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4. Mi Casa Es Su Casa


Fic: Courage


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“You can’t escape from the truth
Você não pode escaper da verdade
I realize you’re afraid
Eu percebo que você está com medo
But you can’t abandon everyone
Mas você não pode abandoner todo mundo
You can’t escape
Você não pode escapar
You don’t want to escape”
Você não quer escapar

(Where Will You Go, Evanescence)


Capítulo III – Mi Casa Es Su Casa


Depois de uma batalha cansativa, e uma breve reunião na Ordem, Sirius aparatou em seu prédio – ou mais precisamente no corredor de seu apartamento. As luzes estavam apagadas, dando ao local um ar sombrio. Enquanto andava em direção a porta, ele aproveitou para acendê-las, parando de súbito com a visão que teve. Um aglomerado de roupas negras, caído no tapete de sua porta. Bem, seria somente um aglomerado de roupas negras, se o dito cujo não estivesse começado a se mover quando percebeu uma aproximação. Sirius ergueu uma sobrancelha, imaginando o que seria aquilo.

Não demorou a descobrir – quando aproximou-se mais, o suposto aglomerado moveu-se com dificuldade, virando para ele, e fazendo com que se deparasse com uma mulher pálida, de cabelos negros e lábios incrivelmente vermelhos, que insistia em povoar seus pensamentos há alguns dias. Mas que diabos ela estava fazendo na porta de seu apartamento, naquele estado?

“Bellatrix?!” – ele disse, recuando, e apertando com a mão direita a varinha no bolso de seu casaco, por precaução.

A mulher estava com um aspecto terrível, era necessário apurar a visão para se perceber os bonitos traços escondidos por aquela face machucada. Sem forças para responder, simplesmente soltou um fraco gemido.

“O que fizeram com você?” – disse, estranhando a situação. “O que você faz aqui? O que...”

”Six!” – ela disse, optando pelo apelido infantil do primo, já que encontrava-se quase sem forças suficientes para pronunciar o nome inteiro. “Me... ajude.”

Essa era uma cena que não se via todo dia. Bellatrix Lestrange suplicando por ajuda na porta de um inimigo. Sirius torceu o nariz para aquela cena, ela não podia estar falando sério. Provavelmente era algum tipo de emboscada.

“Eu não nasci ontem, Bellatrix.” – ele disse, abrindo a porta com um aceno da varinha recém tirada do bolso, e passando por cima da mulher para adentrar no apartamento sem o mínimo cuidado.

Estava decidido a fechar a porta assim que passasse, mas vacilou e olhou pra trás, dando-lhe mais uma oportunidade. Encontrou aqueles olhos outrora fortes e cruéis, agora aparentemente tão frágeis... Ela tentou alcançá-lo com uma das mãos, que pendeu para o chão logo em seguida.

“Argh... É óbvio que me arrependerei disso, mas que seja!” – ele disse, revirando os olhos. Todas aquelas perdas da guerra deviam estar o amolecendo. O único fato que lhe escapou no momento era que a própria Bellatrix causava muitas delas.

Abaixou-se, pegando-a no colo com uma expressão nada boa no rosto, bateu a porta com um dos pés, e largou-a no sofá. Se fizesse alguma idéia das conseqüências que aquela escolha lhe traria no futuro...

Ela mantinha uma mão apoiada no peito, como que para tentar parar a dor. Sirius retirou a capa da prima, vendo que a blusa estava manchada de sangue. A contragosto, levantou a blusa para ver o ferimento – um corte profundo na diagonal, que ia desde o umbigo até próximo ao pescoço, provavelmente causado por um Sectumsempra. Amaldiçoou o fato de Bellatrix ter um corpo tão perfeitamente delineado, e, concentrando-se para não admirá-la, e ao mesmo tempo sentindo nojo por estar cuidando de alguém que odiava tanto, fez um feitiço para que o ferimento cicatrizasse, conjurando ataduras para enfaixar o peito da mulher. A examinou mais um pouco, tendo o cuidado de não deixá-la bem o suficiente para oferecer perigo.

“Afinal, o que houve?” – ele disse, seco, levantando e se postando na frente dela.

Bellatrix levantou o olhar para encará-lo. Estava prestes a se humilhar para seguir as ordens de seu mestre, e, mesmo que por uma causa nobre, aquilo lhe enojava. Era até capaz de transar com o primo, mas não de realmente conversar com ele, implorar por ajuda. Que ironia.

“O Lord das Trevas descobriu, ele leu minha mente...” – respondeu, ainda com uma certa dificuldade para falar.

Ela não precisou especificar o que ele havia descoberto, soou muito óbvio para Sirius.

“E o que eu tenho a ver com isso?” – perguntou, mesmo sabendo que a pergunta soaria um tanto quanto idiota. Ele tinha tudo a ver com aquilo, afinal, Bellatrix não fez nada sozinha. Mas precisava de um tempo para absorver a informação. “Porque você não foi para sua casa, e apareceu aqui?”

“Deixe de ser idiota, homem!” – ela disse, levando a mão ao peito, numa pontada de dor por ter elevado a voz. “Rodolphus sabe.”

Na verdade, ele não sabia. O Lord das Trevas o comunicaria – como normalmente fazia – que Bellatrix estava em algum tipo de missão, e talvez demorasse a retornar.

“Ora, Bellatrix!” – Sirius reclamou, com raiva. “Será que nem manter as coisas em segredo você sabe fazer?”

Ele não podia acreditar que ela havia o colocado nessa posição. Que diabos faria agora? Sirius sempre foi corajoso e inconseqüente, mas ninguém desejava enfrentar a fúria do Lord das Trevas. Não mesmo.

“Você não conhece o Lord, não conhece os poderes dele.” – ela disse, fingindo-se de assustada e tentando se sentar, tentativa esta frustrada pela dor que ainda sentia no peito. “Ele tentou me matar, Sirius. Nunca havia sido tão ferida quanto por ele, eu... Eu não tinha consciência de que ele tinha tanto poder!”

Ela se esforçava para manter a feição de apavorada em seu rosto. Sirius riu.

“Então agora você viu onde se meteu, não é mesmo, priminha?” – sua expressão era de total deboche. “Eu bem que avisei.”

A raiva a corroía por dentro. Queria gritar que sua lealdade ao Lord era incontestável, que admirava seus poderes e o seguiria até o próprio inferno, mesmo que ele lhe torturasse; que ser submissa a ele era o orgulho de sua vida, mas precisava seguir com a farsa. Falhas não seriam toleradas, aquilo estava perfeitamente claro.

“E agora o que acontece? Ele vai vir atrás de mim para me matar, como tentou fazer com você?” – debochou, embora a perspectiva lhe deixasse apreensivo.

“Você realmente acha que ele ainda divide seus planos comigo?”

Sirius bufou. Bellatrix era uma inútil em todos os sentidos.

“Eu não tenho para onde ir. Não posso ir para minha casa, Rodolphus terminaria o serviço que o Lord das Trevas começou... Não posso ir para a mansão Black, me descobririam ali facilmente. Eu só preciso de um lugar para ficar por enquanto, preciso me afastar até a poeira abaixar.” – ela disse, cabisbaixa. Amaldiçoou aquela missão maldita.

“Um lugar pra ficar?” – Sirius soltou uma risada sarcástica que pareceu muito com um latido aos ouvidos dela. “Tem certeza de que você não bateu a cabeça e pirou de vez, Bellatrix? Vou te explicar: nós somos inimigos. Você é uma Comensal da Morte. O que te faz pensar que eu, justamente eu, te ajudaria?”

“Você não vai ter coragem de me entregar.” – ela disse, com uma expressão segura e pedinte ao mesmo tempo. “Sabe o que fariam comigo, Sirius? Me entregariam aos dementadores, sem nem mesmo um julgamento justo...”

“Fariam isso porque você merece, sua louca!” – ele disse, revirando os olhos. Ela definitivamente tinha batido a cabeça quando foi atacada. “Julgamento justo? Você acha que tem direito de se defender? E quanto a todas aquelas pessoas que você torturou, ou até mesmo matou? Homens, mulheres inocentes... Crianças!”

“Eu sou sua prima!” – ela falou, com seus pensamentos a mil, tentando bolar maneiras de convencê-lo.

“Isso torna a situação ainda pior para você.” – ele disse, com um sorriso cínico no rosto. “Sabe muito bem que eu sempre odiei os Black.”

“Sirius... Por favor.” – ela disse, fazendo a maior cara de súplica que conseguia. “Eu não quero morrer.”

Ele escondeu o rosto entre as mãos. Bellatrix merecia morrer, era fato, então porque era tão difícil agora?

“Você deu sorte, não estou com vontade de te matar hoje.”

Ela sorriu internamente – foi mais fácil do que esperava. Ia se redimir com o mestre e tudo ficaria bem.

“Vou sair, Bellatrix. Você fique quieta aí e não mexa em nada, pode esquecer aquele negócio de antigamente, mi casa es su casa. Não mais”

Bellatrix simplesmente odiava aquela mania dele de falar em todas as línguas que conhecia. Sirius bateu a porta e não podia acreditar que estava a deixando sozinha em seu apartamento. Era melhor que ninguém resolvesse aparecer por ali. E então foi procurar o único homem que seria capaz de lhe dizer o que fazer.

“Professor?” – perguntou, enfiando a cabeça pela fresta da porta.

“Ah, Sirius, entre, meu rapaz!” – respondeu, sorrindo e o observando com seus olhos cinzas por trás dos óculos de meia-lua.

Dumbledore.” – ele disse, fechando a porta cuidadosamente e sentando-se. “Precisamos conversar.”

“Achei que você viria me procurar.” – ele comentou, enigmático. Dumbledore sempre parecia saber de tudo e Sirius não se sentia à vontade com isso.

“Certo. Eu não sei como dizer disso e sei que você vai me achar louco, mas se eu não contar para alguém, aí sim é que enlouquecerei.” – despejou todas aquelas palavras como se elas estivessem a ponto de sair há anos.

“Você sabe que pode confiar em mim.”

“Bellatrixestánomeuapartamento.” – aquelas palavras pareciam doer ao serem pronunciadas. Arder. Queimar.

“Perdão?”

“Bellatrix me procurou.” – disse, derrotado. “Ela está no meu apartamento e...”

“Bellatrix Lestrange, sua prima?” – ele não parecia surpreso.

“E existe outra?” – perguntou, impaciente, mas se arrependeu depois. Estava confiando seu maior segredo a Dumbledore e não devia tratá-lo dessa maneira. “Ela me procurou quase morta, e...”

“Por que ela procurou você?”

Será que dava para não interromper?, Sirius quis perguntar, mas se calou. – “Eu não posso lhe contar.”

“Ah, Sirius, se você quiser minha ajuda, vai ter que me contar tudo.”

Bufou. O pior era que ele tinha razão, não podia chegar lá com notícias absurdas e esperar ajuda sem explicações. E aquilo definitivamente precisava de muitas explicações.

“Aquele dia na batalha,”

“Quando você sumiu e James quase surtou pensando que estivesse morto” – a maldita mania de completar as frases.

“É, esse dia.” – Sirius disse, tentando não se irritar. “Eu fui para a floresta duelar com a Bellatrix e acabei, hum... ficando com ela.”

A idéia de usar outro termo era constrangedora demais. Ele já nem podia acreditar que estava realmente dizendo aquelas palavras.

“Lamento, mas acho que não estou familiarizado com esse vocabulário de vocês jovens, Sirius.”

“Transando, Dumbledore” – e ele teve certeza de que estava corando. “Eu transei com Bellatrix, minha prima. E eu sei” – completou, vendo o olhar inquisidor que o outro lhe lançava.

“Não estou lhe julgando, apenas tentando entender o que se passa nessa sua cabeça.”

“Obrigado.” – Sirius disse, mais cínico do que queria, ignorando o segundo comentário..

“E deixe-me adivinhar, Voldemort descobriu?” – perguntou, apoiando os cotovelos na mesa, interessando-se mais pelo assunto.

“Bingo.”

“Isso não é bom.” – Dumbledore disse, ajeitando os óculos. “Não é bom.”

Bom, não era como se ele precisasse da ajuda de Dumbledore para constatar que não era uma boa situação. – “Eu sei. Mas o que eu faço com a Bellatrix?”

“Ela é uma Comensal, o certo seria entregá-la aos dementadores...”

“Mas?” – Sirius perguntou, ele simplesmente sabia que haveria um.

“Mas ela é sua prima, o que você quer fazer com ela?”

Se eu soubesse não teria vindo lhe procurar, ele quis responder, mas estava se esforçando para ser educado.

“Bellatrix merece morrer.” – disse, simplesmente. Era a única coisa que lhe ocorria.

"Muitos que vivem merecem a morte.” – o homem começou, sério e com aquele olhar misterioso por trás de seus óculos de meia-lua. “E alguns que morrem merecem viver.”

Sirius continuava quieto tentando absorver aquelas palavras e, principalmente, seu significado.

“Você pode dar-lhes vida?” – Dumbledore sorriu ao ver a expressão de negação. “Então não seja ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados.”¹

“Ainda assim, continuo achando que ela deve morrer.” – Sirius disse, irredutível. Tinha certeza de que ela devia morrer, mas inexplicavelmente ele não queria ser quem a condenou a esse destino. No seu inconsciente, esperava que Dumbledore lhe obrigasse a entregá-la então não precisaria se sentir culpado.

”Você ainda tem muito o que aprender, jovem Black.”

“Certo. Como o que?” – perguntou, erguendo uma sobrancelha.

“Bellatrix pode vir a ser útil. Não há nada como uma mulher contrariada, principalmente quando se trata de uma mulher como sua prima.”

Sirius ficou boquiaberto. – “Você pretende que eu a use como espiã?”

“Fonte de informações, talvez.” – ele disse, sério. “Vamos, Sirius, sei que pode conquistar a confiança dela. Bellatrix está assustada e ela recorreu a você.”

“E isso faz você pensar que ela sente algo por mim?” – debochou. “Com todo respeito, Dumbledore, você não conhece a Bellatrix.”

Ele riu. – “Exatamente, Sirius. Já você parece conhecê-la muito bem.”

Ótimo argumento, pensou. Bem, o que ele tinha a perder? O maior risco que corria era ser estrangulado enquanto dormia.

”Certo, você venceu.” – ele disse, derrotado. “Mas se ela fizer alguma besteira, eu não me responsabilizo.”

Sirius saiu, batendo a porta atrás de si, e não viu o brilho nos olhos de Dumbledore – um brilho que denunciava que ele planejava muito mais do que havia compartilhado. Quando chegou em casa, encontrou uma Bellatrix deitada no sofá usando apenas uma de suas camisas. Não podia negar que aquela era uma visão um tanto quanto tentadora. Ah, aquela ia ser sem dúvidas uma longa temporada.

“Certo, você fica.” – ele bufou, indo em direção ao quarto sem nem encará-la.

“Su casa es mi casa, priminho?” – ela sorriu, maliciosa.




N/A: Eu nem acredito que terminei o terceiro capítulo dessa fic, vocês não fazem idéia do tempo que ele está empacado no meu word, e só hoje achei a solução para o dilema em que me encontrava. Ele é basicamente só diálogo, mas agora que consegui terminá-lo, provavelmente conseguirei colocar a fic no rumo da ação novamente.

Enfim, espero que tenham gostado. Comentem, beijos!

¹ Frase de Gandalf, Senhor dos Anéis.

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