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Fic: Apenas Mais uma de Amor -A Revoluçao


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Fechou a porta do quarto com um grande estrondo. A raiva fazia o sangue pulsar em suas veias e seu rosto extremamente vermelho denunciava a vergonha que sentia (sem falar na imensa vontade de esganar e trucidar certas pessoas). 
Atravessou o quarto pouco se importando se estava ou não molhando o chão com a água que escorria de seu corpo, e por pouco não chutou o pobre gato alaranjado que entrou em seu caminho até o guarda-roupa.
- Sinto muito, Bichento. Não estou com muita paciência hoje ? disse com o tom de voz ligeiramente raivoso, o que fez o gato ir se esconder debaixo da organizada estante de livros. Não era muito seguro ficar perto de sua dona quando ela parecia aborrecida com algo.
Se estava com raiva de alguém? Não! Imagina... O que sentia era muito mais que isso. Ainda iria descobrir como um garoto conseguia ser tão absurdamente irritante, convencido, mimado, idiota, cínico, arrogante, insuportável e tão.. Tão... Sonserino! E mesmo assim ser considerado um dos bons partidos de Hogwarts. Ele não passava de um dos maiores galinhas, isso sim.
Sim, um dos, porque era com grande aborrecimento que admitia que seu irmão também era bastante..."Disputado", para ser sincera. Mas isso não vinha ao caso, não iria perder seu tempo debatendo sobre a falta de cérebro e amor próprio daquelas garotas oferecidas, claro que sua melhor amiga não entrava nesta lista Mellany podia ser a apaixonada pelo seu irmão mais ela não ficava agarrando ele pelos corredores de Hogwarts. O importante agora era pensar em uma boa maneira de fazer o loiro mais insuportável da Sonserina pagar pela enorme vergonha que a fizera passar há alguns minutos. E pensar que ele ainda teve a coragem de... Ela certamente fora muito perversa na outra vida (se é que isso existe mesmo) e agora pagava, da maneira mais irritante possível, por todos os seus prováveis pecados.
Aquilo era no mínimo irônico. Nunca fora do tipo vingativa, mas fazia questão de abrir uma exceção para Draco Malfoy. Havia pessoa melhor para ser premiado daquele jeito? Óbvio que não. Além do mais, Merlim infelizmente não seria tão bonzinho com ela a ponto de realizar seu grande desejo: mandar o loiro de farmácia para o raio que o partisse! Hermione sabia, isso seria esperar bondade demais. 
Minutos atrás...
Ah, o que um bom banho não faz? Tivera razão em decidir tomar um, estava se sentindo completamente relaxada agora. Claro que uma banheira que mais parecia uma piscina, com deliciosos sais de banho e uma seção de hidromassagem ajudaram muito.
Sinceramente, ela podia ficar ali a vida inteira, apenas... Relaxando, sem nenhum tipo de preocupação ou aborrecimento, só ela e aquele gostoso silêncio, que agora fora quebrado pela música calma que começara a tocar.
Ficou ali por mais alguns minutos, até que resolveu sair. Ainda de olhos fechados, tateou a borda da banheira à procura de sua toalha e só voltou a reabri-los quando sua mão encontrou algo macio e fofinho. Levantou-se, enrolou a toalha no corpo e saiu da banheira com uma imensa vontade de voltar, reiniciar seu banho e, por tabela, a seção de hidromassagem.
Secou cuidadosamente os longos cabelos fracamente cacheados e procurou a sua veste limpa. Franziu a testa ao não encontrá-las e, depois de olhar rapidamente o banheiro inteiro, se deu conta de que suas roupas estavam no seu próprio quarto, bem arrumadinhas dentro de seu guarda-roupa. A garota até cogitou a possibilidade de chamar Juju ou até mesmo Dobby e pedir para algum deles ir buscar o que precisava, mas mudou de idéia. Não deveria atrapalhar o trabalho deles, a única esquecida ali era ela.
Resmungando por ter sido tão descuidada, saiu do quarto dos pais enrolada na toalha branca, que começara a ficar encharcada por causa da água. Por precaução, verificou se havia alguma alma viva no corredor e, como não viu nada, fechou a porta atrás de si e caminhou tranqüila até a outra porta branca, situada poucos passos à frente. Ia alcançar a maçaneta marrom quando uma voz rouca e ligeiramente arrastada a fez congelar onde estava, sentindo renascer uma grande irritação contida dentro de si.
- Ora, ora, ora... Vejo que ganhei meu "presente" de Natal mais cedo este ano ? disse Draco sarcasticamente ? Mas o que uma coelhinha assustada feito você faz aqui sozinha? - perguntou ele, começando a se aproximar da garota - Ainda mais com esses trajes. ? completou com um sorriso malicioso, olhando Hermione de cima a baixo. "Ela continua linda", pensou o garoto, e um sorriso completamente bobo tomou lugar do malicioso em seu rosto, como poucas vezes acontecia.
Ela, por sua vez, permanecia de costas para o recém-chegado, tinha os punhos das mãos bem fechados e as maçãs do rosto começando a ganhar uma tonalidade mais rosada. "Calma Hermione, não se vire, não fale absolutamente nada... Ignore, ignore e siga seu caminho, apenas faça isso", pensou a garota tentando controlar seus impulsos de azarar o loiro atrás de si.
- Não vai responder, Srta. Potter? ? indagou Draco aproximando-se mais. Parou quando estava a menos de dois passos da jovem à sua frente, imaginando o tamanho do esforço que ela fazia para não azará-lo. Ele riu. Certas coisas não mudavam... Pelo menos por enquanto.
Hermione podia sentir a respiração quente dele próxima à sua nuca, mas por que diabos ela não conseguia sair do lugar? Suas pernas simplesmente não queriam obedecê-la! "Vamos Hermione, é fácil... Primeiro à direita, depois à esquerda e em poucos minutos você estará bem longe dessa fuinha", pensou ela, começando a ficar nervosa ao perceber que ele estava cada vez mais próximo, o que era terrivelmente perigoso.
- Não está tentando me ignorar, está? ? falou Draco, que não resistiu à proximidade e agarrou a cintura da garota com um dos braços, colando seu corpo no dela, pouco se importando se estava ou não molhando sua roupa. O cheiro de morango e jasmim que exalava do corpo e do cabelo de Hermione mereciam mais atenção de sua parte naquela hora. ? Qual o problema com você?
- É você que vai ter um sério problema se não me soltar agora mesmo, Malfoy. ? disse Hermione entre dentes, agradecendo a Merlim mentalmente por não ter perdido a capacidade de falar, já que a de locomoção não demonstrava avanços.
Draco riu, mas não se afastou, muito menos tirou seu braço da cintura dela. Aquela posição lhe agradava e se pudesse não sairia tão cedo dali.
- Porque eu teria? ? perguntou baixinho próximo ao ouvido da morena, que tentou fugir dando um passo para frente, mas ele a segurou.
Merlin existe! Um passo, ela finalmente conseguira se mover. Porém... Que um raio caísse sobre sua cabeça por pensar tamanha infâmia, mas ele tinha mesmo que falar dessa maneira tão... Sexy. Aquilo não era bom, definitivamente não era nada bom. "Por Morgana, Hermione... SAIA JÁ DAÍ!", gritava uma vozinha dentro de sua cabeça. Talvez fosse sua consciência e ela não via a hora de obedecê-la.
Como se um grande peso fosse tirado de suas costas, a garota finalmente conseguiu se virar, mas não saiu do "abraço" que Draco lhe dava. Simplesmente encarou com fúria os olhos acinzentados que lhe demonstravam alguma coisa que ela não sabia o que era e, para falar a verdade, não fazia questão de saber. Apenas queria (e precisava) sair dali o mais rápido possível. Pelos céus, ela estava só de toalha, cara a cara com seu pior inimigo, morrendo de vergonha e o olhar que ele lhe dirigia era deveras suspeito.
- Malfoy... Preste atenção onde a minha perna está ? Hermione começou com um sorriso cínico nos lábios ? Se não me soltar, ela pode ganhar vida própria e "acidentalmente" impossibilitar que tenhas descendentes! ? seu sorriso aumentou quando viu o rosto do sonserino ficar levemente mais pálido.
- Você não faria isso... ? ele retrucou, tendo plena consciência de que acabara de colocar suas partes sensíveis em risco ? Não teria coragem. Além do mais, isso só dificultaria a geração de nossos futuros filhos ? acrescentou com um sorriso igual ao dela.
- Ora essa, nunca teria filhos com você! ? rebateu furiosa, tentando se debater ? E melhor me soltar, Malfoy... Já avisei, você quer mesmo que eu.... ? mas ela nunca pode terminar a frase. Os lábios exigentes de Draco tomaram os seus num beijo sedento e extremamente possessivo.
Ele a sentiu resistir no começo, batendo com os punhos em seu peito, o que nem sequer lhe provocava cócegas, como sempre. Depois de alguns segundos, porém, para a extrema felicidade do sonserino, percebeu que a mulher em seus braços começou a retribuir ao seu beijo. Ele a abraçou mais forte e aprofundou o contato entre os lábios ao sentir as suaves mãos de Hermione fazendo uma leve carícia em sua nuca, bagunçando ainda mais seus cabelos. Sabia que iria ser xingado e que levaria um tremendo tapa na cara por ter ousado fazer aquilo, mas beijá-la valia todo e qualquer esforço e a cara de indignação que ela faria ao se soltarem seria impagável. Esse pensamento fez Draco sorrir no meio do beijo.
Hermione colocou um pouco mais de força ao redor do pescoço do garoto ao perceber que ele a erguera a alguns centímetros do chão. Ela não tinha nenhum pensamento lógico na cabeça, talvez apenas um: Aproveite o momento.
Que se danassem todas as "leis" da honra, moral... Seja lá o que for. Qual o problema de estar se agarrando com o maior traste, apenas de toalha, no meio do corredor de sua própria casa. Correndo o risco de serem vistos e tudo mais... Pouco importava. Ela apenas sabia e sentia como aquilo tudo era bom, muito bom.
Sentiu seu corpo sendo imprensado contra uma parede e uma das mãos dele assanhando seu cabelo e outra em suas costas. Odiava admitir, mas ele tinha um gosto tão bom, um cheirinho de menta tão cítrico, diferente.
Quando a necessidade de respirar se fez presente, ambos se separaram ofegantes, testas ainda unidas e bocas a centímetros de distância. A dela estava entreaberta, como um convite, que iria ser devidamente aceito se Draco não tivesse sido bruscamente empurrado e um estalado tapa não tivesse sido dado em sua face.
- NUNCA MAIS, OUVIU BEM. NUNCA MAIS FAÇA ISSO! ? berrou Hermione antes de entrar correndo em seu quarto e fechar a porta com um estrondo.
Com um sorriso genuinamente Draco Malfoy nos lábios e a mão direita massageando a face atingida, o sonserino deu as costas e começou a voltar para de onde tinha vindo. Satisfeito consigo mesmo, o loiro entrou na cozinha e encontrou seus amigos do jeito que os deixara, bebendo cerveja amanteigada e falando asneira. "Apesar de continuar linda, ficou com a mão um pouco mais pesadinha", pensou ele passando a mão pelo rosto, mais precisamente na face direita, onde uma marca pequena logo sumiria. "É, mais uma para a coleção", pensou divertido, enquanto se servia de bolo e um copo de cerveja amanteigada.

Voltando ao presente...
Um barulho vindo da janela interrompeu os pensamentos assassinos da morena. Terminou de vestir um short jeans e andou até a origem do barulho, abriu a janela e deu passagem para uma coruja marrom com os olhos da mesma cor. Era Safira, a coruja de Mellany.
- Então, Safira, tem boas noticias para mim? ? perguntou depois de conjurar um pouco de água e alguns biscoitos para o animal.
A coruja piou agradecida e estendeu a pata esquerda, onde estava amarado um envelope lilás, que foi prontamente pego por uma Hermione bastante curiosa.
Vendo que a sua entrega fora cumprida com perfeição, a coruja levantou vôo e saiu pela mesma janela pela qual entrou, fato que não foi notado pela garota de olhos esverdeados.
Havia apenas três palavras no pergaminho, mas isso foi suficiente para Hermione soltar um grito de felicidade.
"Fase uma completa!".
MM "".

Fechou a janela e voltou correndo para terminar de se arrumar. Tinha que comunicar a Joenny aquele acontecimento importantíssimo. Pelos céus, Mell realmente conseguira! Aquilo merecia uma festa! Finalmente Merlin tinha sido bonzinho com ela. Deixaria a plana Morte-a-Draco-Malfoy para mais tarde, pois agora assuntos mais importantes ocupavam o primeiro lugar.
Usando um short jeans, uma blusa verde folgada e uma havaiana também verde, com os cabelos presos num rabo-de-cavalo, Hermione saiu do quarto e, pelo barulho que vinha do andar de baixo, teve certeza de que seus amigos e o traste estavam na cozinha. Antes de sair, precisava garantir que eles não destruíssem aquele cômodo da casa.
- Bem, cambada, está tudo muito bom, tudo muito lindo, mas eu ainda não vi a minha irmã, então irei vê-la agora. ? disse Harry, demonstrando o quanto era apegado a Hermione. 
- Oohh, que coisinha mais fofa, temos aqui um irmão coruja! ? falou Blaise com a voz falsamente emocionada.
- Tem que ter cuidado mesmo, a Hermione é um verdadeiro mulherão! ? comentou Rony distraído, recebendo um olhar fuzilante de Draco e Harry.
- Realmente minha irmã é linda, mas não é para o seu bico, Weasley. Então tira o olho! ? disse Harry ameaçadoramente, fazendo Rony o encarar meio assustado e Draco esconder um sorriso satisfeito.
- Tira o olho de quem? ? perguntou uma garota de belos olhos esverdeados que acabara de chegar. Hermione sorria divertida ao ver a face corada de Rony e a emburrada de Harry. 
- De ninguém, Mione, de ninguém. ? falou Harry tentando esconder seu ciúme. Abraçou a irmã e perguntou curioso ? Vai sair?
- Vou, acabei de receber uma carta da Mell ? respondeu a morena, ignorando completamente o olhar de Draco sobre si ? Acho que não demoro muito, mas não garanto nada. E vocês... ? ela se virou para os outros tentando parecer séria ? Comportem-se! 
- Pode deixar, General Potter ? disse Zabini levantando e batendo continência. Logo o som de risadas encheu o ambiente.
- Acho bom. ? falou a garota entre risos ? Bem, agora já...
- Sabe, Evans - interrompeu Draco ?, prefiro você de branco. - disse sorrindo maliciosamente. 
- Por quê?- indagou Rony com o cenho franzido. 
Como não houve resposta, o ruivo preferiu voltar sua atenção para a comida em seu prato. Hermione sentiu seu rosto ficar da cor dos cabelos dos Weasley e nunca desejou tanto poder azarar infinitamente Draco Malfoy, pois talvez assim ele tirasse aquele sorriso desgraçado do rosto. 
- Não lembro de ter perguntado nada a você, Fuinha ? disse grosseiramente, encarando os olhos acinzentados. "E o desgraçado ainda continua sorrindo desse jeito, fuinha dos infernos!", pensou Hermione tentando manter a calma. Do contrário, acabaria sucumbindo ao seu desejo de matar, da maneira mais dolorosa, aquele loiro de farmácia.
Rony exclamou um pequeno "Uiih" e voltou a comer seu bolo, Blaise segurava o riso e Harry encarava curioso a irmã e o melhor amigo.
- Tchau, gente. ? disse Mione. Logo em seguida aparatou, deixando o moreno de olhos verdes com uma expressão de curiosidade e surpresa no rosto.
Harry conhecia muito bem aqueles dois, mas o que podia ter acontecido naqueles minutos que Draco saíra?
***

Aquela situação estava ficando insustentável. Pessoas sendo assassinadas ou desaparecendo praticamente toda hora, o Ministro sendo acusado de roubo pelos seus assessores, o setor dos Inomináveis a um passo de parar completamente de trabalhar, os Comensais da Morte atacando com mais freqüência cidades trouxas e bruxas, deixando em cada um delas um rastro de terror e medo, e os Aurores fazendo das tripas coração para tentar colocar as mãos naqueles infelizes, principalmente no chefão deles. Sem falar que o Profeta Diário, a cada matéria publicada, triplicava o caos em que se encontrava o Ministério.
O mundo Bruxo estava do avesso e Lílian não conseguia encontrar uma solução para aquele quadro caótico. Massageou a testa e fechou os olhos. Sua dor de cabeça tinha aumentado e nenhuma poção que tomava parecia fazer efeito.
- Ai que droga! ? exclamou a ruiva depois de bater acidentalmente em algumas pastas em cima da mesa, provocando a queda delas e espalhando vários pergaminhos pelo chão da sala.
Acabara de se abaixar para recolher o que deixara cair quando a porta de seu escritório foi aberta e por ela entrou uma moça alta, de cabelos castanho-claros e olhos bastante negros. Laura Black era uma das melhores Inomináveis que trabalhavam no Ministério e uma das poucas que não concordava com a "revolução" que seus colegas de trabalho queriam fazer.
- Boa tarde, Sra. Potter. ? cumprimentou a moça ? Lílian, mas... O que você está fazendo aí? ? indagou curiosa.
- Oh, olá, Sra. Black. ? disse Lílian saindo debaixo de sua mesa com alguns papéis nas mãos. 
- São os relatórios sobre os novos Comensais? ? perguntou a outra apontando para os vários pergaminhos nas mãos da ruiva.
- São sim. ? respondeu Lílian ? Ainda vou dar uma olhada neles. ? acrescentou com um suspiro cansado.
- Então sinto dizer, amiga, mas não tenho boas noticias para você. ? disse Laura, caminhando até a ruiva e estendendo uma pasta negra ? Acabei de receber e, como você é especialista nesse assunto, queria saber a sua opinião sobre o caso.
Lílian colocou o que segurava em cima da mesa e pegou o documento confidencial das mãos da mulher à sua frente. À medida que lia o conteúdo da pasta, lembranças de épocas dolorosas povoaram a mente da ruiva, fazendo as pernas da mulher cederem e ela ter que se apoiar numa cadeira para não cair. O rosto antes rosado da jovem Sra. Potter ficava cada vez mais pálido a cada informação absorvida. Aquilo não era possível, simplesmente não podia ser.
Laura assustou-se ao ver a aparente queda de pressão da amiga, pois não era comum ver Lílian naquele estado.
- Lily, o que foi? Está se sentindo mal? Por Merlin, mulher! Você está pálida! ? disse a castanha, ajoelhando-se preocupada ao lado da amiga. Laura estranhou ver certo desespero nos belos olhos verdes.
- P-por que e-estão atrás de uma pessoa que desapareceu há mais de vinte anos?- indagou a ruiva, tentando (mas não conseguindo) esconder a angústia que sentia.
- Parece que andam aterrorizando uma vila trouxa no subúrbio de Londres e colocaram o nome desse aí como o mandante. Até dizem que ele, no passado, desafiou o Lorde Negro e morreu por conta disso, mas agora... ? a mulher soltou uma risadinha ? voltou do além para continuar o que deixou pendente. ? disse Laura despreocupada ? Mais um louco em minha vida. ? ironizou.
- Preciso falar com o Thiago ? disse Lílian levantando-se e caminhando apressada pela sala, com a aparência de quem procura algo. Pegou uma bolsa marrom e voltou a encarar a amiga. ? E com o Remo e o Sirius também, você sabe onde...
- Não fale o nome desse traste na minha frente! ? interrompeu Laura, ficando rapidamente estressada ? Você não sabe o que esse desgraçado de uma figa fez!
Lílian não pôde deixar de rir e por alguns minutos se esqueceu de suas novas preocupações. As brigas entre o casal Black eram normais e apesar dessas inúmeras intrigas tolas, Sirius e Laura se amavam muito.
- E você ainda ri? ? falou a morena incrédula ? Que bela amiga você é, Lílian Potter!
- Ora, deixe de besteira, mulher. Garanto que logo, logo vocês estarão se agarrando por aí! ? disse divertida. Riu ainda mais ao perceber que a castanha corava.
- Hunpf! Você fala isso porque o Thiaguinho é um santo! ? disse Laura cruzando os braços sobre o peito, a face ainda bastante vermelha.
A ruiva soltou uma gargalhada alta antes de corrigir o absurdo que acabara de ouvir:
- Minha querida, Thiago Potter nunca foi e nunca será um santo, pode ter certeza disso. ? pegou a outra pela mão e a arrastou para fora de sua sala.
- Hey, aonde vamos? ? perguntou Lara tentando alcançar a ruiva, que praticamente corria pelos corredores do Ministério.
-Tenho que tirar essa história a limpo e tem que ser agora. ? informou sem parar de andar.
***

Desaparatou na sala dos Peps.O lugar era todo harmonioso e possuía uma "aura" de grande calmaria, mas que agora era "quebrada" pela chegada de um garoto moreno, de cabelo negros e olhos da mesma cor. Danilo Peps tinha os braços cruzados sob o peito e encarava de modo superior a melhor amiga da irmã. 
- O que faz aqui, Potter? ? indagou Danilo caminhando até o sofá e sentando-se nele. Não ligava se tinha sido grosso ou não com uma visita, principalmente quando se tratava de pessoas como Hermione.
- Boa tarde para você também, Peps. ? disse Mione tentando ser educada com o garoto, o que era muito difícil em se tratando de quem era. 
Apoiou o peso do corpo na perna esquerda e repousou uma das mãos na cintura, imaginando se realmente não iria ser convidada a se sentar. Não tinha problema, ela iria sentar de qualquer jeito. E foi justamente o que fez.
Danilo arregalou os olhos, pasmo. Era muita petulância para uma pessoa só. Hermione, por outro lado, encarou o moreno com um sorriso cínico, se controlando para não rir da cara da outra.
- Acha mesmo que essa sua "pose" de menina boazinha impressiona alguém, Potter? ? questionou o dono da casa. 
Hermione revirou os olhos e acomodou-se melhor no sofá. Não estava com paciência para aturar as implicâncias daquela criança.
- Pois saiba, Garota - continuou Danilo ?, que não é todo mundo que adora a Garotinha de Ouro da Grifinória. ? disse ironicamente. Danilo tinha um sorriso presunçoso nos lábios, pois achava que de algum modo atingira a garota à sua frente. Esta, porém, apenas a encarou de modo desafiador, como se a incentivasse a continuar a falar. 
- Acabou? ? perguntou Hermione cínica ? Agora, meu Querido, deixe-me contar um segredinho: eu também não gosto de você. Desculpe se magoei seus sentimentos, sei que você me Ama! - ela riu da própria ironia ? Sim, mais uma coisinha: pouco me importa o que um garoto como você acha ou pensa de mim, ok? E se não for muito para a sua pouca inteligência, pode chamar a sua irmã pra mim?- indagou, transmitindo uma falsa calma na voz.
Danilo permaneceu onde estava, o olho negro demonstrando a raiva e ódio que sentia.
- Oh,? disse Hermione deixando a irritação fluir ?, vá chamar a sua irmã! Ah, espere aí! Você ainda não entendeu, não é, fofo? Quer que eu desenhe para você? Sou boa nisso. ? e sorrindo docemente, fez menção de pegar papel e lápis dentro da bolsa. 
- Ora, sua garota dissimilada, sua...
- Quieto Danilo. ? falou uma voz calma e severa ao mesmo tempo. Outra morena parcialmente idêntica a Danilo apareceu no alto da escada e começou a descer os degraus calmamente.
Joenny Peps mais conhesida com Joe, ao contrario do irmão, tinha longos cabelos negros, seus olhos pareciam ser mais escuros e brilhantes, e no momento ela demonstrava certa alegria por ver a moça de olhos esverdeados. 
- Você já falou o que queria e escutou o que não desejava, agora vá. ? continuou Joe encarando severamente o irmão, que apenas bufou furioso e saiu da sala resmungando coisas inaudíveis. 
A recém-chegada esperou que o irmão se distanciasse o bastante e começou a rir, acompanhada pela melhor amiga. Hermione tinha lágrimas nos olhos quando abraçou a outra, ambas ainda riam.
Afastaram-se e Joe levou a amiga para o andar de cima, onde poderiam conversar mais tranqüilamente. Nunca se sabia quando as paredes podiam "criar ouvidos", ou melhor, quando Daivid resolveria dar uma de "informante". Além disso, as duas morenas não se viam há mais de duas semanas e o que não faltava eram "babados" para serem compartilhados.
-Desculpe-me, Joe, não devia ter dito aquelas coisas para o seu irmão? disse Hermione com um meio sorriso no rosto. Não gostava de brigar com ninguém sem ter algum motivo aparente. Mesmo que tivesse tudo e mais um pouco contra Danilo, ele ainda era irmão de sua melhor amiga e merecia respeito, mesmo que não fizesse o mesmo em relação a ela.
- Oras, Mione, deixe disso. Ela e mereceu. O Danilo tava me tirando a paciência há muito tempo, você falou tudo o que eu queria dizer. ? ela parou, ponderando - Digo, quase tudo. ? acrescentou rindo. 
- Ok! Se você diz... ? falou Hermione dando os ombros e deitando-se confortavelmente na cama da amiga. 
- Como é folgada... ? Mione riu ? Você ainda não me disse o porquê da ilustre visita. ? falou Joenny demonstrando sua curiosidade. 
Como estava meio abafado, ela resolveu abrir a janela do quarto. Era um lugar espaçoso, bastante organizado e bonito. As paredes eram claras e havia alguns pôsteres pregados nelas. Uma estante roxo-berrante era uma das coisas que mais chamava a atenção no cômodo. Ela estava cheia de porta-retratos, livros e algumas revistas, além de objetos de origem árabe e indiana, que foram comprados uma viagem que a garota fez há pouco tempo. A janela aberta dava mais luminosidade ao local, fazendo-o parecer mais harmonioso e feminino.
- Acho melhor você mesma ler. ? disse a garota de olhos esverdeados, erguendo o corpo para se sentar e abrindo o envelope lilás que acabara de tirar da bolsa.
Mesmo intrigada, a curiosidade de Joe falou mais alto. Ela tirou a carta das mãos da amiga, se acomodou numa cadeira e leu logo em seguida. Hermione observava atentamente as feições da garota e não pode deixar de rir quando Joenny soltou um grito e quase caiu da cadeira com o susto da inesperada notícia.
- Por Merlim, Hermione! ? berrou a outra, dando pulinhos de felicidade ? EU NÃO ACREDITO NISSO! MERLIM CONSEGUIMOS! ? um sorriso de pura alegria brincava em seus lábios.
Mesmo compartilhando da alegria da garota à sua frente, Hermione sabia que se Joe continuasse gritando daquele jeito metade da comunidade bruxa descobriria o que elas estavam fazendo.
- Joe, por favor, fale baixo! ? repreendeu Mione ? Desse jeito o seu irmãozinho vai acabar ouvindo, e você sabe que o Danilo iria correndo contar para a Weasley fêmea. ? ambas fizeram um careta de desgosto. ? Isso não seria bom.
A Joe murmurou um pedido de desculpas meio risonho e colocou a carta no bolso da calça. Voltou a encarar a morena prendendo o riso, mas não demorou muito e o som de altas gargalhadas pôde ser ouvido até do lado de fora de quarto, fazendo um Danilo furioso bater a porta de seu próprio dormitório com um pouco mais de força.
Dentro do cômodo de cores claras, a jovem Potter estava na cama chorando de rir, enquanto a outra Joenny tinha uma das mãos na barriga e a outra segurando no braço da cadeira onde estava sentada. Mesmo que tentassem, parar de rir era uma tarefa difícil.
- Merlin! A Mell venceu a aposta. ? disse Hermione entre risos ? Serão os vinte galeões mais bem pagos que eu já dei.
- Concordo com você ? disse a outra morena ? A garotinha mimada que conhecemos no nosso primeiro ano está crescendo.
Hermione gargalhou ainda mais ao ouvir isso.
- Vamos vê-la, isso merece uma comemoração. - propôs Joenny. Ela se levantou, agarrou o braço da morena e aparatou logo em seguida. 

***
Abriu os olhos lentamente, sua cabeça doía muito, parecia que uma manada de hipogrifos havia passado por cima dela várias vezes. Com certa dificuldade observou que o lugar onde estava era frio e bastante escuro, o que comprometia sua visibilidade e as poucas chances que tinha de fugir dali antes que congelasse. 
Com mais esforço, levantou-se apoiando na parede gélida atrás de si. Sentia um líquido viscoso escorrer por seu tronco, provavelmente seu sangue, mas mesmo que tentasse não conseguia se lembrar quem o machucara daquela maneira tão brutal. 
Iria dar o quinto passo quando uma força descomunal o fez cair e soltar um grito de dor. Havia caído de mau jeito e o peso de seu próprio corpo acabou agravando ainda mais o estado de seu braço já fraturado.
- Onde pensa que vai, velhote? ? indagou uma voz feminina carregada de malícia e ironia.
O homem estremeceu ao reconhecer quem falara, de algum modo ele sabia que a presença daquela mulher era um péssimo sinal, um terrível mau presságio. Quando voltou a tentar se levantar, um feitiço estuporante o fez perder os sentidos e desfalecer no chão.
A passos largos, Bellatrix aproximou-se do corpo caído, um sorriso doentio brincando em seus lábios, o prazer que sentia ao ver o estado do pobre senhor estava estampado em sua face.
- Você é a escória dessa sociedade ? disse com raiva e imenso nojo. Chutou a barriga do homem com força, provocando outro ferimento. Sem nenhum tipo de delicadeza, ergueu o corpo desfalecido do prisioneiro e, seguindo as ordens de seu Lorde, o levou para o andar superior. 

***
Vozes altas e risos maquiavélicos enchiam o ambiente sombrio. Todos os presentes estavam de preto e observavam o senhor já de idade ser torturado e açoitado sem nenhum tipo de piedade.
- Não podemos matá-lo logo? ? o brilho sádico nos olhos negros de Lobo Greyback era visível ? Esse cheiro de sangue fresco atiça meus instintos. ? disse ele, bebendo um grande gole sua bebida.
- Ainda não, Lobo. Infelizmente precisamos dele. ? respondeu Augusto Rookwood, um homem de cabelos castanhos e olhos da mesma cor ? Se bem que os gritos do velho ex-Ministro da Magia é música para meus ouvidos. ? falou gargalhando. O lobisomem ao seu lado logo fez o mesmo.
Estavam naquilo há cerca de uma hora. O mestre já conseguira as informações que queria e agora deixava seus fiéis servos se divertirem com Cornélio Fugde. Só não podiam matá-lo, pois Voldemort ainda reservava uma surpresinha para o ex-ministro.
De longe, o Lorde das Trevas observava astutamente os seus servos. Sabia que podia confiar neles para executar seus planos, mas não iria pensar mais de duas vezes antes de eliminar qualquer um deles. Um brilho sádico apareceu nos olhos avermelhados de Voldemort quando mais gritos do ex-ministro ecoaram pela ampla sala, seguidos por mais risadas enlouquecidas dos Comensais que assistiam ao espetáculo.
Bellatrix e Lúcio torturavam o homem caído no chão, as manchas de sangue formavam uma grande possa ao redor do corpo debilitado do homem, que, mesmo semi-inconsciente, preferia morrer ao invés de presenciar o que estava para acontecer em poucos dias.

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