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Visualizando o capítulo:

21. Sarah Peters


Fic: Obsessão Por Você - AVISO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: A linda voz que peguei emprestada na música desse cap é do Alex Band e o nome da música é Hold On To You. Baixem, por favor. Sua letra já é linda, mas ouvindo a sensação vai ser completamente diferente.

Presente especial á aniversariante do mês, Sarita!

Agradecimentos e afins ao fim do cap. Boa leitura ;D

Cap.20: Sarah Peters

Hermione virou-se com violência para esquerda, batendo a cabeça na parede. Despertou automaticamente, abrindo os olhos castanhos em susto, já que sua cama não ficava encostada na parede. Depois de alguns segundos ela constatou que realmente não estava em seu quarto. As paredes eram de um verde claro e o cômodo era bem menor do que o que lhe pertencia. Sentindo uma horrível dor de cabeça e um leve desespero por não saber onde estava, a garota sentou-se na cama.

Olhando em volta com mais atenção, ela se acalmou. Estava sentada na cama do quarto de hóspedes de sua casa. O fraco sol da segunda-feira entrava pela sacada aberta e ela podia ver, dali, os carros passando na Saint Clair Street. A única coisa que não conseguia entender era o que estava fazendo ali, em vez de no seu quarto, caída desmaiada com um corte enorme na testa...Subitamente, Hermione levou a mão á cabeça, sentindo um enorme curativo á esquerda. Com o toque, ela foi se lembrando de tudo o que acontecera no dia anterior: da briga com Draco, dos gritos, do choro, do garoto gritando do outro lado da porta de seu quarto que quando ela acordasse ele não estaria mais na casa enquanto ela se ocupava em jogar tudo que tinha em cima da escrivaninha no chão, num acesso de raiva. Depois, lembrou-se da sensação de congelamento, durante a madrugada, sentindo o vento frio da noite entrar pela sacada que ela deixara aberta. E então, a respiração pesada, os passos até a cama, o prazer, a raiva, o medo e a tentativa de estrangulamento. O coração de Hermione disparou novamente ao se lembrar dos olhos demoníacos do louco e de como ele se desfizera no vento segundos depois de ser a criatura mais sólida e forte que ela já tinha visto. E, se ele tinha sumido no vento, e ela caíra desacordada logo depois...Como podia estar deitada na cama do quarto de hóspedes com um curativo na cabeça?

- Draco.-Mione murmurou para si mesma.-Draco. Ele ouviu tudo, o meu grito e foi ver o que estava acontecendo. Encontrou-me desacordada e me trouxe pra cá. Cuidou do meu ferimento e me pôs pra dormir. Draco.-e ao terminar de explicar pra si mesma o que devia ter acontecido, sorriu.

Mas, se tinha sido Draco, onde ele estava? O despertador ao lado da cama marcava dez da manhã e ele não estava adormecido do seu lado. A casa estava em completo silêncio e a mala que o sonserino tinha trazido não estava em lugar nenhum que Hermione pudesse ver. Disposta a achar o sonserino, Hermione levantou da cama e quando estava quase na porta do quarto reparou em um enorme caderno em cima do criado-mudo. Curiosa, ela o pegou e abriu. Na primeira página, de cara estava um lindo desenho, em grafite, dos terrenos de Hogwarts, visto de cima. A paisagem era idêntica á que se podia ver da Torre Norte, da vez em que ela e Draco tinham se escondido ali para fugir dos olhares curiosos. Até mesmo a fumaça que saía da cabana de Hagrid no desenho era igual á original que a grifinória se lembrava. No cantinho da folha, para maior espanto de Mione, estavam as inicias de Draco Malfoy. Com um meio sorriso no rosto, ela virou a página se espantando ao ver um desenho de si própria na folha. A Hermione do desenho olhava fixamente para frente, e podia-se ver que ela estava sentada de frente para o lago da Lula Gigante. Cada vez mais espantada, ela foi virando as páginas e encarando os desenhos dela feitos por Draco e de outras coisas que ele sabia que ela adorava como uma tarde em que estava nevando e Bichento dormindo enrolado em uma almofada. Quando ela chegou no último desenho, que era um close dos olhos castanhos de Hermione em nanquim, a Hermione verdadeira já estava chorando. Ela simplesmente não conseguia acreditar em tudo aquilo, em cada um daqueles desenhos que Draco devia ter demorado horas para fazer. Imaginar que os olhos frios do garoto podiam ser tão sensíveis para perceber cada detalhe dela, cada coisa que ela considerava importante...Então ela lembrou-se novamente de tê-lo expulsado da casa e do garoto gritando que quando ela acordasse ele já não estaria mais lá. E ele não estava...

A grifinória sentou-se na cama e sem pensar no que estava fazendo, virou a última folha para olhar para a capa de trás do caderno. Ali, na capa, na letra espremida e forte de Draco estava escrito um poema. Hermione secou as lágrimas o suficiente para poder lê-lo e começou a ler em voz alta:

Você entrou no meu mundo
Uma linda garota
Perdida em um filme
E apesar de estarmos a anos luz separados
Eu roubei seu coração
Deixei-a no vazio
E eu sei que isso não é justo
Mas no meio de toda a loucura, eu preciso de você
Eu vou me agarrar a você
Eu vou permanecer forte para você
E se todos desaparecerem aos poucos
Eu sempre vou estar aí para você
Nus embaixo do céu
É uma noite de luar triste
Nós afundamos com o oceano
Caindo aos nossos pés
Tão melado e doce
Nunca mais me senti como uma criança
Na minha cabeça, eu estou tentando encontrar sanidade
E com toda essa confusão, é difícil de respirar
Mas eu vou respirar...
Eu vou me agarrar a você
Eu vou permanecer forte para você
E se todos desaparecem aos poucos
Eu vou sempre estar aí para você
Toda a minha vida, eu tive que lidar com a dor
Então eu não preciso que você me leve á loucura
Mesmo as melhores coisas têm que cair
Isso faz você pensar por que nós amamos afinal?
E eu sei que isso não é justo
Mas no meio de toda a loucura, eu preciso de você
E eu sei que é impossível te alcançar
Você me pergunta se você é muito pouco
Você é mais do que suficiente para mim
Eu vou me agarrar a você
Eu vou permanecer forte para você
E se todos desaparecem aos poucos
Eu vou sempre estar aí para você
Eu vou estender, estender, estender a mão para você
Eu quero ser um só com você
E mesmo se tudo desaparecer
Eu ainda vou estar aí para você


Hermione já tinha manchado algumas das letras com as lágrimas copiosas que saíam de seus olhos e caíam no caderno. Nunca tinha lido algo tão lindo. Draco Malfoy tinha posto todo os seus sentimentos naquele pedaço de papel dizendo que tudo o que ele queria era apóia-la naquele momento difícil, mas não conseguia por estar, ele mesmo, afundando em tristeza. E saber que aquela declaração de amor era para ela, só para ela, e que Draco não estava ali para que Hermione a ouvisse de sua própria boca a transformou na pessoa mais triste do mundo. Então, ela ouviu os acordes.

Mione sentiu medo assim que percebeu que estava ouvindo música, já imaginando que era aquela que a atormentava tanto e que o psicopata a estava observando de algum lugar do quarto. Mas, então, apurou os ouvidos, e percebeu que a canção que estava ouvindo era muito mais doce que a outra, muito mais carregada de amor e dor que qualquer outra. Então, uma voz masculina se fez ouvir e a garota correu pra fora do quarto ao registrar que era a voz de Draco que estava ouvindo.

You walked into my world
A beautiful girl
Lost in a movie


Hermione desceu as escadas correndo, com o caderno de desenho de Draco nas mãos, mas paralisou no último degrau ao vê-lo. Ele estava ali, lindo, com os cabelos loiros caindo sobre os olhos azuis, sentado no braço de uma das poltronas da sala, sustentando um violão nos braços. E sua voz ecoava por toda a casa enquanto ele olhava para ela.

And though we're light-years apart
I've stolen your heart
Left you on empty
And I know that this isn't fair
But in all the craziness I need you there


A garota saiu da escada e aproximou-se lentamente dele, ajoelhando em sua frente, sem chorar, de tão emocionada que estava.

I'm gonna hold on to you
I'm gonna stay strong for you
And if everyone fades away
I'll still be there for you

Naked under the sky
It's a blue moon night
We sink with the ocean
Crashes up at our feet
So sticky and sweet
Never felt more like children

In my mind I'm trying to find sanity
With all the confusion here, it's hard to breathe, but
I'll breathe...

I'm gonna hold on to you
I'm gonna stay strong for you
And if everyone fades away
I'll still be there for you


A parte mais intensa da música começara e Draco parecia querer ferir os dedos no violão com a força que estava tocando. Ele se entregou de tal maneira, cantando o que estava sentindo, que Hermione não pode evitar colocar uma das mãos em seu joelho, dando-lhe força para continuar cantando.

All my life I've dealt with pain
So I don't need you to drive me insane
Even the best things have to fall
It makes you wonder why we love at all?

And I know that this isn't fair
But in all the craziness
I need you there
And I know you're impossible to top
You ask me if you're too little
You're more than enough for me...

I'm gonna hold on to you
I'm gonna stay strong for you
And if everyone fades away
I'll still be there for you

I´m gonna reach, reach, reach out to you
I wanna be one with you
And if everything fades away
I'll still be there for you


A música terminou, mas Hermione não retirou a mão do joelho de Draco. Tudo o que ela sabia fazer era olhar para ele, que, por sua vez, esquadrinhava cada pedaço da mão dela no seu joelho.

- O que você achou?-o sonserino perguntou, depois de pousar o violão no chão, ao lado da poltrona.
- É a coisa mais linda que eu já ouvi.-ela murmurou, baixando os olhos pro caderno que estava em seu colo.-Mas eu acho que isso é seu.-Mione completou, estendendo o caderno para o garoto.
- Não, é seu. Eu fiz todos pra você. –Draco rejeitou, empurrando-o de volta para ela.

O sonserino levantou os olhos e encarou-a. Hermione estava em um estado deplorável; o curativo na testa, as marcas vermelhas de dedos em seu pescoço e os olhos molhados lhe davam uma aparência triste e bonita ao mesmo tempo. Parecia um anjo caído do céu.

- Obrigada. É...É o melhor presente que já recebi de alguém.-a menina murmurou, os olhos castanhos fixos nos azuis dele.

Draco respondeu com um leve sorriso e pôs uma de suas mãos em cima da de Hermione que ainda estava sobre seu joelho.

- Você é o melhor presente que alguém pode receber.

Ao ouvir aquilo, Hermione recomeçou a chorar tão desesperadamente que Draco desistiu de ficar na poltrona, fazendo-se de forte, jogou-se no chão e a abraçou com força.

- Obrigada por não ter ido embora.-ela chorou, com a cabeça enfiada no pescoço de Draco.
- E você achou que eu ia ter coragem de ir embora? De te deixar sozinha depois que você fez o grande favor de prender o meu coração ao seu?-Draco perguntou, apertando-a forte, sem se importar se o que acabara de dizer soara por demais clichê.
- Perdoe-me por ter te expulsado...
- Você que tem que me perdoar por ter explodido com você, como se você fosse culpada pelos meus problemas enquanto só estava tentando me ajudar.- Draco correu em consertar, se afastando o suficiente para ver o rosto de Hermione lavado em lágrimas.-Eu sinto muito por ter dito todas aquelas coisas horríveis, Mione, por ter te feito chorar. Eu perdi a cabeça, sou a criatura mais idiota do mundo...
- Não, você não é. -e ela sorriu ao dizer isso.-É a criatura mais idiota do universo.
- Acho que sou.-Draco sorriu em resposta, beijando-a em seguida.-Eu te amo.

E ouvir aquilo, do Draco que também começara a chorar a milímetros de distância de si, fez com que algo quente e maravilhoso explodisse dentro do peito de Hermione. E ela sentiu que todos os problemas, todas as brigas e todas as dores não significavam nada diante do amor que ela via através dos olhos do loiro. E ela tinha certeza que ele via o mesmo através do dela...

- Eu também te amo.

E assim que os dois beijaram-se novamente, apaixonadamente, tiveram certeza de que Merlin talvez não fosse assim tão ruim...

*


- Não, espera. Como assim você viu o cara?-perguntou Draco pela quinta vez para Hermione.
- Você é surdo mesmo ou está se fazendo de idiota?-bufou Hermione, sorridente.
- Um pouco de cada.-o loiro entrou na brincadeira, curvando-se e depositando um beijo na ponta do nariz da grifinória.

Os dois estavam em um trem a caminho de Swindon, condado da Inglaterra onde estava localizada a casa dos Sutcliffe. Draco estava sentado em um dos bancos, com os pés apoiados no da frente e Hermione estava deitada, com a cabeça no colo do loiro. Estavam no trem, passando por planícies cobertas de neve a mais de uma hora e conversando sobre tudo o que tinha acontecido no dia anterior.

O sonserino já tinha contado sobre sua discussão com a mãe e a grifinória já tinha contado sobre as ameaças de Leonard e agora eles estavam conversando sobre a própria briga na noite anterior e no ataque do psicopata a Hermione.

- Bom, como eu estava dizendo, eu o vi. Eu vou explicar tudo de novo, Draco. Aconteceu o seguinte: eu estava deitada na minha cama, com as portas da varanda abertas, tentando esquecer toda a nossa briga de algumas horas antes. E, eu não sei como, entrei numa espécie de torpor, sabe? Eu não me mexia e nem estava mais raciocinando direito. Eu simplesmente estava lá deitada, de frente para o vento frio que estava entrando. Então, tudo ficou muito mais frio. Aquele frio que eu senti quando ele me atacou no banheiro quando eu estava tomando banho, lembra-se?
- Lembro, sim. Então, você percebeu pelo frio que ele estava lá, é isso?
- Bom, também. Não foi só pelo frio. Eu podia ouvir a respiração dele vindo da varanda claramente, sem se misturar com o barulho do vento. Eu também podia senti-lo de certa forma.-Hermione foi relatando, de olhos fechados, e sentindo fracamente tudo que sentira quando seu corpo percebera a presença do louco.
- Senti-lo?- o loiro perguntou, encarando os olhos fechados de Mione.
- É. Sabe, quando ele apareceu, eu não o vi ou o escutei. Ele simplesmente surgiu ali, sabe? O meu corpo que percebeu a presença dele, não o meu cérebro...- ela reabriu os olhos e perguntou- Você acha isso loucura?
- Sinceramente? Acho. Não dá para separar suas percepções corporais das cerebrais. Quer dizer, seu corpo não sente nada se seu cérebro não mandar, Mi.-argumentou o loiro, acariciando os cabelos da namorada.
- Eu sei, Draco, só estou te dizendo como foi. EU não sei explicar o que eu realmente sinto, sabe. É como se eu estivesse sob uma droga, um veneno, não sei. Bom, continuando; da primeira vez que isso aconteceu, quando eu estava no banho, eu não senti medo na hora, mesmo sendo uma situação estranha. Dessa vez, eu senti medo. Eu senti que ele estava com raiva, com um ódio mortal de mim, mesmo antes dele me atacar e me prensar na parede em cima da cama, tentando me estrangular.
- Sério?
- Aham. Ele não era louco por mim? Quer dizer, pela Christine? As cartas, mesmo sendo obsessivas, mostravam que ele gostava da Chris, que pensa que sou eu, e odiava você, que pensa que é o Anthony. Então, por que raios...
- Ele ficaria com raiva de você? Ou melhor, da Christine que ele pensa ser você?-Draco completou a pergunta, olhando pro teto.-Não faço idéia, Hermione. Não tem lógica mesmo. O que será que você fez pra despertar esse ódio mortal nele?
- Ter preferido você? Nós estávamos muito bem antes de irmos para a sua casa, ontem. Nós até mesmo falamos em compromisso e tudo o resto.-a grifinória disse, apoiando-se em seus cotovelos para ficar com o rosto na altura do dele.
- Mas, Hermione, como ele poderia saber disso?
- Da mesma maneira que quase me estrangulou e sumiu no vento como um monte de areia ontem.-ela respondeu, respirando fundo, mas deixando o fim da frase suspenso no ar.
- Você tem alguma idéia de como ele fez isso? Quer dizer, alguma idéia?
- Na verdade, eu tenho quase certeza do que é. Eu já tinha parado pra pensar nisso antes, mas só tive certeza do que é agora, que parei pra pensar em tudo o que aconteceu.
- Você acha que o cara utiliza magia negra?-o sonserino perguntou, lembrando-se do feitiço da enorme cobra que Hermione percebera.
- Acho. Eu nunca li nada sobre bruxos que podem aparecer e sumir daquela maneira. Ele não desaparatou, Draco, simplesmente se desfez na minha frente. E essa maneira de ser onipotente também me intriga.
- O único que nós conhecemos que consegue ser assim é Dumbledore, aquele velho xereta.-citou Draco, fazendo-a sorrir relutante.
- Sim, só que Dumbledore é o bruxo mais sábio e poderoso da atualidade. E não utiliza magia negra em hipótese nenhuma. Suas forças são resultados de magia branca. E, Draco, estamos lidando com um bruxo jovem, um estudante...
- Lá vem você de novo. Mi, só porque você viu aquele sonserino saindo da cabana do Hagrid e se sentiu mal bem no momento não significa que o tal é o nosso doido.-o sonserino repreendeu, carinhosamente.
- Eu não me senti simplesmente mal. Draco, eu sei, eu sinto, era ELE. Aquele sonserino é o nosso louco. Um bruxo inexperiente de 16 ou 17 anos com problemas mentais e uma obsessão por alguém que sumiu á décadas atrás.
- Mas, Hermione...-ele tentou, de novo.
- Eu sei que eu estou certa, Draco. Eu sei!-Hermione insistiu e ele se dispôs a ouvi-la.-Nós estamos lidando com uma pessoa com praticamente a nossa idade com uma obsessão por alguém que esteve em Hogwarts a muitos anos atrás. O porquê dele acreditar que nós somos Christine e Anthony e o fato de alguém ter perseguido os dois quando tinham nossa idade é um mistério.
- Seguindo sua linha de raciocínio, esse cara pode ter dois problemas, Hermione. Ou ele é doido e realmente acredita que somos meu avô e Christine ou ele é doido e conhece a pessoa que os perseguiu, não vai com a nossa cara e está fazendo a mesma coisa para nos assustar.
- As duas opções são igualmente perigosas. A questão é: como alguém de 16, 17 anos pode usar magia negra tão bem aponto de se deslocar sabe-se lá de onde e parar exatamente onde estou e logo depois sumir novamente? E mais, implantar cartas em locais que qualquer um poderia achar mas foram achadas por nós? Tirar o anel do seu avô do seu dedo e cortar uma mecha do meu cabelo sem percebemos? Também tem o feitiço da cobra, lembra? Que nós dois e Dumbledore temos certeza de que foi magia negra? Um feitiço direcionado especialmente pra gente...Ou melhor, pra você.
- Pra mim? Da onde você tirou isso?
- Você não se lembra da carta que ele me mandou naquele dia?-perguntou Hermione, pegando a bolsa preta que tinha trazido consigo e tirando um maço de cartas de envelope negros, presas por um elástico. O louco tinha parado de envia-las a alguns dias mas, mesmo assim, ela carregava todas consigo para qualquer lugar que fosse. Tanto as que recebera quanto as que Draco recebera.

Draco observou-a abrir os envelopes até encontrar a carta que queria.

- Veja. Olha o que ele escreveu: ”Não sabes o quanto estou ferido com tudo o que aconteceu hoje. Fiquei tão desesperado ao ver meu feitiço, minha cobra avançar sobre ti, meu amor...Foi terrível, foram segundos de morte pra mim. Graças a Merlin, reverti o feitiço a tempo! Vês, minha querida? Eu te salvei...Novamente...Estás viva por minha causa. E aquele idiota, ó meu amor, como pôde chorar por ele? Quando os vi brigando, pensei que viria até a minha companhia, buscaria os meus braços, os meus beijos, os meus carinhos...Mas não, tu foste chorar por ELE! Por aquele que só a faz sofrer...”
- Você chorou por que nós brigamos naquele dia?-perguntou o loiro, ligeiramente escandalizado.
- Não é isso que importa agora. Você ouviu? Ele diz aqui que ficou desesperado ao ver o feitiço DELE avançar sobre mim. Não era a mim que ele queria ferir, e sim a você, Draco. Ele tentou matar você naquele dia, pode ter certeza. Se não fosse os professores...
- Eu teria virado comida de cobra, eu sei. Bom, essa carta só comprova a nossa suspeita, Hermione. Estamos lidando com alguém tão poderoso quanto Dumbledore. Capaz de utilizar magia negra para me tirar do caminho, achando que assim você vai ficar com ele. Doentiamente perigoso.- o loiro concluiu, com uma cara triste, enquanto olhava para a grifinória.

Ela se limitou a fazer uma careta e abraçou o loiro, preocupada. Apesar de ser maravilhoso os dois estarem bem, juntos como nunca estiveram, não dava para ignorar o perigo que estavam correndo. Perigo que vinha de todos os lados. Se Leonard tivesse contado a Lúcio que Draco e Hermione estavam juntos, eles estavam correndo risco de morte naquele momento. Se o doido estivesse mesmo com toda aquela raiva que Hermione sentira vindo dele, então estavam duplamente correndo risco de morte. Viver com a ameaça de ver um Avada Kedavra atravessando sua cabeça a qualquer instante era terrível. Naquele momento, a garota compreendeu como devia ser difícil ser Harry Potter e sentir-se daquela maneira também.

- Eu só espero que nós encontremos alguma resposta na antiga casa dos Sutcliffe.-murmurou o loiro, afagando os cabelos de Hermione enquanto ela se mantinha abraçada a ele.
- Vamos encontrar, vamos encontrar.-ela murmurou, sem tirar a cabeça do amigo com uma cicatriz em forma de raio na testa.

*


A muitos quilômetros de distância dali, Harry encontrava-se em uma das janelas da Toca observando Fred e Jorge retirando os gnomos do jardim coberto de neve. Os dois lá embaixo pareciam estar se divertindo bastante mas até mesmo os gêmeos tinham perdido aquele espírito brincalhão com a guerra. Harry ainda não tinha ido ao Beco Diagonal ou coisa do gênero (e nem podia, já que a Toca estava cheia de aurores durante todo o dia e toda a noite) mas já tinha sabido por eles que as coisas no mundo bruxo não estavam nada boas. Muitas lojas do beco tinham fechado e o movimento tinha caído tanto que eles haviam decidido tirar umas férias, já que todos estavam com muito medo para parar em uma loja de logros e ficar lá, á toa, em vez de ir pra casa depois de comprar o necessário pro Natal.

Cada dia que passava a lista de pessoas mortas e desaparecidas aumentava no Profeta Diário e as autoridades pareciam não ter forças para impedir o crescimento do exército das trevas de Voldemort. Pra piorar, depois que o Lord percebera que Harry podia ver por dentro de sua cabeça devido á estranha ligação que possuíam, ele tinha fechado a conexão utilizando oclumência e o garoto não conseguia ver nem sentir mais nada, a não ser que fosse algo muito forte; forte o suficiente para Voldemort esquecer de segurar. Naquele momento, vendo os gnomos serem jogados pela cerca da Toca, Harry não estava sentindo nenhuma dor. De alguma forma, ele sabia que aquilo era ruim. Sempre acontecia encrenca quando Voldemort ficava quieto demais. Com certeza o bruxo estava tramando algo.

- Harry? Tudo bem?-perguntou uma voz doce atrás dele, carregada de um perfume floral.
- Hã?-o garoto se assustou, dando um pulo pra trás e pisando no pé de Gina.
- Ai, Harry! Credo, sou só eu!
- Desculpa, Gina, é que eu estava concentrado e...-Harry tentou concertar, ficando completamente vermelho em ver Gina se sentar no chão para massagear o pé pisado.
- E eu te assustei. Tudo bem.-ela completou, dando um sorriso doce para o menino, que só ficou mais vermelho e embaraçado com aquilo.- Você anda muito pensativo ultimamente, Harry.
- E como você queria que eu ficasse?-ele perguntou rispidamente, enquanto se sentava do lado dela no chão.
- Eu sou parecida com Fred e Jorge e não com o Rony, não fale assim comigo.-Gina repreendeu, brava.
- Desculpe. É que a gente não tem nenhuma notícia do Voldemort nem nada e um monte de gente continua sendo massacrada pelos Comensais e a gente não sabe se essas mortes são apenas diversão para eles ou ordens do Voldemort e...
- E Hermione não está aqui pra te dar uma luz, né?-Gina perguntou, compreensiva e com um tom ligeiramente seco que Harry não conseguiu compreender.
- Exatamente. Estou preocupado com ela. Desde que ela começou a namorar aquele Malfoy nós quase não conversamos e eu não sei onde ela está agora. Se está com ele, ou em casa com os pais. Se está em perigo ou não.
- Então escreva para ela, oras. Se ela estiver bem, vai responder e você vai poder se acalmar um pouco. Conhecendo a Hermione do jeito que eu conheço...
- O quê?-Harry perguntou tão rápido que Gina se levantou, visivelmente nervosa.-Que foi?
- Conhecendo Hermione do jeito que eu conheço, tenho certeza que ela está bem. Se ela está com Malfoy agora, deve haver um motivo. E, com certeza, está mais segura com ele, que sabe tudo sobre Comensais da Morte do que com a gente, que estamos no escuro. Vê se relaxa, Harry, já basta o Rony estar com aquela cara de idiota por causa dela. Não precisa imitar. Estou descendo, acho que ouvi mamãe me chamando.

E sem nem se despedir, a ruiva saiu pisando duro até desaparecer nas escadas, deixando o moreno espantado com tamanha explosão de raiva.

- Mas o que foi que houve?-Harry perguntou para as paredes, sem entender.
- Ela está com ciúmes, Harry Potter.-foi a vez de outra voz doce responder, fazendo o garoto enfiar a cabeça com tudo na parede, de espanto.
- Luna? Que susto você me deu!

Harry levantou-se para encarar a menina loira que acabara de sair de um dos quartos daquele corredor. Luna também iria passar aqueles dias na Toca junto com os Weasleys já que seu pai estava escondido ali por ter escrito algumas coisas que tinham irritado Voldemort e seus seguidores, além do próprio Ministério da Magia. Como a Toca estava com proteção quintuplicada, podia se considerar a casa um local seguro.

- Você por acaso estava ouvindo atrás da porta?-Harry perguntou, ainda se recuperando do segundo susto que levara em menos de cinco minutos.
- Não. Uma mandrágora me contou.-a loira respondeu, com uma expressão realmente indignada por ele ter pensado aquilo dela.
- Uma mandrágora?
- Bom, na verdade, foi uma mandrágora ghostinis, que conseguem se desmaterializar em...
- Ah, eu sei qual é!-Harry apressou-se em dizer antes que Luna continuasse.-Mas, então, o que foi que você disse mesmo? Você disse que Gina está com ciúmes?
- Sim.
- Mas por quê?-ele perguntou, sem entender.
- Oras, e como você se sentiria se a pessoa de quem você gosta ficasse falando de outra quando você está por perto só tentando agradar? Francamente, Harry Potter, que falta de tato.-Luna ralhou, olhando diretamente nos olhos verdes de Harry.
- Hã?-ele murmurou, sem assimilar as palavras da corvinal.
- Bom, eu tenho que descer. Prometi ao papai que iria pegar um espécime daqueles trasgos anões interessantíssimos que os Weasley têm em seu jardim. Com licença, Harry.

E, igualmente a Gina, ela deu as costas e saiu andando, deixando um Harry muito confuso para trás.

*


Hermione e Draco viraram uma esquina e chegaram ao centro de Swindon. O condado era tão bonito quanto Wiltshire mas as ruas dali estavam bem mais cheias de gente do que as do outro. Ao chegarem no centro, precisamente na praça que ficava exatamente no meio do lugar eles descobriram o porquê de tanto movimento.

- Swindon está dando um festival de Natal!-exclamou Hermione, com os olhos brilhando.
- É mesmo...Ai, calma, não precisa puxar!-reclamou o loiro, enquanto a garota o puxava pela mão para atravessarem a rua e chegarem até o local da praça em que estava montado um grande palco onde uma pequena orquestra estava tocando músicas natalinas.
- Ai, desculpa!-ela exclamou sem nem ao menos olhar pra trás.

O loiro revirou os olhos, crente que Hermione não estava percebendo o que estava fazendo. A verdade é que desde que tinham descido do trem ela o tinha guiado pelas ruas do condado sem perguntar nada pra ninguém ou consultar um mapa. Como se ela conhecesse o lugar como a palma da mão e soubesse exatamente onde estava indo.

“Isso, com certeza, mostra que a ligação dela com a Christine é muito forte.” O loiro pensou, deixando-se ser guiado até bem perto do palco pela namorada.

- Hermione...
- Sim?
- Você percebeu que...-o sonserino começou a falar, querendo dividir aquele pensamento com ela.
- Tem alguém seguindo a gente, você percebeu?-Mione perguntou, cortando-o.
- Seguindo? O que você quer dizer com isso?-ele perguntou, ligeiramente desesperado, olhando em volta para a multidão de gente que tinha vendo a apresentação.
- Não olha, Draco. Assim, a mulher vai perceber.-ralhou Mione, estranhamente relaxada com aquela circunstância muito perigosa aos olhos de Draco.
- Que mulher?-ele perguntou ainda observando as pessoas, sem ligar para o que a grifinória dissera.
- Draco, para!-e Hermione o puxou para um beijo doce para que ele desviasse sua atenção para ela.
- Isso é golpe baixo, Mi!
- Escuta, logo atrás de você, um pouco pra a direita, têm uma bruxa com roupas púrpuras. Ela estava dentro de uma farmácia em que passamos em frente e está nos seguindo desde então.-a menina sussurrou no ouvido de Draco, que ao mesmo tempo que ouvia, procurava a tal bruxa discretamente.

Logo a encontrou, já que ela chamava atenção demais com aquela grande capa púrpura sobre os ombros. Era uma mulher madura, mas ainda sim muito bonita, com cerca de 60 anos de idade e um longo cabelo negro que devia chegar ás costas. Os olhos eram claros, mas daquela distância não era possível perceber a cor exata. Malfoy se surpreendeu quando a mulher estava sustentando seu olhar e parecendo (seria aquilo mesmo?) bastante espantada.

- Já achei.-Draco murmurou em resposta.- E ela está olhando pra mim também...
- Está?-foi a vez de Hermione perder a discrição e olhar com a maior cara-de-pau para a mulher que pareceu ainda mais espantada.
- O que eu queria saber era o que uma bruxa está fazendo no meio desse bando de trouxas.-ele disse, olhando para Hermione.
- Draco...
- Quê?
- Ela está vindo pra cá!

O sonserino voltou-se novamente para a bruxa e instintivamente, colocou a menina para trás de seu corpo. Dois segundos depois, a bruxa morena já estava cara a cara com ele. E ela era alta, olhava-o diretamente nos olhos com os seus incríveis azuis-piscina.

- Não é possível...-ela murmurou, olhando de Draco para Hermione e de volta para Draco.
- Quem é você? O que quer?-o loiro respondeu, rispidamente, deixando o medo de lado para manter Hermione segura atrás de si que, por sua vez, esforçava-se em ficar na frente da mulher.
- Você não é...Não pode ser...Christine?

*


Hermione e Draco estavam sentados de mãos dadas em um pequeno, mas confortável sofá para duas pessoas. Observavam tudo com curiosidade enquanto a bruxa misteriosa que tinham encontrado na praça principal de Swindon ia preparar um chá na cozinha. A mulher tinha arrastado-os até sua casa sem nem esperar resposta para sua pergunta e sentara-os no sofá enquanto dizia, apressada e visivelmente atrapalhada, que já voltaria.

Como tinham tido certeza desde o início, aquela mulher era realmente uma bruxa. As fotos em cima da grande lareira de pedra da sala de estar se mexiam, animadas, e uma coruja estava empoleirada, com a cabeça debaixo da asa, do lado do sofá em que estavam sentados. O resto dos móveis da pequena sala era uma mesa de centro e mais duas poltronas combinando com o sofá. Ao canto estava a porta que dava para a cozinha e onde Draco e Hermione já tinham ouvido várias coisas caírem e quebrarem, uma estante com vários livros e outra porta, que devia levar aos quartos.

- Hermione?-o loiro sussurrou, enquanto segurava a mão dela com firmeza.
- O quê?-ela perguntou de volta, olhando para ele.
- Você acha que é seguro ficarmos aqui? Não era melhor darmos o fora antes que ela volte da cozinha?-o loiro perguntou, covardemente.
- Eu não sei. Ela me reconheceu, Draco, de certa forma, reconheceu. Estamos na cidade onde Christine morava e...Você viu o nome dessa vila do condado?-Draco fez “não” com a cabeça e Hermione continuou - Chama-se Rose.
- E daí?
- O baú da Christine tem cheiro de rosas e o louco me deu rosas duas vezes. A primeira vez junto com a cesta da cobra e a segunda, as pétalas mortas em cima da minha cama, junto com uma carta. Creio que esses dois fatos talvez tenham ligação. Christine devia gostar de rosas e o louco sabia, por isso me deu rosas duas vezes.
- Como você fez essa ligação?-o sonserino perguntou, espantado, já que sabia que nunca relacionaria as coisas daquela maneira.
- Swindon é famosa por suas rosas entre os trouxas e eu tenho quase certeza de que a casa dos Sutcliffe fica nessa vila. Eu sinto que fica.

O garoto ia abrir a boca novamente para fazer outra pergunta quando a mulher ressurgiu pela porta da cozinha, trazendo nas mãos uma bandeja com um bule de chá, três xícaras e um prato de biscoitos.

- Desculpem minha demora.-ela murmurou, sentando-se em uma das poltronas do outro lado da mesinha de centro.- Sirvam-se.

Draco e Hermione se entreolharam mas não moveram um só dedo para a bandeja.

- Podem comer. Eu não os envenenei.-garantiu a bruxa, enchendo uma xícara para si.
- Desculpe-me, mas...-Mione começou, olhando fixamente para a mulher á sua frente.-A senhora não nos disse seu nome.
- Ah, claro. Prazer, Sarah. Sarah Peters.-ela cumprimentou, apertando as mãos dos dois á sua frente.-É que, por um momento, olhando para vocês eu pensei que não fosse preciso.
- Por quê?-Draco perguntou, sem conseguir se segurar.
- Porque vocês são idênticos á Tony e Chris, então, por um instante, pensei que me conheciam.
- E conhecemos.-Mione cortou, de repente.
- Conhecemos?
- Bom, não exatamente. Nunca nos vimos mas...Seu avô falava dela algumas vezes no diário.- a grifinória explicou para Draco, antes de se voltar á sra.Peters.- A senhora era amiga de Christine Sutcliffe, não era?
- Era, sim.
- Então, conheceu meu avô, Anthony Malfoy?-o loiro perguntou, pegando um dos biscoitos do prato.
- Sim, eu tive o prazer de conhece-lo. O garoto mais metido e mulherengo que já passou pela face da Terra.

Hermione deu uma risadinha curta para ela, sentindo-se, de repente, incrivelmente em casa na sua presença.

- Mas vocês também não me disseram seus nomes.
- Draco Malfoy.-o menino respondeu prontamente, com um tom ligeiramente ofendido pelo comentário de Sarah.
- Hermione Granger, prazer.
- O prazer é meu, Hermione. Você não é neta de Christine, é?- Sarah perguntou, estendendo uma xícara de chá para a garota.
- Não.
- Na verdade, não sabemos.-Draco complementou.
- Não sabem? Como não?-ela perguntou interessada, antes de sussurrar para si mesma. – Não que Chris tenha tido tempo pra ter filhos que lhe daria netos depois, mas...
- Antes, será que a senhora poderia nos dizer da onde conhece Christine?-Hermione perguntou, ansiosa.
- Ah, claro. Christine e eu éramos amigas de infância. Fomos criadas juntas aqui na vila. Naquela época, Swindon era um condado bem menor e esta parte da cidade era completamente habitada por bruxos. A família dela era, de longe, a mais rica da região, mas Chris nunca ostentou sua posição social, boa Sutcliffe que era. A casa em que ela vivia era bem simples comparada á fortuna que os pais tinham e ela podia brincar com as outras crianças sem problema. Nós brincávamos e praticávamos magia juntas e fomos no mesmo ano para Hogwarts. Ingressamos as duas na Grifinória e seguimos juntas até 2 anos depois que terminamos a escola, quando Chris desapareceu sem deixar rastros.
- Então, a senhora foi amiga dela durante muitos anos.-Draco concluiu.
- Sim. Éramos as melhores amigas que Hogwarts já viu. Pelo menos, até ela começar a namorar seu avô.
- E como foi que aconteceu? Desculpe-nos fazer tantas perguntas mas...
- Eu entendo, srta. Granger. Imagino qual é o porquê de seu interesse.
- Mesmo?
- Sim. Depois explico melhor. Agora, sobre o namoro de Chris e Anthony...-Sarah deu um sorriso travesso, como se estivesse lembrando de algo muito engraçado. - Bom, eu me lembro bom como foi que começou. Foi no nosso sexto ano, quando os dois se tornaram os monitores-chefe da Grifinória e da Sonserina. A verdade é que eles viviam brigando por tudo, principalmente por causa da monitoria. A cara que Christine fazia sempre que chegavam as quartas e ela tinha que dividir a ronda com Malfoy...Ah, era hilária. Toda quarta ela acordava cabisbaixa e ficava assim durante todo o dia, até a noite chegar. Então, ela começava a resmungar, como se estivesse pedindo que eu, Mark e Alex...
- Mark Potter e Alex Weasley?-Hermione interrompeu.
- Sim, éramos grandes amigos. Não nos desgrudávamos pra nada. Éramos...
- O Quarteto de Ouro de Hogwarts. Vovô Thony me falou sobe vocês uma vez.-Draco completou, com uma voz ligeiramente enojada já que o quarteto lembrava-o de Harry, Ron e Hermione juntos.
- Falou? É, Anthony e seus amigos não gostavam nem um pouco de nós. E nós também não gostávamos deles. Bom, como eu estava dizendo, quando chegava a noite, Chris começava a resmungar, como se estivesse pedindo para que eu, Mark e Alex perguntássemos a ela qual era o problema. E, claro, que os garotos perguntavam só para vê-la falando de Malfoy com raiva. Aqueles dois se odiavam de uma maneira muito divertida, o que era perfeitamente natural, Sutcliffes e Malfoys se odeiam desde que existem.
- Mesmo? E por quê?-a grifinória perguntou, interrompendo a narrativa mais uma vez.
- Bom, eu não sei ao certo o porquê, mas vovô sempre me disse que era porque minha família e a família Sutcliffe eram completamente diferentes uma da outra. – Draco respondeu, dando de ombros e pegando mais um biscoito.
- E eram mesmo. Os Malfoy são patriarcais, srta. Granger, e os Sutcliffe eram matriarcais.
- Homens comandando de um lado e mulheres do outro.-ela sorriu, também pegando um biscoito.
- Exatamente, a velha guerra dos sexos.-Sarah concordou, também sorrindo.- Ambos inteligentes e perigosos. Eram ambas famílias sangue-puro, mas os Sutcliffe não eram preconceituosos com nascidos trouxas ou trouxas, enquanto os Malfoy...-e as duas sorriram, olhando para Draco.- Sutcliffes, justos; Malfoys, trapaceiros. E tinham opiniões contrárias em vários outros assuntos. Chego a pensar, às vezes, que só discordavam um do outro por força do hábito.
- É, mas os Malfoys venceram. Os Sutcliffe sumiram do mapa e nós não.
- Infelizmente.-suspirou a grifinória, divertida.- Então quer dizer que os dois sempre se odiaram?
- Ah, sim. O fato de Chris ser grifinória e Thony, sonserino, só ajudava na rivalidade deles. Eles também eram muito inteligentes, então, disputavam o carinho dos professores. Sempre competiam pelas melhores notas. E também pelas melhores animagias.
- Christine era animaga?-Draco espantou-se.- Eu sei que meu avô era., ele se transformava em...
- Cobra. Uma enorme cobra perolada.-Sarah completou a frase de Draco, sob os olhos espantados de Hermione.- E Chris se transformava em uma linda fênix, com o peito azul.
- Símbolo do brasão dos Sutcliffe.
- Exato. Lembro-me que, uma vez, no quinto ano, eles tiveram uma briga tão feia na aula de Trato das Criaturas Mágicas que se transformaram e acabaram destruindo todo o estoque de explosivins. Passaram o resto do ano em detenção por descontrole de poderes mágicos.
- Caramba. E a gente pensava que se odiava...-Draco disse para Hermione, completamente bobo.

Sarah riu, levantando-se e indo á cozinha, sem, porém, parar de falar.

- Mas foi um espetáculo lindo, isso ninguém que assistiu pode negar. Só com essa prova, vocês podem imaginar o sacrifício que era para os dois terem que andar juntos por duas horas, á noite, sem ninguém por perto, uma vez por semana.. De vez em quando eles acabavam duelando e acordando na quinta-feira na enfermaria, com algo estranho brotando da pele ou algum osso quebrado.
- Eles eram impossíveis.-a garota comentou, observando a bela mulher voltar com mais um prato de biscoito.
- E como eram. Então, mais ou menos na metade de Novembro daquele ano, algo estranho aconteceu. Christine, sempre tão feliz, ficou deprimida do nada e passou a evitar a minha companhia e dos garotos também. Ela sumia durante o dia e chegava tarde da noite na torre. Muitas vezes eu acordava de madrugada com os gritos dela, porque ela passou a ter pesadelos horríveis. Adoeceu e ganhou olheiras profundas. Então, quando eu, Mark e Alex decidimos encosta-la na parede para saber o que estava acontecendo, ela nos contou que tinha arranjado um namorado.
- Chris estava namorando meu avô?
- Exatamente. Quando ela nos contou, estávamos quase na segunda semana de Dezembro. Nós estranhamos aquilo, é claro. Como Christine, que sempre detestara Anthony, podia estar tendo esse tipo de relacionamento com ele? Nós a cercamos e enchemos de perguntas, mas ela se recusava a responder. Apenas dizia que estava muito feliz ao lado dele, por mais estranho que aquilo pudesse soar, e que todo aquele seu mal estar passaria em breve.
- Porque Anthony estava cuidando dela.-Mione disse, olhando de Sarah para Draco.
- Sim. Nós não tínhamos o que fazer além de viajar aqueles dois. E eles pareciam mesmo muito felizes. Primeiro, toda Hogwarts pensou que aquilo era uma armação dos dois, que estavam fingindo só para conseguir o cargo de monitor-chefe dos monitores no fim do ano. Depois, todos se convenceram que eles deviam estar apaixonados um pelo outro a muito tempo, mas só tinham resolvido assumir a paixão naquele ano. Anthony também estava mudado. Ele já não dava mais em cima de garota nenhuma, nem desrespeitava os nascidos trouxas. Até ficou mais educado e menos presunçoso. Mas, eu, que conhecia muito bem Christine sabia que tinha algo de errado naquela história e resolvi investigar. E descobri que, apesar dos dois estarem mesmo apaixonados, havia algo mais que os mantinha juntos.

Sarah Peters levantou-se novamente e foi até a estante de livros no canto da sala. Pegou um livro de capa rosada e um pergaminho enrolado, ambos já velhos, e voltou a se sentar em sua poltrona, com ele no colo.

- Minha amiga estava sendo perseguida por alguém. Algum tipo de maníaco que estava obcecado por ela. Tão obcecado que estava até mesmo ameaçando Anthony de morte para ficar com ela. Creio que é esse o porquê de vocês estarem aqui, fazendo-me tantas perguntas, não é?
- É.-responderam os dois, ao mesmo tempo.
- A história está se repetindo.-ela afirmou, abaixando a cabeça para o livro.-Tudo o que eu contei, pelo menos, grande parte, sobre a personalidade de Chris e Thony e de como eles ficaram juntos se encaixa com a história de vocês dois. Christine estava certa.
- Do que ela estava certa? A história está se repetindo, sim, exatamente do jeito que aconteceu com os dois há quase cinqüenta anos atrás, mas nós não sabemos porque. Não fazemos a mínima idéia.- Mione confirmou, com a voz tremendo. –O que a senhora sabe, sra.Peters? O que aconteceu com Chris e Thony quando vocês estavam no sexto ano de Hogwarts? E o que aconteceu depois? Por que ela sumiu?
- Eu adoraria responder essas perguntas, minha menina, mas não posso. Eu descobri que minha amiga e Malfoy estavam sendo perseguidos, mas descobri tarde demais. Não pude fazer nada para evitar o sofrimento de ambos.
- E o que foi que aconteceu?-foi a vez do loiro perguntar, desesperado.
- Não posso contar.
- Por que não?
- Porque fiz um voto de silêncio. Não é pela minha boa que vocês tem que saber o que houve. Tudo mais que posso dizer é que eles ficaram bem. O namoro ficou mais forte no sétimo e último ano de Hogwarts, até que a escola acabou e as famílias proibiram Christine e Anthony de se verem. Dois anos depois, ela tocou a campainha da minha casa pela última vez, carregando um baú; e me fez fazer o voto, prometendo que eu nunca contaria nada do que acontecera a ninguém, mesmo que quem viesse me procurar para saber a verdade fosse a sua cópia com 16 anos de idade.
- Eu?-Mione perguntou, já sabendo a resposta.

Então, Christine sabia, no dia em que desaparecera do mundo feito fumaça, que um dia ela e Draco iriam até sua cidade natal procurando pistas. Ela já sabia que aquilo aconteceria da mesma maneira que sabia que ela iria encontraria a chave de seu cofre no Gringotes e iria até lá, para tomar posse do que quer que a moça tivesse deixado.

- Sim. Você mesma, srta. Granger. Antes de ir, ela deixou em meu poder este livro, que está lacrado com mágica. Eu tentei abri-lo com todos os feitiços que conhecia e não consegui. Christine me disse que eu deveria dá-lo a você, a cópia dela, quando você finalmente viesse a Swindon.- Sarah estendeu o livro para Hermione, que o pegou delicadamente.
- Se ela deixou pra você, talvez só você possa abri-lo.-Draco sugeriu, pousando uma de suas mãos nas da garota.
- Exatamente. Creio que essa resposta está neste pergaminho, uma carta que ela deixou pra você juntamente com o livro e que eu também nunca consegui abrir.

A menina olhou da mulher á sua frente para o loiro ao seu lado, nervosa. E então, seguindo a orientação de Sarah, pegou o rolo de pergaminho, que estava lacrado pelo brasão dos Sutcliffe e o abriu, facilmente. Uma pequena luz rosada saiu dele quando o brasão foi solto e apenas Hermione pode ouvir um belo e triste canto que, por um momento, encheu o cômodo. Algo tão singelo e sublime que permaneceria em sua mente o resto de sua vida.

- Leia, Hermione. – Draco pediu, sem entender a hesitação da namorada.
- Ok.-ela murmurou e começou a ler em voz alta.

Querida Hermione,

Creio que já posso utilizar um tom um pouco mais pessoal agora que você já encontrou o local onde morei por toda a minha vida e onde conheci a mais pura amizade. Sei que pode parecer estranho receber cartas de mim por mãos tão inusitadas, e com tão curto espaço de tempo, mas você chegou no momento em que eu tenho que lhe dar as peças que estão faltando para completar seu quebra-cabeça. Em breve, entenderá o porquê de tudo isso estar lhe acontecendo.

No momento, peço-lhe apenas duas coisas. Primeiro, não fique com raiva (e isso vale para você também, Draco) de Sarah, por não te contar o que houve comigo quando tinha sua idade. Você irá, muito em breve, descobrir por si mesma. Segundo, beba apenas um gole do vinho. Será mais do que suficiente para lhe mostrar o caminho.

Atenciosamente,
Christine Sutcliffe.

PS: Este é pra você, Sarah. Leve-os até minha casa, está cheia de belas lembranças para serem vistas. Obrigada pela lealdade, amada., e desculpe-me por ser tão horrível a ponto de não te contar o que houve depois. De quem te ama muito, Chris.


O silêncio que se seguiu quando Hermione terminou de ler a pequena carta durou pouco. Antes que ela pudesse entender o que tinha lido, Draco já estava fazendo mil perguntas e Sarah levava a bandeja de chá de volta a cozinha, murmurando coisas desconexas enquanto enxugava algumas lágrimas.

- Sabe de uma coisa? Eu não sei como essa Christine pode escrever duas cartas á décadas atrás pra você, mas sei que ela está fazendo um nó muito bem feito na minha cabeça.-resmungou Draco, apoiando a cabeça no queixo de Hermione para ler a carta.
- Igualmente.-a menina concordou, enrolando o pergaminho e enfiando-o dentro da bolsa preta, ao lado do maço de cartas do louco.
- Srta. Granger, Sr. Malfoy, venham comigo, por favor.-disse, de repente, a sra. Peters, de volta da cozinha, com um molho de chaves na mão. Seus incríveis olhos azuis estavam marejados mas ela sorria alegremente.
- Para onde?- Draco perguntou, levantando-se do sofá e puxando Hermione pela mão para que ela também se levantasse.
- Para a casa dos Sutcliffe. Afinal, Chris pediu-me para que os levasse até lá.

Os dois saíram da pequena casa de Sarah e a seguiram rua acima, observando a vila.

- Sra. Peters?-Hermione tentou.
- Sim, srta. Granger.
- A senhora por acaso sabe como Christine poderia saber que um dia eu e Draco viríamos para cá e encontraríamos a senhora a tantos anos atrás?
- Tenho uma leve desconfiança, querida, mas receio não poder lhe dizer também. Faz parte do voto que fiz. Só posso contar a vocês fatos de minha adolescência com Chris e Thony até o ponto que chegamos.
- É que Hermione recebeu uma carta de Christine ontem também, quando fomos ao Gringotes. Sabe, nós encontramos a chave do cofre dos Sutcliffe.-Draco contou.
- Encontraram?
- Sim. E na carta que recebi Christine escreveu que tudo o que há no cofre, absolutamente tudo que está no cofre me pertence agora. Só que não explicou porquê.-Hermione completou, torcendo para que Sarah pudesse dizer algo que esclarecesse esse ponto.
- Acredito que ela tenha tido um bom motivo para fazer isso.-Sarah disse, sorrindo bondosamente para ela-Uma pergunta, srta. Granger. Você por acaso não tem nenhum tipo de marca incomum em seu corpo, tem?

Mione parou a caminhada, forçando os outros dois a pararem e voltarem quando perceberam que ela não estava mais junto deles. Será que Sarah estava se referindo a aquela marca incomum em suas costas?

- Não, não tenho. Por quê?
- Por nada. Veja, chegamos.

A mulher apontou o dedo para uma casa a poucos metros de distância do ponto em que estavam. Os olhos da garota se encantaram quando a viu. Era linda. A pintura, gasta pelo tempo, era verde-clara. Um sobrado espaçoso, cercado de árvores por todos os lados, como se tivesse sido construído para caber exatamente entre elas. Um portão pequeno, que não chegava nem ao menos á cintura dos três, era tudo o que havia para proteger a entrada de algum visitante indesejado ao lugar, já que do lado esquerdo e direito dele o muro era, na verdade, sebes bem cortadas de rosas, cobertas de neve.

- A casa está tão conservada...-Draco começou a dizer, enquanto a admirava do lado de Mione.-Se não fosse a pintura gasta e as janelas fechadas, eu diria que alguém a habita.
- Eu mesma cuido da casa. Está a venda á muitos anos, mas ninguém parece interessado em compra-la.-foi dizendo a sra. Peters, enquanto abria o portão para que passassem. Hermione não deixou de reparar que tanto a fechadura quanto a chave do portão tinham desenhado o fênix dos Sutcliffe.
- Mas ela é linda. Tem um quê de...Não sei explicar...-Hermione tentou, enquanto entrava no quintal.-É como se realmente tivesse um dono.
- É o que todo mundo diz. Gostam da casa, mas não se sentem à vontade para compra-la. Uma vez uma moça me disse que não poderia morar aqui, pois nunca se sentiria dona do lugar.

Mione e Draco apenas se entreolharam e esperaram-na abrir a porta principal da casa para que pudessem entrar. O local era enorme, muito maior do que parecia por fora. O chão estava coberto de uma pequena camada de poeira que começou a flutuar em círculos quando Sarah começou a abrir as janelas, deixando a luz invernal entrar. Os móveis, todos cobertos por lençóis brancos. Os simpáticos retratos nas paredes, mostrando por todos os lados o rosto feliz de uma menina. A mesma alegria que podia ser encontrada nos retratos de uma casa azul á quilômetros de distância dali.

Um dos retratos em especial chamou a atenção de Hermione. A de um balanço, ao vento. Em uma de suas cordas estava amarrado um laço de cetim claro, que devia ter estado até pouco atrás nos cabelos de uma menina. Aquela cena, tão vazia e tão cheia de significados fez a grifinória entrar em transe. Uma emoção enorme tomou conta de seu corpo, deixando-o dormente, e um pesar gostoso fechou sua garganta, deixando-a chorar. Os seus ouvidos começaram a escutar sons, risadas, brincadeiras de pai pra filha e o mesmo canto sublime que escutara na casa de Peters a poucos instantes.

E a cada cômodo percorrido, parecia um ano a mais de vida, com mais movimento, mais palavras, mais momentos e mais canto. E mais lágrimas caíam, de alegria ou de tristeza. Hermione sentia cada emoção em cada momento certo. Tristeza ao ouvir os choros, alegria ao captar o pedaço de um parabéns. E então, uma explosão de amor ao tocar uma das portas. Sem hesitar, ela a abriu. Naquelas paredes, não havia apenas retratos. Havia desenhos e quadros, de todos os tipos. Com a mesma assinatura, o mesmo A cruzado com M. E voltar ali, depois de tantos anos, e encontrar tudo do mesmo jeito. E escutar as pedras na janela e os gritos sussurrados...Foi ela mesma que abriu a janela dali e pegou a fita de cetim pendurada no batente. Foi ela mesma que viu o balanço, agora quieto, ainda pendurado no galho mais forte do salgueiro que vovô comprara. E um turbilhão de emoções tão grande tomou conta de si que ela só o percebeu quando já estava caindo de frente para a neve macia, enquanto ouvia ao longe alguém chamar seu nome.

- HERMIONE!
- Christine...



N/A: Oi, minha gente querida! Chegamos ao fim do capítulo 20!

Primeiro, quero me desculpar por tamanha demora. Sei que deve ter sido muito frustrante ler que a Hermione foi atacada no fim do capítulo passado e ficar meses sem saber o que aconteceu depois. Pelo o que deu pra ver, a bichinha ficou bem, né? ^^

Segundo, desculpem-me por terminar mais um cap com a Hermione tendo algum tipo de troço estranho. Prometo que dessa vez a resposta para o que aconteceu depois disso vem logo, ainda esse mês.

Terceiro, obrigada pela paciência e compreensão de todos vocês que estão lendo agora. Pelos leitores antigos e alguns novos que chegaram agora ^^ É muita gente, por isso, não vou poder responder todos os reviews dessa vez, mas sintam-se todos ABRAÇADOS, BEIJADOS E PAPARICADOS, ESTÁ BEM? ;DJá estou quase completamente recuperada do meu probleminha de saúde e cheia de gás para continuar escrevendo.

Quarto e último...O que vocês acharam???? Olha, galera, esse cap é o segundo passo para o fim desse grande mistério que eu inventei (pq o primeiro foi dado no cap 19). Comentem, eu quero saber quais são suas idéias, suas suspeitas ou a total falta dela, e, principalmente, se vocês descobriram a pista que eu pus nesse cap, peça muito importante neste quebra cabeça. DESCOBRIRAM? SIM? Comentem!!! NÃO? Comentem do mesmo jeito ^^ Coments são sempre muito bem vindos.

Enfim, MUITO OBRIGADA!!!!!!!
Obrigada a você que está lendo esses capítulos enormes a tanto tempo. E você, que chegou agora e gostou tanto da fic. E você também que odiou esse suspense maldito mas está lendo até o N/A do fim do capítulo 20! Clap Clap!!! ^^

Muitos sapos de chocolate e até a próxima, Nath Malfoy!

PS: Muito obrigada a todos que sabem que minha fan fic está também postada no Aliança 3 Vassouras e votaram nela para a melhor fan fic de suspense. Gente, OpV ganhou em terceiro lugar!!!! Estou muito feliz, obrigada de coração ^^

PS: Eu adoro PS´s! ;D Nath Malfoy

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