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15. O transe.


Fic: Severo Snape em: Minha Provocante Sobrinha


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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POV: Hellga Snape.


 


Eu corria pelos corredores sem me importar que os outros perguntassem sobre o porquê de eu estar chorando! Eu queria sair o quanto antes dali e me afastar de meu tio! Como ele pode pensar isso de mim? Como ele pode dizer aquelas coisas horríveis para mim sem nem ao menos me dar chance de defesa?


Cheguei ao maldito jardim e de lá pude ver a orla da floresta, não pensei duas vezes em me dirigi para lá. Eu já sabia o que tinha de fazer e não tinha o mínimo medo disso afinal fui eu que deixei minha situação com meu tio chegar a esse ponto. Eu estava decidida a cortar o mal pela raiz!


Entrei decidida na floresta e comecei a caminhar em direção ao coração daquele lugar eu precisava fazer isso o quanto antes, pois não suportava as palavras terríveis que meu tio despejou sobre mim, elas não paravam de se repetir em minha mente como um vinil arranhado.


Cheguei a passos rápidos em uma clareira que eu julguei ser um ótimo lugar para o que eu iria fazer. Deitei-me sobre a relva e comecei o que eu tanto ansiava, eu tinha que me livrar desse sentimento de qualquer maneira, eu tinha que acabar com qualquer vestígio de sentimento pelo meu tio.


 


POV: Severo Snape.


 


Entrei em meu quarto eu precisava esfriar a cabeça, mas como fazer isso? Olhei meu reflexo no espelho, na minha face havia as marcas dos dedos da elfa traidora em meus olhos havia um profundo desespero. Deitei-me em minha cama, mas o cheiro de Hellga estava impregnado nos lençóis, me levantei e fui em direção a minha poltrona para me sentar, mas quando o fiz observei aquele quarto cheio dos pertences de minha sobrinha. A camisola que ela usou na noite anterior estava delicadamente colocada sobre o baú próximo a cama, os discos que ela tanto gostava estavam cuidadosamente empilhados em cima do criado-mudo. Levantei-me irritado com tudo aquilo e me dirigi para fora do meu quarto, eu precisava espairecer.


Talvez a sala - precisa fosse um bom lugar! Então rumei para lá! Pelo menos assim poderia tentar apaziguar o meu ódio. Enquanto passava pelos corredores eu pude ouvir que os alunos não falavam em outra coisa se não do beijo que Zabini deu em Hellga.


“Isso já é de mais para minha cabeça!” pensei. E continuei andar tentando não ouvir os comentários.


__Professor Snape! __era Granger __Por favor, professor espere!


__O que quer?__perguntei ríspido.


__O senhor sabe onde a Hellga se meteu? __ela disse preocupada.


__Não Granger! Eu não sei! __respondi grosseiramente. “e isso também não interessava! Eu não queria vê-la na minha frente nem pintada de ouro!” me virei para sair, mas ela voltou a falar.


__Ela ficou muito transtornada com o que o Zabini fez. Se a gente não tivesse segurado ela teria o matado! __ela disse preocupada __Ele parece que estava cumprindo uma aposta ou algo do gênero!__ ela falava rápido de mais e eu não conseguia processar direito as informações.


__Espere um pouco! __eu me virei para encara - lá __Que historia é essa?


__O senhor não sabia? __ela disse confusa __OS garotos fizeram uma aposta!


__Até aí eu entendi! Quero sabe do resto! __eu estava transtornado.


__Bem Zabini a beijou a força! Para cumprir uma... __dei as costas para a garota e comecei a andar a passos largos.


__Professor! O que houve?__ela gritou, mas não dei importância.


Continuei andando procurando aquele garoto maldito como um lobo que caça sua presa. Àquela hora provavelmente Zabini deveria estar na sala comunal da sonserina, então me dirigi até lá.


__Blásio eu não creditava que você iria fazer aquilo! __era Malfoy falando.


__Como não faria Draco? __ Zabini disse se vangloriando __Ela é simplesmente linda! E parece ser bem gostosa. __aquilo fez meu sangue ferver.


__Como ousa dizer isso da minha sobrinha? __eu segurava o garoto pela gola da camisa __Responda! Que raio de aposta foi essa?


__Ca-ca-calma pro-professor! __eu o segurei com mais força __Foi só uma brincadeira!


__Brincadeira? __eu gritei __Diga tudo o que houve ou vai se arrepender de ter nascido!


__Si-si-sim senhor! __joguei o garoto encima do sofá e fiquei encarando-o __É que... É que... A m-m-maioria...


__Sem gaguejar! __eu disse me aproximando do garroto.


__S-s-sim! __ele começou a falar __A maioria dos alunos estão fascinados pela beleza da sobrinha do senhor, mas ficam com medo de se aproximar por ela ser sua sobrinha. Então os alunos da sonserina fizeram uma aposta, que quem conseguisse dar um beijo na sua sobrinha iria ficar com a mesada de todos os que participaram! E eu fui o único teve coragem.


Eu tive que me controlar para não esganar o moleque, por causa de uma coisa tão idiota de uma criancice eu disse coisas horríveis a minha elfinha.


__Você esta de detenção pelo resto do ano! __eu disse engolindo a raiva e o ódio que queriam transbordar __Você me paga! __Virei às costas e sai para procurar Hellga que deveria estar se debulhando em lagrimas pelo que eu disse a ela.


A noite já estava caindo e há horas eu não via nem sinal de Hellga, a preocupação e a culpa caiam sobre mim como um pesado fardo. À hora do jantar chegou e nesse instante o desespero já tomou conta de mim. Meu semblante transparecia toda a minha preocupação.


__Algo lhe aflige Severo? __Dumbledore perguntou.


__Hellga desapareceu! __eu achei melhor pedir ajuda, mas omiti qual o motivo do desaparecimento da garota __Eu passei a tarde toda procurando e não a encontro!


__Vou mandar Filch reunir os fantasmas! __disse Alvo se levantando para mandar os alunos para seus dormitórios.


Depois que os garotos foram cada uma para sua casa Dumbledore, Minerva, Filch e eu começamos a procurar minha elfinha juntamente com os fantasmas. Já era madrugada e todos nós reviramos o castelo e não a encontramos.


__Onde Hellga pode ter ido? __eu disse me sentando em uma cadeira de frente para Dumbledore quando a porta do escritório do velho foi escancarada por Rubeo Hagrid seguido por uma Minerva aflita. O gigante carrega minha Hellga nos braços enquanto ela se contorcia de uma maneira insana e agonizante.


__Eu a encontrei em uma clareira dentro da floresta. __disse Hagrid assustado.


Aproximei-me e peguei Hellga no colo, ela instantaneamente abriu os olhos, mas eles não eram verdes como antes estavam tomados pelo vermelho, todo o seu globo ocular estava assim. Ela voltou a fechá-los e novamente a se contorcer.


__O que ela tem Severo? __era Minerva indagando assustada.


__E-e-eu não sei! __eu disse abraçando a menina que se contorcia.


__Vamos leva - lá a madame Ponfrey imediatamente! __disse Dumbledore eu apenas assenti e levei Hellga em meus braços para a enfermaria.


Madame Ponfrey nos encarou preocupada quando viu o estado de Hellga.


__Eu nunca vi isso antes! __ela disse nos olhando desanimada __Eu não sei cuidar de elfos! Nunca me deparei com isso! Parece que ela entrou em um estado de transe ou algo parecido!


__O que faremos? __Alvo disse com a voz carregada de preocupação.


__Precisamos de um elfo! Precisamos de um Ljosalfr urgentemente! __disse madame Ponfrey.


Eu não estava em condições de dizer nada. Minha linda elfinha estava agonizando na minha frente provavelmente por minha culpa e eu não poderia fazer nada! Absolutamente nada para ajuda - lá! Parecia que historia estava se repetindo, eu não queria acreditar! Isso não poderia acontecer! Eu não posso perder Hellga como perdi Lilian! Não posso! Comecei a beijar o rosto de Hellga desesperadamente, mas ainda me contendo para não beijar seus belos lábios que a cada momento ficavam mais e mais azulados.


__Eu vou mandar uma coruja para o povoado onde Hellga morava na Finlândia! __disse McGonagall se aproximando de mim e tocando meu ombro __Precisamos que um elfo nos ajude a compreender o que se passa com essa garota!


A bruxa saiu nos deixando aflitos esperando por um milagre ou algo do gênero. Depois de alguns minutos a mulher voltou dizendo que havia mandado à coruja. Agora só nos restava esperar. Hellga continuava a se contorcer e balbuciar palavras em finlandês arcaico.


O dia já estava clareando e não tínhamos muitas esperanças de que algum elfo viesse para nos ajudar. Hellga continuava da mesma maneira, mas sua aparência cada vez piorava seus olhos às vezes se abriam mostrando o vermelho de suas orbitas, sua pele cada vez mais atingia o tom branco azulado e as veias de seu pescoço, peito braços e pernas estavam saltadas como se fossem estourar.


Eu não soltava a mão de Hellga para nada meu medo de perda-lá a cada instante só aumentava. Ela continuava a dizer coisas em finlandês arcaico e sua voz estava diferente ela ficava cada vez mais fraca. Foi quando Dumbledore adentrou a passos largos na enfermaria acompanhado de um elfo de longos cabelos castanhos e pele muito pálida.


__Severo esse é Heikki Virtanen! __eu me levantei da cadeira onde estava sentado para apertar a mão do elfo que estava estendida em minha direção.


Foi então que ele olhou para Hellga na cama.


__Pelo único olho de Odin! __ele disse espantado o que me deixou ainda mais preocupado.


__O que houve o que ela tem? __algo me dizia que isso era um mau sinal.


__Podemos conversar Sr Snape? __ele disse.


__Claro! __nem precisei dize nada Dumbledore se retirou imediatamente __Me diga em nome de Merlin o que Hellga tem!


__Ela quer se livrar do elo élfico que ela tem! __ele disse compenetrado __Isso pode enfraquece - lá de mais e até leva - lá a morte.


__Mas que elo é esse Virtanen? __eu perguntei acariciando os cabelos de Hellga.


__Tenho que descobrir! __ele falou se sentando ao lado de Hellga na cama __Tenho que salva-lá! Eu a conheço desde que ela era criança! Fui amigo da mãe dela e de seu irmão também! __ele respirou profundamente e tocou as têmporas de Hellga __Vou usar telepatia para descobrir qual é o elo dela e o porquê de ela querer se livrar dele!


 

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Comentários: 1

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Enviado por JuhSnape em 05/01/2016

PRECISO DE MAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! FIC MARAVILHOSA!!!!!!!!!!!!!

Nota: 5

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