N/A: Os acontecimentos desse capítulo não são narrados por Harry. Têm vários narradores. Ele, na verdade, é só pra vocês entenderem um pouco o que aconteceu com alguns combatentes, já que ao longo da fic isso é citado, não explicado.
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A Guerra - Parte III // Outros confrontos
Bellatrix Lestrange gargalhava enquanto duelava com um dos encapuzados adversários.
Por sua vez, Luna concentrava-se em atingir a mulher.
- CONJUNCTIVIT... – Luna começou.
- PROTEGO! – Bellatrix gargalhou outra vez. – Vai ter que ser melhor que isso, garotinha!
- JUNLEOM CHARM! – No mesmo instante os joelhos de Bellatrix se grudaram no chão. Luna sorriu. Erguera outra vez a varinha para estuporar a Comensal, mas esta fora mais rápida...
- AVADA KEDAVRA! – Bellatrix bradou com ódio.
- NÃO! – Neville chegava correndo. Lançou um breve olhar para o rosto vidrado e semi-descoberto de Luna.
- Ora, ora... Se não é o garotinho Longbottom... – Bellatrix sorria olhando o rosto irado e descoberto do adversário. – Veio provar um pouco daquilo que seus pais tiveram? Como quiser... CRUC...
- AVADA KEDAVRA! – Neville fora mais rápido. Estava tonto. Matara a mulher que lhe tirou os pais e a namorada. Dera alguns passos pra trás, até o corpo de Luna. Acariciava-lhe a face quando um grito agudo cortou o ar.
- Bella! – Narcissa Malfoy aproximava-se com as vestes rasgadas e pânico no rosto. – Bella, minha irmã!
- Ela teve o que mereceu. – Neville anunciou. - É o que todos vocês merecem!
- Ora seu... seu... – Narcissa ergueu apontou a varinha para Neville. – CRUCIO!
Toda a raiva da mulher fora extravasada naquele feitiço. A irmã morta fora vingada. Narcissa teria lamentado-se a noite toda se a visão do filho e do marido duelando não a tivesse feito correr para ajudar.
Neville sentia cada parte do seu corpo doer. A imagem dos pais, da avó, de Luna e dos amigos voava diante de seus olhos. A dor aumentava, passava dos músculos para o coração e desse para o cérebro. As imagens estavam sumindo. Neville sabia que estava morrendo. Segurou a mão da namorada morta. Queria que aquilo terminasse logo. Ouviu um Finite Incantatem, mas era tarde. Estava morto.
A máscara de Lucius estava longe há tempos. As vestes, já sujas de sangue e com rasgos consideráveis.
Draco, que trouxera o rosto coberto até ali, afastara o capuz para poder encarar o pai.
- Você é uma vergonha para a nossa família, Draco! Como pôde fazer isso? Passar para o lado dos perdedores? ESTUPEFAÇA!
- PROTEGO! A única vergonha aqui, Lucius, é você. E, de fato, será o único perdedor! EXPELLIARMUS!
- DRACO MALFOY! - Uma terceira voz juntou-se a eles. – Como ousa desafiar seu pai dessa forma? Nós somos a sua família! Não aqueles imundos Weasley!
- Se este é o seu conceito de família, Narcissa, então você não sabe o que fiz. Nós nunca fomos verdadeiramente uma família! Sempre submetidos ao Lucius! Vocês estragaram a vida de vocês e quase fizeram isso comigo também! EU ODEIO AOS DOIS! – Draco erguia a varinha perigosamente na direção de um Lucius rastejante em busca da própria arma. – AVAD...
- RISCTUSEMPRA! – Narcissa adiantou-se ao filho, fazendo-o cambalear alguns metros com a mão na barriga. Aquele soco fora forte. – Você não é mais meu filho! AVADA KEDAV...
- ESTUPEFAÇA! – A voz de Severus Snape sobrepôs-se a de Narcissa que caiu, desacordada.
Draco, que enfim conseguira se recompor, olhou Snape agradecido e voltou a apontar a varinha para o pai.
- Agora você, Lucius. ACCIO VARINHA! – A varinha do Malfoy mais velho fora parar na mão de Draco. – Enfim você vai poder saber quem aliou-se, de fato, ao lado perdedor. AVADA KEDAVRA!
Lucius Malfoy caíra de olhos esbugalhados. Draco precisou respirar fundo antes de aproximar-se e fechar os olhos do pai. Correu para ajudar um duelo que formava-se por perto antes de poder ver Snape beijando os lábios de Narcissa e matando-a.
Os irmãos Creevey lutavam com Igor Karkaroff. Denis trazia muitos cortes pelo corpo e Colin, num estado um pouco melhor, dava moderado trabalho ao Comensal.
- EXPELLIARMUS! – A varinha de Denis voou longe. – Vocês acham mesmo, pirralhos, que vão conseguir me vencer? – Karkaroff gargalhou. – SECTUSEMPRA!
Colin olhou, assustado, o irmão cair desarmado e com uma incrível quantidade de sangue jorrando da altura do peito.
- INCENDIO! – Chamas começavam a consumir as vestes do Comensal. Colin correu para o irmão.
- Denis! Denis! Fala comigo! Denis!
- AVADA...
- Colin, cuidado! – Denis conseguiu murmurar.
- ...KEDAVRA! – Karkaroff livrara-se das chamas.
Colin estava com os olhos vidrados no corpo caído sobre o seu. Seu irmão jogara-se na frente da Maldição para protegê-lo. Tremia ligeiramente. Não conseguia pensar em mais nada.
- Quanto a você, garotinho... CRUCIO! – Colin agora contorcia-se de dor com o corpo do irmão ainda caído sobre si. Karkaroff gargalhou.
Hermione e Gina lutavam contra Crabbe e Goyle, agora. Os braços já estavam cansados de empunhas as varinhas por tanto tempo mas os adversários mereciam tal esforço. Teriam o maior prazer em acabar com eles.
- LOCOMOTOR MORTIS! – Hermione fizera Crabbe cair.
- SECTUSEMPRA! – Gina lançara no Comensal caído. Pagara, porém, pela intromissão no duelo da amiga. Goyle a agarrava pelas vestes e apontava a varinha diretamente para seu pescoço.
- Será um prazer acabar com a mulherzinha do Malfoy... – Gargalhara. – Não concorda, Crabbe?
- Ele esta morto, idiota! – Gina berrou.
- O QUE?! Como? Como...? ESTUPEFAÇA!
Gina caiu desacordada. Hermione agradeceu a Merlin pelo Comensal ser tão idiota e ter esquecido da Maldição Imperdoável.
- Vocês duas vão me pagar! – Goyle ergue Crabbe nos braços e começava a sair, cambaleante, para algum lugar. Antes, porém, chutou Hermione na boca do estômago, o que fez com que ela caísse de dor.
Ronald tinha cortes espalhados por todo o corpo e a cabeça girava, levemente, depois de tantos combates. Caminhava por entre os corpos espalhados no chão. Avistou, não muito longe, um vulto de manto negro correndo. Partiu atrás dele.
Alcançou Karkaroff pouco depois.
- RICTUSEMPRA! – Igor voou alguns metros e caiu sobre um corpo. – Se não é o diretor de Durmstrang. Ah não, você foi exonerado depois que descobriram que você não havia abandonado o lado das trevas. Perdoe pelo engano.
- Ora seu... – Karkaroff levantava-se, ainda com a mão na barriga. – Você vai ter o que merece! AVADA K...
- PROTEGO! É, Karkaroff... Seus reflexos estão um pouco lentos. – Rony riu.
- CRUC...
- IMPEDIMENTA! Podemos fazer isso da maneira fácil, Igor. – Alastor Moody mancava na direção do Comensal. – Pode ir Weasley, outras pessoas precisam de você; eu cuido desse aqui.
Rony apenas confirmou com a cabeça e saiu apressado, na direção de um duelo próximo.
- Você outra vez?! – Karkaroff quase espumava de raiva. – Será que terei de arrancar outro pedaço dessa sua cara imunda?
- Acho que não será necessário, meu caro. Mas você bem que anda precisando... BOMBARD... – Moody parou e sorriu. – Na verdade, Igor, não quero mais perder tempo com você. Mande lembranças aos porcos! AVADA KEDAVRA!
Perto da casa de pedras quatro pessoas combatiam ferozmente. Dumbledore e um dos poucos Comensais ainda de máscara não paravam um segundo de lançar feitiços de ataque e defesa. Há pouquíssimos metros, Minerva e uma jovem menina de manto roxo duelavam.
- E patético! – Minerva exclamou. – Saia daqui, garotinha! Isso é briga para gente grande!
- Calada, sua velha! Isso tudo é medo de morrer?
McGonagall gargalhou. Uma Comensal, também sem máscara, aproximou-se correndo.
- Ora, senhorita Parkinson! Finalmente alguém com um pouquinho mais de conhecimentos do que essa criança!
- Saia daqui, Bianka! – Pansy berrou tomando a frente. – Deixa que com essa daí eu me entendo.
Bianka lançou um olhar furioso às duas mulheres e só saiu correndo da casa, quando Minerva começou a pronunciar um feitiço de nome complicado.
- Ah, agora sim posso ter alguma esperança de ter um combate decente.
- Você verá, velhota! Eu fui escolhida para defender o Lorde das Trevas e não hei de excepcioná-lo agora! Será uma verdadeira honra acabar com a mulherzinha do Dumbledore. Ele ficará eternamente grato e...
- ESTUPEFAÇA! – Minerva revirou os olhos quando Pansy caiu desacordada. – Por Merlin, não cala a boca!
Alguns aurores chegaram correndo e levaram Pansy dali. Minerva voltou sua atenção para o duelo próximo: Dumbledore e o Comensal.
Juliet corria na direção de onde se podia ver dezenas de raios de várias cores voando incansavelmente. Ignorava as dores no corpo e os cortes nos braços. Estava quase chegando quando se chocou com alguma coisa e caiu no chão. Olhou para a outra pessoa. Uma garota de não mais que dezoito anos. Recebeu um olhar fulminante daqueles pares de olhos verdes. A garota ruiva levantou-se outra vez e já começava a correr. Foi o tempo de Juliet se levantar e apontar a varinha.
- ESTUPEFAÇA!
A luta estava bastante disputada. Dumbledore acertara alguns feitiços e o Comensal, outros. Parecia que, enfim, aquele era um bruxo bem treinado para defender o lado Negro.
Minerva, agora, ajudava os aurores a levarem Pansy e alguns outros Comensais desacordados para fora. Tivera, enfim, que desviar os olhos da luta do marido.
O Comensal preparava-se para lançar mais um feitiço, Dumbledore já pronunciava a defesa quando a imagem de Harry correndo na direção da casa surgiu. Dumbledore desviou a varinha de Comensal e apontou para Harry.
- PRAESIDIUM AMORIS!
- SECTUSEMPRA! – O feitiço do Comensal atingiu Dumbledore poucos segundos depois do feitiço do bruxo ter atingido Harry.
Albus caiu, sangrando. O Comensal correu atrás de Harry Potter. |