisamente, suas notas baixas.

Se Draco estava fazendo algum bem para ela, certamente que não estava surtindo efeito algum em seus estudos. Talvez o único bem que ele lhe causava eram as noites de sonhos profundos, claro, todos eles baseados em fatos muito bem vivenciados.



Ao pensar nisso, Hermione estremeceu. Não estava preparada para cruzar os seus caminhos com ele logo naquela manhã, talvez precisasse de um dia inteiro para absorver os fatos do dia anterior e tomar a coragem necessária para encará-lo nos olhos. Era constrangedor, para ela, lembrar que havia permitido que Draco quebrasse centenas das regras daquele jogo e a obrigasse a fazer o mesmo. Era verdade que havia concordado com ele em levar aquela relação a sério, mas agora se arrependia quase amargamente por isso, sabia que poderia sair machucada daquele jogo.



Hermione se apressou pelos corredores, seguindo desajeitada direto para o Salão Principal, onde esperava encontrar Draco. Sabia que teria dificuldades para manter, até mesmo, o menor contato visual possível, talvez até mesmo ruborizasse diante dele, vendo os flashs do dia anterior passarem por sua cabeça. Mas, ao adentrar o salão e direcionar os seus olhares para a mesa sonserina, novamente constatou que ele não estava presente. Aquilo estava se tornando rotina na vida de Draco: não comparecer às refeições do dia.

Hermione seguiu para sua mesa, sentando-se ao lado dos amigos já que, novamente, havia um assento muito bem guardado para ela ali.



No dormitório de monitor chefe, não muito distante dali, Draco acabara de sair do banho, os cabelos molhados ainda despenteados. Assim que atravessou a porta de seu banheiro e visualizou o seu quarto, Draco se assustou percebendo uma presença desagradável e inesperada ali.



- O que você faz aqui, Pansy?



Sua voz soou baixa, não precisava intensificá-la, a sonserina estava muito próxima dele agora. Os olhos negros da garota estavam levemente cerrados, como se ela estivesse analisando a situação muito apreensivamente, ponderando tudo o que viria a dizer. Draco não fazia a mínima idéia do que a garota pretendia com aquela visita.

Estava tateando quase desesperado os botões de sua camisa branca, tentando vesti-la o mais rápido que pudesse. Vestia apenas uma toalha enrolada nos quadris, mas sabia que se dependesse de Pansy estaria despido muito em breve.



- Sempre achei essas toalhas grandes demais. – disse a sonserina, deslizando sua mão pelo peitoral de Draco e postando-a sobre o nó em sua toalha, ameaçando soltá-la.



- Pare com isso. – Draco tentou impedi-la, esquecendo os botões de sua camisa por alguns instantes e se preocupando em afastar a sonserina o bastante para que não representasse mais perigo algum.



- Vergonha de me mostrar o que eu já conheço? – Pansy conseguia ser ousada com seus comentários quase sempre maliciosos.



- Você acha que pode invadir meu quarto quando bem entende? – praguejou feroz, afastando-a por completo, até mesmo de forma agressiva.



- Não, amor, só quando o assunto é do seu interesse.



Draco não estava entendo muito daquela conversa, nem mesmo daquela visita inesperada. Mas ansiava descobrir o que exatamente Pansy pretendia com aquilo. Tinha um leve pressentimento de que ela estava ali por motivos que iriam, provavelmente, prejudicá-lo. Podia constatar isso no tom sarcástico da garota.



- Então fale logo, Pansy. – irritou-se com a sonserina, terminando de abotoar os últimos botões de sua camisa.



- Você está muito encrencado, Daquinho. – disse Pansy, seu tom de voz ainda mais irônico.



- Posso saber por quê?



- Acho que a Granger não é o tipo de garota que tolera traições, é?



Draco sentiu uma pontada forte no peito, assim como uma inquietação, nada bem vinda, em seu estômago. Suas suspeitas estavam sendo confirmadas. Definitivamente, Pansy pretendia prejudicá-lo. Respirou pesadamente, sabia que viria uma discussão ali. Virou-se na direção dela, apanhando sua calça em uma cadeira próxima dali. Não se intimidaria com a presença da sonserina dividindo o mesmo quarto, nem mesmo pela condição em que se encontrava e, por isso, vestiu sua calça por baixo de sua toalha, tomando cuidado para que ela não visualizasse mais do que deveria.



- Será que você pode ser mais clara? – pediu, procurando não manter contato visual, acreditava que assim não revelaria muito do seu nervosismo.



- Podia ter sido com qualquer uma, até mesmo comigo, mas justo com a Weasley fedelha?- Pansy intensificou sua voz, dirigindo-se a ele perigosamente.



Naquele exato instante, Draco já havia vestido sua calça e já se livrava de sua toalha, jogando-a sobre a cama. As palavras de Pansy o afetaram diretamente, não podia imaginar que a sonserina soubesse de seu caso com Gina. Agarrou o braço de Pansy no mesmo instante, apertando-lhe forte e a empurrando para fora do quarto, queria poder extravasar toda a sua raiva.

Era inacreditável para ele, esperava que houvesse sido qualquer um a presenciá-lo com a ruiva, mas não justo a Pansy.



- O que você quer, Pansy? – Draco tinha a voz firme, estava visivelmente irritado e até mesmo incrédulo diante da situação.



- Está querendo me comprar, Draco?



Pansy estava sendo arrastada a força para fora do quarto, de forma até mesmo rude. Suas intenções em relação àquela descoberta eram as piores possíveis, e iria usar a novidade a seu favor, prejudicando não apenas Draco, mas também Hermione. Quanto à Gina, Pansy não tinha planos algum em relação à garota. Era verdade que a detestava, e ainda desejava vingar as unhadas que havia recebido em seu rosto em um momento anterior, mas se ateria aos seus dois principais alvos.



- Eu não tenho nada com a Weasley, Pansy. – Draco precisava fazê-la acreditar nisso.



Descia as escadas com Pansy ao seu lado, puxando-a forte pelo braço e arrastando-a em direção à porta.

Assim que o sonserino abriu a porta, que dava direto para os corredores, e fez menção de expulsar Pansy dali, a garota o segurara firme pela camisa, impulsionando-se em direção ao corpo dele. Mesmo que Draco não quisesse manter contato visual, daquela forma Pansy o estava obrigando a isso.



- Eu quero você, Draco. – disse a sonserina, sua voz soando baixa e até mesmo maliciosa.



- Vá embora, Pansy. – esbravejou feroz, conseguindo empurrá-la para fora.



- Você sabe perfeitamente bem do que eu sou capaz, Draco. – a garota alertou, seu semblante sério e maquiavélico.



- Você não vai contar nada a ela, Pansy.



Draco estava, realmente, temeroso em relação à descoberta de Pansy. Desde aquela noite de baile, quando vencera a posta que fizera com Alan e quando cumprira o acordo de namoro de mentiras com Hermione, Draco não havia tido contato algum com Pansy, nem mesmo o físico.



Pansy não iria desperdiçar todas aquelas informações, saberia usá-las a seu favor. Ser arrastada para fora do dormitório de monitor chefe só ajudou para que ela se irritasse ainda mais com o loiro.

Antes mesmo que Draco pudesse voltar a informá-la de que não tinha absolutamente nada com Gina, avistou alguém se aproximando dali. Seus olhares caíram direto na nova presença e gelou ao constatar de quem se tratava.



- Granger... – sua voz falhou, observando-a se aproximar lentamente dele e percebendo que ela fazia menção de virar-lhe as costas. - Espere.



Hermione não sabia o que exatamente havia lhe impulsionado a ir atrás dele, em seu dormitório, mas agora se arrependia de ter abandonado o café da manhã e se dirigido até lá. Não esperava encontrá-lo acompanhado, na realidade, esperava encontrá-lo muito provavelmente ainda entregue aos roncos.

Pansy sorriu de canto de lábio, divertida pela presença da Grifinória. Poderia realizar a sua vingança naquele exato instante, mas não se precipitaria daquela forma.



- Viu Draco?! Eu disse que você estava encrencado. – disse a sonserina, sorrindo largamente para o loiro e piscando-lhe de forma maliciosa, era apenas um aviso de que ela o tinha no domínio.



Hermione observou Pansy se afastar dali, não sabia ao certo o que pensar da situação, mas só havia alguém que poderia lhe tirar as dúvidas. Fitou Draco com seus olhares de pura indagação, e percebeu o quanto o sonserino estava tenso com sua visita.



- Granger, por favor, não vá embora. – ele pediu, temendo que ela ameaçasse sair dali, passando uma mão em seus cabelos nervosamente, desalinhando-os sobre a cabeça.



- O que ela queria Malfoy? – indagou, observando-o muito atentamente.

- Nada de importante. – respondeu, tentando não transparecer seu nervosismo. - Eu não sabia que você viria.



Havia algo que ele estava escondendo dela, Hermione pressentia isso. Mas seus pressentimentos não ajudariam a solucionar aquela questão, não quando Draco não tinha a menor intenção de revelar nada a ela. Draco esperava que Pansy repensasse sobre a descoberta de seu caso com Gina e o deixasse em paz, desistindo de querer prejudicá-lo. Ela não ganharia nada com isso, Draco jamais seria dela novamente, não quando estava desejando pertencer apenas à Hermione.



- Malfoy, eu... – quebrou o silêncio, sem saber ao certo o que pretendia dizer-lhe.



- Por favor, Granger, não é nada do que você está pensando. – pediu, antes que ela dissesse coisas que não fariam o menor sentido.



Draco abriu espaço para que ela adentrasse o dormitório, ainda nervoso, imaginando o que Pansy faria para prejudicá-lo. Hermione entendeu o que ele queria que ela fizesse e, por isso, adentrou o salão. As lembranças surgiram fortes em sua cabeça, aquela mesa agora tinha uma importância maior pra ela.



- O que ela estava fazendo aqui? – Hermione indagou, novamente, sua suspeitas eram muitas.



- Não importa. – Draco respondeu-lhe seco.



- Vocês dormiram juntos?



Ela havia sido direta, não precisava fazer rodeios em relação a tudo o que estava suspeitando. Precisava de respostas diretas também, mesmo que estivesse temendo as confissões. Draco a fitou profundamente, tentando penetrá-la com os seus simples olhares. Não a culpava por ela estar pensando tudo aquilo dele, era até mesmo hilária aquela situação, mesmo que não estivesse achando graça alguma.


- Não, Granger. – respondeu sério, sem ver nenhuma expressão de crença nela. - Pare de pensar bobagens.



Foi a vez de Hermione aprofundar seus olhares nele, tentando invadir-lhe a mente. Não estava acreditando em nenhuma única palavra do que ele estava lhe dizendo. As lembranças daquela madrugada eram incrivelmente torturantes agora, visto que estava fantasiando centenas de possibilidades de “traição” em sua cabeça.



- Você procurou por ela quando eu não dei a você o que queria. – sua voz saiu quase sussurrante, o observava profundamente nos olhos, em uma constatação torturante.



- Pare com isso. – esbravejou, aproximando-se dela. - Você não sabe o que está dizendo, Granger.



- Vocês, homens, são todos iguais. – sentiu seus olhos lacrimejarem, mas conteve suas lágrimas antes que elas escorressem, não iria chorar diante dele, nem mesmo por ele. - E eu ainda dei algum tipo de crédito a você, Malfoy.



Havia sido um desabafo alto o bastante para que Draco entendesse que havia algo de errado ali. Não que ele não quisesse receber créditos dela, mas Hermione nunca faria isto em sã consciência. Era verdade que ela estava fazendo bem mais do que isso, até mesmo permitindo que ele se envolvesse com ela.



- Não é nada disso, Granger. – disse o rapaz, já temeroso de que ela fosse mesmo entendê-lo errado.



- Eu deveria saber que você não merecia a consideração que eu estava tendo por você. – desabafou, novamente, seguindo em direção da porta novamente.



- Você precisa acreditar em mim, Granger. – tentou alcançá-la, sua voz firme e quase em puro desespero.



- Fique longe de mim, Malfoy.



As palavras de Hermione o atingiram em cheio, impactando mais forte do que ele esperava que fosse acontecer. Não queria ficar longe dela, não depois de tudo o que eles haviam vivido anteriormente. Hermione alcançou a maçaneta da porta ligeira e atravessou de volta para o corredor, fitando-o mais uma última vez antes de dar-lhe as costas e seguir para longe dali. A castanha sentiu seu peito inflar, não saberia dizer exatamente que tipos de sentimentos estavam presos ali, e talvez não desejasse descobrir. Sentiu as lágrimas insistentes abandonarem seus olhos, esparramando-se pelo caminho, e repreendeu-se por isso. Não poderia chorar daquela forma pelo seu namorado de mentira, pelo seu tão repudiado sonserino, não poderia ser tão fraca aquele ponto. Precisava se lembrar constantemente que não sentia nada por ele e, por isso, não podia agir daquela forma.



Draco permaneceu em seu dormitório, estático por alguns instantes diante da porta por onde Hermione atravessou pedindo distancia dele. Não poderia se imaginar longe dela, tinha desejado tanto naquela manhã estar com ela novamente. Pansy já o estava prejudicando, mesmo que não tenha feito absolutamente nada ainda.



Ainda havia um café da manhã no Salão Principal, mas Hermione não estava disposta a voltar para lá. Não, sabendo que ficaria cara a cara com Pansy novamente. Draco, por sua vez, precisava daquele desjejum e, por isso, seguiu direto para lá. Ignorou os olhares quase fuziladores dos grifinórios que caiam direto sobre ele, estava sendo assim ultimamente, desde que Hogwarts sabia de seu namoro com Hermione e desde que surgiram boatos de que eles haviam dormido juntos. Sentou-se ao lado de Alan e agradeceu por Pansy estar sentada distante deles, detestaria não poder extravasar sua raiva diante dos demais alunos.



Ao final do café da manhã seguiram todos para suas primeiras aulas do dia. Grifinórios e Sonserinos teriam aulas juntos durante todo o restante dia, o que favorecia consideravelmente Draco, já que poderia estar próximo dela e tentar algum tipo de “reconciliação”.



Hermione adentrou a sala de Astronomia a passos firmes e pesados, estava visivelmente irritada. Encontrou uma mesa vazia não muito ao fundo e, por sorte, dividiria a mesma com uma grifinória com quem nunca havia tido muito contato. Jogou seu material de forma agressiva sobre a mesa e esperou impaciente que o seu “namorado” atravessasse as portas da sala. Gostaria que ele soubesse que estava mesmo muito irritada com ele. Draco não tardou a surgir ali, seus cabelos ainda molhados caindo sobre os olhos, seu material pendendo de qualquer forma de seu ombro. Fitou Hermione de forma reprovativa, suspirando cansado por aquela ceninha estúpida.



Tudo o que ele podia fazer era, apenas, procurar uma mesa e torcer para que Hermione se solidarizasse e viesse dividi-la com ele. Passados longos minutos de espera pelo professor, Draco percebeu que Hermione não cederia a ele, tinha certeza absoluta que ela continuaria a afastá-lo daquela forma. Por isso, se ergueu depressa de sua cadeira e seguiu na direção dela, algumas mesas distante dali. Hermione sentiu um sobressalto em seu coração ao perceber que ele se aproximava, não era mais ódio, era uma timidez idiota porque todos estavam os observando atentos.

Draco se aproximou dela, ignorando todos os olhares e sussurrando-lhe no ouvido, para que apenas ela lhe ouvisse.



- Você está sendo infantil, Granger. – sua voz soou incrivelmente rouca, levando a castanha à loucura, mesmo que a situação não permitisse.



- Ou então eu esteja sendo feita de boba, Malfoy. – uniu toda sua sanidade e respondeu-lhe, irritada.



Draco suspirou cansado, detestava que não acreditassem nele. Havia passado por isso em momentos anteriores, até mesmo com Hermione, e não haviam sido boas experiências. Voltou a sussurrar no ouvido dela.



- Você está dando razões pra eles comentarem sobre nós. – disse o loiro, observando Hermione visualizar a quantidade de curiosos os observando.



- E você está dando razões pra eu detestá-lo, Malfoy. – respondeu irônica, novamente, adorava irritá-lo daquela forma, ainda mais quando pensava ter razões para isso.



Draco observou onde os olhares da castanha estavam focados e percebeu que o assento ao lado do seu, em sua mesa, havia acabado de ser ocupada justo por Pansy. Revirou os olhos, não sabia se era de irritação pela insistência da sonserina ou de raiva por as coisas estarem dando errado para ele. Hermione percebeu a irritação do loiro, observando-o se afastar e retornar para a sua mesa.

Assim que Draco se sentou ao lado de Pansy, forçado na realidade, evitou dialogar com ela, mas Pansy não iria permanecer calada por muito tempo.



- Vai se encontrar com a fedelha hoje, Draco? – disse a sonserina, sua voz baixa e soando incrivelmente sarcástica.



- Cala a boca, Pansy. – despejou, irritado. - Eu já disse que não tenho nada com ela.



- Vamos ver se a Granger vai achar o mesmo.



Pansy iria prejudicá-lo, isso não era apenas um pressentimento, era uma certeza, agora.



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Ao final das aulas matinais, Draco não havia conseguido progresso algum em relação à Hermione. A castanha continuava a evitá-lo, sempre desviando os olhares e os seus caminhos de uma aula para outra, não se sentando ao lado dele em momento algum e quase sempre com expressões irritadas na face. Draco não poderia fazer absolutamente nada em relação a isso, se ela não queria acreditar nele não poderia forçá-la a tal.



Logo após o almoço, Draco seguiu acompanhado de Alan direto para os jardins da escola, precisava conversar com o amigo e, mais do que isso, precisava de privacidade suficiente. Faltava, ainda, uma hora para o inicio das aulas daquele período da tarde, talvez Draco não comparecesse a elas, estava irritado o suficiente para se concentrar nos estudos.

Algo de completamente inusitado estava acontecendo não apenas com ele, mas com Hermione também. Estarem brigados daquela forma e, conseqüentemente, afastados, os fizera perceber o quanto estarem distantes um do outro era incrivelmente torturante.

Draco sentia falta da presença quase sempre divertida de Hermione, o sorriso fraco que ela sempre lhe direcionava, às vezes corando quando ele dizia algo que ela não se sentia confortável escutando. Hermione, por sua vez, sentia falta dos beijos de Draco, algumas vezes calorosos outras incrivelmente carinhosos, sentia falta do toque gélido da pele dele contra a sua, mas estava irritada o suficiente com ele para que não quisesse aproximação alguma.



- Vai dizer o quê? Que recebeu uma missão importantíssima e vai abandonar Hogwarts? – Alan indagou ao amigo de forma sarcástica, mas havia seriedade em sua face.



Draco esboçou um sorriso de canto de lábio, contente de que aquele não fosse realmente o assunto que precisava tratar com o amigo.



- A Pansy está me chantageando, Alan. – disse ríspido, buscando encosto em uma árvore.



- O que você fez pra ela dessa vez?



- Nada. Na verdade, é ela quem vai fazer alguma coisa contra mim. – sorriu, tentando esconder seu nervosismo.



O céu estava nublado, havia milhares de nuvens carregadas sobre os jardins, assim como ventava forte. Draco precisava revelar um segredo à Alan, o mesmo segredo que Pansy já havia descoberto. Mesmo o sonserino sendo seu melhor amigo, Draco não havia confidenciado a ele sobre sua relação carnal com a ruiva. Sabia que Alan iria odiá-lo amargamente, não apenas por ter se envolvido com um membro da família Weasley, mas também por não ter lhe contado nada sobre isso antes.



- Você precisa me ajudar, Alan. – Draco precisaria do amigo. – Eu conto tudo, mas você promete que me ajuda, certo?



Alan ponderou o pedido do amigo, mas aceitou, balançando a cabeça firme. Não se importava com o que exatamente teria de ajudá-lo, mas agora que sabia que não era nenhuma missão concedida pelo Lord das Trevas, estava tranqüilo.



---*---



Passados alguns longos minutos de conversa, Draco percebeu que havia sido bem mais fácil do que ele esperava que fosse de verdade. Contou ao amigo tudo o que havia acontecido entre ele e Gina, não mudou absolutamente nada dos fatos, não precisava mentir a respeito disso. Mas não contaria ao sonserino que a ruiva havia sido sua maior razão para propor aquele jogo que havia entre ele e Hermione, até porque Alan o estupefaria no mesmo instante, afinal, o acordo o ajudara a trapacear a aposta.

Alan estava incrédulo com as informações, nunca poderia imaginar que Draco houvesse se relacionado com Gina, mas não o repreenderia por isso, até o invejava de certa forma.



- Eu sei como posso ajudá-lo, Draco. – disse Alan, por fim, seus olhares um tanto dispersos dali.



- Como vai fazer isso, Alan? – estava contente, ao menos receberia ajuda.



- Você talvez não concorde, mas é a única solução. – fitou o amigo com um sorriso travesso nos lábios, sentindo algumas gotas de chuva cair sobre eles.



- Eu quero que você me ajude, Alan, não que piore a minha situação. – alertou ao amigo.



- Alguns copos de bebidas, a Casa dos Gritos, uma cama, privacidade suficiente e uma foto muito comprometedora... Pansy vai estar em minhas mãos. – Alan dividiu com Draco seu plano.



As gotas de chuva já estavam se intensificando sobre eles, e Draco não entendia muito do que o amigo estava propondo. Analisou Alan por alguns instantes, o cenho franzido e buscando compreensão, sem obter êxito algum. Havia apenas um sorriso faceiro nos lábios do moreno e ele não daria nenhum maior detalhe sobre o que estava tramando. Draco sorriu, aliviado que houvesse uma ponta de esperança ainda, e aceitou a proposta do amigo, balançando a cabeça em aprovação.



- Você sabe o que vai fazer, não sabe? – Draco indagou à Alan, enquanto afastavam-se do gramado.



- Claro... E você sabe que eu tenho muita prática nisso. – sorriu malicioso, empurrando Draco de leve.



- Vamos esperar o final de semana, então? – Draco perguntou, sentindo as gotas ainda mais fortes.



- Alguma passagem secreta para a Casa dos Gritos, pra que possamos ir antes? – Alan respondeu retórico, divertido com os seus planos.



- Não. Vou tentar controlar a Pansy até lá. – sorriu, já confiante.



- Agora tente se entender com a Granger... ou melhor, com a sua namoradinha.



Dizendo isto, Alan o cutucara no braço, apontando para um ponto bem próximo dali, ainda nos gramados, onde uma garota de cabelos encaracolados e soltos ao vento estava sentada, observando o lago. Draco sentiu uma pontada firme em seu peito, interrompendo sua caminhada no mesmo instante.



- Você está só se divertindo com ela, não está, Draco? – Alan indagou, era algo que ele pretendia ter perguntado à Draco antes.



Draco não respondeu absolutamente nada à Alan, nem mesmo lhe dirigiu olhares. Soltou uma palmada leve no ombro do moreno e se afastou dali, dizendo-lhe apenas:



- A gente se vê depois, Alan.



Seguiu em direção à garota, tentando não chamar a sua atenção e afastá-la novamente. Quando já estava bem próximo da castanha ouvi-a suspirar cansada, ao mesmo tempo em que ela virava sua face e constatava a presença do sonserino.

Hermione se ergueu do gramado depressa, irritada por ele tê-la seguido, ao menos era isso que ela pensava. Eram os únicos naquele jardim, visto que o tempo ameaçava um temporal forte. Assim que Hermione se virou para ir embora dali, acabou dando de frente com Draco, sentindo seu corpo bater forte contra o dele.



- Você não pode me evitar desse jeito, Granger. – soltou para a garota, raivoso, segurando-a firme e impedindo-a de se afastar dali.



- Você não está em condições pra dizer nada, Malfoy. – esbravejou feroz, em resposta, sentindo que não conseguiria se soltar dele tão fácil.



- Você entendeu tudo errado, sabia?



Hermione suspirou cansada mais uma vez, sentindo seu corpo ser empurrado para baixo ao mesmo tempo em que Draco a acompanhava no ato. Estavam, agora, sentados um de frente para o outro, de pernas cruzadas. Aquela seria sua chance de manter uma conversa civilizada com a garota.



- Às vezes penso que o Harry tem razão. – Hermione disse, observando-o bem a sua frente, ainda sendo segurada pelos punhos.



- Você só pode estar brincando, Granger. – soltou uma risada fraca, estava mesmo achando aquele comentário engraçado.



- Tudo o que você menos quer é manter a sua cama vazia, não é? – aprofundou seus olhares nos dele, procurando captar sinceridade ali, já que não podia mais confiar nas coisas que ele dizia.



- Por favor, Granger... – pediu, segurando seu punho ainda mais forte e sentindo as gotas de chuva se intensificarem - Não dificulte a situação.



Hermione não pretendia dificultar situação alguma, queria apenas respostas para as suas perguntas e buscar soluções para as suas incertezas. Havia uma quantidade imensa de sentimentos transbordando dentro dela, e queria fazer aquelas sensações pararem, não estava confortável sentindo-as.

De forma áspera, Hermione livrou seus punhos das mãos de Draco, assustando-o. Mas não se ergueu dali, nem mesmo se afastou, apenas fechou os olhos, forte, e depositou suas mãos sobre a face, ao mesmo tempo em que jogava seu corpo para trás e caia de costas sobre o gramado levemente molhado pela chuva fraca.

Draco a observou nesse ato sem entender muito do que a motivara a isso. Esperou que ela iniciasse algum diálogo.



- O que está acontecendo com a gente? – foi tudo o que a castanha conseguiu dizer, ainda com os olhos fechados e as mãos sobre o rosto.



- Como assim?



O que ela pretendia com aquilo? Draco estava, sim, ciente de que havia coisas inexplicáveis acontecendo entre eles, mas uma indagação daquela, tão direta, apenas o torturava ainda mais.



- Eu não estou sabendo reagir a nada disso, Malfoy. – comentou, agora descobrindo a face e sentindo a chuva cair gélida sobre seu rosto.



- Essa situação é nova pra mim também, Granger.



Aquelas palavras, obrigaram Draco a pensar por alguns instantes mais. Estava confessando, não apenas a ela, mas a si mesmo, que havia algo de novo acontecendo entre eles, e que também não estava sabendo reagir a nada disso. Não era uma atitude muito digna para ele, mas para Hermione era tudo o que ela não esperava escutar dele e, ao mesmo tempo, tudo o que desejava escutar. Sorriu satisfeita, então não estava passando por aquilo tudo sozinha?!



- Por favor... – pediu a castanha, a voz quase chorosa, abrindo os olhos e percebendo que ele estava bem ao seu lado, esparramado sobre o gramado, a face bem próxima da sua - Eu só quero que você não me magoe, Malfoy.



Suas últimas palavras saíram baixas, em um sussurro implorativo. Draco, novamente, não entendia aquelas palavras, mas tinha plena consciência de que compartilhava de todos aqueles sentimentos com a castanha.



- Do que você está falando, Granger? – disse a ela, baixo, sentindo a respiração dela ofegante.



- Eu tenho medo de estar sentindo por você o que não deveria sentir, Malfoy.



Os pingos da chuva estavam, agora, bem mais fortes, mas ainda havia algo que eles precisavam esclarecer naquela conversa. Draco levou sua mão esquerda de encontro à face dela, não que quisesse aproximá-la mais do que já estavam, quis apenas acariciá-la. Hermione fechou os olhos em um ato instintivo, sentindo as caricias não apenas em sua face mas em seus cabelos também, assim como sentia suas roupas começarem a se encharcar com a chuva.



- Você não pode sentir nada por mim, Granger. – disse a ela, escorregando seu dedo polegar pelas bochechas dela, fazendo o contorno de seus olhos para que, mais tarde, contornasse seus lábios rosados. - É um jogo, esqueceu?



Hermione sorriu com aquelas palavras. Talvez estivesse mesmo esquecendo-se daquele detalhe tão importante. Abriu os olhos devagar, sentindo sua visão ser prejudicada pela chuva agora, definitivamente, forte.



- E se alguma coisa der errado? – perguntou ao rapaz, percebendo que os olhares deles estavam se aprofundando cada vez mais contra os dela.



- Nós não vamos deixar isso acontecer. – foi sua vez de sorrir de canto de lábio, pensando que talvez isso já tivesse acontecido, mas não confessaria. - Ou vamos?



Hermione alargou um sorriso em seus lábios, sabia perfeitamente bem a resposta que gostaria de dar àquela pergunta. Diria sim, porque ela desejava permitir que isso acontecesse. Em seu intimo essa era a sua maior vontade, mas também não confessaria a ele.



- Não.



Hermione respondeu-lhe, por fim, a resposta mais falsa de sua vida. Mas ele jamais saberia disso, apenas ela viveria com a culpa de ter sido fingida a esse ponto. Draco precisou imitá-la no mesmo sorriso largo, mas não era exatamente assim que estava se sentindo internamente. Por questões de milésimos havia acreditado que aquele sorriso significava um sim e, caso fosse assim, ele estava cogitando seriamente a possibilidade de confessar que a queria mais que a qualquer uma.

Permaneceram se olhando por alguns instantes mais, profundos e perdidos em seus próprios devaneios. Até que Hermione o acordasse daquele transe momentâneo.



- Melhor nós voltarmos pro castelo. – aconselhou, sentindo não apenas o gramado, mas ela mesma quase completamente encharcada.



- Mas nós ainda não terminamos a nossa conversa. – sorriu, retirando a mão que lhe segurava a face e postando-a sobre sua cintura, impedindo-a de levantar-se dali.



- Eu não quero as suas explicações, Malfoy. – disse séria, o fitando fundo e sentindo a raiva consumindo-a novamente. - Me poupe disso.



Draco não tinha absolutamente nada para explicar a ela. Hermione ainda não tinha a menor certeza se ele havia mesmo procurado em Pansy o que ela não havia concedido a ele na madrugada anterior, na sua melhor lembrança do ano letivo, naquele vestiário. Draco sorriu agora mais forte, incrédulo de que ela ainda estivesse achando que ele havia tido algo com a Pansy.



- Eu só quero saber se você... – Draco iniciou, parando e observando-a por alguns instantes, a chuva estava realmente forte. - ... Já pode voltar a ser a minha namorada?



Hermione liberou um riso espontâneo de seus pulmões, percebendo o quanto aquela situação era irônica. Por quantas vezes já havia detestado Draco Malfoy? Por quantas vezes já havia voltado para seu dormitório espumando de raiva por ter sido provocada por ele pelos corredores? Por quantas vezes havia desejado azará-lo? Por quantas vezes o havia desejado? Havia desejado beijá-lo? Por quantas vezes havia desejado ser possuída por ele? Sim... desde a madrugada anterior, quando estiveram muito próximos disso, Hermione desejou que aquela relação nada provável fosse consumada.



- Só se você me deixar sair da chuva. – respondeu, sentindo que ele a segurava firme contra o gramado.



- Sinto muito, mas essa condição não está disponível no momento. – e sorriu, apoiando-se com seu cotovelo de forma que pudesse fitá-la melhor do alto.



Hermione sentiu uma estranha agitação em seu estômago, detestava quando isso acontecia, pois tinha cada vez mais certeza de que havia algo de errado com eles, ou talvez apenas com ela?!

Havia uma razão maior que os estava impulsionando a agir daquela forma, mesmo que isso fosse contra todo o tipo de relação cão e gato que eles levaram durante anos em Hogwarts. Talvez eles precisassem, apenas, questionar menos essa situação e agir impulsivamente, até mesmo insanamente. Valeria muito mais a pena.



Draco escorregou sua mão da cintura fina de Hermione, subindo de forma provocativa até os lábios dela, passando pela lateral de seus seios, percorrendo seus ombros e seu pescoço, até se deliciarem com a consistência de seus lábios carnudos. Aproximou sua face da dela e, nesse momento, Hermione já previa o que iria acontecer. Sentiu quando os lábios finos de Draco se posicionaram sobre os dela, ao mesmo tempo em que ele segurava-lhe firme a face, como se ela pretendesse escapar do beijo. Permaneceram assim por longos segundos, era como se eles estivessem experimentando aquilo pela primeira vez. E talvez estivessem...Era um beijo diferente de qualquer outro que eles já haviam trocado anteriormente: agora havia sentimento.



Instintivamente, Hermione fechou os olhos e saboreou o gosto dos lábios dele sugando os seus, até que ele resolvesse, por fim, invadi-la. Um beijo calmo, como nenhum outro. A chuva já não era mais empecilho algum para eles, nem mesmo estava sendo notada.



Após alguns longos minutos, Draco separou seus lábios dos dela, observando-a abrir os olhos lentamente. Estavam inebriados com a sensação prazerosa que os invadia.



- Se eu passar mais uma noite na enfermaria por sua causa, Malfoy...



E sorriram um sorriso singelo e espontâneo. Eles sabiam que a partir daquele momento tudo iria ser diferente.



- É, acho que agora sim podemos sair da chuva. – Draco sentiu suas roupas encharcadas, assim como os cabelos de Hermione colados sobre a face.



- Tarde demais, fecharam as portas. – disse a castanha, apontando para a entrada principal do castelo.



- Como assim? – disse o sonserino, erguendo-se depressa e ajudando Hermione a fazer o mesmo. - Trancaram a gente do lado de fora?



- Eu avisei que devíamos ter entrado. – bronqueou, mesmo em tom baixo.



Draco sorriu, era incrivelmente hilária a situação. Já havia passado muito desde o inicio das aulas da tarde, não adiantaria muito querer voltar para o castelo, mas os jardins não era o melhor lugar visto que a chuva se intensificava ainda mais.



- A cabana do Hagrid fica próximo daqui.- Hermione quebrou o silêncio, precisando gritar para que ele a escutasse, já que o ruído da chuva estava forte, assim como o som das folhas das árvores se balançando com o vento. - Acho que ele não vai se importar se a gente se abrigar por lá.



- Alguma outra alternativa? – Draco perguntou em tom divertido, enlaçando-a pela cintura e trazendo-a para próximo de seu corpo.



- Criar tentáculos, Sr. Malfoy? – disse Hermione, retirando alguns fios de cabelo de seu próprio rosto.



Sorriram divertidos, aquela alternativa não era nada bem vinda. Decidiram que precisavam de abrigo, e a cabana de Hagrid era realmente o local mais próximo, visto que só havia mais uma única entrada para o castelo, e ficava nos fundos do mesmo.

Caminharam quase correndo pelo gramado, seguindo direto para a Cabana. Assim que se aproximaram, Draco percebeu que não havia movimentação alguma dentro da casa, provavelmente Hagrid estava preso no castelo pelo temporal.

Draco agarrou firme a maçaneta de madeira da porta e a abriu, decidido, puxando Hermione com ele.



- Malfoy... – Hermione o repreendeu, sendo arrastada para dentro. - Você deveria bater na porta, sabia?



- Pra quê? – observou o local, era incrivelmente pequeno. - O gigante estúpido não está aqui mesmo.



Hermione detestava o tom rude com que Draco usava pra se referir a certas pessoas, mas não buscaria motivos para novas discussões. Foi quando viu o cão de estimação de Hagrid se aproximar perigosamente deles.



- Cuidado Malfoy. – alertou alto.



Draco se assustou com o repentino grito e, ao visualizar o cão correndo em sua direção, tudo o que pensou, no momento, foi em buscar proteção, mesmo que pra isso precisasse desproteger Hermione. Puxou-a até que ela ficasse bem a sua frente, segurando-a pela cintura.



- Canino, senta. – ordenou ao cão, observando-o obedecê-la no mesmo instante, sorriu diante de sua autoridade.



- Você leva jeito Granger. – sorriu, abraçando-a por trás.



Suas roupas estavam completamente encharcadas e, agora, não apenas as roupas, mas o chão da cabana todo, também.



- Se você quiser me adestrar eu deixo, Granger. – propôs o rapaz, aplicando-lhe beijos em seu pescoço, enquanto entrelaçava seus dedos contra as mãos dela.



- Ou você está querendo dizer castrar? – corrigiu-o, divertida, contendo um riso.



- Você não teria coragem. – Draco a abraçou ainda mais firme, trazendo o corpo dela de encontro ao seu com certa agressividade. Queria apenas fazê-la notar que era do que estava dentro de suas calças que eles estavam falando.



- Posso saber por quê, Sr. Malfoy? – pediu, se divertindo com aquele diálogo, mas completamente desconfortável com Canino ainda estático diante deles, os observando.


- Porque você não saberia viver sem ele. – Draco respondeu, direto, puxando-a ainda mais de encontro ao seu corpo, aplicando-lhe mais beijos em seu pescoço e ombro.



- Eu tenho vivido perfeitamente bem sem ele. – comentou, contendo ainda mais seus risos.



Não havia sido o tipo de comentário que ele esperava receber dela, mas teria que confessar que ela era boa naquele tipo de provocação. Aplicou uma mordida fraca em seu pescoço, ouvindo-a soltar um suspiro abafado.



- Espere só até experimentar, Srtª Granger.



Antes que Hermione pudesse responder-lhe ao comentário absurdamente audacioso, ouviu Canino soltar um ruído que lembrava a um choro. O que aquele cão pretendia com aquilo? Talvez até mesmo Canino estivesse consciente de que o clima estava cada vez mais pesado entre eles.

Com um chute fraco Hermione conseguiu afastar Canino dali, ao mesmo tempo em que se virava para encarar Draco. Observou-o atentamente, querendo penetrá-lo com seus olhares. Já havia uma poça de água abaixo de seus pés.



- Eu falei sério quanto a você experimentar. – sorriu faceiro, mas desfez quando percebeu que Hermione não retribuiu.



Ainda a segurava pela cintura, seus corpos estavam próximos mas seus rostos distantes.



- Por favor, diga alguma coisa. – pediu, observando Hermione calada e com olhares profundos.



- Fora de cogitação, Malfoy. – uma resposta curta e direta, não era exatamente o que ela desejava responder-lhe, mas era o que precisava.



- Você podia, pelo menos, pensar melhor.



Não havia nada que eles precisassem pensar, era isso que Hermione achava daquela situação. Se machucariam ainda mais se ultrapassem os limites, se por acaso se entregassem daquela forma.



- Às vezes, Malfoy... – iniciou, apoiando suas mãos sobre os braços dele, que ainda a segurava pela cintura - ... É como se isso tudo não fosse uma farsa.



Draco não disse absolutamente nada, fechou os olhos por alguns instantes, voltando a fitá-la e tentando não admitir a si mesmo que ela estava coberta de razão.



- Você não tem essa sensação, Malfoy?



Sim, ele tinha, mas não confessaria. Hermione estava afiada para aquele tipo de conversa, hoje, e estava fazendo com que ele precisasse confrontar seus sentimentos, fazendo constatações que não admitiria jamais.



- Às vezes, Malfoy... – iniciou novamente, apertando-lhe os braços, firme, como se aquelas palavras estivessem sendo sofridas por serem ditas. - ... É como se você, a qualquer momento... – suspirou, observando-o franzir o cenho, queria desistir do que estava prestes a dizer, mas seria tarde demais - ...Pudesse dizer que me ama.



Draco sentiu seu peito inundar com todos aqueles sentimentos que, agora, ele conhecia tão bem. Relaxou sua face, entendendo, por fim, o que ela queria dizer. Era absurdo, até mesmo hilário, mas ele nunca havia pensando nisso.

Aproximou sua face da dela, desviando de seus lábios quando esteve muito próximo deles. Fez com que seus lábios alcançassem sua orelha, mordiscando, de leve, o lóbulo da mesma, antes que pronunciasse com sua voz rouca:



- Eu amo você, Granger.



Hermione precisou de alguns segundos para absorver aquilo. Arregalou os olhos de leve, sem acreditar no que havia ouvido. Mas, então, relaxou, sentindo a agitação em seu estômago cessar, assim como seu sangue circular mais lento em sua face. Entendeu o que ele pretendia com aquilo e, então, desatou em risos.



Ele não havia dito aquilo a ela com a finalidade de diverti-la. Ele queria apenas experimentar dizer isto pra alguém, mesmo que esse alguém fosse apenas sua namorada de mentiras... ou apenas a garota que ele estava gostando.

Estava sendo bem mais fácil, agora, confessar a si mesmo seus sentimentos.



Hermione limpou algumas lágrimas que insistiam em escorrer de seus olhos, contendo seu riso, ainda sendo segurada pela cintura e tendo seu corpo colado ao dele. Draco não esperava aquele tipo de reação, apenas manteve seus olhares focados no dela, repreendendo-se por imaginar que poderia mesmo dizer aquilo à ela, ou simplesmente à alguém.



Havia sido tolo, sentimentos nunca fizeram parte de sua vida, mas havia gostado da sensação de poder se declarar daquela forma. Desejava, apenas, que algum dia viesse a repetir o ato e que, quando isso acontecesse, soasse mais verdadeiro.



- Certo, Malfoy... – abafou um último riso, separando-se dele e seguindo até um sofá próximo.



Draco permaneceu no mesmo lugar, observando-a sentar-se sobre o sofá sem se importar se estava encharcada demais para isso. Ao menos ela não o levara a sério, assim não precisava se importar tanto se havia feito papel de bobo ou não. Seguiu para próximo dela, sentando-se ao seu lado e ajudando-a a encharcar o sofá incrivelmente grande. Permaneceram em silêncio por algum tempo, sem trocarem olhares, sentindo arrepios pelas roupas molhadas e o frio que emanava do local.

Estavam sem suas varinhas, logo não poderiam usar feitiços para que se secassem.



- Próxima visita a Hogsmeade vai ser interessante, quer ir com a gente? – Draco iniciou um diálogo, observando-a de esgueira, tentando não parecer empolgado com suas palavras.



- A Pansy vai estar por lá? – disse retórica, observando-o atenta e esperando por uma resposta.



- Sim... – respondeu a ela, deixando escapar um sorriso leve no canto de seus lábios, o que Hermione percebeu no mesmo instante e suspirou indignada, cruzando os braços contra o peito. – Na verdade, a presença dela vai ser bem importante...



Observou Hermione suspirar irritada, tentando se encostar contra o encosto do sofá que estava um tanto fora de alcance. Draco sorriu divertido por ela agir de forma ciumenta, aproximando-se perigosamente dela. Postou suas mãos sobre a cintura fina de Hermione, trazendo-a para próximo dele, enquanto tentava beijá-la, sendo constantemente repelido no ato.



- Você gosta mesmo der ser difícil, né? – comentou o sonserino, forçando as pernas de Hermione sobre seu colo, de modo que ela fosse obrigada a virar-se na direção dele e encará-lo.



- Só quando eu realmente vejo algum tipo de necessidade nisso. – e sorriu para ele, maliciosa, descruzando os braços e espalmando as mãos sobre o sofá, apoiando-se ali.



Draco a observou por alguns instantes, já havia feito constatações a respeito dela e de sua beleza antes, mas agora estava se sentindo diferente. Seus instintos estavam ainda mais aguçados e o desejo o consumindo bem mais possessivo do que em momentos anteriores.



Observou cada pequeno detalhe no corpo de Hermione, desde os cabelos cacheados molhados até a transparência em sua blusa escolar; o modo como sua gravata grifinória pendia frouxa em seu pescoço; as pernas a sua disposição, postas sobre seu colo. Talvez Draco não devesse se perder nesses detalhes, estava sentindo os efeitos bem visíveis dentro de suas calças agora. Hermione estava atenta ao momento e percebeu, talvez bem antes que ele, que definitivamente causava efeito sobre ele.



Sem se preocupar se estaria sendo ousado demais ou se seria bem aceito nas atitudes, Draco correu suas mãos pelas pernas de Hermione, subindo lentamente até que elas se perdessem em suas coxas, dentro de sua saia escolar. Hermione deveria tê-lo repreendido desde o início, quando ainda não havia sentido as leves vibrações dentro de sua peça intima, mas ainda teria tempo de reverter a situação em que se encontrava. Sabia que Draco avançaria o sinal a qualquer momento, mas agiria rápido.

Hermione penetrou fundo seus olhares nos dele, uma última vez antes de se erguer do sofá e postar-se sobre o colo dele, ainda de lado e sentindo as mãos dele apertando firme suas coxas. Enlaçou seus braços em torno do pescoço de Draco, ao mesmo tempo em que juntava sua testa contra a dele, sentindo suas respirações ofegantes de encontro a suas faces. Seus lábios estavam próximos, mas quando Draco mencionou beijá-la, ela o repeliu no mesmo instante, afastando seus lábios depressa e sorrindo ao observá-lo suspirar contrariado.

Novamente, Hermione aproximou suas faces, sentindo o aperto em suas coxas se intensificar. Os olhares de cada um deles caiam direto sobre seus lábios, estavam sedentos por aquilo, mas Hermione o atiçaria.

Assim que Draco tentou capturar os lábios dela, novamente, fora repelido como da vez anterior. Mais um suspiro contrariado e sentiu Hermione se levantar de seu colo, postando-se de pé ligeira.



- Acho que já podemos voltar pro castelo, Malfoy.

Hermione caminhou até uma janela próxima, observando uma parte dos jardins através da vidraça e constatando que a chuva já não era tão intensa quanto antes. Poderiam voltar para o castelo e, se fizessem isto logo, ainda poderiam assistir o restante das aulas daquela tarde. Vendo que Hermione não facilitaria para ele, Draco se ergueu do sofá e seguiu na direção dela, enlaçado sua mão na dela e arrastando-a para fora da cabana.

Sentiram as gotas fracas da chuva encharcando-os ainda mais, mas continuaram sua caminhada em direção à porta principal do castelo que, agora, estava entreaberta. Não mantiveram nenhum diálogo durante esse percurso, talvez não tivessem muito que conversar.

Hermione tinha coisas com a qual tinha que se importar agora, e não diziam respeito apenas às aulas que havia perdido naquele início de tarde, mas também com todas as descobertas do dia. Havia sentido coisas inexplicáveis pela pessoa errada, havia ouvido coisas que não esperaria ouvir, havia ponderado uma série de coisas também, entre elas uma proposta feita por Draco.

Se entregar a ele de todas as formas possíveis, sem pudor nem peso algum na consciência, era algo que ela pensaria melhor a respeito.


Assim que adentraram o castelo, seguiram para seus respectivos dormitórios, precisavam trocar suas roupas e recolher o material que usariam nas poucas aulas que ainda assistiriam. Hermione sentia sua cabeça girando, eram idéias absurdas, além de dúvidas e pensamentos que martelavam ininterruptamente em sua cabeça.

Assistiram algumas aulas juntos, dessa vez dividindo uma mesma mesa e já reconciliados. Pansy sentiu que precisaria pôr em prática todos os seus planos diabólicos para prejudicá-los, tinha uma informação valiosa nas mãos e não a desperdiçaria.



- O que você está escrevendo ai, Malfoy? – Hermione quebrou o silêncio entre eles, ao final da última aula da tarde.



Draco desviou seus olhares do pergaminho onde rascunhava, dobrando-o e mantendo-o em segurança na palma de sua mão. Hermione não obteve resposta para sua pergunta, e nem insistiu nisso. Arrumaram seus materiais e deixaram a sala de Feitiços, acompanhados por todos os outros sonserinos e grifinórios do sétimo ano.

Os corredores estavam, agora, lotados de alunos que seguiam para cantos variados do castelo. Com um aceno de varinha discreto, Draco fez com que seu pergaminho voasse de sua mão, direto para o destinatário que tinha em mente.



Ao longe, alguns alunos grifinórios do sexto ano deixavam uma sala próxima e se juntavam à multidão de alunos que caminhavam em procissão, a maioria seguindo direto para o Salão Principal.

Gina estava entretida com algumas amigas de seu ano, dialogando com as mesmas quando sentiu um pergaminho atingir-lhe os ombros. Agarrou-o rápidamente e o desdobrou, tomando cuidado para que apenas ela o lesse.



Uma pessoa sabe sobre nós, Weasley. Mas não se preocupe, eu vou dar um jeito nisso em breve. Só continue mantendo distância de mim, você sabe que acabou tudo entre nós.

D.M.




Sentiu seu rosto ruborizar quando visualizou o remetente daquele bilhete, procurando-o a sua volta, sem obter êxito algum nisso. Lembrava do dia em que Draco havia cismado de que alguém os havia visto juntos, mas não dera muita importância para isso, acreditava que não estavam correndo risco algum. Mas sabia, também, que ainda devia explicações a Harry quanto ao deslize que havia cometido dias atrás ao trocar o nome dele pelo nome de Draco. Não sabia ao certo como faria para explicar esse erro, mas pensava seriamente em não omitir absolutamente nada da verdade.



Gina retirou uma pena de repetição rápida de sua bolsa, deixando que a mesma rascunhasse atrás do mesmo pergaminho que Draco havia enviado para ela. Tomou cuidado para que ninguém próximo visualizasse suas palavras e, com o mesmo aceno discreto de varinha que Draco fizera, anteriormente, fez com que o pergaminho alcançasse o destinatário correto.



Talvez outra pessoa saiba sobre nós, hoje, Malfoy. Mas não se preocupe, eu não vou prejudicá-lo com isso, eu só estou tentando salvar o meu namoro, você sabe bem com quem. Mais que isso, Malfoy, eu cansei de mentiras.

G.W.




Draco terminou de ler o pergaminho-resposta sem acreditar na intensidade daquelas palavras. Gina pretendia revelar sobre o caso que eles haviam tido a alguém, Draco realmente sabia bem de quem ela estava se referindo, mas não imaginava como isso não iria prejudicá-lo. Hermione o viu destruir o pergaminho em suas mãos com um aceno de sua varinha, estava curiosa com todo aquele sigilo, mas não indagaria a respeito.



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Draco passou todo o restante daquela tarde em seu dormitório, desleixado com seu pijama já sobre o corpo. Aproveitou a oportunidade em que estava sozinho para pensar a respeito de todos os fatos recentes.

Era quase inacreditável o rumo que sua vida havia seguido, em questão de tão pouco tempo. Um dia era um sonserino mesquinho e amargo, mantendo uma relação inconstante com a sua sonserina favorita. No outro, era um sonserino descobrindo sua simpatia por uma certa sangue-ruim que vinha lhe tirando boas noites de sono. Um dia era um arque rival para Hermione, no outro, o seu namorado de mentiras.

Agora, Draco estava completamente apaixonado por ela, mesmo que não fosse exatamente essa a explicação que ele dava para seus sentimentos ou para o modo como estava enxergando-a agora.



Logo após o jantar, todos os alunos seguiram para seus respectivos dormitórios, onde foram obrigados a permanecer, já que era terminantemente proibido vagar pelos corredores após o toque de recolher, ordem que muitos deles não obedeciam verdadeiramente.

Hermione havia passado uma boa parte daquele restante de noite estirada sobre um sofá próximo às vidraças, onde aproveitou para fazer a leitura de todo o conteúdo que tinha atrasado. Sem que percebesse, acabou por pegar no sono ali mesmo, ainda vestindo seu uniforme grifinório. Foi acordada bruscamente pelo som de gritos de vozes que reconhecia perfeitamente bem. Percebeu que havia uma aglomeração ao centro do salão comunal, vários alunos observando entusiasmados aquele teatro de gritos e certos xingamentos.



Ao atravessar aquela pequena multidão de alunos, confirmou suas suspeitas quanto aos causadores daquela desordem. Observou o estado em que Gina se encontrava, a ruiva estava em prantos, gesticulando desesperadamente, enquanto Harry parecia querer não dar ouvidos a nada do que ela tentava dizer-lhe.

Seus olhares caíram sobre Harry quando, naquele exato instante, o moreno a fitou profundamente, tentando penetrá-la com aquele tipo de olhar que Hermione nunca havia presenciado antes. Era como se ele quisesse dizer-lhe algo e não tivessem coragem suficiente para isso.



Hermione sentiu seu peito transbordar de um tipo de satisfação por presenciar aquela cena. Não que realmente desejasse o sofrimento de Harry, havia tido por ele um sentimento forte o suficiente para que não quisesse que ele sofresse, mesmo que ele a tenha feito sofrer terrivelmente. Desviou da multidão, seguindo direto para a saída do quadro da Mulher Gorda, havia alguém com quem precisava falar.



Os corredores estavam, todos, completamente desertos e pouco iluminados. Assim que se postou à frente do dormitório de monitor chefe de Draco, ponderou se deveria mesmo estar ali, ou se deveria dar as costas e voltar para sua casa. Decidiu que não gostaria de voltar para a Grifinória, já havia presenciado demais por aquela noite.

Percebeu que a porta do dormitório estava aberta e, por isso, adentrou o local sem pedir permissão alguma. Abriu a porta até mesmo de forma brusca, sem conseguir conter um grito de susto ao visualizar uma figura loira bem a sua frente. Era Draco quem estava ali, olhando-a nos olhos com um semblante visivelmente assustado pela sua aparição repentina.



- Er... Desculpe. – Hermione falhou, estava envergonhada pela invasão.



- O que você faz aqui? – disse o sonserino, puxando-a para dentro do dormitório.



- Precisava falar com você. – respondeu, adentrando o local, foi quando percebeu que havia trazido seu livro junto consigo.



Draco a visualizou por alguns instantes, constatando que ela ainda vestia seu uniforme grifinório, não entendia porque, mas sabia que já era tarde o suficiente para que ela nem ao menos estivesse ali. Hermione caminhou para o centro do salão, sentindo o tipo de desconforto que detestava ao visualizar todo o ambiente e ver milhares de lembranças invadindo-lhe a mente. Virou-se na direção do sonserino e dirigiu-lhe a palavra, observando que ele se aproximava dela.



- Eu estava estudando no meu salão comunal quando eles começaram a discutir publicamente. – informou, fitando-o nos olhos.



- Eles quem? – Draco não entendeu, franziu o cenho e se postou bem de frente para ela.



Antes que Hermione pudesse responder-lhe à pergunta, sentiu ser puxada de encontro ao corpo dele, de forma agressiva e sem que pudesse protestar.



- Harry e Gina, Malfoy. – respondeu irritada, esperava que ele soubesse de quem ela estava se referindo. - Eles estavam furiosos um com o outro. – sentiu o livro que segurava ser atirado para longe dali, ao mesmo tempo em que ele a trazia ainda mais para próximo dele. - Gina estava em prantos, pedia perdão por algum deslize impensado. – dizia isto observando-o nos olhos e percebendo que ele não lhe dava o tipo de atenção que desejava. – Vi Harry fazer menção de agredi-la por duas vezes, Malfoy. – continuou a informá-lo, observando-o levar uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha, ao mesmo tempo em que ele posicionava uma mão firme em sua cintura e a trazia para próximo. - Eu não sei, ao certo, o que aconteceu de verdade, mas Gina afirmava que nunca pensou naquilo como algum tipo de traição. – informou novamente, sentindo as mãos do sonserino acariciando-lhe a face e os cabelos, despreocupadamente. - Você está me escutando, Malfoy? – esbravejou feroz, percebendo que agora sim ele havia decido prestar atenção no que ela estava tentando dizer-lhe. - Gina traiu o Harry, e foram por várias vezes.



Draco precisou de alguns minutos para entender bem sobre o que ela estava falando.



- Seu nome foi citado uma única vez, Malfoy... – prosseguiu, fitando-o e percebendo o quanto ele estava dando atenção a ela, agora. – Mas eu não soube sobre o que eles estavam falando.



Aquele tipo de informação foi o suficiente para que Draco se afastasse de Hermione, entendendo perfeitamente bem o que estava acontecendo. O bilhete de Gina havia sido claro, ela havia dito que alguém saberia a respeito daquele caso e que só o faria para tentar salvar seu namoro. Não havia dado muita atenção as palavras da ruiva, mas agora estava visivelmente assustado por ela ter mesmo cumprido com o que havia dito. Passou uma das mãos nervosamente pelo cabelo, sem desfazer o contato visual com Hermione.



- Você quer dizer que o Potter descobriu uma suposta traição da Weasley? – Draco indagou, queria ter certeza de que havia entendido bem.



- Sim.



- E meu nome foi citado por eles? – indagou novamente, o cenho levemente franzido de descrença.



- Sim. – respondeu positivamente, já irritada. - Falando dessa forma, até parece que você é um algum amante dela.



E, dizendo isto, se afastou dali, seguindo em direção a um sofá próximo. Draco a observou se afastar, um riso nervoso escapando de seus pulmões. Esperava que Hermione dissesse tudo, menos aquilo. E se ela descobrisse sobre seu caso com Gina? Agora, Draco tinha muito com o que se preocupar: não apenas Pansy, mas Harry também, sabiam de seu caso com Gina e, além disso, ainda havia a marca que carregava tatuada em seu antebraço.



- Posso dormir aqui hoje, Malfoy? – pediu manhosa, sentando-se no sofá e aninhando-se contra uma almofada.



- Por que? – fitou-a sem entender, aproximando-se.



- Não quero voltar pro dormitório. – respondeu seca, observando-o com seu olhos suplicantes.



Draco sorriu maliciosamente ouvindo-a pedir aquele tipo de coisa. Hermione Granger, em sã consciência, jamais pediria para dividir um mesmo dormitório que ele. Mas não iria expulsá-la dali, não quando estava realmente desejando que ela ficasse.

Aproximou-se do sofá onde ela estava a e puxou pela mão, obrigando-a a erguer-se e acompanhá-lo escadas acima. Se Hermione pretendia mesmo permanecer naquele dormitório com ele, ao menos ela teria de seguir suas regras. Hermione não protestou nem mesmo mostrou resistência alguma, seguiu-o pelas escadas e adentrou o quarto. Sentiu um desconforto em seu estômago ao visualizar a porta que dava acesso ao banheiro, podia lembrar do banho que havia tomado ali anteriormente.

Foi quando visualizou a cama ao centro que Hermione notou o seu vestido informal ainda ali, abandonado sobre as cobertas como havia deixado da ultima vez que estivera naquele dormitório. Draco pareceu perceber o desconforto de Hermione, mas não disse absolutamente nada a respeito.



- Eu preciso de roupas, Malfoy. – Hermione iniciou, quebrando o silêncio e percebendo que não poderia dormir com as roupas que vestia. - Eu sabia que deveria ter trocado o uniforme, mas...



- Eu tenho uma péssima opção pra você... – sorriu maliciosamente, interrompendo-a. – As minhas roupas estão a sua disposição.


Hermione sentiu suas borboletas baterem as asas, desesperadamente, em seu estômago, ainda mais visualizando-o da forma como ele estava. Draco vestia sua calça azul-claro do pijama, extremamente larga em suas pernas. Estava descalço e trajando uma camisa branca simples, de mangas compridas. Os cabelos loiros caídos sobre os olhos era o seu charme, definitivamente.



- Não seria a primeira vez, certo?! – Hermione sorriu, com seu próprio comentário, vendo-o sorrir, também.



- Dessa vez eu prometo arranjar roupas limpas. – disse o sonserino, afastando-se e seguindo até seu guarda roupa.



Hermione esboçou uma careta de reprovação pelo comentário do loiro, lembrando das roupas dele que havia vestido anteriormente. Mas sabia que ele apenas havia dito aquilo para irritá-la, ou deixá-la, no mínimo, cismada. Seguiu-o até o guarda-roupas e visualizou todas as peças de roupas que haviam ali. Deixou surgir um sorriso de canto de lábio, enquanto o observava abrir uma gaveta mais abaixo e escolher, demoradamente, uma de suas cuecas boxes, estava visivelmente divertido.



- Escolha a melhor, Malfoy. – pressionou, pronunciando baixo bem próximo do ouvido dele.



Assim que escolheu as peças de roupas certas - apenas uma blusa de botões rosa clara e de mangas e uma cueca boxe preta - Draco sorriu, largamente, e depositou-as sobre os braços de Hermione. Não moveu um único pé, permaneceu apenas a observando com aquelas roupas na mão. Hermione o observou sem entender muito daquela atitude estática, afinal, precisava de privacidade para que se trocasse.



- O que foi? - indagou ao rapaz, percebendo que ele não se moveria dali tão cedo. - O que está esperando?



- Você me pedir ajuda pra vesti-las. – sorriu maliciosamente, cruzando os braços e apoiando um dos ombros contra o guarda roupa.



- Eu sei fazer isso perfeitamente bem, Malfoy. – cruzou seus braços também, tentando mostrar-se irritada.



- Naquela noite de baile você não sabia. – uma resposta curta e direta, sorriu, novamente, com a sua própria astúcia.



Hermione arregalou os olhos de leve, aquelas palavras não foram muito bem vindas. Talvez porque não soubesse que havia sido trocada por ele, ou talvez porque ele estava fazendo com que ela se constrangesse com aquelas revelações.



- Sabe, eu gostei muito da experiência... – Draco quebrou o silêncio, sem desfazer o contato visual que havia entre eles. - Posso repetir?



A castanha não respondeu nada a ele, permaneceu estática, observando-o, com as roupas nos braços. Draco soltou um riso fraco, puxando-a para próximo dele e fazendo com que ela se encostasse contra o guarda roupa. Havia desejo emanando de seus corpos, aquele tipo de aproximação causava um efeito conturbado neles.



Hermione ainda estava estupefata com aquela situação, mas relaxou sentindo o toque frio dos dedos do sonserino conforme eles encostavam em sua pele, enquanto Draco desabotoava a camisa escolar dela.



- Você definitivamente gosta de abusar da sorte, sabia? – disse a ele, fitando-o, profundamente, nos olhos.



Draco não respondeu ao comentário, apenas sorriu e continuou no processo, desabotoando os botões da camisa dela. Afrouxou a gravata no pescoço de Hermione, sem tirá-la de lá, ao mesmo tempo em que já liberava o último botão da camisa e, conseqüentemente, revelava o que ela escondia por debaixo da peça.



Visualizou a barriga esbelta da garota, os seios de volume considerável cobertos por um sutiã de rendas branco. Deslizou a camisa branca pelos ombros e braços da garota, ao mesmo tempo em que aproximava seu corpo ainda mais do dela.



Podia perceber a respiração de Hermione ofegante, não era uma situação confortável para ela, principalmente quando não havia álcool correndo em suas veias. Se Hermione resolvesse agir insana, naquele momento, teria de ser responsável pelos seus atos até o seu ultimo fio de cabelo.



- Olhe nos meus olhos, por favor, Granger. – disse a ela, tentando conter um sorriso malicioso.



Draco estava refazendo o seu diálogo da noite da festa sonserina, quanto tivera Hermione sentada sobre sua cama e alcoolizada. A castanha não entendeu muito do que ele queria dizer com aquilo, mas obedeceu, franzindo seu cenho. Não se lembrava de ter vivido alguma situação parecida com essa, mas algo remoto alfinetava em suas lembranças tão obscuras.



Sentiu as mãos frias de Draco deslizarem por sua barriga, causando-lhe arrepios e cócegas ali, até que elas se encaminhassem para suas costas e fizessem alguns movimentos naquela região. Sentiu quando ele postou os dedos sobre o feixe do seu sutiã e ameaçou soltá-lo, o contato visual entre eles era intenso.



Hermione estremeceu diante da possibilidade de ser, realmente, despida por ele daquela forma, mas percebeu que era tarde demais para querer voltar atrás, o sonserino já havia liberado sua peça e já a deslizava para longe de seus braços. Estar exposta daquela forma causou um tipo de desconforto nela, mas foi rapidamente compensada quando as mãos frias do sonserino deslizaram por sua pele e deixaram um rastro de arrepios ali.



Sentiu-o extrapolar os limites e capturar seus seios com as mãos, massageando-os de forma lenta e de modo que pudesse aproveitar aquele contato ao máximo. Hermione arqueou o corpo de puro prazer, deixando as roupas, que ele havia lhe dado para que vestisse, escaparem de suas mãos e caírem sobre seus pés.



Nunca, antes, haviam ultrapassado os limites daquela forma. Hermione não estava se importando com isso, ainda mantinha o contato visual com o sonserino, mas sabia que em breve perderia toda a sua compostura. Draco alcançou seus lábios dando inicio a um beijo impaciente e intenso.



Mesmo muito a contra gosto, Draco interrompeu os movimentos que estava fazendo sobre os seios dela, escorregando suas mãos pela barriga lisa da garota e descendo até suas coxas, onde se permitiu perder por algum tempo. Ergueu uma das pernas dela sobre sua cintura ao mesmo tempo em que Hermione se livrava com urgência da camisa de mangas dele, atirando-a para longe dali.



Interromperam o beijo em busca de ar, aproveitando o momento pra que se dessem conta, verdadeiramente, do estado em que se encontravam. Hermione deixou que seus olhares caíssem por alguns instantes sobre o peitoral másculo de Draco, conferindo a consistência de seus músculos, de forma possessiva. Draco, por sua vez, observou cada pequena extensão de pele de Hermione à mostra, obrigando-a a ruborizar com a intensidade dos olhares do loiro sobre ela.



Draco sorriu maliciosamente, capturando os lábios dela novamente, antes mesmo que Hermione pudesse impedi-lo disso. O quarto estava fracamente iluminado, o que tornava o ambiente ainda mais acolhedor. Hermione estremeceu quando os dedos dele invadiram as ligas laterais de sua calcinha e mencionaram retirá-la. Draco aproximou seu corpo ainda mais do dela, acabando com qualquer tipo de espaço que ainda houvesse entre eles e, inconscientemente, fez com que sua excitação se sobressaltasse ainda mais. Liberou os lábios dela por alguns instantes, despejando beijos em seu pescoço e atiçando ainda mais com as mãos ousadas embaixo de sua saia.



- Naquela noite... – Draco iniciou, falhando em seu sussurro rouco, dizendo isto muito próximo do ouvido dela. - ...Você disse que eu poderia perder o controle.



Hermione esboçou uma expressão de espanto em sua face, não sabia ao certo o que ele pretendia com aquilo, mas aquelas lembranças de noite de baile não eram muito agradáveis, ela as reprovava, na verdade. Draco moldou seus lábios nos dela novamente, sugando-os com intensidade e mordiscando de leve, ao mesmo tempo em que sentia os seios rígidos de Hermione roçando em seu peito nu, levando-o à loucura. Até que Draco se separou dela e, antes que Hermione pudesse protestar, observou-o se abaixar bem a frente dela, despejando beijos em suas pernas e coxas, externa e internamente. Hermione respirou mais forte, sentindo sobressaltos em seu coração, ao mesmo tempo em que agarrava os cabelos loiros com força.



Estavam agindo insanamente outra vez, de forma como nunca haviam agido antes. Haviam ido mais além do que esperavam que pudessem ir, mas o desejo estava falando cada vez mais alto.



- Talvez não seja uma boa idéia sair do controle, agora... – reuniu toda sua força e tentou pronunciar, num fio de voz.



Draco não levou as palavras dela em consideração, estava desejando aquilo o suficiente para que não se importasse com nada. Apertou as pernas dela com força, deixando marcas ali, e obrigando Hermione a intensificar sua respiração. Em seguida, agarrou uma das tiras da peça intima da garota com os dentes, deslizando-a pelas pernas dela, por baixo da saia, com a ajuda de sua outra mão. O contato dos lábios de Draco na pele dela causou arrepios em todo o corpo de Hermione.

Assim que retirou a peça intima da garota, Draco precisou se conter o máximo que pôde para não ultrapassar maiores limites. Apertou firme a cintura da castanha, reunindo forças suficiente para dizer, entre dentes:



- E quando, exatamente, eu vou poder sair do controle, Granger?



Hermione não respondeu, sentiu apenas sua excitação se intensificar com a voz rouca do sonserino, assim como Draco já sabia o quanto estava excitado tendo-a ali, naquelas condições. Draco se ergueu depressa e postou-se a frente dela, novamente, criando um tipo de prisão ao espalmar suas mãos contra o guarda roupa e imprensá-la contra seu corpo. Hermione deslizou suas mãos pelo peitoral dele, sentindo os poucos pelos que haviam ali, até que, sem aviso prévio algum, foi a sua vez de se agachar diante dele, deslizando o moletom do loiro consigo. Draco sorriu maliciosamente, ajudando-a a livrar-se de sua calça, chutando-a para longe dali.

Hermione o visualizou por alguns instantes, vestindo apenas sua cueca boxe preta, que não estava sendo suficiente para esconder a sua excitação. Sentiu uma vontade quase incontrolável de se aventurar no que ele escondia por baixo daquele tecido, mas conteve-se nesse tipo de pensamento. Voltou à sua posição ereta novamente, ainda presa entre o corpo dele e o guarda roupa.



- Malfoy... – tentou dizer, em um fio de voz rouco...



Mas Draco não permitiu que ela prosseguisse, capturando seus lábios no mesmo instante e impossibilitando que ela levasse o diálogo adiante. Beijou-a, apenas, acariciando sua face e seus cabelos, de forma até mesmo carinhosa. De forma ágil, Draco segurou as pernas de Hermione e a ergueu sobre seu colo, enquanto ela enlaçava seus braços em torno de seu pescoço, seus lábios sendo novamente capturados em um beijo ardente e enlouquecedor.

Se estavam agindo corretos, nenhum deles saberia dizer isto, talvez insanos ou apenas por instinto.



- Malfoy... – tentou dizer, em um novo fio de voz, ainda mais sussurrante que o anterior, quando seus lábios se separaram por alguns breves segundos...



Ambos respiravam ofegantes, agora, estavam excitados e ardendo em chamas diante do desejo que os consumia. Suas excitações estavam claramente visíveis para cada um deles. Draco sabia que Hermione iria repreendê-lo por terem passado dos limites, sabia que ela iria estragar todo o momento com suas doses extremas de sanidade. E, por isso, impediu que ela prosseguisse, agarrando uma das mãos dela e levando-a até sua boxe preta.



- E se a gente inverter? – Draco disse, rouco, sussurrando e tentando manter o peso dela sobre seu corpo. - E se você sair do controle?



Hermione respirou pesadamente, fitando-o fundo nos olhos e ponderando a proposta. Era tentadora, ela não podia não admitir isso.



- Eu pensei muito... – Hermione disse, sua voz sussurrante. – E acho que quero experimentar.



Draco sentiu seu peito inflar de satisfação e seu desejo aumentar com aquelas palavras, com aquela decisão. Foi quando Hermione invadiu-lhe a boxe com sua mão pequena, obrigando um suspiro abafado ser liberado por ele.

Talvez Hermione se arrependesse dessa decisão, mas era apenas o que ela queria naquele momento, e não poderia deixar de realizar suas vontades.

Draco a segurou firme pela cintura e carregou-a em direção a cama, próxima dali, sentindo as pernas de Hermione enlaçando-o ainda mais forte. Deitou-a sobre a cama e, em seguida, deitou-se sobre ela, enquanto acariciava-lhe os cabelos e tentava gravar aquela cena em sua cabeça.

Hermione estava visivelmente excitada, não apenas pela umidade que ele sentia, agora, em seus dedos, ao percorrer as coxas dela com suas mãos, mas pelos olhares impacientes e intensos dela. Draco, por sua vez, não restava dúvidas do quanto estava ansiando por aquilo, os cabelos desalinhados e a boxe que já ameaçava deixar seu corpo. Hermione vestia apenas sua saia escolar e a gravata grifinória frouxa em seu pescoço.



Aquela noite prometeria mais do que eles poderiam imaginar. Draco precisava, apenas, lembrar que havia uma marca tatuada em seu braço e que Hermione jamais poderia ter conhecimento disso.


CONTINUA...


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N/A: Pronto!!!! Capítulo demorou mas chegou né?! AAiii... gente, desculpa mesmo pela demora ok?! Não foi minha intenção... mas eu tava muito desanimada nesses últimos dias!!!

O que acharam do capitulo???? Sejam sinceros ok?!!! =_ hehehehe

COMENTEEMMM MUUITOOO...
já deu pra perceber o que o proximo capitulo reserva, não?!

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Valeu mesmo gente pelos comentários!!!!! Vcs foram meu ânimo nesses últimos dias!!!!!

VALEU TD MUNDO QUE MARCOU PRESENÇA AQUI!! VCS SÃO DEMAIS!!!!
E bem vindas leitoras novas!! ;D


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E agora a fic tem continuação... vale muito a pena ler Incomplete gentee... tá demais!!!! O bom é que vai ser uma trilogia de songs!! \o/ Leiam, plix?? Vcs não vão se arrepender! Hehehe

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Pq são muitos boas... tem Apaixonada por Ele ...vale a pena!! \o


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