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9. "Suas cordas são minhas"


Fic: Foi sem querer!


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CAPÍTULO 9 – “SUAS CORDAS SÃO MINHAS”


Draco acordou muito satisfeito no dia seguinte, pois não precisara procurar Ron para usá-lo mais uma vez em seus propósitos. Estava feliz, porque dessa vez a presa havia chegado a ele. Sorriu ao lembrar como tinha sido divertido dar ordens a ela e logo Ginny estaria com ele novamente, porque não estava disposto a abrir mão da única pessoa pela qual sentiu algo verdadeiro na vida.

Ele riu. Nem ele próprio conseguia acreditar em seus pensamentos. Estava sendo traído por sua própria mente e tentava, em vão, se enganar, mesmo que soubesse que realmente gostava dela. Podia não tratar a Weasley como se deve tratar a mulher que ama, mas ele nunca fora um garoto bonzinho e não era por causa dela que iria mudar a sua personalidade.

Já era dia e o garoto caminhava a esmo pelos corredores, mas de súbito tivera uma espécie de pressentimento. Riu em pensamento, balançando a cabeça. Estava ficando sentimental demais. Resolveu então voltar ao lugar onde havia terminado com Ginny. Se a Granger já tivesse cumprido suas ordens e sua pequena ruiva provavelmente já estaria lá, esperando por ele como se nada tivesse acontecido. Não sentia pena dela pelo que tinha feito na noite anterior, pois de certa forma era necessário. O Potter continuaria pensando que ele havia desistido e abriria a guarda. Não iria ao menos sentir, quanto fosse atropelado pelo plano perfeito. Era bom demais para falhar. Estava ciente de que aconteceram contratempos, como o acidente no quadribol, mas aquilo só tornou tudo bem mais trágico. E ele gostou disso.

Nunca teve em mente cumprir o trato, como disse para a Granger, mas precisava contornar o feitiço que o ligava ao Harry, selando aquele acordo. Mas já tinha tudo armado em sua mente. Iria perder o jogo, fingiria que estava entregando-a ao seu inimigo para tomá-la de volta depois sem pedir licença, fazendo o “menino que sobreviveu” sofrer em dobro.

Mas ao que parecia a sorte nunca estava ao lado dele. Por uma coincidência bizarra o adversário também teve a brilhante idéia de perder a aposta. O resultado de tudo foi o acidente, mas no final das contas ocorreu como havia planejado, era só colocar a segunda parte do plano em prática e essa seria a mais divertida.

Marcou o encontro com Ginny e terminou o romance. Não havia planejado humilhar tanto a garota, mas no final das contas ele precisava ser convincente. Mesmo gostando muito dela não daria espaço para sentimentalismos e no fim acabara conseguindo o efeito desejado... Ela correria para os braços do Potter, mas ele não iria mais querê-la. Não estaria vivo para isso. Usaria o ruivo imbecil para dar cabo de seu inimigo. Draco ficou sonhando com a cena durante o dia inteiro. Adoraria ver os dois tentando se matar, mas infelizmente achava que o espetáculo aconteceria no Salão Comunal da Gryffindor e não estaria lá para ver.

Só que mais uma vez seu plano tomou um caminho diferente, graças ao acaso. A sangue-ruim ouviu a sua conversa com Ginny e apareceu falando as besteiras de costume. Não iria desperdiçar uma oportunidade como aquela e um novo plano surgiu em sua mente, talvez mais cruel, porém divertido. Assim poderia ver o desenrolar de toda a história de camarote, enquanto se vingava do Potter, pois ele ainda iria sofrer muito. A Granger se jogaria em seus braços e faria a cabeça dele. Ela sempre conseguia. O seu inimigo não precisava morrer... Não agora. Seria mais divertido mantê-lo vivo. Granger era uma marionete. “E suas cordas são minhas”. Pensava satisfeito.

Chegou à Torre de Astronomia. Já tinha se acostumado com a paisagem de lá e nos últimos dias o clima dali estava bastante convidativo. O vento que começava a ficar frio, anunciando a chegada do outono, desarrumava seus cabelos e cortava-lhe a face, que estava com um pequeno curativo por causa da agressão de sua pequena ruiva. Realmente mereceu aquilo, mas sabia que ela o amava e que voltaria para ele. Ele também a amava...

Espantou os pensamentos sentimentais de sua mente. Não a amava. No máximo o que sentia era atração. Gostava dela de um jeito diferente, mas dizer que era amor, não.

Não ficou surpreso ao vê-la ali, naquele local, embora ficasse espantado ao vê-la inclinada sob o parapeito, olhando a altura que tinha a Torre. Seus cabelos ruivos e longos voavam ao sabor do vento e ela estava linda, apesar de triste e de, visivelmente, ter chorado muito. Ele se aproximou com cautela. Será que a Granger...

“Está se divertindo, Malfoy?”, perguntou sem nenhuma nota de sentimento na voz.

“Como você sabi...”

“Senti seu cheiro”, respondeu com simplicidade. “Eu gostava de senti-lo, mas agora me dá náusea”, falava sem olhá-lo. Na verdade o que tinha era vergonha se si mesma por ter caído nos braços dele.

“Perdoe-me”, ele falou, mas ela não acreditou no que ouviu. Ele estava pedindo perdão? Ela fingiu pensar na possibilidade.

“Deixe-me pensar um segundo... Não? É. Acho que não é uma excelente resposta”, sua voz era agressiva e, apesar de falar com firmeza, ela ainda não o olhava. Não tinha forças para tanto.

“Eu entendo. Fui egoísta, te humilhei... Mas nada do que eu falei é o que eu penso”, disse, se aproximando.

“O que você pensa?”, perguntou, fingindo curiosidade.

“Que eu te amo”, sussurrou abraçando-a por trás.

Ginny não reagiu como de costume. Ficou calada por um momento. Não o empurrou, não o agrediu, mas também não havia o carinho costumeiro, o toque... Ela parecia indiferente a tudo aquilo.

“O que é o amor pra você, Malfoy?”, perguntou depois de algum tempo em silencio. O rapaz foi pego de surpresa.

“Eu não sei”, falou a verdade. Talvez aquele fosse um momento único. Pela primeira vez na vida ele se limitava a apenas ser verdadeiro. “Nunca senti por uma mulher. Quero dizer, eu amo meus pais, mas é diferente. Muito diferente, mas é o que eu sinto por você, suponho”.

Beijou-lhe o pescoço, apertando-a mais em seus braços. Ela não reagia, não tremia, seu coração na acelerava. O que estava acontecendo? Suspirou. Por não ter respostas, preferiu ficar em silêncio.

“Amor não é apenas o que fizemos na noite antes do jogo, sabia?”, de novo ele fora pego de surpresa.

Não estava gostando daquilo. Não gostava disso. Odiava ser surpreendido...

“Não fala assim, Weasley”, falou baixinho. Queria por um fim naquele rumo que a conversa estava tomando.

“Sabia que ninguém me ama de verdade?”, perguntou indiferente ao que dizia. “Já reparou como olham para mim nessa escola?”, ela se desvencilhou do abraço e deu um passo à frente. “Eu sou um estorvo”.

“Weasley... O que você vai fazer?”, perguntou ele ao ver que a garota subia no parapeito.

“O que deveria ter feito na noite que revelei quem eu era”, ela ainda não havia sequer olhado para o loiro. Draco não viu seu rosto uma única vez, desde que chegou àquela torre.

“Você não vai pular”, gritou. “Você não teria coragem de fazer isso e...”

“Você acha que não, Malfoy?”, disse, olhando-o pela primeira vez. O rosto dela não tinha a vida de antes, era como se fosse outra pessoa, um olhar vazio e cheio de ódio. “Eu sou a pessoa mais corajosa que você já conheceu em sua vida. Tenho sangue Gryffindor e não vou deixar que me impeça de novo, como da primeira vez”.

“Não faça isso, por favor”, implorou. Suas palavras soaram verdadeiras e preocupadas.

“Por quê? Não quer levar a culpa por minha morte?”, ela não se deixou levar pela repentina demonstração de carinho. “É uma pena, porque é exatamente o que eu quero, Malfoy! Que todos pensem que foi você quem me empurrou! Acabo com a minha vida, mas destruo a sua”.

“Para com isso, Weasley”, gritou desesperado. “Desce daí”, pediu. Ela sorriu. Por um momento ele pensou que havia conseguido...

“Você manda e eu obedeço, não é mesmo? Então farei o que me pede”.

“Weasley!”, gritou.

Tarde demais.

Ele tentou segurá-la indo até o parapeito mais ela já tinha ido. Já havia se jogado. Ele viu aquela que amava em queda livre. Pareceram séculos. Aqueles segundos intermináveis em que ele não poderia fazer nada. Não houve som algum quando o corpo de Ginny chegou ao chão. Estava longe demais para que Malfoy conseguisse ouvir, porém sabia que não havia mais vida ali.

“Merda”, gritou, acordando exasperado.

O sonho havia sido tão real que ele ainda sentia o vento daquela torre em seu rosto. Sua respiração estava acelerada e seu coração batia em um ritmo frenético.

“O que foi Draco?”, perguntou um garoto pálido, de cabelos pretos, arrepiados. Estavam apenas os dois no dormitório, pois os demais não tinham retornado para escola.

“Não foi nada, só um pesadelo”.

Na mesma noite, quase madrugada, Harry e Hermione estavam na sala comunal e apenas a luz da lareira iluminava tudo. Estavam sozinhos. O garoto nada sabia sobre o acontecido há poucos instantes, mas estava para presenciar outro que, talvez, tivesse mais influencia na sua vida. Hermione, muito calma, estava sentada na poltrona que Harry costumava ficar largado e o garoto, muito nervoso, andava de um lado para outro da sala.

“Está falando sério, Mione?”, Harry estava atônito com a revelação. Não conseguia acreditar, porque há poucas horas atrás a amiga torcia para que ele ficasse com Ginny.

“Muito! Nunca falei tão sério em toda a minha vida”, Hemione estava tão calma que o garoto chegou a estranhar, mas depois não se preocupou, pois ela sempre tinha sido uma pessoa muito controlada.

“E por que está me dizendo isso agora?”, perguntou, sentando em uma cadeira em frente à garota, colocando as mãos nos joelhos separados. “Quero dizer... Se você...”

“Cansei de esconder”, interrompeu. Seus olhos fixos em Harry. Parecia hipnotizada, mas o garoto não percebeu. “Você escondeu da Ginny que a amava e viu como tudo terminou? Não quero mais corações partidos, Harry”.

“Então é verdade mesmo? Você...”

“Eu te amo, Harry Potter”, falou tranqüila. “Não mentiria para você”.

“Você está muito séria para estar brincando, mas você só pode estar brincando”.

“Eu não brinco com coisa séria, Harry, e você me conhece o suficiente para saber disso”, respondeu carinhosamente.

“É, eu te conheço o suficiente para saber disso”, repetiu, mas ainda não conseguia acreditar.

“É simples: eu amo você. Se você gosta de mim ou não...”

“Eu gosto de você”.

“Mas não do jeito que eu gostaria que fosse”, ela completou. “Era isso o que você ia dizer?”

“Não”.

“Então o que era?”, ela o encarava com ar de curiosidade.

“Eu gosto muito de você”, ele falava, mas não conseguia olhar para ela. “Mas você sabe que eu estou apaixonado pela Ginny”.

“Definitivamente, Harry, você é muito confuso”, comentou com o mesmo ar sabe-tudo de sempre. Isso fez o garoto sorrir.

“Eu sei! Claro que eu gosto de você, Mione, mas é muito diferente do que eu sinto por Ginny”.

“Bem... A situação é a seguinte: eu te amo, você gosta de mim. Mas você está apaixonado pela Ginny, que ama o Malfoy, que por sua vez a ama também”.

“Ele não a ama!”, disse com raiva.

“Eu não teria tanta certeza, Harry. Ele a ama sim e não vai desistir dela. Pode ter certeza”, falou com calma. “Então, para o bem de todos, acho que você deve ficar comigo”.

“Faz sentido, mas eu não consigo entender de onde você tirou tanta certeza sobre os sentimentos do...”

“Isso não importa”, interrompeu. “Apenas analisei os fatos e se eles se amam, você não poderá fazer nada. Não é um trato feito por você e o Malfoy que vai fazer com que ele desista, mesmo que haja magia envolvida. Ele não é uma pessoa honesta. Nunca vai cumprir o acordo”, havia tanta certeza naquele olhar, que Harry se sentiu desarmado.

“Olha, Mione”, ele começou. “Eu tenho que ser sincero com você para não me arrepender mais tarde”, falou se levantando. Parecia não conseguir ficar muito tempo sentado. Estava nervoso.

“O que você quer dizer com isso?”

“Eu não fui sincero com a Ginny. Talvez eu realmente acreditasse que não sentia nada por ela e viu no que deu?”, ela acenou que sim. “Pois bem, não quero cometer o mesmo erro, para não viver isso tudo novamente”.

“Concordo plenamente com o que você está dizendo”, ela sorriu e o garoto retribuiu, sem graça.

“Olha, eu realmente não sei se o que eu sinto por você é suficiente para que fiquemos juntos, mas eu não quero ter essa certeza apenas quando eu tiver perdido você”.

“Então...”

“Quero tentar”, falou baixo. Hermione sorriu.

“Obrigada”, ela sussurrou logo após levantar-se e abraçá-lo.

“Bem...”, ele falou depois de segundos em silêncio. “Então, eu fico com você, o Malfoy com a Ginny e todo mundo fica feliz”.

“Isso”, confirmou.

“Certo, e o que eu faço agora?”, perguntou Harry, perdido.

“Acho que essa é a hora que você me dá um beijo”.

Ele sorriu, nervoso, antes de se aproximar do rosto dela e tocar-lhe os lábios de leve, sem ao menos fechar os olhos. Continuou a olhar para a amiga, enquanto acariciava o rosto dela em um beijo desajeitado. Afastou os lábios, colou sua testa a dela e fechou os olhos, sem saber como reagir ao momento, mas sentia que precisava deixar algumas coisas importantes esclarecidas.

“Eu não sou um cara perfeito, Mione”, falou baixo. Seus rostos tão perto que de longe alguém veria um casal se beijando. “Ao contrário, sou cheio de problemas”. Ela saiu um pouco daquele abraço e o encarou nos olhos, como quem pergunta "e daí?".

“Tenho um bruxo das trevas, o mais poderoso dos últimos tempos, querendo me matar, estou enrolado com outra garota, não tenho notas excelentes como as suas, sou feio...”

Hermione interrompeu a lista de problemas e defeitos com um beijo. Era a terceira garota que beijava na vida e era a terceira que tomava a iniciativa. Não foi avassalador, mas o suficiente para deixar Harry surpreso. Precisava acabar com aquela mania de deixar que as garotas agissem primeiro.

“Feio, Harry?”, perguntou baixinho. “Você já se olhou no espelho?”

“Todos os dias”.

“Você se vê feio porque é míope”, falou rindo e, mais uma vez, o beijou. Harry mal poderia imaginar que aquela garota que o beijava com tanta paixão, tanta entrega, estava sob o feitiço de uma Maldição Imperdoável.

Os dois não estavam sozinhos. Alguém os observava com um sorriso maroto desenhado nos lábios e uma máquina fotográfica nas mãos. Colin observava a cena ao longe, do alto da escada que levava ao dormitório masculino, dando como certo que, no dia seguinte, Hogwarts inteira já saberia da história.

O casal não ficou tão aborrecido pela invasão de privacidade. Na verdade não se importou muito. Apenas Harry ficou irritado no começo, só para variar, mas Hermione, como sempre, pedia que ignorasse. O único que realmente pareceu se importar foi Ron, que desapareceu e não foi visto perto deles durante todo o dia.

Na mesa da Slytherin Malfoy estava cabisbaixo, observava a mesa da Gryffindor. O sonho daquela madrugada ainda o perturbava, no fundo seu maior medo era que virasse realidade. Ele não entregaria Ginny ao Potter e, muito menos, deixaria que ela tirasse a própria vida. Pegou-se pensando em como seria sua vida se a visse morrer... Não se mataria também, lógico, isso seria burrice, mas com certeza ela deixaria um estranho vazio que poderia jamais ser preenchido. Isso era amor? Ainda não tinha certeza.

Ele pensava em colocar a última etapa de seu plano em prática. Conversaria com a Weasley novamente e contaria sobre o trato, assim ela o perdoaria por saber que ele não havia humilhado-a de propósito, pois só fizera aquilo para honrar o acordo e Harry não atrapalharia mais porque estava feliz com a nova namorada.

Ele levantou-se da mesa. No íntimo, sabia onde poderia encontrá-la e, no meio do caminho, percebeu que estava quase correndo. Ela estaria lá. Seus cabelos, completamente desalinhados, foram lançados para trás enquanto corria. Estaria lá. Subiu a escadaria de dois em dois degraus. Tinha que estar lá. Foi até a Torre de Astronomia...

Estava certo.

Podia ouvir soluços enquanto subia os últimos degraus da escada, mas parou no penúltimo degrau. Lembrou do seu sonho. O céu era o mesmo. Nublado e sem vida, mas já era possível ver uma garota sentada no canto, abraçando os joelhos, escondendo o rosto. Respirou sem conter um sorriso, aliviado. Era um bom sinal não vê-la debruçada no parapeito da Torre.

“O que está fazendo aqui, Malfoy?”, ela perguntou sem levantar a cabeça.

“Como...”

“Senti o seu cheiro”, falou com simplicidade. Ele a encarou com espanto. Não deixaria a conversa tomar aquele rumo.

“Weasley...”

“Não está satisfeito, Malfoy?!”, perguntou, levantando o rosto sardento e molhado pelas lágrimas.

“Olha, Weasley...”

“Já não basta tudo o que você me disse ontem?” ignorou, enxugando o rosto com a manga das vestes.

“Não acredite no que eu disse ontem”, ele se aproximou com urgência e se abaixou diante dela. Não permitiria que ela se aproximasse daquele parapeito de forma alguma.

“Por que não?”, fingiu curiosidade.

“Foi tudo mentira! Se você quer realmente a verdade, eu vou te contar”.

Deixando o orgulho de lado, pela primeira vez na vida, Malfoy contou a Ginny sobre o trato com Harry. Ela o ouvia, mas parecia não acreditar. Na verdade parecia acreditar que estava ouvindo mais uma mentira. Ele estava sentado em sua frente, olhando-a nos olhos, falando baixo. Era o Malfoy que amava, mas não conseguiria esquecer nenhuma das palavras que ele havia dito.

“Pensei que, fazendo você me odiar de novo, seria mais fácil para você esquecer tudo”, concluiu.

“Mas não foi”, falou baixo, mas rispidamente.

“Desculpe”, sussurrou. Era a primeira vez que um pedido de desculpas dele parecia ser sincero. “Não tive intenção. Eu não queria que fosse desse jeito”.

“Tudo o que nós dois temos feito ultimamente não foi por vontade própria não é mesmo?”, perguntou a garota e ele pareceu não entender. “Sempre por acaso, sempre o destino, sempre sem querer”, forçou um sorriso. “Sem querer me apaixonei por você, envolvi todo mundo nessa história...”

“Mas houve muita coisa fizemos por que queríamos, Weasley! Não teríamos ficado juntos, depois de eu ter descoberto que era a Granger, se nós dois não quiséssemos. Não teríamos ficado juntos, quando eu descobri que era você, se não quiséssemos. E eu não quero que termine. Tudo pode ter começado sem querer, mas agora eu quero você!

“Eu não te perdôo, Malfoy”.

“Eu também não me perdôo. Ficar com você é um erro! Ter me envolvido com você foi o maior erro da minha vida, mas é um erro que eu cometeria de novo”.

Ela ficou surpresa com aquelas palavras, mas tentou controlar seus sentimentos. Ele era um bom ator, sabia fazer aquilo muito bem. Já dera provas mais que suficientes.

“Deixe-me em paz”, ela voltou a abaixar a cabeça, para evitar os olhos dele. “Por favor”.

“Imaginava que isso fosse acontecer, mas pelo menos eu tentei”, falou, levantando-se e dando as costas à garota.

“Por enquanto...”, ela começou. Ele parou onde estava.

“O que?”

“Eu não vou te perdoar, mas apenas por enquanto”, ele voltou a olhá-la e deu um de seus sorrisos atravessados. “Só me dê um tempo”.






N/A.: Obrigada por lerem e agradeço comentários. Se quiserem ler mais coisas minhas basta acessar http://fanfiction.net/~karlakollynew

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