N/A: cap novo... presentino de ano novo... hehehehe...!!! Sei que demorei pra postar... mas é que estava difícil nesses últimos dias. E a net naum colaborou nem nada =(
hehe
boa leitura!!
OoOoOoO
“Não isso não pode estar mesmo acontecendo comigo.”
- Não Mione... você não está mechendo direito!!
“Por que parece que todos estão contra mim?”
- Devagar Mione... vai fazer nossa poção explodir a qualquer momento!
“Harry não podia ter me decepcionado tanto. Eu o amava!! Ele sabia disso... não era nenhum segredo!”
- Mione... eu posso fazer isso por você, se quiser... é só me... okk... você não quer não é mesmo? Mas não precisa me bater!!
“Gina não tem culpa... ela sempre o amou... e eu sempre soube disso!! Droga... eu também tenho culpa nessa história toda.”
- Definitivamente, Mione... não sabia que você não tinha jeito pra mecher um simples caldeirão.
“E quanto àquele idiota do Malfoy? O que ele pensa que está fazendo? O que ele quer afinal? Me confundir? Me usar... não vou permitir... estive muito vulnerável pra esses sonserinos idiotas, mas agora será tudo muito diferente...”
- MIONE... não estrague a nossa poção...!!!
- Ah, que droga Rony... o que há com você?
- O que há comigo?? Eu estou ótimo... mas e você? O QUE HÁ COM VOCÊ, Mione?!
- Shihh... quer que Snape nos escute e nos tire pontos?
Hermione continuava a mecher o caldeirão, entre olhares furiosos de Rony. Por vezes, soltava alguns suspiros cansados e não prestava a atenção necessária ao que estava fazendo, deixando que algumas gotas da poção escapassem pelo caldeirão devido à força com que mechia o líquido avermelhado.
Poção não era uma das suas disciplinas escolares favoritas, mas também não era uma das mais odiadas. Sempre havia sido uma ótima aluna em poções, embora seu mérito nas poções nunca tivesse sido reconhecido por seu professor, o que não era nada difícil de se acreditar pois Snape era sempre rude e áspero com seus alunos grifinórios, principalmente com aqueles que não possuíam o sangue tão puro quanto os sonserinos.
-Aonde está com a cabeça, Mione? Você estava quase estragando a nossa poção...
- Desculpe, Rony.
Hermione parecia ter finalmente entendido que realmente estava fazendo tudo errado, e sabia que não estava em condições de continuar com a poção. Rony já não suportava vê-la remecher o caldeirão com toda aquela agressividade e tinha plena noção de que Hermione poderia realmente estragá-la se continuasse a executá-la.
- Rony...
- Não, Mione... fique bem longe desse caldeirão!!
- Não, Rony... não é disso que eu quero falar... é que...
Exitara por alguns segundos em continuar aquela conversa.
- O quê? Diga logo...
- Você acha, Rony...
- O quê?? Fale de uma vez, Mione...
- Ahh... deixa pra lá, Rony. Você não acha nada mesmo!!
- Eii... além de tentar arruinar nossa poção, o que me pareceu muito proposital, se quer mesmo saber, ainda vai me ofender desse jeito??
Rony sabia mesmo como fazer Hermione esboçar um sorriso em seus lábios, mesmo que um sorriso simples e discreto, mas havia feito a castanha sorrir e isso já parecia ser o que realmente mais importava naquele momento. Hermione admitia o quanto era bom a sensação de poder sorrir novamente, poder esquecer os problemas e as desilusões mesmo que por poucos minutos e poder sorrir como antes. Sabia que Rony deveria ter percebido que aquele era, talvez, o primeiro sorriso sincero desde sua chegada a Hogwarts, há alguns dias atrás.
- Deveria fazer isso mais vezes, Mione... – disse-lhe ainda mechendo o caldeirão, mas deixando sua visão cair sobre a moça ao seu lado por vezes.
- Então acho que você deveria me fazer rir mais vezes...
- Ah... claro!! Mas você tem estado cada vez mais distante, Mione...
- Por favor, Rony... não vamos falar disso... – e deixara o sorriso escapar de seu rosto, dando lugar a uma expressão série e atenta ao trabalho que estavam executando – Ao menos não agora, por favor.
- Tudo bem, Mione... mas espero que a gente ainda possa falar sobre isso!
- Também espero. – disse baixo, muito mais como em um sussurro.
Rony havia feito Hermione notar o quão fantástico era poder sorrir e poder se sentir feliz novamente. Precisava disso: sorrir, dar algumas boas ridas e esquecer todos os problemas que vinha tendo em Hogwarts. Talvez as coisas não fossem tão ruins como pareciam, talvez não estivesse tudo perdido, e talvez ela pudesse dar uma volta por cima de tudo e ser feliz novamente!
Mas era difícil pensar em tais possibilidades quando sabia que tinha que enfrentar a maior decepção da sua vida, o seu relacionamento com Harry, e o seu pior pesadelo, um certo sonserino atrevido o bastante para roubar-lhe um beijo e deixá-la confusa e atormentada.
“Não mereço isso... por que as coisas não poderiam ser mais simples?”
- Pronto! Acho que conseguimos, não acha?
Definitivamente, Rony havia mostrado o quão capaz era de estar ao comando do preparado de uma poção e o quão aplicado podia ser. Rony sabia que sua especialidade para causar problemas podia prejudicá-lo no trabalho, mas também sabia que podia ser capaz e havia mostrado o quanto realmente havia sido capaz.
- Acho que está bom... fez um ótimo trabalho, Rony.
E novamente Hermione havia esboçado um sorriso em seus lábios, sincero e radiante. Rony permitia-se perder-se naquele sorriso tão radiante e se condenava por desviar os pensamentos para os lábios rosados da moça, observando-os por tempo de mais. Hermione não parecia ter notado a mudança repentina dos olhares do amigo, e se o tivesse notado estaria envergonhada o bastante para desfazê-lo muito rapidamente de seus lábios.
Um sorriso nada imperceptível para Harry, muito próximo dali, executando sua poção ao lado de Dino e por vezes atento demais para o que estava acontecendo ao seu lado.
- Você fica muito bonita sorrindo, Mione...
Hermione se sentiu constrangida com o comentário do ruivo e pôs-se a apagar o sorriso de seus lábios muito rápido, não queria admitir que havia se tornado uma pessoa infeliz. Não sabia ao certo por que Rony havia feito aquele tipo de comentário, mas temia descobrir os motivos por de trás deles.
Ainda era muito cedo e eram poucos que haviam concluído suas devidas poções, muitos deles pertenciam à Corvinal, e sentiu-se muito contente de saber que havia terminado mais cedo e teria um resto de tarde agradável para revisar todo o conteúdo, o que sempre costumava fazer após suas aulas diárias.
- Terminamos, não é mesmo? – Mione sorriu discretamente para o ruivo – Podemos ir então?
- Ah... sim... vamos então!
E muito rapidamente Rony começou a arrumar todos os seus materiais, colocando-os de qualquer jeito dentro de sua bolsa, enquanto Hermione tratava de depositar em um pequeno frasco de vidro uma pequena parte do conteúdo preparado no caldeirão para que pudesse entregar ao professor. Não demorou muito e já estam prontos para se retirarem dali.
- Hermione...
- Hã? – Hermione parou sua caminhada para fora da masmorra e olhou para Rony, bem atrás de si.
- Você... bem... não quer visitar Hagrid comigo... agora?!
Rony parecia tímido, tinhas as bochechas levemente rosadas e gesticulava com as mãos muito depressa enquanto falava. Não estava muito confortável tomando uma iniciativa daquelas com a amiga, pois no fundo Rony desejava encontrar uma chance perfeita para que pudesse dizer a Hermione tudo o que vinha ensaiando já há muito tempo dizer à castanha, e talvez não tivesse coragem suficiente para isso, mas teria de arriscar e sabia que ela entenderia. Ou talvez também não estivesse muito certo disso.
Hermione parou por alguns segundos, observando a expressão ansiosa de Rony e temeu dizer “sim” à proposta do amigo. Não sabia ao certo o que estava se passando na mente de Rony, temia que houvesse intenções maiores em tudo aquilo, apesar de saber que podia estar tremendamente equivocada em suas idéias à respeito do amigo.
- Bem, Rony... eu... na verdade...
- Ah, tudo bem se não quiser... mas é que pensei que... quisesse... – e dera um sorriso envergonhado para a amiga e havia lembrado que já devia estar tremendamente corado com aquela situação toda, o que não lhe pareceu ser nada bom.
- É... eu até quero, realmente... mas eu pretendia passar o resto da tarde na biblioteca, se não se importa... tenho que estudar, sabe né...
- Na verdade, Mione... – e fez parecer que não havia se importado com a decisão da amiga. – Ainda vai ficar louca de tanto estudar...
Hermione não deixara de esboçar um novo sorriso em seu rosto e deixar escapar um leve riso. Rony era mesmo um amigo fabuloso, alguém que ela amava mais do que qualquer outra pessoa naquele momento. O ruivo nunca havia magoado seus sentimentos, nunca havia dado provas de traição à ela. E apesar de todas as discusões banais, todos os desentendimentos desnecessários entre ambos, Hermione sabia que Rony seria o seu melhor amigo de agora em diante.
- Você não se cansa, não é Rony... eu ia te convidar pra estudar comigo... – e sorrira novamente para o ruivo, seguindo em direção às portas da masmorra.
- Algum dia quem sabe, Mione... quando eu estiver precisando muuito... – e sorrira pra moça, vendo-a afastar-se em direção à saída.
Hermione despediu-se com um sorriso e um leve aceno, seguindo rumo aos corredores e à biblioteca. Não tinha vontade de fazer nada mais interessante em Hogwarts, pois tudo que podia pensar envolvia companhias e ela sabia que não havia nenhuma na escola que lhe fosse agradável. Seus melhores amigos agora não passavam de estranhos para ela e isso lhe deixava triste, pois lembrava-se de todos os bons momentos que já havia passado ao lado deles. Gina, uma garota esperta, sempre em busca de diversão e garotos. Nunca pensara que algum dia veria a sua ruivinha melhor amiga como uma das garotas mais cobiçadas em toda Hogwarts. Era realmente muito bonita e incrivelmente atraente, não se assustava ver que Harry havia notado tais qualidades. Afinal, quase Hogwarts inteira já havia notado e boa parte já havia até mesmo aprovado, mas Harry sempre tão distante e distraído. Talvez fosse por isso que não suportava a idéia de saber que o garoto que amava agora namorava a interessante Gina Weasley.
Como Harry poderia ter notado todas essas qualidades que Gina possuía em apenas alguns meses de férias e não em cinco anos de estudos? Eram indagações impossíveis de serem respondidas, todas as que passavam pela mente de Hermione.
“Droga, ela não é tão bonita assim.”
Sua caminhada pelos corredores em direção à biblioteca agora parecia um grande martírio, pela grande quantidade de corredores e pela pouca qualidade de seus pensamentos. Simplesmente já não conseguia mais parar de pensar a respeito...
“Afinal, se fosse tão bonita assim, Harry não teria me notado primeiro.”
E deixou escapar um riso de canto de lábio. Era simplesmente inaceitável tais pensamentos, não podia se comparar daquela forma, sabia que não estava certo, afinal, eram belezas diferentes e mesmo que tal comparação fosse realmente possível, isso não era nada saudável para si mesma.
“Certo... mas quem ficou por último agora fui eu... lógico... eles sempre nos trocam pelas mais novas.”
Sentiu-se furiosa, aquele sentimento de ódio voltando a consumi-la por dentro. Novamente, aquilo não era saudável. Tinha que parar de pensar naquilo, tinha que esquecer todos esses pensamentos fúteis que não ajudariam em nada. A última coisa que desejava era entrar em algum tipo de depressão. Tinha que admitir que havia sido traída e teria que pôr suas idéias no lugar certo, para que pudesse dar um fim em todo aquele pesadelo. Harry não se cansava de tentar iludi-la novamente. Não tinha dúvidas disso, sabia que Harry estava sendo cretino e sabia que ele se divertia com isso. Ninguem tentaria fazer o que o rapaz vinha tentando se não quisesse iludir e se divertir às custas da ‘jovem desiludida’.
Finalmente havia chegado à biblioteca, já estava farta de todos aqueles pensamentos inúteis e que só a deixavam deprimida de todas as formas possíveis. Abriu devagar as portas da biblioteca para que não fizesse qualquer ruído que fosse e seguiu rumo à sua mesa favorita: próxima de uma grande janela de vidro e localizada ao fundo da biblioteca.
- Droga...
- Shih!! Srtª Granger, faça silêncio, por favor... – lhe dissera baixinho aquela bibliotecária chata e irritante.
Não deu ouvidos à senhora, ignorando-a, e seguiu em direção à única mesa vazia em todo aquele salão. Não se lembrava da biblioteca de Hogwarts ser tão apreciada por seus alunos daquela forma, lembra-se bem de todas as tardes tranqüilas que podia ter naquele salão, muitas das vezes sozinha.
“Droga... não... não pode ser.”
Estava surpresa com o que via, e ao mesmo tempo irritada por deparar-se com tal cena deplorável. Pansy beijava-lhe as bochechas, muito feliz e sorridente, enquanto Draco acariciava seus cabelos negros e longos. Tinha que concordar, Pansy ficava muito melhor com os cabelos longos e caídos sobre o rosto, e talvez menos antipática do que com aqueles cabelos curtos abaixo do queixo. Ocupavam justo a mesa que se encontrava ao lado da única mesa vazia naquela biblioteca. Não lhe parecia nada por acaso, era como se houvesse sido planejado. Parou um instante bem atrás dos dois e deixou sua audição aguçada captar os sons vindos da mesa, por sorte estavam ambos sentados de costa para a castanha e evitaria confrontos.
- Eii... Pansy... vai me desconcentrar desse jeito. – ouvira Draco dizer...
Viu o louro esboçar um sorriso de canto de boca e fitar a sonserina muito maliciosamente, enquanto ainda acariciava seus cabelos com umas das mãos por detrás da cadeira, muito lentamente.
- Ah, claro... viemos para estudar, não é mesmo? – E Pansy depositara um beijo rápido nos lábios do rapaz. – É que com você eu só consigo pensar em coisas melhores, Draquinho...
Hermione não suportou o momento e estampou em sua face uma expressão de nojo e repulso por aquele diálogo. Pansy sabia ser detestável nessas situações e já se preparava para dar meia volta quando o escutou dizer, soltando rapidamente os fios de cabelo da moça e se ajeitando mais confortável na mesa. Pôs os cotovelos sobre a mesa e encarou muito sério a sonserina.
- Já disse que detesto quando me chama de ‘Draquinho’.
- Ah, tinha esquecido. – sorrira da forma mais cínica possível.
- Da próxima vez vai ver o que eu faço com esse seu esquecimento, Pansy!
- Oww... não precisa ser tão rude, ok?! Não esqueço mais... Draco! – e virara os olhos para o livro aberto bem a sua frente. – Vejamos... aonde paramos mesmo?
Draco balançou a cabeça como em sinal negativo, já não suportava mais aqueles estudos, não era exatamente o que desejava estar fazendo naquele momento, mas se esforçava para pelo menos absorver metade do que Pansy tentava lhe ensinar, afinal, dentro de alguns dias teria algumas avaliações diárias de Transfiguração e não podia receber notar baixas, caso contrário, corria o risco de não ser aprovado na disciplina. Hermione deixou escapar um risinho divertido ao ver Draco destratar Pansy Parkinson e não imaginou que Draco pudesse tê-la escutado. Foi quando viu sua face girar lentamente em direção ao lado em que estava. Pôde ver seu perfil e seus ouvidos aguçando-se em busca de novos ruídos, sem que ele mudasse de posição. Por sorte, estava em uma posição bem mais distante da mesa e ele não pôde vê-la.
- Draco... está me escutando?? – Pansy o cutucara com o braço, ainda fitando o livro sobre a mesa.
Hermione dera, sem querer, um passo para trás e provocara um ruído de seus saltos sobre o piso de madeira, fazendo que Draco confirma-se a presença de um novo ruído bem atrás dele. Virou-se para ver quem estava atrás de sua cadeira e deparou-se com a figura ereta da “Granger sangue-ruim”. Não fora capaz de ler sua expressão, mas sabia que o cenho um tanto severo demonstrava um certo ódio e repulsa, e ao mesmo tempo curiosidade por vê-la ali, parada, fitando-o.
Ao contrário da castanha, Draco havia sido capaz de decifrar toda a expressão de Hermione. Por mais que a tivesse séria bem a sua frente, podia ver uma ponta de susto e vergonha em seus olhos. Não teve reação diante da moça, apenas continuou a encará-la.
- Draco... por que está tão calad... – finalmente Pansy havia tirado os olhos do livro de Transfiguração sobre sua mesa e pôs-se a observar o que Draco também observava.
Hermione fitou rapidamente a sonserina, com olhos de repulsa e ódio, e dirigiu-se até a mesa ao lado, vazia. Retirou a bolsa de seus ombros e a depositou sobre a mesa, sentando-se uma cadeira de costas para os sonserinos. Não precisava e não queria ter que ficar frente a frente com eles. Draco seguiu seus passos e mesmo após ela ter se sentado, o louro continuou a fitar suas costas e os cabelos cacheados que caíam sobre as vestes. Pansy já não observava a moça, mas sim o ‘namorado’, muito irritada...
- Draco... quer prestar mais atenção no que estou tentando lhe explicar?
Draco ignorou a queixa de Pansy, ou talvez não a tivesse escutado. Ainda fitava a grifinória, que agora retirava cuidadosamente de sua bolsa um livro pesado e o punha sobre a mesa, à sua frente.
- Draco... estou falando com você!
- Eu sei disso, Pansy... não vejo nenhum outro Draco nessa mesa! – fitara a morena com uma certa irritação.
- Se não precisa da minha ajuda, ótimo... não preciso perder meu tempo então.
- Não, Pansy... – Draco segurara depressa o braço de Pansy, que já se movia para longe dali. – Fique... eu prometo que presto mais atenção.
- Ah, claro... foi só a sangue-ruim aparecer que nossa paz parece ter acabado, não é mesmo?
Hermione não era surda ou mesmo distraída demais para que não escutasse o comentário da sonserina bem atrás de si. Não havia ficado nem um pouco contente, mas não pretendia tomar satisfações, afinal, estava ali para estudar e havia chegado à conclusão de que não se renderia às provocações daqueles sonserinos irritantes.
- Como eu estava dizendo... – Pansy retomara ao conteúdo, fitando Draco muito atenta, evitando que o mesmo desviasse os olhares para onde ela não suportaria vê-lo olhando. – As palavras mágicas e os movimentos das varinhas variam a cada tipo de transfiguração, quando falamos de transfiguções de objetos e animais mágicos... entende isso ou preciso demonstrar?
- Sou muito capaz de entender isso, Pansy... não me trate como um tapado...
- Não estou tratando você dessa forma, só acho que não está me dando a atenção necessária.. – Pansy estava mesmo furiosa.
Draco fechara os olhos por alguns segundos, respirando fundo e ajeitando-se melhor em sua cadeira. Fitou rapidamente a castanha a sua frente mas tratou de desviar o olhar muito depressa.
- Ou então você está querendo um tipo de atenção que eu não sou capaz de dar!!
- Você parece que está aqui porque foi obrigado... como quer que eu me sinta desse jeito, Draco...
- Não quero que se sinta de jeito algum... só quero que me ensine a droga do assunto e o mais rápido possível.
- Ah... mas que ousadia, Draco... é assim que me agradecesse por perder meu tempo com você aqui?
- Por favor, Pansy... sem dramas. – Draco já estava farto, puxou o livro para si, mas logo Pansy o puxou de volta.
- Eu vou fingir que não sei por que está me tratando assim...
Fora ríspida em suas palavras e fez Draco fita-la um tanto curioso. Sabia perfeitamente bem do que Pansy estava falando, mas estava ciente de que era tudo uma grande idiotice da moça. Cruzou os braços e encostou-se na cadeira, confortável.
- Pode continuar...
- Você não manda em mim... ! – Pansy fitava o rapaz, com os olhos marejados de ódio.
- Por que isso, Pansy? Estávamos tão bem, estudando...
- Antes de você parar de prestar atenção no que eu estou me esforçando pra te ensinar, não é mesmo? E nós vamos fingir que não sabemos por quê...
- Não quero fingir... por que não me diz o que tirou a minha concentração? – Draco fitara Pansy muito maliciosamente
Pansy não conseguia acreditar no que havia acabado de escutar Draco dizer. Era um grande atrevimento do rapaz fazer aquilo, e Hermione escutava a tudo muito atenciosamente. Fazia-se de desentendida, lendo a mesma página já há um bom tempo. Draco não deixava de se divertir com aquilo tudo, queria ver do que Pansy seria capaz de dizer... mas agora pareceu perceber que a brincadeira não havia sido muito interessante, afinal, não suportaria uma nova discussão.
- Você quer mesmo que eu diga, ‘Draquinho’, o que tira a sua concentração? Quer mesmo ?
- Não é o que tira a minha concentração, Pansy, é o que você acha que tira a minha concentração... vá em frente.
- O que tira a sua concentração, e não simplesmente o que eu acho que tira a sua concentração, Draco, é esse seu espírito cretino e essa sua vocação para safadeza – Pansy não conseguia disfarçar o ciúme que sentia da castanha.
Hermione sorria discreta, de onde estava sentada, ao escutá-la dizer aquilo, e podia imaginar as expressões de ambos bem atrás de si. Se conteve para não virar o rosto e apreciar com os prórprios olhos o que estava se passando entre eles.
- Oww... Pansy... você me decepcionou, sabia? – Draco encenara perfeitamente bem uma expressão de decepção – Eu esperava que dissesse mais. Por que eu sei que você acha muito mais a respeito disso.
- O que é, Malfoy? Você quer brincar comigo, é isso? Por que eu posso até participar, mas não estou nada disposta a fazê-lo ser humilhado.
- Você é patética, Pansy. Você leva muito mais a sério as suas mirabolantes fantasias do que o que realmente está diante de seus olhos. Não confia em mim? É isso?
- Confiaria, se não soubesse que você é esse cretino que é! – Pansy se ajeitara em sua cadeira, virando com grosseria a página do livro.
Draco soltara um suspiro de cansaço e voltara à posição confortável de antes, cruzando os braços, mas deixou os olhares caírem sobre o perfil de Pansy, ao seu lado. Obrservou-o daquela forma, irritada, e não pôde deixar de pensar o quanto ela ficava linda daquela forma. Pansy podia ser a irritante e estressada sonserina que era, mas era a mais bonita e mais atraente de sua casa.
Hermione empurrou de leve o livro que lia para a outra extremidade da mesa e levantou-se devagar da cadeira em que estava, sentando-se do outro lado da mesa, de frente para os sonserinos. Fez tudo muito silenciosamente e não depositou os olhares sobre eles em nenhum momento. Ajeitou-se confortável sobre a cadeira e continuou sua leitura, que já nem lembrava mais aonde havia parado.
Draco não notou o movimento da castanha, e nem mesmo Pansy notara. A morena estava muito irritada com o louro e não deixava de demonstrar isso com seus olhares fuziladores para o livro bem abaixo. Draco acariciava-lhe a face, pondo alguns fios de cabelo para trás de suas orelhas, tentando redimir-se pelo o que havia provocado. Foi quando notou que Hermione já não estava mais na posição de antes, e não pôde evitar a curiosidade de fitá-la, agora de frente para a mesma. Hermione pôs com cuidado alguns fios encaracolados que atrapalhavam sua visão para trás da orelha, e sabia que Draco a observava, só não sabia por que estava se sentindo contente com aquela provocação toda.
Pansy não demorou a notar a mudança de lugar da castanha e ao ver Draco fitá-la, um tanto concentrado de mais, empurrou a mão do louro para longe e fechou com voracidade o livro.
- Aonde você vai, Pansy? – Draco desviara os olhares e tentava segurar a mão de Pansy, já de pé.
Hermione notou a súbita retirada de Pansy e ergueu sua face na direção dos jovens, fitando-os muito curiosa pelo que viria a acontecer. Em nenhum momento os sonserinos dirigiram algum tipo de olhar à Hermione, mas ela sabia que a causa de tudo aquilo havia sido ela, disso não se tinha dúvidas.
- Pra algum lugar bem distante de suas ‘cretinagens’... é você quem me decepciona, Malfoy...
- Pare com isso, sente-se aqui, Pansy... prometo prestar mais atenção à sua explicação.
- Cansei, Draco. Acho que você vai estar em companhia melhor quando eu atravessar aquela porta.
No mesmo instante surgira bem atrás dos sonserinos a irritante bibliotecária, que já estava disposta a expulsá-los dali caso não fizessem silêncio.
- Ah, poupe-nos, senhora... vá procurar o que fazer. – Pansy fora grosseira
- Pansy, o que pensa que está fazendo?! Está sendo infantil...
- Não, meu querido, só estou sendo prevenida. Me afastando de você enquanto ainda não tentou fazer isso. – sorrira sarcástica para o louro.
- Oww... gostei disso... – Hermione pronunciara baixo, mas acabara por ser ouvida.
Hermione não havia contentado-se, acabara por comentar em um tom audível possível para que Pansy escutasse. Não imaginava que aquela discussão pudesse envolvê-la agora, mas não gostava da idéia.
- O quê disse, sangue-ruim? – Pansy virara-se para Hermione.
- Senhorita Parkinson, retire-se da sala ou chamarei o diretor de sua casa para puni-la... – ninguém dava ouvido à senhora.
- Você é mesmo uma grifinoriazinha muito atrevida não é, Granger? Não tem que se intrometer nas discussões dos outros, se não sabe disso. Ainda mais quando se trata de seus dois piores rivais...
- Desculpe Parkinson... mas não me intrometi em discussão alguma, apenas fiz um comentário e você não precisava ter se importado tanto com ele.
- Pois então guarde seus comentários pra você mesma, se não quiser que eu me importe com eles, Granger...
- Tenho mais o que fazer, Parkinson, para dar ouvidos à sua opinião. – e devolvera os olhares para seu livro.
Draco observava tudo muito atentamente, ainda sentado e temendo que aquela discussão atingisse proporções maiores. Tentava acalmar a bibliotecária, tranqüilizando-a de que Pansy não causaria mais problemas.
- Por favor, Pansy... chega de tantos vexames. – Draco se levantara e a puxara pelo braço, dizendo-lhe ao pé do ouvido.
- Me solte, Malfoy... sei o que estou fazendo...
- Não é o que parece... Parkinson... – Hermione novamente dissera, fitando a morena.
- Quer parar com isso, Granger? Já nos irritou o suficiente por hoje... – Draco a fitara, muito seco.
- Ou será que VOCÊ já me irritou o suficiente por hoje, Malfoy?
- “Você”? Eu escutei bem? – Pansy se soltara de Draco. – Ainda temos contas pra acertar, Draco, e vai me pagar caro...
- Me poupe, Pansy... ainda vai enlouquecer com todo esse... ciúmes. – e fizera uma expressão de repulsa.
Hermione juntara seus materiais rapidamente e se levantara de sua mesa, antes mesmo que a bibliotecária retornasse a dizer alguma coisa a respeito do tumulto causado. Pôs a bolsa sobre seus ombros e retirou-se dali, parando à frente de Draco e dizendo-lhe, com um dedo levemente apontado para o rapaz:
- Só tenho uma coisa para dizer a você, Malfoy, e espero que preste bastante atenção... mas acho que não preciso nem pedir não é, ao menos em mim você presta atenção... – e fitara a morena ao seu lado, com um sorriso de canto de lábio, segurando-se para não provocá-la ainda mais. – Já deixei que me usasse o suficiente até agora, mas acabou o jogo... Nunca mais se aproxime de mim... nunca mais, Malfoy... e nada que vem de você me atinge, para que saiba de uma vez por todas. Sabe por que, Malfoy? Pois você não tem efeito algum sobre mim...
Draco a fitava muito secamente, tinha uma expressão séria no rosto e um certo ódio estampado em sua face. Pensara em retribuir à todas aquelas palavras, mas antes mesmo que pudessem pronunciar alguma coisa, Hermione já havia dado as costas e seguido para fora do salão. Draco a seguiu com seus olhares e estava irritado por ter sido repudiado daquela forma. Pansy não entendera nada do que Hermione havia dito, sim, por que a moça havia notado que tudo aquilo tinha um duplo sentido. Draco havia feito algo com a grifinória, havia a irritado muito e ela não fazia idéia do que havia sido.
- O que fez com ela? Por que ela te tratou dessa forma? – Pansy indagava, mas Draco apenas observava a castanha se retirar da biblioteca – Me diga, Draco... aconteceu alguma coisa que você não me contou? Hãã?? Draco... me responda...
- Não, Pansy... que droga... por que desconfia tanto de mim? – Draco se exaltara pela implicância da moça.
- Como se você merecesse confiança... um trasgo mereceria... mas você, Malfoy...
Pansy juntara suas coisas e se retirara rapidamente do local, a passos muito largos. Draco passara as mãos sobre os cabelos, e nesse exato instante parecia ter percebido o perigo que corria. Pansy certamente não pensaria duas vezes e tentaria alcançar Hermione pelos corredores. Juntou suas coisas e saiu depressa da sala, correndo pelos corredores em busca de Pansy.
Em um corredor não muito distante dali, havia conseguido se aproximar da grifinória.
- Ei, Granger... posso fazer uma pergunta??
Pansy corria para tentar aproximar-se mais. Hermione não olhara para trás, apenas continuara seu caminho.
- Não vejo no que posso ajudá-la, Parkinson.
- Ah... pode... pode sim. – Pansy chegara perto. – Estou falando com você, sua... sua...
Pansy empurrara Hermione pelos ombros, fazendo com que ela desse alguns passos maiores à frente. Hermione não acreditava que aquilo pudesse ter acontecido. Era demais pra ela aquilo tudo. Além de ter que suportá-los em discussões verbais cada vez mais imprevisíveis, ainda teria de aturar agressões físicas? Não... não deixaria que isso acontecesse.
- O que pensa que está fazendo?
- Pansy... Pansy... – Draco corria na direção da morena, atento ao que acontecia entre elas.
- Gosto que prestem atenção quando estou falando com alguém...
- Ah, claro... a atenção que você nunca recebe, não é mesmo? Nem do seu namoradinho você ganha tal atenção...
- Não ouse ofendê-lo diante de mim, sua sangue ruim. – Pansy tinha um olhar de repulsa pela grifinória.
- E nunca mais ouse pôr as mãos em mim novamente... – Hermione estava furiosa.
- O que você pretende com isso, Granger? Só quero que me responda essa pergunta. – Pansy se aproximara de Hermione
Draco se prevenia contra o pior, já se aproximava das duas.
- Não respondo perguntas imbecis vindas de você, Parkinson...
Hermione parecia cuspir cada palavra diante da morena, seu ódio já era mais visível do que qualquer outra coisa.
- Certo... vocês já se divertiram de mais por hoje... chega!!!
Draco tomara alguma atitude, afastando Pansy de perto de Hermione e continuou a falar.
- Já está se tornando insuportável a nossa convivência, Pansy... porque você tem sempre que fazer algum tipo de escândalo. Não se assuste se eu começar a afastá-la de perto de mim desde de já.
Pansy não parecia acreditar no que ouviu, e se corroia por saber que Hermione escutava a tudo.
- E quanto a você Granger...
- Quanto a mim, esqueça que eu existo. É o melhor que você faz, Malfoy. – Hermione lhe fitara muito certa do que dizia.
- Não é o que eu desejo fazer... – dissera à castanha, com sua expressão inalterada, embora suas palavras fossem interpretativas demais. – Hogwarts não teria tanta graça se não pudéssemos ter a quem humilhar o tempo todo...
Draco tentava concertar o que havia quase destruído com suas palavras mal pensadas. Pansy parecia ter se aliviado ao vê-lo mudar o rumo da conversa.
- Eu o odeio, Malfoy... se afaste de mim, ou vou dar um jeito de fazer isso por você. – o fitara com um certo ar de súplica... – Passar bem!
E se retirara dali, a passos largos, de volta para seu salão comunal, deixando para trás um Draco e uma Pansy bastante irritados.
Hermione também estava irritada com aquela situação toda, já não suportava mais ter que aturar toda aquela presença constante dos sonserinos em sua vida. Pareciam cada vez mais presentes do que até mesmo seus amigos. Mas lembrava-se que não tinha tantos amigos assim. Chegou a pensar que talvez conseguisse ser mais feliz se se tornasse uma sonserina, ou se pelo menos agisse como um sonserino: friamente.
Todas essas discussõs e essas trocas de ofensas e humilhações não eram saudáveis para ela, muito pelo contrário, a feriam de forma que só ela podia saber como, mas não pretendia deixar que notassem o quão doloroso era cada troca de ofensas e mesmo de olhares.
Estava contente por odiar o Malfoy novamente. Não que nunca tivesse deixado de odiá-lo, mas o beijo não havia sido nada muito bem vindo em sua vida e havia causado uma grande confusão em seus sentimentos. Mas agora tinha certeza, era o “espírito cretino” do Malfoy que se mostrava para ela. E agora o odiava com toda a força de antes... talvez bem mais do que antes.
Esperava que ele levasse a sério tudo o que havia dito a ele... não queria que ele se aproximasse tanto dela novamente, porque talvez ela não soubesse se defender como deveria.
OoOoOoO
- Mione... Estive procurando por você a tarde toda... aonde esteve, afinal?
- Estudando... tive aulas... – Hermione lhe respondera
Nem ao menos havia tirado os olhos de cima do livro que lia, confortável em uma poltrona no salão comunal. Gina havia chegado ao local acompanhada de Parvati e parecia mesmo preocupada com a castanha.
- Sabe... hoje de manhã... queria conversar com você a respeito... – Gina tentava ser a mais amigável com as palavras, sabia que Hermione estava bastante abalada com coisas que pretendia descobrir.
- Sinto muito, não quero falar sobre isso.
- Mas é preciso, Mione... já não agüentamos mais isso. Todo esse seu ódio, esse seu rancor... Não nos trata mais como antes. Harry tem sofrido com tudo isso, sabia?
- Ah, tem mesmo é? – Hermione levanta os olhos e fita Gina, sentada em um sofá a sua frente, ao lado de Parvati.
- Sim... ele não gosta de falar a respeito, mas você pode se abrir comigo, Mione...
- Não posso... e não quero!
- Mas nós precisamos entender. Não podemos viver com todos esses segredos. E você e Harry não podem viver discutindo pro resto da vida.
- Isso não é da sua conta. O que eu discuto com Harry ou deixo de discutir só diz respeito a nós... – Hermione estava furiosa.
- Está vendo, Mione... já não me trata como antes.
- Desculpe, Gina... mas eu não quero falar sobre isso. – abaixara os olhos para o livro...
- Não precisa contar tudo, apenas o principal... só quero entender o porque de todo esse ódio dentro de você... – Gina insistia.
- Chega, Gina. Me respeite um pouco... já disse que não quero falar sobre isso. Procure coisas melhores pra fazer... e me deixe em paz.
Hermione havia sido ríspida e severa demais com Gina, mas não se importava com isso, estava com os nervos a flor da pele e só queria dar um fim naquilo tudo.
- Não percebeu, Gina? Deixe Hermione em paz... – Parvati se intromete.
- O que foi, Parvati? Contra mim agora...? – Gina a fita muito incrédula
- Não, só acho que você é bem capaz de notar quando alguém não quer papo com você... respeite... !
- É por isso que vivem dessa forma, nunca tentam concertar os erros... – Gina havia sido sincera
Gina não entendia o que se passava com a amiga e o namorado, mas sabia que precisava descobrir o que era. Tinha medo, mas precisava. Retirou-se do salão acompanhada de Parvati, muito irritada com a amiga por não tê-la apoiado com Hermione, mas a última coisa que queria era afastar a garota.
“Você devia pedir ao Harry, Gina, pra que ele concertasse os erros dele... não a mim...”
Hermione pensava consigo mesma.
Era quase o horário de sua detenção e havia se esquecido disso por um longo tempo. Lembrara apenas ao pensar em Malfoy, de relance. Na verdade, não sabia porque havia pensado em Draco, só sabia que teria de enfrentá-lo novamente, naquela noite, e teria que enfrentar Pansy também. Seria uma detenção inesquecível, disso não tinha dúvidas. O clima entre ela e os sonserinos estava pesado, ainda mais depois da ultima discussão, mas não daria o braço a torcer, precisava ser forte e mostrar quem realmente estava no comando. Era dona de seu prórprio nariz, tinha dignidade, não ia deixar uma vaca de uma Parkinson humilha-la ou um Malfoy atrevido fazer o que bem quisesse com ela.
Desceu para o jantar e agradeceu por não encontrar muitas pessoas, felizmente o jantar já estava no final e juntou-se à Luna na mesa da Corvinal, já que não havia grifinórios em sua mesa. Luna era uma das poucas amigas que havia restado para Hermione em Hogwarts, além de Rony e alguns poucos colegas.
OoOoOoO
- Draquinho... pensei que pudéssemos passar o sábado na casa dos meus tios, em Hogsmead... o que acha?
- Se parar de me chamar assim eu prometo que penso nisso...
- Ahh... desculpe... esqueci de novo que não gosta de ser chamado assim... !!
- Ah, é né... então vou mostrar o que fazer com esse seu esquecimento...
Draco ergueu Pansy no alto, deixando-a sem os pés no chão e aplicou-lhe uma mordida em seu pescoço, descoberto por não usar a capa de seu uniforme. Pansy se contorcia de cócegas e deixava escapar risinhos alegres.
- Pare Malfoy... sabe que não gosto diss... – Pansy interrompera sua fala ao abrir os olhos e fitar bem a sua frente, esboçando uma expressão sarcástica. – Ahh... Granger... bem vinda.
Hermione não podia acreditar no que estava vendo, não podia suportar a idéia de que estava mesmo vendo tudo o que via a sua frente. Draco soltara Pansy no exato momento, ajeitando suas vestes e virando-se para Hermione, com um sorriso de canto de lábio.
- Dessa vez não está atrasa, não é mesmo? – Draco dissera à castanha, vendo-a encará-los quieta. – Vejo que está aprendendo...
Hermione não deu atenção ao que Draco dizia a ela, apenas observava a cena de um Malfoy e uma Parkinson aparentemente felizes e reconciliados, de mãos dadas bem a sua frente. Era patético tudo aquilo, saber que eles podiam ser realmente tão estúpidos daquela forma. Toda a irritação pela qual havia passado aquela tarde se resumia em nada, vendo-os reconciliados... sabia que isso só facilitaria para que eles continuassem a pertubá-la em Hogwarts.
Revirou os olhos e balançou a cabeça, ainda incrédula, e se apoiou em uma parede ao seu lado, tentando não escutar as coisas melosas que Pansy dizia a Draco e o barulho estalado dos seus beijos.
“Mesmo assim, Merlim, eu agradeço por as coisas não serem piores.”
Pensava consigo mesma, sem acreditar que podia mesmo estar passando por aquilo. A detenção certamente renderia muito, afinal, eles pareciam estar de bom humor, e certamente despejariam sobre ela um mundo de ofensas e provocações. Talvez ela conseguisse se manter indiferente a tudo aquilo. Ou será que seu radar para discussões não iria permitir? Veria em poucos minutos, quando Filch surgisse...
N/A: Confesso que não gostei muito do cap. , de verdade... mas pretendo tirar essa chata dessa Pansy de cena bem cedo... já está ficando insuportável essa sonserina atrevida arrumando confusão quase em todos os capitulos, neh? hehe
Prox. cap é detenção!!! Vai ser legal...
e já estou escrevendo!! Ohh... as férias tem sido uma maravilha... tenho tido tempo e inspiração pra escrever!! hehehe
Vou tentar terminar de escrever o mais rápido possível e já trabalhar nos próximos... pq em breve terei de me ausentar um pouco!!! :x
ehhh... dia 07 vou estar viajando!!!! saindo de Manaus para ir para SP... a mudança está me tirando do sério!!! mas prometo postar o prox. capitulo antes de me ausentar um pouco da fic ^^
espero que naum desistam de mim!!! =)
plixx
hehehe
bjinhussssssssssssssssss
ahh... e obrigada pelos últimos comentários
heeheh... |