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1. Capítulo Um


Fic: Um Saber Desconexo


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 Capitulo Um:


“Não espere um sorriso,


Para ser gentil.”


 


 Olhei entediado pela janela do navio onde estávamos e me senti péssimo. Uma dor desconfortável atingia meu estomago ao pensar em um colégio cheio de garotas correndo atrás do famoso jogador de quadribol. Seria horrível.


 Eu não entendia por que Karkaroff tinha concordado em participar do tal Torneio Tribruxo. Era uma coisa tão... Tipicamente inglesa. E para piorar, insistiu para que eu fosse também.


 Jogos de quadribol preciosos. Era isso o que eu ia perder passando um ano na Inglaterra. Um ano! Tendo aulas com professores desconhecidos, sendo perseguidos por fãs esganiçadas e ouvindo jogos de quadribol pelo rádio.


 Faria diferença o que eu queria? Afinal, Karkaroff era quem mandava e eu quem obedecia. Isso me irritava demais. E agora ele queria me afastar do quadribol. O que poderia ser pior do que isso?


 Encarei meus colegas de escola em volta de mim. Eles estavam animados com a idéia de garotas. Tinha de admitir que a idéia não era ruim, afinal, em uma escola apenas de meninos tinha lá certas desvantagens, mas para mim, garotas significavam gritinhos esganiçados, maquiagem, revistas de moda e duas horas para se arrumarem. Sem falar que as conversas não eram agradáveis na maioria das vezes.


 Fechei meus olhos e massageei as têmporas, em uma tentativa frustrada de conseguir paz e sossego. Não adiantou. Levantei-me e fui até a cozinha do navio, pegar um copo d’água.


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 Senti um solavanco. A âncora havia finalmente baixado, o que significava, obviamente, que havíamos chegado à escola inglesa de magia e bruxaria: Hogwarts, como haviam me informado.


 - Muito bem, pessoal. Peguem a bagagem. Nós vamos descer. – Karkaroff anunciou com sua voz de trovão. Ele falava desse jeito para nos intimar à obedece-lo e era óbvio que achava que conseguia, mas eu o achava um idiota. – Quando chegar a hora de ir para os dormitórios, dividiremos a escola em dois: metade de nós ficará na Grifinória e a outra metade na Lufa-Lufa. Compreendido? – ele não esperou que respondêssemos e quando fui perguntar o que era Grifinória e Lufa-Lufa, ele já estava falando novamente: - Vou chamar uma lista de nomes para verificar quem vai ficar em qual lugar, portanto prestem atenção. – e ele começou a chamada. Desisti de me perguntar e de perguntar à ele, para voltar minha atenção para a janela que mostrava uma vista incrível de um grande castelo. Tenho de admitir que era uma beleza.


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 Ao entrarmos no castelo, nossas malas haviam sido entregues a um velhinho chamado Filtch, o jantar já estava pronto. Havia grandes mesas empanturradas de alunos que nos observavam com franca curiosidade. 


 Escutei suspiros e decidi que estava certo sobre as garotas. A comida parecia apetitosa e um homem de barba longa e branca e oclinhos de meia lua, apoiados no nariz torto, falava abertamente a todos sobre o motivo de nossa chegada. Achei que sua voz tinha muito mais efeito do que a de Karkaroff, mas não expressei o comentário, ou certamente levaria uma suspensão.


 Comi com vontade, pois estava me roendo de fome. Memorizei todo o salão com olhos curiosos. Havia fantasmas em todos os lugares. Não que eu nunca tivesse visto um, mas esses ficavam espalhados e livres.


 Reparei que todos os estudantes usavam uniformes parecidos, com exceção da gravata e do símbolo no uniforme. Achei curioso.


 Percebi que seria fácil encontrar a coisa chamada Grifinória, pois havia monitores chamando por esse nome depois do jantar, então foi só segui-los.


 Andamos, eu e meus colegas que haviam sido selecionados para a tal Grifinória, até um quadro onde uma mulher extremamente gorda se encontrava. O monitor disse algo sobre uma jujuba azul e o quadro girou para o lado revelando uma passagem, por isso levei a história da jujuba como uma senha para a entrada.


 Depois da passagem, me deparei com uma sala completa e irrevogavelmente aconchegante com poltronas e sofás, uma lareira onde fogo crepitava, uma mesa de madeira. Tudo parecia vermelho e dourado por ali.


 Num canto da parede havia uma escada, na qual descobri mais tarde que se abria em duas, levando aos dormitórios. Um lugar de bom gosto.


 Reparei que todos os estudantes pareciam felizes. Havia três ou quatro cabeças vermelhas que se destacavam no meio da multidão de alunos.


 - Acho melhor nos sentarmos. – resolveu Mikael, meu colega mais próximo. Logo percebi onde estava o interesse dele de se sentar nas poltronas: uma garota de cabelos negros presos em uma trança grossa.


 - É muito nova para você. – constatei.


 Ele deu de ombros e eu ri, mas ainda assim o segui para um par de poltronas vazias, bem perto da garota que havia chamado a atenção dele. Mikael logo se esqueceu da minha presença.


 Deixei meus olhos vagarem pelo lugar. Seria ali o meu lar por todo um ano.


 Encontrei algo que chamou minha atenção: um garoto de pelo menos quatorze anos com cabelos pretos e olhos claros, uma cicatriz na testa. Logo o reconheci: Harry Potter. Estava acompanhado por um dos garotos de cabelos vermelhos de pele sardenta que discutia audivelmente com uma garota de cabelos cheios e bonitos.


 Eu achei a situação um tanto irônica. Ela discutia revoltada com o garoto dos cabelos ruivos, enquanto Harry Potter tentava apartar a briga, mas tinha um sorriso maroto nos lábios, como se soubesse de algo que os dois desconheciam. Eu sorri também. Só um tolo não veria que o ruivo gostava da garota.


 Voltei minha atenção para nada em particular. O lugar era muito legal, mas eu logo percebi que não entenderia os ingleses. Eram muito complicados.


 Mikael continuava sua conversa com a garota das tranças grossas e não me parecia que ele sairia dali tão cedo. Olhei novamente em volta, mas todas as garotas me pareciam exatamente como eu tinha previsto: elas me davam umas olhadas descaradas de soslaio e eu notei que não teria problema para encontrar um par para o baile.


 - Mikael, eu vou para os dormitórios. – avisei, enojado quando uma garota passou a língua nos lábios quando encontrou meu olhar. Ele não me ouviu, mas subi mesmo assim.


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 Na manhã seguinte, me dei conta de havia dormido muito melhor do que se tivesse ficado no navio como Karkaroff havia me pedido. As acomodações inglesas eram realmente boas.


 Mikael dormia profundamente assim como todos os outros alunos. E não era à toa. Eram seis horas da manhã. Meu costume de me levantar para correr de manhã assaltou meu sono. E é claro que eu ia. Afinal, velhos hábitos nunca morrem.


 Levantei-me, e lavei o rosto. Vesti-me sem pressa.


 Quando já eram seis e meia da manhã, eu já estava correndo em volta do castelo. Meus músculos estavam acostumados com tal ação e não protestaram quando exigi velocidade deles.


 Vi com facilidade uma garota que aparecera em uma das janelas e me viu.


 - Ótimo. – resmunguei. Amanhã eu correria com uma legião de garotas na minha cola.


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 N/A: dedico este primeiro capítulo à gabyhosanas, que escreveu meu primeiro comentário. 
 
 Quero muitos comentários e tambem adoro críticas!!

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Comentários: 1

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Enviado por Mademoiselle Delacour em 15/04/2011

Ai, adorei o primeiro cap! Sempre achei que esse casal podia ser mais explorado..Parabéns, você escreve muito bem =D

 

Nota: 5

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