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17. Questão de vontade


Fic: Harry Potter e a Realeza Oculta Epilogo - Fic finalizada!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap 17 - Questão de vontade

O barulho na biblioteca fora grande demais. O grito de Liane ao receber o ricochete, o grito de fúria de Harry. Os pedidos de ajuda de Hermione e Gina, a voz rouca de Ron chamando por ajuda. Tudo fora muito assustador e rápido.
Remus já estava subindo as escadas da entrada quando escutou vozes alteradas, apresou-se. Quando ele chegou ao corredor próximo à sala, logo após escutar a gritaria, viu as duas garotas segurando o corpo desacordado de Liane, no chão. Isso o fez correr mais depressa. Ao entrar na biblioteca, ele mesmo não sabia quem socorrer primeiro. Harry estava de bruços, sendo virado por Ron, que o balançava, tentando fazê-lo despertar. Foi quando viu a poça de sangue próxima ao corpo de Liane. Remo ajoelhou-se e tentou saber o que tinha acontecido enquanto observava e pensava no que fazer pelos dois.
- Pelos magos, o que aconteceu aqui? Quem fez isso?
- Harry tentou destruir aquilo ali e tudo virou uma bagunça. Quando vimos, Liane estava no chão, o Harry tava todo estranho e caiu logo depois. - Falou Gina atropelando as palavras devido ao nervosismo.
Remo olhou para o lado e viu os restos retorcidos de algum metal do qual ainda saia uma fumaça, parecendo que tinha sido queimado.
- Aquilo ali derrubou os dois? Mas que droga é essa que vocês inventaram?
Hermione viu que ele não poderia ajudar sem saber de nada, respirou fundo e soltou a verdade. – Lupin, aquilo é uma horcrux. Uma horcrux da alma de Voldemort. Harry tentou destruí-la com a força do anel. Mas a magia era muito forte que ricocheteou de volta para o Harry. Só que a Liane entrou na frente e recebeu...
- Droga, vocês não pensam, não? – Disse exasperado. - Vocês sabem que feitiço o Harry usou pra destruir a porcaria da horcrux?
- Reducto. - disse Ron. – Reducto maximus.
- Como o Harry está Ron? Como ele conseguiu fazer isso?
- Respirando, pálido e com a testa sangrando. Agora saber como, eu não sei não.
- Bom. Vire ele com as costas pro chão e o deixe respirar. Mione, corra na cozinha e traga água fria e toalhas. Ron, você consegue levar o Harry lá pro quarto dele?
- Consigo sim.
Remus começou a analisar Liane com a ajuda de Gina. Viu que o sangue escorria de uma ferida no ombro esquerdo da garota, e que o sangue não estava mais brotando, parecia se curar sozinho. Havia também um corte no lábio e que também estava cicatrizando sozinho. Usou enervate, conseguindo melhorar um pouco a aparência pálida dela. Usou a varinha, tentando achar alguma alteração interna, mas não havia sinal de nada.
- O que vocês fizeram nela? – nisso Hermione chegava com o pedido de Remo.
- Nós não fizemos nada. Apenas mexemos nela pra ver como ela estava e se ela acordava. - Falou Mione.
Foi então que os olhos de Liane se abriram.
- Liane... Liane, fala comigo! Você esta bem? – Perguntou um preocupado Remus.
Liane olhava um pouco assustada. Tentando lembrar do que tinha acontecido e o porquê de Remus estar ali. – O que foi? Onde está Harry? Droga, minha cabeça dói!
- O que foi? Eu é que pergunto! Mas em primeiro lugar, você se sente bem? Consegue levantar? Tá sentido alguma dor, alguma coisa estranha?
- Acho que não tem nada de errado. Só estou com dor no corpo, parece que tomei uma surra daquelas. Eu não pensei quando vi aquela coisa indo pra cima do Harry.
- Não pensou mesmo, sua louca! – Disse Hermione.
- Posso ver suas costas depois. Acho que você machucou na queda, em algum lugar. Não parece ser pouca coisa, por mais que tenha sangrado. Vou subir pra ver como está o Harry. – disse ele saindo, mas virou e olhou com um jeito realmente preocupado. – Você realmente se sente bem?
Foi ai que Liane se assustou. – O que aconteceu com ele? Eu não consegui parar o raio que voltou da taça?
- Calma. Vou ver como ele está. Gina, Hermione, levem ela pro quarto e troquem essa roupa. Fiquem quietas lá, depois conversamos.
Remus subiu correndo. Quando entrou no quarto, viu Ron com uma toalha na testa de Harry, que se mantinha desacordado.
- Remus, ele tá quente. Balbuciou umas coisas ai que eu não entendi nada. O anel continua brilhando.
- Deixe-me vê-lo.
Ele o analisou. Usou a varinha para tentar achar algum problema interno, mas nada. A cicatriz estava avermelhada, com um caminho de sangue coagulado descendo pela testa e a lateral do olho direito.
- Lupin, ele ficou irado quando viu a Liane desmaiada e foi pra cima daquele negócio. Ele tava com muita raiva. Quando ele destruiu a horcrux, virou para onde estava a Liane e as meninas, todo estranho, e falou que não era pra ajudarmos ela a se recuperar, que ela tinha que fazer sozinha junto com o prometido e depois caiu duro no chão. Não deu pra entender nada.
Sem mais sem menos, Harry levantou da cama, de repente. Olhando assustado e gritando por Liane.
- Ei, calma aí rapaz. Tá tudo bem...
- Cadê ela? Ela tá bem mesmo? Deixe-me vê-la! – Disse desesperado para levantar, fazendo força contra os braços de Ron que o mantinham encostado à cama.
- Peraí! – disse Remus, segurando Harry pelo tórax. – Você não vai sair daqui sem eu ver se tá tudo bem com você. Deixe-a descansar um pouco, depois você vai lá. Não se preocupe, ela acordou e está com as garotas. Parece que está bem.
Remus fez um exame melhor constatando que tudo estava normal. O anel tinha diminuído seu brilho. – O que você está sentindo Harry? Dor em algum lugar?
Gina entrou no quarto batendo na porta.
- Vim saber como está o Harry?
- Aparentemente não foi nada. – Falou um enfadado Harry.
- Eu penso que, graças à Merlin, está tudo bem, pelo menos por enquanto.
Foi então que entrou uma Liane em polvorosa, passando por todos e se jogando na lateral da cama bem próximo a Harry.
- Como você tá? Você tá bem? Se machucou?
- Não aconteceu nada. Mesmo. – Disse Harry olhando com compaixão pra namorada.
- Foi mal, não consegui manter ela lá no quarto. – Disse Hermione entrando no quarto.
- Por que você fez aquilo? Não tinha que se meter? Podia ter acontecido o pior. Tanto comigo quanto com você, sua maluca.
- Maluca? Eu? O que você queria que eu fizesse? Ficasse esperando pra ver se aquela coisa ia te matar? Você que foi o maluco!
Olhando sério pra ela perguntou.
– Li, como você está? Tá tudo bem mesmo?
- Eu acho que sim. – disse agoniada. – Eu senti muita dor, mas passou. E a sua cicatriz, ainda tá doendo?
- Não muito. – Foi ai que Harry e Liane perceberam que o resto do pessoal estava olhando para os dois. - E ai, gente. – Disse sem graça.
Remus tomou o partido e começou. – Pois bem, agora parece que está tudo normal e os ânimos estão controlados. Podem começar a me explicar: que raio aconteceu naquela biblioteca?
Não tinham para onde fugir e com o que enrolar o professor, que já estava sentado na cama de Harry olhando para cada um deles, observando cada reação.
- Sabemos... – Começou Hermione. -... Que não vamos conseguir mentir ou despistar o senhor, por isso vamos começar do começo.
- Remus, aquilo que você deve ter visto destruído era uma das sete horcruxes de Voldemort. Como você deve saber é através destas coisas que ele se mantém vivo. – Falou Harry.
- E nós estamos caçando essas coisas e as destruindo para assim ter chance de destruir o próprio Lorde das trevas. Sem isso não temos chances. – Disse Liane.
- Foi uma das missões que Dumbledore deixou para o Harry e, como amigos, estamos ajudando. – Falou Ron.
- Das sete existentes, já foram destruídas: O diário, que o Harry destruiu no segundo ano; o anel de Servolo Gaunt, que Dumbledore destruiu ano passado, e por isso estava com aquela lesão na mão. Ainda teve essa taça, que por acaso era a taça de Helga Hufflepuff, que foi destruída agora. – Disse Gina.
Remus fazia cara de quem estava surpreso, mas parecia entender o que estava acontecendo.
- Naquela noite em que Dumbledore foi assassinado, ele tinha achado o local onde estava mais uma das horcruxes, o medalhão de Salazar. Mas aparentemente, alguém mais esperto já o tinha pegado e, segundo a carta que ele nos deixou, já foi destruindo. – Disse Harry.
- Agora nós estamos pensando o que pode ser uma horcrux e como destruí-la. Por exemplo: A quinta seria a Cobra Nagini. Ela pode ser uma, e com um simples Avada kedavra pode ser destruída. A sexta ainda não descobrimos qual pode ser. E a sétima é o próprio Voldemort, que com todas as outras destruídas, pode ser derrotado num duelo com o Harry. –
Terminou Hermione.
- Então é nisso que vocês têm pensado durante esse tempo. É isso que vocês têm escondido de todos. Foi então uma ordem de Dumbledore? Uma ordem da qual nenhum dos adultos sabe e talvez nem imaginem. Eu realmente estou surpreso, como vocês estão buscando umas coisas tão perigosas. Estão correndo tanto risco e não confiam em ninguém para ajudá-los. Não confiam nem naqueles que sempre estarão ao lado de vocês, Harry. Eu não sei bem o que falar.
- Não era só você... – Tentou falar mas foi contato pelo próprio Remus.
- Não é por ser eu, Harry. Mas isso é um assunto extremamente sério. Sírius sabe disso?
- Sabe. Dumbledore contou tudo a ele.
- Quem mais sabe disso?
- Somente a gente e o Sírius.
- Ele te orientou a procurar por alguma coisa?
- Não. Viemos pra cá, pois eu achei que nas coisas dos meus pais poderia ter algo.
- Por que pensou nisso?
- Eu lembrei que tinha visto muitos livros de magia das trevas e outros livros mais avançados aqui. Basicamente não encontramos mais nada em Hogwarts.
- Espero que descansem agora. Vamos fazer um curativo pra você e Liane. Todos, se quiserem podem ir comer algo na cozinha e depois vão descansar. Nada de leitura avançada ou caçada hoje. Quero todos vocês em seus quartos, entenderam? Voltamos a conversar amanhã. - Todos fizeram “sim” com a cabeça. - Hermione, por favor, veja como estão as costas e o ombro de Liane e se precisar de alguma coisa eu devo ter algo que possa servir. Gina venha me ajudar com a comida. Ron ajude o Harry a cuidar dessa cicatriz e o deixe tomar um banho. Encontro com vocês em meia hora na cozinha. Harry, eu vou chamar Sírius aqui amanhã. Temos muita coisa que conversar.
- Me desculpe por tudo Remus, eu não esperava encontrar uma horcrux na minha casa e ...- Harry abaixou a cabeça. – Eu não quero ferir mais ninguém. Prefiro morrer a alguém aqui sair arranhado.
- Eu sei disso, Harry. Mas é em você que estão as esperanças de destruir Voldemort, não em mim e nem em seus amigos. Se eu morresse, se qualquer um de nós morresse, pelo menos você estaria vivo pra tentar outras coisas. Pra acabar com tudo isso.
- Como você pode falar uma coisa desta?
- Não seja infantil, Harry. Você precisa pensar que há outras famílias que podem ser destruídas, igual a sua. Que podem surgir novos Harry Potter que poderão não ter a sorte que você teve. A sorte de encontrar pessoas que gostem de você, que se preocupam, que te amam, e que seriam capazes, sim, de dar a própria vida para que você não tenha um arranhão sequer.
- Mas se eu morrer tudo fica mais fácil, ninguém vai ser caçado, preso ou morto por minha causa.
- Mas podem ser separados de suas famílias, obrigados a destruir outras. Harry, com Voldemort ganhando essa guerra, tudo tende a piorar. Será que você não conseguiu perceber isso, meu amor? – Disse Liane.
- Vamos parar com essa conversa. Quero que restabeleçam as forças e descansem. Por enquanto não vai sair nada da minha boca. Mas amanhã veremos. Liane, pro seu quarto. Harry, eu te trago o que comer, os outros pra cozinha.


Hermione e Liane entraram no quarto, fechando a porta em seguida.
- O que vamos fazer agora? O Remus vai nos obrigar a ficar quietos. Não conseguiremos destruir todas estas malditas coisas. – disse Liane sentando na cama.
- Realmente não vamos conseguir nada, principalmente se você ficar se jogando na frente de todo raio que cruzar o caminho do Harry. - Disse Mione debochando da amiga, que fez cara de zangada.
- Eu não posso evitar. Eu posso não ter vivido metade das aventuras e emboscadas pelas quais vocês já passaram, mais eu amo o Harry, Mi. Eu não posso ficar parada assistindo de camarote ele ser ferido ou até morto por uma dessas coisas. Eu sinto que tenho que defendê-lo. Que tenho que ajudá-lo.
- Mas você tem que pensar Li. Às vezes o Harry terá que fazer coisas que somente ele pode fazer. E ele precisa se concentrar. Infelizmente você não viu a cara do Harry quando o ricochete da taça te acertou. Parecia que ele tinha se transformado em outra pessoa. Até a cor dos olhos dele mudou. Foi muito estranho. E pior, depois que a taça foi destruída, ele se virou pra mim e pra Gina e falou, mas não com a voz normal dele, parecia que alguém falava e a boca dele somente se mexia.
- Mas o que ele disse? – perguntou Liane preocupada.
- Ele falou pra não ajudarmos você. Disse que tanto você quanto um tal de escolhido, que eu deduzi ser o próprio Harry, tinham que se curar e se recuperar sozinhos. Falou umas coisas sobre o escolhido e você. Foi sinistro. Até eu fiquei assustada. Mas o pior é que você e o Harry acabaram se curando realmente sozinhos.
- Como assim? O Remus não fez nada? Nem por mim nem pelo Harry?
- A única coisa que ele fez foi te lançar um enervate, mas a ferida do seu ombro, que sangrou bastante, e o sangue que começou a sair da testa do Harry pararam sozinhos.
Liane então se moveu, tentando ver a ferida do ombro. Viu que sua blusa estava toda suja de sangue, mas não existia corte, somente sua marca de nascença. Quando a tocou, sentiu dor. – Isso dói, mas não há nada aqui. Como isso começou a sangrar se eu tomei o ricochete basicamente no peito?
- É isso que tenho me perguntado. E outra, era pra você ter morrido na hora. Você era pra ser um monte de pó nesse momento.
- Eu não tenho idéia do que aconteceu comigo. O que eu me lembro foi de ver o raio voltando pro Harry, depois não sei de mais nada.
- Eu também não sei. Mas alguma coisa aconteceu Li, e eu vou tentar descobrir. Mas agora eu vou descer. Te trago um lanche depois. Não vai falar nada com o Harry. Vocês dois precisam descansar. Amanhã tem mais. Tome um banho pra tirar esse cheiro de sangue.
- Você também. Eu não quero comer nada não. Qualquer coisa eu assalto a geladeira de madrugada. Boa noite amiga. – disse dando um abraço em Mione.
- Pode deixar. Durma bem!

Durante a noite, tanto Harry quanto Liane dormiram mal. Ambos tinham pesadelos. Liane sonhava que estava em um local escuro e frio, parecia uma prisão. Escutava alguém choramingar. Olhou para o canto da cela e viu uma figura que parecia humana, uma mulher. Ouviu, então, passos que pareciam se aproximar.
- Já desistiu de lutar contra mim, mulher? – Perguntou um homem do qual não conseguia ver o rosto, devido às roupas pesadas que usava.
- Você sabe muito bem que eu posso até ser esquartejada viva que da minha boca não vai sair uma palavra sequer de qualquer coisa que você queira saber. E outra coisa, você está deixando muito a desejar nas suas torturas. Parece que a cada dia eu consigo me recuperar mais rápido.
- Você acha? – disse sarcástico.
- Os seus servos estão muito à quem do que eu fui treinada pra agüentar.
- Bom saber disso.

Liane não entendia. Por que estava sonhando com aquilo? Quem eram estas pessoas? O que estava acontecendo? Por que não conseguia acordar?

- Queres então um novo desafio para ver se consegue agüentar meus brinquedinhos?
- Não é você quem manda aqui? Não sou eu a prisioneira?
- Pergunto isso porque, sua vadia petulante... – disse abrindo a porta da cela e entrando. -...talvez seja a ultima vez que nos vemos. E eu tenho plena certeza que, desta vez, eu vou conseguir. Levante-se! – Ordenou.
Com certa dificuldade a mulher se levantou. Estava maltrapilha. Suas roupas rasgadas mostravam um corpo sujo, ferido. Mas mesmo naqueles trajes a mulher de olhos claros, de pele clara e cabelos negros e longos ainda era bela. Sua postura diante de seu carcereiro inspirava revolta, pois estava altiva, de queixo levantado, com o olhar penetrante, sem desviá-lo do seu algoz.
- Muito bem, srta Navra, está pronta a me dizer quem é você?
- Não, estou com preguiça! - Disse debochando.
- Pois bem. Snape, Belatrix, Bartô! – Gritou e logo depois os três estavam ao seu lado.
- Sim mestre! – responderam.
- A poção!
Bartô e Snape aproximaram-se e seguraram Navra pelos braços, enquanto Belatrix tinha em suas mãos um copo com algo que saia fumaça.
- Agora, garota, vamos ver do que você é feita.
O homem encapuzado ficou mais distante enquanto os outros faziam Navra beber a poção. Navra tentava de todas as maneiras não engolir nada, fazendo voar o liquido por tudo que era lado. Até que Bartô deu-lhe um soco na região do abdômen e Belatrix colocou a poção em sua boca. Não teve alternativa, havia engolido uma parte.
- Soltem-na! Agora saiam. Ela reclamou que vocês estavam fazendo ela se divertir muito. Agora é minha vez de brincar um pouquinho.
- Seu porco imprestável, o que você me fez beber, seu sangue? – disse cuspindo no chão.
- Pra ser sincero, sim, também tem meu sangue. – disse com um sorriso audível.
- O que você vai tentar agora? Tirar meus órgãos pela boca?
- Não. Isso iria sujar muito mais a cela do que ela já está. Não sei como você é em poções e feitiços das trevas. Não deve ter estudado muito, já que não é uma auror.
- Mamãe lia esse tipo de coisa para eu pegar no sono.
- Que bom. Então deve saber de uma poção conhecida por fazer da pessoa que a toma uma escrava de alma. Está lembrada?
Navra ficou mais pálida que já era.
- Muito bem. Pelo seu semblante e pelo silêncio acho que lembrou. Pois bem, ela acaba de tomar o seu belo corpo e que, agora em diante me pertence.
- Você acha que eu vou ser um destes zumbis que te seguem?
- Não, nada disso. Apesar de ser uma boa idéia. Agora você será meu brinquedo. Eu vou fazer o que quiser com você, e mesmo sem querer, você vai fazer, sem pestanejar.
- Você só pode estar brin... – antes mesmo de Navra acabar a frase o homem ordenou:
- AJOELHE-SE! – Sem dizer nada, Navra caiu de joelhos na mesma hora. Lágrimas vieram imediatamente aos seus olhos.
- Gostou? Ou achou, como você própria disse, fraco? – e gargalhou, fazendo cair seu capuz, ali estava Voldemort. Seu semblante não era conhecido, mas Liane sabia, o reconheceu não sabia como, mas tinha a certeza que era ele.
- Agora que você é minha, me conte da sua vida. Quem é você garota?
Entre gaguejos e lágrimas ela respondeu. – Meu nome é Navra Marie ... Volleer Dumbledore.
Liane congelou. Agora é que estava tudo confuso. Estava presa a um pesadelo que ela não tinha idéia de como o estava sonhando, e ainda por cima ela estava vendo a filha de Dumbledore sendo torturada por ninguém menos que Lorde Voldemort.
- Ora, ora...Muito bom, srta Navra. Quer dizer que eu capturei e estou torturando a filha do meu querido ex-professor Alvo Dumbledore. Então temos muitas coisas que conversar.
- Maldito!
- Agora você deve estar implorando para morrer, não é mesmo. Pois bem... - Disse transfigurando uma pedra em uma bela cadeira confortável, sentando-se. – Quero que me conte tudo o que sabe sobre seu amado pai e o que ele vem fazendo para me destruir.
- Eu não posso...
- Pode sim. E você vai me falar, eu ordeno!
- Meu pai quer destruí-lo formando com os melhores bruxos e bruxas da Europa a Ordem da Fênix. Eles..., eles estão dispostos a morrer para destruir qualquer força das trevas que desequilibrem a magia, que causem sofrimento e que queiram tomar o poder pela força e pelo medo – Disse Navra entre lágrimas. Sua vontade estava totalmente suprimida. Ela realmente estava vencida.

Liane acordou entre lágrimas.
- Pelo amor de Merlin, o que foi isso? – Estava ofegante. – Por que eu? Por que eu tinha que ter sonhado com isso?
Ainda era noite. Liane estava muito cansada para pensar. O corpo dolorido e o sono a embalaram fazendo-a dormir novamente.
Harry também não conseguia dormir. Estava incomodado. Olhava e rolava de um lado para o outro da cama, fechava e abria os olhos, e o sono não vinha.
- Eu queria tanto dormir um pouco e não pensar mais em nada. Eu não sei se agüento mais isso. Aquilo podia ter matado a Liane, e tudo por minha culpa. Tudo por eu ter sido apressado. Ter achado que agora, só por causa deste maldito anel, eu posso ser um super herói. Quão idiota eu sou! – Harry então tirou o anel do dedo e ficou a fitá-lo. – Eu não sou o seu antigo dono. Eu não tenho tanto poder. Não sou um grande mágico, um grande bruxo para poder usá-lo.
Então o anel brilhou. Harry contemplou pela primeira vez sua herança. Realmente era uma bela jóia. O brilho azulado da pedra fazia-o sentir-se bem, relaxado, parecia que agora o sono chegava e calmamente Harry se ajeitou na cama, não parando de admirá-lo. Pouco depois já dormia e sonhava.
Abriu os olhos novamente e não reconheceu onde estava, se levantou. Olhou em volta, sabia que estava sonhando, pois não poderia ter sido tirado de sua casa assim tão fácil. Estava numa espécie de caverna. Pela pouca luz, quase não se podia ver o caminho à sua frente. Resolveu que seguiria em direção a luz mais forte. O silêncio do lugar era atrapalhado pelo passos que ele próprio dava.
- O que será isso? Por que cargas d’água eu tenho esses malditos sonhos.
- Por que chama teus sonhos de malditos, meu senhor?
Harry deu um pulo, tirando sua varinha do bolso. Olhando para o lado, lá estava o mesmo dragão que ele havia visto junto de Liane, no outro sonho.
- Não hei de te fazer mal, meu senhor. Sou teu servo, não teu inimigo. – disse o dragão.
Harry olhou para sua varinha. Como havia de estar com ela logo ali. Tudo devia ser um sonho. – O que está acontecendo? Quem é você? Isso é um sonho não é?
- Bem, uma pergunta de cada vez. Meu nome é Merloc. Sim, podemos dizer que isso é um sonho. O que mais? Há sim! O que está acontecendo aqui é uma forma de apresentação minha para com o senhor do anel Dracunus.
- O que?
- Eu não posso sair daqui onde estou, ir para o mundo em que você vive para batermos um papo. Em sonho é mais fácil para eu manter esse segredo e mantê-lo seguro é o meu propósito, por isso usei de meu poder para chamá-lo até aqui.
- Me chamar? Meu corpo esta dormindo na minha casa e...
- E seu espírito esta aqui. Senti que tinha chegado o momento de nos conhecemos. O que fizeste hoje modificou muitas coisas dentro e fora de você.
- Explique-se melhor. Como sabe o que fiz hoje?
- Eu o ajudei a destruir a taça, Harry. Eu e o anel estamos ligados um ao outro. Nossa mágica tem origem no mesmo lugar. Quando você está em perigo de morte o anel faz o seu trabalho de aumentar seu poder mágico, de protegê-lo e de alertar-me do que está acontecendo.
- Então quando perdi a consciência, foi você que terminou de destruí-la. Foi você que falou aquelas coisas pros meus amigos sobre a Liane.
- Sim. Você, meu senhor, ainda não está forte e pronto o suficiente para receber um ataque tão forte quanto aquele. Tenho certeza, se não fosse a proteção deste anel você estaria morto neste momento. Destruir uma horcrux é uma das coisas mais complicadas de se fazer, devido a maldade de todo o ritual e da energia negativa que o objeto ou a coisa carrega consigo.
- E por que ela mão matou a Liane? Ela recebeu o ataque diretamente.
- Eu sei, isso eu também senti. Mas sua namorada é uma pessoa muito especial e incomum. Aquela magia não funcionaria contra ela. A machucou sim, mas não a mataria.
- Eu sei. Ela é uma inominável. Mas por que não a matou?
- Isso também, meu senhor. Mas a menina Liane está mais ligada ao senhor do que imaginas. E não era a hora pra que ela morresse.
- Do que está falando?
-Meu senhor, ainda não é hora de saber certas coisas. Precisas entender que o senhor nasceu com propósitos, sendo um deles destruir Lorde Voldemort e o outro re-equilibrar a magia.
- Eu não sou uma criança Merloc, não mais. Você não é Dumbledore para me esconder as coisas. Se me trouxe aqui agora, então, abra logo o jogo. O que tem a Liane com tudo isso?
- Tem tudo há ver. Não foi por acaso que você e ela se encontraram e se apaixonaram um pelo outro assim, tão rapidamente. Está no destino, na linha da vida dos dois.
- Hã?
- A mente do senhor não compreenderá o que eu falar a respeito dela ou de outras que ainda não aconteceram. Precisas amadurecer como um bruxo, como um homem e em pouco tempo poderei contar tudo que queiras saber meu senhor. Deixe as coisas fluírem.
- Então, por que me trouxe aqui, logo agora. E por que me chama de senhor?
- Tinha que alertá-lo. O que aconteceu hoje foi muito grave e pode ter alertado de alguma forma seu inimigo. Voldemort ainda não sabe que algumas de suas horcruxes foram destruídas, mas com toda certeza ele percebeu que alguma coisa está mudando, que algo está errado.
- E o que podemos fazer?
- Você precisa entender o que se passa à sua volta. Precisa de treino para alcançar o seu real poder mágico. Você não é um simples bruxo. Você é Harry Potter, descendente de Merlin, senhor do Dracunus. O seu poder mágico descende de reis, rainhas que se ocultaram para que agora, você pudesse se preparar para toda batalha que virá.
- Eu não sou...
- Um grande bruxo? Um grande mago que possa controlar o anel? Você não se acha digno dele?
- Como?
- Eu e você Harry, estamos ligados por um voto que foi feito por Merlin. Ele me pediu proteção para ele e todos os seus descendentes enquanto, pedi que pudesse ficar aqui, nas terras mágicas até o fim dos meus dias. Por esse voto eu consigo sentir, ver muitas das coisas que você sente e vê. É bem parecido com a janela na sua mente que você tem com Voldemort.
- Então você pode me manipular?
- Não. Eu não poso te usar de nenhuma forma, mas posso ajudá-lo, e como no caso em que você perdeu parte da sua consciência, eu posso me ocupar de você por algum tempo.
- Isso é loucura!
- Para alguns, principalmente pela parte de um dragão estar conversando com um humano.
- Como posso falar contigo sem ser em sonho?
- Não pode. Você teria que vir até onde estou.
- E como faço isso?
- Só através do seu protetor.
- Sírius?
- Sírius Black não é seu protetor. Não é o momento certo para vocês se conhecerem.
- Tem alguém me seguindo por ai e eu não posso saber quem é.
- Exatamente. A vida dele, a sua e de seus amigos correm perigo caso Voldemort descubra que você tem um protetor. Voldemort não pode saber em hipótese nenhuma que você é um descendente de Merlin. Agora, acho melhor o senhor voltar, tem que descansar, amanhã parece que será um dia muito complicado. Volte por onde veio, e volte olhando para o anel, assim é mais fácil.
- Tudo bem. Quando nos encontraremos de novo?
- Não sei. Mas se precisar de mim eu te encontrarei.
- Adeus então.
- Até breve. E por favor, não conte ainda sobre o que conversamos ou sobre qualquer coisa deste sonho. Você saberá quando falar, mas não agora.
- Tá bom. Prazer em conhecê-lo, Merloc.
- O prazer foi todo meu, Harry Potter.
Naquela mesma noite, Severo Snape estava sentado em uma poltrona de frente para a lareira. Novamente se sentia como quase todos os dias de sua vida, principalmente naquele período do ano, só! Lembrava-se vagamente das festas de fim de ano com sua família. Como bons ingleses, eram silenciosos, introvertidos e demonstravam pouco suas emoções, por mais que estas fossem felizes ou tristes. O cálice de um bom e velho hidromel brilhava com o arder das toras de madeira de pinho, que deixavam um cheiro refrescante e que, porém faziam com que o ar do local ficasse mais frio do que realmente estava. Há dois dias não via ninguém, a não ser durante algumas horas do dia em que ficava no mesmo local com Draco Malfoy, normalmente durante as refeições.
Draco ainda não havia visto sua família desde a fatídica noite da morte do diretor de Hogwarts, e até que sentia pouca falta. Sua mãe foi para ele quase a mesma coisa que o pai, porém lhe dava mais atenção e afeição. Draco tentava relembrar naqueles dias alguma coisa relevante para ele das festas de inverno. Lembrava dos jantares egocêntricos de sua família, onde a alta classe do mundo mágico aparecia. Lembrava do brilho do salão de sua casa, nos tons de cinza e negro. Cores que sempre estavam no seu cotidiano. Lembrava dos presentes, das risadas altas, da comida. Bem, a comida lhe fazia falta naquele momento, mas estava percebendo que muito de tudo que tinha vivido até aquele momento não o fazia sentir saudade ou até vontade de voltar. Por mais que ele estivesse passando por aquilo, naquele momento, estar sozinho, por mais que Severo Snape estivesse com ele, não o fazia querer mais a vida que tinha tido um dia. Depender de si próprio e ter a consciência das responsabilidades de seus atos o fizeram querer mais a solidão parcial do que a vida ilusória de família feliz. Ele sabia, queria muito mais do que tudo, aquilo.
Resolveu sair do quarto em que estava, tinha que andar, ver alguém e também comer alguma coisa, pois seu estômago começava a dar sinais de existência e de ausência de algo quente em seu interior. Colocou um casaco e foi em à direção da sala. Como não era a antiga casa que havia passado meses, desconhecia o local.
Viu que seu companheiro estava a fitar a lareira, concentrado, parecia beber algo.
- Posso ficar ou vou te atrapalhar muito a pensar na vida se ficar aqui?
- Fique se quiser! – Falou sem ao menos olhar.
- O que está bebendo?
- Hidromel. Bebe se quiser, já tem idade pra isso!
- Não é nenhum dos seus chazinhos tonificantes? È mesmo hidromel?
- Se isso fosse tonificante, você acha mesmo que eu estaria sentado, olhando pra uma lareira no meio de uma noite fria com um foguinho que não esquenta sequer uma pessoa direito? Poupe-me dos teus comentários inteligentes e oportunos, Draco! Isso é só hidromel. Conhece?
Draco se serviu, rindo por dentro por atazanar um pouquinho Severo. Ao beber pareceu que arranhava sua garganta, mas que aos poucos descia aveludando e esquentando a garganta e o estômago morto de fome. Isso relaxou.
- Muito bem Draco. O que quer comigo?
- Será que sempre tenho que querer algo de você pra ficar por perto?
- Normalmente...sim!
- Valeu, Severo.
- Disponha!
Severo sabia bem que Draco estava se sentindo um pouco sozinho. O conhecia bem o suficiente pra saber que sua aproximação e sua conversa fiada eram a forma dele ter um pouco de calor humano e atenção.
-Quer comer alguma coisa?
- Não é o resto que comemos no almoço, não é?
- Sabe que não. Posso ser homem, mas me viro. E não sobrou quase nada do almoço, você comeu quase tudo.
- Mentira, acabou por que você fez pouca coisa. E outra, não faz aquela sopa igual a de ontem, tinha gosto e cheiro de meia com chulé.
- O que eu posso fazer se não gosta de cogumelos e abóbora. Não estamos próximos de qualquer coisa que seja comprável. Talvez possamos caçar amanhã e...
- Caçar? Como os trouxas?
- Possivelmente.
- Arhhhhhh! E sujar as mãos de sangue de bicho?
- Às vezes fazemos coisas que precisamos, mesmo se não gostamos, e que são necessárias Draco.
- Você já me disse isso!
- Mas parece que você não entendeu. Será que não entrou na sua cabecinha forrada de ouro?
- há há há, Snape!
- Que seja! Se quer comer alguma carne, vai aprender a sobreviver. Mas saiba que sou impaciente com quem não aprende. Agora, se não quiser caçar...
- Não vou comer uma apetitosa caça!
- Perfeitamente. Viu, já está começando a perceber e a aprender. 20 pontos para a sonserina!
- Realmente Snape, você está todo engraçadinho hoje! – E deu as costas andando pro outro lado.
Severo já estava indo para a cozinha quando parou, escorando todo o seu peso numa mesa próximo a parede, fazendo todos os objetos caírem no chão, chamando a atenção de Draco. Ele olhou de lado e correu a tempo de segurar o corpo de Severo que ia ao chão lentamente. Nada mais se ouvia. Severo estava quase catatônico, seus olhos negros miravam o infinito e sua boca semi-aberta fazia par com uma visão de puro ermo. Draco não sabia o que fazer. Severo mal respirava e não se mexia. Decidiu se levantar e confirmar os encantamentos e proteções da casa. Chamou por sua varinha. Fez todas as luzes se apagarem, mantendo apenas a lareira acessa. Levitou Severo até próximo da lareira. As mãos de Severo estavam mais geladas que o normal Tentou reanimá-lo, mas nada.
- Droga Snape! Que merda é essa!

Severo sentiu seu corpo ser espetado por todos os lados, como se agulhas em brasa entrassem em sua carne Ao abrir os olhos deparou-se segurando uma taça prateada, mas percebeu logo que não era ele e que não estava em sua casa. Pensou e lembrou da conversa com o Dragão. Realmente estava acontecendo, sua promessa estava sendo exigida, ele estava no corpo de Harry Potter, ele era o próprio Harry naquele momento. Pela dor que sentia e o que via naquela taça pensou que só poderia ser uma das horcruxes. Se Harry estava tentando destruí-la ele não sabia, mas aquilo estava matando-o. Começou então a recitar todos os contra-feitiços que conhecia até que em sua mente as palavras fluíram para uma nova língua, que aparentemente ele não conhecia e nem sabia o que estava falando. Sentiu a presença de Merloc e sua voz estava em sua mente dizendo juntamente com ele os contra-feitiços na língua desconhecida.
Percebeu que a taça estava se retorcendo e se tornando escura. Tinha destruído a horcrux. Realmente estava cansado, mas sentiu que algo mais estava errado. Ao olhar para trás viu os amigos de Potter, gina e Hermione segurando o corpo desacordado de Liane. Viu o sangue, mas na mesma hora Merloc tomou os seus pensamentos.
- Diga que a deixe quieta aí, fale que ela não morreria tão facilmente. Que ela precisa viver assim como o prometido. Que a deixem se curar sozinha. Não se preocupe, vai ficar tudo bem Guardião.
Depois que falou com as garotas sentiu-se fraco e caiu. Quando levantou, viu que era seu corpo novamente. Viu a cara de aflição e desorientação estampada no rosto de Draco. Resolveu levantar, mas acabou perdendo o equilíbrio, estava tonto.
- Por quanto tempo fiquei desacordado?
- Você não ficou necessariamente desacordado. Seus olhos e boca estavam abertos, às vezes se mexiam.
- Está bem! – Disse impaciente. – Quanto tempo eu fiquei assim, desligado?
- Uns quinze minutos. Acho eu.
- Ainda bem!
- Por que? O que aconteceu? Eu nunca vi você mal ou, sei lá como posso falar, nocauteado!
- Há uma primeira vez pra tudo na vida. – Disse tentando se levantar de novo.
- E então?
- Então o que Draco?
- O que foi isso?
- Nada demais. Apenas tive uma experiência mágica extra-corpórea com uma pessoa em perigo.
- E?
- E ai? Nada do que você deve saber, pelo menos por enquanto. – Disse sentando na poltrona a seu lado.
- Ainda não confia em mim, Snape?
- Não confio na minha sombra, acha mesmo que poderia confiar minha vida a você?
- Eu confiei a minha a você! – Disse grosseiro.
- Você é jovem, imaturo e não teve muita opção, não é verdade?
- Então não posso confiar em você?
- Acho que pode! – Disse se recostando na poltrona e respirando fundo. Estava cansado e tinha que acabar com esse papo. - Mas, pra finalizar esse papo chato só vou falar uma coisa. Qualquer um tem segredos Draco, e no meu caso isso faz com que eu possa viver um pouco mais e manipular as situações para que os nossos inimigos permaneçam na penumbra, que é favorável. Você é jovem e sanguíneo. Talvez não tenha forças e jogo de cintura para agüentar o tranco. Entendeu por que eu não vou falar mais nada sobre isso?
- Não. Quer dizer, acho que entendi, mas não fiquei satisfeito.
- Pense então. Vou descansar um pouco. Se vire na cozinha se quiser comer.
- Não! Não faça isso!
- Boa noite Malfoy!
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O som da porta da frente sendo aberta foi ouvido da cozinha, onde todos os ocupantes da casa dos Potter tomavam seu café da manhã. Podia ser ouvido qualquer barulho na casa tamanho o silêncio que imperava. Sírius entrou e percebeu a tensão, não só pelo silêncio, mas também pela feição de todos, realmente tinha acontecido algo importante.
- Bom dia a todos! – Exclamou, sentando em uma das cadeiras da grande mesa.
Ninguém falou qualquer palavra, apenas Remus se manifestou. Os outros o olharam, dando como resposta um risinho de canto de boca. Harry não o olhou, continuou bebendo o conteúdo de sua xícara.
- Aceita um café, Sírius? – Perguntou Remus.
- Sim, por favor. – Aceitando uma boa xícara de café.
- Será que você pode subir comigo até o sótão, precisamos conversar antes de nos reunirmos, tudo bem? – Questionou Remus, já saindo da cozinha.
- Claro. Vamos subir.- Disse levando consigo o café que já tomava.
- Gostaria que vocês subissem apenas daqui a quinze minutos. Vamos? – disse dando passagem para que Sírius fosse na frente.

Aqueles foram alguns dos minutos mais longos da vida de cada um dos garotos. Não se sentiam culpados pelo que haviam feito, mas estavam mais preocupados com as conseqüências do que fizeram. Esconder tudo aquilo de Remus, principalmente para Harry tinha sido como esconder algo do próprio Sírius, a quem tinha como um pai. Cada um estava se perguntado algo. Suas mentes estavam agitadas, principalmente com relação ao que era mais importante em suas vidas naquele momento.
Harry pensava como iria achar a aproxima Horcrux, e como faria para deixar Liane fora dessa caçada mortal. Saber que ela corria perigos reais, principalmente por estar ao seu lado e pelo que tinha conversado com Merloc o inquietava. Ele sabia que não era qualquer sentimento aquilo que sentia por Liane, que podia até ser algo mais que paixão.
Gina pensava em sua última briga com Eric, no beijo. Pensava que seus pais iriam enfartar por saber o quão envolvida em situações complicadas ela estava. Sabia que sua mãe não permitiria a ela continuar correndo atrás das horcruxes, e muito menos namorar, ainda mais se o pretendente em questão fosse um sonserino.
Ron pensava que talvez fosse culpa dele Harry e Liane terem se ferido. Que talvez fosse ele quem deveria ter destruído a taça. Sentia-se frustrado, principalmente depois da curta conversa com Dumbledore. Ele gostava de Harry como um irmão, mas não conseguia ajudar Harry em nenhum momento, principalmente quando envolvia perigo. Pensava que era um derrotado e que não faria falta para aquele grupo. Mesmo sendo mais velho que Gina, ainda temia ser inferior a sua irmã, tanto em poder quanto em coragem. E ainda tinha Hermione. Sua paixão pela ex-namorada não sumira por completo, como ele gostaria que fosse. Estar tão perto e ao mesmo tempo tão distante era doloroso, pois queria estar a apoiando, consolando, queria afagá-la, mimá-la. Ela pouco lhe dirigira a palavra desde a noite em que tentou forçá-la, e desde então era fria, distante. Ela não o tratava bem e nem o maltratava, e isso era pior que se ela o tratasse mal.
Hermione não estava avessa ao que acontecia. Sabia que todos os seus amigos estavam perturbados com a noite anterior e tudo aquilo deveria ter confundido a muitos. Mas sua realidade, por alguns minutos, se desviava a procura de Norton. Sua despedida havia sido fria, seca, triste. Ela via nele possibilidades que a realidade daquele momento lhe impedia de concretizá-las. Não entendia como e nem porque, mas sabia que seu coração a estava traindo e que ela iria se machucar. Pensava também na sua relação com o ex-namorado. Mesmo distante e tão próximo de Ron, não conseguia sentir nada de diferente em relação a ele, somente um terno carinho, carinho para com um irmão. Tinha dificuldade de se aproximar, pois sempre voltava a lembrar da maldita noite, e aquilo a fazia querer mais distância, não por medo, mas simplesmente por ele não ter feito nada depois, nem ter se desculpado.
Liane estava impaciente. Queria acabar logo com aquilo. Sabia que Remus estava mais preocupado do que nervoso, e que talvez não lhes fizesse tanta repressão. Sentia-se preocupada com Harry. Sabia que ele não havia ficado bem depois que destruiu a taça. Ele estava quieto demais, pensante demais. E ela sabia muito bem que era por ela. Sua atitude o motivou a fazer coisas sem pensar, agir por instinto, e aquilo poderia ter levado tanto ela quanto ele, e até mesmo seus amigos a uma morte dolorosa. Não se culpava e nem se arrependia, mas sabia que teria que aprender a ser mais objetiva do que emocional. Veio à sua mente também o sonho/pesadelo que tivera naquela noite. Sabia que aquilo era importante, mas não sabia por que ela tivera o sonho. Pensava que não poderia ter sido somente ela a ter aquela visão que parecia ser do passado da filha de Dumbledore.

Harry se levantou, atraindo a atenção dos outros.
– Vamos. Já deu os quinze minutos que eles disseram. – Foi em direção a Liane, ajudando-a a levantar e a conduzindo para as escadas.

Abriram a porta do sótão, entrando em silêncio. Avistaram Remus e Sírius sentados a mesa central.
- Sentem aqui todos vocês. – Falou Sírius.
Depois que todos estavam sentados e acomodados Remus começou a falar.
- Pois bem. Avisei ontem que teríamos essa reunião com a presença de Sírius, pois sei que a maioria de vocês aparentemente confia mais nele do que em mim, talvez por ele saber mais de algumas coisas do que eu. Primeiramente gostaria de me posicionar. Não achei adequado da parte de vocês fazerem aquele escarcéu todo na biblioteca sem me avisar sobre o que estava acontecendo e sem eu estar pelo menos presente na casa. Vocês sabem muito bem que poderiam estar mortos neste momento. Não há desculpa para a falta de responsabilidade. Vocês, pelo que Sírius me falou, sabem muito bem o perigo que correram. Uma horcrux, ainda por cima de Voldemort, não é um artefato mágico qualquer. É algo que, pelo que fiquei sabendo o que aconteceu com o próprio Alvo Dumbledore, não deveriam ser destruídas do modo como vocês fizeram ontem.
- Nós não fomos imprudentes. Sabíamos o que fazíamos. – Vociferou Harry.- Já disse que não sou mais uma criancinha.
- Não estamos dizendo isso, harry. – Falou Sírius.
- Mas é claro que estão! Pelo menos me chamam de irresponsável e de infantil.
- Harry! Não... – Tentou Liane.
- Não Liane! – Cortou Harry como se falasse parta ela não falar nada.
- Sim Harry! Foi imprudência sua e de todos vocês de não avisarem alguém que tinham descoberto uma horcrux. Eu poderia ter ajudado, o Sírius que já sabia de toda a história também.
- Mas não é sua a missão e nem a dele destruir essas porcarias!
- Talvez não. Mas tentaríamos fazer com que fosse seguro, não colocando ninguém em perigo. Liane poderia... – Remus abaixou a cabeça, apoiando-se na mesa.
- Eu sei disso, Remus. Mas se eu não fizesse nada talvez ela não fosse destruída.
- Talvez! Mas será que a vida de seus amigos e a de Liane são menos importantes que destruir Voldemort? – Falou Sírius olhando profundamente nos olhos de Harry.
- Remus, Sírius não falem assim – Disse Liane.
- Harry não pediu nossa ajuda. – Disse Ron.
- Somos seus amigos e devemos ajudá-lo. Deixá-lo sozinho seria desleal.
- Vocês não entendem que se continuarmos a fazer idiotices como essas, vamos apenas nos machucar, colocar em risco aqueles que amamos ou coisa pior.
- Harry, entenda uma coisa. Sabemos que Alvo te pediu para procurar e destruir as horcruxes. Mas estamos aqui para ajudar.
- Então...o que vocês querem? – Questionou Harry.
- Permita que te ajude! O que você puder falar, nós veremos o que podemos fazer, juntos. Só não queremos ariscar sua vida e a de mais ninguém.
- Por mim tudo bem. Mas trate-nos como adultos, não vou tolerar que ninguém nos menospreze por sermos mais novos.
Harry então colocou todos os panos na mesa, contando tudo o que ele podia contar sobre a caçada às horcruxes, sobre o anel e sobre as dúvidas que tinham. Sírius também expôs algumas coisas sobre como Alvo o havia salvado e deixado ele na caçada também, ocultando sobre seu contato com Severo Snape.
- Puxa vida! Estou impressionado com o perigo que todos, incluindo você Sírius Black, estavam correndo e ainda estão. Vocês têm certeza que ele não descobriu nada sobre o desaparecimento das horcruxes?
- Não sabemos ao certo, pois pelo que temos idéia Snape sabia da maioria das coisas que Dumbledore queria fazer ou estava fazendo. E como ele não voltou ou apareceu por ai ainda... – Disse Gina.
- Eu penso que ele não descobriu nada ainda. Minha cicatriz parou de doer há algum tempo e eu não sonhei com nada referente a Voldemort ainda. – Falou Harry como se não soubesse de nada. Não podia revelar nada sobre Merloc ainda.
- Eu posso dizer, não com tanta certeza, pois fiquei sabendo que outra foi destruída apenas hoje, que eles não fazem idéia e nem podem imaginar que o Mestre deles fez uma coisa tão arriscada quanto uma horcrux e que nós estamos destruindo-as. Se Snape comentou algo, deve ter sido com o próprio Voldemort. E, caso ele saiba de algo, ficará guardando suas preciosidades o mais perto dele e com isso ficará mais visível, porém quase impossível de destruí-las.
- Sírius, você tem como investigar?- Perguntou Remus.
- Sim tenho contatos lá dentro e...
- Como assim contatos? – Questionou Hermione.
- Conheço um dos comensais, mais ele não sabe exatamente quem eu sou, pensa que sou um dos partidários. – Inventou.
- Tem certeza que não é muito arriscado? – Questionou Remus.
- Sempre será, meu amigo. Mas ele é influente, e pelo o que percebi, quanto mais rápido Voldemort for destruído, melhor para ele e seus negócios. – Disse olhando discretamente para Hermione, que não entendeu seu olhar.
- Tome cuidado então. – Falou Remus.
- Sempre! – Disse rindo.
- Harry? – Chamou Remus.
- Sim.
- Você fica junto com os outros na pesquisa, pelo menos por enquanto. Vou tentar saber com os outros da Ordem se conhecem ou sabem sobre alguma coisa. E não se preocupem, não vou falar nada do que aconteceu aqui. Pois bem, sabemos que Nagini é protegida por ele e só poderá ser destruída quando tivermos destruído todas a s outras. Se forem realmente sete, temos muito que fazer.
- Mas Remus, você vai... – Perguntou Ron.
- Falar pra alguém? – Completou.
- É! – Confirmou.
- Isso é um assunto Ron, que nem o próprio Olho-Tonto pode ficar sabendo, por enquanto. Isso deve permanecer obscuro. E vocês devem não só estudar mais e pesquisar, mas devem ficar preparados fisicamente e mentalmente, e principalmente magicamente para uma batalha medonha e possivelmente sangrenta.
- Conhecendo bem Voldemort, é bem isso o que ele e seus comparsas vão querer fazer.
- E vocês vão nos treinar? – Questionou Liane.
-Acho que sim. – Falou Sírius.
- É necessário. E sendo chefe da Grifinória, isso fica mais fácil para algumas coisas quando voltarmos. Me digam, a Armada continua a se encontrar, não é? – Falou Remus.
- Sim. Mas como você sabe? – Perguntou Gina.
- Não sou cego e nem surdo Gina. Pois bem, repassem a todos dela o conhecimento que vocês vão adquirir e se preparem, pois os últimos dias deste ano serão, como eu posso dizer, interessantes. E posso pedir um favor?
- Ainda pode! – Brincou Harry. –O que é?
- Preciso de uma ajuda da Ninfadora Tonks. Ela vai treinar as garotas em algumas coisas. Pois eu e Sírius não somos como posso dizer, entendidos em assuntos femininos.
- Só entendemos de mulher de outro jeito. Mais eu do que o Remus aqui. – Brincou Sírius.
- Sírius e eu vamos cuidar das partes de defesa e duelos, feitiços e porções. Tonks poderá ajudar com transfiguração também.
- Mas por que a Tonks? – Perguntou Ron.
- Primeiro, Ron, por que confio nela. Segundo ela é uma das poucas pessoas que já cruzou com Belatrix Lestrange e sobreviveu. Isso já é muita coisa!
- Mas não é por que vocês... – Liane e Hermione tamparam a boca de Gina quando ela ia completar a frase, sorrindo sem graça para Remus.
- Não se preocupe, é soluço. – Disse Hermione.
- Ela tem crises de vez em quando. – Falou Liane.
- Tudo bem, entendi! Podem deixar ela respirar. Mas isso ainda não é da conta de nenhum de vocês. – Falou sorridente, deixando Gina sem graça e Sírius em altas gargalhadas.
- Eu vou indo. - Falou Sírius tentando se controlar. – Tenho assuntos pendentes e tenho que conseguir falar com aquele cara. Fiquem bem. Qualquer coisa ou alguma novidade especial, dou um jeito de procurar vocês. Não é momento para perder meu disfarce.

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À tarde, uma hora depois do almoço, todos foram convocados para estarem no sótão. Ron e Harry chegaram primeiro encontrando Remus e Tonks lendo alguns livros. Harry havia mandado uma coruja com o segredo para Tonks, logo depois da reunião. Resolveram esperar as garotas para ver o que ia acontecer. Liane, Mione e Gina chegaram conversando e rindo, como se nada tivesse acontecido antes. Do nada Remus cortou a conversa e começou a falar.
- Pois bem, não vamos perder tempo. Temos que começar o treinamento sabendo como vocês se portam contra um desafiante.
- Mas, vamos treinar aqui? – Perguntou Harry.
- Sim. Vamos subir as escadas, a área de treinamento ficava lá em cima.
- Área de treinamento? – Questionou Mione.
- É. Onde você acha que seu pai, sua mãe e os marotos faziam suas estripulias? – Falou isso ao pé do ouvido de Harry que acabou rindo.
Harry não havia percebido que havia uma porta na sala onde tinha encontrado as varinhas de seus pais, que ainda repousavam na cama. Remus percebeu e olhou para a cama.
- São as varinhas deles!
- Sim, eu acho que são.
- Por que não as guardou ainda?
- Não vi necessidade ainda.
- Vamos então. – Disse Remus abrindo a porta da sala, dando espaço para que todos pudessem entrar, Tonks foi a última.
A sala era parecida com um campo de quadribol. O chão era de areia um pouco grossa, era iluminada por tochas que levitavam.
- Ela foi baseada na sala precisa, onde vocês treinam a AD. Mas não tem a perfeição dela, mas podemos pelo menos treinar com vassouras.
- Então vamos. Primeiro queremos ver vocês duelando à vontade, um contra outro, mulheres versos homens, em grupos E não quero que finjam. Dêem o melhor de si. Mas procurem não matar uns aos outros, deixar desacordado vale. Em suas posições, em grupos. Duelem!
Remus e Tonks analisavam tudo que podiam e com uma pena repetitiva anotavam os pontos fortes e pontos fracos de cada um. Instigavam os duelos para ver o máximo e o poder de concentração de ambos. Alguns ficaram tontos depois de alguns ataques mais ninguém ficou desacordado, apenas com alguns arranhões. No final do dia todos estavam cansados e mortos de fome. Tomaram banho e comeram o jantar preparado por Remus e Tonks ninguém quis ficar acordado, acabaram dormindo cedo. Para eles começava um novo tempo.

N/B: Oi gente!! Eu sumi por um bom tempo não é!? Andei passando por uns problemas de família bem cabeludos, mas agora já está tudo bem, graças a Deus. Sei que estou meio atrasadinha com a betagem, mas resolvi mandar esse capitulo devidamente betado. É o mínimo que posso fazer depois do meu enorme sumiço!!! Bjus Vivian Malfoy.

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