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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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8. Capitulo 8


Fic: Na Trilha da Fama


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Marlene acordou, mas não abriu os olhos sabendo o que, ou melhor, quem iria encontrar do outro lado de sua cama. Não era exatamente por se arrepender do que fizera, de forma alguma, mas sim pelo receio do que seria da amizade agora que a química entre eles finalmente explodira. Ele iria fingir que nada acontecera? Iria ignora-la? Querer mais? E o que ela queria? Mais? Parar por aqui?


Com tantos pensamentos rondando sua cabeça, era impossível ficar quieta, ainda mais com o maroto deitado ao seu lado, então ela vagarosamente rolou da cama e se sentou, procurando pelo seu vestido.


O que a morena não sabia era que Sirius também já estava acordado, mas ele, diferente dela, estava tranquilo.


- Eu acho que seu vestido está perto da porta. – comentou ele sem sair de sua posição ou abrir os olhos. A voz dele a fez pular e se cobrir com o lençol.


- Ah, você acordou, que bom! Agora, por favor, volte ao seu quarto.


Sem dar caso ao pedido, o maroto se espreguiçou, exibindo todos aqueles músculos que ela tanto explorara na noite anterior. Agora já olhando para a morena, Sirius brincou:


- Vamos Lene, você sabe que me quer.


- Você está certo. – isso o fez abrir um sorriso vitorioso. – Quero que você saia. – que logo murchou em câmera lenta.


- Poxa Mclanche, seja boazinha. Eu faço um ótimo café da manhã nu. – disse sorrindo galanteador.


Apertando os olhos para ele, Lene pegou um travesseiro e bateu no rosto do moreno.


- Saia da cama seu pulguento vira-lata sem dono.


Dito isso, ela decididamente se dirigiu ao banheiro enrolada numa toalha, sem olhar para trás nenhuma vez. Resolvendo obedecer uma vez na vida, Sirius colocou apenas sua calça e foi direto para o quarto de James.


- Veadinho! – exclamou ele saudando o amigo.


- Por que tão feliz Almofadinhas? Encontrou um hidrante para marcar como seu? – perguntou o outro maroto enquanto colocava uma camisa.


- Eu dormi com a Lene. – disse Sirius sorrindo de orelha à orelha fazendo James rir.


- O que você está fazendo aqui então? – perguntou sem entender.


- A mulher me enxotou do quarto dela esta manhã depois de arrasar com o meu ego.


- E que tipo de arma ela usou? Porque foi eficaz o suficiente para conseguir tirar você de lá.


- Uma combinação pouco amistosa entre a minha linda pessoa e um cachorro sem dono com pulgas! E um vira-lata, sendo que eu claramente tenho o melhor dos pedigrees.


- Outch, essa doeu. – brincou James, rindo do sorriso bobo que ainda estava no rosto do amigo.


A comparação, ele sabia, não atingira Sirius, que já tinha sido chamado de coisa muito pior. O moreno simplesmente se importava demais com Marlene para não lhe dar o espaço que ela precisava.


- Bastante.


- E, naturalmente, você está louco para vê-la novamente. – Jay o conhecia bem demais.


 - Totalmente.


- Você sabe que é patético, certo? – perguntou o de óculos, brincando.


- Eu sei! – exclamou Sirius levantando os braços para o alto e se jogando na cama com cara de bobo.


Enquanto esta conversa rolava, o tema dela, ou seja, Lene, tomava um banho e tentava acalmar seu coração. Ela estava completamente consciente de suas escolhas e ações na noite anterior, mas olhar o maroto de manhã fez seu coração saltar de forma perigosa.


Marlene resolveu esfriar as coisas, não provocar tanto, ou pelo menos tentar, já que provoca-lo muitas vezes vinha como uma reação automática à sua presença. Indo tomar café na cozinha, deu de cara com a ruiva com o olhar distante.


- Bom dia ruiva. – disse Lene trazendo Lily de volta para o presente.


- Bom dia. – respondeu ainda pensativa.


- Pensando no que eu te disse ontem? – perguntou a morena querendo ajudar a amiga e entender o que sentia. Se a vida amorosa dela era complicada, não significava que a de todas elas devesse ser.


Lily não disse nada, apenas olhou a morena de cara feia e saiu da cozinha. Fazendo que não com a cabeça, inconformada, ligou a cafeteira e começou a preparar seu cappuccino te todos os dias. Então, para o seu desespero, seu maroto favorito entrou no cômodo, sozinho e usando apenas um short.


- Bom dia, Mclanche. – ela não se virou para olha-lo, temendo a tentação. O que ela também não viu foi o moreno se aproximar, prendendo-a entre a bancada e ele. – mas eu acho que já te disse isso hoje. – disse sussurrando em seu ouvido e fazendo-a se arrepiar.


- Sirius, sai. Estou tentando tomar meu café. – respondeu numa fraca tentativa de se livrar dele, que nem se moveu.


- E se eu não quiser? – a pergunta fez Lene se virar para olhar naqueles olhos tão azuis. O que quer que a morena fosse dizer morreu na garganta dela, assim como o sorriso cafajeste dele, que foi substituído por um olhar mais sério, determinado enquanto as mãos fortes seguiam para sua cintura, trazendo-a o mais próximo possível de seu corpo.


Marlene corou sob esse olhar e a possessividade de seu gesto, algo que nunca acontecia, e foi nesse momento intimo que Lily resolveu retornar à cozinha em busca da melhor amiga.


- Lene, você viu a Dorcas? – a invasão fez Sirius se afastar rapidamente, mas a ruiva era mais esperta que isso e percebeu o clima no ar. – O que há entre vocês dois? – perguntou desconfiada.


- Nós dormimos juntos. Agora está um clima estranho. – o queixo da ruiva caiu e a morena cuspiu o café que estava bebericando para cobrir o rosto corado.


- Bem, eu não precisava de tantos detalhes. – reclamou Lily sem graça, se virando para sair, mas não sem antes lança um olhar para a amiga que dizia “conversamos depois”.


Aproveitando a deixa da amiga, Lene se esgueirou para fora da cozinha e foi tomar Sol na praia, afinal era o último dia de viagem que eles poderiam aproveitar já que no seguinte estariam indo para o aeroporto cedo pela manhã.


Lily estava tomando seu café na varanda olhando a bela vista quando James a encontrou.


- Bom dia ruivinha. – saudou sentando-se ao lado dela no sofá, fazendo-a se encolher.


- Bom dia Potter. – respondeu tentando voltar a ser fria e grossa com ele para assim conseguir esquecer sua confusão de sentimentos quanto ao maroto e Amus. Jay se encolheu um pouco com o uso de seu sobrenome, mas ainda queria conversar com ela sobre o beijo da noite anterior.


- Lil’, você não acha deveríamos conversar sobre ontem? – Lily ficou rígida, essa era a última coisa que queria, ter que destrinchar o que ocorrera entre eles.


- Concordo, estou esperando uma desculpa. Aquele beijo foi completamente desnecessário. – partir para o ataque era sempre a saída quando se tratava de James, mas dessa vez o ataque fez o sangue do maroto ferver.


- Pedir desculpas?! – exclamou ele.


- Claro! Eu tenho namorado e você se aproveitou de mim e... – o discurso foi demais para ele.


- Me aproveitei de você?! – gritou, chocando a ruiva. – Até onde eu me lembro, você correspondeu à altura . – a ruiva ia comentar algo, mas Jay ainda não tinha acabado. – E quanto ao seu namorado... - Ele se levantou e ficou de frente para ruiva, prendendo-a entre ele e o sofá. – Você não estava pensando nele ontem, ou no dia anterior quando também nos beijamos. – Lily estava olhando-o atônita, os olhos verdes arregalados. – Você sente algo, sei disso.


- Não é verdade, não sinto nada, absolutamente nada. – mentiu, a voz fraca e o coração acelerado com a proximidade dele.


- Você é uma mentirosa Lily. Há alguma coisa acontecendo entre a gente e você sabe. E você está mentindo pra mim, e está mentindo para o Amus e, acima de tudo, está mentindo para si mesma. – ele foi falando e se aproximando até os narizes se tocarem antes de se afastar completamente e deixar a ruiva petrificada no mesmo lugar em que a tinha encontrado.


Lily não queria, não podia admitir que se aproximar de James e ver que ele não era nada do que ela esperava balançou seu coração de forma inesperada. A confusão em sua cabeça a fez chorar e pela primeira vez Lilian Marie Evans estava perdida.


Aparentemente a confusão era um sentimento comum para aquelas que se envolviam com os marotos, pois era assim que Marlene se sentia também. A noite com Sirius fora incrível, ela não podia nem iria negar, ele foi atencioso de uma forma que ela não esperava, e ela queria mais daquilo, mas o maroto era um galinha com orgulho do título e apesar dos pulos em seu coração dava ao vê-lo, Lene tinha medo de se envolver demais e acabar se machucando.


Mas a atração entre os dois era inegável e agia como a gravidade, puxando um na direção do outro. E provando exatamente isso, o ser povoando seus pensamentos apareceu para atormenta-la.


- Espero que tenha passado protetor Mclanche, não quero que tenha queimaduras nesse lindo corpo. – e com isso os pensamentos sobre manter-se longe e deixar as coisas esfriarem evaporou.


- Passei, mas acho que ficou faltando um pedacinho. Não que reforçar pra mim? – perguntou de brincadeira, olhando para ele de onde estava deitada, sorrindo como o gato de Cherschire.


- Com todo o prazer. – e ante que ela pudesse recusar, Sirius estava prendendo-a entre suas pernas e passando protetor solar em suas costas. Lene ficou um pouco nervosa, mas logo foi relaxando com a massagem que recebia em silencio.


Aproveitando-se da distração dela, o maroto retirou um pouco do cabelo da morena que ficara grudado no pescoço, se aproximou e passou o nariz pela pele macia do pescoço de Marlene. A boca dele parou colada ao seu ouvido, que estava arrepiada e congelada no lugar.


 - Sabe Lene, essa química entre nós está longe de acabar, por mais que você tente resistir. Vai acontecer de novo, eu sinto e você também sente. – sussurrou no ouvido dela, fazendo a pele dela formigar. Ele se afastou, mas antes de se levantar, disse com as mãos segurando a cintura dela. – Isso seria tão mais divertido se estivéssemos nus.


Antes que Lene pudesse quebrar o feitiço e responder, Sirius já havia se levantado e ia em direção à casa. Ela observou o maroto se afastar e quando ele sumiu de vista ela colocou o rosto entre as mãos e soltou um gemido frustrado.


- Cachorro. – disse exasperada para o nada, sabendo que ele estava coberto de razão.


 


OoOoOoOoOoOoOoOoO


 


Lene saiu da praia algumas horas depois determinada em passar algum tempo com as amigas antes de voltarem para o mundo real. Resistir à tentação seria apenas um bônus, pensou ela tentando se convencer. Então depois de tomar um banho rápido para se livrar da areia, a morena partiu para o quarto de Dorcas, que, por um milagre, não estava com Remus.


- Hey Dorc. – saudou jogando-se na cama ao lado dela.


- Lene, oi! Parece que fazem anos que não nos vemos. – o tom dramático fez Lene sorrir.


- A culpa não é minha se você abandonou suas amigas para viver um romance sórdido com o Lobinho. – brincou fazendo a amiga corar furiosamente e começar a se desculpar. – Dorcas, relaxe, estou apenas brincando. Você tem mesmo que aproveitar, vocês dois fazem um casal lindo.


O elogio fez Dorcas sorrir bobamente, completamente feliz.


- A Lily está no banho? Eu tenho que explicar algumas coisas para ela. E pra você também. – disse levemente nervosa.


Enquanto isso Sirius, que pensara muito depois de sair da praia, queria propor à Lene que aproveitassem essa última noite juntos em Cancun e voltasse ao que eram uma vez em solo Britânico. Tendo em vista que ela não estava no quarto, ele imaginou que estaria com as amigas, então se dirigiu para o quarto da ruiva.


Bruto como só ele, saiu entrando no quarto sem bater, surpreendendo Lily saindo do banho apenas de toalha. A ruiva se assustou e deu um grito, fazendo o maroto rir da cara de susto dela.


- Sirius! – gritou irritada. – Estou de toalha! Bata na porta!


Ele apenas revirou os olhos e fez um gesto de que não se importava com a mão.


- Lily! – respondeu do mesmo jeito. – Ninguém se importa! Não! Cadê a Lene?


- E eu lá sei? Estava no banho, obviamente. – o maroto se virou para sair, mas Lily ainda não tinha terminado. – Sirius, por favor, não magoe a minha amiga. Ela é especial, não é como todas as outras com quem você saiu.


Sirius ouviu com atenção, mas não se virou para olhar a ruiva, saindo do quarto sem dizer nada e deixando para falar com a morena depois.


Lily esperava que seu pedido fosse processado por ele, que servisse de algo na história dos dois, pois apesar de duvidar que Sirius pudesse mudar tão drasticamente como era necessário para algo entre ele e Lene funcionar, ela não podia negar as pequenas mudanças comportamentais que via nele nos últimos tempos. A ruiva então se vestiu e foi para o quarto de Dorcas, onde as outras duas conversavam animadamente.


- Lene, coloque uma coleira no seu cachorro, ele está fora de controle.


- O que ele fez agora? – perguntou a morena dando risada.


 - Ele me surpreendeu no meu quarto enquanto eu saia do banho de toalha! Procurando por você, se não é óbvio. – a cara de revolta que acompanhou a explicação fizeram Lene e Dorcas se dobrarem de tanto rir. -  Marlene, agora a senhora gostaria de me explicar que diabos o Black quis dizer com “Nós dormimos juntos”?


A boca de Dorcas caiu e Lene ficou vermelha de vergonha, mas tomou fôlego e começou:


- Bem, ontem eu estava muito irritada com tudo, com a Lily que brigou com Jay e ele que consequentemente sumiu, com o novo casal que estava aproveitando a viagem sozinhos. Eu queria beber e dançar com os meus amigos e eu expliquei isso pra ele. Dai o Sirius me chamou para dançar depois de brindarmos, nós acabamos nos beijando e dessa vez nada nem ninguém nos interrompeu e uma coisa levou a outra e acabamos dormindo juntos.


- Eu não acredito que você dormiu com o Sirius. – disse Dorcas ainda abismada. – O que ele fez hoje de manhã?


- Bom, eu meio que expulsei ele do meu quarto, mas ele estava muito interessado em ficar. E está me cercando o dia inteiro.


- O que você quer Lene? – perguntou a ruiva curiosa e preocupada na mesma medida.


- Ai Lil’, essa é a pergunta de um milhão de libras. Por um lado, foi uma noite incrível, ele definitivamente sabia o que fazer. – respondeu sorrindo marota, fazendo as outras corarem com o quão abertamente Lene falava. – Mas brincar com fogo é perigoso, e tenho medo de me queimar seriamente. Mas esse medo some completamente da minha cabeça quando ele chega perto de mim, e tem sido assim desde o princípio.


- Bem Lene, eu não sou a maior fã do estilo de vida do Sirius, mas já que você já está envolvida, então pode muito bem aproveitar. – disse Lily chocando as duas, Lene esperava que amiga seria veementemente contra o maroto. – Não faça essa cara! Eu acho que ele ainda vai acabar te magoando, mas ele age diferente com relação à você, até eu tenho que admitir isso, então quem sabe?  Posso estar errada...


A morena deu um pequeno sorriso.


- Agora vamos à outro maroto que nos deixa loucas. E o James ruiva?


- Não há nada entre os dois Lene, a Lily está namorando o Amus, que é um partido muito melhor.


Lily ficou vermelha como um pimentão, lembrando de tudo que acontecera entre os dois durante a viagem, mas concordou com Dorcas mesmo assim.


- Exatamente... Além disso, mesmo que tivesse algo rolando, ele me deixa completamente louca.


A negação de Lily já estava pegando nos nervos de Marlene. A morena não conseguia entender como ela podia acabar de argumentar a favor deles continuarem o que quer que aquilo fosse, e logo depois ser tão negativa e cega às qualidades do maroto em questão, e resolveu partir em defesa dele.


- Você também não é exatamente inocente Lil’, você tornou sua missão de vida tornar a dele miserável. – Lene pode ver que a ruiva iria protestar e assim continuou – Não digo que certas vezes você não está com a razão, mas que muitas outras você exagerou nas broncas e sermões. Pense nisso.


Dito tudo que queria, a morena deixou as outras duas boquiabertas com sua defesa fervorosa à James, e saiu para beliscar algo na cozinha. Pegando um pote de morangos, sentou-se no balcão da cozinha como amava fazer.


Claro que foi ali que Sirius acabou por encontra-la e ao dar de cara com ele, Lene pensou “Senhor, porque sempre na cozinha?”.


- Hey Mclanche, estava te procurando. – disse se sentando ao lado dela no balcão e roubando um morango.


- O que você quer cão? – perguntou sem olha-lo.


- Tenho uma proposta. – ela apenas olhou-o de esguelha. – Vamos aproveitar essa última noite aqui, juntos, então quando voltarmos para Hogsmead vamos ter desgastado essa atração e podemos voltar a como tudo era antes.


A proposta fez o sangue quente da morena ferver, e, sem dizer uma palavra, se levantou e foi para a sala batendo o pé. Sem entender a reação, Sirius resolver simplesmente segui-la.


- Humm, Lene? – chamou olhando a jovem andar de um lado para o outro na sala. – Qual o problema?


A pergunta cretina a fez explodir pela segunda vez em apenas alguns minutos.


- O problema? O problema, Sr. Black, é que aparentemente eu pareço uma de suas milhares de outras vagabundas. Essa é a única explicação para você estar fazendo  uma proposta dessas.


- Continuo não entendendo.


- Por acaso eu pareço o tipo de garota que gosta de rolar entre os lençóis com um cara e depois fingir que nada aconteceu na manhã seguinte?


- Você não pareceu se importar muito com isso ontem à noite! – rebateu, seu sangue também fervendo. – E nós dois sabemos que esse não é um hábito seu com qualquer cara.


Ela ficou vermelha, tanto de vergonha quanto de raiva, passando as mãos por entre os cachos escuros.


- Você acha que eu gostaria de dizer que me entreguei assim para o cara mais galinha de Hogwarts?! Que eu gostaria de estar atraída por ele?


- Então pare! – gritou.


- Eu não consigo! – devolveu ela.


Os dois se encararam por um momento, Lene fazendo que não de leve com a cabeça. De nada adiantou negar, fugir: como se ensaiado, ambos deram um passo pra frente, agarrando os rostos um do outro dando início a um beijo descontrolado.


Graças ao sangue quente por conta da briga, a morena não demorou muito a usar um de seus novos movimentos favorito, abrindo a camisa do maroto num puxão, botões voando pela sala. Continuando a se beijar, o casal seguiu para o terceiro andar, corpos colidindo com portas, paredes, quadros e qualquer coisa em seu caminho, alertando os outros do grupo que colocaram as cabeças para fora dos respectivos quartos a fim de ver o que ocorria.


Puderam apenas ver os dois já na escada que dava para os dois quartos do terceiro andar, no que Lily poderia apenas descrever como se atracando. Os 4 trocaram olhares, James riu, e todos voltaram a arrumar as malas.


O casal, por sua vez, caia na cama, dessa vez nem um pouco doces um com o outro. Os beijos foram escalando, Sirius fazendo como a morena e abrindo seu cardigã com um puxão. Os beijos foram escalando, roupas deixadas de lado. Os beijos do maroto enlouquecendo Lene e dessa vez a união dos corpos foi fervorosa, ambos querendo saciar a vontade pelo outro o máximo possível, para voltarem a se ver como antes, uma amizade descomplicada.


Eles eventualmente caíram exaustos lado à lado, dormindo mais uma vez juntos.


 


OoOoOoOoOoOoOoOoO


 


Sirius abriu os olhos sonolento no dia seguinte, para se deparar com a cama vazia. Ele deveria se sentir feliz por estar sozinho, mas queria Lene ali, apesar de jurar que era só para se saciar de vez dela. Obviamente foi por isso que chamou por ela:


- Lene?


- Estou aqui. – disse ela saindo do banheiro gloriosamente vestida de lingerie, a camisa que o maroto usara na noite anterior por cima. A morena andou até ele, que a olhava a visão que ela era de cima a baixo, sem tirar os olhos mesmo quando ela pulou sobre ele e caindo deitada ao seu lado na cama. Sirius sorriu de lado com isso.


- Que cara é essa? – perguntou estranhando o brilho nos olhos azuis.


 - Que cara? – retrucou, dando aquele seu meio sorriso e encarando-a com aquela intensidade no olhar.


- Essa! – disse rindo quando ele pegou um de seus cachos entre os dedos e sorriu.


- Estou feliz, só isso. – foi a resposta simples, antes de deslizar a mão para a cintura dela e começar a beija-la, impedindo-a de interpretar suas palavras.


Beijaram-se por um bom tempo, se amaram novamente, Sirius saindo com as costas muito arranhadas (não que você fosse vê-lo reclamando). Infelizmente para ele, não tiveram muito tempo, logo já era a hora de arrumar as malas.


Quando finalmente os 6 estavam reunidos na sala, Dorcas disse num tom triste:


- Não acredito que já está na hora de voltar.


- Nem eu... vou sentir saudades desse Sol. – comentou a ruiva.


- Podemos voltar mais vezes. Temos sempre transporte. – falou Jay, sendo prontamente ignorado por Lily.


O maroto já estava ficando irritado com o comportamento dela, e resolveu tirar uma página do manual de Marlene e tentar causar ciúmes com uma garota qualquer quando voltassem às aulas.


O grupo foi para o aeroporto, e enquanto esperavam pela liberação da pista de decolagem, Lene chamou Sirius num canto para conversarem.


 - Six, agora que estamos voltando para casa, tudo volta a ser como era antes, okay? Não quero complicar ainda mais as coisas. – falou tentando ser veemente, mas mexendo as mãos nervosamente. Esperava que em território conhecido conseguissem resistir um ao outro.


- Claro Mclanche, vou fazer o melhor possível para não tentar você. - o comentário acompanhado de um levante de sobrancelhas, fez a morena dar risada e ir sentar com a melhor amiga ruiva, já que a terceira integrante do grupo de meninas estava se atracando com o novo namorado.


- Nós vimos vocês ontem à noite. – falou Lily sem rodeios quando Lene tomou seu lugar. O comentário fez Lene corar de leve, algo difícil de se conseguir, mesmo que estivesse acontecendo muito nos últimos dias.


- Não conseguimos evitar. Então resolvemos aproveitar a noite passada e esta manhã juntos. Agora que estamos voltando para casa, tudo volta à ser o que era antes.  – discursou tentando convencer mais à si mesma que a ruiva. Lily apenas levantou uma sobrancelha desafiando tudo que a morena dissera.


Lene apenas ignorou o comentário silencioso.


- Você vai se encontrar com o Amus quando chegarmos? – Lily sorriu fracamente com a pergunta.


- Ele vai estar me esperando no aeroporto para sairmos. – respondeu baixinho.


- Entendo... – disse Lene, triste com a resolução da amiga de deixar James de lado, torcia tanto pelos dois.


O resto do voo correu tranquilo e quando chegaram de volta ao Reino Unido na manhã seguinte, como o prometido Amus estava esperando pela namorada, sorrindo de orelha à orelha ao revê-la e segurando um enorme buque de rosas. Lily sorriu ao saudá-lo, mas o sorriso diminuiu um pouco ao olhar para as flores... odiava rosas. Apenas Jay reparou no desapontamento dela, sabia claramente que, apesar de cliché, as flores favoritas de Lily eram lírios, principalmente os brancos. Também percebeu que, quando Amus perguntou sobre a viagem, ela respondeu que fora ótima, mas corou, pensando no que ocorreram entre eles. Ou ao menos era isso que Jay esperava.


Contudo, quando Amus beijou Lily, Remus teve de conter James antes que este socasse o namorado da ruiva, já que tudo que queria era levar sua pimentinha para longe, muito longe dali.


O casal deixou o resto do grupo e Amus foi, como sempre, um cavalheiro, mas Lily passou todo o tempo com ele sentindo que lhe faltava algo.


Sirius passou o dia inteiro relembrando seus momentos com Lene, algo que ele nunca fizera com relação à nenhuma outra garota, se sentindo levemente obcecado. O mesmo acontecia com a morena, que se arrumou com mais esmero que de costume no dia seguinte para evitar ser ofuscada pelas inúmeras fãs do maroto (obviamente ela negaria isso até a morte). A jovem vestiu os jeans do uniforme, mandatório durante o inverno, a camisa social de botões branca com o brasão da Grifinória no peito, deixou os lindos cachos soltos, passou uma maquiagem para acentuar os olhos escuros e para completar colocou botas como também ditava o uniforme, mas escolheu um de seus pares com salto alto.


Incrivelmente, o objeto de sua obsessão esperava por ela do lado de fora da casa, recostado na moto, o ar de sua respiração condensava com o frio, parecendo fumaça.


- Bom dia Mclanche, achei que poderia te dar mais uma aula de direção. – os olhos dela brilharam com a possibilidade de pilotar novamente. Fechando o casaco e ajeitando o cachecol, ela subiu na moto com Sirius logo atrás, abraçando-a e fazendo seu coração acelerar.


Uma vez no castelo, o trajeto tendo sido tranquilo, Sirius foi cercado por uma multidão de garotas enlouquecidas para saber o que ele fizera nas férias, mas ele não se mostrou muito interessado. A morena suspirou e foi direto procurar as amigas, perdendo o olhar do maroto que a seguiu até perde-la de vista. As outras duas estavam na sala conversando e Lene se juntou a elas, mas logo antes do sinal soar ela entrou em choque.


- Ai meu Deus! Não, não, não! – exclamou Lene em agonia. – não pode ser.


- O que foi? – perguntou Dorcas preocupada.


- Não acredito nisso. – continuou a morena escondendo o rosto entre as mãos. – Adam e Caroline...


- O que?! – quase gritaram as outras duas e se viraram para olhar. Conversando com o professor estavam os dois fantasmas da vida de Marlene em Londres, ambos uniformizados com o símbolo da Sonserina no peito, não que a casa escolhida para eles surpreendesse Lene. Os dois ainda não a tinham visto, mas isso não duraria muito.


- Quanto mais eu rezo... – começou Lily também em choque com a aparição dos dois.


- Mais gente idiota aparece nessa escola. – completou Lene tentando entender o que aquela dupla poderia querer ali.


Adam procurou por ela pela sala, e sorriu ao encontra-la indo direto em sua direção, mas Caroline buscava outra pessoa.


- Lene, Lene, Lene, que bom revê-la. – disse se apoiando na carteira e baixando o rosto para olha-la.


- Infelizmente não posso dizer o mesmo. – respondeu irritada. – O que vocês pensam que estão fazendo aqui?


- Essa é uma das melhores escolas do pais, uma das mais importantes, estamos focando na nossa educação. – A resposta seria ótima, caso não fosse o sorriso diabólico dirigido a ela.


- Vocês dois nunca se importaram com isso, seus pais, Adam, tem recursos suficientes para te colocar em qualquer universidade, e a anã de jardim – continuou se referindo à Caroline. – ela nem quer estudar, quer ser famosa à qualquer custo, isso sim. Não se metam comigo, não quero ter nada a ver com você, ou com ela.


O garoto apenas sorriu despreocupado e se sentou próximo às três. Lene bufou, e as outras falavam baixinho, tentando acalma-la.


Sirius entrou na sala junto com o toque anunciando o início da aula e os olhos de Caroline brilharam ao vê-lo, mas ele não prestou atenção em mais ninguém, indo direto se sentar atrás da morena. No meio da aula, quando o professor escrevia no quadro sem prestar muita atenção dos alunos, o maroto aproximou seus lábios do ouvido dela e perguntou:


- Por que a cara de fúria? Você está quase soltando fumaça pelas orelhas. Achei que os últimos dias na praia, entre outras coisas – disse cafajeste, mas também tentando distraí-la – você estaria muito mais relaxada.


A pele dela se arrepiou com a aproximação. Virando o rosto levemente, respondeu com os lábios próximos aos dele.


- Apesar de ter adorado a semana. – começou com um pequeno sorriso. – mas a realidade chegou e duas pessoas se transferiram para esta escola querendo fazer da minha vida um inferno. Adam e Caroline.


O anuncio deixou o maroto irado. Será que era demais pedir que deixassem a sua... er, a Lene em paz?


- Relaxe, não vou deixar eles fazerem nada com você.


Isso a fez sorrir largamente, e assim, o resto da aula correu sem mais problemas.


Caroline tentou fazer contato com Sirius na hora do almoço, sendo completa e devidamente ignorada, ele tinha olhos apenas para Marlene e quando o sinal para as aulas da tarde tocou, ela fez uma brincadeira que o fez explodir. Uma Corvinal do ano anterior ao deles dava em cima de Sirius e deixou com ele seu número, Lene acabou por estar por perto e brincar quando a jovem se afastou.


- Você está pegando fogo, quantos telefones já conseguiu hoje? – perguntou brincando tentando esconder sua tristeza. A questão irritou o maroto, que não conseguia pensar em ninguém mais.


O moreno foi se aproximando dela como um predador, até prende-la entre um armário e seu corpo. Com a voz rouca, os olhos azuis passeando dos olhos dela até seus lábios, e disse.


- Lene, tudo o que sei é que neste momento tudo que eu quero é arrancar suas roupas no meio do corredor, te jogar dentro de uma destas salas vazias e beijar cada centímetro quadrado do seu corpo, enquanto um monte de pessoas escutam e desejam estar em nosso lugar.


Todo o ar deixou os pulmões da jovem, e sua cabeça não conseguia formar um pensamento coerente. Sirius mordeu os lábios, tentando controlar seus desejos.


- Mas esta é uma má ideia, não é? – falou, começando a se afastar, e ai Lene perdeu a cabeça.


- Foda-se. – falou a morena, puxando-o para perto novamente e colando seus lábios. Beijando-se com toda a vontade, Lene conduziu os dois para dentro do laboratório de química vazio, e, para evitar que fossem interrompidos, trancou a porta.


- O que estamos fazendo Mclanche? – perguntou ele enquanto separados.


- Vamos fazer exatamente o que você acabou de descrever. – afirmou ela, sorrindo de lado, os olhos brilhando maliciosamente.


Voltando a se beijarem, Sirius colocou Lene sentada sobre uma das bancadas, derrubando livros e algumas vidrarias no chão, não que eles estivessem se importando com a bagunça. A morena cruzou as pernas ao redor da cintura dele, trazendo-o para mais perto.


Beijaram-se loucamente por um bom tempo, costas sendo arranhadas, lábios mordidos, peles agora levemente marcadas por apertões. Muitos minutos depois, eles se afastaram arfando. Lene respirou fundo e resolveu dizer o que estava em sua cabeça.


- Talvez devêssemos, você sabe, criar algumas regras para o que quer que isso seja. – disse passando as mãos pelos cachos escuros.


- É, talvez devêssemos. – respondeu, sem realmente saber com que estava concordando, apenas olhando para os lábios dela querendo voltar ao que estavam fazendo.


- Okay. – disse ela sorrindo.


- Okay. – retrucou ele e resolveu brincar. – Para sua informação... Eu gosto das que brilham no escuro.


Sem conseguir evitar, a morena riu.


- Aposto que sim. Mas, falando sério agora, não estamos num relacionamento, eu sei e não espero isso. A única coisa que eu quero é respeito.


O maroto fez que sim com a cabeça, esperando ela continuar.


- Eu só peço que, quando for sair com alguém, me avise para não me pegarem de surpresa e, também, que não fique com ninguém no dia anterior e posterior que queira ficar comigo. Considere um período de desintoxicação. Acho que são pedidos válidos, o que me diz?


Sirius pensou por um instante.


- Concordo com seus termos Mclanche. Podemos voltar a nos beijar agora? – Lene teve de rir e assentiu.


Desta vez, só se separaram quando o sinal tocou mais uma vez. Ela arrumou os cabelos, mas o maroto saiu como estava, a camisa amassada, cabelos desgrenhados e um pouco de batom no rosto. Isso fez com que muitos no corredor começassem a sussurrar, o que era o equivalente à publicar no jornal que havia algo entre eles. Adam, para a infelicidade de Lene, foi um dos que estava presentes.


- O que você pensa que está fazendo Marlene? – perguntou furioso.


- Aproveitando a vida, não que seja da sua conta. – atestou, dando de ombros e saindo de perto. O ex tentou segui-la, mas Sirius o impediu.


- Deixe ela em paz, estou te avisando. – avisou calmo, mas ameaçador. Adam olhou-o de cima a baixo.


- Não entendo o que ela viu em você. – falou irritado


- Isso é porque você nunca fez sexo comigo. – atestou Sirius sorrindo diabolicamente e deu uma piscadinha. O ex de Lene ficou furioso pelo maroto ter conseguido o que passara mais de um ano tentando, e ergueu o punho para socar o moreno. Só que Sirius era rápido, esperto e muito mais forte, conseguindo segurar o punho que vinha na direção de seu rosto e girando o braço do adversário empurrou-o até que ele desse de cara num armário.


- Cuidado, da próxima vez posso deixar marcas. Falo sério, deixe a Lene em paz. – avisou apertando um pouco mais Adam contra o metal antes de solta-lo e ir embora atrás da amiga. O loiro não tentou mais nada, mas maquinava algo, isso era obvio.


Marlene e Sirius, por sua vez, foram para casa juntos, só que ela foi direto para seu quarto sem dizer nada ao maroto, sua cabeça cheia de frases para uma música, e ela tinha que por num papel suas ideias.


 


OoOoOoOoOoOoOoOoO


 


No dia seguinte, James estava com uma conquista nova nos braços, e Lily não conseguia entender porque isso a irritava tanto.


- Vamos ensaiar mais tarde? – perguntou a ruiva durante o almoço.


- Não posso, tenho um encontro. – disse Jay sorrindo maroto.


- Nós precisamos ensaiar, cancele! – exclamou a jovem, irritada com ele.


- Não vou cancelar nada. Já tivemos que adequar vários ensaios às suas necessidades, por que não podemos adequá-los às minhas?


O comentário, muito eloquente, gerou uma grande discussão entre os dois, assustando o resto do grupo, que estava acostumado apenas com Lily furiosa e explodindo. A briga foi tão feia que James saiu bufando do Salão Principal antes do fim do intervalo e Lily ficou para encarar uma Lene irritada com ela.


- Lily, você tem que aprender a trabalharem com ele de forma melhor, temos uma banda juntos. – avisou Marlene.


- Não consigo Lene! – disse a ruiva praticamente gritando.


- Lilian, pense que tudo de bom que você faz nessa vida traz algo de bom pra você na próxima.


- Tudo bem, mas aceitar trabalhar com o Potter de forma civilizada, karma tem que me recompensar na próxima vida me trazendo como uma modelo magnífica, milionária e COM ASAS! – argumentou Lily e os outros componentes da mesa apenas reviraram os olhos com o teimosia da jovem.


- Uma modelo da Victoria’s Secret, você quer dizer? – brincou Sirius, enfurecendo a ruiva enquanto os outros não puderam resistir e caíram na gargalhada.


Dessa vez foi a ruiva que saiu do Salão como um furacão.


- Eu acho que esses dois deveriam resolver suas frustrações na cama. – brincou Sirius, sem conseguir resistir. Lene entendia o amigo e sua vontade de tornar as coisas mais fáceis através de brincadeiras.


- Concordo, mas a esta altura, se os dois viessem fazendo isso, a Lily já teria uns 8 filhos. – afirmou Lene. – Eu vou atrás do Jay, nos realmente precisamos ensaiar. Escrevi uma música ontem, se gostarem talvez possamos usa-la.


Dorcas e os outros apoiaram, e a morena saiu atrás do amigo.


- Jay! – chamou ao ver a cabeleira bagunçada. O maroto não diminuiu o passo, mas Lene era cabeça dura e correu atrás dele. – Hey, Papa-Léguas, espera. – ele finalmente parou quando ela conseguiu alcança-lo.


- O que foi Lene? Não estou afim de papo.


- Eu sei Jay, e eu te apoio completamente no que disse para Lily, mas nós realmente precisamos ensaiar. Eu escrevi uma música e gostaria de mostra-la pra vocês todos.


Ele suspirou e fez que sim com a cabeça.


- Tudo bem, vou adiar meu encontro. – concordou, sabendo que a banda era mais importante que a garota da vez, e Lene sorriu, indo embora e deixando-o sozinho. O maroto acabou dando sorte e encontrou a garota, cujo nome ele não conseguia lembrar, em no caminho para o seu armário. – Oi linda.


O chamado fez a loira dar uma risadinha ao se virar para ele, algo que James simplesmente abominava.


 -  Queria falar com você sobre mais tarde. – falou ele, mas o comentário não foi exatamente registrado pela jovem, que olhava para algo atrás dele.


- Eles ficam tão fofos juntos. – disse. Curioso, o maroto se virou e, para o revirar de seu estomago, no corredor vinham Lily e Amus, o braço dele sobre os ombros da ruiva, que sorria para o namorado.


- Ah, cale a boca. – respondeu irritado e frustrado. Sua companheira fingiu não perceber a grosseria. – Vamos ter que remarcar, terei um ensaio da banda, o show está se aproximando muito rápido.


A garota bufou, contrariada, mas acabou por aceitar, afinal, quem recusaria James Potter? Qualquer um que não Lily Evans, obviamente.


 


OoOoOoOoOoOoOoOoO


 


No ensaio, a nossa ruiva favorita foi a primeira a chegar, seguida por James, e mais uma rodada de brigas com o maroto começou, mas eles não saberiam dizer o motivo caso alguém perguntasse.


Quando Lene apareceu com Sirius alguns minutos depois, com letras em mãos pronta para compor, uma Dorcas assustada estava parada no gramada de sua casa, não querendo entrar no campo de batalha.


- Você não vai entrar Dorcs? – perguntou o moreno parando ao lado da amiga.


- Humm... acho que não. Me avisem quando acabar. – falou exasperada.


- O que? Espere, onde você vai? – perguntou Marlene, levemente chocada.


- Você quer que eu fique aqui com esses dois, brigando como estão, mais tempo do que o necessário? Não precisam de mim, não sou uma boa compositora mesmo...


- Bom, eles são civilizados, profissionais, vai ficar tudo bem... – tentou argumentar Lene, muito incerta do que dizia. Sirius apenas observava a interação entre as duas.


- Não. – disse destruindo as últimas esperanças da morena. – É horrível. É tenso. E estranho. E perigoso. É como desarmar uma bomba em uma casa assombrada construída sobre um campo minado com ursos por toda a parte. Ursos com facas!


Lene acabara de confirmar suas suspeitas: Dorcas era completamente louca.


- Ei! Ei! Ei! Pare! Somos nós dois que temos que ficar com eles aqui compondo! Você ouviu o que eu disse? Presos aqui!


- Você precisa amansa-los ou vai morrer. O ódio destruirá minha garagem e o mundo inteiro! Estou contando com você Lene, todos nós estamos. Agora eu tenho um encontro com o Remmmy. – falou ela sorrindo e começando a se afastar.  – Boa sorte! – e saiu correndo porta à dentro deixando Sirius e a morena sozinhos.


- E depois eu que sou o furacão da história. – comentou ela revirando os olhos e fazendo o maroto dar risada.


Suspirando, a dupla reuniu forças e entrou na garagem/campo de guerra, onde os dois se encaravam furiosamente.


- Okay, okay, podem parar, vamos pôr as mãos na massa. Se brigaram, vão ter que se ver com a Mclanche. – falou Sirius apontando para uma Lene muito séria com ambas as mãos na cintura, como se olhasse para um casal de crianças que tinham acabado de aprontar algo.


- Mas foi ele(a) quem começou. – exclamaram os dois juntos e bufaram. A morena continuou a encara-los duramente.


- Não quero saber, agora sentem para começarmos. – diante da ordem de Sirius, nada lhes restou além de fazer o que mandavam.


- Aqui está a letra. – disse Lene entregando a eles as copias que tinha feito mais cedo. – Sintam-se à vontade para sugerir mudanças. Eu sou a mais nova no grupo no fim das contas. – completou dando um leve sorriso pela primeira vez desde que entrara na garagem e se jogando num sofá.


Depois de alguns minutos lendo e murmurando a letra, Lily disse muito entusiasmada:


- Lene, isso está incrível! Acho que não precisamos, nem deveríamos mudar nada!


- Concordo com a ruiva, só precisamos dá batida! – isso, por um milagre, fez os dois sorrirem um para o outro. James se levantou e foi até a bateria enquanto Sirius pegava seu violão. James batucava de leve uma batida, o outro maroto dedilhava acompanhando. Lene cantarolava a letra e Lily balançava a cabeça enquanto anotava os acordes e fazia ajustes.


Com os quatro focados e trabalhando juntos, não demorou muito mais do que uma hora para terminarem a música que poderia ganhar o concurso para eles. Sorrindo felizes, Sirius e Marlene resolveram se retirar enquanto os outros dois estavam em um momento de trégua conversando sobre música.


Lene chamou Dorcas para se despedirem e da porta as duas conseguiam ver o casal ainda na garagem.


- Não sei como James pode achar que eles fazem um bom casal, esses dois se matariam em um instante caso ficassem juntos. Ela combina muito mais com o Amus, sem dúvida.


Lene respirou fundo e começou a explicar o que via.


- Dorcas, eu sei que você não tem fé na relação dos dois. Você quer proteger a Lily dos danos que ele pode causar a ela, e eu entendo completamente esse seu desejo, sua superproteção. Mas é por isso que você não vê o que eu vejo. Não é simplesmente o fato dela torna-lo uma pessoa melhor, e ela o faz, sem a menor dúvida. Mas ele também a muda. – Dorcas ouvia o discurso com atenção, Lene era a última adição ao grupo, e por isso, muito provavelmente, a única imparcial na história. – James a desafia, a surpreende. Ele a faz questionar sua vida, suas crenças. Amus é diferente, o amor dele é puro e ele sempre será bom para ela. Mas James... James ou será a melhor coisa para ela ou a pior. E eu torço por ele, pois acredito, de verdade, que ele é o melhor para a Lily.


A morena suspirou e abraçando a amiga uma última vez, foi na direção de Sirius sendo abraçada por ele, que sorria com o seu discurso. Concordava com tudo o que Lene dissera. Dorcas, por outro lado, ficou para trás com muito o que pensar durante seu encontro com o namorado.


                                                                                OoOoOoOoOoOoOoOoO


N/A: Eu juro que um dia ainda vou conseguir escrever rápido... Sou uma pessoa perfeccionista e fica dificil deixar os capitulos do jeitinho que eu quero que estejam para vocês.
Espero que estejam gostando da história tanto quanto eu tenho gostado de escreve-la ao longo de todo esse tempo. Devo escrever mais uns 3 capitulos ou 4, além de um epílogo, então não falta muito para chegarmos ao fim da historia de todos eles... Devo dizer que sentirei falta dessa fic, que me dá muita alegria e dor de cabeça hehe.
Agradeço a todos os leitores que aguentam firme e fortes a publicação de cada capitulo, posso garantir que apreciação de vocês não passa desapercebida e é extremamente apreciada!
Um grande beijo, nos vemos no próximo capitulo, ainda temos muito o que saber sobre esses dois ai de cima.
:** 

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