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85. XI CIA - Parte II


Fic: Thank You For Looking At Me, em português.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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XI Convenção Internacional de Aurores // Parte II

Juliet conseguira esquivar-se dos aurores na quarta e quinta-feira. Na sexta, ia saindo do escritório quando os avistou no fim do corredor.
Pediu a Merlin que conseguisse escapar mais uma vez. Dirigiu-se para o elevador e pôde perceber que os aurores sequer viraram o rosto em sua direção.
Era a primeira vez nos últimos dias, mas ficara relativamente aliviada.
Arthur já a esperava com o carro. Seguiram para casa e, lá chegando, Juliet tomou um banho e desceu para jantar.
Outra vez, quando terminou, sentou-se na sala e ficou perdida em pensamentos. A campainha tocara algumas horas depois e Lisa entrara na sala.
- Juliet, querida... - Ela parecia um pouco nervosa. - Têm algumas pessoas na porta querendo falar com você...
- Diga que eu estou dormindo, Lisa.
- Ela não vai dizer isso. - Moody entrava, mancando, acompanhado de mais quatro pessoas. - Obrigado, Lisa, pode sair, agora.
A empregada obedeceu. Juliet parecia chocada, incapaz de falar alguma coisa.
- Vou interpretar esse seu silêncio como um convite para sentarmos. - Moody sorriu e, logo, os cinco estavam acomodados nos sofás.
- O que... O que vocês estão fazendo aqui? - Juliet falava baixo e tentava manter a voz sob controle.
- Achei que nunca fosse perguntar! - Moody riu. - Hermione?
- Oh Merlin! - Hermione tinha lágrimas nos olhos. - Estou tão emocionada em te reencontrar...
- Mione, menos! - Ronald cutucou a esposa.
- Perdoe-me. - Sorriu ainda entre as lágrimas. - Bem, Juliet, não estamos aqui por mero acaso, certo? Eu... Eu não consigo!
- Ok, deixa comigo! - Gina tomou a frente da situação. - Juliet, querida, teremos tempo para matar as saudades depois. A questão é: estamos aqui por algo mais importante do que meramente saudades.
Juliet ouvia tudo em silêncio, encarando ora um, ora outro.
- Nós temos uma desconfiança fortíssima e só você pode torná-la certeza ou não. - Draco falou.
- Mais do que ninguém, Juliet, você pode nos garantir que Harry ainda está vivo. - Foi a vez de Hermione.
- Ao menos é o que acreditamos. - Ronald sorriu.
- Diga-nos, Juliet. Isso pode ser verdade? - Moody perguntou com um sorriso.
Ela agora tinha os olhos cheios de lágrimas e estava pálida. Confirmou com a cabeça, estendendo a mão esquerda.
- Oh Merlin! - Gina desatou a chorar abraçada ao marido. Hermione logo seguiu a amiga.
- Como eu desconfiava! - Moody gargalhou.
Juliet ainda estava muda, encarando a aliança no dedo. Poucos segundos depois uma quantidade incrível de lágrimas começou a escorrer. Juliet escondeu o rosto nas mãos.


Depois de muito tempo de silêncio, Juliet andava de um lado pro outro. Os cinco estavam reunidos na sala. Haviam tornado-se membros do Departamento de Aurores Inglês após a Guerra. Mesmo que, deles, somente Moody exercesse a profissão.
- Ok. - Juliet voltou a sentar-se perto deles depois de quase uma hora isolada. - Isso é uma brincadeira de mau gosto?
- Claro que não! - Hermione quase gritou. Respirou fundo e aproximou-se da amiga, encarando-a nos olhos. - Nós nunca, Juliet, NUNCA brincaríamos com uma coisa dessa gravidade. Temos essa suspeita há alguns anos, mas as investigações estavam paradas. Finalmente, sob a máscara dessa convenção, conseguimos nos reunir e recolher todas as informações necessários. Temos mais certeza do que nunca depois do que você mostrou.
- Oh, querida. - Gina quem se aproximou. - Eu posso imaginar como você está se sentindo depois de tantos anos... Se dependesse de nós você teria sido informada de tudo! Mas você quem decidiu se isolar.
- Eu tenho medo de me encher de esperanças... Eu vi o corpo dele! MORTO!
- Isso tudo fazia parte do plano, Juliet. A idéia do inimigo era pensarmos que Harry morrera. - Draco explicara.
- Mas por quê? Voldemort está destruído... Há 15 anos!
- É aí que nos enganamos... - Ronald suspirou. - Ele deixou uma horcrux antes de morrer.
- E é ela que precisamos encontrar e destruir. Além de salvar Harry, obviamente. - Hermione concluiu.
- Acho que só preciso de um pouco mais de tempo para digerir essas informações, ok?
- Como quiser. - Moody concluiu. - Não vamos lhe impor nossa presença por mais tempo, já demos o recado que queríamos. Agora você já sabe. Vamos voltar para a Convenção, ainda temos algumas informações para colher.
Juliet confirmou com a cabeça e guiou o grupo até a porta. Recebera um abraço caloroso de todos os amigos, mas permanecia em silêncio.
Os cinco já estavam na calçada quando ela falou.
- Como vamos fazer para salvá-lo?
- Você saberá logo! - Moody anunciou e o grupo aparatou.


Juliet não dormiu a noite inteira pensando na informação que recebera.
Harry Potter vivo! Passou longas oras olhando as recordações que tinha. Só conseguiu pegar no sono pouco antes do dia amanhecer.
Quando acordou teve de perguntar a Lisa, durante o café, se aquelas pessoas vieram mesmo visitá-la. Recebeu a confirmação e ficou contente em saber que não estava louca.
Aceitando a idéia de que eles voltaram e a encontraram, Juliet enviou um convite aos cinco para que viessem almoçar.
O almoço corria bem, Moody ficara no Ministério e Hermione e Gina – com a ajuda dos maridos – contavam o que fizeram nos últimos quinze anos.
Charlie Weasley, tinha dez anos e estava na França aguardando a ordem dos pais para juntar-se a eles. Victor Malfoy, tinha nove anos e já estava em Londres, no novo apartamento da família.
- E você? Vai nos contar o que fez? - Hermione perguntou, sorrindo, já na hora da sobremesa.
- Vocês foram embora quando a Alicia tinha mais ou menos um mês, certo? - Gina confirmou com a cabeça. - Bem, eu precisei de muita força pra continuar... Por diversas vezes assumo que quase acabei com a minha vida, mas cada vez que eu olhava aqueles olhinhos esverdeados... Era como se ela me desse forças. Então, pedi transferência para o Departamento de Mau Uso dos Artefatos Trouxas, onde estou até hoje. Trabalhava, ocupando a minha cabeça. E recebia a ajuda de Lisa e Arthur... Com o tempo fui me acostumando a viver sozinha. E a Aly foi crescendo, também... Quando ela já tinha certa idade para entender as coisas, contei-lhe uma história qualquer, e fiz com que ela acreditasse que seu pai se chamava Phillip Shields. Disse-lhe que lutara e morrera na Guerra e tudo o mais. Nunca tive problemas com isso, ela perguntava e eu mudava de assunto, alegando não gostar de falar sobre a Guerra. - Juliet respirou fundo, segurando algumas lágrimas. - Pouco antes do começo do ano letivo, porém, encontrei-a mergulhada na minha penseira. Confesso que tenho um pouco de medo do que ela pode ter visto, mas como ela não fez mais perguntas nem nada, acho que ela não sabe.
- Mas, Juliet... - Hermione começou. - Se Harry estiver mesmo vivo, como acreditamos, o que você vai fazer?
- Não sei... Alguma hora ela ia ter que saber de qualquer forma e eu tinha consciência disso, mas esperava retardar o máximo que pudesse. Eu vou dar um jeito.
Os cinco trocaram sorrisos e passaram à sala para tomarem café e os homens contarem as últimas novidades de suas vidas ministeriais em outras sedes. Ronald na França e Draco na Irlanda.
No sábado à noite Moody se juntou aos cinco. Sentaram-se no escritório.
- Tenho novidades interessantes. Existem três lugares possíveis para Harry estar sendo escondido. Por acaso, existem duas pessoas que podem nos ajudar a ter certeza de qual deles é, um é Severus Snape e o outro é o quadro de nosso querido Dumbledore.
- A idéia é, basicamente, irmos até Hogwarts? - Juliet perguntou.
- A princípio, sinto informar que sim, a idéia é exatamente essa. Depois de lá poderemos partir para o esconderijo. Mas precisamos ser rápidos, porque se o outro lado tiver alguma suspeita, eles podem optar por eliminar Harry, independente da profecia. De qualquer forma, podemos elaborar três planos, um para cada possível lugar.
- E quais são eles, Moody? - Draco perguntou.
- A antiga mansão dos Malfoy, a casa dos Black ou Azkaban.
- Então... - Ronald suspirou. - Mãos à obra!

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