Animais Mágicos – 4 Ano
O primeiro basilisco que se tem conhecimento, foi criado por Herpo, o sujo. Um bruxo das trevas que era ofidioglota. Descobriu que se o sapo chocar um ovo de galinha, cria uma cobra gigantesca com poderes mágicos perigosos.
As presas do basilisco são altamente venenosa, mas o perigo maior são os olhos amarelos que matam qualquer um que olhe.
É conhecido como rei das serpentes e só pode ser controlado por um ofidioglota, caso contrario trás perigo para qualquer comunidade que o cerque. O canto do galo é letal ao basilisco.
Faltava uma hora e meia para o horário da janta quando fui ate a biblioteca. Frank e Remo já estavam lá e para meu desespero, Sirius, Tiago e o tal Pedro.
― Pensei que você não viria. ― disse Frank rindo, todos os rapazes da mesa me olharam.
― Ate parece, bom, podem olhar, esta ótimo! ― disse passando o trabalho para ele.
Que o colocou ao seu lado para que Remo pudesse ler.
― Agora se entregou em Lupin, trabalho sobre cobra grande? ― perguntou Tiago rindo. Já disse que odeio esse garoto?
― O poder que uma cobra gigante tem, ou seria o estrago que ela faz? ― Sirius completou.
Todos na mesa riam, mas o sorriso foi morrendo quando Snape sentou tenso ao meu lado.
― Olha se não é o Ranhoso! ― disse Sirius.
― Bem que esse ensebado tem cara mesmo de gostar de uma cobra, em nerd idiota?
Belisquei Severo por baixo da mesa, para fazê-lo responder.
― Ah Tiago, ele não tem língua, acho que devemos fazer o Ranhoso cuspir umas lesmas... ― disse Sirius batendo a varinha em sua cabeça.
Dessa vez chutei Snape, enquanto quase todos na mesa riam.
Tiago ergueu sua varinha e antes dele terminar a pronuncia, agi.
― Cara de Les...
― Rictusempra!
Eu não estava preparada para o que aconteceu, Tiago gemeu e caiu no chão de joelhos dando gargalhadas, não tinha nada de engraçado, obvio que não queria machucá-lo, mas não o deixaria azarar meu amigo.
― Narcissa! ― disse Sirius ainda impressionado pelo “ataque” surpresa.
― Vou fazer com você também! ― ele ergueu a varinha. Mas logo baixou e murmurou que ia sair.
― Agora vocês podem dar licença, estamos tentando terminar um trabalho. ― disse sem olhar muito para os olhos dele.
O trio se retirou e com mais tranqüilidade, conseguimos terminar o trabalho antes do jantar.
Durante o jantar quase não conversei com Severo. Bela chegou bufando com algumas pessoas de seu grupinho, não me importei tanto, Bellatrix tinha seu jeito peculiar de se irritar com tudo que não estivesse a sua vontade.
― Sabe o que eu vi, e todos me zuaram? ― cochichou minha irmã.
― O que?
― Andrômeda, se pegando com um sangue imundo nojento, para quem quiser ver, Narcissa, esta me ouvindo... Mas eu juro que vou acabar com essa festinha, no mínimo ele fez alguma poção do amor, não tem explicação!
Estava explicado, Bela não podia ser contrariada. Mas, espera... Andrômeda se agarrando com um trouxa? Jamais!
E quando terminei minha linha de raciocínio, minha digníssima já não tão digna irmã entra no salão principal de mãos dadas com o trouxa em questão. Ele era do quinto ano também, já tinha visto eles conversando algumas vezes, mas mãos dadas? Beijo na boca? Isso estava fora da minha capacidade moral de aceitação.
E ela simplesmente parecia não se importar com os olhares alfinetados que lhe dávamos.
Após o jantar que não desceu bem, Bela sussurrou que queria conversar comigo no quinto andar, lembrei desse andar quando discuti com Snape. Fui subindo as escadas, quando estava quase chegando encontrei o Malfoy.
― É uma sina nos encontrarmos no quinto andar?
― Com certeza não. Na verdade hoje tenho compromisso com minha irmã por aqui, e você?
― Poderia responder que não é da sua conta, mas para não te deixar constrangida, estava tendo uma reunião com uns colegas, já o assunto você não pode saber, anjo.
Senti meu rosto corar com o “anjo” que ele disse.
― É algo sinistro, obscuro. Ou assunto do colégio, agora que você é monitor?
― É algo que você não pode saber, é serio. E... Sua irmã esta te esperando.
Disse apontando para um grupo que me cumprimentava enquanto descia Rodolfo, Regulo, Rabastan, Yaxley... Com certeza não era assunto do colégio.
Quando estava perto do fim do corredor, onde tinha um banheiro, Bella estava debruçada na janela, percebi que alguém se aproximava de nós, Andrômeda.
― Qual é a piada? ― perguntou Bela irada.
― O que você esta falando Bellatrix? ― Andrômeda respondeu, estava claro que “eu” estava no meio do fogo cruzado.
― O que eu estou falando? Você, esta se misturando com a ralé, passando essa sua boca imunda nos vômitos da sociedade, atracada com aquele sangue-ruim, qual é seu plano, me envergonhar frente toda escola? Envergonhar nossa realeza? ― disse arfando.
― Você não pode estar fazendo tanto escândalo porque me viu com Ted...
― Andy você estava mesmo beijando na boca de um trouxa?
― Não Cissy, nós estamos namorando, n-a-m-o-r-a-n-d-o!
Um silêncio se alastrou. Ainda estávamos digerindo o que ouvimos, a coisa era bem pior do que imaginávamos.
― O que você disse? ― Bela perguntou num sussurro.
― Disse que estou namorando, eu e Ted estamos namorando...
― Sua vadia!
― Me respeita Bellatrix, sou mais velha! E o que você pensa que vai fazer com essa varinha? ― perguntou enquanto Bela erguia a varinha para ela.
― Dectumsempra!
― Protego!
― Impedimenta!
― Expelliarmus!
― Sectumsempra!
― Protego Totalum!
Corri da linha de morte, Bellatrix conhecia feitiços macabros, que na escola ninguem pensaria em aprender, mas Andrômeda era mais velha e conseguia se proteger, mas não atacar, Bela era muito rápida!
― Meu Merlin, socorro! ― gritei.
― O que é isso? ― perguntaram Lucius e Rodolfo subindo correndo as escadas.
As meninas ainda trocavam faíscas e feitiços, Andy estava agitada enquanto os olhos da Bela brilhavam de ódio.
― Everte Statum! ― e o corpo de Bellatrix rodopiou pelo ar sendo jogado longe.
Ela levantou com rapidez e correu erguendo a varinha.
― Cruci...
― Petrificus Totalus! ― gritei ― Incarcerous!
E consegui soltar um suspiro. Andrômeda estava presa e Bellatrix petrificada.
― Mas o que é isso? ― o professor Slughorn e o diretor Dumbledore estavam parados em choque olhando para nós.
― Finite Incantatem! Quero os cinco na minha sala. E você também Horacio, pelo que vejo, são todos alunos de sua casa. ― o diretor disse.
Senti vontade de rir da cara de pavor de Rodolfo e Lucius, que só estavam assistindo.