bem Feliz Natal a todos e todas que lem a fic!!!!!hoohohhoho
Vamos lá , agradeço a duas fofinha do meu coração que vem me ajudando a mandar a fic pra frente, principalmente pois foram as unicas que mantem comentando sobre a fic...................Ai esta mais um mistério (não tão misterioso assim) revelado.. Aproveitem... Infelizmente não pude postar antes pois estava com problemas no computer, mas consegui salva quase tudo da fic.... apenas dois cap foram destruidos e ai, vou ter que fazê-los novamente, baseado apenas no que eu tinha em mente. Pois bem, boas festas e por favor deixem uma mensagem, mesmo que somente um oi, eu to aqui! bjocas
Outra coisa, rezem(quem é de rezar) pela Vi Malfoy. Ela tá passando pr algumas dificuldades e está off por um tempo. Que ela volte logo para a minha felicidade e principalmente por que ela merece, como todos nós um pouco de sorte , saúde e paz!
Cap. 19 – O que os olhos não vêem
O ambiente era hostil. Até o ar parecia contaminado com ódio, desespero, medo, a maldade entre os que estavam reunidos na sala da velha, mas a tradicional casa dos Lestranger. Desde o dia em que foram presos, depois da queda de Voldemort, a velha mansão luxuosa e até agora totalmente abandonada serviria como o novo esconderijo dos Comensais e de seu Mestre. Ninguém queria viver naquele lugar, ninguém ousava chegar perto, com receio de que houvessem armadilhas e maldições espalhadas em cada canto da mansão. Ali funcionava, desde o retorno de Voldemort como o Quartel General das Trevas, onde reuniões, treinamentos, recrutamento e inquirições eram realizados. Naquela noite uma nova reunião acontecia no salão de jantar. Os principais Comensais já esperavam pela presença de seu Lorde, que ainda estava trancado com seu servo de maior prestigio naquele momento, mais que poucos conheciam, ou neste caso reconheciam, devido ao seu perfeito e indecifrável disfarce. O homem era um dos novos comensais, há poucos meses havia pedido para servi-lo, entregando tudo que tinha e seus serviços à vontade de Voldemort. Ninguém sabia o porque e como um jovem bruxo havia caído tão facilmente nas graças do Lorde e isso gerava inveja dos mais antigo e esperança dos mais novos. Já se passavam mais de trinta minutos que Norton e Voldemort conversavam, acompanhados apenas pela serpente Nagini, que não se separava mais de seu Mestre.
- Encontrou alguma coisa? Algum sinal que nos ajude a decifrar essa maldita profecia?
- Pouca coisa, meu senhor. A escrita e arcaica e para dificultar está em códigos rúnicos. O que consegui foi apenas o que lhe disse: A disputa do senhor das trevas com algum ser protegido pela magia antiga foi descrita na época de Merlin. E como não conseguimos descobrir toda a profecia feita por aquela bruxa idiota da Sibila fica mais difícil tentar fazer suposições se esse ser é Harry Potter ou há mais alguém envolvido.
- Mas o que temos é pouco. Você precisa me dá respostas. Temos pouco tempo para a data que você me falou. – Disse dando meia volta e sentando em sua poltrona. - Até o solstício faltam meses, poucos meses. Tenho que ter esse poder, tenho que consegui-lo. O dia do grande combate onde esmagarei a maldita cabeça do Potter aproxima-se e nesse dia ninguém pode esperar menos do Grande e único Lorde das Trevas. O poder antigo tem que ser meu. E com ele não interessa as habilidades do Potter, não há como me matar agora e nunca haverá como, todo o mundo, mágico ou não, vai estar sobe o meu comando, sobe a minha vontade. – Silêncio. Voldemort andou até a janela e mirou a noite. – Mas eu preciso que você faça o impossível, meu caro, o inimaginável para me dar as coordenadas que estão neste papiro, que essa profecia guardada a sete chaves pelo maldito Olivaras seja desvendada e seu segredo seja meu.
- Farei o possível, mestre. – Disse Norton se curvado.
- O possível não, meu caro Severo, eu disse o impossível, faça um milagre se for necessário!
Ao levantar o rosto, Norton tinha suas feições sendo modificadas. Os olhos de um tom de azul quase celeste davam lugar aos olhos sombrios e negros, o rosto alvo e belo envelhecia e se transformava num rosto maduro, os cabelos ondulados e aloirado alisavam-se e escureciam, ficando da cor do ébano. Apresentava-se à frente de Voldemort, Severo Prince Snape, como que renascido das cinzas.
- Perdeu a hora de sua poção, caro Severo?
- Não me senhor, às vezes prefiro ficar na minha forma normal. Ser o professor bonzinho e querido por aqueles alunos imprestáveis cansa, torra a paciência de qualquer um. E não preciso me passar por outro na frente de meu mestre.
- Isso é verdade, mas esse negócio de Norton e Severo torra a minha paciência também. Às vezes parece que você se transforma em duas pessoas totalmente diferentes, mesmo na minha presença. Mas esqueça disso por enquanto. Se prepare que vamos nos reunir para um ataque em massa, e quando o plano estiver pronto você liderará o ataque, lógico, na sua forma original.
- Mas será que os outros irão querer me seguir, meu Lorde? Tenho pra mim que a maioria me odeia e pensa que além de trair Dumbledore eu o trai também, não voltando naquela noite.
- Com isso não precisa se incomodar. Minha vontade prevalece e o que eu quero é ordem. Você, Severo, tem me provado que é um dos meus fiéis seguidores e não tenho muito que reclamar. Faça o que te ordenei. Saiba qual será o plano da Ordem e o dos moleques. Quando chegar a hora, tenho que ter tudo preparado. Harry Potter em meu poder, a maldita personificação do bem e do mal que ainda temos que descobrir quem é, e o ritual do poder antigo. Depois disso, não haverá nada nem ninguém que não tremerá ao escutar o meu nome.
- E que assim seja, mestre. – Disse fazendo uma longa flexão da cabeça.
- Tome logo sua poção e volte a Hogwarts. Temos que conseguir uma brecha na defesa do Castelo. Ache um jeito, Severo, de entramos lá.
- Os alunos acabaram de chegar, senhor. O ministério ainda ajuda com aurores na proteção. Temos que nos infiltrar mais ainda no ministério e assim afastá-los.
- Isso já está sendo providenciado.
- Vamos ter nossa chance, e quem sabe pegamos o maldito Potter.
- Quem sabe. Mas eu o quero vivo. Desejo a dezesseis anos a morte desse garoto. Quero ver o sangue dele, que infelizmente corre em minhas veias, sendo derramado pelo chão e cobrindo seu maldito corpo.
- E eu anseio por assistir isso meu Lorde.
- E você verá. Bem, agora vamos. Temos que resolver os ataques dessa semana e os outros nos esperam no próximo salão.
- Primeiro o senhor. – Disse fazendo um breve reverência e bebendo um pequeno frasco, voltando quase que imediatamente as feições de Norton.
- Sabe Severo, eu gostei muito dessa poção. Quem sabe eu não a use algum dia desses, pra dar ma voltinha por Londres. Ficar confinado nesta mansão está me deixando, como eu posso dizer, entediado.
- Está a suas ordens senhor. Quando quiser, mando imediatamente para o senhor.
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Uma semana se passou desde aquele ultimo encontro ou podemos dizer monitoria. Tudo parecia sair de foco quando ele a via, talvez ele estivesse sobe encantamento feito por ela, mas ela não era veela, era uma nascida trouxa, e não seria tão ousada em envenena-lo. Como então ele poderia pensar assim sobre ela. Pensou... Estava ele caminhando solitário pelos corredores sem saber por onde andava, mais uma noite patrulhando a escola e tudo que ele mais queria era estar em seu escritório tomando uma garrafa de hidromel ou de whisk de fogo para acalmar os ânimos. Já não bastava todo esse rebuliço dentro de si, e Voldemort ainda queria que ele descobrisse como poderia por as mãos em Harry Potter e na maldita mágica antiga. E quem seria esse ser protegido, que teria o bem e o mal dentro de si?
Ele voltou a sua sala e jogou-se sobre sua poltrona confortável e tentando compreender que raios estava acontecendo com ele, como ele poderia sentir algo assim por uma garota, uma aluna dele. Tudo parecia fora da lógica normal das coisas. Bebendo em frente a lareira começou a se lembrar do conselho do amigo, do sonho, dos beijos entre eles, sentia dentro de si que não era mais o mesmo. Levantou-se e começou a andar de um lado para o outro de sua sala. Tinha que pensar, tinha que tirar isso de sua cabeça, e o que mais queria, tirar de seu coração. Sua transformação começou e Severo Snape poderia ser visto andando naquela pequena sala de Hogwarts.
- Só posso estar ficando louco... É isso... Louco! Como eu pude me deixar levar... – De repente seu semblante ficou um tanto sonhador e ele começou a pensar em Navra. Tentava lembrar os detalhes de seu rosto, o sorriso, a primeira vez que a tinha visto na loja de livros do Beco Diagonal e como ela tinha sedido um dos livros para que ele o comprasse. E com isso vieram também às lembranças de quando a encontrou no calabouço de Voldemort pela primeira vez e teve que a torturar. E a última vez, quando a resgatou, quase morta, extremamente ferida e largada a própria sorte. – É isso que acontece com quem se aproxima de mim, morre! - Não agüentou beber mais. Atirou o copo nas labaredas da lareira. Foi em direção aos seus aposentos. Tinha que tentar descansar e pensar. Mas antes de alcançar a porta, escutou as batidas na porta. Não acreditou em quem suas proteções indicavam. Aquilo merecia uma desaprovação categórica e rápida. Bebeu sua porção, transformando-se novamente em Norton. Abriu a porta.
- Você pirou de vez. Entre logo! – Já o puxando para dentro e fechando a porta com magia. – Você não tem outra coisa pra fazer do que vir aqui, desse jeito! Esqueceu que muita gente aqui não sabe que você está vivo! Quer acabar com o meu disfarce! Só podia ser um débil mental como você pra vir aqui assim, Black!
Severo andou para longe de Sírius Black que tampava a boca, pra não mostrar que estava adorando ver Severo quase ter um chilique. Ele anda querendo não só quebrar a cara do homem a sua frente mas querendo quebrar tudo que o tocasse.
- O que você pensa que esta fazendo Sírius, não pode vir até aqui, brincar de invisível, bater na minha porta como se eu fosse meu melhor amigo, pois pra todos os efeitos eu nunca te vi na vida, ainda por cima sem disfarce. Vai acabar espalhando dúvidas no ar. Estou disfarçado e esse segredo põe não só minha vida em risco, mas é uma carta que temos na manga. Parece que não cresceu, que não aprendeu nada. Continua o mesmo infantilizado de antes, só que agora tem cabelos brancos. – satirizou Severo.
- Você que continua o mesmo seboso, asqueroso e antipático. Quero ver como você vai se sair dessa em que se meteu. Eu vim aqui por outros motivos... Vim alerta-lo. Não está aqui para brincar Severo. Logo, logo ela vai descobrir quem você é, e ai você vai direto pra uma salinha qualquer, pra dar uns beijinhos num daqueles monstrinhos lindos. Eu acho que você lembra deles. Os dementadores. Você não é mais um jovenzinho na flor da idade, Severo, ela merece tudo de bom, e eu acho que, no momento não é você, nem ninguém com o seu charme de Comensal. – retrucou Sírius
- De que diabos você está falando, Black?
- Não finja, Snape. Lupin me contou algumas suspeitas dele. Falou-me algumas coisas que percebeu. Eu só juntei tudo. Vigiei vocês dois durante algumas semanas e pronto. Um alvo fácil. Vocês não têm sido muito precavidos. Principalmente durante a noite.
- O que você tem haver com isso? Isso é assunto meu! – Vociferou.
- Você é que pensa. Qualquer coisa que envolva Harry é problema meu.E ela é a melhor amiga dele. E uma menina especial.
- Então vai cuidar do namoro dele que é melhor pra você. Hermione e eu temos uma, como posso dizer, uma amizade estranha. Mas são ordens de Dumbledore. Ele me pediu para me aproximar dela. Ele queria que fossemos próximos. Não escolhi me aproximar de uma grifinória arrogante. Estou apenas seguindo ordens.
- Se aproximar é uma coisa. Beijar uma aluna, ainda por cima a Hermione, é outra coisa bem, mais bem diferente mesmo. Ainda por cima você. Mais velho que ela, sonserino e que não está sendo, vamos dizer, sincero em relação a você. SERÁ QUE VOCÊ NÃO PERCEBEU QUE ELA ESTÁ SE APAIXONANDO POR ALGUÉM QUE NÃO EXISTE. Por Merlin, Severo, ela é inteligente, mas é mulher e jovem. Você está mexendo com fogo.
- Não vou deixá-la chegar tão perto. Pode deixar, não sou burro como você. Não preciso de mais sangue de uma vida inocente nas minhas mãos. – Disse Norton/Severo se virando e andando em direção a porta. – Agora, faça um favor a você mesmo e saia. Tenho coisas mais importantes que ficar de conversa fiada com você. E pare de me vigiar e vai caçar o que fazer da vida como, por exemplo, terminar sua parte da tradução da profecia.
- Vou te dar um conselho de irmão, que não somos graças a Merlin, e pare agora enquanto é tempo, Severo. Ela não merece sofre por você, nem por ninguém. Ela é só uma garota querendo atenção e carinho, e pelo que eu saiba, você nunca fez isso nem por você, nem por ninguém. – Disse Sírius saindo pela porta. - Ainda não descobrir por que aquele dragão te deu o anel. Não sei como ele não viu que seu coração não bate.
- E por que você não me conhece, maroto antipático. – Disse depois de fechar a porta.
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Sírius tinha que correr. Não tinha muito tempo para falar com Harry e Snape. Tinha que voltar para seu esconderijo. Os trabalhos que ele e Severo estavam tendo para decifrar a profecia o estava consumindo. Eles haviam combinado de que falariam poucas partes da profecia para Voldemort, simplesmente para deixa-lo ocupado e afoito. Mas estavam descobrindo coisas que nem eles imaginavam ser realidade. Tinha que ver Harry, tinha que rever Dumbledore.
- Ainda bem que você chegou cedo. – Disse andando de encontro a Harry que o esperava no corujal.
- Que foi? Porque essa agonia em me ver?
- Precisava te avisar sobre algumas coisas.
- Me avisar? Você conseguiu descobrir mais alguma coisa?
- Sim e não, Harry. Mas o mais importante de tudo é que você não perca o foco das coisas. Estamos juntando forças, treinando, fazendo tudo o possível para destruir Voldemort. Entendeu? Todo o resto é conseqüência das nossas escolhas. Tanto a suas quanto do resto das pessoas. Não pense que eles não estão se protegendo e trabalhando para te destruir também. O que podemos fazer e o que estamos fazendo é o que vale. Harry, você tem amigos, companheiros, e eu posso dizer que até seguidores, mas tudo isso pode não valer a pena se você desviar seu foco, os seus objetivos para outras coisas.
- Por que você está falando isso tudo? O que você tá querendo, Sírius?
- Eu quero que você preste mais atenção no que você precisa fazer, Harry. Sei que está apaixonado pela Liane. Sim, ela parece ser uma garota muito especial, mas ela não pode atrapalhar você em relação a sua missão. Pra que vocês possam ter um futuro, como todos nós queremos ter, você precisa treinar, você precisa achar dentro de si todo o poder, toda a magia que corre no seu sangue.
- Sírius eu não estou brincando. Mas eu preciso cuidar do castelo, preciso cuidar dos meus amigos, eu preciso proteger Liane. E ainda tenho que achar todas as horcruxes.
- Há alguém te protegendo e protegendo Hogwarts também, Harry, mas não posso falar quem é. Essa pessoa foi mandada pelo próprio Dumbledore antes dele morrer, ele confiava nele, e eu também confio. Por isso, não banque uma de herói ou coisa parecida. Você tem consciência de que é importante para que essa guerra acabe. Nós todos vamos te ajudar, mas você precisa dar uma mãozinha também, garoto. – Falou Sírius olhando dentro dos olhos verdes de Harry, para ter a certeza de que assim suas palavras iriam surtir efeito.
- Vou tentar, mas não prometo que vou ficar quieto. – Disse Harry sem esboçar animou ou desanimo. - Mas vou aproveitar para procurar as horcruxes como no feriado de natal. Talvez em Hogwarts eu ache mais alguma coisa.
- Não corra riscos garoto. Eu não posso está do seu lado todo tempo pra te ajudar. Hogwarts também não é um parque de diversões.
- Do que você está sabendo, Sírius? Fale logo.
- Ainda não temos certeza de nada, mas achamos que Voldemort encontrou algo que vá aumentar seu poder. Como não é certeza...
- Mas quem é esse tal protetor? Por que não posso saber quem ele é?
- E melhor mantê-lo desconhecido só pelo fato de ser uma pessoa a mais que vai combater Voldemort e os ajudar. Nem a própria Ordem sabe da existência dele. Eu o conheço há muitos anos e sei que ele não deixará passar nada aqui dentro. Apenas coopere Harry. Não se ponha em situações arriscadas e comprometedoras.
- Mas...
- Não tem mais nada. Apenas tome cuidado. As paredes, portas, estátuas tem ouvido em Hogwarts. Não comente nada sobre as horcruxes com outras pessoas. E não deixe o seu namoro atrapalhar as suas responsabilidades. Pelo pouco que deu pra ver a Liane vai entender a situação. E lembre-se que podem usa-la para prejudicar ou ferir você. É o risco que vocês dois estão correndo por estarem juntos.
- E é isso que mais me angustia, Sírius. A cada dia que passa, eu percebo que não foi coincidência eu e a Li começarmos a namorar. Eu gostava demais da Gina, não pensava em outra mulher, mas não queria estar com ninguém pra que não a usassem contra mim. Foi por isso que eu terminei com ela, logo depois da morte do diretor. Mas quando eu a olhei, no casamento do Gui, foi como se eu já tivesse esperando ela chegar, como se nos conhecêssemos há tempos. E eu ainda sinto isso, todos os dias. Eu não sei o por que, mais preciso dela do meu lado, me dando forças, me alertando, me aconselhando, me acalmando...
- Você a ama, não é?
- Se você chama isso de amor, eu posso falar que sim, eu amo a Liane. E é por isso que eu tenho medo, Sírius, não posso perde-la.
- Mas isso não está nas mãos de ninguém, Harry. Como dizem por ai, morrer faz parte da vida, e que pra morrer, só precisa está vivo.
- Por um acaso, você já perdeu o controle, Sírius?
- Como assim?
- Alguma vez aconteceu alguma coisa que fez você perder o juízo?
- Uma vez apenas. Quando fiquei sabendo da morte de seus pais... Eu enlouqueci por alguns minutos. – Disse não encarando os olhos do afilhado.
- Sabe, eu penso que se algo acontecer a Liane e eu não puder fazer nada pra ajuda-la, eu enlouqueço.
- Harry, você namoram a pouco tempo...
- Mas isso não é questão de tempo. Eu já te disse. Existe alguma coisa que me fez ficar com a Li. E a cada dia eu vejo que vai mais além disso. Eu sonhei... – Harry parou de falar. Lembrou-se que o dragão havia pedido que ele não falasse nada para ninguém sobre o que conversaram.
- Com o que você sonhou?
- Nada. O que eu queria dizer era que, nem eu e nem ela somos pessoas comuns. Se estamos juntos nisso alguma coisa boa vai sair disso tudo.
- Eu espero que sim, meu rapaz. ....Preciso de um favor seu.
- Tá. O que é?
- Hermione vai precisar da sua ajuda, como amigo. Fique próximo, e a apóie.
- Porque você ta falando isso?
- Não interessa, apenas faça como te falei. Não cobre e não queira saber o que aconteceu. Tudo bem?
- Tá certo. Fazer o quê.
- Se precisar, veja se a Liane pode ajudar, mulher tem mais tato pra isso.
- Você já vai?
- Tenho que ir, Harry. Lembre-se que eu ainda estou morto.
- Tá certo. Acho que você vai demorar pra voltar.
- Eu não sei, garoto. O que estou fazendo agora é mais importante.
- Você não vai me falar o que é?
- Como você sabe, eu não vou comentar nada enquanto não tiver certeza.
- Dê noticias então...
- Tentarei... Agora vá. Boas provas essa semana...
- Mas... ? Como..? Droga! Já nessa semana!
Sírius acompanhou a descida de Harry até ele cruzar a ponte e entrar no perímetro do Castelo. – Agora, só mais essa visitinha que eu preciso dormir, nem que seja como cão do mato na porta da casa do Hagrid.
Sírius transformou-se em sua forma animaga e percorreu o castelo de Hogwarts com toda pressa, chegando em poucos minutos a sala da diretoria, a antiga sala de Alvo Dumbledore. Não teve problema ao ultrapassar as seguranças, pois ainda para a sua forma animaga tinha permissão para entrar.
Ao perceber que não havia ninguém na sala voltou a sua forma humana, procurando pelo quadro de seu amigo.
- Pelo santo Graal, onde te enfiarão Alvo?
- Não me enfiarão em lugar algum senhor Black. Permaneço onde eu mesmo me coloquei antes de partir.
- Por que quis me encontrar aqui, logo hoje. As coisas estão um pouco complicadas no momento aqui fora. Voldemort anda tramando coisas que até mesmo eu estou alarmado.
- Então se prepare, Sírius, há mais bombas para serem armadas e explodirem na sua cabeça.
- Você só pode estar brincando...
- Você pensa que eu o colocaria em risco pra fazer piadas... Vamos deixar de cerimônia, vá até a minha penseira e pegue as lembranças da segunda fileira, uma de cor azul esverdeado e a laranja e ouro, veja cada uma e depois conversamos.
Algum tempo depois, Sírius levantava a cabeça, afastando-se da penseira. Seu olhar era de alguém que parecia ter visto milhões de fantasmas, estava estarrecido. Nunca, em toda a sua vida e por mais louco que pudesse aparecer, tinha imaginado que tudo o que havia visto poderia ter qualquer veracidade. Resolveu sentar próximo ao quadro, e de cabeça baixa, perguntou:
- Você só pode estar brincando...
- E porque isso tudo não pode ser real?
- Além de vocês dois, quem mais sabe sobre suas descobertas?
- Estou contando em partes homeopáticas para a srta Granger, e pretendo contar essa última lembrança para Severo quando ela mostrar a que veio. Quando ela estiver pronta, ele também estará...
- Você está arriscando muito Alvo, deixando Hermione saber demais...
- Ela sabia do risco que corria... Ela demonstrou algo que ninguém mais além dela chegou a sentir por ele. Ela vai ajuda-lo a ser o que ele mereceu ser durante toda a vida, vai mostrar a ele que feridas devem ser cicatrizadas para pararem de sangrar...
- Está fazendo os dois se apaixonarem...
- Estou ajudando a cada um enxergar o que há dentro deles mesmo.
- Ela está apaixonada por ele, Alvo.
- Ainda não está...
- Eu os vi...
- Eu a vi com o Professor Norton, não com Severo.
- Mas são a mesma pessoa...
- Não aos olhos delas, não ainda...
- E isso então que você quer deles? Que um se apaixone pelo outro? E que depois ela sofra por ele? Droga, Alvo, ela é mais nova do que ele anos luz!
- Não Sírius. Em primeiro lugar eu não gostaria que o relacionamento deles fosse além da amizade, mas penso que Severo viu em Hermione, muitas das coisas que ele encontrou em minha filha, quando também se apaixonou por ela. O amor entre um homem e uma mulher, quando verdadeiro não escolhe cor, raça, espécie, classe, ainda por cima idade. Quando eu conheci a mãe de Navra, ela tinha apenas 40 anos, e eu já tinha os meus cem e pouquinhos. Por uma infelicidade, ela foi assassinada, deixando Navra só com dez anos. E nesses mais de dez anos eu fui imensamente feliz.
- Mas é de Severo Snape que estamos falando. Um ex-Comensal. Alguém de quem eu não gostei quase minha vida inteira e que por gestos nobres vem ganhando uma ligeira simpatia minha. E Hermione é um doce de menina. Está aflorando agora.
- Mas é mais decidida e esperta que minha filha. Se ela não o quiser, não haverá nada. Mas se ela deixar Severo amá-la, nada poderá separa-los. Deixe-os Sírius. A natureza sempre achará um meio.
- E em relação...
- Tudo ao seu tempo... Agora que você já tem uma idéia de quem seja e o que pode acontecer, sabe o que fazer e quem procurar, não é?
- Felizmente sim. Mas isso vai alterar muita coisa...
- Não vejo necessidade. Eles não fazem idéia do que estão procurando e não tem como atacar Severo. Não fale nada, apenas vá até essa mesma pessoa da lembrança e exponha os fatos.
- Ela já está aqui.
- Melhor ainda. Ela deve ter percebido as mudanças...
- Digo o que sei?
- Apenas se ela perguntar.
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Alguns dias se passaram, deixando uma inquietação no ar. Severo maquinava como poderia colocar um ponto final em tudo. Por mais que Alvo quisesse que hermione confiasse nele, ele não poderia deixar que tudo se transformasse em algo que não estava sendo esperando. Não poderia existir romance, amor, ternura em sua vida. Ódio, ira e vingança tinham que ser os sentimentos que o impulsionava a se manter como espião, e ao lado do real assassino de sua amada.
A conversa com Sírius há alguns dias tinham mexido com seu animo e com seu brio. Ele estava certo. Tudo podia acontecer, mas ter uma grifinoriazinha apaixonada era um problema real, e ainda por cima, tudo poderia interferir nas atitudes de Potter. Estava vacilante, porém decidido de que sua amizade acabava por ali. Pediu a um aluno da corvinal que avisasse a srta granger que o encontrasse no laboratório de porções, logo após o jantar, e que era urgente. Observou o jovem passar o recado e voou para a sua sala. Esperaria-a ali e seria o mais curto e direto. Tomou mais uma dose de sua poção. Seu próprio coração não tinha a certeza da sua própria mente. Hermione entrou, mas não esperava encontra-lo, tinha chegado mais cedo do que o marcado, não tinha nem conseguido comer direito. Ele nunca havia chamado-a, ainda por cima com recados dados por outros alunos.
- Sente-se – Ordenou. - Muito bem srta Granger... Chamei-a aqui com uma única finalidade: colocar os pingos nos i´s em relação a nossa última monitoria, onde a srta realizou um gesto não muito de acordo com o que era esperado. – Disse duro, evitando olha-la e até mesmo de chegar perto.
- Mas não fiz nada demais... – Disse assustada acompanhando o andar altivo do homem a sua frente.
- A srta chama de beijar um professor na boca de nada demais!
- Mas você não é somente meu professor, eu o considero...
- Não me importa como me considera. Eu não posso e nem vou dar a você intimidade suficiente para tais coisas...
- Coisas? Mas eu pensei...
- Você não está aqui neste momento para pensar, está aqui para saber que eu não sou nenhum dos seus amiguinhos dos quais pode se desenvolver um romance.
- E quem te disse que eu estou atrás de romance? Eu te beijei por que, por que eu quis, oras!
- Isso não é um jogo srta Granger! Não pode brincar comigo assim. – Disse a segurando pelos ombros e a sacudindo com um acerta violência.
- E quem disse que eu estou brincando. – Disse olhando profundamente nos olhos do homem a sua frente. Não sabia o que dizer, mas sentia que quem falaria ali não seria a sua razão. - Eu não sei por que eu faço isso quando estou com você. Eu só não consigo pensar. Eu te olho e esqueço tudo.
- Você está brincando com fogo menina!
- Eu não me importo de me queimar.
- Sabe muito bem que eu posso te machucar.
- Não, você não pode. Você não quer isso.
- E você pensa que sabe o que eu posso querer ou não? Você pensa que me conhece?
- Eu conheço o homem que cuidou de mim quando mais precisei de cuidados. Conheço o Norton brincalhão das aulas de monitoria. Conheço o homem que me olha e parece me ver como eu realmente quero ser vista. Conheço o homem que eu beijo e que me tira da realidade, que me faz pensar que ainda vale a pena viver pra ter um final feliz. Se esse não for você, o seu teatro foi perfeito!
- E quem te disse que eu sou isso ai que você falou?
- Ninguém me disse. Apenas o meu coração que falou um pouco mais alto.
- Você não pode gostar de mim. Você é uma aluna...
-...E você é o professor! Bla bla bla... Eu conheço a história. E quer saber? Eu não ligo pra isso!
- Você vai ser expulsa!
- Se for pra estar com você e você comigo, até que pode valer a pena?!?!
- E acabar com seu futuro tão promissor?
- Eu posso morrer amanhã, Norton. Se eu não viver o que eu posso hoje, viver não terá valido a pena.
- Pare de pensar bobagens. – Disse saindo de perto dela.
- Você é que não está pensando. Norton, aconteceu. Nem eu e nem você podemos mudar. Eu gosto de você, eu quero estar com você, ao seu lado, não só como aluna, mas ...
- Como minha mulher?
- Se for pra ser...
- Eu não posso fazer isso!
- Não pode o que ?
- Ficar com você.
- Por que?
- Porque tudo o que eu toco morre! Desaparece! Se destroi! É isso que você quer?
- Isso não vai acontecer com a gente. – Disse tentando se aproximar de Norton, que fugia dessa proximidade andando de um lado para outro.
- Não brinque...
- Mas não vai! E sabe porque?
- Não, não sei Hermione.
- Por que quem te tocou primeiro fui eu, e não você! Eu te amei primeiro. Se é isso que importa...
- Isso não é uma história de contos de fadas, eu não posso de dar um final feliz. Não sou qualificado pra ser chamado de príncipe encantado.
- E quem te disse que eu te pedi isso?
- Você vai esperar a eternidade pra ser feliz e não vai ser se ficar comigo, será que você não consegue entender isso?
- Entender que você não quer ficar comigo eu entendi muito bem. Mas você não me deu um motivo sequer que me convença.
- Vocês grifinórios e suas malditas esperanças!
- Sim! É isso mesmo! E s p e r a n ç a! Esperança que tudo vai mudar, e que vamos sobreviver a tudo. Esperança que eu vou te encontrar depois dessa guerra e que eu vou tocar o seu rosto sujo de bom soldado, vou te beijar e te dizer pra irmos pra casa, e que está tudo bem!
- Sonhos, Hermione, apenas sonhos de uma garota que não sabe o risco que corre.
- Talvez não saiba mesmo.
- Eu só estou querendo te poupar de sofrimentos maiores.
- Se quisesse me poupar, não teria deixado eu me apaixonar por você!
- Foi um erro que ainda podemos consertar.
- Sinto muito. Foi um erro, mas isso você não pode concertar.
- Mas posso fazê-la esquecer.
- Não faria isso comigo. Você não pode tirar o que é meu. Por mais que eu sofra, isso pertence a mim!
- Eu não quero te ver tendo ilusões sobre nós, eu deixei isso chegar até aqui...
- E vai continuar deixando do jeito que está! Você não tem o direito!
- Talvez não. Eu não vou conseguir viver te vendo sofre por minha causa.
- A culpa é sua. A responsabilidade é sua! Viva do jeito que conseguir, mas isso aqui... – Disse batendo na direção do coração. - ...Isso aqui você não vai me tirar! O amor que eu sinto por você agora é meu, já que você não o quer. É só meu!
- E o que você acha que eu vou fazer com o que está dentro de mim?
- Eu não quero nem saber. Se vire!
- Então é esse o amor que você tem por mim, que não liga pro que eu sinto?
- Não. Isso é reflexo do que você está fazendo comigo. Pode passar cem anos, mas nunca vou esquecer o que você me disse hoje. Você é um covarde. Parece bem o seu antigo mestre. Parece até que aprendeu com ele.
- Eu não...
- Me desculpe, está tarde. A aluna aqui precisa descansar. Semana difícil sabe. Até a próxima aula, professor. E sinto muito, mas acho que não vou poder continuar com a monitoria, são coisas demais. Boa noite.
- Hermione, espere! – Ela continuou andando. – Droga, Granger, Espere ai! – Disse já andando em direção a garota que nem se virou para dar atenção. Ele a pegou pelo pulso e a virou.
- Ei! Pare com isso! Você n...
Norton quase que a machucou. Ele a tomou pelo ombro e a beijou com ignorância, fazendo-a bater contra a parede de tijolos. Hermione o repelia batendo contra seu peito com suas mãos, mas ele não dava espaço, e para não apanhar mais, a segurou pelos pulsos, empurrou até a parede mais próxima, levantou-os no alto da cabeça dela, deixando todo o corpo de Hermione preso pelo corpo de Norton e por suas mãos encostadas com força na parede, continuando a beija-la.
Aonde ele estava com a cabeça nem ele mesmo sabia, mas sentir o corpo inteiro de Hermione grudado no seu, os lábios macios e canudos em sua boca, o cheiro amadeirado com baunilha que exalava de seu corpo o deixavam ainda mais animal do que estava sendo. Ele não conseguia parar. Ele sabia que era tarde demais, que ele também a amava e que não conseguiria deixá-la partir, sair de sua vida, principalmente por que ele não queria que ela se fosse. Resolveu naqueles minutos que lutaria por ela. Que tinha sido um palerma, um hipócrita, mas que o relacionamento deles teria que ficar realmente entre eles, pelo menos por enquanto. Finalmente ele parou de beijá-la. Ela vendo que ele a deixará mais solta conseguiu sair daquela situação, fugindo de perto dele.
- Você está louco! O que é que você tem nessa cabeça? Porque fez isso? Porque me agarrou desse jeito?
- Eu pensei...
- Nossa! Norton Seaymour pensou!
- Eu não quero te perder tá certo! Foi maluquice minha...
- E agora, depois de tudo que conversamos, é que você pensa que me quer. Você e´ pirado ou o quê? Acabou! – Disse meio chorosa.
- Eu não consegui Hermione. Não sou homem de me deixar abalar por coisas relacionadas a sentimentos, nunca fui. Mas você, não sei por que, modificou algo que eu não queria que mudasse.
- E precisou me dizer aquilo tudo pra fazer você pensar e se achar?
- Eu não posso, mas eu quero estar com você. Isso é muito mais do que eu possa controlar. Eu não consigo... Eu quero você por perto.
- Mas quis me afastar. Do jeito mais cretino você me machucou. Feriu o que sinto por você.
- Eu preciso te afastar de mim. Pra minha segurança e pela sua eu preciso te tirar de perto de mim. Mas você entrou dentro de minha alma, da minha mente como uma espada que segue seu curso, sem se preocupar com o que está cortando e dilacerando. Você rompeu todas as barreiras que eu construí durante anos. Barreiras que me mantinham seguro, estável e o mais importante: só. Você disse que me ama. Eu te digo que eu não consigo mais respirar se você não estiver comigo. Eu preciso de você pra manter minha sanidade. Mesmo estando vivo eu vou morrer se você não me quiser mais. Você estava certa: você me conhece muito bem. Agora eu só posso te pedir pra ficar comigo. – Silêncio. Eles ficaram se olhando, cada um pensando naquela confusão. - Eu vou embora daqui, vou deixar você pensar. Não me procure por um tempo. Não vamos ter monitoria nem aulas juntos. Mas quero que pense. Se quiser ficar ao meu lado saiba que eu não sou um homem comum. Tenho meus segredos, tenho minha vida fora de Hogwarts, e eu não posso nem comentar o que é. Com o tempo você saberá. Saiba que não será fácil, muito menos romântico conviver sabendo que eu vou te esconder coisas, e que vou mentir pra você. Mas saiba que você é única. E eu a respeito e gosto muito de você, muito mais do que gostaria, que eu poderia gostar. Sinto muito......- Ele virou-se, não conseguia ver o rosto de sua amada. - Até mais,...Hermione.
Ele saiu do laboratório com uma pressa descomunal. Não olhou pra trás, não disse mais nada, apenas se foi, deixando uma Hermione mais tonta que uma barata. Ele a tinha rejeitado, depois a beijou e fez uma declaração de amor? Não era somente ele que estava confuso.
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