
Apesar de estar tendo um sonho muito agradável, algo no mundo real fez Marlene despertar. Abrindo os olhos lentamente, ela deu de cara com o belo rosto de Sirius. Ele encarava a amiga sonolenta, que de alguma forma tinha deitado sobre seu peito forte.
- Levante brilhe, bela adormecida! – saudou ele, provando para o cérebro adormecido dela, que o maroto realmente estava ali, e que ela realmente estava deitada sobre o peito dele.
- Ei! O que você está fazendo aqui cão?! SAI! – exclamou ela se sentando e cobrindo o corpo com o lençol. Ignorando completamente a pergunta dela e seu comando, Sirius comentou:
- Sabe, eu notei que você estava sonhando comigo. – a morena levantou uma sobrancelha de modo interrogativo, levemente irritada por ter sido acordada. – Isso explica a baba.
Isso fez Lene pegar um travesseiro e usa-lo para bater no maroto que ria. Olhando logo em seguida para o relógio ela reclamou novamente:
- 6 da manhã?! Sério? Você não tem nada melhor para fazer as 6 da manhã? – falou indignada, voltando a se deitar e puxando a coberta para que também escondesse seu rosto.
- Tudo bem, não venha viajar conosco então. – o comentário fez a morena mostrar o rosto.
- Já? – o maroto fez que sim com a cabeça e levantou da cama dizendo:
- Termine de fazer as malas.
- E as meninas?
- Vamos dizer que os marotos foram fazer o mesmo que eu. – respondeu enquanto abria as gavetas dela. – Uau! – exclamou levantando uma calcinha de renda preta bem pequena da gaveta dela. – Coloque essa na pilha de coisas para levar.
Também se levantando, a morena se aproximou dele dando um tapa na parte de trás de sua cabeça. Fazendo cara feia, recuperou a peça das mãos dele e guardou-a em seu lugar. Sirius sorria, se divertindo com o mau humor matinal da amiga e apreciando a visão dela em seu baby-doll azul, como sempre fazia pela janela de seu quarto.
- Comporte-se! – comandou ela, abaixando para saldar Apollo que acordara com a comoção antes de entrar no banheiro para se arrumar.
Depois de um banho rápido, ela fechou a mala e Sirius voltou para casa pela janela que tinha vindo.
Lene se despediu de seu pai, e ao sair deu de cara com os cinco amigos que arrumavam as malas no carro.
Remus tentava conversar com Dorcas, mas ela o ignorava completamente, fazendo-o acreditar que ela de fato estava irritada com o beijo da noite anterior. Já a ruiva conversava normalmente com James, mas corava de leve ao olhar para os lábios dele quando o maroto não estava prestando atenção.
- Eu vou na frente! – gritou Sirius como uma criança fazendo James revirar os olhos e avisar:
- Não não, a Lily vai me fazer companhia, você vai atrás com a Lene.
- Mas... mas... eu sou sua alma gêmea e você vai me abandonar assim? – exclamou o moreno revoltado, fazendo drama como só ele sabia como. – Eu sempre sou seu co-piloto.
Todo o grupo ria da cena, Sirius tinha um jeito de fazer qualquer um rir quando queria.
- Desculpe Almofadinhas, a ruiva é companhia melhor.
Ele se fez de magoado, colocando uma mão sobre o peito e respondendo.
- Como você se atreve! Nós íamos nos casar!. – Lene se dobrava de tanto rir, o estomago doendo.
- Sirius... Você tem que saber depois dessa confissão tão profunda, e perturbadora, devo acrescentar, que eu e você não vamos nos casar.
- Não vamos? Não vamos?! – Sirius fingiu chorar, mas acabou por dar de ombros e entrar na parte de trás do carro, terminando sua pequena dramatização.
A conversa corria animado no carro, o moreno ainda fazendo piadas sobre seu casamento com James no futuro e como ele partira seu coração, fazendo com que a viagem de 40 minutos até o aeroporto passasse rapidamente.
- Quando chegarmos lá, tudo que eu quero é um drink, deitar na praia e aproveitar o Sol. – afirmou Dorcas, podendo quase sentir o calor em sua pele. – Nem posso acreditar que vamos as Bahamas! – até parecia que a morena nunca tinha viajado, quando na verdade por conta de seu pai, um importante diplomata inglês, ela já tinha viajado por quase todo o mundo.
- Nem eu! Nunca viajei para tão longe. – comentou Lily sonhadora.
- Ruivinha, você vai adorar. – começou Jay olhando para a garota que estava no banco do carona ao seu lado. – A beleza do lugar é incrível, não é nada como o que temos aqui.
A jovem sorriu para ele, que sorriu de volta feliz pelo pela amizade que criaram, apesar de querer mais, muito mais.
Uma vez no aeroporto, o grupo descarregou o carro e logo estava embarcando no jato dos Potter. A opulência assombrou um pouco Lily e Remus, que apesar de conviverem com os outros quatro por algum tempo, não se acostumaram com dinheiro sobrando dessa forma.
- Bem-vindo a bordo Sr. Potter. – saudou uma jovem aeromoça muito bonita de cabelos negros firmemente presos em um coque baixo e usando terninho azul marinho. A ruiva não gostou do modo como ela olhara James, mas não demonstrou.
Todos tomaram seus lugares e alguns minutos depois o jato decolou.
- Sr. Potter, se o senhor precisar de qualquer coisa, é só me chamar. – a aeromoça frisou bem a palavra qualquer, deixando Lily ainda mais irritada, e Lene teve que comprimir os lábios para evitar rir da amiga.
- Na verdade Louise. – chamou James lendo o crachá dela, que sorriu ligeiramente triunfante. – Nós gostaríamos de bebidas. Champagne para as meninas e nós gostaríamos de Whisky. – decepcionada, a empregada se virou para sair, mas Lene interrompeu.
- Ei ei ei, eu quero whisky também! – reclamou ela. Dessa vez Louise foi até o bar e pegou duas garrafas e 6 copos. Após todos estarem servidos, James falou:
- Um brinde a nossa semana incrível de férias. – Todos brindaram e beberam a isso. Quase todos dormiram durante o voo, menos James, que ficou observando a ruiva dormir com a cabeça apoiada em seu ombro.
Quando o voo deles aterrissou, foi a vez de Remus dirigir até a casa de Sirius, usando o carro que o grupo tinha alugado, o aeroporto não sendo longe da propriedade.
- Ai meu deus. – Foi tudo o que Lily conseguiu dizer ao ver a belíssima casa do maroto. Uma enorme casa de dois andares feita de madeira se estendia pela propriedade que tinha algumas arvores e grama na frente, não era possível ver do ângulo que a entrada da garagem oferecia, mas a parte de trás tinha uma piscina aquecida e jacuzzi, assim como uma escada que dava para a praia para a qual a casa tinha vista.
- Six, sua casa é linda. – comentou Dorcas, Lene concordando com a cabeça. O maroto sorria de orelha a orelha, adorava aquela casa.
Os meninos descarregaram o carro e os seis partiram para dentro da casa, com o dono mostrando todos os cômodos, desde a cozinha, até a sala de jantar e sala de estar, com sua enorme lareira. Os meninos já tinham vindo conhecer o local antes, mas as três garotas estavam impressionadas com a beleza do lugar, que mal parecia uma casa de praia, mas sim uma mansão antiga.
- Os quartos ficam no segundo andar e no terceiro, que é bem escondido. Eu pretendo que todos tenham vista para praia, então um de vocês tem de dormir no quarto ao lado do meu no terceiro andar, porque neste andar tem 6 quartos, mas dois não tem vista. Quem vai ser meu vizinho?
Nem James nem Remus queriam ficar longe das meninas, muito menos deixa-las próximas ao mais galinha do grupo, e Lene percebeu isso. Ela revirou os olhos e respondeu que não se importava de ficar ao lado dele. Pontas tentou não rir, mas podia ver nos olhos do melhor amigo o quão satisfeito ele estava com a decisão da morena. Cada um depositou sua mala no quarto designado, James e Remus dividindo um banheiro entre seus quartos e o mesmo podia se dizer das meninas.
Lene tinha um banheiro próprio conjugado ao quarto, e sua cama era um sonho, com colunas de madeira entalhadas e lençóis de seda bege. Uma grande janela ao lado da cama emoldurava o dia lindo que estava lá fora, com o céu azul e areia branca, o mar tão claro como o maroto prometera.
- Vou para a praia em 10 minutos, quem quiser ir comigo se apronte! – avisou a morena gritando do topo da escada que dava para o andar dos dois. Prendendo o cabelo em um coque solto, ela pegou o biquíni cortininha azul e um short, canga de praia e bronzeador e se trocou. Uma vez pronta ela bateu na porta ao lado a procura do amigo.
- Six! Vamos?
- Já estou indo. – respondeu ele enquanto escovava os dentes. A suíte dele também era incrível. Uma enorme cama de madeira com a cabeceira entalhada com o monograma da família Black, posicionada da mesma forma que a do quarto dela, mas de forma espelhada. O banheiro era grande com uma bancada de granito escuro e tinha até uma banheira. Ela ficou admirando tudo por um momento, inclusive os lençóis azul escuros que enfeitavam a cama.
Ao virar para olhar para ela, Sirius admirou o corpo da morena de cima a baixo.
- Vê algo que gosta cão? – perguntou ela provocando-o. Ele lambeu os lábios e respondeu com os olhos azuis penetrando-a.
- Com certeza Lene. – ela deu um meio sorriso com a resposta dele e então o casal saiu e se juntou ao resto do grupo.
Na praia Lily se livrou do vestido que cobria seu biquíni também cortininha de cor verde quase causando um infarto em James. Os olhos dele quase saltaram das orbitas observando as curvas da ruiva no pequeno biquíni, uma visão que nunca tivera antes.
- Er.. humm... – ele teve de limpar a garganta antes de falar, uma vez que ela ficara seca der repente com a visão - ruiva, você não quer um robe? Um lençol? Ou uma armadura? – perguntou ele, querendo evitar que outros pudesse apreciar da vista maravilhosa que ela era. Lily revirou os olhos e ignorou a pergunta dele, deitando de bruços na canga aproveitando o Sol, como as outras duas fizeram durante o pequeno exame do maroto.
Um tempo depois o grupo todo ria e conversava até que Sirius trocou um olhar significativo com James e Remus e perguntou para as meninas:
- Vamos dar um mergulho meninas? – elas olharam para ele, suspeitando de algo, e acabaram por responder que não. Era exatamente o que eles queriam, os três levantaram e cada um pegou uma das meninas no colo, fazendo-as gritarem surpresas.
- Sirius, seu cachorro, eu juro que você vai pagar por isso. – avisou a morena contra as costas dele, os braços dele segurando suas pernas, como fizera uma vez para aquela festa tempos atrás. Os outros dois eram mais delicados, carregando Dorcas e Lily no colo como dois cavalheiros, apesar das duas ainda estarem gritando com eles. Mas os gritos logo ficaram presos nas gargantas das três ao atingirem a água gelada.
Os marotos não conseguiam parar de rir da cara de choque das três, e uma guerra de água começou meninas versus meninos, todos tentando se derrubar.
Uma vez que as coisas se acalmaram na água e os outros quatro resolveram voltar para terra firme, Lene virou para Sirius.
- Six, preciso de sua ajuda com algo. – o moreno sorriu de lado, pensando em várias coisas com as quais poderia ajuda-la. – Pode para de pensar besteira. - avisou categórica, fazendo o sorriso dele esmaecer um pouco.
- Estou as suas ordens Mclanche. – respondeu batendo continência, fazendo a garota rir.
- Eu tenho um plano pra fazer o Remus e a Dorcas se acertarem. – o comentário fez ele levantar uma só sobrancelha, da mesma forma como ela fazia. – O Remus é muito protetor, apesar de calmo, especialmente com a Dorcas, por motivos óbvios. – o maroto confirmou com a cabeça, Remus era protetor, mas todos eles eram protetores com relação as meninas. – Eu quero que você assedie a Dorcas.
Isso fez Sirius gargalhar com vontade.
- Lene, todos sabem que eu nunca daria em cima de uma garota que o Remus ou o James tem os olhos em cima. Posso amar as mulheres, mas os dois são praticamente meus irmãos. – Marlene sorriu.
- Eu sei disso Six, não estou dizendo que você vai fazer algo, o que eu quero tentar fazer é dar um empurrão para que os dois sentem e conversem. Eles são perfeitos um pro outro, mas o Remmy não faz nada, e eu não consigo entender o motivo. Acho que ver você perto dela vai deixa-lo com ciúmes a ponto de se declarar ou algo do gênero.
A eloquência dela fez o moreno pensar por um momento.
- Tudo bem, o seu plano é doido o suficiente que pode até funcionar.
Sorrindo de orelha a orelha, Lene pulou no pescoço do maroto dando-lhe um beijo estalado na bochecha. Finalmente a dupla voltou para a areia.
Remus mais uma vez tentava se desculpar com Dorcas pelo beijo da noite anterior.
- Dorc, mais uma vez: Eu sinto muito por ontem. Não era minha intenção ir tão longe – o maroto estava tão distraído em montar as desculpas perfeitas que não notava os sinais de aviso escritos no rosto da jovem. – Você é uma das minhas melhores amigas e eu passei dos limites com aquele beijo e...
Impedindo-o de continuar, Dorcas finalmente explodiu:
- Cala a boca Remus! Quer saber de uma coisa? Não vou te desculpar não! Sabe por que? Porque beijos não devem ser perdoados, porque eu não me arrependo e porque por mim eu faria de novo. – exclamou, cutucando o maroto no peito quanto enumerava seus motivos, até finalmente se virar e fugir para a casa.
- Talvez esse discurso dela seja o suficiente para que o Aluado faça alguma coisa. – sussurrou Sirius para Lene ao observar a explosão da menina mais calma do grupo.
- Acho que não. Do contrário ele estaria indo atrás dela. Ai ai, não acredito, meus amigos só me dão trabalho. Por que vocês não podem ser pessoas mais simples! – exclamou Lene fazendo o amigo rir. Puxando Lily junto, as duas foram atrás de Dorcas deixando os marotos sozinhos na praia.
- Você é um idiota Remus. – comentou James, fazendo o amigo olha-lo confuso. – Eu daria tudo para que a Lily fizesse um discurso assim pra mim, e você ai apenas ignora! – exclamou irritado, o comentário fazendo Remus ficar ainda mais triste e se recolher para a casa também.
- Nós temos um plano para esses dois, a Lene e eu, não se preocupe. – Pontas apenas olhou para Sirius e acenou com a cabeça, os dois se juntando ao resto do grupo na casa.
Enquanto isso a parte feminina do sexteto conversava no quarto de Lene.
- Meninas, eu não sei o que fazer. Ele me deu o maior beijo no ano novo, mas logo depois pediu desculpas. DESCULPAS! Como se eu não tivesse aproveitado cada segundo! – bufou Dorcas se jogando na cama.
- Eu tenho certeza absoluta que ele gosta de você. – afirmou Marlene penteando os longos cabelos. – Mas não consigo entender a relutância dele.
- Eu consigo. – começou a ruiva, fazendo as outras duas se virarem para a chaise-longue que ela estava deitada. - O Remus se sente inferior. – ambas a olharam, boquiabertas. – Ele nunca disse isso relacionado diretamente ao que sente por você, mas não é difícil fazer o paralelo uma vez que se tem todos os fatos.
- Como assim? Inferior? – exclamou Dorcas, indignada. – Mas o Remmy é um dos caras mais incríveis que eu conheço!
- Eu sei Dorc... – continuou Lily, um tanto triste com a situação. – Concordo que é meio louco, mas não posso também dizer que não entendo. Ele é bolsista, e você, melhor do que a Lene, sabe como alguns alunos mais privilegiados podem ser cruéis.
- Mas Lil’, você também é bolsista e não pensa assim. – atestou Lene.
- Sim, mas a minha criação foi diferente da dele. Os pais do Remus não são que nem os meus, não suportam as aspirações intelectuais dele. Os dois apenas têm em mente o que o dinheiro pode um dia proporcionar a eles, e colocam o peso de fazer esse dinheiro surgir sobre o Remus. Tudo o que ele quer é terminar a escola e sair de perto da influência dos dois. Isso tudo é muito difícil pra ele.
Dorcas e Lene olhavam a ruiva de forma pesarosa. Era um tanto difícil imaginar uma vida familiar tão triste, até mesmo para Lily, que tinha dois pais maravilhosos.
- Bom, o que me resta é continuar tentando, fazer entrar na cabeça dele que ele é o cara perfeito pra mim. – as outras duas sorriram. Tudo que Lily queria era ver essas duas pessoas tão maravilhosas se acertarem, e Lene tinha certeza que o plano iria funcionar, mas resolveu não contar para nenhuma das duas, queria que a reação de Dorcas à Sirius fosse genuína, assim como a da ruiva, do contrário o maroto poderia suspeitar.
Algumas horas depois os seis se encontraram na cozinha, decidindo qual seria o menu do almoço tardio deles.
- Eu não sei vocês, mas eu vou comer Mclanche. – disse Sirius abraçando Marlene pela cintura.
- Six, garotas com corpos como o meu não se envolvem com caras como você. – provocou de volta se soltando do abraço e se virando para voltar para a sala. Atrás dela o maroto brincou, fazendo todos rirem:
- Amo muito tudo isso.
Finalmente Lily decidiu por todos, pedindo comida chinesa. Depois de jantar, o grupo conversava na sala, planejando alguns ensaios e até uma ida a um karaokê quando Lene fez sinal para Six dar início ao plano.
- Dorcas... – chamou ele. – Dizem que beijar é a linguagem do amor... – incerta de para onde o comentário estava se dirigindo, ela ficou quieta esperando o moreno terminar. – O que acha de irmos para o meu quarto iniciarmos uma conversa?
O primeiro instinto dela foi rir, mas ao perceber o olhar dele, o riso morreu em sua garganta e ela apenas olhou para ele atônita.
- Humm, acho que não.. – os outros três olhavam pasmos para Sirius e Lene teve que se segurar para não rir, pois ele usara a mesma cantada com ela, só que de verdade. Se olhares pudesse matar, Almofadinhas cairia morto ali mesmo com o olhar que Remus lançava sobre ele.
As jovens resolveram se recolher primeiro algum tempo depois, o incidente com o cachorro do grupo esquecido. Mas Remus ainda estava espumando de raiva com a audácia do amigo.
- Almofadinhas, você sabe que eu amo você como se fosse meu irmão, né? - incerto, Six concordou.
-Aham, sei disso.
- Chegue perto da Dorcas e eu te arrebento. – avisou de forma muito séria. Sirius queria rir, mas se segurou. Apenas deu de ombros, ignorando o aviso, irritando ainda mais seu amigo.
Sem outros comentários, o moreno subiu até seu quarto no terceiro andar, mas logo foi interceptado por Marlene no corredor, que queria saber como tinha sido a reação de Remus.
- Eu achei que ele fosse levantar na hora e te estrangular ali mesmo! – exclamou excitada.
- Vou ter que dormir de portas trancadas hoje. – afirmou ele. – Acho que vai dar certo Lene. – disse se aproximando. Se aproximando até demais para os gostos dela, que parecia atraída para Sirius como se ele fosse um imã.
Mordendo os lábios, fazendo os olhos azuis se dirigirem para a sua boca, a morena se afastou para seu próprio bem.
- Amanha continuamos com o plano. Isso é, se não tivermos uma cena do crime no seu quarto pela manhã. – rindo, ela se recolheu deixando o maroto desejando mais, ainda ali no corredor.
oOoOoOoOoOoOoOoOo
James foi o primeiro a levantar na manhã seguinte, e para impressionar sua ruivinha decidiu preparar o café da manhã.
Logo o cheiro de panquecas, ovos mexidos e bacon frito preenchiam a casa, os pratos preferidos dela, que praticamente rolou escada abaixo ao sentir o cheiro de comida.
- Bom dia ruiva. – saudou ele apenas de samba canção. Por mais que ela tentasse não olhar, os ombros largos e quadril estreito que mal seguravam os shorts atraiam seus olhos.
- Bom.. er.. dia. – respondeu ela levemente distraída
- Eu fiz seus favoritos. – ela podia ver isso claramente.
- Obrigada. – respondeu a ruiva sorrindo. – Mas como você sabia? – perguntou colocando um pedaço de bacon na boca.
- Lily, quando você vai perceber que eu sei tudo sobre você.
Ela quase engasgou com a comida, e como não conseguiu pensar em nada eloquente para dizer, usou a desculpa de estar comendo para não ter que dizer nada, ficando apenas vermelha com o doce comentário do maroto.
- Nossa Jay, não sabia que você cozinhava tão bem.
- Se gostou do meu café da manhã, tem que provar meus pratos principais. Faço uma lasanha maravilhosa. – ela arregalou os olhos. – Por que a surpresa?
- Bom... não me leve a mal... pratos assim implicam cultura e cultura implica... bom, não você. – respondeu dando de ombros. Ao invés de ficar irritado, James apenas riu.
- Tem muito que você não sabe sobre mim ruivinha. – afirmou o maroto sorrindo de lado e tirando as últimas panquecas da frigideira.
- Estou começando a perceber isso – retrucou sorrindo pra ele de volta. Os dois comeram em um silencio agradável até que finalmente o resto do grupo apareceu.
Sirius irritava Remus cada vez mais, já que viera descendo as escadas fazendo comentários inapropriados sobre Dorcas, alto o suficiente para ela ouvir e ficar muito vermelha.
Lene logo percebeu o clima entre os dois ao entrar na cozinha e depois de ter feito seu desjejum ela puxou a amiga para um canto, mas apesar de achar que estava fora da zona de audição do maroto, Lily sabia que James estava escutando cada palavra.
- Lily, você tem que admitir que ele é ridiculamente gostoso! – exclamou ela tentando fazer a melhor amiga ver a luz e admitir algo.
- Shiu! – ordenou a ruiva colocando o dedo sobre os lábios, tendo certeza que James podia ouvi-las – Ele é um idiota.
O maroto riu fora do campo de visão das duas, saindo para deixar que conversassem.
- E eu tenho um namorado, lembra dele? - Lene revirou os olhos, ignorando o comentário da amiga e indo para a sala se juntar ao resto da gangue.
- Parece que mais tarde haverá um lual na praia. – disse Sirius mostrando o panfleto que passaram por debaixo da porta.
- Festa! – exclamou Dorcas, sendo seguida por todos. As meninas então subiram para se trocar e aproveitar a tarde na piscina, enquanto os marotos jogavam sinuca na mesa de bilhar que ficava na sala.
Na hora do almoço foi Dorcas, que, muito à contra gosto foi designada para chamar os marotos para o almoço.
- Dorc, eu devo admitir que esse biquíni lhe cai muito bem. – falou o maroto de olhos azuis, e Remus quase pulou em cima dele. Depois de comerem, as garotas voltaram para o Sol e a piscina, mas Remus tinha planos para Sirius.
- Almofadinhas, eu já te avisei. Fique longe da Dorcas! – exclamou ele, extremamente irritado com o amigo.
- Então... o que vai ser hein? Lutar até a morte? – perguntou Sirius, ficando em posição de Box, com os punhos fechados em frente ao rosto, balançando o corpo de um lado para o outro.
- Eu não vou brigar com você Sirius! – avisou Remus, apertando os punhos, tentando se segurar.
- Por que?! Eu lutaria comigo. – a falta de seriedade o amigo conseguiu irritar o mais calmo do grupo ao ponto em que Aluado jogou Sirius contra a parede, segurando-o no lugar antes de dar um soco no estomago dele.
- Estou falando sério, fique longe dela. – então virou-se e foi para o quarto, ficar por lá até a hora da festa. Dentro do cômodo ele gritou a plenos pulmões. – Bem-vindo ao mundo do ciúme! Pelo preço de sua entrada ganhe de brinde uma maldita dor de cabeça, um desejo quase irresistível de cometer assassinato e um complexo de inferioridade! – nervoso, ele passou as mãos pelos cabelos, quase arrancando-os pela raiz.
Na sala, James se preparava para dar uma bronca em seu melhor amigo.
- O que você pensa que está fazendo Sirius? – exclamou, incrédulo com a atitude de Sirius quanto ao Remus. O maroto ainda tentava recuperar o folego depois do soco.
- Esse era o plano que a Lene bolou. Queremos causar ciúmes o suficiente para que ele resolva fazer alguma coisa. – falou ainda com pouco ar nos pulmões.
- Isso é loucura Almofadinhas, você vai acabar perdendo um amigo desse jeito.
- Você sabe que estou certo.
- Isso é psicologia barata Six.
- Mas a nossa sessão ainda não acabou! – reclamou franzindo a testa. – Talvez eu deva me tornar apresentador de um programa de psicologia já que você não vai ser mais a minha noiva. Podia se chamar “Uma Hora com Black”, não fica um nome bonito?
- Ei! – exclamou James indignado. – em primeiro lugar, você seria a noiva.
- De jeito nenhum, eu não gosto de ficar por baixo. – isso fez Jay revirar os olhos.
- Tanto faz. Em segundo lugar, não acho que exista muito lugar no mercado para esse seu tipo de psicologia.
- Não é verdade!
- Sirius, você e o Remus acabaram de brigar.
- Foi ele que começou. E seria o programa de televisão perfeito. Psicólogo versus Paciente. Combate real sem limites. Peça já no pay per view! Cara, eu sou brilhante.
James teve de rir do amigo, era impossível leva-lo a sério.
- Claro, continue pensando assim.
Sirius subiu para tomar um banho e James ficou um pouco na piscina com as meninas até que todos tiveram de subir para se arrumar.
Dorcas colocara por cima do biquíni um vestido rosa pálido, com uma saia bem curta e solta e a parte de cima como se fosse uma bata larguinha e delicada como ela, os cabelos presos em uma trança espinha de peixe jogada sobre os ombros dela. Lily usava um vestido verde de mangas compridas e curto, em tom verde esmeralda, as costas abertas e uma fitas formando um X nas costas, os pés adornados por rasteirinhas bege, as madeixas ruivas também estavam presas, mas em uma trança embutida, com alguns grampos com detalhes florais enfeitando-o. Já o vestido de Lene era branco, a frente do vestido lembrando um biquini, duas fitas bem finas segurando-o nos ombros e também formando um X nas costas dela, próximo às escapulas, solto após o busto caindo rodado pouco antes do meio das coxas torneadas dela. A cor contrastava muito bem com o tom de pele dela, os cabelos ondulados soltos caindo por seus ombros, nós pés um par de sandálias gladiadoras.
- Dorcas, temos que aproveitar que você está toda maravilhosa hoje nesse vestido e dar trabalho para alguém. – brincou Lene sorrindo marota enquanto terminava de passar o rímel, a prova d’água obviamente, nos cílios.
- Não sei do que você está falando... – tentou desconversar ela, corando e alisando a saia do vestido que acentuava muito bem o corpo dela.
- Tenho certeza que o Sr. Lupin vai adorar te explicar tudo quando te vir. – respondeu Lene piscando.
- Isso se o Sirius me deixar em paz hoje. Não sei o que deu nele esses dias! Eu sempre estive fora do radar dele todos esses anos. Eu me desculpo com você Lene, por isso, eu sei que vocês tem uma relação funcionalmente disfuncional que nenhum de nós consegue entender bem.
- Eu vou ficar bem querida, não se preocupe comigo. Eu também me vesti para arranjar problemas hoje. – respondeu rindo e dando uma voltinha. Lily apenas ria das duas, tentando decidir pelo que aplicar nos lábios. – Entra na brincadeira também ruiva! Vamos ver qual dos meninos desiste primeiro e agarra uma de nós!
- Eu já disse, tenho namorado Lene! – exclamou ela revirando os olhos, mas incapaz de esconder um leve rubor.
- Deixa de ser chata pimentinha e faz uma criança feliz! Libera para o Jay. – brincou ignorando a amiga. Resolvendo deixar as duas se cutucarem com brincadeiras, Dorcas proclamou:
- Bom, eu já estou pronta, espero vocês na sala. – avisou colocando sua sapatilha dourada e encontrando os marotos na sala. Ela pode perceber Remus cerrar os dentes ante ao visual dela e se aproximar, impedindo que Sirius fizesse qualquer coisa. Porem antes que ele pudesse comentar algo, James se manifestou:
- Onde estão as nossas donzelas indefesas?
- Creio que não estamos falando da Lene ou da Lily. – respondeu a morena.
- É claro que estou falando delas. – afirmou o maroto confuso. – Por que acha que não.
- Digamos que “donzelas” não se aplica a elas, muito menos “indefesas” – explicou Dorcas. Todos os marotos tiveram de rir, reconhecendo a veracidade daquelas palavras. Porém logo o riso morreu na garganta dos dois que esperavam suas parceiras quando a dupla apareceu no topo da escadaria de madeira.
Sirius apreciou como um sorriso cafajeste nos lábios o corpo da morena que ficara bem até demais para a sanidade dele naquele vestido. James apenas babava pela ruiva como sempre fazia ao vê-la produzida para algum evento.
- E ai seus manés! Vã dizer alguma coisa ou vão ficar só babando? – brincou a morena ao chegar ao pé da escada. James compulsivamente passava a mão pelo cabelo, bagunçando-o ainda mais em sinal claro de nervosismo, apenas comentando baixo para a ruiva o quão bonita ela estava. Já Sirius era um descarado de carteirinha e não resistiu a provocação. – Vê algo que gosta cão? – repetiu a provocação de mais cedo.
- Com certeza Lene. Seu corpo é o país das maravilhas e nesse momento eu gostaria de ser a Alice para poder explora-lo. – disse o maroto olhando-a dos pés à cabeça devagar.
- De alguma forma não me surpreende que você aspire ser uma garotinha. – devolveu ela com a perspicácia que enfeitiçava o maroto mais galinha o trio, fazendo-o dar aquela risada que mais parecia um latido tão característica dele.
O grupo finalmente completo se dirigiu para a festa. Mesmo percebendo o interesse de Sirius por Marlene, Remus não saia de perto de Dorcas, tirando-a pra dançar assim que chegaram ao local e assim levando-a para longe dele. Os outros quatro ficaram num canto conversando e bebendo coquetéis coloridos em copos de plástico. Muitos olhares masculinos estavam voltados para Lene e Lily, irritando seus acompanhantes.
Quando um moreno bronzeado passou por elas e piscou para Marlene, ela teve de piscar de volta e brincar:
- O mundo é tão cruel... Como as pessoas esperam que a gente escolha apenas um entre tantas coisas deliciosas à solta por ai?
Lily e Jay riram da brincadeira, mas Sirius revirou os olhos, apesar desta ser exatamente sua filosofia e vida. O mesmo garoto voltou algum tempo depois para tirar Lene para dançar, e o maroto de olhos azuis se revoltou abandonando Lily e James e indo buscar uma companhia que estivesse interessada em mais do que dançar com ele.
Tomando um gole da bebida muito doce em seu copo, Jay reclamou:
- Outch! Meu dente doi. – Lily já o conhecia bem demais para achar que o comentário tinha algo a ver com o açúcar no drink.
- É porque eu sou um doce James? – perguntou com uma sobrancelha levantada. Impressionado, ele revidou.
- Você roubou minha fala.. que tal roubar meu coração também?
- Wow, bom retorno. Estou quase tentada a aceitar. – respondeu rindo. Isso fez James abraça-la pela cintura, fazendo a exclamar:
- Eu disse QUASE! – o maroto murchou de leve, mas logo se recuperou ao perceber que não fora estapeado ou chutado em locais muito importantes de sua anatomia. Conhecendo a ruiva isso era um grande progresso. – Agora eu tenho que perguntar, onde diabos você encontra todas essas cantadas? – perguntou ela rindo.
- Sirius tem um livro cheio delas. – respondeu ele um tanto constrangido, fazendo-a rir ainda mais.
- Por que isso não me surpreende? – disse entre risadas, balançando a cabeça, o maroto teve de se juntar as gargalhada. Ele tinha de admitir que era bom demais ser amigo da ruiva.
A dança de Marlene com o moreno aspirante à surfista cujo nome ela nem se importara em gravar terminou e ela não quis interromper nenhum dos dois casais que se divertiam juntos optando então por procurar seu melhor amigo.
Ao encontra-lo, desejou ter interrompido os amigos... Alguns minutos depois ela reconheceu o maroto, pelos característicos cabelos negros, se atracando com uma garota em um canto distando. Ambos tinham as mãos em locais bem íntimos um do outro, indicando claramente o que faziam ali sozinhos, Lene podia nitidamente perceber a bermuda do maroto aberta, levemente abaixada junto com a cueca.
Irritada, ferida, com ciúmes e levemente constrangida pelo flagra, a morena voltou para o centro da festa onde pegou uma garrafa de Tequila ainda meio cheia. Sem perder tempo, bebeu direto da garrafa em longos goles, usando a queimação em sua garganta como uma distração para a cena que presenciara e a dor em seu peito que ela não queria admitir. Era obvio que ela sentia algo por Sirius, seria impossível negar isso agora, ao menos para si mesma, mas não duvidava por um momento que se machucaria no fim. Porém a tentação que ele representava era grande demais para que ela conseguisse resistir para sempre.
A cabeça de Marlene girava com pensamentos, possibilidades e desejos e José Cuervo, sua companhia nessa hora de ponderação, chegava ao seu fim, tendo entorno de dois dedos, quando James e Lily, preocupados com a amiga, apareceram diante dela sentada na areia próximo ao mar.
- Lene, você não acha que isso já é álcool suficiente por uma noite? – perguntou o jovem, tentando tirar a garrafa das mãos dela.
- Isso não é álcool, é uma poção mágica que me faz gostar de você. – retrucou ela com a fala levemente lenta, tirando a garrafa do alcance do amigo e tomando o ultimo gole da bebida. Colocando a garrafa no chão e levantando, a morena jogou os braços para o alto e exclamou irritada. – O Sirius é um idiota! E eu vou mergulhar.
Antes que os dois pudesse fazer qualquer coisa para impedi-la, Lene já tirara o vestido ficando de biquíni e corria para o mar, surpreendentemente rápida para alguém com tanto álcool no organismo. O choque da água gelada foi bem-vindo e a morena deixou a força da agua leva-la.
Porém Marlene logo percebeu que a corrente estava mais forte do que parecia, ainda mais para alguém no estado dela conseguir se libertar. Entrando em desespero, ela gritou pedindo ajuda e Lily e James eram os únicos próximos o bastante para ouvir seus gritos. Sem pensar duas vezes o maroto tirou os sapatos e começou a correr.
- Espera! Espera! Onde você pensa que vai?! – perguntou ela assustada demais para fazer a matemática.
- Alguém tem que tirar ela de lá Lily! – respondeu ele exasperado, voltando-se para a direção da amiga.
- NÃO! Nós temos de pedir ajuda! Você não pode entrar sozinho lá, é muito perigoso! – gritou a ruiva com olhos arregalados, segurando o maroto pelo braço, fincando as unhas na pele dele.
- Lily, não temos tempo. Se eu não entrar agora, até conseguirmos ajuda a Lene vai ter se afogado. Você quer perder uma das suas melhores amigas?!
Com lágrimas nos olhos, ela soltou o maroto, que prontamente correu em direção à água, onde ele podia ver a amiga lutando para permanecer na superfície. Lily roía as unhas, apreensivamente olhando James furar as ondas até finalmente chegar nela. Marlene estava tendo dificuldades para respirar, água entrando em seus pulmões e teria chorado de alivio se a situação lhe permitisse quando o amigo a alcançou, segurando-a com força pela cintura e foi nadando em direção a areia. Uma vez que a profundidade da agua permitiu que ele ficasse em pé, James pegou a morena no colo e praticamente correi para fora d’água com ela tossindo muito e tremendo em seus braços.
- Lene, você está bem? – perguntou a ruiva em uma voz suave, passando a mão de forma maternal por seus cabelos molhados, que apenas confirmou com a cabeça, escondendo o rosto. – Jay...
Lily não foi capaz de continuar, apenas deixou as lágrimas rolarem pelo rosto, sua mão tremendo de leve.
- Eu estou bem ruiva, não se preocupe. Eu vou leva-la pra casa e você procure por todo mundo e explique o que aconteceu.
Ela concordou e saiu correndo em busca do resto do grupo. O primeiro que ela viu foi Remus, que olhava de longe Dorcas dançar sozinha, mas este logo ficou pálido ao ver o rosto manchado de lágrimas da amiga e ouvir o que acontecera com Marlene. Ao perceber a comoção, Dorcas correu até eles.
- O que houve? – perguntou extremamente preocupada.
- A Lene quase se afogou. – quando a notícia quase fez os olhos da morena saltarem das orbitas, a ruiva continuou. – O Jay conseguiu tira-la da água e ela está bem, só bem abalada. Preciso da ajuda de vocês para achar o Sirius e irmos todos pra casa.
Ambos concordaram, mas o maroto não estava em nenhum lugar, então eles apenas foram para casa sem ele. Eles deixaram diversas mensagens em sua caixa de voz, dizendo sem entrar em detalhes que Lene tivera um acidente e que eles haviam voltado para casa sem ele.
Na mansão James acendera a lareira para aquecer a amiga, e também a cobriu com uma toalha, tentando falar com ela, porém Marlene nada dizia, apenas ficou olhando o fogo, tudo que poderia ter acontecido não somente consigo mesma, mas com um de seus melhores amigos também, rodando em sua cabeça. O maroto não pressionou, apenas ficou sentado ao seu lado segurando sua mão até que algum tempo depois os outros três chegaram. Lily sorriu para James antes de dizer:
- Jay, sobe pra tomar um banho e se trocar, eu e a Dorcas vamos cuidar dela. – antes que pudesse pensar melhor, ela o abraçou com força, pouco se importando com as roupas úmidas. – Obrigada. Obrigada por salva-la. – agradeceu contra o peito dele, a voz embargada, antes de solta-lo.
Os dois marotos presentes foram para os seus quartos e as duas levaram Lene para o banheiro de Sirius, que possuía o maior chuveiro. As três entraram juntas, aproveitando que estavam ainda de biquíni, ajudando uma catatônica Marlene à tirar a água salgada do corpo e cabelos. Atacando as gavetas do maroto ausente, Lily encontrou um enorme conjunto de moletom e vestiu a amiga.
Sabendo que a amiga não iria dormir, a ruiva falou para Dorcas ir para seu quarto, e ficou olhando o fogo assim como fazia Marlene.
Dorcas entrou em seu quarto apenas para topar com Remus esperando por ela sentado em uma poltrona próxima a janela. Ela estava dividida entre euforia e irritação diante da visão dele ali.
- Se você está aqui para voltar a se desculpar eu juro que vou te jogar pela janela. – avisou a morena, fazendo Remus sorrir levemente.
- Não se preocupe Dorcas, você já deixou claro que não quer minhas desculpas. Eu não vim aqui pra isso.
- Então pra que você veio? – perguntou sentando-se ao lado dele na cama.
- Você tem que ficar longe do Sirius. – o aviso fez a morena fechar a cara. Não que ela quisesse algo com Sirius, mas se Remus não queria nada com ela, não tinha também o direito de ditar com quem ela podia ou não se relacionar.
- Quem é você para dizer isso? – perguntou se levantando e cruzando os braços.
- Eu... eu sou... – ele engoliu em seco e continuou. – Sou seu amigo.
- SAI! – gritou ela. – Vai pro seu quarto Remus!
- Dorcas, eu só quero o seu bem. – disse exasperado. – O Sirius é um dos meus melhores amigos, mas ele não é bom o bastante pra você. Ele vai partir seu coração.
O discurso só deixava a morena ainda mais irritada, o quão cego o maroto podia ser quanto aos sentimentos dela?
- Remus, eu não tenho o menor interesse no Sirius! – explodiu – Eu sou apaixonada por você à anos seu idiota!
A declaração em forma de explosão dela deixou o maroto boquiaberto, olhando para ela.
- Mas... Mas... eu também não sou bom o bastante para você... – a confissão e o olhar triste dele derreteram o coração de Dorcas, fazendo sumir todos os indícios de raiva.
- Remmy, se você não é bom o bastante ninguém será. – ele até tentou interromper o discurso da garota, mas ela continuou. – Você é talentoso, nobre, inteligente, integro, legal... E muito mais. O que mais eu poderia querer em uma pessoa?
Segurando o rosto do maroto entre as mãos, ela depositou em seus lábios o mais leve dos beijos.
- Eu te amo Remus Lupin.
- Você tem certeza. – perguntou ele se segurando, ainda incerto em aceitar algo que sempre quisera, apesar de suas inseguranças.
- Como nunca antes.
A resposta direta, sem nenhuma dúvida de Dorcas, fez Remus sorrir.
- Eu também te amo senhorita Meadowes. – os olhos dela brilhavam de felicidade. Arrancando uma página do manual de Marlene Mckinnon, ela perguntou de forma direta:
- Isso quer dizer que agora eu sou sua namorada?
- Com certeza! – ele respondeu rindo. – Você acha que depois de tudo eu vou deixar que qualquer um chegue perto de você?
Os dois sorriram um para o outro, selando o pacto com um beijo.
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Quando Sirius finalmente terminou com sua companhia da noite, voltou para a festa em buscas dos amigos, que estavam desaparecidos. Recuperando seu celular do bolso, percebeu diversas ligações e mensagens dos amigos e saiu em disparada para casa quando ouviu que Lene tivera um acidente.
Ao ouvir o barulho da porta, Lily saiu de perto da amiga para falar com o dono da casa, o amigo idiota deles, que caminhava em direção à sala de forma decidida.
- Cadê ela? O que houve? Ela está bem? – perguntou ele de uma vez, de forma pouco coerente. Sem paciência para ele, ela avisou.
- Sirius, se acalme. – o maroto fechou a cara diante do pedido. – A Lene entrou no mar e foi pega numa corrente. Por sorte eu e o James estávamos por perto, ele mergulhou e conseguiu tira-la dá agua.
- Ai meus Deus. – exclamou ficando pálido e passando a mão pelos cabelos nervosamente.
- Onde você estava? – perguntou a ruiva mais do irritada com ele. Pela primeira vez o maroto estava envergonhado pelo seu estilo de vida, pelo que estava fazendo, ou melhor, com quem ele estava fazendo enquanto sua melhor amiga quase se afogava.
Sem responder, ele passou por Lily indo para o sofá onde Lene estava sentada, enrolada numa manta apesar do calor. O coração de Sirius se partiu ao ver o medo ainda presente nos belos olhos castanhos dela, o cabelo molhado completamente bagunçado. O moreno se sentou na mesa de centro, ficando de frente para ela.
- Lene... – chamou ele baixinho, passando a mão pelo rosto da amiga. Marlene estremeceu ao toque, seus olhos se enchendo de lágrimas ao ver o moreno.
- Onde você estava Sirius? – perguntou, a voz mais saindo devido a garganta rouca, deixando as lágrimas rolarem pelo rosto. Lily, que tinha ficado para observar e ter certeza que a amiga ficaria bem, finalmente pode respirar direito ao vê-la reagir ao maroto. Decidindo que estava tudo bem, a ruiva se recolheu para o seu quarto.
- Me desculpe. – pediu ele, sentando-se ao lado dela e puxando a morena para um abraço. – Eu prometo não te deixar nunca mais.
Ao ouvir tais palavras Marlene abraçou-a com mais força, enterrando o rosto no peito do amigo. Sirius deitou no sofá, puxando-a consigo, trazendo o corpo dela para cima do seu. Lene chorou tudo o que conseguiu no peito dele, ambos acabaram adormecendo assim, enquanto o maroto fazia carinho nos cabelos escuros dela em gesto de conforto, ela ainda usando o moletom dele.
Quando Lily entrou em seu quarto, James estava sentando em sua cama, esperando. Podendo finalmente respirar, com um peso tendo sido tirado de seu peito, ela respondeu à pergunta silenciosa do moreno.
- Ela está bem, ou vai ficar pela manhã. O Sirius finalmente chegou e está lá embaixo com ela. – e tentando brinca, adicionou. – apesar de eu não saber por que alguém se sentiria seguro com ele. – quando ele permaneceu quieto, ela se aproximou. – Jay, está tudo bem?
- Posso te perguntar algo ruiva? – ela apenas fez que sim com a cabeça. – Por que você não queria que eu entrasse no mar?
- Porque não era seguro. – respondeu a ruiva, dando de ombros e fingindo que não tinha nada de mais.
- Mas a sua melhor amiga estava se afogando, alguém tinha que tira-la de lá e eu era o único que estava por perto além de você. – afirmou ele – Por que Lily?
- Eu estava preocupada com você, okay? – falou exasperada, fazendo-o sorrir.
- Obrigada. – respondeu ele e se virou para deixar o quarto dela.
- Sim, eu me preocupe com você! Por que precisa que eu diga? – disse a ruiva rapidamente para evitar que ele saísse, embora não entendesse completamente por que queria que ele ficasse.
James voltou a se aproximar da ruiva, até prensa-la na parede, fazendo a respiração dela ficar presa na garganta. Então sussurrou no ouvido dela:
- Por que, quando essa semana passar, e eu te devolver pra ele, quero que se lembre do que sentiu quando estava fora. Comigo.
Com isso, o maroto fez carinho na bochecha dela, olhando no fundo dos olhos muito verdes. Segurou uma mexa dos cabelos vermelhos por entre seus dedos, deu um leve beijo na testa dela para então libertar a ruiva e se dirigir para a porta.
- Boa noite Lírio.
Uma Lilian completamente sem ação ficou encarando a porta depois de James ter saído. Incrédula com a conversa e com os batimentos acelerados de seu coração. Era errado, muito errado. Ela gostava muito de Amos e não tinha interesse em James Potter... Certo?
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N/A: Bom, ai está mais um capitulo. Já sei exatamente como tudo vai acabar e o que vai acontecer, então espero conseguir terminar logo, estamos na metade da historia. Espero que estejam gostando da história!
Comentem! Beijinhos :**
Vestido na ordem: Dorcas, Lily e Lene.
