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22. Tom


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap.21: Tom

Ela piscou várias vezes para o teto da casa, sentindo uma forte dor de cabeça. Engraçado, tinha acordado exatamente daquele jeito durante a manhã daquele dia. Totalmente confusa, com dor, e sem saber onde estava. Pensando bem, não era uma coincidência muito divertida afinal.

Olhando em volta, Hermione não demorou a perceber que estava deitada no sofá de sua sala de estar. Um cheiro delicioso de alguma coisa vinha da cozinha e uma música suave saia em volume baixo do rádio. Ela levou a mão á testa e percebeu que tinha ganhado mais um curativo. De repente, a música do rádio terminou e a voz de um locutor fez-se ouvir. Decidida a descobrir o porquê de tanta paz, a menina sentou-se no sofá, sentindo os ossos dos ombros estralarem e chamou, instintivamente:

- Draco?
- Mione?- a voz do loiro veio da cozinha, um pouco antes dele mesmo aparecer na porta de vidro do cômodo.-Você acordou, finalmente.
- O que quer dizer com isso?-ela perguntou, deitando-se novamente, tamanha era a sua dor de cabeça. Só o fato de saber que Draco estava ali a deixava mais tranqüila.
- Nada. Espere um pouco, eu já vou.-Draco disse, sumindo novamente pela porta de vidro.
- O que foi que houve? Por que estamos na minha casa? Como chegamos aqui?-a grifinória perguntou, quando escutou os passos dele novamente.

O loiro entrou em seu campo de visão, com um sorriso preocupado no rosto muito pálido. Trazia nos braços uma bandeja com um prato fundo cheio de sopa e uma colher, além de um pano de prato pendurado. Ele pousou a bandeja na mesinha de centro e sentou-se na beira do sofá para encara-la.

- Como você está?-era de longe, o tom mais preocupado que Draco Malfoy já usara na vida com alguém.
- Confusa. O que é aquilo?-Mione perguntou apontando pra bandeja, enquanto sentia o estômago roncar.
- Comida, mas ainda está muito quente. Daqui a pouco eu te dou. A cabeça está doendo?
- Está. Draco, o que foi que houve?
- Você caiu da janela do quarto de Christine hoje á tarde. Está apagada a umas três horas.-ele contou, vendo os olhos castanhos dela se arregalarem.
- Caí da janela? Que janela? Do que você está falando? Não me lembro de ter chegado perto de janela nenhuma.-Hermione perguntou, sentando-se novamente para ficar com o rosto da altura do de Malfoy.
- Como assim não se lembra?
- Não lembrando.
- Xi, acho que você bateu com a cabeça mais forte do que eu pensei.-o loiro disse, pondo a mão na testa dela.-Do que você se lembra por último?

Ele observou Mione fechar os olhos e se concentrar, antes de responder a pergunta.

- Bom...Eu e você saímos da casa de Sarah Peters para ir até a de Christine, como ela tinha pedido pela carta que endereçou á mim.
- Ok, e daí?
- Bom, ai nós subimos a rua até a casa dela, um sobrado verde claro, cheio de árvores e roseiras cobertas de neve. Entramos e Sarah começou a abrir as janelas, para que pudéssemos ver a casa melhor por dentro.
- Isso. Sarah estava dizendo que ninguém queria comprar a casa porque não se sentiam a vontade dentro dela, porque parecia que ela tinha dono. E os móveis estavam todos cobertos com lençóis brancos e as paredes cheias de fotos e retratos.-Draco foi dizendo, sem desgrudar os olhos do rosto de Hermione.
- Então, eu vi um retrato bruxo de um balanço. Um balanço que se movia por causa do vento. E tinha também...Tinha também uma espécie de fita presa ao balanço. Então eu comecei a ouvir uma música.-e Hermione reabriu os olhos ao falar disso.
- Música? Que tipo de música?
- Eu não sei. Não parecia ser coisa terrena. Era uma espécie de canto, calmo e sublime. E também, a cada passo que eu dava, eu escutava a própria casa também. Eu escutei pedaços de conversas e de brincadeiras de criança.
- Como assim? Quer dizer que você ouviu gente falando com você?-Draco perguntou, visivelmente interessado.
- Não, não era isso. Era como se eu estivesse no meio de uma multidão, passando e escutando as coisas. E eu também fui tomada por um turbilhão de emoções, Draco. Não sei exatamente como explicar. Mas, eu não conseguia falar, nem nada, só sentir. Como se eu tivesse que ficar em silêncio para escutar tudo aquilo...Para escutar os pedaços de vida da Christine. Você acha isso possível? Escutar coisas que aconteceram á anos e anos atrás?

Malfoy encarou a garota a sua frente e pensou um pouco antes de responder.

- Bom, Mi, eu diria que sim. Que é tão impossível quanto receber cartas de alguém que sumiu décadas antes de você nascer. Mas aconteceu, não é? Você recebeu duas cartas da Christine, em que ela mostra que sabe muito bem que eu e você existimos. Só que nossos pais nem eram nascidos quando ela as escreveu. Então, diante disso, eu acho que é bem possível sim. Afinal, você tem uma ligação muito estranha com ela.
- E na carta que Sarah me deu hoje, Christine pedia que ela nos levasse até sua casa, pois estava cheia de lembranças bonitas para se ver. Talvez...Talvez ela soubesse que eu fosse escutar todas aquelas coisas ou algo tão estranho quanto.-Hermione concluiu, acompanhando o raciocínio do garoto.
- Aposto a vida da minha mãe que ela sabia que isso ia acontecer. Agora como e porquê, já é outra história.-Draco garantiu, pegando a bandeja com o prato de sopa novamente.-O que mais você lembra depois disso?´
- Você vai fazer me dar na boca?-ela perguntou, rindo. O menino confirmou com a cabeça e lhe deu uma grande colherada da sopa.-Hum...Está deliciosa. Quem fez?
- Eu. Responda a pergunta, Hermione, de que mais você se lembra?-o sonserino insistiu, sem perceber a cara de espanto da menina.
- Você que fez essa sopa???-Mione perguntou, aceitando mais uma colherada.
- Foi. Agora, resp...
- Aonde você aprendeu a cozinhar???
- Hermione, eu vou ter que pedir quantas vezes?-ele perguntou, irritado.
- Ah, desculpe. Bom, como eu estava dizendo...Hum, está deliciosa mesmo, Draco.-ela acrescentou e riu, antes de recomeçar a contar o que lhe tinha acontecido.-Bom, continuando; eu toquei uma porta da casa, meio que de repente. E eu senti uma explosão de amor tão grande dentro do meu peito quando fiz isso que não pude deixar de abri-la pra ver o que tinha dentro. E então...
- E então o quê?-o loiro perguntou, servindo-se de uma colherada também, ansioso.
- Então...Então, minha mente vira um breu. Não consigo me lembrar de mais nada. Num momento, eu estava abrindo a tal porta e no outro, abrindo os olhos aqui, deitada no sofá da minha sala. E você disse que eu caí de uma janela e fiquei apagada por três horas...Eu não me lembro de nada disso.-a grifinória concluiu, dando de ombros e roubando a colher da mão de Draco. –E você está comendo a minha sopa.
- Tem mais na cozinha, sua desesperada. Bom, eu vou te contar então o que aconteceu desde que entramos na casa dos Sutcliffe, ta bem? Foi o seguinte: nós entramos junto com a Sarah e ela começou a abrir as janelas, pra iluminar o local. Eu e ela continuamos a conversar sobre o fato dela não conseguir vender o lugar enquanto você espiava os retratos na parede. Então, eu ouvi alguém sair correndo e quando olhei pra trás, vi que você não estava mais lá. Na hora, eu não sei como, eu ouvi uma voz me dizendo...
- Que tipo de voz? Era sua consciência?-Mione perguntou interessada, servindo-se da última colher de sopa.
- Não, eu ouvi a sua voz.
- A minha voz?-ela perguntou, espantada, vendo o menino se levantar com a bandeja e se encaminhar para a cozinha.
- Exato. Quer dizer, na hora eu achei que fosse a sua voz, mas, pensando bem, acho que eu escutei a voz da Christine e não a sua. Afinal, se vocês duas são iguais fisicamente também devem ter as vozes parecidas, não é?- nesse ponto, ele já estava berrando da cozinha e Hermione, ajoelhada em cima do sofá para poder vê-lo dali. A sopa quente estava fazendo maravilhas com sua dor de cabeça.
- Mas como você pode saber? Podia muito bem ter sido eu, falando algo alto o suficiente pra você ouvir da sala.
- Só que eu não escutei assim, Mione. A voz falou diretamente comigo, ou melhor, sussurrou no meu ouvido.
- Sussurrou? Bom, e o que foi que você ouviu afinal?

O loiro voltou para a sala, com a bandeja e o prato novamente cheio de sopa. Pousou-a na mesa de centro e puxou Hermione para o chão, para se sentar ao lado dele. Dessa vez, tinha trazido duas colheres.

- Eu ouvi “Rápido, minha menina está no quarto”.-Draco finalmente respondeu, antes de pôr uma colherada bem cheia de sopa quente na boca.
- Rápido, minha menina está no quarto? Mas que raios de frase é essa?-Hermione perguntou, também se servindo.
- Não sei, o tom era meio desesperado, sabe? Como um aviso. E a voz era muito parecida com a sua, então, a idéia de que Christine estivesse me avisando aonde você tinha ido parar e que devia estar em perigo caiu muito bem na hora. Eu interrompi o que Sarah estava dizendo e perguntei onde ficava o antigo quarto de Christine. Ela ligou o desespero da minha voz com o fato de você ter sumido e me levou escadas acima, até o quarto. E você estava lá.
- Quer dizer que a porta que eu abri era a porta do quarto da Chris?-ela questionou o sonserino.
- Era.-Draco confirmou.
- Mas...O que eu estava fazendo lá dentro?
- Bom, quando nós chegamos, você estava de frente para uma das paredes, a que ficava de frente para uma cama enorme pra ser mais exato. E a parede estava lotada, absolutamente lotada, de desenhos do meu avô. Eu sei porquê as iniciais dele estavam em todos eles. Você ficou dois minutos em frente a eles, soluçando e chorando. Então, virou-se pra janela do quarto, foi até ela e a abriu. Nessa hora, Sarah já estava querendo entrar no quarto e te tirar de lá. O jeito como você estava se comportando, sem perceber que nós estávamos ali, deixou a bruxa meio assustada.
- E você também não fez nada pra impedir que eu fosse até a janela, né?-a menina perguntou, com um tom bravo.
- Claro que não. Eu queria entender o que você estava fazendo. Já disse, você estava estranha, numa espécie de transe. Mas eu nunca achei que você fosse se jogar da janela daquele jeito.-Draco se justificou, com o orgulho meio ferido.
- Me jogar? Mas você disse que eu caí.
- Acho que foi uma queda mais ou menos premeditada, pra ser sincero. Você se curvou sobre o batente e pegou algo que estava preso ali, uma fita.
- Uma fita? Que fita?-ela perguntou, ainda mais confusa. Parecia que estava ouvindo a história de uma outra pessoa e não algo que tinha feito a algumas horas atrás.
- Não sei, mas é uma fita. Está velha e rasgada. Eu pus dentro da sua bolsa, depois damos uma olhada. Então, como eu estava dizendo, você pegou a fita, deu uma olhada rápida nela e então, simplesmente, tirou as mãos do batente e jogou todo o corpo pra frente. Eu tentei te segurar, mas não cheguei a tempo. Quando eu e Sarah chegamos na janela, você já estava estatelada lá embaixo.-Draco terminou de contar, fazendo um gesto com as mãos pra mostrar a queda.
- De que altura eu caí?
- De uns quatro metros, talvez cinco, afinal, a gente estava no segundo andar da casa. A sorte foi que onde você caiu tinha um canteiro, coberto por um monte de neve recém-caída. Ou seja, estava bem fofo, você não se machucou nem quebrou nada, graças á Merlin.
- Mas, mas...E o corte na minha testa?
- Ah, isso? Você se curvou de uma maneira muito fechada quando caiu da janela. Deve ter dado uma espécie de cambalhota no ar, entende? Eu e Sarah acreditamos que na hora que você caiu, deve ter batido a cabeça de alguma maneira no batente da janela. Se não bateu no do quarto de Christine, bateu no da janela que ficava logo embaixo.-Draco explicou, passando um dedo de leve sobre o curativo dela.- Está doendo?
- Um pouco. Merlin, que coisa doida. Quando eu me joguei, como foi que pareceu?
- Pareceu que você tinha desmaiado. Mas, se alguém me contasse exatamente isso que eu te contei agora, pensaria que você tivesse sido empurrada. Suicídio, não foi. Ninguém se joga de uma janela daquele jeito.
- Empurrada? Draco, você viu como foi. Quando eu caí, não ventou ou o quarto ficou tomado de um frio meio sobrenatural?
- Você quer dizer o frio característico do nosso louco? Não, não aconteceu nada disso. Eu disse que pensaria que você tivesse sido empurrada, mas, pra isso, tinha que ter alguém perto de você o suficiente para fazer isso. E as únicas pessoas além de você no quarto eram Sarah e eu e estávamos parados na porta, do outro lado, quando você caiu.
- Mesmo assim, não deixa de ser muito estranho.-ela retrucou, olhando pensativa pro rádio, que agora tocava uma baladinha animada.
- O mais estranho vem agora, Hermione.-Draco fez que não com a cabeça, fazendo com que ela olhasse novamente pra ele.
- Como assim? Aconteceu mais alguma coisa?
- Bom, assim que vimos que você tinha caído, eu e Sarah descemos as escadas correndo e saímos para o quintal, pra te socorrer. Você estava desacordada, com a testa sangrando e extremamente pálida. Então, eu te peguei no colo e nós voltamos o mais rápido possível pra casa de Sarah pra cuidar de você. Ficamos tão desnorteados que a sra. Peters nem se preocupou em fechar a casa dos Sutcliffe. Deixamos a porta, as janelas e o portão abertos; afinal, quem iria querer entrar naquela casa velha? Quando nós chegamos na casa dela, fizemos um curativo na sua testa e ela pegou um remédio pra você cheirar, pra ver se você despertava.
- Não deu certo, não é? Eu não me lembro disso.
- Bom, na verdade, você chegou a abrir os olhos e a tentar se levantar, mas desmaiou segundos depois. Quando nós começamos a pensar em alguma outra coisa pra fazer você despertar, começamos a ouvir gritos vindos da rua. É claro que nós achamos estranho, né, já que ela tinha estado vazia durante todo o tempo que estivemos lá.
- Porque os turistas estavam todos no centro, vendo o festival de Natal.-a menina concordou, sentando-se mais confortavelmente no chão.
- Exato, mas naquela hora já tinha muitas pessoas de volta, o festival já tinha terminado. Duvido que você adivinhe por que aquele povo todo estava gritando e se aglomerando na rua.
- Ahhh, Draco, não faz assim! Eu estou me mordendo de curiosidade, vamos, me conte. O que foi que aconteceu? Por que as pessoas estavam gritando?
- Porque a casa dos Sutcliffe estava pegando fogo.-ele disse, com um misto de simplicidade e preocupação.
- O QUÊ? Como assim? Você quer dizer que estava incendiando? A casa de Christine pegou fogo???-Hermione gritou, levantando-se de supetão.
- Calma, Hermione, calma!-Draco também se levantou, segurando Hermione pelos braços.
- Calma, como? Você acabou de me dizer que a casa da Chris pegou fogo e você quer que eu fique calma?-ela perguntou, indignada.-Como ela pegou fogo?
- Não sei. Sarah também não. Os bombeiros trouxas conseguiram apagar o fogo, mas a casa ficou destruída. Disseram que vão fazer exames pra saber se foi criminoso ou não. –o loiro disse, rapidamente, forçando a namorada a voltar a sentar no chão.
- Mas, se tiver sido criminoso, o que teria de relevante lá dentro para ser queimado?
- Eu perguntei isso á Sarah e ela me falou que não sabia. Que não havia nada na casa além de móveis e fotos. Além disso, foi tudo muito rápido, Mi. Ninguém viu como aconteceu.
- Mas e se tivesse algo de importante lá, Draco? Algo que Chris deixou para que nós dois encontrássemos?
- Eu acho que tudo que podia existir de importante pra nós dois está dentro do baú que ela levou ao Gringotes no dia em que desapareceu e que nós trouxemos pra cá. O resto, acho que ela arranjaria um jeito de nos entregar, como o livro que deixou com Sarah. Acalme-se, Mi, por favor.-Draco pediu ao final, preocupado que toda aquela agitação fizesse mal á garota.
- Ta, tudo bem. Eu já estou mais calma. Mas, me diga, como nós viemos pra cá?
- Ah, quando o fogo foi finalmente apagado, a Sarah desaparatou conosco para a estação de trem de Swindon, já que não tinha condições de te levar no colo até lá. Poderiam pensar que você estava dentro da casa da Chris quando o incêndio começou. Ela comprou duas passagens pro trem que sairia em dez minutos para Londres enquanto eu fiquei com você, sentado em um banco da estação. Nós embarcamos e quando chegamos aqui em Londres, eu pedi pra um daqueles táxis que ficam na estação nos trazer até aqui. Paguei a corrida com um dinheiro trouxa que tinha na sua bolsa.
- E o taxista não perguntou o por que de eu estar daquele jeito?-a grifinória perguntou, segurando as mãos de Draco entre as suas.
- Perguntou e eu disse que nós dois estávamos voltando de viagem e você tinha passado mal. Como depois de um tempo você adormeceu, eu não tive coragem de te acordar. Ele comentou alguma coisa sobre como as jovens de hoje eram fracas e ficou em silêncio até chegarmos aqui.
- Então, você me pôs deitada aqui e foi preparar algo pra eu comer quando acordasse?-Hermione questionou, com voz doce, fazendo com que o garoto a sua frente corasse.
- É. Eu prometi que escreveria á Sarah quando você acordasse, dizendo-lhe como você estava. Ela ficou muito preocupada com tudo o que aconteceu, coi...

Hermione nem esperou Draco terminar a frase e o abraçou com força, derrubando-o no chão.

- Obrigada, querido.
- Se eu quiser ter noites calientes com a srta. Granger um dia, tenho que cuidar da saúde dela primeiro, né?- Draco respondeu, dando uma pequena risada.

Mione se afastou um pouco dele e lhe deu um beijo doce, com gosto de sopa quente. Ao terminar o beijo, ela sorriu sapeca e perguntou:

- Agora, diga-me: aonde foi que você aprendeu a cozinhar?
- Qual o problema de eu saber cozinhar?-Draco devolveu, sentando-se com a namorada em seu colo.
- Ah, é só que é estranho. Você não é o riquinho e metido e...
- Lindo e loiríssimo Draco Malfoy?-o loiro completou, jogando os cabelos dourados com charme.
- E mais isso mesmo. Você teve empregados até pra te dar banho durante a vida inteira! Não precisa saber cozinhar!
- Mas eu não sei cozinhar por questão de sobrevivência, mas por tradição.
- Tradição? Quer dizer que essa sopa maravilhosa que você me fez faz parte das muitas tradições da família Malfoy?-a garota questionou, divertida.
- Exatamente. Olha, eu vou te contar, ta bem? Você ouviu muito bem quando a Sarah Peters disse que a minha família é patriarcal. E é mesmo, em todos os sentidos, até mesmo se tratando de cozinha. Há muitos séculos atrás, quando os Malfoys ainda viviam na França, em feudos e pequenas vilas, eram os homens que saiam pra caçar o alimento. Eram eles também que cuidavam, na maioria das vezes, das plantações de legumes e frutas.
- E por quê isso? Por que não deixavam para as mulheres?
- Os Malfoys sempre tiveram a idéia de que as mulheres serviam apenas para lhe dar herdeiros. E, de preferência, que esses herdeiros fossem homens. Então, elas ficavam em casa, na maioria das vezes, cuidando dos filhos. Diferente das outras famílias, desde o início, os Malfoys nunca quiseram ter uma família grande. Tinham poucos filhos para que esses não perdessem a essência de ser um Malfoy.
- Então, se fosse necessário fazer um belo jantar com as próprias mãos para levar a esposa no papo para terem um filho, os seus ancestrais cozinhavam.-a menina disse, rindo.-Entendi, entendi. Vocês, Malfoys, e essa maldita mania de conquistador.
- Somos conquistadores natos, baby.-Draco piscou, fazendo-a dar mais risada.-E nós temos algumas receitas para momentos especiais também.
- E vocês passam essas receitas através das gerações então?
- Passamos, mas somente para os filhos homens.
- Oras, mais que injustiça!-ela reclamou, feminista.
- Injustiça nada! Se não fossem os Malfoys machos minha família não estaria firme forte até os dias de hoje.-ele retrucou, estufando o peito para falar.
- E quem foi que colocou o bando de Malfoy macho no mundo, hein?
- As mulheres, mas elas sempre foram tratadas muito bem, viu? E se o problema for cozinhar, da próxima vez você prepara o jantar.
- Se você quiser ter uma congestão, então tudo bem. Eu sou um desastre na cozinha, Draco, não me peça pra fazer nada pra você comer.-ela contou, sincera.
- Ah, então é por isso que você está me enchendo o saco! Ta com inveja!
- É claro que não! Eu acho ótimo você saber cozinhar, assim, não passamos fome. Agora, quem foi que te ensinou então? Seu pai?
- Não, foi o vovô.
- Anthony?Por que não seu pai?-Mione perguntou, sem entender.
- Meu pai nunca gostou da arte da cozinha. Ele prefere a esgrima, que foi o que ele me ensinou. A anta do meu tio Leonard também não gosta, especializou-se na equitação. Então, meu avô decidiu me ensinar quando percebeu que nenhum dos dois ia fazer isso.
- Você pratica esgrima?-ela perguntou, ainda mais espantada.
- Sim. É mais uma tradição Malfoy. Os Malfoys, quando ficaram ricos o suficiente para serem nobres, aproximaram-se da realeza bruxa da época. Nesse período, minha família já tinha se mudado para a Inglaterra. Então, os Malfoys eram sempre a linha de generais mais confiável do rei. Ai, se especializaram nas técnicas de guerra da época: esgrima, e equitação.-Draco explicou, enquanto afagava os cabelos sedosos da garota.
- E magia negra, já que vocês são bem chegados a isso também.
- Herança Slytherin, Hermione. É uma das raízes Malfoy.
- Mas não é certo.
- Pode não ser, mas ainda assim é uma raiz. E não se preocupe, que apesar de ter bons conhecimentos nessa área, eu nunca pratiquei magia negra. E não pretendo praticá-la. A não ser que seja muito, mas muito necessário mesmo.
- E o que poderia ser tão necessário assim, por exemplo?
- Matar esse louco que está te perseguindo, por exemplo.-o loiro disse, parando de acaricia-la.
- Nem fale uma coisa dessas, Draco Malfoy! Mesmo numa circunstância dessa, eu não quero que você parta pra esse tipo de magia. Matar alguém significa prisão perpétua em Azkaban, na melhor das hipóteses. E isso não pode acontecer de jeito nenhum.-Mione reclamou, abraçando-o, preocupada.
- E por que não?
- Porque ai eu ia morrer de fome!
- AH! Sua interesseira!-Draco brigou, dando mais um beijo em Mione.

Fazendo exatamente o que ela queria, esquecendo aquele assunto.

- Então, quer dizer que além de dominar todas as tradições Malfoy você ainda canta, toca violão, compõe e desenha. Ensinamentos de Thony também?
- Sim, mas a maior parte é talento puro!
- Convencido!

Hermione saiu do colo de Draco e se levantou, alongando os braços. Tinha acabado de lembrar de algo muito importante.

- Draco, amanhã é terça-feira!
- Sim, e depois de amanhã é quarta, e depois vai ser quin...-Draco continuou, zombando dela.
- Não, seu tonto! Amanhã é terça-feira, dia 22. Dia de voltarmos á Hogwarts. E nós nem abrimos o baú da Chris e aquela caixa do Thony ainda.
- Então, vamos lá. Pegue os dois e leve até a lareira enquanto eu levo a bandeja pra cozinha.
- Ok.

Os dois fizeram o combinado (Hermione com um pouco de dificuldade por causa do peso do baú) e logo estavam sentados na frente da lareira, espiando os objetos, loucos para desvendarem seus tesouros.

- Por qual começamos?-ela perguntou, animada.
- Pela caixa de vovô, a gente já deu uma espiada no baú lá no Gringotes.
- Ok.

O loiro puxou um cordão do bolso de sua calça, com duas chaves douradas penduradas. Observado por uma grifinória de olhos brilhantes e ansiosos, ele abriu a caixa. Ela possuía dois níveis, que se separaram quando sua tampa foi aberta. O primeiro menor que o segundo, era uma pequena estante, com espaços redondos ocupados por pequenos vidrinhos e bisnagas. O segundo nível, com espaços longos, ocupados por pincéis de vários tamanhos, era separado ao meio e cada parte foi automaticamente para os lados, deixando á vista o fundo da caixa, em que as iniciais de Anthony Malfoy estavam entalhadas e folheadas a ouro.

- Uma caixa de pintura. Não sabia que vovô tinha uma. Nem fazia idéia de que isso podia ser uma.- Draco disse, pegando um dos pincéis na mão.
- Caixas de pintura têm esse tipo de abertura no meio?-a menina perguntou, intrigada.
- Não, pelo menos, nenhuma que eu tenha visto. Creio que o meu avô pediu que fizessem essa aqui em vez de compra-la pronta. Outra coisa, isso aqui não é...
- O fundo da caixa!-os olhos castanhos da grifinória brilharam quando ela percebeu uma segunda fechadura bem no meio do A e do M cruzados, e duas depressões nos lados, para se colocar os dedos e puxa-la dali.-Você por acaso tem outra chave ai, para abrir esta fechadura?
- Por acaso eu tenho.-Malfoy mostrou uma segunda chave, menor, no cordão em que estava a que ele já tinha usado.- O que eu ganho de recompensa para usa-la?-ele perguntou, malicioso, inclinando o corpo pra frente, em cima de Mione.
- Não é hora pra isso, Draco Malfoy. Passa pra cá.-Mione roubou o cordão da mão do loiro e abriu a nova fechadura.

Com uma cara divertida, ele retrucou, enquanto encaixa os dedos nas laterais e puxava a tampa.

- Essa passa porque eu estou tão curioso quanto você.

Hermione se limitou a observa-lo retirar a tampa, com um pequeno sorriso. Abaixo dela, eles se deparam com uma pilha de cadernos de desenhos( que as mãos ávidas de Draco se apoderaram no mesmo instante), um relicário, um envelope e um objeto bem comprido, em transversal, embalado com papel pardo.

- Os cadernos estão cheios de desenhos da Chris.-ele disse, depois de abrir a maioria. E estavam mesmo. Todos tão belos e assustadoramente parecidos com os que Draco havia feito de Hermione.
- Parece que aqueles dois combinaram de guardar seus tesouros mais preciosos pra gente descobrir.
- É. Quando meu avô me deu as chaves da caixa ele disse que eu só deveria abri-la quando eu achasse que era a hora certa. Quando nós descobrimos o baú da Chris eu me lembrei dela e algo me disse que essa era a tal hora certa. Devia ter algo dentro dessa caixa que nos desse alguma pista sobre o que está acontecendo.-o loiro contou á namorada, enquanto organizava na frente deles os cadernos, deixando-os abertos.
- E você nem pra me contar, né, seu loiro aguado?
- Oras, se não tivesse nada de útil, você ia ficar frustrada e brigar comigo...E você fica assustadora quando está nervosa, sabe? E seus tapas também doem bastante.-o sonserino justificou, fazendo uma careta ao lembrar-se deles.
- Vamos ver o que mais tem de interessante nessa caixa...Ah, que lindo!-a garota exclamou, ao retirar o relicário de dentro da mesma. O pingente tinha o estranho e belo formato de um sol e na parte de trás estava o desenho de um brasão que ela nunca tinha visto; uma fênix com uma cobra sobre as asas abertas. – Estranho, não consigo abri-lo.
- Que tipo de brasão é esse?-o loiro perguntou, encostando um dos dedos na imagem.

Um lampejo surgiu nos olhos dos dois e eles se viram de frente para um ourives, atrás de um balcão de madeira, com um grande sorriso no rosto. Em cima do balcão estava uma plaquinha de ouro com as palavras “Mr. Lisavieta” e as prateleiras atrás do mesmo estavam cheias de caixas transparentes, com jóias dentro.

- Quando nosso solzinho entender...Ele nunca vai desgrudar dele.-ela disse, antes de receber um beijo carinhoso na testa do belo homem loiro á sua frente.

E o lampejo se foi.

- Ai!-Mione exclamou, soltando o relicário e levando a mão ao machucado que tinha ganhado naquele dia na testa.
- Está doendo?-Draco perguntou, colocando o colar no chão.
- Não, só que deu uma pontada forte de repente.-a grifinória respondeu.-Já passou. Draco, você viu o que eu vi, não viu?
- Vi sim. Quer dizer, vivi. Mais uma com vovô e Chris. Só que dessa vez, eu me senti mais velho. Minha voz estava mais grossa.-Draco refletiu, pegando o relicário novamente.
- E eu mais alta e, estranho, mais gorda.-ela completou, com uma careta que fez Draco dar risadas.- Chris e Thony eram jovens adultos e...Aquele homem, do outro lado do balcão era um ouvires, não é? Mr. Lisavieta, de acordo com a placa. Isso significa que nós tínhamos acabado de comprar...Ou melhor, eles tinham acabado de comprar o relicário e Christine disse...
- “Quando nosso solzinho entender, ele nunca vai desgrudar dele”.-Draco recitou, com uma expressão pensativa.-O que raios isso significa?
- Bom, ela se referiu com muito carinho á alguém e Anthony deu um beijo em sua testa em seguida.
- Eles estavam muito felizes com aquela compra, deu pra sentir. E esse termo...Solzinho? Bom, o relicário é em forma de sol, faz sentido. Eles mandaram o tal ouvires fazer um relicário em forma de sol pra dar á esse tal “solzinho”.
- Draco...
- O quê?-o loiro olhou para a namorada e percebeu que os olhos dela estavam brilhando alegremente.-O que foi?
- Não é esse tal “solzinho”. Sabe, quando eu era pequena meus pais me chamavam de Mimi. E sempre que eles falavam de mim pra alguém, algum outro adulto, eles se referiam á mim como a “nossa Mimi”. Era um saco de vez em quando, sabe? “Ah, porque a nossa Mimi fez não sei o que semana passada” ou “Nossa Mimi é tão esperta, ela sempre tira notas tão boas na escola e está sempre ajudando os vizinhos”. Eles realmente babavam em cima de mim.-Hermione começou a falar, com carinho.
- Típico. Mamãe e Pap...Lúcio, sempre me chamavam de “Pequeno príncipe” quando eu era criança. Eles também se comportavam desse jeito. Pra ser sincero, eles só me chamavam de Draco quando eu fazia algo errado.-Draco concordou, acompanhando o raciocínio.-Eu entendi o que você quer dizer, querida. Mas não acho que seja possível que meu avô e Christine tivessem um filho para dar um apelido carinhoso.
- Eles não precisavam ter um filho naquela hora, Draco.-ela disse, simplesmente.
- Como assim?
- Você não se lembra? Christine disse “Quando nosso solzinho ENTENDER”. Ela estava se referindo a uma criança muito pequena, um bebê, que talvez nem existisse ainda.
- Você quer dizer que, na visão que tivemos, Christine Sutcliffe estava...
- Grávida!-eles disseram juntos. Draco com os olhos azuis-acizentados arregalados e Hermione com um sorriso doce no rosto.
- E mais. Aqui, esse brasão. O brasão dos Sutcliffe é a representação de uma fênix, e o dos Malfoy uma cobra, você sabe muito melhor do que eu.-Hermione continuou, chamando a atenção dele para o desenho.-Se Christine estivesse grávida, creio que ela e Thony gostariam de dar algo ao filho que representasse a união das duas famílias, que sempre se odiaram tanto. Então, o relicário teria o formato de sol porque eles chamavam o bebê assim e a fênix e a cobra seriam retratadas juntas, para demonstrar a união. Faz sentido, não acha?
- Tanto sentido que meu pai e meu tio se matariam ao descobrir que talvez tenham um irmão por ai, para dividir a fortuna que meu avô deixou.-Draco respondeu, dividido entre o riso e o assombro.
- É, imagino que sim. E, se esse pensamento estiver certo, acho que nós descobrimos o porquê da Chris ter sumido.
- Claro. A sra. Peters nos disse que meu avô e Chris namoraram durante todo o sétimo ano mas, quando eles terminaram os estudos e voltaram pra casa, ambas as famílias proibiram o namoro.-Draco se lembrou.
- Exato, mas ela não disse que eles deixaram de se ver por causa dessa proibição. Ela pulou a história direto pra dois anos depois, quando a Chris falou com ela pela última vez, quando lhe deu o livro que queria que desse pra mim depois e a fez fazer um voto de silêncio mágico. Se nós não precisássemos voltar á Hogwarts amanhã por causa do baile, eu adoraria voltar a Swindon e perguntar como Chris e Thony faziam pra se ver depois de Hogwarts. Sarah com certeza sabe, ela era a melhor amiga da Chris, deve ter ajudado-a muito em encontros furtivos.
- É, conhecendo meu avô do jeito que eu conheço duvido que ele iria se separar da Chris á toa. Você viu os cadernos, estão cheios de desenhos dela. Eles estavam mesmo apaixonados um pelo o outro.-Malfoy concordou, apontando o dedo para os cadernos de Anthony, abertos na frente deles.
- Isso. Então, como eles não agüentariam ficar longe um do outro, resolveram se encontrar escondidos durante aqueles dois anos, com a ajuda da Sarah. E, pelo jeito, Chris acabou engravidando em um desses encontros.
- E quando ela descobriu, ela e meu avô acharam que o melhor a se fazer era que ela sumisse, pra ter uma gravidez tranqüila, sem represálias.
- Exatamente! Tudo se encaixa!
- Você não acha que está sendo um pouco precipitada?
- Por quê?-Hermione perguntou, sem entender.
- Porque eu acabei de me lembrar que meu avô se casou com a minha avó exatamente no dia em que ele fez dezoito anos, quando fazia mais ou menos um ano que tinha terminado seus estudos em Hogwarts. Minha avó tinha a mesma idade que ele e eu me lembro do quanto vovô era atencioso com ela. E eles sempre se amaram muito, sabe? Vovó Eliza sofreu muito quando ele faleceu nas férias. Talvez ainda não tenha se recuperado totalmente, mesmo que tenha sido muito simpática ontem. Eu sempre pergunto como ela está nas minhas cartas pra casa e mamãe sempre diz que ela está muito triste e tudo o mais.-Draco explicou para a menina á sua frente.- Você compreende? Meu avô já estava casado quando Chris fugiu.
- Será que Chris não se tornou amante dele, Draco? Afinal, eles também se amavam muito. Pelo o que você disse, o casamento entre Anthony e sua avó foi forçado.
- Ah, sim, foi um casamento arranjado. Mas eles sempre se gostaram muito. E outra, como é que meu avô poderia ter um filho com a Christine em um ano e um outro com a minha avó logo depois?
- Quantos anos seu pai têm?
- Quarenta.
- Oras, Draco, então seu pai nasceu em 1956; seis anos depois do nascimento do filho que nós achamos que Thony e Chris tiveram. Ele teve tempo suficiente pra deixar de gostar da Chris e começar a gostar da sua avó. A questão-chave é: por que ele deixaria a Chris?-Mione perguntou.
- Isso se ele não a deixou quando os dois foram separados pelas famílias...
- Oras, mas aí não teria motivo para termos tido essa visão!-ela retrucou, impaciente.
- Eu sei, só que...Ah, Hermione, você não quer que eu aceite assim tão facilmente que meu avô traiu a minha avó por um ano (ou, quem sabe, até mais) por causa da Christine, né?-o sonserino questionou, fechando a cara.
- Não mais...Ah, deixa pra lá, vamos ver o que mais tem dentro da caixa.

Draco estendeu a mão para a caixa e pegou o objeto comprido, envolvido em papel pardo.

- O que é isso?
- Acho que sei o que é...-ele murmurou, enquanto abria o pacote.-É a espada do meu avô.

A espada, tinha um grande rubi encrustrado na base, da onde saiam desenhos em curvas e espirais. Um trabalho muito bonito e bem feito, eles tinham que concordar.

- Por que isso está ai?-Hermione perguntou, pegando-a com as duas mãos e percebendo o quanto era pesada.
- Não faço idéia. Quer dizer, não creio que isso tenha algum tipo de relação com a Christine. Talvez esteja ai para que eu não me esqueça como sou ruim como esgrimista. Vovô tinha esse tipo de humor negro.
- Mais uma tradição Malfoy...-ela murmurou, divertindo-se.Seus olhos castanhos caíram dentro do último objeto da caixa, o envelope.-Olhe aquilo, será que é uma carta do seu avô? Como as que eu tenho recebido da Chris, com dicas?
- Vamos ver.

Draco abriu o envelope e Mione se posicionou atrás dele para ver o que estava escrito no papel dentro dele. Não era uma carta, nem mesmo um bilhete com comprimento decente. Tudo o que tinha ali dentro era um pedaço de pergaminho escrito:

“ Leve a espada na grande noite, pequeno príncipe. Tom é a chave dos problemas.”

- Tom?-os dois perguntaram juntos, sem entender.
- O que é “Tom”?-a garota perguntou, olhando para o sonserino que parecia tão intrigado quanto ela.-E o que ele quer dizer com “a grande noite”?
- Não sei. Ele nunca disse nenhuma coisa dessas pra mim, que tenha soado importante o suficiente para que eu me lembrasse agora. Grande noite, Tom...Não dá nem pra saber se ele está se referindo á “Tom” como o nome de uma pessoa, ou como um substantivo em letra maiúscula.-Draco disse, virando o pergaminho pra ver se tinha algo de mais esclarecedor escrito atrás.
- Como um tom de cor você quer dizer?
- É.
- Ótimo, mais uma informação que deve ter toda a importância do mundo mas que não fazemos a mínima idéia de qual seja. Christine e Anthony realmente combinaram esse tipo de coisa.-Mione bufou, pegando o envelope e o pequeno bilhete e juntando-os ao maço de cartas do louco, que estavam amontoadas a um canto. Lá também estavam as duas cartas que recebera de Christine, o livro que Sarah lhe dera e não se abria estava dentro do baú.
- Você acha que vovô sabia de alguma forma que tudo o que aconteceu com ele e Chris fosse acontecer conosco também?-o loiro perguntou, guardando os cadernos de desenho, a espada e o relicário na caixa novamente.
- Creio que sim. Afinal, “Tom é a chave dos problemas”. Está se parecendo bastante com as dicas sem pé nem cabeça da Chris, como “Beba apenas um gole do vinho. Será mais do que suficiente para lhe mostrar o caminho”.

Draco deu um leve sorriso para a namorada e fechou a caixa, com um estralo.

*


O loiro abriu os olhos, incomodado. Tinha escutado um farfalhar de asas bem próximo de si, e em seguida, um pio de coruja longo.

- Mas que raios de barulho é esse?-Draco ouviu a sua própria voz grossa de sono perguntar.

Tentou se levantar mas logo percebeu que não podia; Hermione estava deitada praticamente em cima dele, em sono profundo. Com um meio sorriso o sonserino lembrou-se que depois dos dois terem olhado as coisas de seu avô, tinham decidido ler os diários de Christine. Tinham espiado o álbum de fotos dela também, que tinha fotos de todos os seus anos de Hogwarts (nas fotos dos sexto e sétimo anos, tinham notado a presença de um rapaz moreno, de olhos azuis, totalmente desconhecido a eles). Depois de meia hora, a menina caíra em um sono leve e ele, em vez de leva-la pra cima, ficou admirando o seu sono e pensando nas hipóteses que tinham formulado pouco tempo atrás até ele mesmo cair no sono ao seu lado.

Draco com cuidado, colocou Mione deitada ao seu lado e sentou-se, bocejando. Lembrava-se muito bem de tudo o que ficara pensando na noite anterior. O garoto estava preocupado com a namorada, muito preocupado. Vê-la daquele jeito, dormindo tranqüilamente, só servia para deixa-lo ainda mais preocupado. Tinha medo que toda aquela tranqüilidade se acabasse com um golpe do louco. De repente, a imagem de Hermione caída em sua cama, com a testa sangrando voltou com tudo na sua mente. Tinha sido horrível encontra-la daquela maneira, tão frágil, com o rosto levemente azulado, completamente manchado de sangue, e marcas de dedos profundas no pescoço. Draco abaixou a gola da garota e viu que elas ainda estavam ali, um pouco mais apagadas. A queda dela da janela, na casa dos Sutcliffe, também tinha sido terrível. Se não houvesse aquele canteiro de rosas logo embaixo, ela poderia ter se machucado seriamente (quem sabe, até ter morrido) com o impacto no chão. Nunca tinha acreditado em nenhum tipo de força superior antes, mas, com todos aqueles incidentes (não somente os dois últimos, mas todos os outros anteriores) e todas as maneiras como Hermione tinha conseguido se livrar milagrosamente o estavam convencendo que a tal força devia mesmo estar em algum lugar.

Outra coisa que estava incomodando Draco era o incêndio da casa dos Sutcliffe. Algo lhe dizia que tinha sido criminoso, mas ele não conseguia imaginar ninguém além do louco que poderia incendiar a casa. O problema era: por quê? O que havia entre aquele monte móveis cobertos por lençóis e quadros na parede de tão importante que devia ser apagado de maneira tão brutal e definitiva? A verdade era que ele não fazia a mínima idéia. Tinha uma leve intuição que aquele “algo”, que agora estava perdido, tinha a ver com o surto que a grifinória ao seu lado tinha tido no lugar. Intuição...Um pequeno sorriso apareceu no rosto do sonserino ao pensar naquela palavra. Seu avô sempre dissera que a intuição dele podia leva-lo aos céus, se ele soubesse interpreta-la direito. “Lembre-se, Draco, de nada adianta ser intuitivo e esperto do jeito que você é, se não souber usar essa intuição e essa esperteza a seu favor” era o que Anthony Malfoy sempre lhe dizia. Draco só gostaria que ele estivesse ali pra dizer aquilo novamente e esclarecer sua mente, nem que fosse um pouco. A foto dos pais de Hermione, que ela lhe mostrara no dia em que ele tinha insinuado que ela talvez fosse adotada e por isso tinha aquela ligação com Christine, também era algo que merecia atenção especial de Draco. Mesmo que uma parte do garoto dissesse que era besteira se ocupar com aquilo, uma vozinha na sua cabeça insistia que havia algo de errado com aquela foto. Algo muito errado que ele tinha deixado passar, que não conseguia lembrar, mas tinha certeza que era muito importante. Tão importante quanto algo que ouvira seu pai dizer nas férias, na última vez que tinham se visto, e que ele também não conseguia se lembrar de jeito nenhum.

- Draco?-Mione chamou, com a voz também enrolada de sono, bocejando em seguida.
- Bom dia!-ele cumprimentou, abaixando-se e dando um beijinho na testa da menina, que esfregava os olhos.-Nós dormimos aqui no chão da sala.
- Percebi...Hey, aquilo ali é uma coruja?

O pio da coruja que Draco tinha ouvido quando acordara fez-se ouvir novamente e ele voltou sua atenção para a janela para que estavam de frente. As cortinas brancas estavam fechadas mas dava pra ver o formato da sombra de uma coruja nitidamente atrás dela.

- Acho que é.-ele se levantou e afastou as cortinas, pra ver uma grande coruja-das-torres empoleirada do lado de fora.

Draco abriu a janela e ela entrou voando e pousou em uma das poltronas, na frente de Hermione, estendendo a pata que continha uma carta e um embrulho grande, com o formato de livro.

- Ah, é pra mim.-Hermione retirou o pacote da pata da coruja e colocou um galeão em um bolsinha que estava ali também. Depois que ela foi embora pela janela, a garota abriu o envelope.-É da mamãe e do papai.
- Seus pais sabem utilizar o correio-coruja?-o sonserino perguntou, vendo-a ler a carta.
- Sim. Eles tiveram que aprender, né, pra poder me mandar cartas em Hogwarts...Veja só, aqui está dizendo que eles voltam na semana que vem pra casa, que o congresso de odontologia foi maravilhoso e que a cidade que eles estão na Rússia...Como será que se pronuncia isso? Não-sei-o-quê-Vski, enfim, é uma cidade muito bonita. A coruja está trazendo meu presente de Natal. Eles resolveram enviar com uma semana de antecedência porque não sabiam quanto tempo uma coruja demoraria da Rússia pra Inglaterra, ainda mais com esse frio. Beijos da mamãe e do papai.
- E o que você ganhou?
- Não faço idéia. Eu não pedi nada pra eles.-ela respondeu, rasgando o papel que estava envolvendo o presente.-É um livro. “Psicopatas bruxos” de Rodolf Staunton.
- Psicopatas bruxos? Que tipo de presente é esse?-o sonserino perguntou, pegando o livro da mão dela. A capa era escura e as letras, em vermelho, soltavam uma tinta viscosa que desaparecia poucos segundos depois.
- Ahaha! Pobre mamãe! Nas férias ela foi comigo ao Beco Diagonal comprar os materiais novos e quando estávamos na Floreios e Borrões eu vi esse livro e fiquei folheando. Tem algumas coisas bem interessantes, verdade! Ai, acho que ela me viu lendo e resolveu comprar como meu presente de Natal.-a garota explicou, sorrindo.
- Cada um, cada um. Agora, mudando de assunto...Que horas o expresso pra Hogwarts sai de King Cross?
- Ás nove, por quê?-ela perguntou, levantando-se.
- Porque são exatamente...Oito e vinte da manhã e nós estamos...-foi dizendo o loiro, correndo na direção das escadas.
- ATRASADOS!-Hermione gritou, correndo atrás dele.-Tira os eletrodomésticos das tomadas e lava a louça de ontem enquanto eu fecho as janelas e arrumo aquela bagunça na sala!
- Tá...Peraí, tomadas?-Draco perguntou, já fora do próprio quarto, com a mala na mão e o violão na outra.

*


Os risos explodiram quando eles finalmente alcançaram o trem, que já estava em movimento.

- Háháhá!!!!!
- Não, que mico! Eu, Draco Malfoy, correndo atrás de um trem, com duas malas em uma mão e uma grifinória na outra.
- Obrigada por me igualar a uma mala!-Hermione retrucou, deixando-se ser beijada em seguida por Draco.-Anda, vamos procurar uma cabine.

Com dificuldade, Draco e Hermione foram driblando os estudantes nos corredores (apesar que o loiro deu com as malas umas duas vezes “sem querer” nas pernas de grifinórios e lufa-lufas) até encontrarem uma cabine vazia. Colocaram as malas, a caixa de Anthony, o baú de Christine e a caixa de passeio de Bichento no maleiro e sentaram-se, esperando o carrinho de comida passar, já que não tinham tomado café da manhã.

Depois que os risos, o carrinho de comida e a reunião de monitores habitual, para tratar dos últimos detalhes da segurança do baile da fantasia; passaram e faltava pouco mais de uma hora para se chegar a Hogwarts, Hermione enfiou-se na leitura de “Psicopatas bruxos” e Draco ficou ensaiando alguns acordes no violão (agora todo mundo já sabia que ele tocava, já que o instrumento ficara à vista na corrida desenfreada dos dois para pegar o trem).

- Olha só, nesse livro o autor relacionou o estudante Tom Riddle com Voldemort.
- O quê?-o sonserino perguntou ao ouvir aquele nome.
- Aqui, olha. Tem um capítulo reservado ao Voldem...
- Hermione, não fale esse nome! Você endoidou?
- É só um nome.
- É o nome do Lord das Trevas!-o loiro choramingou, apesar de já estar sentado ao lado dela espiando o livro.
- Ai, deixa pra lá e presta atenção. Você se lembra quando aconteceu toda aquela confusão no segundo ano? Em que alunos começaram a ser atacados por um basilisco e...
- Lembro sim. E o Potter salvou o dia no final, encontrando a Câmara Secreta e salvando a irmã do Weasley de morrer nas garras do Tom Riddle, que é o nome verdadeiro do Lord das Trevas. Ele tinha voltado através de um diário que o meu pai colocou dentro do caldeirão da Weasley caçula, com 16 anos de idade, e sugou toda a energia da menina pra poder voltar a vida.-Draco foi dizendo, rápido.-E daí?
- Como você sabe de tudo isso?-Mione perguntou, assustada. Acreditava que somente Harry, Ron, Gina, Dumbledore e ela mesma sabiam exatamente o que tinha acontecido na Câmara. Principalmente sobre a identidade de Voldemort.
- Oras, Mi, eu conheço a Pansy. E a Pansy conhece as melhores fontes seguras de informação de Hogwarts. Tirando que todo mundo sabe mais ou menos de uma coisa ou outra sobre o que aconteceu no segundo ano. E sobre o diário...Bom, considerando que foi meu pai que o deu á Weasley, é natural que eu saiba. Ele acabou me contando que tinha sido ele depois que o Potter acabou com toda a história, bancando o herói de testa rachada novamente. S eu não me engano o Potter enfiou a espada que tirou do Chapéu Seletor no diário, não foi?
- Na verdade, foi uma das presas do basilisco. Realmente, você está mesmo muito informado. Não, eu estou te mostrando o livro porque eu achava que apenas Dumbledore sabia que Tom Riddle, tão inteligente e aplicado na sua época de estudante, se transformou no maior bruxo das Trevas dos últimos tempos. Então me surpreendi quando li isto aqui.
- Ah, ok. O que mais está falando no livro?
- Ah, muita coisa. Tem uma pequena introdução aqui, depois está falando sobre o Riddle e que...Nossa!
- O quê?-o sonserino perguntou novamente.
- Aqui no livro está dizendo que o Riddle não concluiu os estudos, saiu de Hogwarts mais ou menos na metade de seu sexto ano. E então, sumiu no mundo.-os olhos de Hermione percorriam rapidamente as duas páginas e meia que falavam de Voldemort.-Depois, a história dá mais um pulo e volta alguns bons anos depois do Riddle sumir, quando os sumiços e assassinatos de bruxos e trouxas importantes começaram a acontecer. Então, chegamos á sua ascensão, com o exército de Comensais e de criaturas das trevas como vampiros até que dois anos depois ele mata James e Lily Potter e em seguida morre, ao tentar matar o filho deles, Harry Potter.
- Que nós sabemos que não é verdade, porque o Lord das Trevas só ficou fraco demais, praticamente um morto-vivo, e retornou á vida á dois anos.-Draco completou a história, com um suspiro.-E tudo isso porque tem uma foto do Lord das Trevas jovem nesse livro.
- É...-Mione suspirou também, colocando o livro de lado.

Conversar sobre Voldemort a tinha lembrado da guerra. Não que ela tivesse esquecido completamente dela, mas seus problemas, tanto em relação ao louco quanto os de saúde (era impressão sua ou andava se sentindo cada vez mais fraca e doente, mesmo tomando o remédio que Madame Pomfrey lhe dera?) andavam deixando sua mente tão estafada que ela mal conseguia prestar atenção nas notícias da guerra. A verdade é que precisava conversar com Harry, saber como ele estava, se vinha obtendo alguma informação por Dumbledore. Ai, que amiga horrível que estava sendo! Precisava tomar uma atitude sobre aquilo e rápido mas...

Foi então que algo chamou a atenção da menina. O livro continuava aberto nas primeiras páginas do capítulo de Voldemort e, exatamente onde se falava sobre Tom Riddle, havia uma foto colorida, e em movimento como qualquer outra enfeitiçada. Na primeira olhada, Hermione nem ao menos tinha lhe dado atenção mas, agora, olhando com mais cuidado, quase não ficou surpresa ao sentir seu coração disparar. Porque aqueles olhos azuis que olhavam pra ela do livro, tão fixamente, eram os mesmos que ela via sempre que sonhava com o louco, eram os mesmos que a fuzilaram a uma noite.

Os mesmos.

"O quarto começara a girar, o oxigênio se acabara. Hermione não conseguia enxergar, nem se mover. Sua cabeça cada vez mais sendo apertada contra o quadro em cima de sua cama. Se pudesse ter certeza de alguma coisa, tinha certeza de que estava sangrando. Talvez se afogasse no sangue grosso e espesso que escorria por seu rosto. Talvez se afogasse...Então, como se sua vida dependesse daquilo, ela abriu os olhos. E antes que ele pudesse se desfazer no ar frio, ela pôde olhar fundo em seus olhos demoníacos. E a maldade que viu neles era tão grande, que ela não pode evitar o grito sufocado pelo sangue e pela música ensurdecedora..."


E os mesmos do rapaz que aparecia nas fotos de Christine, sem ser convidado.

E então, automaticamente, diversas peças começaram a se juntar em sua cabeça.

“O primeiro passo, acredita-se, para que Tom Riddle se tornasse Aquele-que-não-deve-ser-nomeado foi quando, misteriosamente, abandonou os estudos em 1947, quando cursava o sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e desapareceu, sem dar notícias”.


1947. Christine e Anthony estavam no sexto ano também e eram perseguidos.

“A porta de trás da cabana de Hagrid se abriu devagar e dela saiu alguém com a capa da Sonserina. A pessoa estava usando uma longa touca negra, que lhe escondia o rosto. Ela se virou e pareceu olhar para o local onde Hermione e Draco estavam abraçados. Involuntariamente, os pêlos de todo o corpo da garota se arrepiaram e seu coração acelerou. Hermione arregalou os olhos castanhos e os comprimiu em seguida, tentando enxergar melhor, já que estava um pouco longe da pessoa. A pessoa foi até o centro do pomar e se sentou na abóbora que antes era o centro das atenções daqueles olhos castanhos, e...Acenou. Uma dor forte se apoderou da cabeça da garota, e ela sentia como se sua cabeça fosse ser separada em duas partes.”


E foi ele que saiu dele, tenho certeza. Em uma capa da Sonserina. Tom Riddle era sonserino.

“Fiquei tão desesperado ao ver meu feitiço, minha cobra avançar sobre ti, meu amor...Foi terrível, foram segundos de morte pra mim. Graças a Merlin, reverti o feitiço a tempo! Vês, minha querida? Eu te salvei...Novamente...Estás viva por minha causa. E aquele idiota, ó meu amor, como pôde chorar por ele? Quando os vi brigando, pensei que viria até a minha companhia, buscaria os meus braços, os meus beijos, os meus carinhos...Mas não, tu foste chorar por ELE! Por aquele que só a faz sofrer...Por que não o deixa morrer, minha querida? Por que não o entrega pra mim de uma vez? Por que se prende tanto a essa criatura tão...Maldita? Entregue-o pra mim, meu amor, entregue-o para a Morte...”

“A questão é: como alguém de 16, 17 anos pode usar magia negra tão bem aponto de se deslocar sabe-se lá de onde e parar exatamente onde estou e logo depois sumir novamente? E mais, implantar cartas em locais que qualquer um poderia achar mas foram achadas por nós? Tirar o anel do seu avô do seu dedo e cortar uma mecha do meu cabelo sem percebemos? Também tem o feitiço da cobra, lembra?”


Somente um adolescente na história poderia realizar um feitiço de magia negra com tamanha perfeição. E o feitiço tinha o formato de uma cobra. E o dono do feitiço era um assassino.

"Eu adoraria responder essas perguntas, minha menina, mas não posso. Eu descobri que minha amiga e Malfoy estavam sendo perseguidos, mas descobri tarde demais. Não pude fazer nada para evitar o sofrimento de ambos.
- E o que foi que aconteceu?-foi a vez do loiro perguntar, desesperado.
- Não posso contar.
- Por que não?
Porque fiz um voto de silêncio. Não é pela minha boa que vocês tem que saber o que houve. Tudo mais que posso dizer é que eles ficaram bem.”


Mas, na época, tudo acabou bem...E ele foi embora.

- “Se Narcisa Malfoy não vê problema em ocorrer um assass...
- Um assassinato?-Hermione cortou, espantada.-Como assim assassinato? Do que você está falando?
- De nada. Eu não estou falando de nada que você precise saber.-Draco disse rápido, segurando Hermione pelos ombros.-Absolutamente nada.
É do seu avô que você está falando. Anthony. É do assassinato dele que você disse que sua mãe não via problema em acontecer, não é? Draco, responda!”


E Anthony tinha sido assassinado no verão. Logo depois que todos souberam da volta de Voldemort.

“É, e o velho também gostava muito dele. Gostava mais dele do que de mim e Lúcio juntos. Mas nunca fomos os filhos que ele esperava, então não é lá uma grande surpresa.-Leonard disse, a voz se enchendo de um repentino rancor.”

“Típico. Mamãe e Pap...Lúcio, sempre me chamavam de “Pequeno príncipe” quando eu era criança.”


E logo depois Draco recebera um ódio mortal do pai...Ou seria o pai e o tio que tinham ódio mortal de Anthony? Comensais...

E absolutamente tudo fez sentido, até mesmo as pequenas lembranças encaixaram-se no quebra-cabeça total. E a imagem dos olhos frios e raivosos, por terem sido trocados duas vezes, em 1947 e 1996, não saíram mais da sua cabeça. E Hermione murmurou, aterrorizada, pra ninguém ouvir:

- É ele. Tom é a chave dos problemas.

E uma dor tão forte se apoderou de seu estômago que antes que pudesse impedir, o livro já estava coberto de sangue e a foto de Tom Riddle sumiu no vermelho.



N/A: Olá!!! Tudo bem, meu pessoal? E aí, o que vocês acharam? Finalmente, o grande mistério (pelo menos, um deles) está desvendado: nosso louco é sim TOM RIDDLE!!! A explicação do porquê ele voltou, do porquê ele desistiu dos estudos e do porquê ele era obcecado pela Chris e agora está pela Hermione virão nos próximos capítulos (que devem se no máximo cinco, pela minha conta). Até lá, ESPECULEM! ^^

Este capítulo é totalmente dedicado á minha belezinha, Sara, que é tão especial assim, estando tão longe de mim...Que esse pequeno aqui, de apenas 12 páginas tenham te deixado satisfeita, querida! Obrigado por ter nascido e me deixado te chamar de amiga. ♥ E não se esqueça, hein? Procure fazer esse dia o mais feliz possível, você vai entender...Amo-te!

Outra dedicação muita especial á Anna Fletcher, menina querida que está dizendo por ai que esta humilde fic é a melhor fic DHr dos últimos tempos. o.O..Dizer o que, né? Fico muito honrada, menina! Obrigada pela propaganda de graça ^^ Certas coisas não têm preço, mesmo...Ah, Vodox é incrível, ótimo trabalho mesmo!!!! Nestas férias eu comento o resto na sua página de reviews! ;D Ok? Thanks a lot, dear!

E então, vamos ás reviews (faz tanto tempo que não faço isso):

Teresa: Hey, girl! Ah, que isso, não é lerda, não! Vou te passar um conselho que a JK passou pra nós (nossa, que moral que estou me dando o.O):depois que a fic estiver terminada, dê uma relida rápida, você vai encontrar as dicas, por mais escondidas que elas estejam agora! E ai, gostou dessa última revelação? Tom Riddle, hein, você imaginava?? Continue lendo, e gostando (espero!). Obrigada por comentar...Beijocas mágicas =**

Rhaissa Black: ÊÊÊ, que coment grande!!!! Nunca diga que escreveu demais, porque sou eu que fico enchendo a sua cabeçinha com um monte de palavras! O cap veio mesmo nesse mês e..Bomn, para doido, acho que o Riddle é bem indicado, né? Lembra no 2º livro ele dizendo ao Harry? “Como foi que você, um garoto magricela, sem nenhum talento mágico excepcional, conseguiu derrotar o maior bruxo de todos os tempos?” (HP e a Câmara Secreta, pág 264) Além de doido, é bem convencido também...Devo dizer que estou ansiosa pra escrever o cara a cara dele com a Mione...Mas, ah, gostaria muito que você falasse sobre as suas suposições (as que restam depois desse cap)! Quanto mais loucas, melhor! ^^ Obrigada por comentar sempre, amiga!! =***

***Sarinha***: Vamos escrever os nicks certos, né? Ah, só você pra me mandar dois espaços de comentários cheios, só pra me deixar feliz!!Eu também AMO a frase da Mione de “Você é a criatura mais idiota do universo!”. Afinal, por mais que eles se amem, ainda são o nosso Malfoy e a nossa Granger,e adoram dar respostas espertinhas u pro outro. Quanto a música, nossa, ela foia primeira e única que eu pensei pra aquele momento! A letra se encaixava perfeitamente, sabe? (o único problema é que tem a palavra “movie” nela, e eu não acho que o Draco conheça filmes trouxas o.O) Ah, eu precisava da Sarah Peters! Esse cap serviu mesmo pra dar uma boa idéia sobre como era a vida mesmo do Anthony e da Christine, como eles se comportavam, e como eles começaram a se gostar..Sobre a Mi e a Chris serem parentes como o Draco e o Thony são, bom...Se eu contar, estrago a surpresa! E olha que ainda tem muita por ai,muita informação mesmo que a fic esteja acabando...Ah, o livro que a Chris deixou é muito, muito especial MESMO! E a Hermione só vai conseguir abri-lo na hora certa...Tem uma pista na carta que eu coloquei de novo nesse cap, no finalzinho, espero que você a encontre!! Presente??? Presente mesmo seria se eu pudesse te dar um big abraço, mas a distância não deixa =/ Muitos beijos, minha belezinha!

Sophie Granger Malfoy: Oie! que bom que você só quase teve um ataque de coração quando viu o CAP 20 POSTADO! na fic ^^ Espero que o seu coração tenha agüentado o CAP 21 POSTADO!! Também! Nhaaaa, vc também achou a música Hold on to you, linda?? Eu sou fão do The Calling e do Alex Band, dono daquela voz maravilhosa, e fiquei muito feliz em divulgá-la para vocês (além da letra ser perfeita para o momento de reconciliação do nosso casal favorito, né?)! Fico feliz só por saber que você teria votado lá na A3V (e isso me lembra que a fic está muito parada lá, tenho que atualiza-la hehe) e por você achar que a OpV é “sem dúvida, uma das melhores fics de draco/hermione q alguma vez existiu!”. Thanks a lot! E, ops, eu terminei mais um ap com a Mi em tragédia, né? Eu não tenho jeito, mas é que não tinha como terminar de outro jeito. Mas, pode ficar descansada, porque a Hermione vai ficar bem! Muito obrigada por todos os elogios e por comentar sempre (e pelos ps´s 8D) BEIJOOOSSSSS!!!!

Taaa_hp: Em primeiríssimo lugar, OBRIGADA POR COMENTAR SEMPRE!!! E por agüentar tantos meses sem nd novo durante todo esse ano (prometo que vou ser mais rápida em 2008)! Ah,e obrigada tb por gostar tanto dela quanto de ApS, nossa mestra em nos deixar felizes, da Angra! ^^ Postei o mais rápido que pude e...Sim, eu escrevo a fic escutando Evanescence!!! E, oh, segredo, hein, só vou contar pra você: Snow White Queen vai aparecer muito em breve, porque ela é mesmo minha fic cantada. Beijo + enorme p/ vc!! ;D

Juh Felton: Hey, migaaa!! Tudo bem que você só escreveu uma linha no coment passado com um grande PERFEITO (gracias!), mas eu te perdôo pela nossa conversa animadíssima pelo MSN logo depois. Acho que eu livrei a carinha do Snape, né? Ele não é o louco, e sim Tom Riddle, como revelei neste cap aqui...MAS, toda aquela raiva do Draco por ele vai fazer sentido em breve, no próx cap. Sabe o que é, eu amo o Snape, na própria série eu sempre o defendi, não dava pra pô-lo como vilão na minha fic, né? Eu sei que essa revelação não vai diminuir em mt o arq do Word que você fez para anotar seus palpites (gente, que orgulho!!!) mas espero que ajude a sua cabecinha a não ficar tão confusa! Eu li sua short, vu? Gostei mt, adoro aquele shipper, tem td p/ ficar marcada no S2! Obrigada pela amizade em 2007, lindaa!!!!!!! And Happy new year!!!!!!!! Kiss =**

Leaysa: Querida amiga japinha (ou Pucca, de cabelinho curto =p)! Você está sempre aqui, né? Obrigada pela companhia nesse ano tão difícil...Amiga que nem ti, minha kawaii, ta difícil de se arranjar! Eu sou fera em descrições, e Swindon é muito mais bonito na vida real (eu vi algumas fotos, tanto dele quanto de Wiltshire pra não dizer que o lugar fica na praia quando na verdade fica nas montanhas ^^)! Sobre Draco e Mi, SIMMM, eles vão ficar juntos!!!! Mas ainda tem muito sacrifício até esse dia feliz chegar. E quanto ao cap 23, vou faze-lo mt especial e importante, em sua homenagem, ta? AMO-TEE!!!!!!!!!!!!!!
PS: E quem não quer esse loiro cheiroso??? Kkkkkkkk

Celina Prado de Lima Souza: Hey! Marcante como sempre o seu coment, Celina!! Obrigada por ter estado 2007 acompanhando, viu? Gostou desse, imaginava ser o Riddle??? Não se esqueça de responder...Adorooooo =***

.: Bia #’ViDa LoKa’#-:. : Ai, leitora do 3V?? Mil desculpas...Estou mesmo em falta com o Aliança, né? Que bom que você achou a fic aqui, é muito mais fácil de se postar aqui do que ficar mandando p/ Aliança, apesar de gostar mt mais dela do que do FB. Valeu por todos os coments, espero que você tenha gostado desse novo cap tb! E avise pro pessoal da 3V que você conhece que OpV também esta aqui, ta? Muitos beijos e bem-vinda!!! =P

Carol: Você não morreu, né/ Ah, vai, eu nem demorei tanto dessa vez! ^^ Gracias por comentar, menina!!!!!!! Espero que tenha gostado desse, um mistério a menos hehe
=****

Silvio Márcio: PÁRA TUDOOO!!!!!!!!!!!!!! Um garoto em OpV??? UM GAROTO??? VIVAAAA!!!!!!!!!!!!! Muito bem vindo!!!!!!!!!!!!!! ^^ Obrigada pelo “menina de talento” e espero que você continue achando isso depois de ler esse cap...Afinal, eu escolhi o vilão mais batido (e o menos óbvio, nessas circunstâncias)! Sério, se eu fosse o Voldemort, ia me revoltar, coitado, a culpa é sempre dele! ^^ Muito obrigada por comentar, Silvio! Feliz 2008! Beijos mágicos p/ ti!!

Morgana Mônaco Ribeiro Weber: Tempo mesmo, Mô, onde você se enfiou? Senti sua falta! Espero que você lembra dos detalhes rapidinho,afinal, a fic é bem grande! E, quando chegar nesse cap, goste dele ^^ Muitos bjinhus p/ você também, sumida!!

Maary Malfoy: E a fic te ama também! ^^ Atualizada, espero que tenha gostado do novo cap! O próximo talvez demore um pouquinho mais pra chegar, mas não antes do fim de janeiro, ok? Beijos, Malfoy!!!

Jady Jane Malfoy: E minhas primas chegam ao monte!! ^^ MALFOY FOREVER! Não roa as unhas, Jady, eu tenho essa mania e é horrível! E dizem que faz mal pro estômago também...Antes delas crescerem o suficiente p/ você come-las novamente, eu prometo que posto o 22, ta? Muitas beijocas =]

Marjorie Carlotto: Bem-vindaaaaa, leitora novaaaaa!!!!!!!!!!! Você teve mesmo um pesadelo?? Nossa, então ele pegou sua imaginação de jeito mesmo! Espero que com esse cap o nó na sua cabeça esteja se desfazendo, viu? Ah, eu amo suspense!!!! Quando crescer, só vou escrever thrillers, hahuahuah!!! A fic ta bem avançada mesmo, quase acabando, e prometo que antes do fim do ano o cap final de OpV já estará postado. Sobre as perguntinhas que fiz a mt tempo atrás, você acredita que a NC era pra ser nesse cap? Mas eu acabei deixando pra mais pra frente, pq o Draco e Hermione acabariam sendo muito precipitados na minha opinião, o clima não está dos mais românticos pra eles esquecerem os problemas e..Você sabe! ^^ Vai ter continuação, sim! E eu já escrevi algumas coisinhas pra ela não demorar muito para aparecer depois que OpV terminar. Continue lendo e comentando, por favor, é muito importante! Feliz 2008!!! ;**

Mille Slytherin: Por último, mas não menos importante! Mais uma leitora nova, ebaa!!! Você que foi no meu Orkut, não foi? Fique á vontade pra voltar lá quando quiser! Adoro os difíceis de agradar! Isso significa que meu trabalho está dando frutos e valendo a pena! Espero que continue gostando, ta? E se não for pedir muito, continue comentando (é meu alimento!!!) tanto do mistério quanto do romance. Muitos beijos, Slytherin Girl!

Bom, ai estão todas as reviews! Prometo que vou me esforçar para responde-las sempre, ok, postando o mais rápido que eu puder! A fic está praticamente na reta final, moçada, por isso agora chegou a hora de vocês verem as respostas dos mistérios nos caps e não apenas especulações vindas da minha boca (o que me deixa meio triste =/)! Mas, não se preocupem, porque haverá continuação e vocês vão voltar a ficar cheios de dúvidas e querendo me matar por ser tão misteriosa!

E, claro, enquanto o fim não chega, deixo para vocês algumas coisinhas p/ pensarem:

· Quando o livro que Hermione recebeu da Christine poderá ser aberto? O que há dentro dele?
· Como o Riddle retornou, dá onde ele veio e porque ele acha que a Hermione é a Christine? Por que ele era obcecado pela Christine?
· Quem matou Anthony e por quê?
· Por que a casa da Chris pegou fogo? Foi um incêndio criminoso ou não? O que houve com a Christine lá dentro?
· A Mione está ficando cada vez mais fraca e doente...Por que ela vomita sangue?
· Será que a hipótese de Anthony e Christine terem tido um filho é verdadeira? Se for, será que foi por isso que a Chris sumiu?
· E, finalmente, mas não menos importante...QUAL A RELAÇÃO ENTRE A HERMIONE E A CHRISTINE? Elas são parentes? Por que ela deixou tudo que tinha, inclusive dinheiro, para a Mi? Porque Mione tem visões dela?
. O que há de errado com a foto dos pais de Hermione? E o que o pai de Draco disse que ele não consegue se lembrar?
· Lembram-se do quadro de Slytherin, nas masmorras? Qual a importância dele? Afinal, a Hermione teve um grande ataque quando o tocou pela primeira vez...E as palavras, as dicas estranhas que têm aparecido? Alguma delas faz sentido?

Chega, né? Senão, os neurônios de vocês vão fazer um nó tão apertado que não vai mais soltar! ^^

Pessoal, muito obrigada por estarem acompanhando OpV e comentando, felizes ou não, dizendo que me amam ou querendo me matar, por todo esse ano de 2007! Tudo o que posso desejar, do fundo do meu coração, é que 2008 seja um ano muito feliz para todos vocês! Repleto de conquistas e sonhos realizados, com novos amores para aqueles que querem (e que os velhos se fortaleçam, para quem os tem), bons e velhos amigos e novos grandes amigos e muito sucesso em tudo que fizerem! OpV está chegando ao fim mas nunca teria chegado á esse ponto se não fosse por cada um de vocês que a lêem com entusiasmo e atenção! Obrigada mesmo, do fundo do meu coração!

Muitos beijos a todos e boas festas, Nath Malfoy =*

PS: LoveInu.

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