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5. Capítulo Cinco


Fic: Um Saber Desconexo


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 Capítulo Cinco:


“Não espere o melhor emprego,


 Para começar a trabalhar.”


 Levantei na manhã seguinte cheio de disposição e alegria, o que era incompreensível afinal, eu estava prestes a lutar com um dragão vários metros maiores do que eu e várias vezes a minha largura.


 E para deixar o momento ainda mais irônico, o dia estava ensolarado com o céu azul dando o ar da graça. É incrível como em dias ruins o dia esta bom, e em dias que eram para ser bons o dia estava ruim.


 Karkaroff havia me chamado para falar com ele ontem sobre o torneio, mas eu não fui. Já tinha um plano. Um plano que ele não sabia qual era, e de que adiantaria saber se ele não sabia qual era a prova. E não seria pela minha boca que ele saberia. Talvez Mikael, mas também não contei para ele.


 Desci para o café da manhã com um sorriso no rosto e ao chegar ao salão principal, me deparei com muitas carinhas sorridentes, me desejando boa-sorte. Havia muitas pessoas com broches com a minha cara, a cara de Potter, de Cedrico e de Fleur. Achei ridículo.


 Sentei-me na mesa da Grifinória ao lado de Mikael e procurei por um rosto que não encontrei. Meu animo caiu alguns centímetros.


 - O que foi? – Mikael me perguntou.


 - Ela não esta aqui. – disse, embora não devesse. - Eu esperava que ela ao menos viesse me desejar boa sorte depois de conversarmos tanto ontem. – desabafei.


 - Vocês conversaram? – ele confirmou.


 - Sim. – e vendo a ansiedade no rosto dele, acrescentei: - Amigavelmente.


 Seu rosto se fechou em frustração.


 - Agora sei por que não foi ver Karkaroff ontem. – ele afirmou. – Acho que ele ia te dizer sobre o que era a prova.


 Senti um sorriso inteligente escapar por meus lábios.


 - Eu já sei. – afirmei. – E já tenho um plano.


 Ele me olhou interrogativamente.


 Apenas balancei a cabeça para ele. Percebi que ele estava de mãos dadas com a tal Angelina e senti um pequeno vazio no peito, mas não expressei o pensamento.


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 Estava na hora. E todos pareciam saber disso. Todos aqueles que estavam na barraca comigo, esperando a hora que nos chamassem para enfrentar o que quer que esteja lá fora.


 Podia ver o Potter se encostando a um canto distante da tenda, como se tentasse ouvir algo. Podia ouvir Cedrico resmungando consigo mesmo sobre algo que não entendia, mas parecia ser algum método para combater dragões adultos. Fleur estava mais branca do que um dos fantasmas de Hogwarts e parecia uma menininha de dez anos com medo do escuro. Ela parecia terrivelmente frágil.


 Quanto a mim, minhas mãos tremiam tanto que eu temia não poder segurar a varinha da maneira correta. Tinha uma sensação estranha na boca do estomago, o que cogitei como sendo medo, embora tentasse ser corajoso. Minha respiração estava acelerada, como se tivesse corrido quilômetros.


 Um movimento brusco do lado de Potter chamou minha atenção e eu me virei para ver o que era. Erro meu.


 Era Hermione. Ela havia acabado de se jogar bruscamente nos braços de Potter, em um abraço apertado. Podia ver que seu rosto estava castigado pela preocupação. E quanto a mim? Aquela conversa que tivemos ontem não foi o suficiente para nos tornar amigos? Por que ela não se preocupava comigo?


 E afinal de contas, qual era o meu problema? Ela podia abraça-lo que não era problema meu. E eu não me importava. Importava?


 Eu sabia a resposta. E gostaria que meu olhar não dissesse que sim. Mas eu sabia que era impossível: meu olhar estava carregado de mágoa, interesse e ciúmes.


 Para melhorar a situação, Rita Skeeter, uma jornalista indecente, entrou na tenda neste momento e pegou uma foto que os mostrava juntos e abraçados. E eu sabia que ela iria parar no jornal. Quando ambos notaram a presença de jornalista, se soltaram no mesmo momento.


 Nota mental: dar mais crédito às aparições indesejadas de Rita.


 - Amor juvenil. Que... – ela pareceu pensar. – Emocionante. – a pena de repetição rápida escreveu febrilmente.


 Amor juvenil?!


 - Não tem que estar aqui. – me intrometi. – Essa barraca é só para campeões. – olhei para Hermione. – E amigos. – acrescentei.


 - Oh, sem problema. Já conseguimos o que queríamos. – ela saiu da barraca.


 Antes que pudéssemos pensar, Dumbledore, Karkaroff, o pai de Cedrico e uma mulher enorme cujo nome eu não sabia entraram na barraca.


 Ele pediu que nos juntássemos a eles e assim o fizemos. Dumbledore notou Hermione:


 - O que esta fazendo aqui, senhorita?


 - Ah, desculpe. Eu já vou. – e ela saiu. Eu queria ajoelhar no chão e implorar que ela ficasse. Enquanto ela estava aqui, uma segurança me invadiu; quando ela saiu, levou a segurança junto.


 Sorteamos cada um, um dragão em miniatura de dentro de um saquinho que Dumbledore carregava. Fleur ficou tão branca que achei que fosse desmaiar. Minha mão tremeu tanto, que deixei cair o dragão. O tomei de volta.


 Acho que nunca senti tanto medo na minha vida, nem no meu primeiro jogo de quadribol. O que não ajudava.


 Para meu alívio, Cedrico foi o primeiro a enfrentar o dragão, enquanto o resto de nós esperava. Não foi nada fácil. A ansiedade tomava cada molécula do meu corpo. Fleur bebia um copo d’água com açúcar. Potter andava de um lado para o outro.


 Se estava difícil para ele, imagine para mim. Pelo menos ele ganhara um abraço antes de tudo.


 Foco, Victor. Ordenei para mim mesmo.


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 Era a minha vez. Droga, era a minha vez. Não, eu não queria ir. Medo? Sim. Pela primeira vez admiti isso para mim mesmo. O que não ajudou.


 Karkaroff me deu um tapinha nas costas. Eu queria esmurra-lo. Fleur chorava em algum canto da barraca. Dava para ver que ela estava apavorada. Eu também estava.


 Com um suspiro, eu saí da barraca.


 Minha primeira sensação, foi de surpresa. O local era bem parecido com um ambiente natural, exceto, claro, pelas arquibancadas lotadas de estudantes.


 Minha segunda sensação, foi de hesitação. Eu podia ver claramente o ovo dourado em cima de uma rocha, pronto para ser pego.


 Sem pensar, dei meus primeiros passos em direção ao ovo, desesperado para acabar logo com aquilo.


 Terceira sensação: medo. Um dragão imenso veio na minha direção. Era igual à minha miniatura, mas um milhão de vezes maior. O que definitivamente não ajudava.


 Minha primeira opção foi correr, mas não parecia uma boa idéia. Soube quando ele ia cuspir fogo, por que suas narinas soltaram uma fumacinha. Mais que droga! O que eu faria? Correr? Certo, isso estava completamente fora de questão.


 Permiti-me pensar e lembrei a mim mesmo para ser rápido, mas nenhuma idéia me ocorreu. O pânico tinha me dado um branco e eu me esqueci das instruções de Hermione.


 Hermione. Ela havia dito alguma coisa sobre rochas.


 Sem pensar, me joguei atrás da rocha mais próxima, exatamente quando a chama saiu de dentro da boca daquele dragão. Recebi o impacto de quando a chama se chocou com a pedra. O ar em volta ficou quente, mas a rocha continuou intacta e fria. Ela tinha razão.


 Esperei que o impacto acabasse. Seja rápido. Pedi para mim mesmo.


 Saí de detrás dela e corri o mais rápido que pude na direção oposta da que estava o dragão e agradeci mentalmente por ter a disposição de correr todos os dias às seis da manhã. Prometi a mim mesmo fazer isso nos sábados também.


 Como desejado, consegui chamar a atenção do brutamonte que logo veio atrás de mim, e cortou em três passos tudo o que eu havia corrido. Por essa eu não esperava.


 Certo. O que Hermione disse sobre desviar? Ah, sim.


 Com um tranco, desviei no último momento, e o dragão passou correndo por mim, de modo que tive uma visão aberta e privilegiada das costas dele. Ela estava certa.


 Com um aceno de varinha, pensei: Petrificus Totalis. Luzes saíram da ponta da minha varinha e acertaram a perna traseira direita do dragão.


 Seja rápido. Lembrei a mim mesmo e com outro movimento rápido, petrifiquei a asa direita do dragão. Pude perceber que o feitiço demorou um pouco para penetrar pelas escamas do dragão, mas ainda assim o fez.


 Ótimo. Agora ele não podia voar e andava com muita dificuldade, mas ainda assim andava.


 Corri um pouco para longe dele e com um aceno de varinha, conjurei a corrente com um Accio. Avistei-a chegando. Mantive a varinha apontada para ela e ordenei mentalmente que prendesse o dragão. E assim ela o fez.


 Com uma das pontas, ela se amarrou na mandíbula do dragão, se enrolando pelo pescoço, se agarrando nas asas, descendo pela barriga e amarrando as quatro patas juntas. O dragão caiu, derrotado.


 Um sorriso triunfante se espalhou pelo meu rosto e a multidão explodiu em aplausos e gritos.


 Virei-me para a direção em que estava o ovo e joguei um Accio e ovo veio um pouco rápido demais. O que não era um problema, afinal, eu era um apanhador e o ovo dourado era só mais um pomo em tamanho alterado. Agarrei-o sem dificuldade.


 Em um rompante, apareceram pessoas de todos os lugares, adormecendo o dragão e o levando dali. Enfermeiros vieram na minha direção e insistiram em me levar para a ala hospitalar, embora eu me sentisse ótimo.


 Procurei por ela no meio da multidão e a vi, ao lado do ruivo, com um sorriso no rosto aplaudindo animadamente com a multidão.


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 Fiquei um dia inteiro na ala hospitalar com os outros campeões. Todos eles pareciam muito satisfeitos consigo mesmos. Eu também estava.


 Karkaroff foi o primeiro que veio me visitar e ficou uma hora inteira falando sobre como eu havia sido ótimo, de como tudo fora muito bem planejado e tal. Mal ele sabia que eu não havia planejado nada, fora ela, mas essa parte ele não precisava saber. E eu sabia que se tudo tivesse dado errado, ele estaria me repreendendo, mas guardei o pensamento.


 Mikael veio junto com Angelina, assim que Karkaroff saiu. Essa visita foi muito mais agradável principalmente por causa da tagarelice de Mikael e pelo fato de eu não precisar falar. Meus ferimentos foram poucos e não muito graves, mas ainda assim, doía se mexer e falar. Mas logo eles foram embora.


 Uma visita em especial chamou minha atenção, mesmo que não dirigida a mim. Hermione e o ruivo, acompanhados de mais três ruivinhos, dois garotos e uma garota. Todos eles se dirigiram à cama do Potter e ficaram com ele durante resto do dia e boa parte da noite, rindo e conversando.


 Na hora da saída, ela se virou e abraçou o Potter. Antes de fechar a porta ela dirigiu um pequeno sorrisinho orgulhoso a ele, mas nada a mim.


 Eu queria esquecer que ela não veio falar comigo.


 No jornal, havia uma foto dela abraçando o Potter. O que não ajudava.


 Virei-me de lado, e fechei meus olhos.


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 N/A: dedico este capítulo para minha amiga Carol Alves que esta fazendo aniversário no sábado. E peço mais uma vez (sei que é meio chato cobrar, mas ainda assim é necessário) que comentem!


P.S: agradeço especialmente a Mademoiselle Delacour por me corrigir com relação ao nome da escola Beauxbatons (agora eu sei!) e dizer que sim, o Rony só ficar bravo quando vê a Mione com o Victor no baile, mas não se esqueça de que aquela é a visão do Harry. E eu acrescentei uma conversa entre eles que não tinha no livro. Sem falar que fato de que Harry não saber como Hermione e Victor se conheceram fez minha imaginação rolar solta. Ainda assim, obrigado pelos comentários, me fizeram muito feliz! Continue (por favor) me acompanhando e comentando.


 

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Comentários: 1

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Enviado por IsaBlack em 05/09/2011

Fiquei com dó do Krum, tadinhooo! haha

Quase quis consolar o coitado! :P

Droga, droga, droga! Vou ter que terminar de ler essa amanha! kkk

beijinhos! :))

Nota: 5

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