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11. O maior erro de Draco Malfoy


Fic: Foi sem querer!


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CAPÍTULO 11 – O MAIOR ERRO DE DRACO MALFOY

Uma coruja de igreja adentrou pela sala de aula de Transfiguração e pousou em cima da mesa de Draco. Imediatamente ele pegou a pequena carta, finalizando a leitura em questão de segundos. Um sorriso se formou em seu rosto, como se não acreditasse no que estava acontecendo. Queimou a carta com um toque de varinha e escreveu uma resposta rápida, mandando-a pela mesma coruja.

Harry observava aquilo tudo, com raiva, pois sabia de quem era a carta. Podia até imaginar o que estava escrito naquele pedaço de pergaminho, mas sua namorada parecia concentrada demais na aula para prestar atenção. Seu amigo estava distante e não falaria com ele naquele momento. Os pensamentos de Ron deviam estar em outro mundo ou, pelo menos, ele queria que assim parecesse. Já fazia mais de uma semana que o ruivo o evitava, assim como também fazia como Hermione. Estavam todos envolvidos naquela confusão, mas Harry se sentia sozinho, mais do que nunca, pois era o único que parecia saber de todos os vértices da situação.

Malfoy. Ele era o culpado. Por que tinha que se envolver com Ginny? Aquele romance era mais que impossível e jamais poderiam ser felizes tendo que se esconder ou queimar cartas para não deixar provas. Até quando conseguiriam usar disfarces para não serem vistos? Quanto tempo Ginny agüentaria isso? Harry não sabia, mas também não fazia diferença.

Olhou para o seu lado e sentiu-se culpado. Aceitou namorar Hermione, mas sabia que não era a mesma coisa. Ele não a amava como deveria. Tinha sido fraco, por medo de passar por uma decepção, igual a que vivenciava, no seu futuro. Aceitar transformar a amizade deles em namoro foi um ato prematuro, como os diversos outros erros que ele havia cometido. Ela realmente parecia gostar muito dele e se sentia mal por agir daquela forma. Não queria enganá-la, mas, no fundo, sabia que só havia ficado com Hermione para esquecer Ginny. Suspirou. Seu plano estava fracassando.

“Portanto, esta é uma das transformações mais exigidas nos N.I.E.M.s. para quem não conseguiu muitos N.O.M.s em Transformação...”, Harry foi trazido de volta a realidade pela voz rígida de sua professora. “sugiro que estude muito, porque ainda há tempo”, McGonagall deu uma pequena tossida e continuou com um ar menos sério. “Tenho uma boa notícia para todos vocês. Este ano nós vamos comemorar o dia das bruxas. O diretor acredita que se tomarmos as devidas precauções a festa será segura e...” Uma aluna levantou a mão no fundo da sala.

“E as visitas a Hogsmeade?”

“Continuam suspensas, Srta. Brown. Qualquer lugar fora de Hogwarts ainda é um local sem segurança alguma. Alguma pergunta?” A sala ficou em silêncio. “Muito bem, o que eu vou ensinar agora é...”

Harry se desligou daquela aula mais uma vez. Seus pensamentos voaram para um lugar muito distante, um tempo distante. Lembrava-se de do final do quarto ano, daquela noite na floresta quando Krum fora atacado. Quando o Sr. Crouch...

“Não”, sussurrou.

“O que, Harry?”, perguntou Hermione ao seu lado.

“Nada”, esquivou-se, ao notar que tinha pensado alto. “Bobeira minha”.

“Oh, Harry! Está deixando o seu rato fugir!”, exclamou Hermione, segurando o animal que tentava se livrar de um possível feitiço.

“Que rato?”, perguntou, desorientado. “Ah...” Só agora ele tinha visto que Seamus distribuía vários ratinhos para a turma a pedido da professora.

“O que está havendo, Harry? Está com algum problema?”

“Nada, Mione. Minha cicatriz está doendo um pouco”, improvisou. O garoto, mais uma vez, esperou a reação dela. Sempre que dizia que sua cicatriz estava doendo ela...

“Você deve procurar o Dumbledore. Há quanto tempo você está sentindo isso?”

“Foi agora a pouco e...”

“Isso pode significar alguma coisa”, ela interrompeu. “Ainda dói?”.

“Não eu... Não foi nada”, respondeu mais baixo, porque percebeu que a professora lançara um olhar severo aos dois “Estou bem. Foi só uma...”

“Você sabe muito bem que isso é sério, Harry”, ela o interrompeu mais uma vez. “Você-Sabe-Quem pode estar...”

“Eu vou procurar o professor Dumbledore, não se preocupe”, falou ríspido, desejando por um fim na conversa.

A sala estava barulhenta, com alunos exclamando feitiços na tentativa de transformar seus ratos em alguma coisa que Harry nem sabia dizer o que era. Estava tão desligado que não prestou atenção no que a professora pedia. Só conseguia pensar que Hermione estava sob feitiço. Era a única explicação que ele tinha, porque sabia o que estava acontecendo com ela, mas tinha medo de acreditar. Não queria acreditar... Quem estaria fazendo isso com ela? Quem poderia ter feito? Só um nome lhe veio à cabeça e seus olhos se fixaram em Draco, que sentava três fileiras à frente.

Quando a aula terminou Harry viu Malfoy sair apressado, empurrando qualquer um que tentasse obstruir seu caminho. Estava sério e parecia não notar que o ele o observava.

“Mione”.

“O que?”, ela continuou guardando os livros. “Fala!”

“Pode ir almoçar na minha frente. Chego daqui a pouco, OK?”, ele mal esperou alguma resposta de Hermione e já foi saindo da sala.

“O que você vai fazer, Harry?”, ela perguntou, mas o garoto já não escutava mais.

Harry já havia perdido Malfoy de vista, mas não diminuiu o ritmo dos seus passos . Ele com certeza iria encontrar Ginny e não estava com um bom pressentimento. Tinha medo do que ele poderia fazer, pois acreditava que os dois ainda não tinham se encontrado desde o jogo. Tanto acreditou que já estava começando a acreditar que Malfoy cumpriria o trato, mas aquela carta...

Ao chegar à escadaria principal, viu Draco sair do castelo, através da imensa porta de entrada. Uma pequena parte de si dizia que não deveria segui-lo, porque sabia que poderia apenas piorar a sua situação, mas a maior parte do que restava de sua consciência o empurravam para fora do castelo.

Desceu as escadas correndo e saiu para o ar fresco do outono. Em uma semana aconteceria o banquete do dia das bruxas e Harry não queria pensar em festas. Tudo o que ele desejava era livrar Ginny de Malfoy. Ela estava enfeitiçada. Só podia ser. O que ela sentia por ele não poderia ser amor. Na opinião de Harry era mais próximo de obsessão. Não era normal.

Tomando cuidado para não ser visto, atravessou os campos verdes e úmidos seguindo o slytherin. Sabia que Ginny estaria esperando e se sentiu bobo, por agir daquela maneira, mesmo que repetisse para si mesmo, inúmeras vezes, que estava fazendo aquilo apenas para salvar a ruiva.

Malfoy contornou a floresta e chegou as margens do lago. Era um lugar um pouco mais afastado e não haveria ninguém ali, com toda a certeza. Todos estavam no castelo apreciando o almoço, mas Harry nem se lembrava que tinha um estômago, anulando momentaneamente a necessidade de comida. Escondeu-se atrás das árvores e viu Malfoy sentar-se em uma pedra grande, esperando, porque Ginny ainda não tinha chegado.

Os dois já estavam ali há quase quinze minutos quando alguém tocou no ombro de Harry. Ele se virou assustado, mas encontrou um sorriso sem graça nos lábios de quem olhava para ele. Era um sorriso lindo. Desejou, pela milésima vez, que ela não fizesse mais aquilo.

“Por que será que não estou surpresa em te ver aqui?”, perguntou baixinho.

“Desculpe”, sussurrou. “Fiquei preocupado”.

“Você tem pedido desculpas demais ultimamente, Harry. Mas não tem problema. Não precisa se preocupar. Preciso conversar com ele e decidir o que vamos fazer”.

“Como assim?”, perguntou, confuso.

“Ele terminou comigo depois do jogo. Queria cumprir o trato. Você sabia disso?”, perguntou, muito baixo, para que Malfoy não percebesse os dois.

“Imaginava que tinha acontecido alguma coisa, mas não tinha certeza de que tinham terminado”.

“Agora tem”.

“É”.

“Olha, Harry, eu sei que você fica preocupado, mas, por favor, nos deixe a sós. É a minha vida e eu decido o que vou fazer! Apesar de considerar muito você, não vou deixar que influencie as minhas decisões”.

“Ginny eu...”

“A Hermione está almoçando sozinha”, interrompeu. “Por que não vai fazer companhia a ela?”, perguntou passando por ele e indo ao encontro do outro rapaz.

Harry respirou fundo. De que adiantaria ficar ali? Não poderia fazer nada mesmo. Queria acreditar que o slytherin a atacaria e que ele estaria pronto para defendê-la, salvá-la, mas Draco nunca a atacaria. Foram tantos encontros escondidos e, ao que tudo indicava, ele nunca havia feito nada. Sentiu-se derrotado. Deu uma última olhada para a garota que era dona de seus pensamentos e virou-se para voltar ao castelo.

“Malfoy”, chamou.

“Está atrasada”, resmungou sem desviar os olhos do lago.

“Eu sei que não é certo deixar alguém esperando, mas acredito que o nosso relacionamento é formado por tantas coisas erradas que isso nem deve ser levado em consideração”, respondeu séria.

Ele a encarou.

“Está aprendendo depressa, Weasley. Nem eu daria uma resposta tão convincente”,

Ele se levantou e continuou a fita-la. Estava sério. Nem um traço de sorriso, seja irônico ou gentil... Apenas distante, fazendo com que os segundos parecessem longos, quase intermináveis. Eles continuavam a se olhar, como se esperassem que o outro começasse a falar, mesmo que parecesse que ninguém seria capaz tomar uma atitude.

Draco riu, balançando a cabeça. Achando graça. Aniquilou a distância que existia, caminhando até ela e a puxou para um beijo. Ginny levou um susto, porque não esperava por aquilo. Não queria se deixar levar por aquele momento. Não podia simplesmente permitir...

“Quem disse que eu te perdoei?”, perguntou, empurrando-o. Ele levantou os braços, em um gesto de quem se rende.

“Pra você ter mandado aquela carta, tinha que ter me perdoado... Ou não?”, perguntou, desconfiado.

“A gente precisa conversar”, murmurou de cabeça baixa.

“Também acho”, disse, cruzando os braços.

Encararam-se por mais algum tempo. A conversa ia ser longa, mas não parecia que seria dolorosa. Qualquer ofensa de dias atrás não importava. Como também nenhuma das palavras de carinho. Teriam que ser objetivos, se eles quisessem manter alguma conversa razoável.

“Eu falei com o Harry”, ela começou, sentando-se no chão.

“E então?”, perguntou, sentando-se na frente da garota.

“Você disse a verdade”.

“É, eu sei”, respondeu, despreocupado. Ela baixou a cabeça e pensou antes de voltar a falar.

“Eu vou te pedir mais uma coisa...”, falou segurando a mão dele e encarando-o com firmeza, mas Draco não pareceu se intimidar.

“Pode pedir”.

“Diz a verdade... Certo?”

“Já faz algum tempinho que eu não minto para você, sabia?”, perguntou, sorrindo enviesado. Ela o olhou meio de lado, com uma expressão extremamente cética e ele se rendeu. “Certo. Juro, eu prometo, palavra de honra. Vou dizer a verdade. Qual é a pergunta?” Ela ficou em silêncio mais uma vez. “Fala Weasley! Qual é a pergunta?”

“Você me ama?”, perguntou sem encará-lo

Draco podia perceber o nervosismo no tom de voz, sentia a mãos frias entre as dele, mas, ainda assim, foi pego de surpresa. O que poderia responder, se nem ele próprio sabia o que sentia por ela? Tinha certeza de que ela o atraía, sabia que ela mexia com ele, mas isso poderia ser considerado amor?

“Eu não sei”, ele foi sincero.

“Não sabe?”

“Eu não sei se é amor, porque eu não conheço esse sentimento, Weasley, eu não sei como é amar alguém! Me diz como é”, ele pediu falando baixo, como se tivesse vergonha das palavras que dizia. Definitivamente estava virando um sentimental.

“Não tem como explicar”, falou, pensando alto. “A gente apenas sabe”.

Ele ficou em silêncio. Levantou-se e olhou para o lago. Estava ficando frio. Os ventos do outono eram fortes, cortavam-lhe o rosto, desfolhavam as árvores e desarrumavam seu cabelo.

“E então?”, ela também se levantou. “O que você sente por mim?”, insistiu.

“Não sei! Não é apenas atração, disso eu tenho certeza. É diferente de tudo o que eu já senti antes. Se não é amor, não sei mais o que pode ser”.

Ginny brincava com as folhas no chão, arrastando o pé direito de um lado para o outro, até conseguir ver a terra. Não queria olhar para ele também.

“Eu deveria te odiar, Malfoy”, falou por fim. Malfoy sorriu com vontade. Se aquela situação não fosse trágica poderia até parecer cômica.

“Que coincidência”.

“A vida prega peças na gente, não é mesmo? Quem diria? Há seis meses eu estava lutando para continuar viva dentro dessa escola e agora eu luto para não morrer de amores por um idiota.

“Meu pai me mataria se me ouvisse dizer tanta besteira”, disse virando-se para ela.

“O meu não me mataria, mas ficaria muito bravo”.

“Meu pai não me mataria, Weasley, foi só uma expressão. Não leve tudo ao pé da letra”, falou apressadamente.

“Eu sei”, ela riu.

“Então vai ficar tudo como está?”, ele perguntou.

“Sim, segredo absoluto. Nem uma palavra com ninguém. Contarei ao Harry que terminamos”.

“Ele vai voltar a...”

“Não darei espaço”, ela o interrompeu. “Minha decisão quanto ao Harry é definitiva, Malfoy. Eu espero que confie em mim!”

“Eu confio, não duvido de você. Tenho medo do que ele possa fazer”.

“Não seja idiota, a Hermione cuidará dele”, disse, convicta.

“Também não tenho dúvidas quanto a isso”, comentou, mal conseguindo conter um sorriso vitorioso. Hermione tinha começado a resistir à maldição, mas ele ainda a tinha em suas mãos. Tinha subestimado os poderes dela no começo, mas agora ela não conseguiria se livrar dele. O feitiço era mais forte e ele não deixaria espaço para que ela tentasse estragar tudo.

“Não queria viver assim para sempre, mas...”

“Por que essa proibição me deixa com mais vontade de ficar com você?”, ele falou, interrompendo-a, sorrindo com malícia. “É perigoso. Loucura, eu sei, mas eu não vou desistir de você, Weasley. Não desisti até agora e não...”

“Sabe...”, ela o interrompeu. “A Mione me contou uma história há alguns anos...”, iniciou, esquecendo as folhas e agora olhando para ele. A passos lentos, se aproximou enquanto falava. “Uma história trouxa, onde os filhos de duas famílias rivais se apaixonam”.

“Então somos iguais a eles”.

“Eu espero que não, Malfoy. Não queira isso. Eles morrem no final”.

“Então não somos iguais eles, certo? Ninguém precisa saber de nada. Nem minha família, nem a sua”, decidiu.

“OK. Um segredo só meu e seu”, concordou, segurando a gravata do garoto e trazendo-o para mais perto de si.

“E do fedido do Potter”, disse em quase um sussurro quando aproximava seus lábios dos dela para finalmente selar a reconciliação.

Mil coisas se passavam por aquelas duas mentes enquanto se entregavam ao esperado beijo. Dentre os muitos sentimentos misturados estava a culpa. Ela não deixaria de ser quem era e ele também não se deixaria mudar. No fundo, sabiam que seus desejos não eram os mesmos desejos de nenhuma das duas famílias e nem desconfiavam que o pequeno romance proibido dos dois não era nada perto do que estava para acontecer naquela escola.

No dia seguinte, na hora do café da manhã, o correio chegou enchendo o Salão Principal de corujas. Uma delas pousou na frente de Draco e ele teve que afastar seu prato para que ela não espalhasse toda a comida. Ele tirou a carta, leu e queimou-a. Mas dessa vez não sorriu. Parecia preocupado. Seu olhar percorreu a mesa da Slytherin e se deparou com os olhos de um bruxo pálido, de cabelos arrepiados. Era seu único companheiro de quarto, Blaise Zabini, e ele acabara de queimar uma carta semelhante.

O loiro fez um sinal com as mãos e o garoto confirmou com outro sinal. Ao olhar na direção oposta, Draco percebeu que uma garota do sexto ano também acabava de queimar uma carta. Ela também fez o mesmo sinal, e o loiro confirmou. Estava na hora. Só não imaginava que fosse tão cedo.

Naquele mesmo dia, logo após o jantar entrou no salão comunal da Slytherin, uma garota do mesmo ano que ele o abordou. Seu nome era Bullstrode e tinha os olhos brilhantes de expectativa. Parecia que o Natal tinha chegado dois meses antes.

“O que foi?”, perguntou, irritado.

“Recebi aquela coruja, Draco!”, informou, feliz.

“Eu imaginei. Também recebi”, comunicou, puxando-a para um canto menos movimentado da sala e falava baixo.

“Pois aconteceram mudanças, pelos vistos”, ela entregou uma carta a Draco.

“Você deveria ter queimado!”, censurou.

“Não queimaria antes que você lesse”, defendeu-se.

Draco leu tudo muito rápido e queimou o pedaço de pergaminho, com um toque de varinha.

“Essa é a sua parte?”, perguntou incrédulo. “Ainda tem muito sangue ruim por aqui. Você não vai dar conta sozinha. Vai ser mais difícil dessa vez. Temos que tomar muito cuidado. Mais de metade do pessoal não pôde voltar”, pensou alto.

“O Blaise recebeu uma carta igual a minha. Tem a mesma missão. Rookwood disse que recebeu uma carta também”, ela falava baixo, mas sua voz era firme. “Só que a missão dele é especial. E duas garotas do sexto ano também querem entrar para...”

“Não basta querer, Millicent. Essas duas garotas não vão entrar para nada agora. Nós cinco somos suficientes. E ainda temos a Imperius e podemos recrutar quantos quisermos”, explicou, pontuando com um sorriso de satisfação.

“Ok, Draco. Quando iniciamos? Acho que podemos começar hoje mesmo e...”

“Não. Vamos esperar. Quero que meu último dia das bruxas nessa espelunca seja inesquecível”, ele sorriu, sonhador.

“Finalmente vou poder me divertir de novo”.

“Eu espero... Essa escola tem estado muito parada ultimamente. Vamos trazer o inferno de novo”, Millicent sorriu e desviou o olhar para o outro lado do salão, onde um garoto do sexto ano sorria discretamente olhando para os dois. Era um sorriso de cumplicidade. A hora estava chegando.

No salão comunal da Gryffindor, Harry fazia um dos trabalhos pedidos pela professora Minerva e não parecia muito feliz com aquilo. Hermione escrevia furiosamente enquanto ele não saía da primeira linha.

“Ah, Mione, por favor! Não estamos pedindo para copiar tudo, não é Harry? Nós queremos apenas uma dica. Só para começar”, implorava Ron, que tinha resolvido voltar a falar com os dois.

“Não prestar atenção nas aulas resulta nisso”, resmungou sem tirar os olhos do pergaminho.

“Você não muda mesmo, não é? Nem o Harry conseguiu amolecer esse seu coração impiedoso com os pobres coitados que não nasceram com a sua inteligência”, falou, dramático e Hermione não demonstrou piedade alguma em seu rosto, mas deixou que os dois dessem uma olhada rápida no seu trabalho.

Ginny estava sentada do outro lado da sala, olhando fixamente para o fogo. Pensava no dia anterior. Imaginando se ficaria tudo bem de verdade. Pela primeira vez tinha percebido verdade nos olhos de Draco, mas isso não significava muito. Ela o amava. Tinha certeza disso, mas os sentimentos dele continuavam uma incógnita. Ele era um mistério e nunca conseguia imaginar o que ele estaria pensando, jamais conseguia dizer se o que ele falava era verdade. Ele, ao contrário, parecia conseguir ler sua mente. Parecia saber exatamente o que ela queria. Isso a amedrontava, mas o que fazer? Estava tão apaixonada que nem conseguia raciocinar direito. Nem quando estava apaixonada por Harry tinha sido assim. Draco a tirava do sério. Talvez Harry tivesse razão: ela estava enfeitiçada.

Duas semanas depois, com a chegada o dia das bruxas, as coisas estavam mais tranqüilas. Como Harry acreditava no fim do namoro dela com Malfoy, não a importunava mais. Em contrapartida parecia ficar a cada dia mais distante de Hermione, que também não parecia se importar. A monitora estava muito estranha e Ginny já percebia esse diferencial no comportamento há um tempo, mas também não se incomodou. Sabia perfeitamente como as pessoas podiam mudar quando estavam apaixonadas.

Enquanto caminhava pelo corredor, ao final das aulas daquele dia, e se encaminhava para o Salão Principal, onde aconteceria o banquete, alguém lhe segurou a cintura e levou-lhe para uma sala que estava à meia luz. Estava com alguém, segurando-a por trás, em uma sala de aula vazia e desarrumada, mas não sentiu medo. Sabia quem era.

“Cuidado, Malfoy, eu poderia pensar que era outra pessoa. Talvez você estivesse morto agora”, falou preocupada, mas ele ignorou, beijando-lhe no pescoço.

“Eu te mataria antes”, disse, virando-a para encará-lo.

“Teria coragem?”, ela perguntou sorrindo, fingindo ser descrente.

“Nunca pague para ver”, ameaçou.

Ele encostou seus lábios nos dela e Ginny esqueceu completamente que tinha uma festa esperando os dois naquele momento. Mal sabia ela que naquele exato instante os momentos de terror vividos em Hogwarts deixavam de ser passado e voltavam ao presente com toda a força.

Durante todo aquele dia Draco e seus companheiros usaram da maldição Imperius para enfeitiçar metade dos alunos da escola. Fora o maior ataque em massa que eles já haviam feito. Qualquer aluno andando sozinho pelo corredor era enfeitiçado. Como eles eram apenas cinco não poderiam fazer muita coisa na hora da festa, mas como agora esses cinco controlavam metade do castelo a proporção deixava os demais alunos em desvantagem.

Às dezoito horas, em ponto, quando todos estavam sentados nas mesas de suas respectivas casas apreciando o banquete os primeiros indícios de que algo não estava no lugar se revelaram.

Expelliarmus!” Centenas de vozes foram ouvidas simultaneamente.

Muitos foram atirados contra a parede e tiveram suas varinhas jogadas longe, enquanto outros se perguntavam o que estava acontecendo. Ron levantou-se e pegou a sua varinha. Seamus estava do seu lado, já de pé, revidando o feitiço lançado por uma garota na mesa da Ravenclaw. Quem não tinha sido atingido escondia-se, ou corria com medo de ser atingido por uma nova leva de feitiços.

Dumbledore e os demais professores olharam atônitos para aquela cena, mas logo iniciaram as providências, desarmando os mais próximos sem que os machucasse. Vários alunos estavam em cima das mesas duelando com colegas de suas próprias casas. Alguns outros esqueceram as varinhas e partiram para agressão física. Harry viu, ao longe, algumas garotas do sexto ano corriam para saída, mas foram impedidas por Colin Creevey, que usou o Petrificus Totallus contra elas.

Dois andares a cima Ginny interrompe um beijo ao ouvir um grito mais alto.

“Você ouviu?”

“Hoje é dia das bruxas, Weasley. O que você queria ouvir? Canções natalinas?”, ele perguntou em um sussurro, enquanto mordiscava a orelha esquerda e tirava a gravata da garota.

Mais um grito, forte o bastante para alcançar o segundo andar.

“Espera Malfoy. Eu estou ouvindo uma garota gritar”, disse atordoada, afastando-se um pouco, para que o rapaz pudesse encará-la nos olhos.

“Não deve ser nada de mais”, comentou baixinho. “Hoje é dia de festa. No máximo deve se um casal um pouco mais apressado que nós”, ele se aproximou e a beijou mais uma vez.

Ginny esqueceu a voz da garota e entregou-se ao beijo. Talvez ele tivesse razão. Provavelmente outro casal apaixonado, em alguma sala ali perto, estava curtindo o final do dia das bruxas em uma festa particular. A ruiva já havia tirado a gravata de Malfoy quando mais uma vez escutou uma voz enérgica. Era a voz de McGonagall, ecoando por toda a escola.

Todos os alunos devem retornar imediatamente para os dormitórios. Os diretores das suas casas vão tomar as devidas providências”.

“O que será que aconteceu?”, perguntou assustada, olhando para o namorado. Ele lhe devolveu um olhar de interrogação.

“Não sei, mas deve ter sido grave”.

Ginny já havia colocado a gravata e tentava dar um jeito na roupa amassada. Enquanto Malfoy abria a porta e olhava para os dois lados.

“Não tem nada neste corredor”, ele informou.

“Você vai primeiro. Depois eu...”

“Você não vai sozinha”, comunicou. “Pode ser perigoso”.

“Oras, Malfoy eu sei...”

“Não discuta! Você vem comigo”.

“Se alguém nos vir...”

“Eu uso um feitiço estuporante em você e aí ninguém vai imaginar o que estaria acontecendo de verdade, vem logo!”, ordenou, segurando forte no pulso de Ginny.

Ele empunhava a varinha enquanto ela o seguia de perto, com a varinha a postos também. Foram devagar até que em uma bifurcação do corredor, se depararam com um grupo de gryffindors correndo na direção do Salão comunal. Ela se misturou a eles e Malfoy ficou para trás. Quando o grupo desapareceu pelas escadas, o loiro seguiu por onde aquele grupo de alunos tinham vindo. Apressou o passo e chegou ao hall de entrada. Estava praticamente deserto, exceto por Dumbledore, Snape e duas alunas da slytherin, que Draco conhecia muito bem. Haviam sido pegos. A garota do sexto ano e Millicent. Agora eles seriam apenas três.

“Sr. Malfoy...”

“Espere Severus”, pediu Dumbledore olhando nos olhos do garoto. Draco sentiu como se ele estivesse lendo seus pensamentos e desviou o olhar. Preferia ser pego e responder a um interrogatório a vê-lo descobrir que estivera com Ginny, por isso tentou não olhar diretamente para o professor. “O Sr. Malfoy não estava presente no momento da confusão. Mesmo que tenha algo a ver, isso será apurado depois, mais por enquanto...”, ele mais uma vez analisou o loiro. “Ele é inocente”.

“Vá para o Salão Comunal imediatamente, Sr. Malfoy”, ordenou Snape.

Draco obedeceu. Não agüentava aquele olhar de Dumbledore. Odiava aquele velho, mas ele o livrara naquele momento, o que não fez o seu ódio pelo diretor diminuir. Tinha raiva das pessoas que tinham mania de boas.

As duas garotas continuavam caladas e afastadas dos dois professores, enquanto eles conversavam em voz baixa.

“Professor eu sei que sempre defendi o Malfoy, mas creio que a segurança da escola seja mais importante que...”

“Ele não teve culpa. Posso estar enganado, mas tudo o que eu vi na mente dele nesse breve instante foi uma garota. Claro que não consegui identificá-la, mas ele não estava aqui, professor Snape. Ele estava com essa garota”.

“Alguma explicação para o que ocorreu?”, perguntou o professor de Poções.

“Muitas. Mas acredito que essas duas garotas podem nos dar uma resposta, não é mesmo, meninas?”, elas afirmaram com um aceno. “Podem explicar o que aconteceu?”, perguntou gentilmente.

As duas falaram. Uma meia verdade, para ser exata. Contaram que passaram o dia todo a enfeitiçar os alunos com Imperius, omitiram a participação de Draco e dos outros dois. Disseram que queriam se divertir. O que no final das contas haviam conseguido.

No dia seguinte, as duas pegavam o trem de volta para casa. Mantê-las era perigoso. A política adotada por Hogwarts tinha mudado um pouco. Segundas chances para atos como esse não existiam mais e Draco sabia muito bem disso. Por essa razão tomava todo cuidado do mundo para que seu nome não fosse envolvido nem nos menores problemas. Nunca participava diretamente dos ataques... Apenas coordenava para que saísse perfeito. Sempre tinha um álibi, mas infelizmente dessa vez teve que ser a Weasley. Preferia ser expulso a admitir que estava com ela. Sorriu ao se pegar pensando nisso. Será que gostava mesmo daquela garota?

Não tinha dúvidas de que gostava, mas tinha igual certeza de que não estava tão envolvido como ela estava. Pensava nisso, sentado em sua cama, enquanto olhava para a carta que havia recebido naquela manhã e repassava mentalmente tudo o que estava acontecendo. Podia não ser amor, mas apaixonado ele sabia que estava, afinal, nunca teria feito tudo que fez se não estivesse.

Queimou a carta. Ginny parecia muito preocupada. O irmão e a sangue-ruim estavam na Ala Hospitalar. Malfoy só conseguia pensar nos dois remendados e desacordados, estirados na enfermaria. Riu. Era muito bem feito para aqueles dois. Em momento algum na carta ela parecia imaginar que ele tivesse algo a ver com toda aquela história. Ela simplesmente dizia:

Você já deve saber o que aconteceu a essa altura, não é? Todos começaram a se atacar e de repente pararam, como se nada tivesse acontecido. Mais da metade da escola está sendo cuidada pela Madame Pomfrey. Obrigada por me manter a salvo.”

Inocente. Nem imaginava que ele a segurou o máximo que pode apenas para que não fosse visto no local do crime enquanto a confusão estivesse armada, mas no fundo se perguntava se também não a mantivera ali para protegê-la.

“Draco”, ele ouviu a voz de Blaise o chamar.

“O que é?”, perguntou enquanto queimava a carta.

“E agora?”

“Vamos esperar. Acho que devemos ficar quietos até o Natal. Enquanto isso nós usaremos a Imperius em alguns e ensinaremos a usar Crucius e a Avada Kedavra. Vai dar trabalho, mas pelo menos não seremos nós que mataremos os trouxas. Não poderemos ser acusados de nada”.

“Tem razão, mas a minha missão eu quero cumprir e não quero delegar a ninguém o que eu mesmo posso fazer”, disse, com olhar sonhador.

“E qual é?”

“Segredo”, falou com simplicidade e logo sorriu. Draco não retribuiu o sorriso. Apenas afundou em sua cama e pensava no que teria que fazer. Na verdade desejava matar o Potter, mas o Lord das Trevas o queria pessoalmente. Seu pai deixara bem claro na última carta. Tinha que se contentar com os sangues-ruins e isso era um insulto.

O fim de Dezembro chegou, trazendo a neve. O castelo continuou cheio, apesar do feriado de fim de ano. Depois da confusão do dia das bruxas o castelo tinha voltado a ficar tranqüilo e parecia que os últimos remanescentes da época de terror haviam sido expulsos, mas Malfoy, Zabini e Rookwood ainda estavam lá e o prazo para a tranqüilidade estava acabando.

Já era manhã de Natal e Harry tinha acabado de se levantar. Estava sozinho no dormitório, pois todos já tinham acordado e descido para a sala comunal, ansiosos. Ao contrário, Harry não sentia a mínima vontade de se levantar, sua cicatriz doía e estava cansado. Também não queria encarar Hermione, por conta de uma briga que tiveram no dia anterior após o banquete.

Era completamente fora do padrão dela e Harry simplesmente não conseguia mais reconhecer Hermione. Não podia ser ela. Ainda tinha suspeitas sobre ela estar sob o domínio da Imperius, mas nos últimos dois meses esses pensamentos sumiram de sua mente, pois ela voltara a agir normalmente, ressurgindo apenas na última semana, quando a garota havia se tornado insuportável. Chorava compulsivamente, gritava por qualquer motivo e parecia uma louca. Não demorou para Harry explodir e revidar. Gritou com ela na frente de todos e terminou o namoro. Trocaram agressões verbais até que ele cansou e subiu para o dormitório, enfiando-se debaixo das cobertas e deixando Hermione falando sozinha. Estava farto. Ela não era a sua amiga de verdade! Iria trazê-la de volta, mas continuar com aquele relacionamento era impossível.

“Feliz Natal Harry”, Ginny o olhava da porta do quarto. Ele levou um susto. Sentou-se na cama e pegou os óculos. Ela estava linda com aquele casaco cor de rosa. Não que ela não ficasse bonita com as vestes negras, mas era diferente.

“Feliz Natal”, disse, se ajeitando na cama. Não estava muito confortável com aquela visita, mas não estava infeliz.

Nas masmorras de Hogwarts, no salão comunal da Slytherin, Draco estava sozinho e largado em um grande sofá verde escuro, olhando a lareira. Ao contrário das demais casas, a Slytherin estava praticamente vazia. Apenas Malfoy, Zabini, Rockwood e mais três alunas no quarto ano permaneceram, dando a impressão de que muitos deles se sentiam seguros o suficiente para voltar para casa.

“O que o amor não faz, não é?”, Draco levou um susto tão grande ao ouvir aquela voz que pulou do sofá.

“Já falei para não vir aqui, sua idiota”, ele puxou a garota pelo pulso e a arrastou para fora do salão comunal.

“Precisava falar com você”, disse cruzando os braços. “Você mandou que contasse tudo o que está acontecendo”.

“Diga logo e suma, Granger”.

“Acho que o Harry desconfia que eu não o amo de verdade”.

“Mais cedo ou mais tarde ele descobriria. Ele pode ser um idiota, abestalhado, imbecil, amante dos trouxas, mas não poderia ser tão burro. Apesar de você ser uma ótima atriz, Granger, parabéns”, falou rindo. “Cheguei a pensar que você gostava dele mesmo”, disse cinicamente.

“Ele terminou comigo”.

“Por quê?”, perguntou, claramente chateado com a notícia.

“Muitos motivos”, falou como se aquilo não a afetasse. Nem parecia a mesma Hermione que gritara e chorara como louca na noite anterior.

“Agora ele vai voltar a cercar a Weasley”.

“Vou tentar...”

“Nem ouse tentar consertar a situação. Fique quieta! Finja que não aconteceu nada. Você vai fazer um trabalho para mim depois, mas agora o que eu quero é discrição”.

“Sim”, ela acatou sem resistência alguma.

“Agora desaparece da minha frente! Vai se juntar a sua corja de sangues-ruins”. Ela se virou e já fazia o caminho de volta quando Draco a chamou. “Granger”.

“Sim”.

“Imperius”.

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“O que eu devo fazer, Ginny?”

“Você pergunta isso pra mim?”

“Eu fiquei com ela pra tentar te esquecer e nem preciso dizer que fracassei miseravelmente”.

“Olha, Harry...”

“Não se preocupe. Não toco mais no assunto, não vou insistir. Eu vou esperar. Não sou muito paciente, mas enquanto esse sentimento fizer parte de mim eu vou esperar. Uma hora o feitiço que ele colocou em você vai se desfazer”.

“Ai, meu Deus, Harry! Está para nascer alguém mais complicado que você. Pensei que o namoro de vocês era para valer”.

“E era mesmo. Eu gosto da Hermione, mas não o suficiente. Não como gosto de...”

“Ok. Harry, não quero que você passe pelo que eu passei. Não quero que tenha falsas esperanças, porque mesmo não estando mais juntos eu ainda gosto do Malfoy. Não estou enfeitiçada... Ele pode não gostar de mim da mesma maneira, mas o que eu posso fazer?”

Ele a olhou. Sabia exatamente o que ela queria dizer, pois se a ruiva decidisse naquele momento ficar com ele, mesmo sabendo que ela gosta de outro ele ficaria. E a amaria do mesmo jeito, mesmo que tivesse a certeza de que não era recíproco.

Pouco antes do almoço, naquele mesmo dia, Ginny já se encontrava no corredor onde ficava a sala em que tinha marcado um encontro com Draco. Sentiu que estava sendo seguida. Acelerou o passo, mas a pessoa a jogou contra a parede, fazendo o seu rosto encostar-se naquela superfície fria.

“Bom dia, Weasley, vamos brincar?”, um rapaz perguntou, mas reconheceu a voz.

“Quem é vo...”

“Meu nome não interessa, pirralha, você já vai morrer mesmo, para que saber?”

Ele a virou e a encarou nos olhos. Era bem mais alto e ela mal podia se mexer, pois ele também era bem mais forte.

“Me larga! O que você quer?”

“O que eu quero?”, fingiu pensar. “Na verdade eu só deveria matar você, mas acho que vou me divertir um pouquinho antes”, disse enquanto lhe beijava o pescoço.

Ginny começou a gritar, mas o rapaz a silenciou com um feitiço.

Silencio”, murmurou apontando a varinha para a garota. Ela gritava, mas não saía som algum. Estava desesperada! Conhecia aquele garoto. Não estava de uniforme, mas sabia que era da Slytherin. Pálido, cabelos pretos e arrepiados, ela se lembrava dele. Zabini? Era esse o nome? Não sabia ao certo. Só sabia que por mais que se debatesse, ele continuava a agarrá-la, e a cada tentativa que ela fazia para se livrar ele apenas ria com vontade.

Expelliarmus!”, Ginny ouviu alguém gritar. Ficou aliviada. Conhecia aquela voz.

Draco passou por ela e foi até o Blaise, que estava caído no chão. Havia colidido com uma armadura que acabava de desmontar em cima dele.

“O que você pensa que está fazendo, Draco?”, murmurou o garoto. Estava completamente sem ar. A voz mal saía.

“Não mexa com a Weasley, Ok?”

“Por quê? Ela é a...”

“Cale-se!”, interrompeu. “O Potter e a corja dele são meus. Não se intrometa”.

“Esta não é a sua parte, Draco”.

“Não interessa! Não quero ver você se metendo com a Weasley de novo. Ela é minha!”

Ele deixou o companheiro de quarto caído no chão e voltou por onde tinha vindo. Ao passar por Ginny, nem a olhou, mas murmurou um contra feitiço e ela pode voltar a falar. A garota o seguiu com os olhos e correu na direção oposta. O que havia acontecido? Era loucura demais.

Malfoy mal podia imaginar que ao salvar Ginny daquela situação, tinha acabado de cometer o seu maior erro.

 


N/A.: Essa fic foi escrita há muito tempo, estou postando novamente, mas ainda preciso de comentários para saber o que estão achando. Comentários me deixam feliz ^^

Outra coisa. Eu sei que Blaise é negro, mas essa história foi escrita antes deJK dar qualquer descrição sobre o personagem, então não estranhem isso.

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