N.A > Desculpem-me gente...
sei que fiquei muito tempo sem postar, que coloquei a continuação desde capitulo antes mas tive que reescreve-lo e completá-lo por isso essa mudança.... Parece que as pessoas pararam de ler a fic, mas , tudo bem....pra quem est´pa lendo boa leitura, para os novos leitores , boa viagem!!!!!!!!!
sobre os próximos capitulos estou com alguns prontos mas não estou conseguindo chegar no pondo para completar o raciocinio por isso devo demorar novamente para postar algo novo, me desculpem. beijos a todos..
Cap. 20 - Trunfo
Passadas duas semanas, ele a tinha evitado durante esse tempo, cancelando todos os horários de monitoria, e não dando aula nos horários de aula dos grifinórios, simplesmente para não se encontrarem. Todas aquelas palavras, toda a emoção transmitida no olhar de Hermione tinha deixado-o naquele mesmo dilema. E não sabia como tinha conseguido dizer todas aquelas baboseiras românticas, não era o que queria dizer... Mas era o que sentia por ela, por mais que pensasse que tudo fora maluquice. Severo Snape não pode ser romântico, carinhoso e falar tudo que pensa. Mas ela conseguia mexer e transformar sua personalidade dúbia em tudo o que ele não gostava de ser, em tudo o que ele orgirrizava. Navra, até mesmo ela não conseguia fazê-lo perder as estribeiras. Isso tudo parecia tão errado, tão insensato. E porque ele se importava?
Ele sabia que não poderia deixá-la se iludir com ele, muito mais por ela não saber quem ele era na realidade. Mas estar com ela, participar da vida de alguém que ele realmente gostava era estranhamente bom. Vê-la sorrindo, quebrando a cabeça pra achar as respostas aos seus questionamentos, saborear o apreço dela pela gana de saber sempre mais, observá-la morder os lábios quando está pensando em algo importante, e o principal, saber que ela se importa com ele porque gosta, por se importar com ele... Esse dia a dia já era importante em sua vida, e ele mesmo se viu incomodado sem tudo isso. E ela havia sido direta e dura com ele, como ninguém, nem mesmo Navra havia sido. Ele não era um garoto, mas se recordando de tudo que conversaram percebeu que tinha ido de um extremo ao outro, parecendo duas pessoas ao mesmo tempo. Havia repudiado e a desprezado e em pouco tempo era o homem mais apaixonado e mais sensível do mundo.
Em sua alcova, ele pensava, analisava, se reorganizava. Ele não podia deixá-la interferir nos planos que ele e Dumbledore firmaram, não podia deixar com que Voldemort soubesse de tudo sobre as profecias e muito menos que descobrisse que ele estava tendo sentimentos bons por uma de suas alunas, ainda mais sendo a amiguinha do Potter.
“POTTER – Pensou. - Igual ao seu pai, um caçador de confusões. Maldito menino! – Porque você não pode ser um pouco mais inteligente que um trasgo e ir descobrindo aos poucos o que você pode fazer com os seus poderes, descobrindo logo como destruir Voldemort. Por que precisa ser tão mimado!” - Sua paciência e seu autocontrole estavam a níveis considerados perigosos para qualquer ser vivo e falante que o indagasse mais que o necessário durante esses dias.
Estava ansioso, sabia que ela o procuraria. Que ele deveria esperar, por mais angustiante que fosse. Resolveu tomar seu café novamente no quarto. Pegou o jornal para saber alguma noticia da madrugada, já que não tinha conversado com Voldemort ultimamente. Para sua surpresa, Voldemort havia dado as caras da forma mais inesperada: O Ministro da Magia estava desaparecido, com sua guarda pessoal encontrada morta dentro do próprio Ministério da Magia. Não podia acreditar que não tinha sido informado desta ação. Tomar o Ministério desta forma reafirmava as pretensões de Voldemort. Tinha que encontrá-lo, tinha que arranjar uma boa desculpa para sair de Hogwarts. Será que tinha sido descoberto? Será que havia perdido a confiança extrema do Lorde das trevas? Decidiu pedir a diretora para sair após o almoço. Tinha que se preparar pro pior.
Liane não havia dormido muito bem. Acordou com o humor de um trasgo. Tinha tido novamente pesadelos com a filha de Dumbledore sendo torturada pelos comensais da morte e Voldemort. A cada dia pareciam que eram mais reais, pois muitas das vezes ela parecia sentir parte da dor das torturas, o que acabava fazendo acordar e sentir dores por todo o corpo. Alguns dos pesadelos eram apenas vendo-a jogada e só na masmorra. Às vezes tinha flash de alguém que ela não conseguia ver o rosto ajudando-a, curando suas feridas e lhe dando o que comer. Ela não havia conversado sobre tais sonhos com nenhum de seus amigos, muito menos com Harry.
Ela o via muitas vezes retraído, pensante, como alguém que aguarda, vigiando, esperando por algo, parecendo sentir o que está para acontecer. Não sabia dizer se ele estava escondendo algo ou se estava mais reservado por outras coisas, mas tinha a certeza de que Harry não era o mesmo que conhecera no casamento de Gui e Fleur. Não era mais um garoto, sua maturidade se mostrava em pequenos detalhes, que muitas vezes se mostravam apenas quando estavam sós. Estavam treinando mais durante as reuniões da AD, e às vezes esqueciam que pequenos duelos eram para manter o treinamento e o corpo em forma e se entregavam, acabando por vezes por um machucar o outro. Mas ela sabia o porquê disso acontecer. Ele estava destinado a cumprir uma profecia: destruir ou ser destruído por Voldemort.
E era por isso que se empenhará tanto em estar ao nível ou até melhor do que ele, pois devido ao seu relacionamento, ela seria uma das vítimas preferidas para atacá-lo e desestabilizá-lo. Ela percebia como ambos estavam ágeis e à vontade com o uso de magia durante os duelos. Muitas vezes, quando duelavam com outros alunos da AD e até em sala de aula, sabiam que estavam muito mais preparados e que o poder de seus feitiços estava aumentado com o passar do tempo. Só não podiam deixar que transparecesse o quão avançado eles estavam.
Hermione também acordou quase ao mesmo tempo em que Liane. Elas estavam dividindo o mesmo quarto com permissão da diretora, já que outras garotas pediram para passar o fim-de-semana na Lufa-Lufa e Hermione a convidou para ficar lá, valia a pena ter uma boa companhia. Ela via que a amiga estava distraída de novo, pois nem havia desejado bom dia, muito menos havia percebido que ela tinha acordado também. Hermione achava engraçado que ela tivesse o dom de não ver ninguém a sua volta quando estava assim, mas também se preocupava. Ela via o quanto ela e Harry estavam mudados depois do ocorrido na casa de Harry depois do Natal. Ela via que eles não estavam mudados somente emocionalmente, mas os níveis de magia de ambos estavam acima do normal. Ela sabia que algo havia modificado ambos, só não sabia bem o quê e como, mas ela os entendia perfeitamente. Se preocupar com alguém que você ama e procurar protegê-lo eram o que eles faziam um com o outro, mesmo sem perceberem. E isso fazia seu próprio coração doer.
Não havia esquecido nada do que acontecera no quarto do ex-professor Snape, entre ela e Norton. Sentia medo de encontrá-lo e não conseguir dizer o que queria. De olhá-lo e ficar muda e sem ação. Tinha medo de pensar que eram só mentiras e se machucar de graça. Não acreditava que um homem como ele poderia se interessar e até chegar a amá-la como ele dissera. Seu coração estava indefeso contra ele. Não era coisa de menina, pois ela realmente sempre fora muito mais madura do que aparentava, mas como qualquer mulher sonhava em ter alguém para amar e ser amada em retribuição. Não queria contos de fadas, mas algo que ela pudesse sentir como real, algo palpável. Algo como ela havia sentindo quando Norton a havia beijado, quando ele falara que ela havia entrado em sua alma e em sua mente como uma espada que destrói tudo por onde passa. Por Merlin, o que era aquilo? Naquele momento pensara que ela estava fazendo mal a ele, pois ela vira o quão dolorido foi para que ele dissesse tudo aquilo a ela e daquela forma. Uma das coisas que ela descobrira fora que ele era orgulhoso e introspectivo e que ainda não tinha mentido ou a enganado. Ela pensaria, e principalmente sentiria o que seu coração falava, mas precisava falar com alguém. Hermione decidiu então falar com Liane, que estava na frente da janela do quarto, aparentando olhar para o nada.
- Li, tá tudo bem
Liane olhou pra baixo. Estava cansada e pensativa. Confusa e sensibilizada. Sentia seus sentidos diferentes. Olhou para a cama de Hermione como se não tivesse escutado seu chamado. Hermione a fitou e percebeu que havia algo errado.
- Liane? - chamou Hermione – Liane!
Os olhos dela então se moveram, como se conseguisse agora escutar a voz de Hermione, que se levantou e aproximou-se da cama da amiga.
- Li o que foi? Eu fiquei preocupada quando você me olhou daquele jeito. Você tá precisando de alguma coisa?
Liane a viu tão preocupada que deu uma leve risada. – Não foi nada, Mione. Sério! Eu só tive uma noite ruim e fiquei viajando com meus botões um pouco. Desculpe se não te escutei.
- Pareceu que tinha acontecido mais alguma coisa. Tem alguma te incomodando pra você vir tendo tantos pesadelos? Reagindo deste modo quase todas as manhas?
- Como assim todas as manhãs?
- Ué, você não percebeu que você faz isso quase todos os dias?
- Não, não havia percebido. O que mais eu tenho feito que vocês estão estranhando?
- Não é que fiquemos te seguindo ou olhando o tempo todo, mas estamos juntos quase o tempo todo. Pelo menos, eu percebi que vocês dois estão mais forte, estranhamente ficando mais poderosos por assim dizer. Não que isso seja ruim ou bom, mas eu me preocupo, pois ainda somos jovens demais para as responsabilidades que resolvemos assumir nesta guerra.
- Eu sei bem o que você que dizer, mas não se preocupe muito comigo, pois eu estou agüentando firme. Fico preocupada com o Harry. A missão dele é tão complicada e tão sem esperança que nós estamos lutando contra o tempo para estarmos prontos.
Mione a olhou com a compreensão no olhar. Segurou a mão da amiga entre as suas tentando passar isso a ela. – Não é fácil amar um cara como ele, não é? – Recebendo um não com um aceno de cabeça. – Eu só espero que tanto você como o Harry consigam confiar em nós, seus amigos, para qualquer coisa. Vocês não estão sozinhos e vão precisar de apoio quando à hora chegar.
- Eu sei e agradeço. Você são pessoas maravilhosas, mas o Harry quer poupar a minha vida e a de vocês, não sei se deu pra perceber isso. – Hermione fez que sim com a cabeça. – Então, eu tenho que estar ao lado dele pra que saiba que não estará sozinho, nunca! Eu amo esse sonso mais do que eu imaginei. Sei que sou nova, que entrei na vida dele de repente, mas não sei por que me apaixonei ao olhá-lo.
- Você acabou com as possibilidades de retorno do namoro dele com a Gina...
- Eu fiquei sabendo deles depois. Se soubesse deles antes, talvez conseguisse me manter distante.
- Ou talvez não...
- Verdade. Mas parece que consegui fazê-la esquecer do Harry. – Disse rindo.
- Não sei não. Às vezes penso que ela ainda tem umas recaídas.
- Mas o Eric tá conquistando espaço.
As duas riram.
- Mas ela é difícil. Ainda mais com um sonserino dando sopa. A família dela vai aloprar quando perceberem que os dois estão próximos.
- Oxê. Eles não sabem? Ele está no nosso grupo desde o início das aulas.
- Os professores sabem, o Ron, mas os outros nem sonham, ninguém comentou nada. Seria como convidar um dos Malfoy pra visitá-los.
- Mas eles estão fazendo o mesmo que esses Malfoy fizeram e ainda fazem com eles. Esse preconceito não faz bem a nenhum dos lados.
- Eu sei, mas irrita profundamente. Agora uma pergunta, como conseguiu achar essa peça rara dentro daquele covil de cobras?
- Do mesmo jeito que eu faço parte da sonserina pelo que há no meu interior, ele também faz. Ele tem um lado reservado, é muito inteligente, sarcástico, e às vezes ele é até divertido, mas normalmente quando está entre os sonserinos.
- O que você viu nele?
- Eu não vi, eu senti que ele queria ser diferente, assim como eu. Senti uma coisa boa vindo dele, sabe algo que me dizia que ele precisava de uma chance. E ele foi um dos únicos que se aproximaram de mim. Sabe, ser a namorada de um grifinório e ainda por cima ele sendo Harry Potter, não te faz muito querida entre os sonserinos.
- Será que há chance dele é conquistar a Gina?
- Isso eu não sei. Mas que os dois reagem bem quando estão juntos...
- Verdade! Eu não sei bem, mas acho que ele esconde algo de nós...
- E já mudando de assunto, você e o Ron, vão ou não vão?
Hermione ficou vermelha na hora.
- Por que você perguntou isso. Eu... É...
- Perguntei por que sei que isso está afastando a amizade bonita que vocês três têm juntos. O Harry sempre comenta que gostaria que vocês fizessem as pazes rapidinho. Ele tá sentindo falta de você passar os deveres pro Ron. Ele não quer mais fazer dever por dois.
Hermione se abriu em gargalhadas. – Isso é bom pra ele ver como é fazer os deveres dos outros.
- Mas e aí? Posso saber o que aconteceu com vocês? Quem sabe eu não possa fazer um meio de campo dentre vocês dois.
- Li, foi algo muito sério, pelo menos pra mim. Eu nem sei como te falar sobre isso.
- Se quiser falar, fala. Não vou julgá-los, vou apenas tentar ajudar.
Hermione pensou que mais alguém tinha que saber. Tinha que em seu interior falar, se abrir, por tudo pra fora.
- Li, eu vou ser bem objetiva. – Respirou fundo e continuou. – O Ron tentou me ter a força. – Respirou de novo. – Nós estávamos namorando numa sala quando ele foi avançando o sinal, eu tentei sair daquela situação, mas não conseguia, e pela força ele quase conseguiu o que queria comigo, mesmo eu não querendo. – Pronto! Tinha falado. Ela olhou para Liane com cara de quem esperava uma reprovação, mas não foi isso que encontrou.
- Minha nossa Mi, como você conseguiu não falar isso com ninguém. Como conseguiu? Ele te machucou?
- Um pouco. Ele não parece, mas é mais forte do que pensa. Ele não me escutava dizer não. Eu me debati até que o Professor entrou na sala e o fez parar.
- Professor? Que professor?
- Foi o professor Norton que pegou a gente lá. – Disse acanhada.
- Caraca! Logo quem...
- Mas se não fosse ele eu acho que a coisa tinha sido pior.
- Como assim?
- Ele cuidou de mim depois que pôs o Ron pra correr de lá. Do jeito dele, mas cuidou.
- Estou de cara! Ele daquele jeito todo durão, frio, fazer uma coisa dessas por uma aluna, além de ser uma situação complicada, dar atenção, e ainda por cima isso ficou só entre vocês, não foi?
- Foi. Nem eu, nem o Ron, muito menos o Professor falamos algo.
- E ele ainda é seu monitor de Poções. Muito bom isso! Como não conhecemos as pessoas...
- Isso é verdade. – Hermione disse isso ficando novamente vermelha. Ela relembrou do dia quando o olhou, quando se beijaram, e principalmente a noite passada.
- O que foi Mi? O que foi que aconteceu pra você fazer essa carinha de felicidade?
- Eu? Hã? Eu não fiz cara nenhuma. – Disse sem graça.
- Mione, você não consegue mentir pra mim, principalmente agora depois desse sorriso e desta vermelhidão no seu rosto.
- Você tem que jurar que nem pro Harry você vai comentar sobre essa conversa, tá bom! Jura?
- Claro!
- Eu estou gostando do professor Norton. – Disse toda acanhada. - Bem, gostando como você gosta do Harry, sabe.
- E ele?
- Eu não sei. Tá tudo um pouco confuso, já faz mais de uma semana que ele disse que gostava de mim. Ele disse que precisava de mim, como se precisa do ar pra respirar.
- Ele está apaixonado por você?!
- É o que pensou. Estamos sem nos ver já há quase duas semanas. Ele me deu um tempo pra pensar se quero ficar com ele. Eu estou tão confusa, pois é o que eu mais quero. Mas penso no que isso pode levar, nas conseqüências de assumimos um relacionamento assim. Ele pode ser expulso, eu posso se expulsa também. Todos vão nos tratar com indiferença e tudo mais.
- Por ele ser mais velho?
- Também, e por ter sido o meu professor. Quer dizer, ser meu professor.
- Ninguém sabe de vocês, além de mim?
- Não, ninguém. Mas eu acho que eu preciso de ajuda, mesmo que seja só pra conversar.
- Minha amiga, realmente vocês estão numa sinuca de bico. Eu jamais imaginei que uma pessoa como ele poderia nutrir sentimentos tão profundos como você me falou. Eu não sei o que posso fazer para ajudar. Você tem certeza que ele está mesmo envolvido, que não está brincando ou tentando se aproveitar da sua situação com o Ron?
- Eu estou confusa Liane. Nós nos damos muito bem. Conversamos sobre quase tudo. Mas ele me olha diferente. Faz-me sentir diferente e eu sinto que ele me esconde coisas, mas não consigo saber o que é. Eu queria poder ter certeza, mas não tenho.
- Você acha que ele está sendo verdadeiro com você?
- Eu confio nele. Mas estou com medo do que possa acontecer depois. Meus pais, os meninos, o Ministério. Eu já sou maior de idade, mas isso muitas vezes não quer dizer nada.
- Imagino. Mas acho que o importante agora é saber se você está feliz.
- E eu estou. É muito diferente o que eu sinto pelo Norton do que eu sentia pelo Ron. Sei lá, eu gosto de estar com ele simplesmente para vê-lo. Eu me perco quando começo a olhar pro olhos dele. E quando ele se aproxima de mim, mesmo antes de me tocar, parece que os meus joelhos são feitos de borracha, sabe! – Ela falava divertida. – Eu queria poder viver sem culpa, sem pensar, mas eu sou assim, sempre vou medir as conseqüências antes dos meus atos. Não vou conseguir conviver pensando que isso é errado ou que vai custar caro demais pra ele e pra mim.
- Mas se você pensar desse jeito, você nunca vai correr risco Mione. A vida está aí pra que nos arrisquemos, para que vivamos intensamente cada coisa, cada momento. Se não der certo, paciência! Guarde o que foi bom. Mas não o deixe sem saber como se sente em relação a tudo isso. E não o perca por causa de pudor ou medo. Você, pelo pouco que conheço vai se atormentar a vida inteira se não tentar.
- Mas...
- Mas? Não tem “mas” Mione. Ou você vai, ou não vai! Simples assim. Você sabe onde ele está agora?
- Não.
- Tem alguma idéia se ele está em alguma aula extra?
- Possivelmente ele deve está nas masmorras, no laboratório ou no quarto dele.
- Como hoje é domingo, não vai ter muita gente andando por ai. Aproveite agora, se arruma e vai lá. Fale tudo, sem cerimônia, sem covardia. Se ele não entender o que está no seu coração, vai ser uma pena.
- Se não der certo Li, eu juro que vou ficar solteira pra sempre!
- Não diga isso. Não de um fim àquilo que você não poderá e não vai querer cumprir.
- Que Merlin e Morgana me ajudem então.
- Então vamos tomar café? Estou quase morta de tanta fome?
- Vamos. Acho que de barriga cheia eu vou ficar com mais coragem e não sair correndo. – Disse fazendo careta e fingindo roer as unhas. – Ou talvez eu passe mal de tanto comer.
- Eita ansiedade doida. Sabe Mi, acho que esse homem te conquistou de vez, viu. – Disse rindo enquanto trocava de roupa.
Hermione abaixou a cabeça e deu um sorriso contido. – Eu não sei mais nem o que pensa direito sobre isso.
- E precisa pensar?
- É a única coisa que eu sei fazer direito.
- Então pare. Apenas sinta. Se for o caso de parecer infantil, seja! Se ele quiser mesmo ficar com você, ele vai ter que te dar alguma brecha, mostrar alguma coisa. Se não, saia de lá sem questionar e sem fazer cena. Deixe-o e siga sua vida. Ele não é o único homem da face da Terra e você, com toda certeza, não é nenhuma tadinha pra ser deixada de lado.
- Mas eu não sou uma mulher de parar o quarteirão. Não sou bonita ou tenho atrativos como você e a Gina.
- Não é porque não quer. Olhe pra você Mione. Tem uma boca linda e bem desenhada, uma pele de pêssego com umas sardinhas bem clarinhas que dão o maior charme. Um belo corpo. Um cabelo pra lá de cuidado e com cachos lindos, mãos bem cuidadas. É super inteligente, esforçada, integra, cuidadosa, responsável, amigona, atenciosa, perspicaz e outras “cositas más” que podem deixar um homem maluco por você, tanto no intelecto quanto no “corpicho”.
- Você fala assim por que é minha amiga. Eu não sou nem um terço do que você falou de mim até agora. Sou extremamente orgulhosa, temperamental, chata, nerd...
- Isso é o que você pensa de você mesma, mas o que eu vejo é tudo o que te falei antes. Você não é aquilo que você vê, mas sim o que deixa transparecer.
- Ele é mais velho Li, deve estar querendo uma aventura. E eu não quero isso.
- Pense comigo Mione. Ele não iria se arriscar por tão pouco. Ser professor de Hogwarts é muita coisa no mundo bruxo e outra, você é aluna dele. Essas coisas não são bem vista. Ele tem muito a perder estando contigo.
- Mas eu também. Posso ser expulsa!
- Mais ficaria com ele sem pensar!
Hermione ficou ser fala. Elas sabiam a resposta de cor.
- Ele é mais velho, mais experiente...
- E quer você!!
Hermione se calou, não tinha mais argumentos para não tentar. Se sentir inferior não adiantava. Ela tinha que enfrentar seus medos e se jogar sem ter medo de onde cair. Liane riu da cara de Hermione, que se fez de vencida. Ambas foram para o salão principal, já estava ficando tarde e o café seria encerrado em pouco tempo.
- Isso tudo morre aqui, ouviu Stra. Tonks?
- Sim senhora!
Encontraram Ron, Harry e Gina já brigando na mesa do café. Liane deu bom dia a todos depositando um beijinho na testa de Harry e indo em seguida para a mesa da sonserina, sentando ao lado de Eric. Hermione sentou ao lado de Gina e disfarçadamente olhou para a mesa dos professores, não encontrando quem buscava. Tentou entender o motivo da briga entre os três para ver se acalmava os ânimos.
- Vocês é que sabem! Eu não vou me meter nisso agora. Não podemos fazer nada por essas pessoas aqui. Não podemos sair da proteção do Castelo pelo menos por agora.
- Mas se não fizermos nada Voldemort vai destruir tudo que conhecemos, todos que gostamos, fazendo o mundinho dele crescer cada vez mais. E o medo que as pessoas sentem é o que o faz forte, não seus ataques.
- Mas Harry, eles não pensam, matam simplesmente por diversão. O poder deles vem do medo daqueles que não são fortes o suficiente para combatê-los.
- Já atrapalhando a conversa, sobre o que vocês estão falando? – Perguntou Liane com as mãos no ombro de Harry.
- Vocês não leram o jornal hoje?
- Ainda não. O que aconteceu? – Perguntou Hermione
- Voldemort atacou novamente. Foi no Beco Diagonal e Homesgrad. – Disse Harry desanimado.
- Vitimas inocente Mione. Crianças, jovens, todos dentro de suas casas. Foi um ataque coordenado pelo próprio monstro.
- Quantos?
- Dezessete.
- E mais um recadinho deixado pra mim.
- Como assim recadinho? Ele matou essas pessoas pra chamar sua atenção?
Harry pegou o jornal e começou a ler. - “Falta pouco para você ser destruído e todos os seus sonhos e daqueles que o protegem desapareceram. Este é o último ano de sua miserável vida”. Bem, eu acho que isso foi um jeito dele de me avisar que ele está de volta a caça.
- E como ele mandou esse recado? – Perguntou Hermione.
- Escreveu com sangue na parede da casa de uma das vitimas. – Respondeu Gina. – Isso ter lembra algo?
- Temos que fazer alguma coisa! Arranjar um jeito pra que ele saiba que não vai ficar impune. – Falou Ron.
- Do que vai adiantar expormo-nos ao perigo sem chance de ganhar. Temos que nos focar e descobrir onde estão as últimas “coisas” e destruí-las. Sem isso é suicídio. Ele continua imortal.
- Temos que reunir todos. Veja se as moedas funcionam Mione. Temos que voltar a nos preparar. Temos que acabar com essa guerra, parar com esse extermínio de pessoas inocentes, que nem sabem por que estão morrendo. _ Falou Harry.
- Vamos aumentar o treinamento? – Questionou um desanimado Ron.
- Temos que melhorar a parte técnica e nós, que sabemos toda a história, temos que pesquisar. Alguma coisa no passado dele deve indicar o que ele escolheu para fazer as “coisas”. – Falou Mione.
- Vamos nos reunir hoje à noite? – Perguntou Gina.
- Vamos. Depois do jantar, usamos as moedas. – Harry concordou.
Depois da aula de poções, o grupo se reuniu para a aula de feitiços. Enquanto andavam Harry sentiu um arrepio passar pelo corpo. Olhou para os lados, mas nada viu. Sentia-se incomodado, como se estivesse sendo exposto a algum poder, a algo mágico que pudesse apenas sentir.
Quando viraram o corredor um grupo de professores estavam na porta da sala conversando animadamente.
- Eu devo tá ficando cega. – Exclamou baixo Liane que balançava a cabeça fazendo sinal de negação. – Ela só pode está brincando comigo.
- O que foi Liane? De quem você está falando?
- Venham comigo. – Liane correu até chegar próximo ao bolo de pessoas paradas na porta da sala de aulas. Sem pestanejar ou se incomodar com os outros Liane cutucou um mulher, que por acaso também surpreendeu Harry quando viu de quem se tratava.
- Mãe o que você tá fazendo aqui?
A senhora de roupa azul marinho e laranja virou de costa, mostrando um semblante mais tranqüilo que o normal. - Hora, Liane, isso é uma Escola, e eu vim dar algumas aulas no lugar de sua irmã. Por quê? Não posso?
- Andrômeda quanto tempo! – Minerva vinha ao encontro de todos – É um prazer tê-la conosco neste dias – Quanta honra, uma pessoa como você... É muita generosidade da sua parte. Sabe eu apenas fiquei sabendo agora que já tinha chegado... - Ficaram as duas conversando enquanto Harry aproximava-se de Liane.
- Como assim, como você? – Perguntou Harry para Liane.
- Você esqueceu que minha mãe é uma inominável? Outra coisa, é raríssimo minha mãe sair de casa pra fazer qualquer coisa. Ainda por cima dar aulas.
Tonks então apareceu na porta, convidando todos os alunos e sua mãe a entrarem para a aula. Depois de todos acomodados ela foi a frente da turma.
- Muito bem, hoje tenho uma novidade para vocês. Uma grande surpresa tanto da minha parte quando de toda a diretoria de Hogwarts. Precisarei me ausentar por algumas semanas e vocês não ficaram órfãos de mim, pois para ocupar a vaga uma grande pessoa se disponibilizou para ocupá-la. E pra ser bem sincera com vocês, eu jamais esperava que isso fosse acontecer um dia. Pois bem, sem mais delongas gostaria de apresentar a vocês a professora substituta de Feitiços, Andrômeda Black Tonks, também conhecida como minha mãe!
Todos os alunos viram aquela pessoa, quase que andando por sob nuvens entrar pela sala de aula. A maioria com as bocas abertas, pois sabiam muito bem quem ela era. As pessoas da AD estava ainda mais perplexa, Liane estava abobalhada. O único que ficou mais sério e não demonstrou nenhum sentimento fora Harry, que acompanhou todo o trajeto da Sra. Tonks com o olhar. Ele já estava sentido alguma coisa, como se o ar lhe faltasse, como se o vento começasse a fazer mais barulho. Realmente aquela mulher mexia com seus sentidos, mas não entendia o porquê. Olhou para Liane que estava ao seu lado e via a cara de desconforto e surpresa da namorada.
- Olá a todos vocês e bom dia. Muito obrigada pela apresentação, minha filha, mas não se preocupe. Não vou fazer menos do que você faria e nem o que eles certamente não estão prontos a agüentar.
Tonks confirmou com a cabeça. Sabia como era sua mãe em relação a estudos e ela sabia muito bem que seus alunos ficariam ou encantados ou petrificados em sua aula. Resolveu não ver no que ia dar. Despediu-se da turma e saiu de sala.
- Muito bem, muito bem. Acho que a maioria sabe quem sou, mesmo não me conhecendo pessoalmente, e para tirar a dúvida da maioria vamos melhorar minha apresentação. Sou sim mãe de Ninfadora, mas também da aluna Liane Tonks, aqui presente. – Todos os alunos viraram na direção da cadeira onde Liane estava sentada, que acabou dando um sorriso meia boca. – Sou considerada pelo Ministério da magia como Mestra dos inomináveis e trabalho no subministerio dos mistérios e artes mágicas. Estou aqui para ajudar minha querida filha e realizar um grande sonho que era der ser professora em Hogwarts.
- Hoje faremos uma aula bem simples e proveitosa. Quero conhecer a capacidade de vocês sobre os feitiços já dados até hoje e como está o poder de concentração mágica dos senhores e senhoritas. Por isso gostaria que deixassem suas varinhas sobre as mesas e viessem para esta área a frente das mesas. Sentem-se em um local da preferência de você e se possível longe de seus amigos mais próximos, namorados e afins. Tentem ficar bem distantes. – Depois que todos estavam acomodados Andrômeda começou a andar por entre os alunos. Muitos deles estavam estranhando a postura dela como professora. – Agora, relaxem. Tentem não pensar em coisas do dia-a-dia. Respirem lentamente.
- Fechem os olhos, todos vocês. Esse será um treinamento para vocês conhecerem o seu verdadeiro EU. Nesses próximos minutos eu quero que sintam se livres, podem até dormir, mas que continuem pensando em tudo o que gostam e o que não gostam, tudo que são, o que trás felicidade, o que os deixam tristes, que animais gostariam de ser. Apenas pensem... E não se preocupem. Deixem a magia fluir dentro e ao redor de vocês.
Harry não conseguia relaxar. A presença de Andrômeda o incomodava. Nada tirava da sua cabeça que ela tramava algo, possivelmente contra ele. Ele não entendia o porque somente ele tinha essas sensações toda vez que estava próximo a ela. Mas acabou tentando relaxar. Pensou em várias coisas, mas foi somente quando pensou no dragão Merloc, percebeu que algo dentro dele “fluía”. Imediatamente a isso, as visões de seus sonhos anteriores começaram a se formar em sua mente como se fosse realidade.
- Bem vindo meu Senhor.
Harry abriu os olhos e virou de costa, encontrando Merloc com as patas dianteiras dobradas em sinal de reverência.
- Olá Merloc. Será que pode me explicar como eu vim parar aqui?
- Não sabe, meu senhor?
- Eu não faço idéia. Estava em aula e comecei a pensar em você e sobre meus sonhos e cá estou eu.
- Então está explicado. Você quis me encontrar e focalizou para isso. Isso o fez buscar sua essência. Ela realmente é boa!
- De quem você está falando?
- Sra. Tonks ora! Você estava tendo aula com ela, não estava?
- Como você sabe?
- Eu a senti perto de você e prestei mais atenção no que você estava sentindo.
- Sabe então que fico tenso quando ela está por perto.
- Sei e entendo. É uma mulher de grande poder e força vital. Ela não é uma Elemental, mas está muito acima das grandes bruxas que conheci. Só que não deve temê-la. Ela está tentando proteger a senhora da... quero dizer proteger a Stra Liane.
- Repete. Senhora do quê?
- Senhora de nada. Me confundi, somente isso.
- Eu não acredito. Você também vai mentir pra mim?
- Não menti meu senhor, só não convêm neste momento. Como lhe disse antes, há um tempo pra tudo.
- É sobre o que Liane é realmente?
- A Srta. Liane é muitas coisas. Ela faz parte de muitos mundos, tanto por nascimento quanto por destino. O futuro dela é tão incerto quanto do meu senhor.
- Mas por que isso? Por que não pára com isso e me fala o que há de errado? Isso não pode mudar o que sinto por ela.
- Mas talvez mude. Ela é especial. E não pode ser descoberta antes de você está preparado para defendê-la.
- De Voldemort?
- Precisamente. Está bem. Já vi que não posso mais afastá-lo da verdadeira história. Pois bem, Voldemort está buscando um antigo ritual, da época da magia antiga, onde não existia separação da luz e das trevas, num tempo em que a magia era tudo em todos.
- E o que tem ela haver com isso?
- Ela é a personificação deste poder. Harry, ela tem o Dom de poder fazer o bem ou mal, e só quando ela decidir, quando discernir o que é o bem e o mal, esse Dom estará em seu clímax. Por isso, nenhum deles faz mal a ela. Ela é conhecida como A Elemental, a magia ascendente, o poder antigo.
- Como assim?
- Você sabe que ela não é filha de sangue de Andrômeda e Ted. – Harry fez que sim com a cabeça. – Só que os pais biológicos dela jamais deveriam ter gerado essa criança. Ela foi forjada na guerra, no ódio, através de poderes extremamente fortes, combinando na mistura do sangue de duas famílias que se tornaram inimigas a mais de mil anos.
- E o que tem isso haver?
- Nela corre o sangue de Salazar Slytririn e de seu inimigo mortal e de seu antigo melhor aliado, Godrico Grifindor.
- Ela é descendente dos dois? Como pode ser isso se Voldemort é o último descendente vivo dos Gaunt? E eu lembro da minha mãe ter escrito que Dumbledore era descendente de Grinfindor e que teve um filho.
- Pra ser mais exato uma filha. Uma bela menina, dos olhos mais azuis que eu vir em todos esses séculos.
- Você a conheceu?
- Infelizmente não.
- Você esta querendo dizer que a filha de Dumbledore e Voldemort em pessoa tiveram uma filha e que essa criança é a Liane?
- Exatamente. Assustado?
- Assustado, eu? Imagina! – Disse Harry com um ar nervoso. - Quem vai entrar em pânico é a Li. E ele sabe da existência dela e que ela é a filha dele?
- Nem um nem outro meu senhor. Por isso Andrômeda está protegendo-a. Ela lança mão de seus poderes psíquicos para confundir os sentidos de Voldemort.
- Isso não é invenção sua?
- Por eu teria o trabalho de inventar uma história desta, meu senhor, simplesmente para perturbá-lo?
- Não te conheço o suficiente para t....
- É uma pena ainda não confiar em mim. Pensei que te falando a verdade tudo seria mais fácil. – Disse desapontado.
- Não é falar a verdade o principal problema, mas você está falando coisas sobre a Liane que parecem totalmente fora da realidade. E como você sabe de tudo isso?
- Foi eu a pessoa que previu o nascimento dela há alguns anos atrás.
- O que?
- Sim meu Senhor, sou bem mais velho do que imagina. Como sou um ser mágico por natureza, diferente de vocês humanos, consegui adiar ao máximo minha partida. Tenho mais ou menos 6 mil anos. Sabe, depois dos 5 mil não dá pra ficar contando, perde a graça.
- Você então é dá época do inicio da magia...
- Mais ou menos. A magia já existia, mas não era de poder dos humanos, somente de nós animais e seres mágicos não humanos... Quando fiz a profecia tinha mais de mil anos.
- E porque ela surgiu?
- Simplesmente por que a magia quis assim. Ela está em tudo o que é vivo e que não se limita ao que existe de palpável. Quando nos tomamos ciência de que os humanos existiam e que não sabiam da nossa existência e da própria magia, nós, Dragões, sentimos que poderíamos não só conquistar, mas poderíamos dividir nosso conhecimento e nossas crenças com eles. Quando nasceu o primeiro ser humano mágico por nascimento, vimos que a própria magia que corria em nossas veias corria de forma mais instável neles. Foi ai onde decidimos nos separar. Surgiram as magias negras e os magos e bruxas das trevas, que não aceitaram serem seres inferiores que nós, seres que fomos criados a partir da própria mágica. A revolta que fez com que a magia primordial, contida em todo ser, fosse canalizada e armazenada em um único ser que teria posse somente quando fosse extremamente necessário. E esse momento chegou. Infelizmente, Liane foi escolhida para ter este poder, ser seu guardião. Eu vi o que esse ser poderia fazer, minha visão foi bem clara. Mas eu só soube que era ela quando Voldemort tomou Navra, a mãe de Liane a força, e usando magia negra para fazer sua vontade. Navra só teve a chance de ter Liane, pois a força mágica que estava contida no bebê dava a força para ela ser mantida viva.
- Merloc, isso é surreal!
- Eu sei, mas é verdade.
- Liane vai ficar arrasada com isso.
- Mas ela não pode saber de tudo, pelo menos ainda...
- Eu não vou conseguir esconder.
- Mas precisa. Essa não é uma escolha, Harry, é uma necessidade. Ela não está preparada para lidar com isso. O ódio, a raiva, o desespero e a ira poderão fazer um estrago muito grande no equilíbrio mágico dela. Deixe-a descobrir, assim será melhor. Trabalhe sua oclumência, pois logo, logo ela e outras pessoas poderão usar isso contra você.
- Ela não faria isso. Não comigo.
- Ela fará o que achar melhor para te ajudar ou para te defender de Voldemort.
- Mas agora, o que devo fazer? Estamos treinando forte quase todos os dias na AD. O nosso nível mágico já está um pouco alto comparando os Aurores. Vai ser difícil esconder o poder dela caso ele, por acaso, evolua, assim, do nada.
- Apena tente acalmá-la. Use o poder do anel, se for necessário, para tentar controlar a magia que ela irá libertar. Mas não pense que isso será fácil. Você conseguirá sustentar por pouco tempo. Depois você poderá ser, como eu poderia dizer, dizimado por assim dizer, devido ao poder emanado por ela.
- Bom. Muito bom. Eu posso morrer.
- Exatamente.
- E, por acaso, essa profecia fala quando isso vai acontecer?
- Nenhuma profecia marca uma data, ela marca acontecimentos. Quando estiver insustentável o desequilíbrio, o poder primordial irá se manifestar na pessoa de Liane Dumbledore Ridlle, nem um dia a mais, nem um dia a menos.
- Tenho que aprender a usar esse anel. Não quero ser torrado tão depressa pela Li.
- Mas em seu intimo e com um pouquinho da minha ajuda você ficará bem preparado, não se preocupe tanto. Agora volte, você precisa aprender um pouquinho com Andrômeda. Ela também irá ajudar. Vá, feche os olhos e volte a Hogwarts.
Harry fechou os olhos e no mesmo instante em que abriu estava de volta a sala de aula. Tentou ver de rabo-de-olho o que estava acontecendo. Quando sentiu algo bater em seu ombro.
- Feche os olhos Sr. Potter. Assim nada vai adiantar. Concentre-se. – Falou Sra. Tonks que estava abaixada ao lado de Harry.
Harry apenas deu um leve riso mas acabou fechando novamente os olhos. Agora não possuía tanto receio de estar no mesmo local que Andrômeda e talvez por isso conseguiu sentir-se bem para fazer o que ela pedia. Não sabia ao certo há quanto tempo estava ali e o que tinha sido feito por ela durante sua saída repentina. Harry sentiu-se livre. Era uma sensação extremamente diferente. Ele conseguia, sem muito esforço sentir a presença de quase todos seus amigos. Ele sentia como se cada pessoa estivesse tão próxima que ele conseguia, mesmo de olhos fechados enxergar como uma espécie de aura individual.
- Quero que agora todos vocês tentem sentir a força mágica que envolve vocês e se atenham ao que vocês conseguem sentir. Algumas pessoas podem sentir que conseguem flutuar, que podem gerar uma carga de energia, outras que talvez consigam sentir a presença mágica individual. Pode até acontecer que vocês sintam que são outras pessoas, que não estão nos seus próprios corpos. Mas não tenham medo. Tudo é normal. Isso mostra a essência mágica de cada um. Eu apenas quero que não temam. Relaxem, sintam o que a magia pode fazer com e por vocês. Concentrem-se apenas em não pensar em nada. – Disse Tonks, que continuava a passar por entre os alunos na sala.
Para Harry aquilo não parecia tão difícil e fantasiante. Ele conseguia sentir quase tudo o que Tonks havia falado. Foi somente quando Harry escutou dentro de si um grito e seu nome sendo chamado, era Liane. Ninguém parecia ter ouvido o grito pois ninguém se mexia.
Foi quando ele levantou e viu a Sra. Tonks andando depressa deixando Harry preocupado. Quase que de imediato seu anel brilhou e escutou o nome de Liane sendo falando pela Sra. Tonks. Harry mais que depressa buscava por Liane entre os alunos, foi quando viu Andrômeda ajoelhada próximo a um corpo imóvel. Levantou-se e foi direto ao local, onde encontrou Liane totalmente entregue, no chão, Sra Tonks colocando sua mão sobre a testa da garota. Ninguém parecia perceber o que acontecia, talvez a tamanha concentração que estava sendo exigida e alcançada pelos alunos. Harry tentou ajoelhar ao lado das duas para tentar fazer alguma coisa, mas foi detido por Andrômeda que o afastou com uma das mãos,sem olhá-lo disse: - Não Harry, agora não. Espere. Não a toque agora! – Disse baixo, mas séria.
Harry sentiu-se aflito por não conseguir fazer nada. Sua preocupação era nítida, seu anel permanecia brilhante e logo depois da conversa que teve com Merloc e sabendo da realidade da situação de Liane, Harry não queria mais esperar por um aval para tentar ajudar. Fechou seus olhos e concentrando, tentou assessar a mente de Merloc. Sentiu sua presença.
- “ Merloc, o que eu faço? Eu não sei o que aconteceu, mas Liane está desacordada e a mãe dela não me deixar chegar perto. Eu tenho que fazer alguma coisa!”
-“ É uma pena não ter demorado muito... Concentre-se no anel, meu mestre. Sinta o poder da Magia vindo dele e fazendo parte do seu corpo. Quando sentir que não há mais espaço para a magia dentro de você, erga a mão onde está o anel na direção de Liane. Quando voltar a sentir que não está completo deixe-a e pare. Você não está ponto pra grandes coisas... e isso deve ajudar a acordá-la.
- Você escutou o grito dela, não foi? Perguntou a Sra. Tonks que ainda permanecia olhando para Liane.
- Sim. Acredito que tenha escutado também. – Ela o olhou e Harry fez que “sim” com a cabeça. – Mas não consegui guiá-la. Ela interiorizou demais. Estava começando a se perder dentro dela mesma. Agora só ela pode sair de lá.
- Então porque fez esse exercício. Não sabia que ela era capaz ou que qualquer um aqui poderia fazer a mesma coisa. Faça alguma coisa ...
- Potter, eu já fiz. Ela apenas usou energia demais para fazer coisas simples. Está exausta e não consegue voltar.
- Como assim voltar? Ela está aqui!
- Ela foi em busca da mesma coisa que você... Buscar saber quem é... Só não estava preparada para encontrar, diferente de você que nunca busca nada, mas acaba encontrando, não é mesmo.
- Do que você está falando?
Ela parou de olhar para Harry e mirou Liane deitada no chão. – Ela está começando a voltar. Fique com ela enquanto trago os outros de volta. Ajude-a quando acordar.
Harry voltou a olhá-la. Tonks agora tinha uma forma de pó brilhante circulando em suas mãos e que estava se espalhando pelo corpo de Liane como uma aura. Não se ateve ao que via, virou a mão esquerda onde estava o anel e forçou seu olhar nele, como se conseguisse ver através dele. Sentiu a força de que Merloc falou e sentiu como se seu corpo fosse parte do anel e vice-versa. Quando sentiu-se um pouco tonto olhou para o anel que tinha uma luz escarlate refletida. Estendeu sua mão para o corpo de Liane que ao mesmo tempo adquiriu, em torno de si, a mesma coloração do anel.
Foi então que Harry a tocou. No mesmo segundo ele sentiu-se puxado por um vácuo, bem parecido com a aparatação, que o levou a fechar novamente os olhos. Quando voltou a ver, estava novamente em seu sonho, quando conheceu Merloc. Ele apareceu ao lado de Liane, exatamente como no sonho.
- Harry? O que faz aqui?
- Você está bem? – Perguntou preocupado.
- Sim, um pouco cansada...
- Temos que voltar? – Perguntou Liane.- Sair desse sonho?
- Acho melhor. Não vai ser uma coisa agradável os outros olharem para nós dois desacordados em sala de aula. Vão pensar que sua mãe me azarou durante a aula pra eu não ficar perto de você.
- Ainda estamos na aula da mamãe? – Harry confirmou. Ela fez uma careta, parecendo que tentava entender tudo. - Pode ser mesmo. Mas eu me sinto cansada.... Mas o que você está fazendo aqui? Como entrou na minha mente?
- Para ser bem sincero, eu acho que você me puxou pra cá. Mas eu conheço esse lugar. Acho que você entrou também na minha mente...
- Como assim? Isso parece com um sonho que tive com você há um tempo. Nós estávamos aqui mesmo, só que com um ...
- Dragão, acertei?
- Pára! Isso tá muito estranho. Como sabe disso? Como vamos voltar? Aqui não dá pra conversar sobre isso.
- Feche os olhos e deixe sua mente livre, não pense em nada. Vou tentar fazer a gente voltar com o anel, tudo bem?
- Vou tentar.
- Se quiser pensar em algo, pense em sua mãe e em Hogwarts.
Harry apenas pensou em Hogwarts e olhou para o anel que brilhou em seguida e em um piscar de olhos estava novamente na sala de aula.
Tentou sentar e percebeu que estava deitado ao lado de Liane que começava a dar sinais de que estava online de novo.
- Bom Potter, muito bom mesmo. 25 pontos para a Grifinória por usar bem a técnica de legiminencia, sem causar danos. – E virando-se para Liane perguntou. – E você Querida, melhor agora?
- Sim senhora. Disse Liane, mas sua voz aparentava cansaço.
- Você não se agüenta quando as pessoas dizem “não” para você, não é mesmo Sr Potter.
- Eu tentei ajudá-la. Senti que algo estava errado.
- E estava, mas eu estava tentando ajudá-la a sair sozinha, sem ajuda mágica, apenas pela vontade dela.
Foi quando algumas pessoas começaram a abrir os olhos. Olhou de volta para Tonks que fez sinal para que ele voltasse pro seu lugar inicial. Todos começaram a se levantar, alguns bocejando outros espreguiçando.
- Muito bem então! Muitos dos senhores se saíram muito bem neste pequeno aprendizado, outros por sua vez, tiveram um belo cochilo durante a aula, e com isso perderam uma grande oportunidade de melhorarem sua magia. E alguns pouquíssimos descobriram não só sua substancia como também aceleraram seus níveis de magia profunda. – Disse encarando Harry por alguns segundos. – Mas por hoje foi bom. Consegui conhecê-los um pouquinho mais. Estão todos liberados.
Todos deixaram a sala comentado sobre tudo o que tinha acontecido. Como era a ultima aula do dia fora em direção às escadas para voltar à sala comunal da Grifinória.
- Agora você vai me explicar o que aconteceu lá. Como conseguiu entrar na minha mente?
- Eu já tinha voltado da minha “viagem” quando escutei você me chamando e abri meus olhos. Vi sua mãe correndo na sua direção e fui ver o que tinha acontecido. Você estava basicamente desmaiada e sua mãe tava cuidando de você. Ela fez umas coisas e me disse que você estava se recuperando. Mas eu senti que não era só isso. Você me chamou na minha mente, dentro dela. Quando eu te toque, coisa que sua mãe falou pra eu não fazer, eu te encontrei.
- E você já conhecia aquele lugar?
-Já. Algumas vezes eu sonho que ando por ali. Que converso com o Dragão...
- Curioso. Eu não consigo entendê-lo, mas também falo com ele. Ele parece me tranqüilizar, parece que me conhece... Harry, isso não pode ser um sonho apenas...
- E o que você pensa que é?
- Harry, nós dois não podemos ter sonhos idênticos... – Harry teve que concordar. – Tudo começou depois da taça.
- Aquela lá de casa? – Liane concordou. – Por que você acha isso?
- Por que depois daquela noite eu comecei a sonhar com esse lugar, e... e com a filha de Dumbledore.
Harry se assustou. Olhou para os lados tentando ver se alguém havia escutado aquilo. – Liane, aqui não é lugar pra conversamos sobre isso.
- Tá, mas onde?
- Depois. Temos que nos arrumar pro jantar e depois tem reunião da A.D. Mas nós dois temos que terminar essa conversa. Quero saber que história é essa de filha ai.
- Tá certo.
Hermione se juntou ao casal e Ron vinha mais atrás. Harry deixou as duas seguirem a frente e ficou com o amigo perguntando sobre a aula. Liane seguiu as escadas para as masmorras enquanto os três seguiam para a sala comunal.
As 22:00hs em ponto Harry entrou com Mione, Ron, Neville e Gina na sala precisa. Os outros já os aguardavam.
- Olá a todos. Venham sentem-se.
- Vocês devem saber o motivo da reunião... – todos balançaram a cabeça. – Pois bem. Está cada vez mais próximo de enfrentamos nossos maiores medos e por isso venho pedir a todos, sem distinção, que se preocupem em esta na sua melhor forma para a guerra. Tentem ajudar seus familiares. Não sejam estúpidos em quer parecer o que não são Ninguém que está aqui tem chances de vencer Voldemort e seus seguidores sozinho, ninguém!
- Mas você está predestinado... - Tentou Neville.
- Mas sem vocês e os outros bruxos eu não sou ninguém. E do que me adianta perder os que eu amo e não ter ninguém pra comemorar a vitória.
Todos ficaram quietos.
- Estamos aprimorando nossa magia para podermos comemorar no final. Talvez realmente alguns lutem bravamente mas não consigam... Mas temos que dar o máximo de nós. Vocês viram que eles não estão respeitando ninguém. De crianças a velhos, só sobraram aqueles que se calarem e se devotarem ao caos que Voldemort e seus fieis servos impuserem. - Disse Hermione.
- Mas somos poucos Hermione. E jovens. Que chance temos?
- As mesmas que os aurores. – Disse Gina.
- Talvez até melhores que eles. – Disse Liane. – Se treinarmos com mais afinco nossos sentidos estarão mais aguçados que os de qualquer auror.
- Se quissermos vencer, temos que treinar nos níveis de combate dos comensais, esperando armadilhas, magia negra e jogo sujo. – Falou Ron. – Não podemos esperar menos do que isso.
- O Ron está certíssimo. Temos que saber com quem vamos lidar e sempre esperar que usem de má-fé contra nós. – Falou Harry. – A partir de agora, vamos piorar nosso treinamento. Vamos usar nosso estilos de luta e nossa percepção.usaremos nossos sentidos, nossa mente e nossa magia em tudo que fizermos. Tanto nas nossas lutas como no nosso estudo. Em nossas brincadeiras e em nossas brigas. Entre nós, e somente contra nós. Não podemos deixar que outros alunos percebam o que estamos fazendo ou tentando fazer. Temos que dormir somente quando estivermos nas nossas camas, e que o resto do tempo seja gasto pra coisas que nos animem e que produzam treinamento. Sei que será dificílimo, que muitas vezes vamos querer somente parar, mas pensem. Não quero que vocês percam também o tempo de diversão, mas que saibam usá-lo a nosso favor.
- Harry, não estamos querendo parecer preguiçosos, mas, isso não pode ser tão alienado assim. – Disse Luna. Temos deveres de casa, trabalhos da escola, vida particular.
- Eu sei Luna. Mas deve haver comprometimento individual. Não sou pai e nem mãe de ninguém para mandar fazer ou não. Quero ajudá-los a me ajudar. Quero poder contar com cada um aqui.
- Está certo! Vamos treinar.
Depois do treinamento todos se despediram, saindo em pequenos grupos por vez. Sabiam que não era muito seguro, mas a sala precisa era o melhor local de treinamento. No final ficaram Liane e Eric, Ron, Gina, Mione e Harry. Harry percebeu que Eric cercava Gina em alguns momentos durante o treinamento, e que ela não se importava muito. Ele, às vezes, chegava a tocá-la no rosto e nas mãos, e ele pegava Gina até olhando-o meio de rabo-de-olho enquanto Eric fazia seu treinamento. Não estava gostando muito disso. Naquele momento de despedidas viu ele deixando algo na mão esquerda de Gina. Sua curiosidade quase o fez pegar o papel à força. Ele deveria está imaginando coisas...
Preferiu despedir de Liane e apenas balançar a cabeça para Eric. Seguiu com os outros. Mione percebeu a situação e puxou Harry, para que ficassem um pouco atrás.
- Harry. – disse em sussurros. – Não faça a besteira de se intrometer nos assuntos de Gina. Lembre-se que quem a feriu antes foi você. Ela não vai aceitar você tentando dar uma de irmão mais velho.
- Eu não fiz nada pra ela...
- Mas eu te conheço muito bem Harry James Potter, você não pensa muito bem quando está com ciúmes. Lembre-se, você não é mais o namorado dela, não tem direito de não deixá-la conhecer outras pessoas.
- Mione, ele é um sonserino.
- Sua namorada também.
- Mas eu a conheci antes de saber que ela seria da sonserina.
- E você estava namorando a Gina quando isso aconteceu. Harry, não tente se defender que pra todas as suas desculpas eu tenho uma resposta.
- Não confio nele. Ele esconde alguma coisa.
- Se ele esconde isso é mais que normal. É uma coisa de sonserino não demonstrar tudo que sabe e nem tudo que sente.
- A Li não é assim.
- Você tem certeza Harry? Toda mulher esconde algo dentro de si. Às vezes nós mesmas não sabemos que estamos fazendo isso.
- Tá certo! Nada de me envolver... Mas se ele pular fora do eixo ou a magoar, eu juro de ele vai aprender a falar sonserina com o nariz.
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