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30. St’Mungos (Meios diagnósticos)


Fic: Garota Malvada


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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‘Capitulo 30: St’Mungos (Meios diagnósticos)




Porque o futuro (não) precisa de nós

PARTE I:

"Minhas asas estão prontas para o vôo,

Se pudesse, eu retrocederia...

Pois eu seria menos feliz.

Se permanecesse imerso no tempo vivo".

(Gerhard Scholem, Saudação do anjo)





Música: Way Back Into Love (Hugh Grant)




Eu tenho vivido com uma sombra sobre mim

Eu tenho dormido com uma nuvem em cima da minha cama

Eu tenho estado sozinho por tanto tempo

Preso no passado parece que eu apenas não posso ir em

Frente





Não gostava de St’Mungos porque lá fazia muito frio, os semblantes eram de sofrimento, e o ar de coisa ruim.

Na verdade ainda não tinha caído a ficha que estava doente.

Não parecia isso, só que evitava estar pensando muito já que estava muito feliz.Agora era namorada oficial de Harry.Não que isso verdadeiramente importasse, já que não passava de um titulo, mas importava muito, porque ficariam juntos pra sempre, e esse era apenas o começo de um novo tempo.

Depois que toda essa confusão de vidas passasse, seriam uma família...

-Por aqui –a enfermeira indicou, mostrando a porta que Gina deveria entrar. –O doutor já deve estar a esperando.




-Eu já disse Rony –repetiu cansado –Estou sim a fim de levar um relacionamento sério com a Gina.

-Casar? – o ruivo praguejou –Ou só um namoro mesmo?

Hermione arregalou os olhos.

-Rony, eles são novos pra casar...

-Isso, quem sabe...um casamento mais pra frente –Harry murmurou meio sem graça, ajeitando os cabelos – Mas realmente ainda acho que tá cedo.

-Tá cedo pra Gininha namorar, isso sim!

-Ela tem dezesseis anos Rony!-Hermione murmurou em meio a uma risadinha.

-EU sei...-O ruivo falou calmamente.-Minha maninha tá começando a entrar na puberdade, essa é uma fase difícil.

Harry arregalou os olhos e quase começou a rir, mas conformou-se em apenas responder o ruivo.

-Okay, então eu diria que Mione e nós somos pré-adolescentes.

-NÃO!-Rony resmungou ficando nervoso.-AHH, é a Gininha Harry, não quero que você a magoe mais.

-Rony, o Harry mudou!-A morena contrapôs.

-É!Eu mudei...

-Espero mesmo Harry, porque não quero ver minha única irmã sofrendo pelo meu melhor amigo.

-Isso não vai acontecer!-Harry murmurou.-No máximo ela vai ficar horas olhando para o nada e suspirando de paixão.

-Eca, tudo isso só por sua causa?-Rony perguntou rindo, era engraçada a cara de convencido que Harry fazia.

-Rony, você nunca vai entender a pressão que eu sofro por ser bonito.

Hermione colocou a mão na boca e deu uma risadinha ao ver as orelhas do ruivo ficarem vermelhas.

-E você nunca vai entender a pressão que eu sofro sendo seu amigo!Os garotos só vem até mim pra perguntar se você tá solteiro.Sei lá...Parece que eles têm medo de você.

-Há, há, muito engraçado.-Harry riu, tentando por um instante esquecer que Gina não estava no castelo, e tirar da sua mente a idéia de sair voando no meio da noite até St’Mungus.




Eu tenho escondido todas as minhas esperanças e
sonhos

Apenas em caso de eu precisar deles de novo um dia

Eu tenho vivido acima do tempo

Para clarear os pequenos espaços nos cantinhos da minha mente





Okay, já tinha se vestido, se penteado, feito sua higiene diária...Só faltava decidir se iria ou não para a aula de História da Magia ou tirava o dia para descansar.

Riu sobre o pensamento.Afinal, a noite passada havia sido de dar medo.

Primeiro havia se tornado uma comensal.Olhou de relance para o braço com a marca, e definitivamente, sentiu náuseas.

Depois, havia passado uma noite com Draco Malfoy.

Droga!Tá bom que ele era lindo o amava, e tinha prometido que sua primeira vez ia ser com seu primeiro amor, mas eles não eram NADA!

E o pior, tinha medo que aquela banana afogada ficasse contando vantagem disso.

Se bem que...Se ele se atrevesse a fazer isso, perderia uma coisa muito querida.

Ou melhor dizendo, muito necessária...

Olhou ao redor para ver se havia esquecido alguma coisa no quarto do energúmeno.A cama estava totalmente bagunçada, emaranhar de lençóis até no chão.

Riu mentalmente.

Não estava a fim de arrumar nada, ou o Malfoy, ou os Elfos que arrumassem, afinal, entre os dois havia pouca diferença.

Ouviu a maçaneta do quarto se mexer, deixando bem claro que tinha alguém entrando.

-Droga! –resmungou mordendo o lábio, sem saber o que fazer.

Ok! Podia se jogar da janela e cair uns 20 metros de altura à baixo, ou simplesmente deitar em meio aos lençóis para que a pessoa que estivesse entrando tivesse certeza do que provavelmente iria pensar.

A porta abriu-se por completo, colocou a mão na boca antes que seu instinto a fizesse gritar, mas para sua felicidade, ou não, era um dos Elfos de Hogwarts, que entrava murmurando algumas lamurias.

-Olá. –acenou freneticamente para o pequeno Elfo, que a olhou da mais normal forma possível, como se não fosse estranho estar no quarto de um garoto.

-Não sabia que a Srta ainda estava aqui, desculpe Morgue, por favor. –o elfo resmungou, abaixando a cabeça.

Como assim não sabia que ela ainda estava lá?Ele por acaso sabia o que ela havia ido fazer lá?

Sentiu seu coração dando pulos de nervosismo.

-Não sabia que eu ainda estava aqui??

-Morgue não queria acordar a monitora da Sonserina, me perdoa.

-Monitora? –perguntou mais para si mesma.

Aquele Elfo então não sabia que não existia monitora, mas sim monitor?

-ah ahhh, claro, mas que isso não se repita! –resmungou antipática, mas de certa forma, dando gritos de felicidade por dentro.

-Claro srta, Morgue já está saindo, eu, bem...

-Ahn, não.-Falou dando uma ultima olhada no recinto.-Já acabei de me arrumar, pode dar um jeito nesse quarto. –deu uma risadinha e saiu de lá, fechando a porta atrás de si.

A verdade era, tinha muita sorte, e ponto final.

-Hei. –gritou, chamando todas as atenções para si. –Nicolly!

A morena virou-se rapidamente e sorriu afetuosa, indo mais que depressa falar com a amiga.

-E ai Cassandra, pensei que você tinha sido abduzida por algum ser extraterrestre louco por morenas ativas. –Nick disse, gesticulando com as mãos, cada palavra.

-O único alienígena que vive nos meus pés é o Malfoy.Aquele tapete...

-Você gosta desse tapete!

-Há, eu por acaso tenho cara de gentinha que se apaixona por capacho?

-Bem, na verdade eu só acho que o capacho que é muito bom pra te ter feito gostar dele.

Cassandra revirou os olhos e bufou indiferente.

-De qualquer forma, acho bom você saber que a Gina hoje de manhã foi pro St’Mungos. –Nicolly informou, mudando o humor.

-St Mungus?-Cassandra repetiu, ficando tão séria, que seria impossível dizer que as duas estavam fazendo brincadeiras a pouco tempo.

-Sim, eu não sei, Gina está com algum tipo de problema muito sério, vem comigo que eu te explico no caminho.- pediu puxando a morena por um braço, que foi sem o mínimo protesto.






-O que você está fazendo aqui pai?- crispou os lábios em raiva, ficando vermelho. –Não deveria estar cuidando de suas criaturas mutantes?

-Não fale assim comigo garoto. –segurou o loiro pelo braço, o que não o fez nem sequer tremer.-Vim te dar um aviso muito importante.

-E tá esperando o que?

-Ok Draco, espero que não fique surpreso, mas sim, feliz, de saber que sua primeira batalha ao lado daquele-que-não-deve-ser-nomeado será hoje.

-O QUÊ?

-Não, não é nenhum tipo de brincadeira filho.Você realmente irá iniciar no lado das trevas hoje, e isso é um orgulho pra mim.

Não vou!

Tinha vontade de gritar isso a seu pai, mas não faria isso, afinal, estava jogando, e tinha de saber jogar como profissional.

Saber escolher o lado vencedor. ;Era isso que seu pai sempre dizia.O lado das trevas, o mais poderoso.

O lado vencedor seria aquele por qual decidisse lutar.

Acima do homem que salta, Há o homem que voa...

Murmurou, tentando se convencer disso.

-E o que ele quer que e faça? –revirou os olhos. –Tire fotos do Potter tomando banho?

-Não brinque com coisas sérias.- Lucio respondeu friamente. –Ele quer que você simplesmente surpreenda Hogwarts... Hoje teremos uma pequena amostra do inicio da guerra filho.

-E se eu simplesmente não quisesse fazer parte dela?

-Ela já faz parte de você.- Lucio murmurou, mostrando sua marca no braço.- E é quando fugimos que estamos mais sujeitos a tropeçar Draco... Pense nisso.

-Ok.

-Ok?Você não vai querer saber do mais interessante?

-Mais interessante do que fazer uma chacina? –Riu em deboche.-Só se fizerem cair às calças de Dumbledore.

Lucio riu, um olhar maníaco, como se ao mesmo tempo em que tinha orgulho, tinha ódio do filho.




O médico estava parado, olhando inerte para o rosto pálido e preocupado da ruiva.

-Após ter ouvido tudo que me contou, e ter feito todos seus exames, só me faz crer que você está realmente amaldiçoada.

-Isso é definitivamente ruim.- sussurrou, franzindo o cenho.

-Algo do tipo, ele se infiltrou no seu subconsciente, fez com que acreditasse que foi só um mero pesadelo, o que tornou mais simples o processo de evolução da doença.Não querendo te desanimar Srta Weasley, mas é uma cosia que eu nunca havia visto, e olha que já vi de tudo nesse hospital.Não consigo achar uma cura, pelo menos não por enquanto, preciso fazer testes, o que não seria rápido, e a cada dia isso pode se tornar pior.Os desmaios, vômitos, alucinações, contrações estomacais...Isso é definitivamente prejudicial, não tem idéia do quanto.

-Acho que tô passando mal.- Resmungou; na verdade não estava, só que aquele médico estava fazendo parecer com que fosse o fim do mundo, como que se fosse morrer.

-Estou te assustando?-ele perguntou de uma certa forma maníaca.

Fez que sim ligeiramente com a cabeça.

-Pois é a verdade.

-O que?-Quase gritou.-Está praticamente dizendo que estou à beira da morte.

-Eu não mencionei a palavra morte, Srta Weasley.-respirou profundamente.-Maldições geralmente não são criadas para matar, pois para isso existe método mais simples.São criadas para o sofrimento lento, para a dor mais profunda e sentida, para a suplica pela morte.

-Sei...-Estava ofegante.Que diabos de médico era aquele?-E onde está a parte boa da história?

-Que não vou pedir pra que a Srta fique aqui.

Respirou aliviada.

-Todos curandeiros votaram em sua estadia aqui.Menos eu.-Coçou a nuca.-Acho melhor a Srta ficar com aqueles que te ama, porque...

-Deixa-me adivinhar?Vou morrer?

-Não!-Ele respondeu da forma mais normal possível.-Pois eles te farão melhor do que um hospital cheio de doentes.Não é disso que você precisa.

Ok, ele não parecia ser tão louco assim...

-E quando eu poderei voltar pro castelo?

-Hoje mesmo.-levantou-se rapidamente. –Mandarei os diagnósticos á Alvo Dumbledore, e enquanto isso estarei trabalhando na sua cura.Confie em nós Srta Weasley, iremos lutar por sua cura.

-Obrigada. –é, estava começando a ficar emocionada.

-Se sentir dores fortes no estômago, ou tiver vômitos, tome isso.-retirou um frasquinho com um liquido verde musgo de dentro de uma pequena gaveta.-Isso fará seu mal estar se retardar.

-Er, obrigada de novo.

-Apenas lute por nós, que lutaremos por você.

-Como? –sentiu-se estranha.

- Srta, apenas reflita, e quando entender terá a resposta. –olhou para o chão. - Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a lama, o outro as estrelas.




-Não vou deixar que nada acontece com a Gina!

Já havia visto Cassandra muito brava milhares de vezes, mas jamais tão furiosa quanto naquele momento.

-Eu vou acabar com a raça daquele maldito Voldemort, arrancar as tripas dele, se é que ele ainda as tem, vou fritar ele e dar para as gralhas comer.Ele tá ferrado, escreve o que eu te disse.

-Cassandra, temos que pensar racionalmente Voldemort não é uma brincadeira.

-Que porra, eu disse que estava brincando Nicolly?-Gritou, fazendo a morena se assustar.-Quem brinca, não tem isso!-Puxou a manga da camisa pra cima, deixando a mostra a marca da caveira com as cobras se movimentando.

Nicolly arregalou os olhos, colocando as duas mãos na boca, segurando um grito.

-Que diabos é isso?Você ficou louca?-Sues olhos se encheram de lágrimas ao ver Cassandra rindo.

-Se ele fizer alguma coisa com a Gina...

-Você se juntou a ele, será que não percebe?Droga!-Gritou.

Por sorte estavam só as duas naquela parte do jardim, pois já teriam assustado muitas pessoas com os gritos que davam.

-Não me juntei, eu sei muito bem o que estou fazendo.E agora vi, que fiz a coisa certa.

-A é?Ter a marca do inimigo no braço é ter feito a coisa certa?

-Cala a boca antes de falar isso okay Nicolly!

-E olha como estamos nos tratando.Parece que nos odiamos.-Nick murmurou, uma lágrima querendo rolar por seu rosto.

Cassandra respirou fundo, tentando manter a calma, realmente, parecia que elas se odiavam, e estavam prestes a jogar feitiços terríveis uma na outra.

-É, Nick, por favor, o que mais precisamos é nos manter unidas, e manter a confiança.

-Eu sei, mas você se transformou em uma Comensal Cass...Não sei o que dizer.

-Diz que confia em mim...

-Eu confio, pois eu sei que você daria sua vida pela Gina.

-E por você também.-Cassandra completou, abraçando Nicolly fortemente.-Nós venceremos essa.Nada pode dar errado.Agora eu vou te explicar tudo...Presta muita atenção.

-Okay.




Algo não estava certo.

Estava sentindo como se alguma coisa ruim fosse acontecer, e sempre que sentia isso, algo realmente ruim acontecia.

Seus olhos começaram a ficar mais claros, e os cabelos num tom negro azulado.

Se o tempo e os ares mudavam, seu corpo também mudava.

- Dá-me um pedaço de grama molhada, recoberta de céu azul...pra eu me reinventar nas nuvens. –ela sussurrou em seu ouvido.

-Seria tão simples ser aceito do jeito que fosse...

-Como seria mais simples não lutar por ser...- ela reivindicou.- a riqueza que nós temos ninguém consegue perceber!


Ficava lembrando de cada minuto que passara ao lado dela.A única que o fizera despertar sentimentos que nunca imaginou existirem.

Porque a vida era tão traiçoeira?Primeiro te dá o brinquedo, mas esquece de avisar que é por curto prazo.

Esse não era si próprio... não conseguia encontrar palavras, sentia algo errado, e já não tinha como encontrar respostas.

Depois de algum tempo viera a descobrir todos seus dons.Não sabia se ficava feliz ou triste por não saber lidar com eles.

Uns percebiam, outros nem imaginavam, mas era uma coisa diferente.

Porque todos gostavam de brincar com seus sentimentos, ou será que brincava com o sentimento dos outros?

Talvez fosse os dois ao mesmo tempo, como ela disse, tinha de lutar para ser aceito, ao invés de esperar que as coisas viessem fáceis de mais.

E porque não lutara por ela?Desistiu tão facilmente?Porque o caminho mais fácil er ao que sempre escolhia...

E era um covarde.
Mesmos sabendo disso não tinha vontade de mudar.Porque ela não estava ali para consertar, e esse fora seu único erro que mudaria.

Na sua mente havia tanta sujeira desde que saíra de lá.O tempo inteiro esquecia, destruía tudo de belo que um dia já sentiu.Porque? Era mais fácil ser desumano.

Queria tanto que algo acontecesse para destruir essa invalidez, assim seu interior não cairia em pedaços e não seria por fim reduzido a pedaços perdidos...

-Hey...- um tapa em seu ombro. –Tem uma pessoa te esperando no salão Comunal.- uma voz familiar murmurou contente.

-A mim?-Ergueu os olhos até o pequeno menino que o chamava.

-Sim, uma garota muito bonita.

-Quem?

-Não sei...- ele coçou a cabeça olhando para Edw. –Mas ela é muito bonita, e não merece ficar esperando, Sr metamorfo!

-O QUÊ?- quase gritou. –Quem, quem te disse que sou...?

-Seu cabelo mudou de cor.-E ao dizer isso saiu correndo pelo gramado, cantando alguma musica estranha.

Ok, quem era a moça?

E esse menino, espalharia seu segredo pra todos...se bem que nem fazia questão de esconder mais nada.






Em poucos momentos da sua vida queria chorar, colocar tudo a perder, ser um humano de verdade e poder mostrar seus medos e fraquezas sem pensar no que acharia do grande Malfoy depois.

Nunca admitira pra ninguém, mas Harry Potter era realmente bom no que fazia, e talvez fosse isso que o deixava com tanta raiva e ódio, porque por mais que tentasse ser o bom, sempre se tornava o mau.

Talvez fossem seus espelhos.Seus pais nunca verdadeiramente te deram o amor que pais dariam.Ok, sua mãe sim, mas seu pai o tratava como um ser desprezível e fraco.

E sempre quis ser bom para ele, sempre quis ser bom para tudo.

Mas as coisas eram demasiadas complicadas para serem revertidas de uma forma ao simples.

Só lhe restava ser a mancha no Potter, aquele que sempre importunava.

Até um certo momento era divertido, mas depois começou a ser insuportável...

Até descobrir que tinham uma coisa em comum: Amavam Gina.

Aquela ruivinha que sabia muito bem como fazer alguém se apaixonar, por seu jeito, carinho.

Ela definitivamente o ensinou a ser uma pessoa melhor.

Mas era possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?Claro, eram diferentes tipos de amor.Mas Cassandra definitivamente era a mulher de sua vida, aquela que escolhera passar o resto de suas vidas, até mesmo porque eram parecidos, e Potter... merecia Gina.

Fora difícil admitir isso, mas sempre é complicado no começo.

Uma mulher jovem e bonita, vestido leve, chapéu, um sorvete na mão, entra no pequeno quarto de um homem, que estava deitado.

-C'est moi.

-Eu sei que é você.- ele abre os olhos e lhe lança um lindo sorriso, o sorriso mais lindo que alguém pudera conhecer.Definitivamente qualquer ser se apaixonaria por Draco Malfoy naquele momento.

-Pensei que já tinha me esquecido...

-Nem da sua voz.-Falou levantando-se e correndo até ela, agarrando-a em um abraço forte, coisa que não faria com mais ninguém, além dela.-Quando foi que chegou?

-A uns 10 minutos...-Riu soltando-se do abraço do loiro.-A primeira pessoa familiar que estou vendo é você.

-Me sinto lisonjeado de ser o primeiro a ser visto...- murmurou sarcástico. –pois pensei que seria o Potter.

-Eu precisava falar com você.

-Ok, mas antes me diga como foram os exames.

-Provavelmente eu morra daqui uma semana...-Disse normalmente.

-O quê? Não faça esse tipo de brincadeira –a repreendeu – fala a verdade.

Gina riu divertida enquanto terminava de chupar o sorvete.

-Bem, estou realmente com uma maldição, que ate então não se sabe cura, mas o curandeiro prometeu lutar por mim.

-Se ele não fizesse isso, eu seria obrigado a cortar ele em fatias...

-Não me faria melhorar, mas eu entendo esse seu lado violento –deu um tapa na nuca dele -mas e você, como está?

-Melhor agora...

-Draco –engoliu em seco –estou tão cansada de tudo isso.

-Então descanse um pouco, pois isso é só o começo Gina.

-Não sei o que vai acontecer a cada passo que dou, a cada barulho que escuto. É como se eu estive dentro de uma floresta na noite escura.Cada passo é inseguro, mas algo me fortalece e me empurra a continuar procurando a saída, ou a luz...

-Gina, eu só quero que você saiba que eu nunca deixei de te amar em nenhum dia da minha vida.

A ruiva abaixou a cabeça de uma forma constrangida e incomodada.Amava Draco também, mas era um amor totalmente diferente do que sentia por Harry.

Não desistiria de Harry por nada nessa vida, sempre estaria com ele, sendo que também daria sua vida por Draco.

Eram coisas incompreensíveis, mas de uma coisa tinha certeza.

A única mulher a quem confiaria aquele loiro era Cassandra.

-Eu nunca duvidei disso –resmungou coçando os olhos –E eu só quero me lembrar de você, até perder a memória.

-Eu daria minha vida por você...Até mesmo porque se eu não o fizesse, seria egoísta, e o preço do egoísmo é a solidão, e minha maior solidão é não ter você por perto, ver seu sorriso todo dia, o que me instiga a levantar e pensar, tudo pode ser diferente.

Seus olhos marejaram de água, e definitivamente não sabia mais o que dizer.Aquele Draco era tão mais difícil do que o cheio de desdém.Porque aquele era sincero, e é difícil saber lidar com todo aquele turbilhão de sentimentos, sem sentir-se culpada depois.

Pois seu amor por Draco, era do tipo: Tenho certeza que quero ter filhos com Harry, mas Draco definitivamente conhece algo em mim, que até eu mesma desconheço.

Não sabia se era capaz de ser assim, palavras... Se as palavras são capazes de edificar.

- e quando tudo parecer perdido e sem sentido, eu vou gostar ainda mais de você... –sussurrou, uma lágrima escapando.Passou a mão no rosto para limpá-la.

-você é encantadora! –riu, beijando-a na testa.

-Draco, eu tenho tanto medo dessa guerra, que me sinto a pessoa mais covarde do mundo, pois, eu sou ser humana, e ser humano é mutação da natureza.

-Gina, Gina... tudo se transforma. –olhou por entre a janela, as arvores bem ao longe, um pedaço do lago, as poucas pessoas passeando –quem foi que disse que somos um prolongamento do mundo? Quem disse que somos um prolongamento de ações? Que somos parte de nós mesmos?É mais fácil eu ter a certeza de que você é parte de mim, do que eu ser parte de mim mesmo.Se você me entende...

-Eu sei... Só me prometa que independente do que acontecer, você sempre estará comigo?

-Eu não preciso prometer isso, bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou, mesmo não te tendo da forma carnal, te terei aqui dentro –ele colocou a mão no peito esquerdo –e isso é o mais importante!

-É melhor eu ir embora...-Passou ligeiramente a mão sobre os cabelos.

-Porque?

-Não quero cometer o erro de te... –se aproximou dele, os corpos colados, olhos flertando-se, as bocas se tocaram ligeiramente, o gosto doce e amargo, seus olhos arderam e seu corpo tremeu.O quente com frio, o mais oposto de todos os casos. –...te ter agora, porque é muito tarde pra nós dois, sendo que temos outros amores, mas não é tarde pra uma amizade linda.Porque eu te amo Draco...

Deu meia volta e saiu do quarto, deixando o loiro pra trás, com a promessa e certeza de que seu amor seria diferente para sempre, porque mereciam algo tão puro quanto.

Tudo que eu quero fazer é achar um caminho de volta para o amor...

Eu não posso ir até o fim sem um caminho de volta para o amor...






Quase caiu de costas quando sentiu aquele cheiro de novo, e também pelo forte abraço que fez sua coluna curvar-se pra trás.

Lágrimas molharam sua mandíbula, e sentiu o cheiro doce daqueles cabelos, o cheiro que só ela tinha.

Como não a perceber, como demorou tanto pra notá-la?

Gina era a ruivinha mais meiga, mais forte, mais decidida, a garota mais malvada e justa que já virá.

O que mais queria encontrar em alguém?Não queria mais ninguém, que não fosse ela.

-Harry, eu te amo! –passava as mãos pelos cabelos negros e bagunçados do moreno, sentindo aquela maravilhosa textura –E te amo mais do que a mim mesma, mais do que qualquer outro homem.Agora tenho certeza disso.

-Eu sei Gin... eu sei.- Falou, não conseguindo conter a felicidade de tê-la em seus braços novamente.

-É porque há dias assim em que temos a sensação que tudo desmorona! Dias em que nos sentimos em carne viva por dentro, dias em que vamos ao fundo e não sabemos como voltar, mas temos a certeza de que amamos e somos amados, eu não quero perder isso nunca Harry.Eu sempre te amei...

-E no fundo eu também, porque a maior prova é o silencio do outro, porquê quando você ficou quieta percebi que sentia muito a sua falta.

Beijou-o docemente, as línguas roçando-se de uma forma energética e possessiva, como nunca antes foram.

Percebeu que sentia falta até mesmo das mãos dele, sobre sua cintura, num gesto de, eu te desejo e te protejo.

-Han, Gininha, eu e Hermione também te amamos ok? –Rony resmungou ao ver a irmã chorar e beijar Harry. –E definitivamente você já é adolescente!

A ruiva riu, olhando para o irmão.

-Rony, seu grande cabeça dura, você é um dos meus irmãos favoritos...-Caçou mostrando a língua.

-Como foram os exames?-Mione perguntou atenciosa e sorridente.

Era incrível como lhe davam atenção.

-Foram o que eu realmente esperava... –resmungou –Mas me deixaram ficar aqui, enquanto eles tentam encontrar uma cura.

-Gininha, como o papai e a mamãe ficaram? –o ruivo fez uma cara estranha, enquanto abraçava a morena.

-Quase enlouqueceram. –bufou –Acho que eles deveriam relaxar um pouco, não paravam de me beijar.

Harry riu ao ver Gina erguer a sobrancelha de uma forma estranha.

-Eles trouxeram um diagnostico à mão para que Dumbledore soubesse do meu estado.

-Nada mais certo...-Hermione concordou, acenando com a cabeça.

-Quase me esqueci... –Rony se sobressaltou –Tenho prova de Transfiguração, droga!

-E tá esperando o que aqui?- Hermione repreendeu, com uma terrível cara de desaprovação.

-Estava conversando com a minha irmã, ou está proibido mãe? –o ruivo ironizou.

-Claro que não, mas vamos, te ajudo a estudar rapidinho. –Bufou, sorrindo para Harry e Gina, enquanto puxava Rony, que mantinha uma terrível e agonizante cara de tédio.

-Harry... – o moreno olhou-a de uma forma carinhosa, a mais diferente desde que chegara, a mais diferente desde que o conhecia. –é tão ruim não saber o que vai acontecer no dia seguinte...

-Gina, talvez sejam apenas indecisões que procuram escapar-se de todas as dúvidas, incertezas, medos... Porque na vida nada é seguro... Tudo é momentâneo... –suspirou –Eu nunca tive certeza de nada na minha vida, agora eu tenho!Você é minha única certeza, e espero que saiba que sempre estarei segurando sua mão, quando você pensar em desistir.

-Só de ter você por perto eu não pensaria em desistir... –mordeu o lábio exterior.-Porque eu movimento minha vida monótona a uma de desejos...

Harry sorriu calmo.

Sabia que algo de ruim estava por acontecer, mas não queria desperdiçar os tempos de coisas boas pensando nisso, porque quem sofre antes do necessário sofre mais que o necessário...

Era melhor aproveitar a paz que ainda tinha, pra ficar com Gina.

...

Eu tenho assistido, mas as estrelas se recusam a brilhar...

Eu tenho procurado, mas eu apenas não vejo os sinais...

Eu sei que estão logo ali fora.

Deve haver algo para minha alma em algum lugar!


...




Hey, aquilo era realmente possível?Ela estava realmente na sua frente?Ou aquela visão era efeito do álcool que tomara descontroladamente três dias atrás?

Não podia realmente ser verdade.Era muito longe para a realidade e muito verdadeiro para um sonho.

Ok estava enlouquecendo.

-Que...quem é você? –os lábios viraram uma pequena linha vermelha, o que parecia mais ou menos com um sorriso.

-Já esqueceu de mim Edward Loved? –sorriu, os olhos brilhando como nunca, mostrando a beleza do castanho escuro.Os cabelos lisos caiam como cascata até os ombros, e a pele mulata brilhando da forma mais encantadora.

-Não pode ser, é muito surreal...

-Sou eu.Depois de tudo que foi dito, não poderia deixar que ficassem essas páginas em branco.

-Dito?Branco?

-Acho que você precisa de uma prova maior pra ver que não é um sonho.

-Quê...

Não deu tempo de dizer mais nada, ela se aproximou, enlaçou seus braços no pescoço do moreno, e o beijou sofregamente.

Uma mistura de desejo, necessidade, satisfação e saudade.

A quanto tempo não experimentara mais aquele gosto?Aquele cheiro?Aquele bem estar...

Era mais do que impossível, era incrível, e se isso fosse um sonho, certamente ao ia querer acordar jamais, preferia morrer sonhando.

Suas mãos foram dos braços dela até a cintura num demorado espaço de tempo, para sentir cada pedacinho de pele, cada arrepio que ela sentia.

Era o mesmo beijo, o mesmo rosto, a mesma pele.

Era mesmo ela.Aquela que acreditara ter o abandonado quando mudou de escola. Mas ela estava na sua frente.Então não havia desistido de suas histórias.

Seu cabelo ficou em um tom avermelhado, e os olhos azuis muito claros.

Parou o beijo, ainda com ela nos seus braços, sorriu ao ver que ela notara sua mudança física.

-Gostei do tom avermelhado...-Ela murmurou.

-O que aconteceu pra você estar aqui?

-Percebi que sem você, minha vida realmente será apenas páginas viras e em branco.

-E o que te fez perceber isso? –ergueu uma sobrancelha, seu cabelo voltando a cor de antes.

-Edw... –seus olhos arderam -Há algo que me faz tremer, há algo que não controlo, que me deixa completamente insegura. –um nó na garganta se formou, tornando mais difícil terminar -Quero acreditar em você agora, sei que você não era capaz, mas há algo que não entendo nem percebo, há algo em mim que não bate certo...Há algo em mim que foge do meu domínio…

-Então você acordou decidindo acreditar que eu nunca te traí?

-Não... não... –balançou a cabeça negativamente. –A carta me ajudou muito, era o impasse que eu precisava pra tomar uma decisão logo.

-Carta? Não faço a mínima idéia do que você está falando Louren.

A morena retirou um papel de dentro dos bolsos.Um pergaminho rosa, e entregou a Edw, que abriu rapidamente.

Será uma coisa breve, porque a única coisa que tenho a dizer, é sobre o que eu sinto e não consigo esconder de ninguém...

Em época de reflexão… o que estou aqui a fazer? Quais as minhas motivações?Qual o meu futuro?

Será que tudo vai melhorar? São perguntas que procuro respostas...

Bati no fundo, num fundo onde nunca pensei chegar... Pergunto-me o porque de ter batido no fundo?

Pergunto-me também se serei capaz de me levantar...

Queria que você nunca duvidasse do meu amor, porque o meu limite é o horizonte, mas o limite do meu sofrimento pode ser a ponta do meu nariz.


-Não faço idéia de quem escreveu isso. –murmurou –Apesar de ser muito lindo.

-Como? Não foi você? –A garota perguntou desnorteada.

-Infelizmente não.

-Mas, o único garoto com que eu tive alguma coisa, foi você.

-Infelizmente não posso dizer o mesmo, pois você acredita que eu tive muitos casos na minha estadia no outro colégio não é mesmo?

-Não mais... –revirou os olhos –Eu não vim aqui por nada, e se não foi você quem escreveu, não me interessa saber quem foi, porque eu vim por nós dois aqui.Eu acredito em você.

-Agora? –bufou, passando a mão sobre o cabelo.

-Nunca é tarde para se assumir um erro.

-Pose ser tarde sim...

-Você não me ama mais?

Uma pausa.Não tinha o que falar.Se dissesse que não, estaria mentindo, se dissesse que sim, iria sentir-se estúpido, porque ela o fez sofrer tanto.

-Não sei...

-Como não? Por favor Edw, eu vim aqui por nós dois, não me faça ter que voltar.

-Se você me amasse nunca teria duvidado do meu amor, nunca teria acreditado nas coisas que suas amigas contavam.

-Mas eu fui estúpida.Fazer o que?Não dá pra voltar, mas eu queria poder concertar. –uma lágrima -Como o tempo passou! Hoje sei que não me apaixonei por você, me apaixonei pelos seus olhos que mudam sempre, e que são encantadores. Pelo cheiro da sua pele. Pelas suas mãos...Eram estes pormenores pequenos que tornaram grande o meu amor por você.Um lado oculto da memória...

Sentiu vontade de abraçá-la, enxugar aquelas lágrimas, ampará-la, mas não podia.

-Me perdoa?-Pediu, olhando-o com a mais pura sinceridade.




Eu tenho procurado alguém para emitir alguma luz...

Não apenas alguém para passar a noite.

Eu poderia usar alguma direção,

E eu estou aberto para suas sugestões!





-O egoísmo da sociedade atinge a todos...Estamos sempre sendo vitimas de pessoas iguais a nós...Pergunto-me muitas vezes o que eu faço aqui?Devemos ter um objetivo pra tudo na vida.Eu procurava o meu, até que encontrei, mas perdi de novo...Agora ele veio até mim.

-As perguntas complicadas da vida, somos nós próprios que complicamos.

-Pois é... –Edw riu. -Eu te amo. –E a abraçou como a tempos sonhara fazer.

Amava muito Louren, e não poderia deixar que ela fugisse novamente.

Não poderia deixar que um simples orgulho atrapalhasse isso.Seria maior ignorância da sua parte.

-Vamos nos perder no tempo... –Murmurou antes de beija-la sôfrego e doce, para acabar com aquela vontade de tê-la a qualquer custo.




O céu estava cinza escuro, e nuvens carregadas tratavam de deixar o céu mais tenebroso.

Relâmpagos formavam-se de cinco em cinco minutos.Estava uma noite de dar medo.

Já era 19:00 da noite e parecia ser mais de 23:00.

Olhou em volta, preferia estar sozinho, a, naquele momento tê-la por perto.

-Eu não quero ter que fazer isso... –murmurou sentindo os olhos arderem, tamanha a força que fazia para enxergar.

-Você tem outra idéia?

-Não... –suspirou, olhando para Draco, que por incrível que parecesse não mostrava vestígio de medo ou insegurança que fosse.

-Então é isso –respirou profundamente –Não vai dar errado.

-Quem me garante?

O loiro a segurou fortemente pelo braço, e sem olhá-la murmurou ríspido:

-Olha aqui, isso vai ter que dar certo, porque se não der, todos nós morreremos, então, por favor, quer parar de ser pessimista e confiar em você mesma droga!

-Desculpa... –bufou, nunca havia pedido desculpa a Draco por nada, mas naquele momento ele estava certo.Teria de dar certo...

Aquela roupa era definitivamente quente, aquela mascara nojenta, parecia uma segunda pele.Como faria isso?Como atacaria o povo de Hogwarts?

Era tão nojento usar aquela farda de Comensal.Enquanto uns se sentiam lisonjeados, outros morriam por um título.

De forma perplexa, e com uma certeza curiosa, Draco pensou, mas isto não pode acontecer agora, não comigo assistindo. Como se a vigilância ansiosa pudesse evitar o inevitável, como se a sua própria contemplação fosse tudo o que estivesse entre Hogwarts e a morte. Ele podia sentir um pulso batendo fraco na mão dele que segurava o seu pulso, e se perguntou de modo turvo se ele iria sentir o momento em que ele iria parar.

-Hey... –ouviu ao longe a voz de Draco. –Aquela não é a Melabouth?

Fez que sim com a cabeça.

-Então é agora.

Um relâmpago cortou o céu no instante que lançou o feitiço na morena.

-Comensais, Comensais em Hogwarts!

Todos gritavam e corriam de um lado para o outro.Outros empunhavam suas varinhas na defensiva.

Eram gritos para todo lado.

Dois Comensais da Morte no Salão Principal de Hogwarts, uma garota inconsciente sendo segurada por um deles, enquanto o outro apontava a varinha para muitos que estavam lá.



Harry e Gina caminharam pelos corredores silenciosamente e passaram pelo buraco do retrato da mulher gorda as 18:30 da noite, o que chamou a atenção de várias quintanistas que abafaram risinhos empolgados quando o casal sentou-se na poltrona de sempre.
Gina cruzou as pernas em cima do sofá e Harry apoiou uma das pernas no mesmo. Eles ficaram de frente um para o outro e pareciam estarem escolhendo as palavras para conversar sobre tudo o que havia ocorrido.
-Mas eu me sinto perfeitamente bem!Melhor impossível... –riu ao ver o moreno olhando-a de cima a baixo.

-E você realmente sempre esteve perfeitamente bem, nada te deixa mal...

-Ah, deixa sim.

-O que?

-Não te ter por perto... –sorriu sarcástica.- Se você me entende...

O moreno riu enquanto apoiava o cotovelo no braço do sofá.

-Eu amo o seu cheiro.

-Porque?

-Não sei ao certo, talvez seja porque eu te amo.

-Harry eu queria te pedir uma coisa.

-Pode pedir... –respondeu erguendo uma sobrancelha.

-Você sabe que eu te amo muito né?

-Assim espero...-Oo moreno riu, fazendo-a jogar uma almofada nele.

-Então eu não sei se já falei, mas cheguei a conclusão de que estou pronta para nós dois. –as maças do rosto ficaram rosadas naquele momento.

-Pronta? –sentiu seu coração dar pulos.Estava mesmo ouvindo aquilo de Gina.

-É, e eu queria te pedir pra...

Teria terminado se não fosse Rony e Hermione que entraram correndo no Salão, fazendo-os se sobressaltarem.

-Comensais da Morte.-Hermione conseguiu dizer antes de desabar em lágrimas, enquanto Rony respirava fortemente, sinal de que haviam corrido muito.

-QUÊ? –Harry levantou-se num pulo olhando fixamente para os dois.

-Cara... –O ruivo parecia cansado e falava pausadamente. –Dois Comensais lá embaixo no Salão Principal, horrível, muitas pessoas correndo e gritando e... –parou e olhou fixamente para Gina que estava muito pálida. –Eles estão com a Nicolly, desacordaram ela.

-Nicolly? –Gina também se levantou num salto. –Filhos duma...

-Calma.-Harry a segurou pelo pulso ao ver Gina dar impulso pra sair de lá.

-Me solta Harry!-Gritou, ficando mais vermelha que seus cabelos.

-E o que pensa que vai fazer?Pular encima deles e encher se socos?-Harry gritou mais falto, fazendo-a se sobressaltar.

-Eles estão com a Nicolly.

-E ficarão com você também, se for lá.

-E eu simplesmente deixo que a levem?-Puxou seu braço, sem conseguir se soltar.

-Não, eu vou lá. –falou abrupto.-Talvez eu já até saiba porque eles estão aqui, e agora você é isca.

-Que porra -Gritou mais alto, conseguindo se soltar dele. –Porque você acha que tudo ruim tem haver com você?

-Não sei, acho que quase morrer todo ano não é prova suficiente né?-Respirava profundamente.

-Vocês vão ficar brigando ai, enquanto pessoas podem estar morrendo lá embaixo?-Hermione manifestou-se pela primeira vez.

-Gina, por favor, me espera aqui, eu vou ajudar a Nicolly.Confia em mim... –mais suplicou do que pediu.

-Ok. –Suspirou, sentindo-se tonta. –Mas fique bem...

Harry sorriu brevemente e eu as costas rumo ao retrato, com Rony e Hermione as suas costas.

Sentiu-se tão inútil, porque nas batalhas era sempre Harry, Hermione e Rony.Talvez não servisse para lutar.Sentiu-se ligeiramente fraca naquele momento.Queria tanto poder ajudá-lo, protege-lo, mas de nada servia.

O amava tanto, que seria capaz de dar sua vida por ele.

Percebera isso mais do que tudo, naquele momento, quando viu ele dar as costas com os amigos, e ir rumo a batalha, queria tanto livrá-lo de tudo aquilo, mas a única coisa que podia oferecer era seu amor.

-Harry?

-O que? –Virou-se rapidamente.

-Eu te Amo.

-Ahn?

-Te amo!




Há momentos que eu não sei se isso é real,

Ou se alguém se sente do jeito que me sinto.

Eu preciso de inspiração...

Não outra negociação!





-Não se aproximem! –Gritou aquele que segurava Nicolly nos braços.

Vários professores estavam no recinto, apontando suas varinhas para os dois, que tinham Nicolly como vítima.

-Malfoy, sujou! –Cassandra murmurou para Draco, que segurava firmemente Nicolly.

-Larguem a garota. –McGonnagal gritou apontando a varinha para Cassandra.

-Não podemos mostrar para eles que somos fracos...-Draco sussurrou.

-O que?

-Para Voldemort estou falando, como irá confiar em nós?

-Se não a largarem teremos que iniciar uma batalha aqui.

-Só você não percebe que a batalha já iniciou sua velha! –O loiro grunhiu, com a voz rouca e não identificável.

-Cuidado seu miserável...

Era a voz de Snape.

-Expeliarmus! –Uma voz soou, fazendo a varinha de Cassandra voar para bem longe, e a arremessando até uma pilastra.

-O que você pensa que está fazendo?-Snape gritou nervoso.

-Ajudando seu idiota!-Harry gritou, indo em direção daquele que tinha a morena nos braços.

-Estupefaça. –O comensal gritou, na direção de Harry, que desviou com agilidade. –Escolheu hoje para morrer Potter?-Grunhiu.

Harry teve a leve impressão de já ter ouvido aquele timbre de voz.Parecia ser Lucio Malfoy, e quem sabe não fosse.

-Hora errada para esse tipo de comentário Malfoy!-Ironizou apontando a varinha.

Draco sobressaltou-se.Será que Potter sabia quem era?Não podia...

-Está ficando maluco?-Falou com a varinha no pescoço de Nicolly.

-Lucio Malfoy, seu infeliz, eu vou acabar com você...

Quase suspirou em alivio ao ver que Harry pensara que era Lucio, ou, realmente estava pensando.Ele de certa forma não estava tão equivocado, pois sabia que sua voz lembrava muito a de seu pai.

-Me desculpe Potter, mas esqueci-me das palavras que definem o meu estado de espírito...-Ironizou rindo de forma maníaca.

-Você ainda tem um espírito? –riu em deboche –Porque você nem ao menos para humano.

-Você sabe que o causador de tudo isso é você não sabe?-Draco perguntou, tentando parecer assustador.

-Então largue a garota que resolveremos isso eu e você.

Por um momento Draco cogitou a hipótese de transformar aquilo em algo divertido e duelar com Harry, mas esquecera-se que aquilo passava bem longe de brincadeira.

-É melhor sair da minha frente cicatriz.

-É melhor você largar a Nicolly seu monte de...

Um barulho aterrorizante e todas as tochas se apagaram, um silencio tenebroso e logo ao longe começaram a ouvir gritos de horror.O castelo inteiro estava em pânico.

Derrepente muitos feches de luz para todos os lados, insinuando que estava realmente havendo uma batalha no castelo.

Era realmente impossível enxergar algo naquela escuridão.Tinha medo de acertar alguém indefeso com alguma maldição.

Só conseguia olhar de um lado para o outro com a varinha em mãos.

Sentiu um cento muito forte invadindo todo o recinto, junto do barulho de tempestade lá fora.
Em intervalos curtos de tempo o recinto era iluminado por relâmpagos, o que deixava a situação pior, pois professores corriam e duelavam com mais de dois comensais.Havia mais de dois comensais agora.

O que diabos era tudo aquilo?Sabia que guerra não tinha data, e nem era prevista, mas como conseguiram invadir os recintos de Hogwarts, que eram totalmente seguros?

- Crucius -Ouviu um gritar na sua direção, desviou rapidamente, pronunciando impediemnta e um relâmpago o fez ter a visão do Comensal.

- Platinum - O moreno gritou rapidamente, fazendo um Comensal cair de costas no chão, grunhindo de dor.

Estavam sendo realmente momentos de horror.Não sabia mais onde estava nem quem atingia, sua visão estava colorida devidos aos feches de luz em toda direção.

- Induzius -uma voz gritou bem ao longe, fazendo todo barulho cessar-se, e pouco a pouco as tochas irem se acendendo uma por uma.

O que aconteceu naquele instante fora incrível.Alguns alunos caídos no chão, chorando e com alguns ferimentos.Os professores olhando assustados por todo lado com alguns ferimentos e maldições também, só que o pior.Não havia comensal nenhum.

Todos tinham sumido, definitivamente todos, e no lugar deles havia um Dumbledore parado na porta de entrada do salão, com sua varinha em mãos, com o semblante mais assustador que já vira.

-Eu quero todos os alunos aqui, agora mesmo. –O diretor falou parecendo extremamente nervoso.-EU DISSE AGORA!-Ele gritou, fazendo Harry estremecer.

Os professores se entreolharam, e antes de saírem para chamar todos alunos de Hogwarts Edw entra correndo no Salão, suando e com um corte no rosto, junto de outra garota multa, que parecia querer desmaiar.

-Dumbledore... –Ele murmurou ofegante. –Harry...

Todos olhavam assustados para ele, com medo do que viria a dizer.Ele sangrava muito.

A garota desmaiou, no que Dumbledore com um gesto muito rápido a fez levitar no ar antes de chocar-se contra o chão.

-A Gina! –conseguiu por fim dizer. –Eles levaram a Gina!!!




Continua...




N/A: Eu sei que aparentei ter abandonado a fic, mas muitas vezes eu mencionei que nunca faria isso, porque G.M foi e é a fic que mais me dá prazer em escrever.Vocês sabem que escrever uma fic não exige apenas digitação, mas sim um estado bom de espírito também, e como qualquer pessoa normal eu enfrento problemas na minha vida.

Peço mil desculpas por quase um ano sem atualizar, mas quem é vivo sempre aparece... (Risadas).

Espero profundamente que vocês tenham gostado do capitulo, que apesar de pequeno, revela muita coisa.Espero ter sido satisfatório, e espero mais ainda não demorar pra atualizar.

Muito obrigados pelas firmas de vocês, pelos comentários, todo dia que eu entrava aqui e via os coments, me dava mais força pra lutar por Garota Malvada.E podem ter certeza, agora que estou no fim, não vou parar.

Por vocês, por mim, por nós e pela fic!

Amo vocês queridos leitores.

Até o próximo cap.

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