Capitulo Nove:
“Não espere a mágoa,
Para pedir perdão.”
As festas e os feriados de Natal logo acabaram. Eu havia permanecido em Hogwarts durante todo esse tempo, mas Hermione havia voltado para passar o Natal com os pais. Ela me fez muita falta.
Mikael, assim como eu, havia ficado em Hogwarts, sem garota. Angelina também tinha voltado.
Assim ficávamos ambos falando das duas e estávamos sem humor algum para desfrutar da calma que a escola nos oferecia quando estava vazia.
Mas continuei voltando para a biblioteca, todos os dias. Trazia-me boas lembranças e era o lugar que mais me lembrava dela. Meu traje a rigor usado no baile ainda cheirava à Hermione. O que não ajudava.
Graças a Merlin, ela voltou no dia dois de janeiro, quatro dias antes das aulas começarem. Meu animo melhorou quando recebi uma carta da própria me dizendo o horário que chegaria. Seria domingo, às dez da manhã. Angelina voltaria apenas um dia antes das aulas retornarem, e isso fez o animo de Mikael ir de mal à pior.
Eu tinha voltado à vida. Assim, na manhã de domingo, saí para correr, como sempre. Fazia isso também nos finais de semana agora, depois de ter prometido na prova do dragão. Já estava me acostumando.
A diferença deste dia era que não havia garotas na escola, portanto eu corria sozinho. O que não soava como uma coisa ruim.
O tempo passou rápido e quando dei por mim, já era hora de encontra-la. Eu fui correndo mais do que corri a manhã inteira.
Ao chegar ao salão principal, ofegante, mas satisfeito, eu a vi. Estava em roupas comuns, os cabelos cheios, não mais sedosos, estavam presos em uma trança. Decidi que gostava dela ainda mais quando estava natural. Ela não precisava de maquiagem para ficar bonita. Em nenhum momento.
Ao me ver, um sorriso radiante se espalhou pelo seu rosto e eu quase desabei no chão. Sem mais demoras, corri a ultima distancia que nos separava e abracei com muita vontade. Eu a ouvi ofegar.
(N/A: affs, que coisa mais melosa!).
Quando eu finalmente a soltei, ela estava terrivelmente corada. Bom sinal.
- Oi. – disse sem-graça.
- Oi. – ela respondeu. – Como passou o feriado?
Bufei alto.
- Foi a coisa mais chata que já fiz. – respondi. – Mikael estava um verdadeiro chato. Mas nossos humores combinavam. Não estava muito melhor que ele. – contei. – E você? Deve ter passado melhor o feriado.
- Bem, tecnicamente falando, passei o Natal com meus pais, mas no dia vinte e seis, fui para a casa do Rony passar o resto do feriado. – ela me contou.
Senti meu rosto se fechando em uma carranca furiosa. Não havia gostado nem pouco da notícia. Ela passara o feriado de Natal com o Ronald? Por que, então, ela não havia ficado na escola comigo? Eu não era melhor companhia?
E se não fosse?
- E quantos dias ficou lá? – queria parecer apenas interessado, mas falhei e minha voz saiu tomada de fúria.
Hermione se encolheu, mas ainda assim respondeu:
- Já lhe disse: o resto do feriado.
Calma, pedi a mim mesmo. Não há motivo para sentir ciúmes.
- Quer dizer que passou a noite na casa dele? – pareceu meio rude.
- Sim. Eu e Harry. – ela respondeu em um sussurro.
Descobri que ainda estávamos parados no meio do salão principal e eu ainda mantinha meus braços em volta da cintura dela e ela, as mãos no meu peito.
Fechei meus olhos e respirei fundo algumas vezes, antes de dizer:
- Vamos à biblioteca. – disse.
Claro que a biblioteca estaria vazia naquele dia, pois poucos alunos haviam voltado. Seria um bom lugar para conversar com ela.
Andamos em silencio até o corredor que levava para o lugar onde eu tive minha primeira conversa de verdade com ela, onde era nosso ponto de encontro.
- Victor? – ela chamou de leve.
Olhei para ela e por um momento senti remorso por ter sido tão rude.
- Sim? – respondi seco, mas já mais calmo.
- Esta bravo comigo por que...? – ela me perguntou.
Estávamos na porta do lugar e eu entrei sem dizer absolutamente nada. Ela veio atrás de mim. Assim, segui até o corredor onde costumávamos conversar e me sentei. Ela fez o mesmo.
- Victor, por que esta bravo comigo? – ela repetiu a pergunta e pude perceber que estava perdendo a paciência.
Pensei no assunto. Ela entenderia se eu contasse à ela? Pensaria que eu estava tentando manipulá-la?
- Por que não veio passar o resto dos feriados comigo? Por que foi ficar com o Ronald? – perguntei sentindo a raiva voltar.
Ela olhou para mim chocada.
- Victor, faço isso todos os anos. – ela me respondeu. – As vezes passo até o Natal na casa do Rony.
Considerei isso. Era um hábito dela.
- Mas pensei que estivesse brigada com ele. – retruquei.
Para minha total perplexibilidade, ela riu.
- Posso estar brigada com ele, mas não estou com Harry. – ela riu mais um pouquinho. – E nossas brigas são por assuntos tão idiotas que nem sempre as levo à sério. Sem falar que brigamos o tempo todo.
Assuntos idiotas?!
- Eu fui o assunto da última briga. – questionei.
Ela bufou.
- Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. Mas você ainda não respondeu a minha pergunta.
Voltei a encará-la. Ela tinha os olhos suplicantes e descobri que meu ciúme era mais irracional do que eu poderia imaginar. Não havia motivo, mas no fundo eu sabia que era tudo culpa de um ruivo e de um Potter que eram melhores amigos da minha atual paixão.
- Hermione, desculpe. – pedi. – Não queria agir como um idiota, só estava com ciúmes. – eu ri desconsolado.
Ela me olhou docemente.
- Ainda quer algo comigo não é? – perguntou.
- Mas é claro. Gosto de você. – eu disse e soou ridículo, mas ela pareceu gostar.
Um gesto simples, mas valia muito: ela pegou a minha mão e entrelaçou os dedos nos meus. Senti seu toque quente e macio e me senti em casa.
Sem pensar muito nas minhas atitudes, dei um selinho nela. Carinhoso, apenas.
Mas como eu disse, ela aprende rápido.
Ela me beijou. Ela me beijou, tomando o controle da situação e eu adorei isso e a beijei de volta, sentindo o gosto dela me penetrar de novo. Da segunda vez era ainda melhor.
E pensar que quase a perdi por uma crise idiota de ciúme. Ronald com certeza não podia fazer isso.
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Depois, contei a ela com orgulho que havia decifrado a mensagem do ovo e que teria de ficar sem respirar em baixo d’agua por uma hora. Hermione ficou chocada.
- Já pensou em como vai fazer isso? – perguntou para mim.
- Sim. – disse triunfante. Enquanto ela havia ficado fora, eu não gastara meu tempo à toa. Ficara na biblioteca pesquisando tudo o que era possível encontrar sobre o Lago Negro.
Claro que tive que contar a Karkaroff e ele me ajudou a encontrar um modo para ficar sem respirar em baixo d’agua durante uma hora, então tinha sua parte de crédito, mas Hermione não gostou.
- Ora, as regras dizem explicitamente que nenhum professor pode ajudar um campeão. – ela me avisou.
- Potter já deve ter aceitado a ajuda de alguém. Duvido que tenha feito tudo sozinho. – eu a provoquei e ela riu.
- É verdade. – ela concordou. – Mas ainda assim acho que não vai funcionar. Tubarão vive em água salgada, Victor. – ela disse inconformada. Eu sorri, ela era irredutível.
- Bem, talvez não no mundo trouxa. – pude perceber que ela havia esgotado os recursos e ela fechou a cara.
Eu ri conformado. Dei um beijo nela. E ela corou.
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A segunda prova estava cada vez mais próxima, mas minha atenção estava em Hermione, que tentava tirar minha atenção dela e colocar na prova. Mas não conseguia nenhum tipo de progresso.
Eu aprendi a idolatrar as quartas-feiras, quando eu e Hermione no encontrávamos na biblioteca no primeiro horário livre. E aprendemos a dar um amasso nem um pouco inocente. Por isso a biblioteca passou a ser meu santuário.
Minha vida estava finalmente andando nos trilhos: eu estava muito bem nos estudos, graças a uma Hermione estudiosa; eu corria todos os dias de manhã, como sempre, graças aos meus esforços para manter a forma, já que o quadribol havia sido retirado da minha lista de direitos; eu tinha uma namorada. Para tudo ficar devidamente perfeito, só faltava eu voltar a jogar quadribol e minha vida estaria completa.
Hermione era melhor do que qualquer um poderia imaginar e a cada dia me surpreendia com algo novo sobre ela mesma. Comecei a prestar atenção nos detalhes, para ter certeza de que nada me faltava ao olhar ou a percepção.
Peguei-me assoviando muitas vezes. Peguei-me observando-a com mais frequência do que seria necessário. Peguei-me fazendo listas sobre os diferentes comportamentos dela.
Sabia eu que ela tentava ser indiferente a certas coisas, mas ficava extremamente charmosa quando fazia isso. O que não era a intenção dela.
Sabia ela que um dos meus pontos fracos era o sorriso inteligente que ela dava. Ao descobrir isso, soube que ela me manipulava, embora a própria não soubesse disse.
Eu sabia que a tinha na palma da minha mão quando ela corava apenas com meu olhar. Eu adorava quando acontecia.
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Era quarta e a prova seria amanhã. Eu estava na biblioteca, claro, olhando para uma Hermione que lia compenetrada um livro. Não era possível. Ela era meu novo vício.
Memorizei cada detalhe que pude: os cabelos cheios caindo em ondas nos ombros, os olhos castanhos apertados de concentração, a boca avermelhada apertada em uma linha fina. A pele era corada, a expressão séria, o corpo tinha curvas.
Ela estava em uma posição atraente, em minha opinião: estava encostada, de pé, na bancada de um corredor de prateleiras da biblioteca, uma mão apoiada na bancada, a outra segurando o livro. Linda.
Tinha feito uma promessa a mim mesmo a noite passada: na ultima prova, ela não havia me dado nem um ‘boa sorte’, mas desta vez eu teria minha despedida da maneira correta. Perguntei-me por um instante, como ela reagiria.
Mas minha consciência me fez um homem tranquilo: afinal, ela havia reagido bem demais nas minhas ultimas investidas.
Levantei-me devagar de onde estava e cheguei perto, ficando de frente para ela.
Retirei o livro das mãos da garota que me olhou confusa. Mas depois deu aquele sorriso inteligente. Totalmente ‘hermionesco’.
Grudei meu corpo ao dela, minhas mãos acariciando lhe a cintura. Suas mãos se acomodaram atrás da minha nuca. E eu sabia que ela havia captado meu estado de espirito.
Hermione mordeu o lábio inferior, não de modo a querer parecer atraente, mas inocentemente daquele jeito que eu sei que é o jeito dela. Sem parar para pensar, soltei o lábio dela de entre seus dentes com a minha boca, sugando-o de leve. Nossos beijos sempre começavam assim.
Ela fez o mesmo com meu lábio superior e assim seguimos. Mas foi a língua dela que pediu passagem dessa vez e eu não estava em condições de negar. Começamos com suavidade, aprofundando o beijo conforme nos empolgávamos o que sempre acontecia comigo primeiro.
Minhas mãos desceram da cintura até as pernas de Hermione. Eu as abri e as encaixei na minha cintura. Sentei-a na bancada. Não desgrudamos os lábios em nenhum momento sequer.
Ela interrompeu o beijo em um selinho carinhoso e desceu a boca para meu pescoço. Eu adorava quando ela tinha esses ataques de ‘eu estou no comando’. Hermione fez a volta completa pelo meu pescoço antes de retomar minha boca para si.
Acariciei as pernas dela com suavidade, deixando a pele se arrepiar ao meu toque. Era bom ver quais os efeitos que eu exercia sobre ela.
Para minha total surpresa – ela sempre me surpreendia –, senti suas mãos deslizarem pelo peito, por de baixo da minha camisa. Seu toque quente deixou minha pele formigando de leve.
Senti-me encorajado. Então passei minhas mãos pelas pernas dela por dentro da saia. Ela estremeceu e me beijou com mais urgência, suas mãos agora nas minhas costas.
Muito mais encorajado do nunca me senti, minhas mãos, ainda embaixo da saia, passou das pernas para o lugar onde eu só havia tocado por cima de alguma peça de roupa. Sim, aquele lugar. (N/A: repito que não encontrei termo suficientemente bom para encaixar aos pensamentos de Krum. Mas ele esta se referindo ao traseiro da Mione, desculpem o termo).
A coisa estava ficando muito interessante. Mas decidi não ultrapassar a última peça de roupa, por sinal de respeito.
Eu suava. E ela continuava a me beijar intensamente. Precisei de ar, então passei da boca para o pescoço, do pescoço para a clavícula, sugando a pele deliciosa e me inebriando com o cheiro.
Hermione era meu mais novo vício.
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N/A: bem, foi mais um capítulo. Espero que tenham gostado.
Dedico este capítulo para minha irmã que foi minha primeira leitora oficial. Ela só tem dez anos.
Deixo claro que, em minha opinião, a cena de ciúmes de Victor foi um tanto exagerada, mas acho que ele precisava perder um pouco a paciência neste fic.
E comentem!
P.S: Mademoiselle Delacour tambem pensei em ambas as coisas ( traseiro e bumbum), mas a primeira me soou como uma groseria e a segunda como uma ingenuidade. Obrigada mesmo assim!
Comentem!!