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8. O pergaminho


Fic: A Dama de Preto


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A Dama de Preto 8° Capítulo- O pergaminho


O moreno subia as escadas com certa cautela, ele olhava para os lados atentamente. Olhava para o painel a sua frente o qual indicava que estava muito longe do andar o qual se dirigiria. Já estava ficando cansado quando um homem loiro entrou pela porta dos fundos dando de cara com ele.

- Me desculpe.- Disse o loiro que quase fizera o garoto cair.- Você não me parece estranho...- Mirou nos olhos do moreno à sua frente e sorriu.- Já sei, filho de Hermione, não?

O moreno ficou parado por alguns instantes. Como ele o conhecia e conhecia sua mãe, sendo que nem ele sabia ao menos quem era o loiro? Derek olhou com certa desconfiança para ele.

- Sim, sou. Agora se me dá licença...- O garoto subiu mais dois degraus até o loiro se pronunciar.

- Aqui tem elevadores também.- Disse cordialmente. O garoto ainda desconfiado seguiu o loiro que saíra dali e se dirigira à um dos elevadores. Derek entrou no elevador e apertou o botão do andar o qual iria ficar, não pronunciara mais nenhuma palavra. O loiro olhava para ele com carinho, o que o garoto estranhou.

- Até mais.- Disse ele por fim dirigindo-se a um enorme corredor cheio de portas.- Qual é o seu nome mesmo?

- Malfoy, Draco Malfoy. Até mais garoto.- E acenou com a mão antes das portas do elevador se fecharem.

Derek se dirigiu ao apartamento de sua mãe, várias coisas passaram por sua cabeça antes de bater na porta. Ele suava frio. Será que ela lhe perdoaria por tudo o que dissera na parte da manhã? Será que ela sentia-se arrependida por tê-lo como filho? O que seria da relação deles depois de tudo aquilo? Será que ela ficara magoada com tudo o que dissera? Certamente, pensou alto. Por fim bateu na porta, meio aflito. Depois de alguns minutos uma voz feminina perguntou:

- Quem é?- Era ela, sua mãe. Derek sorriu aliviado, porém não respondera, esperava que apenas sua imagem bastasse frente a ela. A porta se abriu e uma morena de cabelos molhados, calça jeans e camiseta social branca atendeu-o.- Derek.

- Sim mãe, sou eu.- Sem mais ele abraçou-a e beijou-lhe a face.- Por favor, me perdoa.- Sussurrou no ouvido dela enquanto ela soluçava em seu ombro.

- É claro que sim meu tesouro.- Respondeu ela cheia de lágrimas no rosto. Os dois separaram-se depois do abraço demorado e se observaram. Hermione conseguiu esboçar um sorriso de alegria. Derek limpou seu rosto e retribuiu-a com outro sorriso.- Pensei que tivesse me abandonado.

- Jamais faria como o Potter, mãe.- Os dois entraram no apartamento e sentaram-se nas poltronas que haviam ali.- Me perdoa, é que é meio difícil saber que não é filho de quem sempre te criou e cuidou de você, só isso.

- Eu sei que não é fácil para você, querido. Eu sei... eu só quis te proteger do crápula, digo, seu pai biológico.- Ela olhou para Derek que sorriu.- É tão bom ter você de volta, querido.

- Eu tinha que voltar pra cá. Mas quanto ao meu pai biológico... eu quero conhece-lo como pai e não como um tio distante e acho que tenho esse direito.- Disse ele levantando-se dali.- Fiquei sabendo que ele está hospedado aqui.

- Sim, ele está e você tem toda a razão de querer conhece-lo. Só acho que...- O garoto não permitiu que ela terminasse a frase.

- Mãe, eu vou conhece-lo hoje. Só preciso que me dê o número do quarto dele.- Disse decidido. Ele pôs a mão na testa e ficou observando um quadro dali.

- Derek, não é tão simples assim, filho.

- É sim mãe. Ele teve a coragem de te abandonar carregando um filho, agora ele tem de ter coragem para conversar comigo. Eu vou para a recepção, vou tentar conseguir o número do quarto dele.- Disse o garoto decidido. Após isso saiu dali sem dar ouvidos a Hermione.

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O moreno analisava um vinho que ganhara de uma palestrante na Itália, ele estava sozinho em uma suíte enorme ao lado de uma lareira acesa. A suíte era muito bem decorada, tinha alguns quadros pendurados nas paredes, havia um enorme tapete de pele de urso, havia também uma cama King Size com uma concha cheia de bordados, além de um sofá enorme e uma televisão de tela plana. O moreno de olhos verdes ouvira a campainha da suíte tocar, ele se dirigiu a porta tranqüilamente, quando olhou pelo olho mágico levou um susto. O moreno usava calça e camisa social sendo que esta era roxa, usava uma gravata também além de seus sapatos sociais.

- Em que posso ajuda-lo?- Perguntou em tom calmo. Ele olhou para o garoto à sua frente e sorriu.- Weasley, que surpresa!

- Não se faça de cínico. Vamos, seja homem uma vez na sua vida.- O garoto olhou-o com desdém e após isso riu sarcasticamente.- Ah... me esqueci, não teve nem a coragem de me conhecer quando soube que minha mãe e o Rony haviam se casado.

- Você se parece muito com sua mãe. Não tem nem a cor dos cabelos do Weasley.- Respondeu ironicamente.- E saiba que eu sempre velo por seus sonhos enquanto dorme.- Ao ouvir aquilo Derek sentiu-se meio confuso.

- Me responda uma coisa. Como é que você teve a coragem de deixar uma mulher sozinha esperando um filho seu?- Derek entrou na suíte do homem sem ao menos perguntar e ficou olhando para a lareira.

- Quer mesmo saber, “Potterzinho”? Pois eu vou te contar.- O homem sentou-se no sofá grande e espaçoso.- Sente-se.- Disse ele ao garoto e Derek não hesitou.- Derek, Derek... você sabe o que é ser traído pela própria namorada?! Pois então vou lhe contar...


FLASHBACK

Lá estava ele, o jovem Potter andando por um campo de batalha. Ele andava por uma mata enorme, esta estava toda devastada. O garoto estava desesperado, pois não encontrara quase nenhum de seus amigos a não ser Rony e Neville. Ele procurava Hermione, sua melhor confidente, amiga e namorada. O jovem pensava nas piores hipóteses. “ Será que ela está machucada? Será que ela está... morta?”

Ele andava rapidamente por entre as árvores, conseguira avista-la e no mesmo instante correu em sua direção, mas logo parou quando avistou um certo loiro beijando-a ardentemente. Ela estava deitada no chão e o loiro estava em cima dela. Harry teve a vontade de sumir. Olhou para trás e saiu correndo dali.


FLASHBACK

- ISSO NÃO É VERDADE!- Brandou o garoto apontando o dedo indicador para Harry e este ignorou-o.

- Sim, isso é verdade! Desde então eu e sua mãe fomos nos distanciando aos poucos, quando ela veio com a notícia de que estava grávida e aí eu não pude agüentar mais! Larguei dela definitivamente. Gina sim era a mulher certa para mim, ela sim estava grávida de um filho meu, Derek. Mas mesmo assim eu o quero como filho, mesmo sabendo que fui traído, mesmo sabendo que você poderia não ser meu filho. Mas agora não me resta dúvida de que é realmente do meu sangue, pois caso não fosse meu, reconheceria os traços do fuinha em seu rosto.

- Você a amava?- Perguntou Derek fingindo que não havia ouvido aquilo tudo, ele começara a digerir tudo o que ouvira até então, então o quebra-cabeça se montou. “ Por isso que o tal de Draco Malfoy me olhou daquela forma.”

- Eu acho que sempre amei a Gina, aliás a família Weasley sempre foi...

- VOCÊ AMAVA A HERMIONE?- Bradou ele novamente. Derek aproximou-se de Harry, retirou a varinha do cós do jeans e apontou para este.

- Acho que nós nunca daríamos certo, Derek.- O garoto apontou sua varinha para o peito do homem.

- Não foi isso que eu lhe perguntei, Potter. VOCÊ A AMAVA?- Perguntou novamente, porém com mais firmeza.

- E isso iria mudar o que ela fez comigo?!- Perguntou o moreno retirando a varinha da mão do garoto.- Acredito que algum dia eu possa ter amado-a.

Derek se retirou dali sem dizer mais nenhuma palavra, já bastava para ele. Tudo o que ouvira era que sua mãe era uma traidora, mas ele não iria confiar em alguém que só fizera Hermione sofrer.
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Londres 11:00 horas da manhã...

O ruivo aproximou-se da porta trancada e abriu-a com uma chave pessoal. Não havia ninguém ali, o ruivo se aproximou da janela e abriu a persiana fechada, fazia um belo dia de sol em Hogwarts. Ele estava ali para conversar com a professora McGonnagal, mas não havia nem sinal dela por ali, ele havia perguntado aos fantasmas se ela havia chegado, mas nenhum dissera que a vira.

Rony sentou-se em sua mesa e ficou olhando para a janela com certa ansiedade. As nuvens estavam ficando acinzentadas, o sol desaparecera, o ar ficou mais gélido, não se ouvia sequer um ruído ali. Um trovão caíra e fizera tal barulho que o ruivo chegou a se encolher no blazer preto que usava.

“ Que estranho.” pensou consigo. Uma marca negra apareceu no céu chuvoso e assim apareceram várias imagens negras ao redor da sala de Rony.

- Olá queridinho, sentiu saudades?- Disse uma voz esganiçada e sombria atrás do ruivo. Era ela, Belatriz Lestrange, o ruivo conseguiu apanhar sua varinha em um gesto rápido apontando para ela.- Calma muita calma, Weasleyzinho. Não acontecerá nada que você não queira, apenas nos diga onde está a filhinha do seu amiguinho remelento?- Sorriu cinicamente.

- Nunca lhe diria, “queridinha”- Usou o mesmo tom de voz que ela. A mulher aproximou-se dele fazendo-o tremer. Belatriz apontou sua varinha para o rosto pálido de Rony enquanto este tentava se manter sério.

- Vai nos dizer por bem ou por mal, “ruivinho”- Disse ela teatralmente.

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Hermione entrara na recepção do hotel e dera de cara Harry e Gina. Os dois estavam aos beijos em pleno local público, a morena olhou de esguelha com nojo, tentou evitar a cena quando os dois pararam de se beijar, Hermione tentou passar por despercebida. Mas os dois já haviam visto-a ali. Hermione tentou se prontificar:

- Olá, tarde bonita, não?- Disse ela em tom seco. Harry e Gina se entreolharam por alguns momentos até que os dois sorriram.

- Sim, uma tarde belíssima, Mi. Ainda mais com meu marido por perto.- Hermione olhou para eles e seus olhos começaram a fumegar de raiva. Sorriu cinicamente para Harry que tentou evita-la.

- Amanhã é o grande dia, Granger. Amanhã é o dia de nosso embarque para Munique.- Disse o moreno respirando fundo e passando uma de suas mãos pelo ombro esquerdo de sua esposa.

- Não vejo a hora de ir para lá.- Disse entre dentes.- Vejo vocês amanhã, até mais.

A morena se retirou dali após se despedir e seguiu para seu apartamento, ela havia se esquecido de fechar sua conta na recepção depois da conversa com Harry e Gina. A mulher abriu a porta. Jogara sua bolsa em cima de uma poltrona e se dirigira ao banheiro o qual Derek se encontrava.

- A aventura acaba por aqui, mocinho. Daqui a pouco vou lhe deixar na casa de seus avôs.- Disse a ele. Derek estava escovando os dentes. Tinha muita espuma na boca, virou-se para ela e fez sinal positivo com sua mão, após isso o garoto cuspiu na pia.

- Ok, vamos?- Perguntou ele meio sem jeito.- Vovó já deve estar com saudades.- Zombou.

- Não é hora de brincadeiras, querido. Amanhã tenho uma missão a ser cumprida.- Disse sem muita empolgação. O garoto arqueou uma sobrancelha e suspirou.- Por favor, não faz assim, querido. São só mais alguns dias.

- Claro.- Suspirou novamente.- Vamos?- Perguntou novamente.

- Ok, vamos.- Ele e Hermione foram para o salão de festas, o único lugar do hotel que era possível aparatar. Os dois foram para a Toca, onde se despediram ao fim da noite e assim Hermione voltou para o hotel.

Noutro dia...

A morena acabara de arrumar suas malas, ela já havia tomado café e havia fechado sua conta no hotel. Estava entrando no aeroporto o qual embarcaria para Munique, quando um certo loiro gritou por seu nome:

- Hermione... Hermione...- O loiro vinha correndo atrás da morena, este parecia estar um pouco assustado. Vários aurores entravam no aeroporto naquele momento, inclusive ele, Harry Potter.- Hermione.- Disse ele por fim, cansado.

- Sim?- Draco tentava recuperar o fôlego, este colocara as mãos nos joelhos para que não cedessem.

- Hermione...- Recuperara a fala. Draco retirara um pergaminho de dentro de seu bolso.- Me mandaram entregar isto a você.- E entregou o pergaminho a ela e saiu dali. Hermione ficou estática quando leu o pergaminho, ela lia e relia-o, a morena olhou para o loiro que saíra dali com cara de choro e tornou a chorar, seus joelhos cederam. A maquiagem que usava começou a borrar. Um moreno aparecera ali e vira a mulher ajoelhada no chão este andara em sua direção até chegar perto dela.

- Aconteceu alguma coisa, Granger?- Perguntou docemente. A mulher continou parada no chão aos prantos até que decidiu finalmente encarar aqueles olhos verdes.

- Ele... ele...- O moreno ajoelhou-se ao lado dela e ela o abraçou.- Morreu. Ele está morto, Harry.


N/A: Cá estou eu novamente. Desculpem-me pela demora para postar o cap. =P
Obrigada pelos comentários, pessoal.

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