Draco respirou fundo, observando sua marca mais uma vez. Sentiu uma pontada funda no peito, um aperto forte no coração, era como se pudesse prever que seus dias estariam contados diante daquela escolha. Aliar-se a Voldemort não lhe parecia mais algo interessante, prazeroso ou mesmo glorioso. Sentia-se derrotado, usado, um lixo por ter aceitado participar daquele jogo macabro.
Snape suspirou, indignado pelo dilema que Draco estava enfrentando em sua nova condição de comensal, e sumiu pelos corredores, esvoaçando sua capa. Draco entendeu que precisava segui-lo, seu Lord o estava convocando, aquela ardência em seu braço deixava isto evidente. Aquela fora sua caminhada mais árdua. E todas as outras que viesse a dar seriam igualmente sofridas. Era assim que estava vendo a sua nova posição em meio às trevas.
Hermione permaneceu parada no mesmo local por longos minutos, depois que Draco se afastou dela, saindo daquele Salão. O gosto do beijo ainda estava vivo em seus lábios, a sensação de alívio e proteção que ele lhe passara naquele ato ainda estava correndo por suas veias. Pela segunda vez naquele dia, Hermione estava se recusando a passar por cima de uma ordem dele. Não o seguiria para fora do salão, não iria confirmar com seus próprios olhos o que exatamente ele teria ido fazer, deixando-a sozinha, ali. Estava desprotegida agora.
O Salão já estava lotado, toda a janta já havia sido servida. Avistou, ao longe, suas mesa grifinória e um lugar muito bem guardado ao lado de Rony. Sabia bem que deveria sentar-se ali, devido à pouca consideração que ainda tinha pelo seu melhor amigo. Caminhou até eles ainda atordoada e confusa.
Era quase absurdo o modo como se sentia quando distante de Draco, quando longe dos abraços dele, dos beijos e mesmo das conversas quase sempre irônicas. Sentia-se vazia longe dele, vulnerável a tudo. E, naquele momento, estava vulnerável à Harry.
Sentou-se junto de todos eles, sem direcionar seu olhar à Gina ou a Harry, assim como não os cumprimentando. Havia uma atmosfera rude pairando sobre eles, provavelmente, cada um deles, estava vivendo seus dilemas pessoais.
Harry tinha os olhares distantes, pouco concentrado em seu prato, assim como os pensamentos dispersos. Os boatos de Hermione ter passado uma noite com Draco, no seu dormitório de monitor chefe, ainda corriam soltos pelo castelo. Hermione permanecia confusa quanto a tudo isso, ainda tinha suas suspeitas, e aquela súbita falta de memória dificultava completamente. Acreditava em Draco, mesmo que não soubesse explicar como e porque, mas acreditava em absolutamente tudo o que ele lhe dizia.
- Tudo bem com você, Gina? – Rony disse, fitando a irmã a sua frente.
Gina estava calada, remexia a comida em seu prato, certo desânimo estampado em sua face. Com a indagação de Rony, tudo o que a ruiva fizera foi erguer a face o suficiente para fitá-lo e responder-lhe ríspida.
- Me deixa em paz, Rony.
Hermione sentiu o quanto o clima estava se tornando pesado entre eles e, por isso, permaneceu concentrada em seu prato de comida, esperando que se acalmassem.
- Não seja rude, Gina. – Harry disse, áspero.
Gina suspirou uma única vez, antes de direcionar seus olhares fuziladores para o namorado e erguer-se de seu assento.
- Vocês me irritam.
E, dizendo isto, seguiu para longe daquela mesa e para fora daquele salão. Harry a observou se afastar, suspirando cansado por aquela cena dramática.
Sem aviso prévio, Harry se ergueu de seu assento, também, afastando-se dali. Nem mesmo Rony havia entendido nada, permaneceu calado, os observando se afastarem. Gina caminhou apressada pelos corredores, até que Harry a alcançou e a puxou para próximo dele. Prensou- a contra a parede ao seu lado, muito irritado e até mesmo agressivo.
- Por que está agindo assim, Gina?
- Eu estou cansada de tudo. – Despejou suas palavras com os olhares vagos.– Desse namoro às escondidas... de tudo, Harry.
O moreno não entendia muito daquele desabafo, na verdade, não podia acreditar que toda aquela irritação fosse apenas culpa da relação que vinham mantendo em segredo. Gina sabia, perfeitamente bem, o quanto sua irritação tinha ligações com certo sonserino, com certo rompimento de relação carnal. Ainda lembrava, muito claramente, da rispidez do loiro ao terminar tudo o que existia entre eles, aquela relação apenas física.
- Tudo bem, Gina, nós podemos contar ao Rony, se é isso que você quer.
Gina soltou um muxoxo de irritação, tentando soltar-se do namorado, em vão. Harry a segurava firme pelo braço, machucando-a nesse ato.
- Eu só quero que me dê um tempo, Harry.
- Um tempo? Quando foi que a nossa relação entrou em crise, Gina?!
Aquela discussão estava sendo absurda para ambos, estavam, na verdade, descontando suas raivas pessoais um sobre o outro, como se isso diminuísse o vazio e toda a angustia que estavam sentindo. Harry, amargurado por admitir a si mesmo que havia, definitivamente, perdido Hermione para Draco, visto que acreditava nos boatos sobre a castanha ter passado uma noite com o sonserino. Gina, por sua vez, amargurada por sua relação carnal e sigilosa com Draco ter chegado ao fim, não da forma como ela desejava. Harry a prensou mais forte contra a parede, apertando firme o braço dela, como se tentasse trazê-la ao momento novamente.
- Pare com isso, Draco!
Harry sentiu uma fisgada no peito, seu ar faltando-lhe, cerrou os olhos a fim de fitá-la profundamente e compreender o que exatamente naquela discussão havia deixado passar despercebido. Gina percebeu a gafe que havia cometido e, por isso, arregalou os olhos consideravelmente, sentindo um calor absurdo e prevendo que estava corada diante do vacilo. Sentiu o aperto de Harry em seu braço se intensificar e isto causar-lhe dor, até que, então, ele a soltasse, afastando seu corpo do dela, ainda mantendo o contato visual.
- Certo, nós precisamos mesmo dar um tempo. – a voz de Harry soou fraca, decepcionada.
O que o moreno estaria pensando a respeito daquilo? Gina não fazia a menor idéia. Sentiu algumas lágrimas pendendo de seus olhos, no mesmo instante em que Harry começou a se afastar dela, dando-lhe as costas e deixando-a ali, sozinha. A ruiva escorregou suas costas contra a parede, deixando-se cair sentada no chão gelado de mármore. Sua vida estava se tornando em um inferno, e era ela mesma quem causava isto.
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Aquela noite, definitivamente, não havia sido das mais agradáveis. Hermione retornou para seu dormitório, após o jantar, acompanhada de Rony. A amizade do ruivo a fortalecia de uma forma que nem mesmo ela poderia descrever como.
Afundou sua cabeça em seus travesseiros, tentando rearranjar seus pensamentos, suas idéias. Ainda estava confusa com os recentes fatos, ainda estava desejando lembrar-se, ao menos, de uma parte das possíveis insanidades que cometera naquela madrugada de festa sonserina, enquanto estivera bêbada. O fato de ter estado entregue aos efeitos do álcool já soava absurdo e irreal, e sabia que ainda havia muito a descobrir sobre aquilo.
Hermione forçou suas lembranças daquela noite de baile, tentando recordar do ponto em que não se lembrava de absolutamente mais nada. Todas as bebidas, as danças, tudo isso era uma lembrança forte, mesmo que não tivesse idéia das reais conseqüências disso. Foi quando, em um flash repentino, surgiu uma imagem quase nítida em sua cabeça. Estava sendo carregada pelos corredores, alcoolizada, por Draco.
Sentou-se depressa na cama, mesmo que não estivesse sozinha naquele dormitório, e respirou fundo, tentando compreender melhor o que havia acabado de recordar. Mais algum esforço e lembraria do restante. Hermione fechou os olhos, trazendo seus joelhos de encontro a seu corpo e os abraçando, forçando suas lembranças. Até perceber que não adiantaria muito, precisava, na verdade, de uma boa noite de sono longe de enfermarias.
----*----
O dia seguinte havia amanhecido quente, como nos dias anteriores, era uma terça-feira agitada. Hermione acordou atrasada, como vinha sempre acontecendo, havia se tornado uma rotina. Apressou-se em se arrumar e chegar a tempo de saciar um pouco da sua fome no café da manhã. Cumprimentou os amigos muito secamente, lembrando do quão árduo havia sido sua noite anterior, e do flash repentino que havia lhe tirado boa parte do sono. Ergueu seu olhar de relance, fitando a mesa sonserina, percorrendo cada um dos rostos ali, sem avistar quem procurava, de verdade. Ele não estava ali, seu assento estava ocupado por outro sonserino. Alan e Pansy desfrutavam do café da manhã calados, estavam, na verdade, um tanto depressivos. Hermione queria poder invadir-lhes a mente e descobrir, através disso, onde Draco estaria e porque ele estaria agindo tão suspeito ultimamente.
Ao final do desjejum, Hermione e todos os outros grifinórios seguiram para suas primeiras aulas do dia, que teriam ao lado dos Lufa-Lufas. Estava inconformada com aquele horário, desejava que fosse ao lado dos sonserinos, assim poderia vê-lo, poderia estar com ele. Em tempos anteriores esse tipo de desejo estaria fora de cogitação, e agora nem mesmo estava se recriminando por isso.
Manteve-se calada durante todas aquelas primeiras aulas do dia, sempre dispersa em seus pensamentos e devaneios. Continuava forçando suas lembranças da noite de festa sonserina, mas não estava obtendo muito sucesso nisso.
Ao final daquelas aulas, Hermione seguiu depressa para seu dormitório, decidida de que precisa lembrar o que exatamente havia sido capaz de fazer enquanto estivera bêbada, sob os cuidados de Draco. Sonserinos não eram confiáveis, até mesmo Draco havia admitido isso para ela, em forma de aviso. E sabia que Draco poderia ser incluso nessa categoria muito facilmente. Era uma questão de honra lembrar-se de todas as insanidades que cometera.
Ao atravessar as portas de seu dormitório feminino, vazio, por sorte, Hermione jogou-se sobre sua cama, ainda desarrumada, e afundou nos cobertores. Inesperada e inacreditavelmente, flashs começaram a surgir desordenados em sua cabeça. Danças ousadas sobre uma mesa, mãos frias acariciando-lhe partes do corpo expostas, água fria caindo sobre seu corpo, sensações febris ao mesmo tempo em que era carregada no colo pelos corredores de Hogwarts, roupas masculinas, frases ousadas...
Respirou ofegante, sentando-se na cama e tentando absorver tudo aquilo.
Durante o almoço, novamente, Hermione não avistara Draco em canto algum daquele salão. Estava intrigada com aquilo e, até mesmo, preocupada com ele. Queria vê-lo, sentia falta de sua voz, queria abraçá-lo, queria dizer a ele que se lembrava de suas insanidades.
Hermione temia, na verdade, que toda aquela ausência, todo aquele afastamento, esfriasse aquela relação de mentiras. Por mais que essa idéia fosse absurda, era inevitável para ela. Na realidade, a distância de Draco afetava consideravelmente aquele jogo, não apenas porque não estavam jogando, mas sim porque ficava quase sempre vulnerável a Harry.
Ao final daquelas aulas vespertinas, Hermione seguiu para seu dormitório novamente. Talvez repetisse o ritual da manhã e se jogasse contra as cobertas, provocando novos flashs, mas temia que se lembrasse de coisas que se arrependeria amargamente de ter cometido. Precisava, simplesmente, confirmar aquelas lembranças, antes de se envergonhar e se repudiar pelas loucuras.
*
Caminhou pelos corredores em direção ao dormitório de monitor-chefe que, infelizmente para ela, pertencia a Draco. Esperava encontrá-lo lá, estirado sobre o sofá, acreditava que ele houvesse matado boa parte daquelas primeiras aulas do dia e desejava ao menos uma boa desculpa para aquela irresponsabilidade, afinal, eles precisavam jogar.
Hermione se posicionou à frente da porta, respirou fundo, segurou seus livros firme nos braços, criando coragem para fitá-lo depois de tantas lembranças ousadas. Esperava que, pelo menos, não ruborizasse. Não teve o trabalho de nem ao menos bater na porta, notou que ela estava aberta e, por isso, entrou sem se importar se podia ou não.
Abriu a porta e, jogando uma parte do seu corpo para dentro do salão, ouviu passos vindos da pequena escadaria e constatou que era ele quem estava descendo dali. Sentiu seu rosto queimar, as mãos suarem de nervosismo, o estava visualizando sem camisa, vestindo apenas sua calça escolar, descalço, com os cabelos aparentemente molhados.
-Er... desculpe... – sua voz saia vergonhosa - A porta estava aberta.
- Você não está pensando que é monitora chefe não, né?
Draco soltou um riso fraco, sorrindo quase abertamente. Desceu os últimos degraus da escadaria, observando-a atento.
- Eu já superei essa injustiça. – sorriu, irônica.
Seus olhares caíram, no mesmo instante, sobre o peito nu de Draco, visualizando todos aqueles músculos medianos, aquele físico perfeito, que lhe tirava o fôlego. Draco percebeu a intensidade dos olhares da castanha e, como em um relance, lembrara que havia uma marca em seu braço esquerdo e que precisava manter em segredo. Sentiu o nervosismo, temendo que ela percebesse sua marca. Seguiu rapidamente para uma poltrona próxima, agarrando sua camisa branca de mangas compridas que estava sobre ela, e a jogou no corpo. Virou-se para Hermione novamente, já fechando os botões de sua camisa.
- É meio arriscado você ficar aqui sozinha comigo, não? – sua voz saia baixa, visto que Hermione já adentrava o salão.
- E você representa perigo? – disse se aproximando dele.
- Talvez.
Ainda podia ver muito dos músculos peitorais de Draco, enquanto ele lutava com os botões pequenos de sua camisa. Sentiu vontade de ajudá-lo naquele serviço, mas então lembrou do porquê de estar ali. Precisava confirmar suas suspeitas da noite do baile. Se ateria naquela missão, desprezando até mesmo as indagações que desejava dirigir à ele, sobre o seu paradeiro durante boa parte do dia.
- Posso ir ao banheiro? – Hermione quebrou o silêncio momentâneo.
- Veio aqui só pra usar meu banheiro? – sorriu de lado, terminando o último botão, deixando os três primeiros abertos, para delírio completo de Hermione.
Tentou parecer simpática, sorrindo-lhe de volta, ao mesmo tempo em que colocava seus livros sobre a mesa de estudos, próxima dali.
- Lá em cima. – e fez sinal, mostrando as escadas.
Hermione sentiu o nervosismo afetá-la novamente, sabia perfeitamente bem onde ficava o banheiro naquele dormitório, lembrava-se dele também. Desfez seu sorriso e rumou para as escadas, sentindo o ar faltando-lhe a cada degrau que subia. Draco a observou por alguns instantes, podia ver os punhos dela cerrados, como se estivesse contendo alguma reação, assim como os passos pesados e quase forçados. Precisou franzir o cenho, intrigado. Quando Hermione desapareceu pela porta de seu quarto que era, na verdade, uma suíte, Draco resolveu que a seguiria.
Hermione adentrou o banheiro, incrivelmente grande, fitando tudo ao seu redor. Novamente, sentiu as pontadas no peito, lembrava de ter estado ali. Observou o vaso onde Draco havia sentado-a e onde ela havia se despido. Puxou a porta o bastante para visualizar seu vestido informal jogado ali, no chão. Estava se sentindo uma idiota por aquela loucura, o sangue correndo rapidamente em suas veias.
Agarrou o vestido e, virando-se para sair do banheiro, deu de cara com Draco, apoiado contra o batente da porta, com uma expressão que ela diria estar séria demais.
Abriu e fechou os lábios por vezes, falhando em suas palavras.
- A prova do crime, não? – Draco sorriu, finalmente, discreto. - Desculpe, eu me esqueci de lhe devolver.
- Eu me lembro do que aconteceu. – despejou, sentindo ruborizar.
- De tudo? – arqueou uma de suas sobrancelhas, curioso.
- De muita coisa.
- Melhor não comentar, então.
Draco ajeitou-se contra o batente, sorrindo maliciosamente e, por sua vez, lembrando de tudo.
- Eu fui uma insana!
Draco sorriu largo, observando-a dizer isto quase indignada consigo mesma. Visualizou o vestido nas mãos dela, notando o quanto ela estava envergonhada com as lembranças. Aquela situação era cômica, porque naquela noite de baile ela não ruborizara uma única vez diante de suas insanidades.
- Eu me despi na sua frente! – indignou-se, novamente.
- Você fez coisas piores, Granger.
- Urg!! – ele não estava facilitando pra ela.
Draco sorriu mais uma vez, afastando-se e dando passagem para ela. Hermione seguiu até a cama de casal, no centro quarto, onde se sentou. Provavelmente não lembrava de ter sido despida ali, por Draco. Sorriu fraca, tentando não fitá-lo.
- Obrigada, de novo, Malfoy.
- Pelo o quê dessa vez? – se aproximou, observando-a abandonar o vestido sobre a cama.
- Por não ter abusado de mim. – e alargou um sorriso nos lábios.
Ela estava apenas ironizando a situação ou estava mesmo sendo sincera naquilo? Draco ponderou, desfazendo seu sorriso.
- Eu não faria isso, Granger.
Hermione apenas lhe direcionou olhares de incredulidade, fitando seus sapatos em seguida.
- De verdade, eu não faria. – estava quase indignado. - Eu prefiro vocês sóbrias...
E, com aquelas últimas palavras, ambos soltaram risos divertidos e espontâneos. Draco sabia ser absurdo nas coisas que dizia e estava conseguindo animá-la. Ao menos acreditava, agora, que não havia acontecido nada demais naquela noite em que estivera alcoolizada.
Em um impulso repentino, a castanha se erguera da cama, esquecendo-se do vestido que deixara lá, seguindo em direção à porta.
- Eu preciso ir, agora.
- Por que? – Draco seguiu-a, fechando a porta atrás de si.
- Estudar. – uma resposta curta.
- Você podia ficar.
Hermione interrompeu a caminhada no meio dos degraus daquela escadaria, virando-se para fitá-lo, bem atrás dela.
- Eu disse estudar, Malfoy.
- Eu prometo que não atrapalho. – e sorriu, um sorriso de canto de lábio, do jeito que a tirava dos eixos.
- Malfoy, Hogwarts tem uma biblioteca.
E, dizendo isto, entre risos, descera o restante dos degraus, com Draco em seus calcanhares.
- Eu só não queria passar a tarde sozinho. – sua voz emanava um tipo de piedade.
- E onde está a Parkinson nessas horas?
Não havia sido sua intenção, mas havia conseguido irritá-lo. Hermione detestava deixar frases como aquela escaparem de sua boca, porque sempre estragava grandes momentos. O fitou, já próxima a mesa de estudos, onde estavam seus livros, e percebeu que ele estava com os olhares desfocados, aparentemente irritado com o comentário dela.
- Tudo bem, eu fico. - aceitou, por fim.
- Pode estudar na minha cama. – e esboçou o seu sorriso mais canalha.
Hermione lhe lançou o olhar mais fuzilador possível, rendendo-se, por fim, e rindo daquela piada. Observou Draco aconchegar-se entre as almofadas do pequeno sofá, enquanto ela sentava-se à frente da mesa de estudos, abrindo seus livros. Não era a situação mais confortável, mas não via problemas em estar ali.
Draco cumpriu com o que havia prometido, mantendo-se entretido em alguns livros, ou mesmo com os pensamentos distantes. Por vezes, ele se remexia no sofá e fechava os olhos, descansando as mãos sobre o peito. Hermione se pegava, constantemente, visualizando-o ali, naquele ato, e perdendo-se nos detalhes mais luxuriantes do sonserino.
Passados alguns longos minutos, Hermione percebeu que Draco, aparentemente, havia pegado no sono e, por isso, concentrou-se ainda mais em seus livros e lições. Foi quando ouviu o barulho de uma cadeira sendo arrastada para próximo dela, retirando toda a sua concentração. Certamente, não notara quando ele se levantara. Sabia bem quem estava se aproximando dela e, por isso, não tivera a necessidade de confirmar as suspeitas. Sentiu uma das pernas do sonserino roçar contra a sua, descoberta, já que usava sua saia escolar, e estremeceu com o contato.
Draco aproximou sua face do pescoço de Hermione, roçando seu nariz ali de leve, provocando arrepios e eriçando os pêlos dela. Inalou uma única vez, provocando uma nova onda de arrepios nela. À essa altura, Hermione já havia desistido de suas lições.
- Eu gosto desse perfume. – sua voz soou rouca, muito próxima do ouvido dela.
- Você disse que não atrapalharia, Malfoy. – suspirou, tentando recuperar a concentração.
- Eu nunca cumpro o que prometo.
E, dizendo isto, deitara sua cabeça sobre o ombro dela, aconchegando-se ali, observando a pena escapar pelos dedos dela, provavelmente atordoada. Draco sorriu maliciosamente, erguendo sua cabeça novamente e, agora, mordiscando o lóbulo da orelha dela, de leve. Inalou o perfume de essências florais novamente, aquilo realmente o inebriava. Era tudo incrivelmente surreal, quando próximo dela, Draco perdia todo o senso e compostura. Agia impulsivo.
- Você está abusando da sorte, Malfoy. – disse baixo.
- Eu sei que você gosta. – disse próximo ao seu ouvido.
- Depende muito de quem esteja ousando.
Hermione sorriu de lado, gostando daquele jogo de provocações.
- Então, definitivamente você gosta, porque sou eu.
E, deixando um riso baixo escapar por seus pulmões, Draco pousou uma de suas mãos sobre a coxa direita dela, a que não roçava em sua perna, sentindo Hermione estremecer. Percebeu que ela faria menção de retirar sua mão dali, mas Draco não tinha más intenções, queria apenas forçá-la a virar-se e ficar de frente para ele. E foi isso que ele fez. Seus olhares se cruzaram naquele mesmo instante.
- Pense rápido. – e sorriu, fitando os lábios rosados dela.
- O quê?
Antes mesmo que Hermione pudesse absorver a idéia, Draco puxara a face dela de encontro a sua própria, beijando-a sem pudor algum. Seus lábios movimentaram-se agressivos, uns contra os outros, até que suas línguas pedissem passagem, ao mesmo tempo. Assustada com o ataque repentino, Hermione deixara seu corpo pender para trás e, como não havia encosto algum em suas costas, acabou por se desequilibrar, levando-o consigo. Ambos caíram da cadeira, que foram arremessadas para longe dali. Todo o peso de Draco caiu sobre ela, quase a esmagando. Seus lábios se separaram automaticamente, visto que a queda fora até mesmo brusca.
Um riso solto ecoou de seus pulmões naquele mesmo momento, ainda nas mesmas posições.
- O que deu em você, Malfoy? – Perguntou Hermione, tentando não sorrir. - Ai...
- O que foi? – Perguntou Draco, preocupado.
- Acho que bati a cabeça... forte demais.
Draco sentiu-se culpado, poderia ter evitado que ela batesse com a cabeça no chão, mas nem mesmo pensara nisso. Afastou seu corpo do dela, erguendo-se logo em seguida, sentindo algumas dores pela queda. Antes que pudesse estender a mão para ajudá-la, Hermione já se colocava de pé.
A castanha pendeu, no mesmo instante, para o lado, desequilibrando-se. Draco a segurou a tempo, trazendo-a para próximo dele.
- Não devia ter levantado tão rápido, Granger. – Disse, recriminando-a pela atitude.
- Meio tarde pra avisar, agora. – fechou os olhos por alguns instantes, sentindo tudo girar.
- Vem, precisa sentar.
E, com isso, a carregou na direção do sofá, sentando-a lá. Alcançou sua varinha numa mesa de centro, movimentando-a e fazendo surgir um copo de água ali mesmo.
- Beba um pouco, Granger.
Estendeu o copo para ela, sentindo as mãos pequenas de Hermione agarraram o copo e falharem neste ato. As mãos dela estavam trêmulas, provavelmente, estava tonta. Retirou o copo das mãos dela, no mesmo instante, sob certo protesto, talvez ela estivesse dando uma de durona. Com uma de suas mãos segurou um dos lados da face dela, puxando-a para próximo dele e, com sua outra mão, levou o copo aos lábios dela.
Hermione bebeu, dessa vez sem protesto algum. Draco observou os olhos dela se fechando, ao mesmo tempo em que uma gota escorria pelo canto de seus lábios, caindo sobre sua saia. Sentiu algo diferente naquele momento, quase um desejo insaciável de tê-la, ali mesmo. Retirou o copo dos lábios dela, postando-o de volta na mesa de centro. Levou seu dedo polegar, a mesma mão que lhe segurava a face, até o canto em que aquela gota havia escorrido, limpando o rastro de água que ficara ali. Percebeu os lábios dela se entreabrindo, tão convidativos, e não resistiu, beijou-a novamente. Dessa vez calmo, carinhoso, sentindo os lábios dela úmidos. Aquele gosto era inebriante para ele, estava perdendo sua compostura novamente.
Hermione interrompeu o beijo algum tempo depois, afastando-o de si e mantendo o sorriso travesso.
- Você está se aproveitando, Malfoy, só porque estou sem forças. – disse baixo, abrindo os olhos e o fitando.
- Não se preocupe, eu tenho forças suficientes por nós dois. – e sorriu, travesso.
Então, ele a tomara num novo beijo, ainda mais carinhoso e sedento. Suas línguas já não pediam mais permissão, simplesmente invadiam e exploravam. Draco estava visivelmente entorpecido com aqueles beijos, acariciava-lhe os cabelos, descendo suas mãos pelos braços de Hermione e pousando-as na cintura fina dela. Hermione estremecia com aquele contato, mas não mostrava resistência alguma. Por tal, Draco resolveu ousar com ela. Pousou sua mão direita abaixo dos joelhos dela, erguendo suas pernas e forçando-a a sentar-se em seu colo, de modo que se posicionava de lado, sem interromper o beijo.
Hermione soltou um suspiro rápido, provocando um tipo de reação em Draco. Agora, ele estava excitado tendo-a ali, em seu colo.
Interrompeu o beijo, por fim, virando-a, com as mãos em sua cintura, de modo que ela ficasse de costas para ele. Trouxe-a para mais próximo dele, sentindo o volume em suas calças aumentar consideravelmente. Afastou os cabelos dela, pondo-os de um lado apenas, e beijou-lhe o pescoço, mordiscando-o de leve. Hermione deixava escapar suspiros com essa atitude, o que só o atiçava ainda mais. Sentiu as mãos frias dele invadindo-lhe a blusa, acariciando-lhe a barriga e obrigando-a a estremecer de cócegas leves.
Rapidamente, Draco inverteu a posição dela, novamente, virando-a na direção dele e ajudando-a a postar as pernas em torno de sua cintura. Puxou-a para próximo dele novamente, e sabia que ela, provavelmente, já havia percebido seu volume considerável dentro das calças.
Foi quando Hermione se deu conta do quanto já havia ido além naquela relação “de mentiras”. Interrompeu o beijo, bruscamente, fitando-o com os olhos levemente arregalados. Draco não entendia, mas percebia que ela estava começando a ruborizar com aquela posição.
Rápida, Hermione desfez a situação, erguendo-se e dando-lhe as costas, seguindo em direção à mesa de estudos, onde estavam seus livros, esparramados. O fato de ela não ter lhe dirigido palavra alguma tornava o momento desconcertante para Draco. Hermione respirou fundo, recuperando sua sanidade.
Apoiou-se na mesa, espalmando suas mãos sobre o tampo da mesma e baixando a cabeça, a fim de espantar as idéias absurdas.
Foi quando sentiu a aproximação dele, estava cada vez mais próximo, até que ele estivesse colocado atrás dela. Draco encaixou seu corpo no dela, inalando seu perfume mais uma vez, ao mesmo tempo em que tornava evidente pra ela o quanto estava excitado, roçando seu membro nela. Hermione sentiu o ar lhe faltar novamente, algo realmente estava errado ali.
- Agora é minha vez de provocá-la. – disse rouco, em seu ouvido, sorrindo malicioso.
- Golpe baixo.
Foi tudo o que havia conseguido dizer no momento, ainda estava entorpecida pela presença dele ali, atiçando-a daquela forma. Desejava-o mais do que ele podia imaginar, e vinha repreendendo-se por isso. Desejava-o como homem, acima de tudo.
Draco sorriu largo agora, virando-a pela cintura e obrigando-a a fitá-lo novamente. Adorava vê-la rubra, uma Hermione tão diferente daquela que havia presenciado naquele mesmo dormitório, um dia atrás. Escorregou uma de suas mãos até seus quadris e a impulsionou para cima, obrigando-a a sentar-se sobre o tampo da mesa, consciente de que suportaria o peso dela.
Fitou os lábios rosados de Hermione mais uma vez, enlouquecido por tê-los ali. Posicionou-se entre as pernas dela, entreabertas de forma ousada visto que ela estava de saia.Com suas faces na mesma altura, Draco alcançou os lábios dela sem invadir-lhe com a língua, apenas saboreando o gosto deles, mordiscando e sugando, até mesmo agressivo. Estava a provocando. Separou os lábios, pousando suas mãos sobre as pernas dela.
- Acho que estamos passando dos limites, Malfoy. – sua voz soou fraca.
- Eu não tenho limites.
- Mas eu tenho. – disse um tanto ríspida, sabendo que aquela situação poderia ir além demais. - Não esqueça que é tudo uma farsa.
- Poderia não ser. – disse seco, não a fitando.
- O que quer dizer?
Hermione não entendia, mas ansiava descobrir.
- Se você quisesse, poderia ser real... – fitou-a profundamente, agora.
- E você quer? – foi retórica com ele.
- Se você quiser...
Estavam jogando aquela decisão um pra cima do outro, como se estivessem receosos de confessarem que desejavam acabar com as farsas.
- Não faria sentido, Malfoy.
- Não precisa fazer. – disse seco, observando-a e estudando suas expressões. - Serão apenas beijos, sem pudor, sem a culpa de estar quebrando as regras do jogo.
- Sem sentimentos? – indagou, interessada na proposta.
- Claro!
Hermione ponderou por alguns instantes, ainda sentada sobre a mesa e observando-o atenta. Era uma proposta tentadora, mas estava temerosa da resposta que daria. Ele havia percebido a incerteza dominando-a naquela decisão.
- Você gosta disso, não gosta? - Disse Draco, aplicando alguns beijos no pescoço dela, mordiscando o lóbulo da orelha da castanha, atiçando-a.
- Gosto. – havia sido quase um gemido prazeroso.
Fitou os lábios dela, novamente, mordendo os seus próprios de desejo.
- E disso?
Beijou-lhe os lábios, firme, intenso, invadindo-lhe com astucia, explorando cada canto de sua boca, por vezes, levando sua língua ao céu da boca dela, provocando-lhe arrepios.
Interrompeu o beijo, deixando uma mordida ali. Hermione suspirou, sentindo seu corpo todo esquentar, assim como uma sensação prazerosa intensificando-se entre suas pernas.
- Gosto muito. – disse, por fim, quase falhando na resposta.
Draco sorriu malicioso, mas suas provocações não terminariam ali. Pousou sua mão direita sobre a coxa dela, alisando-a internamente, ousado, invadindo uma parte da saia dela.
- E você gosta quando eu faço isso?
E, dizendo isto, apertara com força a coxa de Hermione, o bastante para deixar até mesmo uma marca ali. Hermione soltou um suspiro abafado, sorrindo de canto de lábio no mesmo instante.
- Você tem sido o único, ultimamente. – respondeu, divertida.
Era verdade, a única pessoa com quem vinha se “relacionando” era ele. Os beijos que Harry roubava dela não contavam.
- Então, será uma troca de prazeres, apenas. – disse, fitando-a.
- Você tem garotas a sua disposição, Malfoy... – disse, sendo interrompida.
- Vou contar um segredo, Granger...
Hermione sentiu seu sangue correr intenso em suas veias, seu coração disparando, estava quase ruborizando novamente. Observou Draco entreabrir os lábios e temia o tipo de segredo que ele iria revelar.
- Eu tenho preferido você.
Aquelas palavras a atingiram em cheio, causando não só um arrepio profundo, mas também certo susto. Arregalou os olhos de leve, fitando-o, ainda sem acreditar no que ouvira. Draco se arrependeu de ter dito aquilo, a sua maldita insanidade quando perto dela o prejudicava, isto estava evidente.
- Com limites, Malfoy.
Sim, ela havia aceitado a proposta dele. Iriam levar aquela relação “de mentiras” a sério, sem sentimentos, sem pudor, sem culpa por estar quebrando as regras, apenas por diversão, uma troca mútua de prazeres.
Um sorriso quase vitorioso brotou nos lábios do sonserino no mesmo instante em que a ouvir dizer aquilo. Hermione havia sido a responsável por ele ter rompido sua relação carnal com Gina, quando constatou que Hermione preenchia o vazio dela, mesmo que fossem relações completamente diferentes. Algo estava acontecendo entre eles, provavelmente muito dos seus sentimentos estavam sendo distorcidos. Mas, naquele momento, eles não estavam preocupados com isso. Agora, definitivamente, eles poderiam saciar seus desejos, com limites.
Draco segurou a face dela, puxando-a para um beijo, este menos caloroso que o último, ao mesmo tempo em que a enlaçava pela cintura. Por vezes, movia seus lábios de encontro à seu pescoço, despejando beijos ali, ou mesmo em seus ombros.
O sonserino estava desejando ousar, mas temia que ela criasse limites em suas tentativas. Resolveu arriscar, movendo uma de suas mãos de sua cintura em direção à sua coxa, acariciando-a internamente.Hermione estremecia com aquele contato, sentindo que explodiria de desejo a qualquer momento. Ele sabia provocá-la. Draco sentia a pulsação em suas calças, e continha-se para não cometer loucuras ali mesmo.
Percebendo que ela não estava mostrando resistências, Draco ousou ainda mais. Moveu sua mão em direção às tiras da calcinha dela, brincando com seus dedos ali enquanto ponderava sua atitude seguinte. Tomou a coragem necessária e, com seus dedos, arrastou-os pela costura da peça intima dela, roçando-os contra o sexo dela, e fazendo-a estremecer com o contato. Draco sentiu a pulsação se intensificar, constatando o quanto a peça intima dela estava úmida.
Interromperam o beijo, buscando ar em seus pulmões.
- Nenhum limite aqui? – A voz dele soou falha.
Seus dedos ainda invadiam a peça intima dela, contendo-se para não explorar aquela região. Foi quando Hermione se deu conta do que estava acontecendo.
- Er... Sim.
- Não!! – esboçou uma expressão de decepção.
- Fique quieto da próxima vez. – e sorriu, maliciosa, vendo-o retirar os dedos de lá.
Draco sorriu, igualmente malicioso, arrependendo-se de quer questionado aquela falta de resistência por parte dela. Puxou-a para um novo beijo, este calmo e menos ousado. Hermione ponderou a atitude que tomaria a seguir, mas resolveu que agiria sem pudor.
Pousou sua mão direita sobre o volume evidente na calça do sonserino, apalpando divertida e observando-o falhar no beijo, provavelmente ainda mais excitado.
Foi quando separou seus lábios dos dele e retirou sua mão de lá, fitando-o com uma expressão até mesmo indecifrável.
- Ah, Malfoy, você não tem limites. – havia sido quase um desabafo irritado.
- Eu avisei. – e sorriu, malicioso. - Vai em frente, Granger.
Hermione deixou um bico carrancudo se formar em seus lábios, impulsionando-se para frente e descendo da mesa, para infelicidade e descrença de Draco.
- Você é fácil demais, Malfoy.
E, com isso, soltou um riso fraco, dando-lhe as costas e cruzando os braços contra o peito. Draco sorriu meio lábio, abraçando-a por trás no mesmo instante e depositando-lhe algumas cócegas travessas.
- É você que é muito complicada, Granger.
Foi quando ouviram a porta ser aberta e um moreno entrar por ela, com uma expressão não muito amigável.
Era Alan quem havia adentrado o salão. Draco sentiu a raiva pelo amigo voltar a atingir-lhe, pela ousadia de quando ele alisara a perna de Hermione. Esta lembrança Hermione, definitivamente, não tinha, pois nem ao menos ruborizara com a presença do outro sonserino.
Alan tinha expressões sérias, não parecia nada contente, tão pouco envergonhado por ter invadido a sala em um momento como aquele. Cerrou os olhos por alguns instantes, visualizando a cena, um tanto incrédulo. Era tudo absurdamente irreal para ele, aquele namoro repentino, aquela troca de carícias. Draco ainda devia uma explicação sobre aquele namoro à Alan.
Hermione percebeu que sua presença ali não era mais tão bem vinda, ao menos não por Alan, e, por isso, separou-se de Draco, o suficiente para fitá-lo nos olhos, piscando travessa e depositando um beijo demorado de lábios. Alan revirou os olhos, até que Hermione se retirasse dali, deixando-os a sós.
- Onde você esteve ontem? – Alan se pronunciou, cruzando os braços no peito e aproximando-se.
Draco não lhe respondeu, ainda o estava detestando pela noite de festa sonserina. Simplesmente seguiu até o sofá e se sentou por lá, observando Alan se aproximar e sentar ao lado dele.
- Você sumiu a tarde toda, hoje, Draco.
- Eu disse sim. – disse ríspido, o cortando.
Alan franziu o cenho, em dúvida, não estava entendo o rumo daquela conversa.
- O quê?
- A minha decisão foi sim, Alan. – disse desanimado
Naquele mesmo instante Alan entendeu perfeitamente bem sobre o que o amigo estava tentando lhe dizer. Draco havia lhe confidenciado, em momentos anteriores, que seu pai o estava forçando a tomar uma decisão quanto à tornar-se comensal.
- Por que fez isso, Draco? – foi tudo o que conseguiu dizer, observando-o atento.
- Eu não tive escolha, foi o melhor. – mais uma resposta seca.
- Você foi um idiota.
- Eu não me orgulho disso, ok?
Draco explodiu, fitando-o com os olhos repletos de um tipo de fúria que Alan não se lembrava de já ter presenciado antes. Ambos baixaram suas cabeças por um tempo, ponderando suas reações, até que Draco quebrou o silêncio.
- Eu vou estar um pouco ausente nos próximos dias, Alan. – sua voz saia arrastada, como se aquele assunto não lhe interessasse.
- Você é um perigo pra gente? - Alan tinha um tom de seriedade na voz, o que intrigou Draco.
- Claro que não, Alan.
Seu melhor amigo estava mesmo falando sério quanto aquilo? Draco tinha total controle sobre seus atos, sabia perfeitamente bem quem era importante pra ele, o suficiente para que ele precisasse lutar para proteger, mesmo que isso colocasse sua própria vida em risco. Quando havia aceitado participar daquela guerra havia, também, estipulado metas, e uma delas era manter as pessoas que eram importantes para ele, vivas.
- E quanto a Granger? – Alan quebrara o silêncio, dessa vez.
Draco não disse absolutamente nada, apenas esticou seu braço esquerdo sobre seu colo, enrolando a manga do mesmo para cima e expondo sua marca. Alan focalizou a imagem, um tanto assustado pela visão, e observou Draco alisando-a com os dedos, perdido em seus devaneios.
- Tome cuidado pra ela não descobrir. – quebrou o silêncio, novamente.
O loiro simplesmente balançou a cabeça em afirmação, já havia pensado nisso e tinha plena consciência dos riscos que corria se expusesse a marca diante dela.
- Até que ela não é de se jogar fora, hein? – a voz de Alan soou divertida.
- Eu não tenho visto a Pansy. – Draco desviou o assunto.
- Nem queira. As olheiras dela estão horríveis. – e esboçou uma expressão repulsiva, provavelmente recordando.
Draco sabia que Alan iniciaria algum discurso sobre o quanto Pansy estava arrasada com aquela crise na relação, mesmo que Draco soubesse que não havia relação alguma entre eles, nem mesmo sentimentos, ou cumplicidade, muito menos fidelidade. Passaram aquele restante de fim de tarde conversando sobre Quadribol e assuntos dos mais diversos, por vezes Alan fazia menção de pedir explicações sobre o namoro de Draco e Hermione, mas o loiro sempre contornava os diálogos e afastava essa idéia.
Já era noite quando Draco lembrou que teria ronda, às vezes esquecia que era monitor e tinha obrigações como tal. As rondas daquele ano letivo estavam apenas começando e, até agora, ainda não havia tido a oportunidade de fazê-la com Hermione. Sorriu pensando nisso, e no quanto a infernizaria nesse dia.
----*----
O dia seguinte, uma quarta feira não muito ensolarada, na verdade, bastante fria,anunciava mais um dia incrivelmente agitado. A noite anterior havia sido, novamente, uma das mais conturbadas para Hermione. Mesmo afundando-se entre as cobertas e travesseiros, não havia sido fácil desfazer as lembranças da tarde que havia passado com Draco no dormitório de monitor-chefe. Ainda tinha todas as cenas, sensações e desejos vivos em sua cabeça, ainda podia sentir o seu sangue ser bombeado com mais força e correr frenético em suas veias. Havia estado a poucos passos de cometer mais loucuras ao lado do sonserino, e até mesmo agradecia por Alan ter surgido e a obrigado a se retirar dali.
Estavam, agora, na primeira aula do dia. Hermione estava sentada ao lado dele, sentindo sua mão ser alcançada pela dele e ambas se entrelaçarem. Aquela sensação a reconfortava, toda a frieza da pele de Draco causava-lhe o tipo de arrepio que gostava de sentir.
- Treino de Quadribol, hoje... – Draco sussurrou, perto do ouvido dela. – Sonserina. Quer assistir?
Hermione sentiu o aperto em sua mão se intensificar, assim como os arrepios, tendo o hálito do sonserino tão próximo de sua pele. Ponderou a resposta que daria, estava incerta se aceitaria. Era verdade que precisava de distrações, mesmo que tivesse de aturar um treino idiota de Quadribol.
- Claro! – respondeu, sorrindo de canto de lábio, sem fitá-lo.
- Vou estar na frente do seu dormitório dez pra meia noite, ok?!
- Como?!
A castanha disse isto alto o suficiente para que o professor Bins se incomodasse e fizesse menção de advertí-los pela conversa fora de hora. Hermione ajeitou sua postura na cadeira, sussurrando.
- Muito tarde, Malfoy.
- Não gosta de quebrar regras? – tinha um sorriso malicioso.
- Tenho feito muito ultimamente. – disse isto em constatação. – É algum treino ilegal?!
Draco sorriu largamente, agora, percebendo o quanto ela era temerosa em situações como essa. Negou com a cabeça, observando a castanha soltar um suspiro de alivio. Era um treino oficial, de verdade, e aquele era o único horário disponível.
----*----
Ao final das aulas matinais, Hermione precisou se afastar de Draco, teria muito que estudar, tinha matérias e lições atrasadas. Draco, por sua vez, havia aproveitado o restante de manhã ao lado de Alan. Desde a festa sonserina Draco não havia mais cruzado com Pansy pelos corredores, apenas durante as aulas, onde quase nunca lhe dirigia a palavra, por estar sempre com Hermione ao seu lado. Aquela situação era desconfortante para ele, mas sabia o quanto era necessário.
Nada era mais como antes, Draco havia feito escolhas e teria de abrir mão de muita coisa por seus ideais. Havia escolhido Hermione como namorada, e, por estarem levando aquele namoro “de mentiras” a sério, precisou abrir mão de suas garotas: Pansy e, principalmente, Gina. Não sentia falta delas, Hermione preenchia o espaço delas. Havia escolhido se tornar um comensal e, agora, abriria mão de noites de sono, de manhãs e tardes de aulas, abriria mão de tranqüilidade.
Após o almoço, naquela tarde de quarta-feira, Draco e Alan seguiram para as aulas que teriam. Draco ainda não o estava tratando como antigamente, ainda guardava remorsos da noite de festa sonserina, mas ele era seu melhor amigo e cúmplice, não poderia ignorá-lo, mesmo que quisesse.
Quando já estavam próximos à sala de astronomia, Draco ouviu seu nome ser chamado e alguém se aproximar deles.
- Malfoy... – conhecia aquela voz feminina. - Preciso falar com você.
Franziu o cenho, virando-se para encará-la nos olhos, ao mesmo tempo em que Alan fazia o mesmo.
- Agora. – Gina acrescentou, com uma expressão séria e autoritária.
- Não temos nada pra conversar. – disse ríspido, intrigado com a ousadia da ruiva.
- Assunto de monitoria.
- Você não é monitora. – Alan se pronunciou, sem entender muito do que Gina queria de verdade.
Draco sentiu que Gina estava ultrapassando os limites e poderia prejudicá-lo, se essa fosse as intenções dela. Observou a expressão intrigada de Alan, ao seu lado, e, com um aceno de cabeças, afirmou que aceitaria ter aquela conversa.
- Não precisa me esperar, Alan.
E, dizendo isto, seguira pelos corredores, com Gina bem ao seu lado, acompanhando-o. Alan permaneceu estático, mas confiava no amigo. Assim que Draco virou o primeiro corredor, agarrou Gina forte pelo braço e a prensou contra a parede, dirigindo-lhe ferozmente.
- O que pretende com isso, ruiva?
Gina apenas sorriu maliciosa, tentando beijá-lo e sendo repelida no mesmo instante. Draco não facilitaria pra ela, por nada. Estavam expostos ali, mas o sonserino pretendia ser rápido naquela conversa. Foi quando escutou passos rápidos e, quando se virou para constatar de quem se tratava, viu apenas um vulto passar rápido pelo outro corredor. Estremeceu, imaginando que poderia ter sido qualquer um, ou alguém que poderia prejudicá-lo.
- Acho que alguém nos viu. – Draco disse, respirando ofegante.
- Não deve ter nos notado, Draco.
- Fique longe de mim, Virginia. – disse, afastando-se dela.
Mais uma vez, Gina fora deixada sozinha, sem que realizasse o que estivera planejando. Draco a estava irritando.
Draco seguiu para longe dali, cuidadoso para não ser visto caminhando por aqueles corredores. Próximo dali, a passos muito rápidos, Pansy seguia incrédula pelo o que havia presenciado.
“Cretino, justo a Weasley pobretona” , pensou consigo mesma, criando planos malignos em sua cabeça.
----*----
Aquela tarde havia passado ligeira, aulas incrivelmente tediosas. Grifinórios e sonserinos juntos, como de costume, assim como Hermione e Draco, agora, inseparáveis. A relação “levada a sério” estava afetando-os completamente. Por vezes, viam-se trocando caricias, mesmo que as mais inocentes, assim como olhares ou sorrisos simpáticos demais.
Era noite, há pouco o jantar havia sido encerrado e todos os alunos já rumavam para seus respectivos dormitórios. Já havia sido dado o toque de recolher e, por isso, Hermione precisou passar aquele restante de noite em seu salão comunal, entretida em suas leituras. Havia uma atmosfera desconcertante entre Harry e Gina, em razão da última discussão deles.
Assim que todo o dormitório grifinório estava entregue a roncos, Hermione observou o relógio de parede, constatando que faltava pouco para meia noite. Já era tarde, bocejava por vezes, mas havia prometido que assistiria o treino, não poderia faltar.
Resolveu que não vestiria roupa especial alguma, permaneceria com seu uniforme e usaria apenas uma capa grossa para aquecê-la do frio. Seguiu para fora do dormitório, sob os protestos do Quadro. Detestava infrações de regras como aquelas, mas precisava se distrair.
Esperou impaciente por ele, até que fosse surpreendida por um vulto, que a puxou forte de encontro a seu corpo.
- Malfoy... não me assuste. – respirou aliviada, reconhecendo a cabeleira loura.
- Muito feio estar fora da cama uma hora dessas. – Draco brincou, puxando-a para mais próximo.
Hermione sorriu, divertida, sendo tomada pelos lábios de Draco no mesmo instante. Era um beijo quente, sedento, como se estivessem recuperando um breve tempo que haviam passado longe um do outro. Até que Hermione interrompesse aquele beijo, afastando-se dele sob muito custo. O visualizou por alguns instantes, constatando que ele já vestia seu uniforme de apanhador.
Draco entrelaçou sua mão na dela, puxando-a consigo e rumando pelos corredores, escuros. Foi quando ela percebeu que ele carregava sua vassoura. Em poucos minutos já estavam nos gramados do campo, onde Hermione percebeu uma aglomeração de outros sonserinos, todos já vestidos com seus uniformes verdes.
Avistou Alan, seu corpo era incrivelmente másculo com aquela roupa colada, e percebeu, também, que não havia platéia alguma senão ela, ali. Sentiu corar diante disso, mas Draco a encorajava, puxando-a com ele.
- Pode ficar aqui, se quiser. – levou-a para um banco próximo aos vestiários. – Ou prefere a arquibancada?
- Aqui mesmo.
E, decidida, sentou-se no banco, cravando-se ali. A visão que tinha do campo era perfeita, ao mesmo tempo em que não ficava exposta ao luar. Draco sorriu, divertido pela timidez dela e, como ainda a segurava pela mão, puxou-a, obrigando-a a ficar de pé novamente. Enlaçou seu braço em torno da cintura dela, depositando-lhe um beijo demorado. Todos os sonserinos, agora, os observavam atentos e até mesmo divertidos. Aquilo era surreal para todos eles.
Draco se afastou dali, carregando sua vassoura, enquanto Hermione se aconchegava em seu banco. Observou Draco atenta durante todo o treino, por vezes bocejando, mas cada olhar que ele lhe direcionava era uma razão maior para permanecer acordada. Ao final daquele treino, Draco dirigiu-se até ela, exausto, tinha suor em sua testa.
- E então, como me sai? – sorriu travesso.
- Péssimo. – ironizou, fazendo uma expressão de repúdio.
Draco gargalhou, divertido, sentando-se ao lado dela no banco, jogando sua vassoura no chão de qualquer jeito, com as pernas estiradas. Hermione o observou, rindo, sua respiração ofegante e gotas de suor escapando pelas pontas dos seus cabelos. Nesse mesmo instante, vários sonserinos surgiram ali, entrando no vestiário. Draco permaneceu sentado onde estava, esperaria que todos eles saíssem primeiro, para que pudesse tomar seu banho. Puxou Hermione pelos ombros e a abraçou, vendo-a relutar, pelo fato de ele estar suado. Mas, mesmo estando naquelas condições, Hermione não se importava, gostava de estar nos braços dele.
Assim que os sonserinos se retiraram dali, Draco se direcionou para o vestiário, pedindo que ela o esperasse.
Tudo o que precisava era de uma boa ducha de água quente. Hermione cumpriu o que prometeu, mas se pegou pensando em invadir o vestiário só por curiosidade. Estava sendo insana com esse tipo de pensamento.
Permaneceu sentada naquele banco por longos minutos, prendendo sua atenção em qualquer coisa que não fosse o ruído da água caindo dentro do vestiário, já que esse tipo de pensamento a fazia imaginá-lo despido sob a água quente. Hermione estava quase adormecendo, solitária naquele banco, quando...
- Granger, pode vir aqui um instante? – Draco gritou, de dentro do vestiário.
Hermione ponderou, estava temendo adentrar o local e encontrá-lo em um estado nada comportado.
- Tudo bem, pode entrar Granger. – sua voz ecoou novamente, tranqüilizando-a.
Acreditou nele e adentrou o vestiário, ainda incerta se deveria mesmo. Assim que atravessou a porta, observou o local e não o avistou em canto algum.
- Malfoy... – chamou, um tanto assustada.
- Bem aqui, morena.
Hermione sentiu uma respiração quente indo de encontro a sua nuca, seguida por mãos pressionando-lhe a cintura e um corpo postando-se bem atrás dela. Não sabia se estremecia com todo aquele contato ou pelo simples apelido que havia acabado de ganhar naquele momento. Nunca o havia escutado chamá-la daquela forma, mas estava gostando.
- Você me enganou, Malfoy. – esboçou um sorriso de canto de lábio que havia, certamente, aprendido com ele.
Havia acabado de constatar que ele estava apenas de toalha, os braços nus, agora, a abraçando por trás, de forma que seus corpos estavam extremamente colados. Alguns pingos de água pendiam dos cabelos dele e a molhavam por cima da capa, assim como ainda podia ver resquícios de água na pele dele. Enlouquecia com aquele hálito quente em sua pele e com as mordidas que, agora, ele estava depositando em seu pescoço. A luz do local estava enfeitiçada e iluminava fracamenteo vestiário, de modo que não enxergava muito ali. Ainda havia vapor no vestiário, aquecendo-a do frio que havia enfrentado do lado de fora.
Draco, por fim, se afastou dela, soltando-a e seguindo até um banco próximo, onde estavam suas roupas. Sorriu malicioso, observando-a, assustada.
- Se importa?
E, dizendo isto, fez menção de retirar sua toalha, desfazendo o nó que a prendia em sua cintura. Hermione arregalou os olhos de leve, observando-o naquele ato. Estava tão incrivelmente abalada que nem mesmo se moveu para longe dali. Estava prestes a vê-lo despir-se diante dela e nem sequer se importava?
Draco gargalhou discreto, retirando a toalha de sua cintura e a jogando sobre o banco. Hermione engoliu em seco, ainda vidrada naquele físico perfeito bem a sua frente. Foi quando percebeu, pra seu alivio, que ele estava de cueca. Não qualquer uma, mas simplesmente aquelas frouxas demais e de tecidos incrivelmente reveladores. Podia ver todas as formas perfeitamente bem, e aquilo a transportava para pensamentos absurdos.
- Por que essa cara, Granger? – sorriu malicioso, aproximando-se dela. – Tão mal assim?
Hermione o viu formar um bico travesso nos lábios, cada vez mais próximo dela. Não gostava de tanta aproximação assim, sempre perdia a compostura e cometia insanidades, pelo menos estava sóbria. Draco enlaçou seus braços em torno da cintura dela, colando seu corpo ao dela e sentindo-a estremecer, novamente, como em tantos outros momentos. Com sua mão direita segurou-a pelo queixo e forçou sua face para próximo dele, até mesmo de forma agressiva.
- Uma nota, Granger, qualquer uma?! – e sorriu, malicioso, encaixando-se ainda mais nela.
- Não posso. – e devolveu-lhe o sorriso. – Não antes de experimentar.
Aquilo, definitivamente o havia atiçado. Draco sentiu uma pulsação firme abaixo de seus quadris e sabia que ela o estava levando à loucura. Escorregou a capa dela pelos seus ombros, deixando que caísse sobre o chão. Hermione não mostrou resistência, nem mesmo quando Draco afrouxou sua gravata em seu pescoço e escorreu suas mãos para dentro de sua blusa, marcando-a com força. Em um ato rápido, ele depositou uma de suas mãos sobre as coxas dela, alisando-as antes de erguê-la ao lado de seu quadril, de forma ousada, aquilo só intensificava o contato de seus corpos.
- Aqui não é um bom lugar, Malfoy. – quebrou o silêncio, mesmo a contra gosto.
Hermione se afastou dele, sorrindo fracamente e virando-se de costas para ele, lentamente, fazendo menção de retirar-se dali. Mas, antes disso, sentiu uma das mãos dele agarrá-la, até mesmo rudemente, pelos cabelos encaracolados, puxando-a para próximo dele novamente.
- Medrosa. – disse rouco, no ouvido dela, virando-a na direção dele novamente.
Ergueu sua perna em um movimento rápido, obrigando-a a subir em seu colo. Segurou-a firme, pelos quadris, sentindo-a entrelaçar as pernas em sua cintura. Mas seu esforço estava sendo árduo para manter o equilíbrio e, por isso, resolveu prensá-la contra a parede de um boxe próximo. Aquela posição era ousada demais, visto que ela vestia sua saia escolar e, àquela altura, sua saia não estava mantendo barreira alguma contra o toque direto do membro excitado de Draco. Seus lábios foram capturados e presos em um beijo ardente. Línguas sedentas, assim como caricias ousadas.
Hermione percorria com suas mãos pequenas toda a extensão de pele exposta de Draco, desde os músculos peitorais às costas largas, onde cravava unhas. Soltava suspiros que mais se assemelhavam a gemidos abafados. Estavam se controlando ao máximo, mesmo que estivessem sedentos por mais que aquilo.
Draco sentiu suas pernas vacilarem com o peso de Hermione e, por isso, resolveu carregá-la em direção a um banco próximo, deitando-a ali com cuidado, mantendo seu corpo sobre ela. Hermione não reprovou a atitude, estava inebriada demais com a presença dele e todos os toques.
Sentiu as mãos ágeis dele tateando os botões de sua camisa e abrindo-os, apressado. Naquele exato instante tomou consciência do que estava acontecendo e, como em um ato de lucidez, tentou interrompe-lo, segurando-lhe o braço. Draco cessou o beijo, sentindo a mão dela impedindo-o de realizar o que planejava e, repentinamente, lembrou que havia uma marca naquele mesmo braço que ela segurava. agora. Estremeceu, mas lembrou que a claridade ali era mínima, logo ela não perceberia ou mesmo sentiria sua marca.
- Pode confiar em mim, Granger. – tentou tranqüilizá-la.
- Talvez eu não confie em mim, Malfoy.
Draco sorriu maliciosamente, sentindo sua excitação ainda maior e percebendo que ela também havia feito essa mesma constatação. Terminou de desabotoar os botões, deixando a mostra o sutiã de rendas que ela usava, quase transparente, revelando um volume considerável de seus seios. Pressionou seus lábios sobre eles, beijando-os superficialmente, enquanto ela agarrava-lhe os cabelos.
Suas mãos estavam ousando, acariciando-lhe as pernas, as coxas, internamente, invadindo a saia de pregas dela. Novamente, brincou com as tiras da peça intima dela, percebendo uma grande umidade ali.
Hermoine suspirou abafado, entorpecida. Sentiu a mão de Draco afastar-lhe a peça intima, expondo seu sexo. Abriu os olhos depressa, fitando-o apreensiva. O que ele pretendia com aquilo? E quanto ao “pode confiar”? Draco percebeu o quanto ela estava assustada com aquela atitude e, por isso, respeitou, não movendo um dedo sequer naquela região, mesmo que quisesse.
O sonserino pressionou seu corpo ao dela, seu volume roçando na intimidade dela e causando-lhe arrepios. Sua cueca era de um tecido fino o suficiente para que ela sentisse todo o volume e todas as formas. Aquilo a estava enlouquecendo.
Draco alcançou seus lábios no mesmo instante, beijando-a profundamente. Ergueu uma das pernas dela sobre o banco, atiçando-a mais com o roçar de suas excitações.
- Pare, Malfoy...
Mas ele não parou, continuou a beijá-la, aplicando-lhe mordidas leves nos seios ainda cobertos e por todo o ombro dela. Hermione sabia que passaria dos limites se ele continuasse a provocá-la daquela forma. E, por isso, resolveu interromper aquele beijo, afastando-o de cima de si.
Draco não entendeu aquela atitude, respeitou a escolha dela, ainda completamente atordoado. Sentou-se no banco, ao mesmo tempo em que ela o fazia também. Suas faces estavam rosadas, muito sangue corria em suas veias; cabelos bagunçados; as roupas de Hermione desalinhadas em seu corpo.
- Desculpe.
Foi tudo o que o loiro conseguiu dizer, naquele momento, sua voz falhando, o ar faltando-lhe. Respirou ofegante, tentando voltar ao normal. Hermione ainda tinha os olhares vagos, ainda sob os efeitos daquela sessão de amasso. Draco a fitou uma vez e percebeu que ela ainda estava com a camisa escolar aberta. Aproximou-se dela, ainda trajando sua simples cueca que, agora, não escondia absolutamente nada. Começou a abotoar os botões de sua blusa, ainda respirando ofegante. Ao final do processo, Hermione apertou sua gravata no pescoço novamente, visualizando seu uniforme completamente amarrotado.
- Eu só vou... vestir minhas roupas, ok?! – Draco se pronunciara novamente, erguendo-se.
- Tudo bem. – concordou, sorrindo fraca.
Draco vestia suas roupas, uma simples calça jeans preta e camisa de mangas compridas. Visualizou sua marca novamente, e suspirou aliviado por ela não ter percebido. Quando se virou na direção dela, Hermione já estava de pé com suas roupas um pouco mais alinhas no corpo.
- Já é bem tarde, não?! – sorriu fraca, novamente.
- Sim. – retribuiu o sorriso, estava quase ou tão igualmente envergonhado como ela. – Venha, vou levá-la até o dormitório.
E, dizendo isto, dera-lhe a mão, puxando-a para fora daquele vestiário. Caminharam calados pelo gramado, Draco já carregava consigo sua vassoura. Os corredores estavam todos vazios, pouco iluminados, e caminhavam atentos a qualquer ruído que pudesse significar a presença de Filch. Já era madrugada e estaria encrencada se fosse vista ali, perambulando pelos corredores.
Assim que chegaram ao Quadro que dava acesso à Grifinória, Hermione lançou a senha sussurrante, seguindo para dentro, mas ele ainda a segurava e, com isso, puxou-a para próxima dele.
Acariciou-lhe a face, carinhoso, fitando-a fundo nos olhos e percebendo que ela ruborizava ainda.
- Tudo bem se quiser esquecer aquilo. – disse, observando-lhe atento, a voz muito baixa.
- Não. – e sorriu, fraca. – Não vou conseguir mesmo.
E, então, Hermione lhe beijou. Dessa vez, havia sido ela quem tomara aquela atitude. Um beijo terno, passando para ele a tranqüilidade de que precisava. Não estava irritada com ele por toda a audácia no vestiário, assim como também não estava irritada consigo mesma por permitir. Sentia-se bem, na verdade, estava sentindo algo inexplicável por ele.
Separaram seus lábios e fitaram-se uma última vez, olhares cúmplices. Uma piscada rápida e soltou-lhe a mão, permitindo que ela adentrasse o dormitório.
Draco caminhou a passos apressados para seu dormitório, pretendia chegar até ele sem receber punição alguma por ainda estar vagando pelos corredores. Levou as mãos aos cabelos, puxando-os agressivamente e contendo um grito em seus pulmões. Queria explodir de desejo. E em pensar que estivera tão perto de satisfazer suas vontades.
Assim que entrou em seu quarto bateu forte a porta e jogou-se sobre a cama, afundando seu rosto nos travesseiros. Respirou fundo por várias vezes e o único aroma que conseguia sentir era o do perfume dela, embriagando-o. Pensava em como teria sido se, por acaso, tivessem passado dos limites naquele vestiário e consumassem a relação que estavam “levando a sério”. Era absurdo, verdade, mas era o que estava desejando.
Como iria olhar pra ela no dia seguinte?! Sem que enxergasse nos olhos dela a visão ridícula que ela provavelmente estava tendo dele? Aqueles pensamentos não estavam melhorando em nada a situação de Draco e, por isso, decidiu dormir.
N/A: aahhh!!!! O que acharam do capitulo??? Hããã??? Por favoorr... sejam beemm sinceros!!! Viram só, a Ju quase teve um treco! hAUhau Vamoos comentarr... porque eu goosstoooo!!!!!!!!!!!! E pq eu mereço um pouquinho neh?! Hehehe
Valeu gentee... pelos 781 coments!! ! hehehe... Estamos indo bemm!!! Falta bem pouco pros 800!! \o/ a gente consegue, é só uma questão de tempo! HAUa
Esse capítulo foi ótimo de escrever... !!!
Adooro vcs!!! Valeu gentee... agora deixa eu bolar logo o próximo neh?! Hehe
Quem quer NC??!!!
^^
N/B: Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!Alguém me segura PELOAMORDEDEUS!!!!!!!!!O que foi esse capíiiiitulo???????????????????Uiiii!!!!!!!!!!Passei mal aqui... tive crises de abstinência e tudo maaais!!!!!!!!Meu Deus...Num eh que a Cris se supera a cada diia???Jesuuuuus...aiiii, to sentindo um calooorziinho aki aiinda!!!hahahahahahhaha...Mas entãooo, gente um capítulo desses TOTALMENTE DRAMIONE , merece muuuuuitos coments nehhh????????Mas como eu sei que vcs são bons leitores, vocês vão comentar neh???uashuahsuahsuahsua; CLARO QUE VÃO, SENÃO EU NÃO DEVOLVO O PRÓXIMO CAP E VCS FICAM SEM!!!!!!!!hahahahahahaha...Como diria o Claudiomir, a chantagem é uma arte!!!!=D.....Beijaooo a todos vcs!!!!
Renaissance – Fora de Controle
http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=30410
• Dramione
• Crik_Snape e Ju Fernandes !!!!!!!!
Gente... desculpa pela demora por atualização lá em Renaissance... mas eu e a Ju já estamos trabalhando no primeiro capitulo hein!! =) Dêem uma olhada nas apresentações dos personagens lá...!
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