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31. De múmias a maldições


Fic: O HERDEIRO DE HORUS - Notícias a 3-10-11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 31 – De múmias a maldições



Os gritos de agonia ecoaram, uma vez mais, pela rua, sobrepondo-se a todos os sons de feitiços, explosões e vidros a quebrar. Quando os gritos paravam, parecia que a batalha ficava misteriosamente silenciosa, mesmo que todo o barulho fosse ensurdecedor. Poucos eram os que continuavam a lutar contra a aterradora e inevitável morte, tentando defender os familiares ainda vivos e, principalmente os feridos, que eram tantos.

Voldemort observava todo o cenário com uma expressão de satisfação no rosto. Não havia nada que lhe desse maior prazer do que ouvir e ver a dor naqueles reles feiticeiros, que se atreviam a opor-se a ele. O sofrimento e a agonia davam-lhe uma pura sensação de prazer. Aquela era uma batalha ganha e o seu objectivo máximo daquela noite estava prestes a ser atingido… faltava muito pouco. O seu sorriso malvado esmoreceu por um momento, enquanto dirigia o olhar para a mulher na sua frente, que estava abraçada ao filho de cerca de dezoito anos. Ela era o único entrave entre ele e o seu objectivo. Levantou a varinha novamente, pronto para lançar um novo cruciatus.

- Esta espera está a deixar-me muito irritado. Não é bom irritar Lord Voldemort.

As lágrimas começaram a escorrer pela face coberta de feridas da mulher. Um choro desesperado tomou conta dela, enquanto tentava resistir à dor que sentia desde o último Cruciatus. O seu corpo que tremia, aliado ao medo estampado nos olhos da pobre mulher, não deixava margens para dúvida de que, aquela noite, era, provavelmente, a pior da sua vida. Voldemort sabia que ela lutava contra um dilema: salvar a vida do filho e, eventualmente, a sua própria vida, ou entregar o destino do homem com quem vivera nos últimos vinte anos nas mãos do pior feiticeiro de todos os tempos.

- Porque está a fazer isto connosco? Não ganha nada com a nossa morte!

- Estás muito enganada, minha cara! Eu ganharei muito mais do que qualquer pessoa possa imaginar. O teu marido anda a esconder-me coisas muito importantes… e isso deixa-me muito zangado.

- Eu não sei de nada! – suplicou a mulher entre soluços – Não sei de nada! Tenha piedade.

Voldemort soltou uma gargalhada cruel, que logo cessou. As suas pupilas viperinas dilataram-se, como que de uma serpente que observa melhor a sua presa. Mais nenhum traço de ironia bailou nos lábios dele quando deu dois passos em frente e se baixou na frente da mulher.

- Pobre idiota! E desde quando eu, Lord Voldemort, tenho piedade de alguém?

Os seus longos dedos percorreram as rugas precoces de uma face de alguém que fora, em tempo, uma bela mulher, mas cujos anos a tinham marcado da pior forma.

- Deixe a minha mãe, por favor. Ela já disse que não sabe o que o meu pai esconde. Porquê continuar com esta tortura?!

Voldemort desviou o seu olhar para o jovem rapaz. Calmamente levantou-se de novo, sem dizer nenhuma palavra., enquanto observava cada traço do mais novo. Não passava de um miúdo. Um adolescente tolo e inocente. Um pirralho como tantos outros que Voldemort odiava, por viverem de ilusões e ideais de igualdade e bondade. Tolos, na sua opinião. Não existiria jamais igualdade num mundo governado por ele. E bondade… só essa ideia fazia-o rir de tão imbecil que parecia.

- Crucio!

Os gritos da mulher preencheram novamente o ar daquela casa, tornando a atmosfera cada vez mais pesada e cada vez mais irrespirável. O corpo da mulher contorceu-se em agonia, desencadeando, no filho, os seus instintos protectores. Tal como Voldemort tinha pensado: Tolo! Num impulso, atacou o Senhor das Trevas, mesmo que as suas mãos se encontrassem vazias e que a sua varinha tivesse sido destruída muitos minutos antes. Mas antes que o seu ataque atingisse Voldemort, o seu corpo paralisou a meio do caminho. Nenhum músculo foi capaz de se mover… o próprio diafragma parecia ter ficado rígido. O oxigénio não tardou a faltar e o seu corpo, já enfraquecido pelas torturas não demorou a sucumbir à morte, acompanhada por um baque surdo do cadáver a embater no chão. Depois disso, apenas o silêncio.

Demorou ainda algum tempo para que um novo grito fosse ouvido da boca da mulher… mas desta vez nada tinha a ver com sofrimento físico. Os seus olhos abriram-se de puro choque quando a verdade se abatera sobre ela. Desesperadamente, começou a sacudi-lo.

-NÃAAAAAAAAAO! Eric acorda! – qualquer tentativa de acordar o filho foi em vão. Os seus olhos, outrora com brilho, mostravam-se opacos e o peito dele não mais subia na tentativa de encontrar uma golfada de ar. – Não podes estar morto! Acorda! Ele não te matou. Diz-me não estás morto! Por favor…

Voldemort não pôde deixar de apreciar a cena. E dizia Dumbledore que não havia poder maior do que o Amor. Velho imbecil! Aquela mulher tentara a todo o custo proteger o marido e acabara por perder o seu bem mais precioso. De que lhe serviu o amor? Apenas lhe trouxe sofrimento, dor e tristeza.

- Porquê?! Porquê?!

- Muito simples! – disse Voldemort, depois de algum tempo, numa voz estranhamente calma, quase como se tivesse pena dela. – Isso irá quebrá-lo. E quando acontecer, o Ministro da Magia irá dar-me aquilo que eu procuro.

Ao ouvir a voz do Senhor das Trevas, a mulher parou de soluçar. Com força, passou as mãos pelo rosto ensanguentado, de modo a secar as lágrimas e levantou-se antes de dirigir um olhar de ódio a Voldemort.

- Nunca irás conseguir! – disse simplesmente, com os dentes cerrados – Rufus pode ter cometido muitos erros como Ministro… mas ele nunca se deixou quebrar… muito menos o fizeram recuar. – quase que sorrindo, a mulher rematou. – Perdeste! E mesmo sabendo que é impossível, daria tudo para estar presente no dia em que Harry Potter te derrotar novamente… e desta vez para sempre!

- Bem… – rematou Voldemort, como que a terminar a conversa – Se é assim que queres… AVADA KEDABRA!

Mal foi atingida pela maldição da morte, a mulher caiu sem vida ao lado do filho. Mais uma vez, Voldemort sorriu perante a situação. Aquela mulher estava muito enganada quanto à força do próprio marido. Ninguém… mas mesmo ninguém que se diga minimamente humano está imune à dor da perda da família. Rufus Scrimgeour iria quebrar… sim, ele iria. E aí, ele teria algo que lhe daria o poder de controlar todo o mundo mágico, como sempre tinha desejado.

Com passos lentos e calmos, Voldemort caminhou na direcção da porta, sem se importar em passar por cima dos corpos das suas vítimas. Na rua, os seus Devoradores da Morte começavam finalmente a deixar quebrar as barreiras que impediam os aurores de entrar ali. Os seus novos “animais de estimação” continuavam a fazer estragos. O seu peito encheu-se de orgulho pela sua criação. Com eles de novo ao seu lado, ninguém iria opor-se a ele. Mas agora estava na hora de ir embora. Nada mais havia a fazer.

Antes que pudesse dar a ordem de retirada, um grupo de aurores conseguiu penetrar finalmente na rua, com alguém na liderança que Voldemort conhecia muito bem… alguém que estava no topo da sua lista de pessoas a eliminar. James Potter colocou rapidamente os seus olhos em cima de Voldemort, preparando-se para lutar com ele. Mas o Lord das Trevas sabia que aquele não era o momento para se enfrentarem. Não! Ele queria que Harry Potter visse com os seus próprios olhos o que iria fazer ao pai. Queria que ele sentisse na pele, uma vez mais, o que era a dor da perda. Mas Voldemort era paciente. Sabia esperar pelo momento certo para agir e aquele, sem dúvida alguma, não era o momento certo.

Dando sinal aos seus aliados para retirarem, Voldemort desapareceu rapidamente, deixando para trás uma rua completamente destruída e dezenas de mortos que abalariam o mundo mágico no dia seguinte. Agora era só esperar e a bomba cairia!



* * *



O relógio do Big Ben assinalava agora as seis horas da manhã. O céu começava a clarear, anunciando o raiar de novo dia manchado de vermelho e só agora James entrava no apartamento. Àquela hora Lily estava com certeza a dormir, pelo que se deixou ficar pela sala.

Cedendo finalmente ao cansaço, estirou-se no sofá, de barriga para o alto, cruzando os braços sobre a cara. Soltou o ar lentamente e voltou a inspirar fundo, repetindo o processo várias vezes, até que a tensão começasse a abandonar o seu corpo. Mas, assim que fechava os olhos, as mesmas imagens voltavam à sua cabeça, impedindo que o repouso o rodeasse. Uma nova onde de frustração e sentimento de fracasso atingia-o sem dó nem piedade, ao recordar dos acontecimentos dessa noite.

- James?

Bendita voz do além que o tinha tirado da tormenta! Levantando a cabeça, deparou-se com a melhor visão que poderia ter nessa noite. Lily espreitava do fundo do corredor, enrolada numa manta. O seu cabelo em desalinho, cai-lhe pelos ombros e os olhos deixavam trespassar um misto de preocupação e alívio. Um suspiro saiu da sua boca, ao encontrar o olhar de desalento e de criança desprotegida que o marido envergava, e as suas pernas levaram-na quase automaticamente até ao sofá onde se sentou, deixando que James pousasse a cabeça no seu colo.

- Estava preocupada. A Molly disse-me há pouco que estavam todos bem, mas a tua demora estava a deixar-me angustiada.

- Desculpa, Lily. Eu apenas precisava arejar um pouco. Esta foi uma noite para esquecer.

Lily depositou um leve beijo na testa de James e começou a acariciar-lhe os cabelos negros. Ela sabia que aquilo sempre o acalmava. Os músculos do seu pescoço estavam tensos e isso era algo raro em James. Lily sabia que algo de grave tinha acontecido, mas o facto do marido aparecer naquele estado era muito pior sinal.

- Foi horrível. Por mais que eu soubesse que iria encontrar um cenário semelhante, nada me preparou para aquilo. Nunca, em toda a minha vida, eu assisti a um ataque como este. – James fechou os olhos com força, tentando afastar aquela imagem da sua mente. – Todos nós ouvíamos os gritos e os pedidos de ajuda do outro lado da barreira. Mas nenhum de nós foi capaz de ajudar. Nem Albus conseguiu quebrar aquele feitiço. Voldemort voltou muito pior do que antes. Ele está imparável!

- Não podias ter feito nada James.

- Mas eu devia, Lily! – explodiu o moreno, sentando-se rapidamente no sofá e apertando os punhos fortemente – Devia haver alguma coisa que eu pudesse ter feito. Se o Sirius lá estivesse ele com certeza ter-se-ia lembrado de alguma coisa. Mas eu…

- Tu não podias fazer nada além do que fizeste, James. – insistiu Lily docemente, puxando James de encontro às costas do sofá e encolhendo-se contra o peito do moreno – Se nem Albus Dumbledore conseguiu… pouco mais havia a fazer.

James passou um braço sobre os ombros de Lily e apoiou o seu queixo na cabeça dela, deixando-se suavemente os cabelos.

- Eu sei! – disse mais calmamente – No fundo eu sei. Mas odeio ter de ficar parado, não poder parar ataques como o de hoje e imaginar que o próximo pode ser bem aqui e eu não poderei fazer nada. Sim eu sei que as defesas são praticamente impenetráveis. – Completou ao ver que Lily abrira a boca para falar. – Mas depois do que eu vi hoje… eu acredito no impossível.

Lily encolheu-se ainda mais, mas algo a fez levar a mão rapidamente à barriga, que ali se manteve durante uns segundos, durante os quais a sua respiração foi contida, seguindo-se um soltar de ar prolongado.

- Estás bem, Lily?

- Acho que a nossa pequenina está com vontade de sair. Acho que tive uma contracção!

A palavra “contracção” fez James pular do sofá e esquecer tudo o que tinha visto naquela noite. A sua mente começou a andar à velocidade da luz, tentando perceber o que aquilo significava e o que tinha de fazer. Mas, quando se preparava para agir, viu Lily revirar os olhos e soltar uma pequena risada.

- Eu não estou em trabalho de parto!

- Mas… mas…

- Eu tive uma contracção! Mas ainda é cedo para a Helena nascer. Portanto, eu vou tomar um banho quente e relaxar.

A expressão desconfiada de James fez Lily deitar-lhe a língua de fora.

- Eu já passei por isto uma vez, lembraste? Eu sei distinguir entre uma contracção falsa e uma contracção verdadeira. Não há nada com que nos preocuparmos.

Pela primeira vez naquela noite, James sorriu levemente. Pousou uma mão calmamente sobre o ventre de Lily e acariciou-a.

- Acho que todas as emoções desta noite deixaram a Lenita zangada. Então… - argumentou ele, roubando um beijo dos lábios de Lily - … se a mamã for dormir descansadinha, a Helena também pode dormir, não é?

- É... acho que vou dormir as horas que me restam. Vens também?

- Eu vou daqui a pouco.

James viu Lily levantar-se e desaparecer no corredor que dava acesso aos quartos. Mal ela saiu do seu campo de visão, as preocupações dessa noite voltaram mais vivas ainda. Mais uma vez, uma criança iria vir ao mundo no meio de uma guerra. Mas nada previra isso, no momento em que ele e Lily tinham decidido ter mais um filho.

Os seus pensamentos voaram de repente para Sirius. Mais uma preocupação. Onde estaria o melhor amigo? Não! Sirius estava muito mais seguro do que qualquer um deles e talvez a divertir-se muito mais. Era o único pensamento que o conseguia deixar um pouco mais tranquilo, naquele momento.

Ele não podia nem desconfiar o quão longe estava da verdade!



* * *



Ron rebolou na cama, pela milésima vez nesse noite. Geralmente era o primeiro a adormecer e um dos últimos a acordar mas, daquela vez, quase não tinha pregado olho. Rebolando uma vez mais, estendeu-se de papo para o ar, fixando os olhos no tecto que se iluminava com os primeiros raios de sol.

Constatando que não dormiria mais, decidiu quebrar um pouco a rotina e ser o primeiro a levantar. Hermione ficaria orgulhosa, pensou ele com um toque de humor. Antes que mais alguém se lembrasse de seguir o seu exemplo, despachou-se a ocupar o banheiro, sempre tão disputado, pela manhã.

Não demorou mais do que dez minutos para que estivesse pronto para deixar o dormitório. Enquanto pegava na sua pasta, verificou que alguns colegas começavam agora a acordar. Foi com algum esforço que conseguiu controlar-se para não se vingar de todas as brincadeiras que sofrera pelas mãos dos irmãos Fred e George, que dormiam tão tranquilamente.

Já na Sala Comum, foi com grande desgosto que constatou que não fora o primeiro a acordar. Mas isso não era de admirar, dado que a pessoa que já ocupava a sala e estudava com concentração, era nada mais, nada menos do que Hermione. Esta não deu conta da chegada do namorado que se aproximou silenciosamente por detrás. Quando pousou as mãos no ombro dela, o corpo de Hermione estremeceu, fazendo-a atravessar o pergaminho com um enorme risco.

- Olha só o que fizeste! – lamentou-se ela dando um soco no peito de Ron, como que a vingar-se pelas risadas dele. – O que pensas que estás a fazer aqui a estas horas da manhã?

Ron continuou a sorrir e cruzou os braços na frente do peito.

- Como assim o que eu estou a fazer aqui? Isso pergunto eu! O que pensas que estas a fazer a ESTUDAR a estas horas da manhã?

Hermione corou vivamente e encarou o pergaminho, tentando, em vão, remover a mancha do papel.

- Os NIEM estão a chegar. Então eu pensei em dedicar mais horas do dia ao meu estudo. Tu sabes como os NIEM são importantes…

Ron sentou-se na cadeira ao lado de Hermione, fechou o livro que ela tinha à frente e tirou-lhe a pena da mão.

- Diminuindo as tuas horas de sono? O que é que se passa contigo, Mione?

Hermione sorriu carinhosamente e passou a mão no rosto sardento de Ron. Os seus olhos pareceram brilhar por breves instantes, mas no momento seguinte ela recompôs-se novamente.

- Até que não és o trasgo insensível que eu achava que eras.

- Não desvies o assunto!

- Está bem, Ron! Eu confesso. Eu estive até tarde a pesquisar sobre a nova profecia. Como achei que não ia ter tempo para terminar o trabalho de EMA, eu pensei em acordar mais cedo para o adiantar.

- Mas só temos de entregar para a próxima semana!

Hermione revirou os olhos e arrancou a pena da mão de Ron, molhando-a novamente na tinta.

- Ora Ron, até parece que não me conheces! A tua vez: porque estás aqui a esta hora?

- Apenas não consegui dormir mais. – Respondeu o ruivo, encolhendo os ombros.

Ron observou Hermione durante uns momentos, deixando que os seus olhos percorressem cada um dos movimentos que ela fazia com a pena. Uma mecha de cabelo caía-lhe na frente dos olhos e todo o seu rosto se contorcia numa expressão de concentração. Uma leve irritação começou a manifestar-se por um formigueiro na ponta dos dedos, subiu pelos pulsos fazendo-o remexer as mãos nervosamente. Quando a irritação atingiu finalmente o seu limiar a pena foi arrancada… uma vez mais, das mãos de Hermione.

- O que foi agora?

- Mione… nós os dois, sozinhos aqui em baixo, os outros todos ainda estão a dormir… e a única coisa que tu pensas é em fazer o trabalho de EMA… que é para entregar NA PRÓXIMA SEMANA?

Hermione encarou-o como se não tivesse percebido nada. O ruivo estendeu as mãos num sinal de “não é obvio?”. A monitora-chefe de Gryffindor era conhecida pela sua inteligência, esperteza e perspicácia. Acima de tudo, era conhecida por chegar a qualquer conclusão muito mais depressa do que qualquer um. Não era possível que não conseguisse perceber uma coisa tão linear como aquela. Outra hipótese era estar a fingir que não percebera, para algum desespero de Ron.

- Mione! A palavra “Namorar” diz-te alguma coisa?

- Ron! Como é que podes pensar em namorar numa altura destas?!

O ruivo cobriu os olhos com a mão e abanou negativamente a cabeça. Tentando superar a sua frustração, pegou em todos os livros da namorada e colocou-os na mochila. Fez o mesmo com todos os pergaminhos e a pena. Terminado todo este processo, pegou nas mãos dela e praticamente a arrastou até ao sofá.

- Que momento melhor do que este?

- Eu estou a estudar!

- Mas tu tens imenso tempo para estudar, Mione. O que te custa reservar meia hora para aproveitar com o teu namorado?

Não foi o argumento de Ron que convenceu Hermione, já que este não era muito válido da sua opinião. Foi o modo com ele a olhou. Aquele olhar pidão… algo que vira imensas vezes em Ginny, que a levava a conseguir de Harry o que queria, na maioria das vezes. O efeito daquele mesmo olhar em Ron, não teve uma repercussão muito diferente.

- Está bem… eu posso dispensar uma horinha do meu estudo.

O rosto de Ron iluminou-se num sorriso deslumbrante que quase derreteu Hermione.

- Meu ruivinho maluco! – declarou ela, sentando-se no colo dele e começando a acariciar os cabelos dele.

- Minha sabe tudo mandona! – revidou Ron, selando os seus lábios num beijo, para que ela não falasse nada.

- Sabes que se os teus irmãos nos apanham aqui, vamos ser gozados pelo resto da vida. – Hermione parecia sem fôlego. A sua testa, encostada à de Ron, ostentava uma leve cor avermelhada que não deixava margens para dúvidas de que ela encarava o seu comentário como uma real possibilidade.

- Deixa-os gozarem! Eles têm é inveja. O Fred está encalhado e o George não consegue declarar-se à Angelina!

Hermione riu-se e beijou mais uma vez Ron, no fim do qual ela se encostou no ombro dele, fechando os olhos tranquilamente.

- Voltando ao assunto de ontem…

- … melhor esperar para ver o que acontece. – completou o ruivo, dando um abraço apertado em Hermione. – O que aconteceu à menina que não acreditava em adivinhação e enfrentou bravamente a professora?

- Não vais esquecer isso, pois não? – perguntou ela com um toque de humor na voz, ao que Ron negou com a cabeça. – Acho que já vi tantas coisas no mundo da magia que não duvido de mais nada, principalmente de algo que não posso quantificar.

Meia hora mais tarde, a Sala Comum estava a ser ocupada pelos alunos que corriam apressados para o café da manhã. Ron finalmente deixou Hermione sair da beira dele, a fim de acabar de se preparar para sair, o que o livrou, por uma questão de segundos, das piadas dos gémeos.

Harry foi um dos últimos a descer, juntamente com James. Os dois Potters travavam uma calorosa discussão sobre uma táctica qualquer de Quidditch. Apesar da aparente tranquilidade de Harry, Ron facilmente percebeu o seu ar cansado e uma sombra de preocupação nos seus olhos.

- Ron, meu caro ruivo! Caíste da cama?

Ron assobiou misteriosamente, dirigindo um olhar sorrateiro para Hermione que regressara à sala comum.

- Temos de mudar os nossos hábitos, não é, James?

- Eu continuo a apostar na queda da cama! – cantarolou Harry, recebendo um leve soco no ombro, dirigido por Ron.

O ambiente de aparente tranquilidade não demorou a desaparecer, mal entraram no Salão Principal. Foi desnecessário abrir o Profeta Diário para que se soubesse que alguma coisa de muito grave tinha acontecido. Nas mesas das equipas faltava muita gente e aquelas que liam o jornal abafavam soluços e limpavam discretamente lágrimas. Nenhum deles disse uma palavra até se sentarem no seu lugar, onde a maioria dos seus colegas já tomava o café da manhã.

Lily e Remus estavam estranhamente calados e Neville falava em voz baixa com a Dean. Ginny, por sua vez, lia o jornal enquanto cobria a boca com a mão, tentando controlar todas as suas emoções. Se Ron já tinha um mau pressentimento quando acordara nessa manhã, ele materializou-se quando chegou ao Salão Principal.

- O que aconteceu? – perguntou com receio.

Como resposta, Ginny passou-lhe o seu exemplar do Profeta, onde se podia ler em grandes letras logo na primeira página: «Ataque de Devoradores da Morte a bairro Londrino faz vários mortos e dezenas de feridos. Medo atinge comunidade mágica.»

Pelo canto de olho viu Harry afundar-se no lugar ao seu lado, enquanto lia o título do artigo. Uma necessidade urgente de saber se a família estava bem tomou conta dele. Se havia algo que caracterizava Weasleys para além do seu cabelo ruivo, era o seu super proteccionismo relativamente a qualquer membro da família. Automaticamente olhou para a mesa dos professores, onde Remus os observava. Ao ver a preocupação do ruivo, o lobisomem apenas fez um sinal com a mão de que estava tudo bem.

- Eu não sou grande fã de política, mas posso prever que este ataque irá ter grave consequências no governo bruxo, já para não falar do medo que voltará a instalar-se na população. – declarou Hermione, pegando o jornal de volta e guardando-o dentro da mala. – Não acredito que, neste momento, o ministro tenha condições de governar.

- Pelo que vocês dizem as coisas já estavam más para o lado dele. Com este ataque, todos lhe vão cair em cima.

- Não era disso que a Hermione estava a falar, James. – retrucou Lily, dando um tapa na cabeça de James. – Se te tivesses dado ao trabalho de ler até ao final, saberias que ele perdeu a família toda no ataque. O homem deve estar de rastos.

- Como é que eu poderia saber disso, Lily?

Lily revirou os olhos e dirigiu a sua atenção para Harry, que, sem se dar conta, coçava levemente a testa.

- Estás bem, Harry?

- Mais ou menos, Lily. Só não dormi muito bem, esta noite.

Em questão de milésimos de segundo, o assunto do artigo foi esquecido e os olhares voltaram-se para Harry. Este apressou-se a tirar a cara de enterro da cara, mas antes que pudesse desviar o assunto, Ginny colocou a sua mão no ombro dele, como que a tentar encorajá-lo.

- É Voldemort? – perguntou ela. Só Ron sabia o esforço que ela devia ter feito para pronunciar aquele nome. Afinal ele tinha esse mesmo “pequeno” problema – Sonhaste outra vez com ele?

Harry colocou a mão dele sobre a dela e sorriu-lhe para a tranquilizar.

- Não, Ginny. Não sonhei com ele. Apenas dormi mal. Só isso.

A expressão de Ginny não era muito convencida. Hermione parecia ter acreditado menos ainda. Ron… esse tinha a certeza de que ele estava a mentir. Conhecia Harry desde os onze anos e podia até dizer que era quem melhor conhecia o amigo. Era nítido que ele não estava disposto a falar e que não valia a pena insistir. Sabia, porém, que mais tarde ele se abriria para ele e Hermione.

- Talvez seja melhor acabarem o café da manhã. – disse Ron, pelo que recebeu um olhar de agradecimento de Harry. – Está quase na hora da aula.

Foi naquele momento que um aflito Sirius entrou a correr no Salão Principal, como se viesse a fugir de alguma coisa, sentou-se com toda a força no lugar ao lado de Harry e enfiou uma torrada na boca rapidamente, quase se entalando, no processo.

- Eu é que cheguei mais atrasado do que o costume, ou o Salão está muito vazio?

Não era só o Salão Principal que estava mais vazio do que o costume. Os corredores para as salas de aula estavam quase desertos e a grande maioria dos alunos tinha semblantes entristecidos. Era nítido que quase toda a gente tinha perdido alguém próximo ou tinha um familiar ou amigo ferido. No caminho para a aula, quase nenhum deles tinha falado, apenas James a tentar explicar para Sirius o que tinha acontecido.

A sala de DCAT foi-se enchendo aos poucos, mas, mesmo assim, faltava muita gente ali. As gémeas Patil e Seamus foram apenas alguns de muitas pessoas. Lavander dissera-lhes que a avó delas morava naquele bairro e que agora estava em St. Mungus. O tio de Seamus não tivera tanta sorte e tinha sido adicionado à lista de mortes que o Profeta exibia. As conversas de todos não se desviavam desse assunto e foi preciso o professor chamar a atenção deles duas vezes para que as conversas cessassem.

- Hoje vamos apenas recapitular os feitiços que temos vindo a aprender nas últimas aulas. Quem quer falar de cada um deles rápido?

Uma tímida mão levantou-se no meio dos alunos.

- Diz lá então, Hannah.

- Professor… – começou ela – Não era sobre os feitiços que eu queria falar.

- Então é alguma dúvida de uma aula passada?

Hannah Abbout abanou negativamente a cabeça, corando profundamente.

- Era sobre o ataque de hoje. O Profeta Diário falava nos “Ker”. O que é isso?

Ron pareceu surpreso com a pergunta da colega. Tinha a sensação de que já ouvira falar dos Ker, embora não se lembrasse exactamente, no momento em que lera o profeta.

- Bem… eu creio que o Ministério não vai aprovar que eu vos fale sobre Ker, dado que ainda são menores. No entanto, a minha opinião é que vocês estejam preparados para tudo quando deixarem a protecção da escola.

Não houve um único aluno que não estivesse com toda a sua atenção voltada para o professor. Subitamente, Ron recordou o dia em que Hermione perguntou ao professor Binns o que era a Câmara dos Segredos.

- Ker era uma criatura mitológica que se dizia que levava as almas dos mortos para o Submundo. Durante a primeira guerra, Voldemort criou sete criaturas, às quais deu o nome de Ker. Pouco se sabe sobre elas, apenas que parecem escorpiões gigantescos e são o resultado de uma combinação com poderosa magia negra. Quando Voldemort perdeu os poderes em 1981, essas criaturas simplesmente desapareceram, pensando-se que elas tinham morrido, juntamente com o seu criador.

- E o que os Ker fazem? – perguntou um outro aluno, desta vez de Ravenclaw.

- Além destas criaturas, percebeste mais alguma coisa estranha e sem explicação, nesse artigo?

O rapaz pensou durante uns momentos. Ninguém percebia onde Remus queria chegar, mas Hermione, como sempre, parecia saber exactamente do que o professor estava a falar.

- Muitas pessoas desapareceram sem deixar rasto.

- Sim, Hermione. – concluiu Remus, sorrindo tristemente para a aluna, a mesma expressão, notou Ron, que ele fizera quando Hermione revelara a sua natureza lupina. – É exactamente isso que eles fazem. Não se sabe como, as pessoas simplesmente desaparecem quando são atacadas por um Ker. Não se sabe se estão vivas… não se sabe se morreram… ou se simplesmente foram enviadas para um outro lugar. O que é certo é que elas desaparecem do mundo, como se se tivessem evaporado.

Um silêncio mortal pairou na sala durante alguns minutos. O professor deixou apenas que cada um tirasse as suas próprias conclusões. O que quer que essas criaturas fossem, se Voldemort as tinha invocado novamente era porque os seus poderes estavam em pleno.

Os olhos de Ron percorreram o caminho do professor de DCAT para o melhor amigo. A expressão deste último era indecifrável, mas o ruivo sabia muito bem o que se passava na cabeça do moreno. Harry estava a remoer-se por dentro.



* * *



Mais uma vez, toda a Ordem da Fénix estava reunida, dentro da sala da directoria ampliada magicamente para o evento. Desta vez, dado que se realizava em Hogwarts, os membros mais novos foram convidados a juntar-se, incluindo Harry, Ron, Hermione e Cedric.

A notícia do ataque de Voldemort tinha chocado tudo e todos e o mundo mágico estava em polvorosa. O medo reinava novamente nas ruas tal como acontecera um ano atrás. Porém, desta vez, todos tinham uma esperança… uma luz na qual todos depositavam a sua fé.

Harry sabia que todos os feiticeiros e bruxas acreditavam nele mas nada disso o fazia sentir-se melhor. Mais uma vez sentia que o peso do mundo lhe caia sobre os ombros e, mesmo que estivesse rodeado de pessoas que o amavam, sabia que esse fardo tinha de ser carregado apenas por ele, pelo menos durante parte do caminho… a recta final!

As notícias que Dumbledore tinha a dar não eram das melhores. O ministro da Magia, tal como era de prever, tinha abandonado o seu cargo. Kingsley Shacklebolt tinha sido nomeado como ministro interino, até à eleição de um novo ministro, mas, apesar de agora ter uma pessoa competente na liderança, a comunidade mágica vivia uma época nada mais do que caótica.

- Harry! – a voz de Dumbledore soou atrás de Harry, quando este se preparava para deixar a reunião. – Posso falar contigo?

Harry fez sinal aos amigos para irem sem ele e esperou que todos os outros saíssem, antes de se sentar na cadeira indicada pelo ex-director. Dumbledore, ao contrário do costume, ficou de pé, junto da lareira, a fixar as chamas que crepitavam.

- Eu sei que deves estar cansado e lamento imenso ter de te carregar com mais esta preocupação. – Dumbledore desviou os olhos para o aluno, sorrindo levemente, mas sem nenhum traço de humor ou alegria. Pelo contrário, era um sorriso sem vida. – Eu descobri a identidade da menina do sacrifício.

Harry foi incapaz de falar. Por um lado desejava imenso descobrir a identidade da menina. Era um desejo um tanto mórbido, uma fixação que o perseguia desde o momento em que vira aquele ritual. Por outro lado, tinha medo de descobrir mais sobre isso. Daquela vez tinha sido a pobre criança. Mas num futuro, não muito distante, a vítima podia ser uma pessoa muito mais próxima, alguém que ele amasse acima de tudo.

- O nome dela é Tfani. Era uma bruxa nascida muggle, órfã, filha de um egípcio e de uma inglesa. Os pais morreram quando ela tinha 4 anos, época na qual passou a morar num orfanato. Até aqui não existe nada que nos leve ao motivo de ter sido ela a escolhida. No entanto, – Dumbledore fez uma pausa prolongada antes de continuar – Ela descende da família que, desde milénios se encarregou de proteger o Livro dos Mortos. O pai dela era, inclusive, guarda do museu do Cairo.

Tal como Harry desconfiava, havia, de facto, um motivo forte por detrás da escolha daquela menina. Snape não escolheria uma nascida muggle à toa.

- Faz sentido. – disse Harry mais para si próprio do que para Dumbledore – A Magia que protege o Livro devia ser poderosa, embora se tenha perdido através do tempo. Usar alguém da família que o protege, é uma forma de demonstrar que está acima de todas essas protecções.

Harry cobriu a cara com as mãos e recostou-se na cadeira, soltando um longo suspiro. Ficou inerte durante o que pareceram ser longos minutos, sem que nenhum dos dois falasse. Mesmo Dumbledore parecia querer dar a Harry aquele tempo, para que ele colocasse as suas ideias em ordem.

- O que vamos fazer agora?! – a voz de Harry saiu num sussurro quase inaudível – O que é que eu vou fazer a partir daqui?!

- Sei o que estás a pensar, Harry. Mas pensa melhor antes de cometeres uma loucura.

Como sempre, Dumbledore sabia exactamente o que passava pela cabeça dele. Uma vez mais, o único pensamento dele recaía sobre o amuleto invisível em seu peito. Como que a responder-lhe sentiu um calou agradável a imanar dele, dando algum ânimo ao seu portador. Finalmente Harry destapou os olhos e levantou-se de rompante.

- Professor, eu já sei o que fazer. Só preciso de mais um tempo para pensar melhor.

- Pensa o tempo que quiseres, Harry. – assentiu Dumbledore calmamente. – Eu estarei aqui à tua espera para ouvir o que tens a dizer.

Harry não esperou mais nada. Correu pelas escadas em caracol e atravessou a elevada velocidade os corredores, quase se derrubando alguém que apareceu na esquina. Do seu bolso retirou o Mapa Maroto e activou-o, procurando a pessoa que pretendia. Acelerando, ele desceu mas dois pisos, até avistar ao longe a cabeleira ruiva de Ginny.

- Ginny! – a ruiva foi imediatamente surpreendida por um forte abraço de Harry, que a apertou como se aquela fosse a última vez.

- Estás bem, Harry?

O moreno afastou alguns centímetros, mas sem deixar de a segurar. Observou cada uma das linhas de preocupação que se formavam no rosto dela, tentando não se deixar abalar e recuar na decisão que tomara.

- Precisamos de conversar!



* * *



- Eu já disse que odeio pirâmides?

- Disseste isso sete vezes nos últimos 5 minutos, Sirius.

- Ei! – protestou o maroto, fingindo-se muito ofendido com as palavras de Bill. – Tenta concentrar-te em descobrir onde estamos exactamente e não em contar quantas vezes eu digo que odeio pirâmides.

- Não dá para me concentrar contigo a queixares-te de meio em meio minuto que estamos perdidos.

- Mas nós ESTAMOS de facto perdidos! Que parte do ESTAMOS PERDIDOS tu não percebeste? PIOR! Perdidos no meio de poeira, rodeados de múmias e desenhos esquisitos e sem ver a luz do dia. Aliás… eu nem sei se a verei novamente.

A voz dramática de Sirius ecoou pelas paredes escuras e frias, repetindo-se várias vezes até se perder no vazio. O mais velho dos irmãos Weasley sorriu divertido, não sem antes revirar os olhos.

- Estás a parecer um velho resmungão. Tem cuidado, Sirius, os quarenta estão quase aí.

Sirius parou subitamente e dirigiu um olhar perigoso para Bill, apontando o indicador para o ruivo.

- Vê como falas, Weasley! Espera até a Fleur começar a ter variações de humor e começar a culpar-te de tudo o que acontece de mal na vida dela. Depois nós conversamos, sobre estar a ficar resmungão.

Mais uma vez, Bill riu, antes de se concentrar em ler o mapa que tinha nas mãos com atenção. A verdade é que ele perdera completamente a noção do lugar onde estavam há três horas atrás e ambos começavam a desesperar sobre a ínfima possibilidade de poderem sair dali inteiros. Aquelas escavações tinham pouco tempo, então ainda não haviam grandes informações sobre os trajectos a seguir.

- Bill, isto é o que eu penso que é? – perguntou Sirius elevando a varinha para iluminar melhor o seu achado.

O mais velho dos Weasleys apressou-se a chegar ao lugar onde Sirius estagnara. O rosto de Bill abriu-se numa expressão de alívio ao verificar o desenho na parede. Com a mão, afastou o pó que impedia de ver a imagem com clareza. Sim… definitivamente era aquilo que procuravam.

- Esta é a entrada para o túmulo do faraó. Só temos é que encontrar um jeito que abrir a passagem.

Sirius não esperara mais nada. Levantou a varinha e apontou-a contra a parede.

- Meu Merlin! Vocês aurores e a vossa incapacidade para esperar pacientemente. Se completasses esse feitiço, aí sim… irias odiar esta pirâmide para o resto dos teus dias, pois terias de conviver com estas paredes em todos eles.

- Calma, Bill, eu não ia rebentar com a porta. Na verdade eu ia fazer um feitiço bem simples. – Sirius não ligou ao olhar inquisidor que o ruivo lhe lançou e apontou a varinha novamente – Alohamorra!

Com um ranger ensurdecedor, uma alavanca começou a ser girada e uma porta de pedra começou a separar-se da parede, desviando-se para o lado. O lugar por detrás dela estava escuro e nem a luz das varinhas era suficiente para o iluminar devidamente. Mas, assim que Bill fez um feitiço, espelhos começaram a rodar e, a partir de um pequeno facho de luz, toda a divisão se iluminou.

- O que raio fizeste tu? – perguntou um Sirius embasbacado.

- Elementar, meu caro Sirius. Vivi o tempo suficiente no Egipto para saber que a iluminação de pirâmides se baseia em sistemas de espelhos.

Sirius não ousou argumentar e dedicou-se a observar tudo. Aquele lugar era simplesmente impressionante! Mal a luz incidira nele, centenas de objectos dourados revelaram a sua presença e a sua beleza impar não passou despercebida aos olhos dos dois visitantes. Desde pequenos vasos até grandes estátuas, todas elas aparentavam ser completamente formadas por ouro. Uma escada de pedra estendia-se, na frente deles, até ao andar inferior, ladeada por duas estátuas de cães com um ar sinistro. As suas orelhas pontiagudas e espetadas pareciam ouvir os movimentos dos visitantes e os olhos aparentavam ter vida, como que a estudar cada um dos recém chegados. Tudo neles era assombroso.

Mas mais impressionante do que isso, era a estátua de Amon-Rá que se erguia diante dos olhos deles. Era como se todo aquele brilho dourado do lugar desse significado àquela estátua… a imagem do Deus Sol. Nenhum dos dois homens foi capaz de pronunciar uma palavra, diante daquela visão deslumbrante. Porém não eram necessárias palavras para cada um saber o que o outro sentia, pois ambos sabiam muito bem o impacto de serem os primeiros a entrar num lugar depois de 3 mil anos.

Sirius foi o primeiro a acordar do torpor, dando lentos e desajeitados passos na direcção das escadas. As suas pernas ainda estavam bambas e o seu coração palpitava no peito. Passou a mão no focinho do cão que guardava a entrada e abaixou-se junto de um pequeno vaso dourado, que pegou na mão, antes de voltar os seus olhos novamente para Bill.

- Onde procuramos o Livro dos Vivos?

Bill não reagiu de imediato à pergunta de Sirius. Piscando os olhos ele acordou finalmente para o mundo e fechou a boca que ele não reparara te estava aberta.

- Segundo a tia Joanne, será nos pés da estátua de Rá.

Sirius não esperou mais. Levantando-se, começou a correr rapidamente até à enorme estátua, começando imediatamente a procurar o lugar onde o maldito livro poderia estar.

- O que é que pensas que estás a fazer, Sirius?

- Não sei quando a ti, Bill, mas eu vou agarrar aquele livro de uma vez por todas e sair deste depósito de múmias malcheirosas.

Bill não pode deixar de rir do comentário de Sirius, apressando-se a juntar-se a ele, antes que o auror cometesse algum erro que os obrigasse a passar o resto da eternidade enterrados naquele lugar.

- Acho que encontrei uma abertura na pedra, Bill.

O ruivo estudou com cuidado uma ranhura. Com o dedo seguiu o seu percurso, verificando a existência de um quadrado perfeito.

- Acho que é mesmo aqui a abertura. Precisamos de alguma coisa que funcione como alavanca.

- Isto serve?

O queixo de Bill caiu ao se deparar com o objecto que Sirius pegara. Era nada mais, nada menos, do que um grande e pesado martelo, muito parecido com aqueles que os ferreiros usam, provavelmente usado como arma, na Antiguidade.

- É, acho que isso serve.

- Então arruma-te.

Assim que Bill se afastou, Sirius puxou o martelo atrás das costas e projectou toda a sua força contra a base da estátua, provocando um enorme estrondo, que culminou num amontoado de estilhaços projectados para todos os lados. Ao fim de mais algumas marteladas, a pedra tinha sido completamente reduzida a cacos.

- Lembra-me de nunca mais me meter contigo. – disse Bill, tentando não rir do trabalho de Sirius. Este, apenas lhe mandou um olhar convencido e zombeteiro.

- Ainda tens alguma coisa a dizer sobre eu estar a ficar velho?

Bill abanou negativamente a cabeça, desta vez não escondendo o seu ar de escárnio, e começou a afastar as pedras e retirar a caixa que tinha no interior. Tal como todos os objectos daquele recinto, também era dourada e era completamente esculpida com símbolos.

- Bem… parece que encontramos!

- Parece que sim, Bill. Vamos é sair daqui.

Antes que pudessem levantar-se um barulho foi ouvido atrás deles, fazendo-os apontar as varinhas de imediato para a porta. Mas o barulho seguinte não veio do exterior, veio de muito perto deles. Sirius e Bill entreolharam-se assombrados e desviaram imediatamente o seu olhar para o túmulo do faraó.

- Oh-ow!

Foi a única palavra que os dois pronunciaram em uníssono, antes da tampa do sarcófago começar a deslizar, sem ninguém a estar a mover. Bill olhou uma vez mais para a caixa nas suas mãos e começou a ler os símbolos.

- Tenho uma boa e uma má notícia para ti, Sirius!

- A boa primeiro, por favor.

- Bem… a boa é que encontramos o Livro.

- E a má? – Sirius não tirava os olhos do sarcófago, quase que antecipando a notícia que Bill lhe daria.

- A má é que activamos a maldição do faraó!

Como resposta às palavras de Bill, duas mãos saíram do sarcófago e seguram-se nos lados, içando o restante corpo da múmia, completamente coberta de farrapos empoeirados e amarelados. Os seus olhos estavam tapados mas algo no âmago dos dois intrusos lhes dizia que ela não precisava deles para detectar a sua presença.

- Pelas barbas de todos os feiticeiros do mundo! – gemeu Sirius, ao mesmo tempo que uma múmia esfarrapada focava a sua atenção nos invasores do seu túmulo. – Vamos simplesmente sair com calma e rezar para que ela não venha atrás de nós, ok?

Ao seu lado, Sirius apenas ouviu um murmúrio de concordância. Podia ver, pelo canto de olho, que Bill segurava com toda a força a caixa dourada, onde estava a razão pela qual haviam explorado os labirintos amaldiçoados daquela pirâmide.

Foi Sirius quem deu o primeiro passo na direcção da porta, com toda a calma, mas, assim que o seu pé pousou no chão, um rugido vindo da múmia impediu-o de continuar. Para seu grande desgosto, outro rugido foi ouvido mais ao longe, seguido de barulhos estranhos.

- Tenho um mau pressentimento! – as famosas últimas palavras. Como que a responder ao pensamento verbalizado de Bill, uma mão saiu do chão e logo uma outra múmia se ergueu na frente dos seus olhos. À volta dos dois, todo o chão de terra batida começava a ser rompido por dezenas de múmias furiosas que cambaleavam na sua direcção.

- CORRE!

Foi mais uma frase inconsciente do que uma ordem premeditada, mas fosse o que fosse, Bill não esperou por uma segunda instrução. Segurando firmemente a caixa apressou-se a seguir Sirius, enquanto as múmias começavam a levantar-se, cambaleantes, rugindo e agitando longas espadas e machados para eles. No cimo das escadas uma delas os aguardava, mas Sirius foi mais rápido em lançar-lhe um feitiço que a atirou contra a parede e libertou o caminho.

Os dois homens lançaram-se numa corrida desenfreada, mal se lembrando que não sabiam onde estavam e que poderia demorar horas até encontrarem saída. Mas não havia tempo para olhar o mapa ou fazer um feitiço de orientação, porque as múmias eram demasiado rápidas e aproximavam-se em grandes passadas.

- Reducto!

Os feitiços eram lançados por cima do ombro, sem nem olhar para trás. Por vezes uma múmia era atingida, mas nada parecia fazê-las parar. A magia que emanava delas era poderosa, mas ao mesmo tempo aterrorizante. Para acabar com todas as suas esperanças, a luz que se via ao fundo do túnel foi entrecortada por sombras a mover-se.

- Boa! Era só o que nos faltava. MAIS MÚMIAS! – protestou um Sirius ofegante, lançando mais um feitiço contra uma delas. Esta foi contra a parede, perdendo pelo caminho a cabeça e um braço. Mas, para desespero dos dois membros da Ordem, ela não tardou a recompor-se e a prosseguir o ataque. – Como é que se mata uma múmia?

- Eu sabia. Espera aí, deixa-me pensar!

- Então pensa rápido, Bill, porque a elas estão quase a apanhar-nos.

Como que cumprindo as palavras de Sirius, a múmia do faraó virou a esquina, seguida de um exército, aproximando-se rapidamente. O seu olhar fixava-se não nos dois invasores, mas na caixa nas mãos de Bill. Parecia que tudo o que lhe interessava era proteger o livro, como se fosse essa a sua missão. Missão! Era isso! Foi como se uma luz se acendesse nos olhos de Bill, de tão brilhantes que estavam.

- Agora me lembro o que é que eu tinha ouvido sobre a maldição do faraó.

- Desenvolve, Weasley! – Sirius lançara mais dois feitiços, mas nada parecia fazer recuar as múmias.

- Existem três leis das múmias. A primeira é: se chegar o momento delas virem à vida, elas viverão para cumprir a sua missão. Se alguém as invocar, elas viverão para servir quem as invocou. Se o seu túmulo for profanado, como no nosso caso… – Bill engoliu em seco – … elas viverão para destruir os invasores.

- Isso não ajudou muito!

- O que eu quero dizer é que devemos dar-lhes o livro de volta.

- ESTÁS MALUCO? Depois disto tudo não vou devolver-lhes o livro.

Bill encolheu os ombros em resposta, antes de colocar a caixa sobre o braço esquerdo e empunhando a varinha com a mão direita.

- Então vamos ter de correr muito! E elas vão perseguir-nos até conseguirem o que querem. A não ser que sejam destruídas. – antes que Sirius pudesse dizer alguma coisa em protesto, Bill acrescentou. – E eu não sei matar uma múmia. Espero que saibas.

Sirius respirou fundo, tentando pensar na melhor opção, mas o barulho das múmias a aproximarem-se de todos os lados não o deixava pensar.

- Não podemos matá-las com magia. – o Auror lançou um olhar piedoso para a sua varinha, como se se estivesse a debater entre correr e executar o que tinha em mente. – O Sr. Olivaras vai degolar-me depois do que eu vou fazer com a minha varinha. Gládiu!

A varinha de Sirius começou a alongar-se nas suas mãos e a ganhar uma nova forma. Rapidamente se converteu numa espada, sob o olhar, ao mesmo tempo, fascinado e descrente de Bill.

- Espero que saibas o que estás a fazer, Sirius.

- Mantém a tua varinha a postos, Bill, porque eu não uso uma espada desde o tempo em que eu frequentei a academia de Aurores. – antes de empunhar a espada, acrescentou – E o que quer que aconteça, não devolvas esse livro. Eu quero ter um motivo para matar a Joanne, depois que isto terminar.

Logo que finalizou a frase, Sirius colocou-se na frente de Bill e respirou fundo, aguardado a chegada das múmias. A primeira atacou numa questão de segundos, mas Sirius estava preparado e, com um leve agitar da espada, a múmia desfez-se em poeira. O ânimo dos dois pareceu elevar-se nesse momento.

- Toma lá seu monte de trapos! – proferiu Sirius, animadamente, enquanto trespassava mais uma.

- Pelo menos alguém aqui está a divertir-se. Astùla – A múmia que Bill tentava afastar de Sirius estilhaçou-se, mas logo se reergueu da terra – Embora eu deva admitir que… Reducto… que está a resultar!

- Claro que está! – A voz de Sirius soou “estranhamente” convencida. Outra múmia explodiu em pó, fazendo-o tossir. – Estamos a falar de mim… o melhor dos Marotos.

Bill riu-se enquanto a última múmia era pulverizada. Dos seus lábios escapou-se um suspiro de alívio, mas o peso da caixa nas suas mãos lembrou-o de que não poderia baixar a guarda até estar seguro em Hogwarts. Sirius preparava-se também para suspirar, mas um novo rugido veio até eles.

- Eu já disse que odeio pirâmides? – choramingou Sirius não querendo acreditar no que tinha ouvido.

- Odeio admiti-lo, mas eu começo a concordar contigo!

Antes que mais um exército de cadáveres aparecesse novamente, Sirius segurou no braço de Bill, arrastando-o dali para fora, na direcção da luz exterior. Porém, parecia que o próprio livro não queria sair dali. Numa questão de segundos, o chão começou a tremer e logo o tecto começou a rachar perigosamente. A face de Bill ficou pálida e os seus olhos fixaram-se no chão, como tentando perceber o que fizera de errado.

- Acabei de me lembrar da segunda parte da maldição do faraó. – foi o que conseguiu dizer – “Aqueles que profanarem o túmulo e ousarem atravessar o seu portão, encontrarão no meio da areia a sua maldição”. – Os seus olhos castanhos cruzaram-se por segundos com os azuis de Sirius, estes carregados de uma profunda compreensão. - Vamos ser enterrados vivos.

- Quando eu acho que este dia não pode piorar mais, apareces-me com mais uma maldição que me surpreende.

O auror revirou os olhos ao ouvir o som de mais múmias a aproximar-se, um barulho ensurdecedor de pedra a rachar. Deu uma olhada à caixa nas mãos de Bill e depois para o tecto do qual pesadas pedras começavam a soltar-se. Observou cada detalhe do objecto pelo qual se arriscara tanto naquele dia. Não, ele não poderia desistir. Disso dependia o sucesso do seu afilhado e o destino do mundo mágico. Não tinham muito tempo até ao tecto desabar, mas ainda restava uma última esperança.

- Bill… antes que me esqueça, foi um prazer conhecer-te!



* * *

Nota de Autora:

Oi meus leitores amados.

E aí está mais um capítulo. Bem demoradinho, mas como sempre, cá estou eu, sem nunca desistir! O próximo capítulo já está em andamento e, se a inspiração não me faltar (de novo!), ele deve sair em breve. E, POR AMOR DE MERLIN, COMENTEM, POR FAVOR!!! Deixem esta vossa leitora chorona (que passa a vida a queixar de falta de inspiração) feliz pelos comentários recebidos.

Tenho tantas coisas a dizer que acho que, para organizar as minhas ideias vou colocar por tópicos.

1.º Como já é habitual, peço desculpa pela demora em actualizar. Mais uma vez eu estive em época de provas (o que também é habitual agora) e foi um sacrifício passar esta fase. Depois veio, com ela, a também habitual falta de inspiração. Este ano é o pior do meu curso e não tenho tempo para nada. Mesmo as minhas conversas no msn foram reduzidas a quase nada. Até Julho, provavelmente vai acontecer a mesma coisa. Mas, se tudo correr bem e eu passar de ano, no próximo (o quarto ano do meu curso) eu terei mais tempo, já que os exames serão espaçados durante o período lectivo e não concentrados em Janeiro/Fevereiro e Junho/Julho.

2.º Seguindo o exemplo da minha amiga Sheila, gostaria de saber quem quer que envie avisos de actualização. Eu não tenho enviado, porque há muito tempo que não actualizo a lista de contactos e também porque não sei se querem receber ou não. Por isso, pedia que quem quisesse me avisasse e me dissesse o email para o qual prefere que eu envie.

3.º Queria dar um pouquinho mais de vida à comunidade orkut que a Dri criou para esta fic. Por isso convido-vos, mais uma vez, a participar. Queria pedir, também, desculpas a quem tenha recebido aquelas mensagens a partir da comunidade. Eu tentei descobrir quem foi, mas aparentemente, algumas pessoas que eu sei que receberam, foi de perfis completamente diferentes, o que me leva a concluir que era spam.

4.º E por último: ESTOU TÃO FELIZ! Descobri que vai haver um terceiro filme da Múmia! *faz a dancinha de chuva* As minhas preces foram ouvidas e vai voltar em grande o meu querido livro dos mortos!!!!! *Guida chora emocionada, agarrada ao livro* E foi para comemorar, que eu decidi colocar já neste capítulo a cena do Sirius e do Bill a fugirem das múmias (que seria só no capítulo 32). Agora é só aguardar para ver o desfecho da pequena aventura dos dois.

E depois desta nota enorme, cá vou eu às respostas a comentários:

Dri Potter Magid: Hello Dri! Volto a dizer. A gente não morreu, rsrs! Na próxima vez que eu disser que depois da época de exames vou ter mais tempo para entrar na net, tens de me fazer lembrar que eu já disse isso antes. Sério! Eu nunca mais digo isso. Deixei de acreditar na possibilidade disso algum dia melhorar! :-p Obrigada pelo comment ^ ^

Beca Black: *cora* Obrigada! Acho que nunca me vou habituar a ouvir tantas palavras maravilhosas! O que seria de mim sem os meus leitores tão fantásticos? Quanto a demorar para actualizar, está difícil arranjar tempo para isso! Tal como já disse, o terceiro ano do meu curso é o mais puxado, mas não te preocupes que eu não irei desistir e sempre arranjarei um tempinho para escrever.

Prika Potter: Eu também amei escrever a parte do desafio entre o Harry e o James. Fico contente que também tenhas gostado dessa parte e o jogo entre eles é algo que eu planeei desde sempre. Desde o primeiro livro que eu tenho uma curiosidade imensa para descobrir qual dos dois é melhor. Vamos ver se faço justiça às expectativas :-)

Srta's Lupin and Weasley: Obrigada, de coração. *cora novamente* Espero que continues a gostar da fic, como até agora. E eu vou fazer o esforço máximo para que não te desiludas.

Mione_Granger,Karonte,Brenda_Mione: Rsrsr. Eu não desistiria da fic nunca, está descansada. Posso demorar, mas nunca desistir. Sempre irei arranjar um intervalo, mesmo que seja minúsculo, para escrever. Afinal é o meu meio de escape do stress. É verdade… 4 horas de Quidditch. Cá entre nós eu ia colocar 6 horas, rsrs. Mas depois de ouvir um grito aos ouvidos da parte da minha beta, eu decidi poupar os pobres jogadores.

Deby: Oi sobrinha linda! *abraça apertado, para matar saudades* Ainda bem que gostaste do presente de despedida. Digamos que eu quase arranquei os cabelos para o terminar a tempo, rsrs. Mas acho que valeu a pena! Um beijo enorme.

Mandy Black: *cora pela milésima vez do dia* Achas mesmo que as minhas partidas de Quidditch são mais emocionantes que as da JK? Wow! Eu acabei de ser comparada à JK! *esconde a cara, envergonhada* Obrigada!

Camilla Victer: Este capítulo fica como o presente de aniversário prometido, ok? Eu sei, eu sei, eu sei! Não tem perdão dar-te um presente de aniversário mais de dois meses depois. O problema é que eu andei mesmo ocupada naquela altura e, nas semanas depois do final das provas eu estava tão cansada que nem conseguia pensar em escrever. Mas aqui está. Espero que tenhas gostado.

neptuno_avista: raios partam mesmo os exames! Amaldiçoo o maldito que inventou a palavra “exame”. Mas pronto! Cá está o capítulo! Até fiquei admirada por não ter recebido ameaças de morte, rsrs. A partida entre pai e filho vai demorar um pouquinho, não por faltarem muitos capítulos, mas porque eu estou sem tempo para escrever. Pelas minhas contas, será daqui a uns 5 capítulos.

Ana Potter: Obrigada! :-) Espero que também gostes deste!

**júh**: Repito aquilo que disseste no teu último comentário: “finalmente”. Mais uma vez peço desculpa pela demora.

Biank Potter: Rsrs, pois… Lá vem a guerra. Mas o que seria uma fic de Harry Potter sem uma guerrinha no meio? Realmente, eu sou uma escritora muito, muito, muito má, para os meus personagens (e tu ainda não viste as ideias que eu ando aqui a ter. Culpa dos livros de serial killers que eu ando a ler e, principalmente, da Lightmagid, rsrs). Espero que as provas estejam a correr bem. Acredita… eu compreendo perfeitamente aquilo pelo qual estás a passar. Boa Sorte!

Inaclara Evans Potter: A ameaça ainda está de pé?! Bem… agora com este capítulo… *esconde-se sorrateiramente* … posso estar descansada mais umas semaninhas, não?

Alícia Spinet: Achaste que o Harry iria substituir o James? Era uma boa ideia, mas eu queria dar a oportunidade ao James :-) O Harry terá a sua dentro de algum tempo (está quase a chegar a final do campeonato!). Quanto ao jogo entre pai e filho, terás de esperar um pouco mais.

Madalena: Então? Gostaste do capítulo? Espero que sim :-)

Daniela Potter Magid: Tu és tão malvada! A quem é que tu sais? *Guida faz uma carinha pensativa* rsrsrs. Uma vez pediste-me para matar o Ministro da Magia. Se bem te recordas, eu disse-te, citando Dumbledore, que existem coisas muito piores do que a morte. O que achaste do castigo dele? Eu sei que sou má *risada maléfica*. É claro que eu tenho de parar sempre nas melhores partes. Tu sabes como eu sou! Rsrs. Por acaso este capítulo eu não ia parar aqui, mas como eu iria demorar uma eternidade para acabar o que tinha pensado, eu decidi parar por aqui. Beijo grande.

Paddy: Bem… apesar de não leres mais fics, eu espero que um dia possas continuar a ler a minha fic e dizeres o que achaste. Boa sorte para este novo ano. Adoro-te. PS: obrigada pelo comentário de Parabéns! (como eu já disse, é claro que eu sabia quem era!)

lightmagid: Estou aqui a tentar imaginar o que hei-de dizer na resposta ao teu comentário. Sejamos sinceras: eu passo 24 horas por dia, 5 dias por semana, a menos de 10 metros de ti! O que é que eu hei-de dizer que já não tenha dito?! Basta gritar do meu quarto que tu ouves logo! Mas após a minha dissertação sobre falar, falar, falar e não dizer nada, só tenho a dizer que te adoro, porque mesmo diante das minhas crises literárias, TPMs mensais, e outras coisas afins, ainda arranjas disposição para gozar com a minha cara e fazer-me rir um bocadinho! O que seria de mim sem ti?! *abraço apertado*

JP Pontas: Ficaste muito tempo sem entrar na Floreios? Acho que não ficaste tanto tempo como eu, rsrsrs! Acho que não vou poder prometer-te que actualizo mais rápido. Nesta altura do meu curso, já percebi que não posso fazer esse tipo de promessas. A única coisa que te posso prometer é que nunca abandonarei a escrita. Isso tenho a certeza de que cumprirei.

Ricardo: Engraçado… agora me estou a aperceber… és português?

Viktor Black: Eu sei que é tarde para responder à tua pergunta, rsrs, mas pronto, cá tens a tua resposta! Fic actualizada! :-)

jaini: A Lily a jogar com o James? Hum… acho que aquilo não ia dar certo, rsrs. Mas quem sabe… um jogo de família! Vou pensar com carinho da ideia que me deste. *.*

Wilhan Dutra: Obrigada. Espero que também tenhas gostado deste capítulo.

mat: Cá está o novo capítulo! :-D

Fernanda Caroline: Helloooo! Já não aparecias há muito tempo. Estava com saudades *.* Cá está mais um capítulo. Espero que gostes.

Dani Potter *_*: Eu sei… 4 meses sem actualizar. Sem perdão! Vou ver se não demoro tanto no próximo, ok? Bjocas.



Um beijo enorme e até ao próximo capítulo.

Guida Potter.

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