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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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22. Provocações


Fic: Era para ter sido apenas um jogo. Aviso on.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: demorou? HAUa... o negócio pega fogo aqui...
Boa leitura!

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Era


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- Granger, a gente tem que dar o fora daqui depressa. – Draco disse isto em um tom baixo, para que somente ela escutasse.

- Mas por quê? – Hermione não entendia, tinha uma expressão leve de preocupação.
- Pensa que a diversão acabou?

E sorriu, depositando um beijo nos lábios dela, pressionando-os firme e se afastando, enquanto entrelaçava seus dedos novamente aos dela e a levava com ele para fora do Salão.

Hermione ainda permanecia sem entender, mas descobriria muito em breve.


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CAPÍTULO 22 - Provocações


O salão ainda estava em polvorosa pelos recentes fatos. Draco e Hermione eram, agora, o casal mais comentado e os personagens mais importantes daquele baile. O beijo que, na verdade, havia sido o cumprimento de um acordo e a vitória de uma aposta, havia causado euforia e espanto em muitos alunos que nunca haviam imaginado que Draco e Hermione pudessem se relacionar daquela forma, um dia.


Harry havia feito o possível para alertar Hermione das coisas que ele considerava importantes serem do conhecimento dela.Na verdade,o moreno havia conseguido muito mais do que isso: tinha deixado-a confusa com todas as declarações e informações. Mas não havia razões para que ela se sentisse daquela forma, e era por isso que Hermione vinha se repreendendo muito freqüentemente.

Aquele baile realmente, como Draco afirmara em dado momento, tinha um propósito maior, e este havia sido alcançado, mesmo que há muito custo. Mas havia uma variedade imensa de sentimentos os inundando internamente, apesar de estarem conscientes de que era tudo uma grande farsa.

Draco estava se sentindo um covarde, usando Hermione da forma como estava fazendo naquele acordo. Mas,devido às circunstâncias,era algo que ele não podia querer modificar. Por alguma razão, ele estava se sentindo péssimo pelas coisas que Harry havia dito a ele e à Hermione, antes do beijo de cumprimento do acordo. Eram palavras tolas que Harry usara no momento, tentando estragar toda a situação, e deixando-se levar por seus impulsos ciumentos. Mas aquelas palavras haviam feito um sentido bem maior para Draco, mesmo que ele não tivesse demonstrado e, sim , simplesmente ironizado o tempo inteiro.

Naquele momento em que Draco observou as lágrimas escorrendo pela face de Hermione, ele entendeu que ela havia acreditado em tudo que Harry dissera e, mais do que isso, ele havia percebido o quanto se importava com o que Hermione pensava dele. Mas tudo isso não fazia o menor sentido, e era por isso que estavam tão confusos. Mas havia um porém em toda aquela situação: a confusão de ambos os fazia cometer impulsos e ações mal pensadas. Eles estavam agindo como “namorados”, mas não estavam realmente levando a sério a parte do “de mentira”. Estavam, na verdade, agindo espontâneamente.


--*--


- Como assim, Malfoy? – A voz de Hermione soou um pouco alta no salão tulmultuado.

Draco esboçou um sorriso de meio lábio,e apertou ainda mais a sua mão contra a dela, se recusando dar a Hermione uma resposta por enquanto. Podiam ouvir seus nomes sendo citados pelas pessoas conforme eles abriam caminho entre elas, e podiam sentir todos os olhares caírem direto neles, alguns curiosos e outros um misto completo de euforia e assombro. Eles haviam conseguido atingir o propósito maior daquele baile, e agora todos naquele salão estavam comentando sobre o beijo deles.

- Festa sonserina, Granger, você nunca viu nada igual.

Draco deu um largo sorriso, fitando-a nos olhos e analisando a expressão dela com a resposta de sua indagação inicial. Hermione não sorriu nem expressou absolutamente nada, apenas continuou a segui-lo para fora do salão sendo, praticamente, arrastada, ponderando a situação por todo esse caminho.

- Espera um pouco, eu não posso, Malfoy.

Hermione interrompeu a caminhada, quando já estavam bem diante das grandes portas de carvalho e prestes a sair do salão. Draco soltou um muxoxo rápido, apertando ainda mais a mão que a segurava e a carregando ainda mais forte, evitando que ela desistisse.

- Claro que pode. – sua voz saíra rude. – É seguro, Granger.

E, então, Draco continuou a abrir caminho entre as pessoas. Todos os olhares naquele salão estavam direcionados a eles, e Hermione estava tentando ignorar este fato. Sempre que seus olhares cruzavam com o de alguém, a castanha ruborizava e apressava ainda mais seus passos. Haviam, finalmente, conseguido sair do salão e agora caminhavam pelos corredores desertos e escuros, em direção à torre Sonserina. Hermione ainda parecia ponderar a situação, tinha seus pensamentos distantes e sentia seus pêlos se ouriçarem com a brisa gelada que invadia os corredores. Aquele havia sido o dia mais quente do ano letivo e, agora, parecia estar sendo a noite mais fria. Draco sentiu a grifinória estremecer ao seu lado e, com um olhar rápido, constatou que ela estava mesmo com frio.

- Já estamos chegando. – tentou tranqüilizá-la.
- Eu não sei se devo, Malfoy.

Hermione o fitou , ainda tremendo pelo frio, esperando que ele entendesse, por si só, suas razões e dúvidas, e a deixasse desistir daquela idéia quase absurda de “festa sonserina”. Antes mesmo que Hermione pudesse voltar a questionar aquela idéia de festa, eles já estavam diante de uma armadura que ela entendeu ser a passagem secreta para o covil das cobras sonserinas. Draco sorriu animado, imaginando o que teria do outro lado das paredes e o quanto aquela festa seria divertida tendo Hermione como sua “namorada”. Provavelmente as pessoas não faziam a menor idéia que havia um namoro entre eles, talvez apenas suspeitassem, mas os sonserinos saberiam, naquela noite, que aquele beijo havia significado muito mais do que eles estariam imaginando.

- Use isto. – a voz de Draco quebrara o silêncio.

Hermione franziu o cenho, observando uma pulseirinha de plástico que ele havia estendido para ela, sem mover um dedo sequer para pega-la da mão dele. Draco soltou outro muxoxo rápido e abanou a pulseirinha na direção dela.

- Vai permitir que entre... – e explicou.

Hermione abriu a boca por alguns segundos, como se quisesse dizer algo, mas, então, soltou apenas um suspiro de dúvida solucionada. Então era assim que conseguiria entrar na torre sonserina sem que sofresse danos ou fosse expulsa de Hogwarts. Draco sorriu inconformado com o quanto Hermione era medrosa e inocente naquelas situações.

- Malfoy... – a voz de Hermione quebrou um novo silêncio. – E se sentirem minha falta?
- E você se importa com isso?

Draco sorriu, imaginando se ela responderia essa pergunta. Mas Hermione se manteve calada, se concentrando em prender a pulseira firme em seu pulso.

- Uma armadura? – Disse a castanha , sorrindo fracamente.– Agora eu sei onde é a entrada secreta de vocês.

Draco sorriu de volta e a ajudou a prender a pulseira, visto que ela travava uma batalha com a pequena tira de plástico.

- Transfigure seu vestido.

Hermione arregalou os olhos por alguns instantes e arqueou as sobrancelhas, sem entender a real razão para aquele pedido. Draco sorriu impaciente, revirando os olhos e retirando sua própria varinha de seu blazer, apontando-a para si mesmo. Em questão de segundos suas roupas de baile haviam sido transfiguradas e, agora, ele já vestia uma calça jeans azul desbotada e uma camiseta branca de botões, abertos até metade de seu peito. Hermione o visualizou dos pés a cabeça e conteve um suspiro pela visão que tinha bem a sua frente: ele era mesmo lindo. Aquelas roupas trouxas a fascinavam quando vestidas nele, claro.

- É uma festa informal, Granger...

Hermione soltou um ligeiro suspiro de entendimento e então alcançou sua varinha também. Sorriu maliciosa para Draco e observou a expressão de curiosidade dele. Com um movimento rápido de varinha, Hermione havia transformado seu vestido cinza de costas nuas e amarrado em seu pescoço em um vestido preto de alças, até um pouco acima de seus joelhos e incrivelmente justo. Draco arqueou as sobrancelhas, observando-a também, dos pés a cabeça. Hermione sentiu ruborizar percebendo que ele havia focado seus olhares por tempo demais em suas pernas e seios.

- Não tinha nada mais curto, Granger?

Hermione soltou uma risada gostosa naquele exato momento, observando-o ainda entre risos. Sabia que ele comentaria sobre o comprimento de seu vestido, mas não se importava à mínima se ele era realmente curto demais. O loiro pareceu recobrar a postura e, agora, fitando-a nos olhos, voltou a dirigir-lhe a palavra.

- Uma informação importante, Granger: os sonserinos não são confiáveis.

A castanha sorriu fraca, observando-o e esperando que ele continuasse. Mas ele não o fez, e então tentou ironizar a situação.

- E eu namoro um deles.
- Eu sou confiável. – e sorriu fraco, de volta.

Se aquilo era mesmo verdade, Hermione ainda tinha dúvidas profundas. Mas não discutiria a respeito disso naquele momento. Sentiu Draco agarrar sua mão novamente e aquele contato a arrepiou ainda mais do que antes, visto que a pele de Draco era quase tão fria quanto a brisa que invadia o corredor. O sonserino precisou apenas dizer algumas palavras e em pouco tempo o que era uma armadura havia se transformado em uma passagem secreta. Hermione respirou fundo e desejou que aquela pulseirinha de plástico realmente funcionasse.

- Uau... – a voz de Hermione era entusiasmada – Aqui é bem... legal.

Draco sorriu, puxando-a consigo para ainda mais dentro do salão comunal. O local estava cheio, apesar de ainda haver um baile ocorrendo nos andares de baixo e uma quantidade razoável de sonserinos por lá. O salão era magicamente muito maior que o salão grifinório e estava muito bem decorado para a ocasião. Havia mesas com bebidas e comidas a um canto, enquanto, ao centro, todos praticamente estavam dançando.

- Eu organizei a festa. – Draco dissera, puxando-a até a mesa de bebidas.

Hermione não respondeu, apenas continuou a observar o salão e todos os sonserinos ali presentes.

- Ser monitor e, agora, monitor chefe, tem suas vantagens: mandar no pedaço.

Aquela revelação havia tido um impacto muito maior do que Draco havia esperado, ainda mais quando ele retirara uma chave do bolso de sua calça e a balançara bem diante dos olhos da garota. Hermione soltou um grito de surpresa e irritação, sem palavras por alguns segundos. Draco riu solto, entregando uma bebida a ela e dando um gole na sua em seguida.

- Monitor chefe? – estava completamente alarmada. – Eu perdi alguma coisa naquele baile?

Draco gargalhou ainda mais forte e apenas balançou a cabeça em sinal positivo. Hermione estava arrasada por dentro. Ser monitora-chefe era um de seus maiores desejos em Hogwarts, e o havia perdido para Draco. Como se tentasse afogar suas mágoas, Hermione deu um gole grande em sua bebida e sentiu o álcool descer rasgando em sua garganta.

- Ei, Draco.

Uma voz sonserina se aproximava cada vez mais deles, enquanto Hermione ainda tentava se recuperar do gole mal pensado. Fechou os olhos por alguns instantes e esperou que a queimação em sua garganta passasse. Quando os abriu novamente, viu que era Blás quem estava ali conversando com Draco. O Sonserino de pele muito escura deu uma fitada demorada em Hermione, observando-a em seu vestido informal e sorrindo meio lábio com a visão que havia tido. A castanha fitou Draco uma vez, esperando que ele houvesse percebido o atrevimento do amigo, mas ele estava com os pensamentos e os olhares distantes dali. Até que a voz de Blás quebrou o silêncio:

- Você é a Granger, certo?

Hermione respirou fundo, ainda sentindo sua garganta queimando e respondeu que “sim” com a cabeça, enquanto Draco voltava a se interessar pela conversa com seus olhares atentos a tudo.

- E vocês estão... – Blás não completou sua indagação.

Os olhares do sonserino se revezavam em Hermione e Draco, até que eles se fincassem no amigo loiro, esperando por uma resposta que havia sido subentendida muito facilmente.

- Isso ai, Blás... – Draco respondera seco.
- Isso ai o que, Draco?

Hermione podia ver um sorrisinho faceiro nos lábios de Zabini e a o entusiasmo para que Draco respondesse a indagação, com as palavras que ele gostaria de ouvir. Mas Draco não responderia, isso não estava nos planos dele. Aquele tipo de resposta era algo difícil demais para ele e esperava que Zabini entendesse com apenas um olhar: cortante e rude.

- Tudo bem... eu já entendi.

O sonserino havia entendido perfeitamente bem. Sorriu divertido e se afastou dali, deixando Hermione e Draco a sós, com suas bebidas nas mãos e um silêncio momentâneo. Hermione soltou um suspiro cansado, apertando o copo com sua bebida ainda mais forte.

- Qual é, Malfoy... – Perguntou Hermione,num tom irritado. – É tão difícil pra você dizer a palavra certa?

O sonserino havia entendido muito bem sobre o que ela estava se referindo e, revirando os olhos, a fitou fundo, antes de dar um gole ainda maior de sua bebida.

- Eu ainda preciso me acostumar com a idéia.

A castanha sentiu seus nervos a flor da pele e desejou que aquela situação não se tornasse ainda mais difícil do que estava sendo. Aquele jogo, aquele acordo, estavam se tornando um peso em sua vida.

- É tudo mentira, Malfoy. – Hermione retomou a discussão.
- Mas para eles não.

A constatação de Draco havia causado em Hermione , um impacto ainda maior do que quando ela soube que ele era monitor chefe. Por alguma razão ela voltava a pensar que Draco adorava estragar os momentos, por que suas palavras sempre soavam rudes e a fazia ver os fatos pelos seus lados mais frios e profissionais. A idéia de “namorá-lo” já estava sendo bem mais aceita pela castanha, mas ele sempre a fazia ver aquele acordo como algo sujo e ousado demais. Draco revirou os olhos novamente, percebendo que Hermione havia permanecido calada e, muito rápido, se desfez de sua bebida em alguns poucos goles.

O salão comunal sonserino, agora, estava ainda mais cheio de sonserinos que Hermione podia jurar nunca ter visto antes.

(N/A: uma das duas midis funciona... !!! É a mesma música, ok?)



---*---
 Eminem F. 50 Cent, Ca$his & Lloyd Banks - You Don't Know


- Você gosta de dançar, né?

Hermione franziu seu cenho por alguns instantes tentando ler as expressões de Draco, e tudo o que conseguiu ver ali foi um misto de diversão e uma vontade visível de estar no meio de todos aqueles sonserinos. A castanha sorriu fracamente e observou os sonserinos, aguçando sua audição, tentando reconhecer aquele ritmo.

- Eu sou uma completa negação, mas eu sempre tento. – soltou uma risada.

Draco a acompanhou na mesma risada, observando o salão também. Era um ritmo trouxa, Hermione o conhecia absolutamente bem, e era o que se chamava de hip hop. Sorriu agora um pouco mais firme, se livrando de sua bebida em um gole rápido.

O loiro entendeu no mesmo instante que Hermione estava mesmo disposta a acompanhá-lo naquela música. Não era nada que Hermione já havia dançado antes, mas lhe parecia muito interessante. Não era um ritmo agitado e nem mesmo lento demais, mas sabia que estaria próxima o bastante de Draco para não desperdiçar aquela oportunidade. Draco se livrou dos copos em suas mãos e a levou para o meio do salão, cumprimentando pessoas pelo seu caminho, enquanto os olhares curiosos ainda caiam sobre eles. Hermione sentiu ruborizar, percebendo que todos prestariam uma atenção maior quando eles estivessem em sincronia no salão.

Draco sorriu malicioso, fitando-a fundo nos olhos e provocando a mesma reação em Hermione. Com um movimento ligeiro, ele a trouxe para perto de si, puxando-a pela cintura e enlaçando seus braços por lá mesmo. Eles podiam sentir a batida pulsando em baixo de seus pés e os eletrizando completamente. Mais do que isso, Hermione podia sentir o corpo de Draco muito próximo do seu, e estava se permitindo vagar com seus pensamentos em relação a isso. Seus corpos se moviam em um mesmo ritmo, no que Hermione se referia mentalmente como “se esfregar”. Seus sorrisos estavam radiantes e estavam curtindo aquele momento juntos, mesmo que houvesse muitos sonserinos ali atentos a todos os seus movimentos. Draco sentiu as mãos de Hermione enlaçarem seu pescoço , conseqüentemente, puxando-o para mais próximo dela, enquanto ele, ousado, prendia seus dedos em meios aos cachos dos cabelos de Hermione. Ela, por sua vez, gargalhava a cada gracinha que Draco tirava daquela dança e suspirava cada vez que a colônia masculina do mesmo invadia suas narinas, inebriando-a.

Antes mesmo que a música terminasse, Draco se separou de Hermione e a deixou dançando distante de seu corpo. Era quase cômico aquela situação, mas a castanha tinha plena certeza de que ele dominava perfeitamente bem aquela arte. Ou talvez fosse apenas o efeito dos cabelos loiros caiando sobre os olhos, ou aquela camisa de botões aberta e revelando um peito perfeito, ou talvez todo o conjunto das roupas trouxas que a fascinavam. Draco tinha os mesmos pensamentos em sua cabeça, observando-a dançando bem a sua frente. Analisava constantemente as partes de Hermione muito visíveis naquele vestido curtíssimo e criava cenas em sua cabeça, se repreendendo por isso.

- Ei... Draco... – uma voz feminina quebrou o momento. – Nossa música... dança comigo?

Hermione sentiu o chão abaixo de seus pés afundar e carregá-la consigo. Pansy estava radiante, um sorriso de ponta a ponta e não ousara um único olhar para a castanha, direcionando-se apenas a Draco. O sonserino, por sua vez, não ponderou absolutamente nada naquele pedido, apenas enlaçou seus braços em volta da morena e seguiu o ritmo das batidas, assim como fizera com Hermione. Não havia mais razões para estar ali, e por isso Hermione se retirou do centro do salão depressa, negando olhares a todos e qualquer um. Draco simplesmente não percebera a ausência da “namorada”.

A irritação era visível nas expressões dela e só havia uma forma de expulsar essa raiva. As bebidas a sua disposição lhe pareceram muito convidativas no momento.

Ao final daquela música Hermione já havia consumido muito mais do que um dia pensaria em consumir. Nunca havia bebido daquela forma, mas não estava se importando com isso. O álcool já não queimava mais em sua garganta como antes, agora era apreciativo demais e, por tal, não conseguia mais parar de bebê-lo.

*

- Quantas você já bebeu, Granger? – a voz de Draco surgiu, bem atrás dela.

Hermione soltou um ruído abafado de susto com a aparição repentina do rapaz, retribuindo com um olhar cortante. Draco não entendeu, mas sabia que ela deveria estar muito irritada com ele.

- Quer parar de ficar se intrometendo nas coisas que eu faço, Malfoy?
- Essas não são cervejas amanteigadas. – sua voz era rude e autoritária.

Hermiore revirou os olhos e riu cínica diante da preocupação do louro.

- Eu sei disso, Malfoy. São melhores.

O sonserino não pôde deixar de tornar visível, agora, sua irritação pelas atitudes de Hermione. Ele sabia o quanto ela estava sendo infantil consumindo o álcool daquela forma, mas não passaria a mão sobre a cabeça dela por razão alguma.

- O que eu fiz dessa vez, Granger?

A voz de Draco era baixa, mas soara agressiva naquele momento. Hermione tentou dizer algo por várias vezes, mas sempre desistia e se concentrava em suas bebidas. Draco estava impaciente, vendo-a ignorá-lo completamente daquela forma. Hermione estava recusando olhar para ele e ignorava qualquer coisa que ele dissesse ou indagasse a ela.

- Quer parar com isso, Granger? – sua voz, definitivamente, soou agressiva.

Hermione sentiu as mãos do sonserino voarem de encontro a sua face e segurá-la, puxando-a para próximo dele. Draco estava tentando focar, mesmo que a contra gosto, os olhares da castanha nos olhares dele.

- Você sempre faz coisas que não deve, Malfoy.

Draco suspirou cansado, não sabia ao certo o que ela estava tentando dizer com aquilo, mas continuara mantendo sua face presa em suas mãos e os seu olhar focado no dele.

- Você não está jogando... – Hermione sorriu, cínica, de canto de lábio.

Agora sim, Draco entendia bem a razão para aquele tratamento seco. Sorriu malicioso, encaixando seu corpo ao dela e sentindo-a estremecer com o contato inesperado. Suas mãos agora não apertavam firme sua face, mas a acariciava delicado, escorregando para seus cabelos, pescoço e ombros. Com um movimento audacioso, Draco retirou o copo que Hermione carregava e se livrou dele depressa, forçando a mão vazia da castanha até seus ombros, onde deixou que ela mesma prosseguisse. Hermione acariciava os cabelos louros de Draco e sorriu maliciosamente, quando sentiu ela puxar os fios de seu cabelo,atiçando-o e se encaixando ainda mais no corpo dele.

- Os sonserinos não confiáveis estão olhando... – Hermione disse, sussurrante. – Essa é a hora...

Draco entendeu o que ela estava dizendo e não adiou o momento por nada. A beijou da forma mais ardente e calorosa que foi capaz, enlaçando-a com seus braços fortes e retirando alguns suspiros da mesma. As batidas das músicas continuavam , mas eles estavam inebriados demais com as batidas de seus corações acelerados e o desejo que os estava inundando.

Alguns minutos no ato sentiram a necessidade de buscar ar em seus pulmões e, nesse momento, Draco pôde perceber o quanto Hermione estava ruborizada com aquela exposição e, mais do que isso, o quanto havia desejo emanando de seu olhare. O sonserino sorriu divertido, depositando um selinho demorado, afastando-se em seguida e direcionando-lhe um sorriso fraco.


- Você estava se esfregando com a Parkinson... – a voz de Hermione soou chorosa – E era a música de vocês.

Draco levou suas mãos em direção ao pescoço dela, segurando-o e mantendo os olhares de Hermione focados nele. Sorriu divertido, lembrando da dança e entendendo com clareza toda a razão daquela quase discussão.

- Eu me esfreguei com você também, Granger. – e sorriu, meio lábio. – E aquela não era nossa musica, ela disse aquilo de propósito.

Hermione moldou uma expressão irritada diante da constatação, e tentou desviar o olhar dele, sem o menor sucesso.

- Isso por acaso é ciúmes? – havia um sorriso irônico nos lábios de Draco.
- E por acaso você quer que minha resposta seja “sim”?

Hermione sempre tinha boas respostas na ponta da língua, e aquilo o irritava profundamente, mesmo que admirasse essa audácia grifinória de enfrentá-lo. Sorriu ainda mais e se afastou dela, puxando-a para o meio do salão novamente para uma nova dança. Ambas as perguntas haviam pairado no ar sem resposta alguma, mas eles não precisariam de suas respostas, era tudo tão óbvio. Antes mesmo que estivessem a alguns poucos passos da pista de dança improvisada, Draco ouviu uma voz familiar soar bem próximo dele.

- Eu perdi muita coisa, não?

Draco revirou os olhos e puxou Hermione para trás de si , como se estivesse tentando protegê-la de alguém, e era simplesmente de Alan que estava tentando fazer isso. Hermione não entendeu, mas continuou agarrada a mão do loiro e prestando total atenção a conversa de ambos. Alan estava exaltado, era visível as veias que estavam pulsando em sua testa e o rosto vermelho de raiva.

- Como assim “namorados”, Draco?
- Ei, você já está vestido. – Draco tentou soar engraçado.

Hermione gargalhou discretamente com a brincadeira do rapaz, mas percebeu que Alan não gostara nem um pouco de tal atitude.

- DÁ PRA VOCÊ RESPONDER A MINHA PERGUNTA, Draco?

O sonserino estava, definitivamente, exaltado. E isso era motivo suficiente para Draco querer que Hermione mantivesse ainda mais distância do rapaz. As pessoas não estavam dando a mínima para a aparente discussão, mas Hermione percebeu que Draco teria de pensar rápido em uma resposta para a indagação do amigo, e que sua presença ali só dificultaria as coisas. Então, desfez o nó de suas mãos e se afastou dali, tranqüilizando-o com seu olhar. Quando Hermione já estava distante o suficiente, Draco retomou a discussão com o sonserino, discreto, para que ninguém mais escutasse.

- Eu tenho uma razão, Alan.
- Espera... – a voz do moreno soava irônica, ainda exaltada. – Você vai me dizer que estão apaixonados e que foi inevitável?
- Não. – a expressão de Draco era de diversão pela suposição absurda do amigo.
- ENTÃO O QUÊ?

Alan não estava entendendo absolutamente nada daquela situação, mas sabia que havia algo ali que precisava entender, e precisaria fazê-lo o quanto antes.

- Eu explico... – e pareceu nervoso, com essa possibilidade de dar explicações. – Depois da festa...
- Draco, se for algum tipo de trapaça...
- Pega, Alan, bebe um pouco.

E, dizendo isto, Draco ofereceu ao amigo um copo de bebida que havia acabado de retirar das mãos de um garoto penetra do terceiro ano que havia acabado de passar por ali.

- Vai fazer bem pra você. – e deixou escapar uma gargalhada solta.

Alan o acompanhou no riso, servindo-se de sua bebida e visualizando o salão comunal agora cheio. Era quase meia noite e sabiam que o baile já estava sendo encerrado, mas a festa sonserina não terminaria tão cedo, ao menos não enquanto houvesse bebidas e pessoas acordadas dispostas a levar a noite adiante.

Draco procurou por Hermione pelo salão com o olhar, mas não a encontrou em canto algum. Pensou que talvez ela pudesse ter desistido de estar ali e ido embora, sabia que Hermione podia ser capaz disso se estivesse mesmo afim. Mas, então, sentiu Alan cutucá-lo com o cotovelo, abafando risos.

- Sua namoradinha é popular agora, Draco.

O loiro não entendeu o que o moreno estava tentando dizer com aquilo, mas deixou que seu olhar indicassem onde exatamente Hermione estava. Precisou arregalar os olhos quando a visualizou sobre uma mesa próxima, em uma posição que ele diria ser vulgar. Hermione dançava ao som das batidas do ritmo trouxa, rebolando seus quadris e descendo até o máximo que conseguia. Seu vestido curtíssimo, agora, se mostrava ainda mais curto do que antes visto que os seus movimentos eram ousados. Havia uma aglomeração considerável de pessoas em volta da mesa, gritando enlouquecidos com a dança dela e a incentivando a continuar com a exibição. Draco revirou os olhos e esperou que tudo aquilo fosse uma completa ilusão de sua cabeça. Mas era absurdamente real. Quando Draco deu por si, Alan já não estava mais ao seu lado e sim abrindo espaço entre as pessoas para apreciar as formas de Hermione de perto. Draco sentiu seus nervos a flor da pele imaginando para onde todos aqueles sonserinos estavam olhando, e pensou consigo mesmo que aquela atitude da garota só poderia ser efeito de álcool demais.

- Merlim, eu tenho uma “namorada” surtada.

A voz de Draco soou como em uma constatação infeliz. Era inacreditável que ela estivesse fazendo aquilo, mas a única coisa que não poderia era permanecer de braços cruzados enquanto todos aqueles garotos desfrutavam da apresentação da castanha. Os gritos eufóricos estavam se intensificando, assim como as palmas e os assovios audaciosos. Hermione gargalhava alto toda vez que alguém gritava expressões de incentivo e mesmo elogios, estava se divertindo como ninguém. Assim que Draco conseguira abrir caminho no meio de todos aqueles garotos aglomerados em volta da mesa, percebeu que Hermione estava completamente fora de si. Suas expressões eram um misto quase indecifrável de sentimentos.

- Desce daí, Granger.

Foi completamente inútil, ela não lhe dava a menor atenção.

Antes que Draco pudesse impedir ou protestar, percebeu uma mão atrevida indo de encontro às pernas de Hermione e, sem o menor pudor, depositando-se ali mesmo. A mão escorregara do tornozelo da garota até sua coxa e se perderam por lá até o instante em que Draco atingira o mentor daquele ato com um empurrão forte.

- Ei, seu idiota... – a voz de Draco era agressiva e alta. – Tira as mãos de cima dela.

Hermione não se importava com a discussão que estava se formando, apenas continuava com sua dança ousada e suas gargalhas divertidas.

- Calma, Draco...

Era a voz de Alan que invadia os ouvidos de Draco naquele momento. Era Alan quem Draco havia empurrado. Era Alan quem havia alisado a perna de Hermione, aproveitando-se da situação que a própria castanha havia criado. Draco sentiu a raiva consumindo-o por dentro, mas não adiantaria muito iniciar nenhum tipo de discussão com o amigo. Virou-se novamente na direção de Hermione e percebeu que não poderia mais permitir que ela levasse aquela exibição adiante.

- Desce daí agora, Granger. – a voz de Draco era autoritária.

E, mais um pedido não obedecido. Draco a agarraou firme pela cintura e a forçou a descer daquela mesa. Podia ouvir os gritos de decepção dos sonserinos e alguns xingamentos muito claros para ele. Hermione estava, completamente, bêbada. A garota tinha os olhos vagos, perdidos e com expressões completamente indecifráveis. Hermione se agarrou aos ombros de Draco e sorriu maliciosa, ouvindo os rapazes gritarem indignados.

(N/A: alguém ai já viu 10 coisas que eu odeio em você? HAUhuA)

- Ei, cara. Vai mesmo levar a garota?

Draco sentiu ser tocado pelas costas por Alan e sua irritação atingiu um ponto máximo. Mas tendo Hermione ali, atada a seu corpo, o impediu de dar a lição que gostaria a Alan.

- Pense duas vezes antes de encostar um dedo sequer nela.

Sua voz era ríspida e não esperou por mais resposta alguma. Deu as costas novamente e retirou Hermione dali antes que alguém a retirasse à força de seu domínio. Hermione gargalhava abobada, lembrando de sua dança e do modo como fora retirada à força da mesa. Provavelmente ela não lembrava de ter sido alisada por um sonserino, porque não estava demonstrando esse tipo de lembrança.

Assim que Draco atravessou a passagem secreta com Hermione abraçada a ele, o loiro a encostou contra a parede, ao lado da armadura que servia como passagem. Hermione estava do mesmo jeito que estivera, antes de Alan surgir e exigir uma explicação para o namoro.Agora ,ele sabia que havia confundido os olhares perdidos e desfocados da morena com o desejo pelo beijo caloroso que trocaram antes. Ela estivera, na verdade, sob efeito do álcool o tempo todo.

- Como você consegue se meter em confusão desse jeito, Granger? – havia irritação em sua voz.
- Eu estou bem, ok?!

Hermione tentava fitá-lo nos olhos, mas seu olhar estava perdido e, por vezes, suas piscadas demoravam demais. Draco estava próximo o suficiente para ampará-la caso ela ameaçasse escorregar pela parede.

- Você está bêbada, Granger.
- Eles estavam gostando da minha dança. – retrucou, sorrindo maliciosamente.
- Eles gostaram das suas pernas.

Draco estava cansado daquela discussão, Hermione não tinha a menor condição para rebater daquela forma, mas ela não desistiria fácil.

- Não, Malfoy. – fizera uma expressão indignada. – Eles são pessoas legais.

Provavelmente ela não tinha a menor idéias das coisas que estava dizendo, e então Draco resolveu dar-lhe um desconto por isso.

- São garotos, na verdade, Granger. – e a aninhara em seu peito novamente, levando-a consigo pelos corredores. – E um deles passou a mão na sua perna.

Aquela lembrança pareceu dolorosa para ele, no momento. Havia sido Alan, seu melhor amigo, e não sabia como ele havia sido capaz dessa ousadia.

- Oh... Qual o problema?

Definitivamente, ela não estava consciente das coisas que estava dizendo. Draco sorriu fraco, carregando-a consigo e percebendo que ela estava fraca em seus passos tortos. Sua conversa com Alan havia sido rápida, mas havia demorado tempo suficiente para que ela ingerisse a quantidade de álcool que a doparia daquela forma.

- Vá pegar mais bebidas, Draquinho...

A voz de Hermione soava alta, divertida. Era completamente hilário escutá-la chamando-o por aquele nome. Draco rio alto, percebendo que Hermione estava mesmo falando sério.

- Você parece a Pansy falando, Granger.

Hermione soltou um ruído indignado pela comparação e ameaçou se separar dele, mas Draco a segurou ainda mais firme contra seu peito, enquanto seus risos perdiam intensidade.

- Eu só quero saber pra onde vou levar você, Granger.

Eles já estavam bem distantes do dormitório sonserino agora, caminhando pelos corredores escuros e completamente vazios. Provavelmente todos já estavam em suas torres e carregavam consigo as lembranças de um baile inesquecível. Hermione sorriu fraca e pareceu lembrar de algo. Em um movimento rápido sua mão voara para dentro do bolso da calça de Draco, obrigando-o a estremecer com aquela atitude repentina. Não entendeu até que ela retirasse a chave de seu dormitório de monitor chefe e suspendesse no ar, indicando que aquele seria o local para onde ele deveria levá-la. Draco sorriu assustado e animado.

- Eu estou começando achar que é tudo fingimento.

Era quase impossível que ela lembrasse da existência daquela chave, estando nas condições entorpecidas que estava agora.

- Eu quero mais bebidas, Draco...

O sonserino ainda estava tentando se acostumar com a voz de Hermione chamando-o por seu primeiro nome.

- Você quer um banho frio, isso sim.
- Ah, não... – e fez menção de separar-se dele, novamente. – Eu volto pra festa então.
- Volta pra lugar algum, Granger.

E, dizendo isto, a aninhou ainda mais contra seu corpo. Antes mesmo que Hermione pudesse fazer algum tipo de menção de querer voltar para festa, eles estavam diante da porta que daria acesso ao dormitório de monitor. Draco retirou os braços de Hermione que estavam em volta de seu pescoço e a encostou contra a parede ao lado da porta.

- Será que consegue se manter em pé por um segundo?

Draco retirou a chave de seu bolso depressa e destrancou a porta. Era um método trouxa e acreditava que fosse o único capaz de abrir aquela porta.

- Eu estou ficando com sono.

Hermione ameaçou pender naquele exato momento, mas foi amparada, antes disso, pelos braços de Draco. Ele a carregou para dentro do dormitório e a impediu de deitar-se em seu sofá, sabia que se ela o fizesse, adormeceria em questão de segundos. O local era exatamente do jeito que Draco imaginava que seria: havia um salão comunal não muito espaçoso, com um sofá, uma mesa de estudos e uma estante de livros próxima; havia uma escada pequena que dava acesso ao andar de cima, onde estaria a suíte. Hermione não estava em condição alguma para apreciar o local, mesmo que fosse o seu maior sonho de consumo.

Draco a carregou em direção às escadas, com uma certa dificuldade visto que Hermione estava quase adormecendo em seu peito. Quando, por fim, chegaram ao quarto, Draco a separou de seu corpo e visualizou o local por alguns instantes. Aquele seria seu quarto dali em diante, e estava contente que ele fosse tão sonserino quanto esperava. Não havia muita mobília no local, apenas uma cama de casal, uma cabeceira e um guarda roupa. Uma porta ao canto dava acesso ao banheiro, que era visivelmente grande.

- Granger, você sabe onde estamos?

A voz de Draco soava divertida, ele parecia extasiado demais com o quarto que teria só para ele, ou assim esperava que fosse.

- No seu quarto.

Hermione respondeu, tentando abrir os olhos e focar a imagem do local a sua frente, o que estava sendo um tanto difícil para ela no momento.

- E o que vamos fazer, Granger? – Draco esperava ansioso pela resposta.

Hermione ponderou por algum momento, visualizando a enorme cama e sorrindo maliciosa, enquanto formulava sua resposta, curta e direta.

- Sexo.

O som saíra sussurrado, mas alto o suficiente para que Draco escutasse e soltasse uma risada estridente. Estava mesmo esperando por alguma resposta daquele tipo, mas havia sido ainda bem mais divertido do que ele imaginava.

- Eu deveria ter apresentado o álcool há mais tempo pra você, Granger. – disse, ainda entre risos.

Hermione não entendia as razões para aquelas risadas tão escandalosas e divertidas, na verdade, não estava consciente o suficiente para saber que havia dito algo realmente muito engraçado. Draco tentou refazer sua expressão e controlar os risos, carregando-a para o banheiro. Hermione provavelmente não sabia quais eram as intenções dele, mas permitiu ser levada.

Assim que adentraram o local, incrivelmente grande para ser apenas um banheiro, o loiro a colocou sentada sobre o vaso e seguiu direto para o chuveiro, ajustando a temperatura da água de quente para fria. Sabia que era a única forma de despertá-la e trazê-la a lucidez novamente.

- Você vai detestar isso, Granger...

Hermione havia visto-o ligar o chuveiro e entendeu logo de inicio qual o objetivo daquele ato. A castanha se ergueu depressa e com um movimento rápido já havia retirado seu vestido curtíssimo de seu corpo, atirando-o longe dali. Draco não havia presenciado nada disso, estava de costas e mal poderia prever que aquelas fossem as intenções dela.

- Certo. – sua voz era firme. – Pode vir aqu... Droga!

A voz de Draco falhou no mesmo instante em que se virou e avistou Hermione semi-nua bem na sua frente. Seus olhos se arregalaram por alguns instantes, não conseguindo acreditar no que estava vendo. A castanha vestia apenas suas roupas íntimas, pretas, e que ele, agora, considerava sensuais demais. Hermione não estava se importado com aquela exposição, estava inconsciente de seus atos. Fora quando sentira uma brisa gelada invadir uma janela próxima e arrepiar todos os seus pêlos.

- Eu estou com frio. – sua voz era baixa, quase inaudível.
- Você podia... pelo menos... não ter... retirado as roupas... Granger?!

Draco ainda estava estupefato com a visão de Hermione a sua frente. Repreendia-se constantemente com os seus pensamentos vagando por idéias absurdas, mas era inevitável não apreciá-la. A castanha não dera a mínima para o que ele havia dito, simplesmente cruzou os braços em seu peito e tentou se aquecer.

- Pode vir... até aqui? – ainda tinha a voz abobada, tentando desviar o olhar e fitá-la apenas nos olhos.

Hermione simplesmente caminhou em direção à Draco e, quando próxima a ele, sentiu ser segurada pela cintura descoberta e ser guiada até o chuveiro. Alguns respingos de água fria faziam Hermione estremecer, mas ela não protestou em momento algum, nem mesmo quando ele forçou sua cabeça para baixo da água. Não estava sendo divertido observá-la seminua estremecendo com aquele contato da água fria, mas era a única opção.

- Eu pensei... – os lábios de Hermione tremiam enquanto ela falava. - ... que você viria também.
- Ah, não... – e sorriu, fraco, ignorando o corpo a mostra da garota.- A alcoolizada aqui é você, Granger...

Hermione soltou um muxoxo de indignação e estremeceu ainda mais com o frio que percorria sua espinha. Sorriu maliciosa, visualizando Draco a sua frente, e agarrou sua camisa com força, forçando-o em sua direção.

- Vem, Malfoy...

Draco não sabia ao certo se ela já estava recobrando sua lucidez, mas ouvi-la chamando-o pelo sobrenome novamente deveria significar algo. Hermione forçava-o para debaixo do chuveiro também, mas Draco se apoiava firme contra a parede e a impedia de obter êxito. A castanha já estava decepcionada com suas tentativas frustrantes, mas não desistiria muito fácil. Agarrou ainda mais firme e puxou com força, conseguindo desequilibrá-lo e arrastá-lo direto para debaixo da água fria, ao mesmo tempo em que o forçava prensá-la contra a parede.

- Droga, Granger... – estava visivelmente irritado. – Eu pretendia me manter seco, sabia?!

Mas Hermione não estava dando a mínima para a irritação do louro, sorria maliciosa, enquanto escorregava suas mãos para dentro da camisa do rapaz, através dos botões que estavam abertos.

- Você é um bobo... não quis ir buscar as bebidas.

Agora, definitivamente, Draco tinha certeza de que Hermione ainda estava sob efeito do álcool. Seu método não estava funcionando, evidentemente, mas a água fria estava mesmo forçando-os a estremecer.

Hermione não estava agindo racionalmente, estava apenas agindo por impulsos, que surgiam a cada novo instante. Muito ousada, desabotoou os botões restantes da camisa branca do sonserino, tão ágil que ele nem mesmo percebera quando ela o fizera. E, antes que ele pudesse protestar, suas mãos pequenas já acariciavam seu abdômen perfeitamente definido. Seus olhares ainda estavam vagos, mas eles emanavam um tipo de desejo que Draco nunca vira antes.

- Pára com isso, Granger...

Draco precisava impedir em quanto fosse tempo. Segurou os pulsos de Hermione firme e os retirou de seu peito, muito a contra gosto.

- Você não gosta? – e forçou um sorriso ainda mais ousado.
- O problema é justamente eu gostar.

A castanha entendeu perfeitamente bem o que ele estava tentando lhe dizer, e era algo como “mantenha distância ou eu não respondo por meus atos”. Mas era essa a intenção da grifinória: provocá-lo. Foi quando o empurrou ligeira até a parede oposta, prensando-o, agora. Draco arqueou a sobrancelha, tentando prever quais as reais intenções da garota. Suas suspeitas estavam confirmadas quando ela conseguiu escapar os punhos de seu domínio e jogou uma de suas pernas ao lado do quadril do sonserino. Em seguida, buscou a mão de Draco e a postou sobre sua coxa, deixando que ele prosseguisse com o movimento. Mas Draco não movera um dedo sequer, o que causou profundo espanto na castanha. Ele estava, na verdade, assombrado demais com aquelas atitudes.

- Está esperando o quê, Draco?

Tinha uma expressão ousada, que Draco nunca vira ser esboçada,antes.

- Você não tem vontade? – a voz de Hermione soou provocativa.
- Prefiro partes mais... inéditas. – e sorrira, malicioso, entrando naquele jogo. – Onde sonserino idiota algum tenha encostado os dedos.

Uma risada estridente ecoara no cômodo, provocando uma expressão de incerteza e quase irritação em Draco. Ela estava rindo do que ele havia acabado de dizer? Parecia uma ousadia ser caçoado daquela forma pela garota.

- Então vou decepcioná-lo, Draquinho... – e então encostara seus lábios no ouvido do louro – Eu não tenho partes inéditas.

Draco havia entendido, agora, a razão para aquela risada, e sentiu vontade de acompanhá-la no ato. Ela o estava provocando, e sabia que não resistiria muito.

- Eu disse sonserino...

A castanha pareceu querer protestar, mas então entendeu o que ele estava tentando dizer: Alan havia sido o único sonserino a encostar os dedos em suas pernas, mesmo que ela ainda não lembrasse muito bem disso. Draco sorriu meio lábio, visualizando-a a sua frente, com suas roupas intimas sensuais e tão provocativas. Estavam completamente molhados, a camisa de Draco aberta e deixando a mostra todo o seu abdômen definido. Hermione também o estava apreciando, internamente: os cabelos loiros molhados caindo sobre os olhos, o peito nu em sua visão e a sua mão que agora acariciava sua perna.

Estavam resistindo demais àquela proximidade, mas Draco sabia que qualquer movimento ousado demais seria a gota d’água, e esse movimento se resumira à uma mordida nervosa de lábio de Hermione. Antes que eles pudessem deizer precisamente quando e como, já estavam presos um ao outro e trocando um beijo ainda mais ardente que os outros. Eles sempre se superavam nos beijos. Draco a carregou para a parede oposta novamente, prensando-a ali e liberando todo o seu desejo. Acariciava toda a extensão de pele a mostra de Hermione, não se importando se estava sendo ousado demais ou não. Mas os suspiros e gemidos abafados que a castanha liberava estavam servindo de combustível para que ele não interrompesse as caricias. Suas línguas se encontravam , explorando cada canto de suas bocas e os inebriando com aquele gosto inusitado. Nem mesmo a água fria que os atingia estava impedindo-os de levar o momento adiante.

Em certos momentos separavam seus lábios por alguns instantes, buscando ar. Draco beijava o pescoço da castanha, despejando seu desejo ali e controlando-se o máximo que estava conseguindo. Tê-la tão vulnerável e à mostra daquela forma era uma completa tentação. O sonserino não saberia dizer quando, mas Hermione já havia se livrado de sua camisa e agora vestia apenas sua calça jeans, que não estava sendo suficiente para esconder sua excitação. Em um dos momentos em que buscaram ar, Hermione forçou as mãos para os feixes de seu sutiã e fez menção de retirá-lo. Draco percebera a intenção da castanha e a interrompera no mesmo instante, com olhares assustados e irritados consigo mesmo por não deixá-la prosseguir.

- Essa não é uma boa idéia, Granger. – sua voz saira rouca, falhando...
- Mas são justamente essas as idéias mais interessantes.

Ele poderia desejar aquilo mais do que tudo, mas não admitiria usá-la daquela forma. Era visível que Hermione não estava em si, e então não deixaria que ela passasse dos limites. Trouxe os pulsos de Hermione de volta para seus ombros e a tomou em um novo beijo. Este não durou muito, mas o suficiente para enlouquecê-lo ainda mais.

Hermione levou seus lábios para longe dos dele, mordendo nervosa seu próprio lábio inferior, e percebendo que isto o atiçava ainda mais, pois ele havia acabado de apertar forte sua cintura. Draco não entendia quais as intenções seguintes dela, apenas a obedeceu quando esta retirou suas mãos de sua cintura fina e separou seus corpos a uma distância razoável. Hermione soltou uma risada demorada, observando a total expressão de curiosidade de Draco e, antes que ele protestasse, já havia se retirado dali e seguia direto para a porta.

O chão estava escorregadio pela quantidade de água que ela derramava pelo caminho, e isto quase a fez escorregar de encontro direto ao chão, mas conseguira se equilibrar. Draco não entendia, a observava estático. Era uma bela visão que ele tinha de sua “namorada de mentira”, mas se repreendeu por isso. Fechou o chuveiro depressa e correu atrás dela. Sua calça jeans estava pesada por estar completamente encharcada, e isto dificultava sua corrida.

- Ei, Granger... – sua voz saíra em suplica, quando entendeu o que ela faria. – A minha cama não...

Hermione ria alto, seguindo em direção à cama, a passos lentos e escorregadios. Draco apressou seu passo e correu para alcançá-la. Nesse exato instante em que agarrara a cintura muito fina da castanha, escorregou e se desequilibrou sobre ela. Hermione ainda tivera tempo de virar-se na direção de se corpo e cair de costas sobre a cama, tendo o corpo pesado de Draco sobre o seu.

Ambos riram alto naquele momento, divertidos com a queda.

- Essa é a parte do sexo, Malfoy?

Draco riu alto, sorrindo com incredulidade pelas coisas que Hermione estava sendo capaz de dizer.

- Essa parte não existe, Granger...

E, então, a castanha esboçara uma expressão de decepção, modelando um biquinho de tristeza que deixou Draco ainda mais excitado. Em questão de poucos segundos, já estavam presos a um novo beijo, e este ainda mais ardente que os outros. Havia um certo desespero em suas línguas, em suas mãos. Draco acariciava-lhe os cabelos, enquanto Hermione cravava algumas unhas em suas costas nuas. Por vezes as mãos de Draco escorregavam para as pernas da castanha, outras percorriam desde os ombros, passando pelo contorno dos seios, descendo pela barriga e cintura e voltando a perder-se em suas pernas. Estavam completamente encharcados e desejosos. Hermione, em dado momento, ousou de suas caricias e deixou que sua mão caísse direto sobre o volume visível nas calças de Draco, apertando firme e sentindo-o estremecer com esse ato.

- Não.

A voz do louro soara rude, mesmo que forçosa. Ele retirara a mão de Hermione dali no mesmo instante, negando visualizar a expressão de decepção da castanha e ser atiçado ainda mais. Mas Hermione não se deteve, dessa vez ousou ainda mais, abrindo com facilidade o botão da calça do sonserino e forçando sua mão para dentro dela.

- Não, Granger... – e novamente sendo interrompida – Vai se arrepender disso depois.

Como ele poderia ter certeza disso? Certamente porque ela estava sob efeito do álcool, e não lembraria de nada no dia seguinte. Era a atitude mais sensata que Draco poderia tomar. Prenderam-se em novos beijos, em novas caricias, dessa vez, menos ousadas. Procuraram ar novamente e então Draco sentiu a castanha estremecer, tremendo de frio. Não estavam mais tão molhados como antes, os lençóis haviam feito todo o serviço que suas toalhas fariam.

- Estou com frio, Malfoy.

Draco suspirou, decepcionado por ela voltar a usar seu sobrenome. Mas então entendeu que precisava aquecê-la, e não seria daquela forma maliciosa que possivelmente Hermione estava pensando. Em um movimento rápido ele já havia se erguido da cama e se postava para fora dela, deixando Hermione sozinha em meio aos lençóis ensopados, tremendo de frio, com suas pouquíssimas peças de roupas.

- O que eu faço, Granger?

Havia um tom de preocupação na voz dele, e um total desespero por não saber mesmo o que fazer. Não conseguiria transfigurar roupas para ela, e sabia que ela não conseguiria usar sua própria varinha para fazer isso. Seu vestido informal não seria suficiente para aquecê-la e só lhe sobrava uma única alternativa, e as roupas dais quais Hermione precisaria, iriam vir direto de seu guarda roupa. Vasculhou por alguns minutos, certificando-se de que Hermione ainda estava acordada, deitada em sua cama, ate escolher as roupas “ideais”.

- Você pode vestir essas, Granger... – e sorriu, estendendo as roupas para ela. – São as únicas.

Hermione fez uma expressão de desgosto, sentando-se na cama em seguida, jogando suas pernas para fora da cama.

- Não combinam comigo.
- Estão limpas, certo.

E, dizendo isto, jogou-as no colo da castanha, dando as costas e seguindo em direção a porta, sorrindo.

- Ei... – a voz de Hermione o interrompe. – Eu preciso de uma ajudinha aqui.

Draco sorriu ainda mais largo, soltando um riso rápido e fazendo menção de dar as costas novamente.

- Eu falo sério, Malfoy.
- Não, não mesmo. – e sorriu, achando graça naquilo tudo. – Quando terminar me avise.
- Draco!!!

Aquilo parecia uma completa piada de mal gosto, mas ela estava mesmo falando sério. Hermione estendia as roupas na direção dele e esperava ansiosa para que ele retornasse em sua direção. Draco respirou fundo, contendo suas emoções e seus hormônios.

- Você deveria ter medo de brincar com essas coisas...

Mas Hermione não disse nada, apenas permaneceu em sua posição sentada, observando-o se aproximar cada vez mais dela. Draco respirou fundo mais uma vez, criando a coragem necessária para aquele ato. Hermione soltou um sorriso meio lábio, que certamente havia aprendido com ele, no exato instante em que o observara ajoelhar-se a sua frente, de modo que seus rostos ficavam frente a frente. Hermione estendeu a primeira peça a ele: uma camiseta bege de botões e de mangas compridas. Era verdade que Hermione estava fazendo tudo aquilo para provocá-lo e, ou ele estava sendo tolo caindo na lábia dela, ou estava mesmo se aproveitando. Isso era uma dúvida ainda.

Draco deslizou suas mãos para as costas de Hermione, alcançando com facilidade o feixe de seu sutiã. Um sorriso ainda maior surgiu no canto dos lábios dela, percebendo o quanto ele estava desconfortável com aquela situação. Não havia a menor vergonha ou pudor em Hermione, nem mesmo ruborizando ela estava.

- Olhe nos meus olhos, por favor, Granger.

A castanha franzira seu cenho diante do pedido, mas o obedecera. Sentiu o feixe ser aberto e então sorriu largamente.

- Você tem prática nisso, Malfoy.

Draco sorriu junto com ela, ainda prendendo seus olhares ao dela. Sua intenção era manter seus olhos bem distantes da visão que o provocaria e o faria perder o controle. Retirou a peça intima de Hermione, deslizando-a pelos ombros e braços da mesma, ainda com os olhos focados nos dela. Tateou na cama até encontrar a sua camisa e vesti-la em Hermione, ligeiro. Fechou a camisa depressa sobre o peito nu da castanha, relaxando finalmente, enquanto abotoava os botões. Mas ainda havia o pior, e ele não sabia se estava preparado para isso.

Alcançou a peça que havia selecionado em seu guarda roupa para que ela vestisse, sorrindo divertido: era uma de suas cuecas boxe, preta, que certamente ficaria gigantesca em Hermione. (N/A: =O )

- Por que você faz isso comigo, Granger?
- Você é um fraco, Malfoy. – e sorriu divertida, abafando um riso.
- Se pelo menos você não me atiçasse.

Draco não estava achando graça alguma naquilo tudo, apenas o desejo incontrolável de perder a sensatez naquele momento.

- Se controle, Malfoy.
- Um pouco difícil nesse momento, Granger.

Disse isto fitando a peça intimida da garota que teria de tirar. Aquilo era provocante demais para ele.

- Então saia do controle.

Sua voz saiu provocativa, sussurrada. Draco travava uma luta com seus hormônios, e ouvindo-a dizer essas coisas o estava atiçando ainda mais. Quando pensou estar conseguindo manter o controle que precisava, Hermione sorriu maliciosa e entreabriu suas pernas, de forma ousada. Draco respirou fundo, tentando desviar seus olhares da visão que ela o estava obrigando a ter e, juntando todas as suas forças ocultas, forçou as pernas da garota e as fechou novamente. Ainda estava completamente entorpecido.

- Eu não entendo como isso ainda não aconteceu, Granger.

Ela o estava provocando, mas ele estava conseguindo ser mais forte, estava conseguindo resistir àquelas tentações. Hermione era atraente o suficiente para que ele enlouquecesse com suas curvas e formas perfeitas, e estava alcoolizada o suficiente para ele entender que nada do que fizesse com ela ali valeria realmente a pena pela manhã.

- Eu estou com frio, Malfoy.

Sua voz o despertou de um transe momentâneo, lembrando-o do que ainda teria que fazer. Jogou os pensamentos para longe e ponderou toda a situação. Hermione sorria diante de todo o desconforto de Draco, e sorriu ainda mais quando o viu jogar uma coberta sobre suas pernas. Ajudaria a impedir-lhe de qualquer tipo de visão não permitida.

- Você poderia simplesmente fechar os olhos. – Hermione dissera, observando-o atenta.

Draco não respondera, apenas lhe lançara um olhar cortante.

- Se você me beijasse, ai então poderia fechar os olhos.
- E ai eu perderia o controle.

Hermione riu alto, imaginando como seria se isso acontecesse.

- É exatamente essa a intenção, Draco.

Novamente, ela o chamara pelo primeiro nome. Estava gostando de ser chamado daquela forma por ela, era algo completamente inusitado. Sorriu fraco com todo o raciocínio da castanha e então tomara a atitude, finalmente. Draco deslizou suas mãos por debaixo do lençol, roçando-as nas pernas de Hermione e provocando arrepios na mesma. Estava se controlado o suficiente para não deixar seus dedos escaparem para os lados errados. E, então, deslizou a peça intima de Hermione, sentindo seus nervos se eletrizarem e sua imaginação vagar ousada. Muito ligeiro deslizou sua cueca pelas pernas de Hermione e a vestiu sem encostar os dedos onde não deveria. Respirou aliviado, sabendo que o serviço havia sido cumprido com sucesso. Não o tipo de sucesso que ele desejava, mas o esperado.

- Foi bom pra você? – a voz de Hermione soara divertida.

Como ela ainda conseguia ironizar depois de tudo isso? Draco sorriu e então percebeu o quanto os olhares dela estavam cansados. Voltou a ficar de pé e sorriu quando ela caiu sobre a cama e fechou os olhos, aninhando-se nas cobertas molhadas. Draco deitou ao lado dela, cuidadoso para não molhar as roupas secas dela com sua calça ensopada. Alisou os seus cabelos encaracolados e molhados, apoiado na cama com seu cotovelo e analisando a expressão adormecida de Hermione. E seria assim que aquela noite terminaria? Hermione completamente adormecida e alcoolizada sobre sua cama, vestindo suas roupas e sem lembrar de absolutamente nada no dia seguinte? Pagaria para ver.

Foi então que se ergueu novamente, ajeitando-a sobre a cama de uma forma mais confortável. Sorriu mais uma vez, antes de alisar os seus cabelos e deixá-la ali, dormindo. Precisava trocar de roupas e procurar algo que servisse de cama para ele aquela noite.


--*--


O sofá do seu salão comunal de monitor-chefe não era o que se poderia dizer confortável, mas estava tão fascinado pelos acontecimentos do dia que nem mesmo estava conseguindo fechar os olhos. Fazia quase uma hora que deixara o quarto, e nada de conseguir dormir. Foi quando escutou um grito: era seu nome sendo chamado.

- Draco...

Era audível o suficiente, e vinha das escadas.

- Malfoy...

Era ela quem o estava chamando. Draco se levou depressa do sofá onde estava, tropeçando sobre as cobertas que derrubara e lutando pra equilibrar-se de novo. Vestia uma calça de moletom e uma camisa regata branca, ambas peças secas. Correu pelas escadas e adentrou o quarto quase ofegante. Hermione estava sentada sobre a cama, com as cobertas em volta de seu corpo e os olhos levemente fechados.

- Frio...

Sua voz era fraca, sussurrada. Draco respirou fundo, sem saber o que faria. Hermione continuava a queixar-se de frio, mas ele não entendia como se ela parecia muito bem aquecida.

- Muito frio, Malfoy...

Foi quando se aproximou e encostou sua mão sobre o rosto dela que sentiu sua temperatura altíssima.

- Droga, Granger... é febre.

O sonserino não tinha absolutamente idéia alguma do que faria, mas sabia que precisava tomar alguma atitude depressa.

A enfermaria era o único lugar onde poderia levá-la, e foi pensando nisso que a colocou em seu colo e a carregou pelos corredores desertos. Era madrugada e Hogwarts inteira dormia.

Empurrou as portas da enfermaria com força, elas sempre ficavam abertas, e carregou Hermione para uma cama próxima, esperando impaciente pela enfermeira.

- Oh... Srtª Granger...

A enfermeira vinha correndo até eles, trajando seu pijama.

- O que aconteceu... com as roupas dela, Sr. Malfoy?

Draco sentiu o ar faltar-lhe. Que resposta daria? O que a enfermeira pensaria a respeito?

*CONTINUA

N/A: genteeeeeeeeee... o que acharam??? hãããã???? Nooossaa.. foi muito bom escrever esse capitulo!!!! Que invejaaa que dá da Mione!!!!! Bem q ele podia trocar a minha roupa tbm! HAUhUA... QUERO COMENTÁRIOS!! MUUITÃÃÃOOO... pra eu poder me inspirar e escrever o prox.!!!!!!

N/B:ME SEGURA MEU DEUS!!!!!!!!!!!Ahhhhhhhhhhhhhhh eu to morrendo aquiiii!!!!!!!!!!!!!!!Oq foi esse capitulo Criis??????????Jesuuuus!!!!!!!!!!Aiii sem comentaaarios!!!Eu quero o 23 por MERLIM!hahahaha...E aii gente , vamos comentar neh????Se nao o próximo cap eu demooro maais!hahahahahaha*corre*


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Conseguiram ouvir a música??!
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Já leram Zona de Risco???!!!
Atualizada... Capitulo 3 On!!!! =)

http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=30138
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genteeeee... td mundo já votou na fic???!!! Se alguém por acaso esqueceu de votar... vota???! *-*
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Adooooroooo vcs!!! Muitãããããoo mesmooo!!!!! Valeu pelos comentários!!!

bjus e ateh o prox.!
COMENTEEEEMMMMMMMMMMMMMMMMMM....

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