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14. The Deal


Fic: The darkness Within


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo catorze: O acordo

Os seis adolescentes pararam em choque e releram o nome várias vezes.

“Harry Potter, quem é esse?” Ron perguntou baixinho.

Todos olharam para Damien. O menino de treze anos estava com a boca aberta e os olhos avelãs fixos no nome. Ele sempre quis saber mais sobre sua família, sendo o único adolescente ele desesperadamente queria ter um primo, mesmo que distante, para lhe fazer companhia. Seus pais lhe disseram que seu único primo era o filho de sua tia Petúnia Dudley Dursley, que era bem antipático, assim como o resto da família, tirando Damien, James e Lily. Seus tios eram trouxas que odiavam mágica e todo aquilo relacionado com ela. Mesmo que sua tia fosse a única irmã de sua mãe, as duas nunca haviam se dado bem. James havia dito que ele não tinha nenhum irmão ou primo e que fora ele não existia mais nenhum Potter vivo.

Damien estava encarando o nome novamente. Quem era esse? E se ele era um Potter, então por que seu pai estava sendo tão hostil com ele? O menino finalmente conseguiu desviar os olhos do mapa e encarar seus amigos.

“Nós precisamos descobrir quem ele é.” Disse baixinho.

A expressão de Fred e George de repente mudou de curiosa para perversa. Eles fizeram uma reverencia e correram até a porta, os outros quatro os seguiram. Quando chegaram no primeiro andar, George começou a dar ordens.

“Ok. Esse é o plano, Ron, você e Damien vão pegar esses e desliza-los por baixo da porta. Hermione e Ginny, vocês duas vão ser as espiãs e vão ficar aqui em baixo.” As duas começaram a objetar.

“Shh, pelos céus, abaixem a voz! Nós precisamos de duas pessoas aqui em baixo para avisar se tem alguém subindo. Nós vamos dizer-lhes tudo, prometemos.” Fred disse e subiu a tempo de ver Damien e Ron deslizando as orelhas por baixo da porta.

“Perfeito.”

Os quatro garotos rapidamente colocaram as orelhas em seus ouvidos e começaram a escutar a conversa.

“... fugindo no meio da noite! Honestamente Harry, você tem desejo de morrer?” A voz raivosa de James faziam as orelhas tremerem.

“O único desejo que eu tenho é sair desse lugar dos infernos e voltar pra casa!”

Damien sentiu seu coração bater apressado. Aquela voz era muito parecida com a sua. Ele sentiu os cabelos de sua nuca arrepiarem. “Isso é tão estranho” ele pensou.

“Casa! Harry quando você vai aceitar que esta é a sua casa, sua verdadeira casa!” A voz de James estava exausta, como se ele já tivesse dito isso muitas vezes antes.

Os quatro compartilharam um olhar antes de continuar ouvindo. Pelo menos, o tal ‘Harry’ era realmente da família Potter.

“Nunca! Não importa quanto tempo vocês me forcem a ficar aqui, eu nunca chamarei esse lugar de casa. Portanto você pode parar com isso Potter!”

Damien engasgou-se. Por que esse garoto chamava seu pai desse jeito? Ele olhou para os Weasleys que pareciam meio confusos.

“Estou avisando Harry, nunca mais fale comigo desse jeito, você me ouviu?!”

Damien conseguiu escutar que os dentes de seu pai estavam cerrando. ‘Isso nunca foi um bom sinal.’ Pensou.

“Desse jeito como? Eu não disse nada de errado, apenas constatei fatos!” O garoto chamado Harry parecia estar com muita raiva.

“Você sabe muito bem o que eu quero dizer, se você não consegue me chamar de mais nada, ao menos não me chame de ‘Potter’, apesar de tudo você também é um ‘Potter’!”

Antes que Damien pudesse ouvir a resposta um grito veio lá debaixo. Os quatro garotos rapidamente guardaram as orelhas extensíveis e saíram correndo direto para o quarto. Eles foram para diversos cantos e fingiram estar fazendo alguma coisa ou outra. A porta abriu, Hermione e Ginny, que pareciam estar bem embaraçadas, entraram acompanhadas pela Sra Weasley.

“Garotos! O que vocês estavam pensando, enviando as garotas desse jeito, vocês nem sequer pensaram nas conseqüências?!” A Sra Weasley estava muito nervosa.

Eles em resposta encararam as duas garotas que olharam envergonhadas por causa da Sra Weasley. Antes que alguém falasse algo, a mulher continuou.

“Hermione esteve aqui apenas uma vez! Como vocês puderam pedir para que ela fosse buscar comida?! Honestamente! Eu disse que o jantar seria servido depois da reunião, vocês nunca me ouvem!?”

Os quatro trocaram um olhar, viraram para as garotas que estavam coradas e depois encararam a Sra Weasley.

“Desculpe-nos Mãe.” Sussurrou Ron enquanto os outros três assentiam.

A Sra Weasley saiu da sala prometendo que o jantar seria servido em meia hora. A partir do momento em que ela deixou o quarto os garotos viraram-se para olhar as meninas.

“Nós mandamos vocês buscarem comida!?” Ron perguntou a Hermione.

“Bem, você disse para que nós déssemos uma desculpa, então nós falamos a primeira coisa que nos veio em mente.” Hermione respondeu enquanto corava ainda mais.

“E essa foi a melhor coisa que vocês puderam pensar?!” Disse Fred com uma voz sarcástica.

“Oh, o que importa?! Ela não descobriu, descobriu?! Agora conte-nos, o que vocês ouviram? Quem é o garoto?!” Ginny parecia estar bem excitada.

Levou uns cinco minutos para que eles contassem tudo para as garotas. As duas sentaram-se em silêncio e ouviram atenciosamente a conversa entre ‘Harry Potter’ e James Potter. Hermione foi a primeira a falar.

“Então esse tal Harry Potter disse que estava sendo forçado a ficar aqui?” Ela perguntou para Ron.

Ron assentiu, ele parecia bem confuso.

“Isso não faz o menor sentido... e o jeito que ele falava com o Sr Potter. Ele parecia estar bem enfezado com ele.”

“Yeah e o que foi todo aquele ‘desejo de morte’? Por que tem alguém tentando machucar seu primo?” Fred perguntou a Damien.

O menino olhou Fred surpreso.

“Meu... meu o que?” Ele perguntou confuso.

“Bem, ele deve ser seu primo. Quem mais poderia ser?” Respondeu Fred.

Damien pensou sobre isso, fazia sentido. Seria possível que talvez ele fosse um parente distante que só apareceu agora? Provavelmente por isso que ele nunca ouviu falar sobre esse garoto, apesar de tudo eles nunca mantinham nada escondido dele, certo?!

Damien estava perdido em seus pensamentos enquanto os outros adolescentes montavam as suas teorias sobre o mistério ‘Harry Potter’. Nenhum deles aproximou-se da verdade.

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Harry afastou-se de James. Ele sentou-se confortavelmente na cama enquanto o outro ficou em pé, ainda falando sobre ‘o perigo de fugir’ e ‘Por que Harry queria machucar-se’ o garoto estava quase enlouquecendo. Ele começou literalmente a pirar quando foi jogado dentro do quarto, ele gritou e brigou com James. De qualquer modo, agora ele estava ficando cansado. ‘Por que ele simplesmente não cala a boca e sai daqui!” Pensou. James parou de falar e aproximou-se de Harry. Ele parou bem em frente ao moreno e olhou direto naqueles olhos verdes...

“Harry, por que você não pode entender que eu não quero te machucar?” James disse com uma voz chorosa.

Harry olhou direto nos olhos de James e disse:

“Por que?”

“Por que você se preocupa com o que acontece comigo? Eu nem ao menos sou mais seu filho, por que...” Harry foi interrompido por uma batida na porta. Ele e James olharam para a porta e viram Lily entrando.

“O que aconteceu?” Ela perguntou vendo o olhar de mágoa nos olhos do marido e a expressão de incômodo de seu filho. James olhou Harry e respondeu.

“Nada, apenas estamos falando sobre coisas.”

Harry encarou James, pensava na razão pela qual o auror havia mentido. O garoto desviou seu olhar para a janela, ele queria que os Potters fossem embora, odiava quando eles contavam-lhe as mentiras do quanto haviam preocupado-se com ele, de como sentiram sua falta. Isso o fazia ficar doente de raiva. Harry fechou os olhos e tentou acalmar-se.

“A reunião está terminada. Dumbledore quer que você e Harry desçam para que ele possa contar-lhes tudo.”

Lily estava olhando os dois com curiosidade. Ela sabia que algo havia acontecido. James não teria perdido a reunião por nada, então por que ele estava discutindo com Harry na escada? Ela balançou a cabeça. ‘Irei falar com James mais tarde’ pensou enquanto seguia o marido e o filho em direção ao andar debaixo.

Estavam apenas o Sr e a Sra Weasley, Sirius, Remus e Dumbledore na mesa de reunião. Todos os outros já tinham ido pra casa. O diretor observou as três pessoas que entraram. James estava parecendo bem cansado e irritado e Harry estava apenas parecendo estar muito entediado, ele realmente esperava que o garoto estivesse ansioso e preocupado, afinal era sobre o futuro o tema da conversa. Dumbledore mandou-os sentar. Na hora em que os três Potters sentaram, ele começou a falar.

“Eu estou certo de que você deve estar bem ansioso sobre o que aconteceu na minha reunião com o Ministro.” Disse voltado a Harry.

James assentiu enquanto Harry meramente olhou para as mãos como se as visse pela primeira vez. Dumbledore continuou.

“Eu tenho o prazer de informar que o Ministro concordou com a minha sugestão.” Ele pausou novamente para ver a reação do adolescente. O moreno continuava olhando suas mãos e analisando suas unhas.

“Existem algumas condições a seguir e eu não concordo com algumas, mas certamente as circunstâncias não são um impedimento para elas.” Continuou.

Harry piscou e olhou diretamente para Dumbledore.

“Você vai nos dizer seu ‘grande plano’ ou nós temos que ficar aqui a noite toda escutando essa bobagem?” Harry perguntou enquanto seus olhos esmeraldas cruzavam com os azuis do diretor.

Um engasgo coletivo foi ouvido por toda a mesa por causa da insolência de Harry. A Sra Weasley parecia querer pegar o garoto pela orelha por tal rudez.

Harry sorriu e encarou Dumbledore. O diretor ficou momentaneamente pasmo e voltou-se para o garoto.

“Minhas desculpas Harry. Eu realmente deveria ter falado a minha sugestão desde o começo. Muito bem, eu irei explicar agora.” Ele estava feliz por poder olhar Harry diretamente.

“Veja bem Harry, eu encontrei o Ministro no dia em que você chegou aqui. Eu expliquei a sua identidade ao Ministro Fudge e perguntei se ele podia reconsiderar a decisão de manda-lo aos Dementadores sem um julgamento. Eu expliquei a situação de como você foi enganado todos esses anos e...” O diretor foi interrompido pelo grito de Harry.

“EU NÃO FUI! EU SABIA PERFEITAMENTE O QUE ESTAVA FAZENDO! COMO VOCÊ SE ATREVE A DIZER QUE EU FUI ENGANADO PELO MEU PRÓPRIO PAI!”

Harry tentou agarrar o pescoço de Dumbledore, mas Sirius, Arthur e James instantaneamente o seguraram e o colocaram sentado novamente.

“Sr Potter, por favor, controle-se ou nós iremos fazer isso por você.” Arthur disse ao garoto.

Harry parou de lutar e lançou ao Sr Weasley um olhar gelado. Ele não estava gostando de ser forçado a se sentar, porém sentou-se e tentou soltar seu braço do aperto de James, mas não conseguiu.

Dumbledore sentou-se, ele nem mesmo recuou quando o garoto tentou atacar-lhe. O diretor esperava esse tipo de reação, mas ele não iria ignorar as palavras de Harry e iria contar-lhe toda a verdade sobre o seu ‘chamado’ pai.

“Harry, eu entendo como você deve estar se sentindo agora. Você pode pensar que nós estamos tentando enganar você e afasta-lo do seu ‘pai’. Eu asseguro-lhe que nós não estamos tentando engana-lo. Nós estamos tentando contar-lhe a verdade. Você, meu garoto, tem sido iludido durante sua vida inteira...”

Dumbledore parou quando viu Harry libertar-se de James e tentar ataca-lo novamente. ‘Isso não está funcionando’ o diretor pensou consigo. Ele olhou para Harry vendo o garoto lutando para se soltar e dessa vez inclinou-se para ficar mais perto dele. O adolescente parou de se debater e franziu o cenho, desafiando-o a se aproximar.

“Ok, Harry, nós não vamos falar sobre isso agora. Por favor, deixe-me terminar de dizer o que vai acontecer com você.”

Harry abriu a boca para dizer que não dava a mínima importância para o que Dumbledore tinha que falar. De qualquer modo o aperto no seu braço aumentou e ele foi forçado a se calar. O garoto fechou sua boca novamente, não antes de lançar um olhar gelado a James.

“Foi decidido que você não irá mais estar sob a custódia do ministério. Não haverá nenhum julgamento e você não será preso.”

James soltou Harry e sentou-se de boca aberta. Harry não iria para Azkaban! Ele não seria chamado de assassino! Isso provavelmente era a melhor notícia que poderia ter recebido. O auror estava pedindo para que um milagre acontecesse e ele pudesse ficar com seu filho e mantê-lo longe do ministério. Mas de qualquer modo, ele sabia que essa não era a história inteira. ‘Deve haver algo a mais’ pensou.

“Entretanto Harry, isso não significa que você está livre para voltar pra casa. Você está sob minha custódia até completar dezessete anos.” Dumbledore observou as expressões de choque de Harry e James.

“Veja, essa foi a minha sugestão para o Ministro. Eu pedi para que ele deixasse você sob minha custódia. Eu serei responsável por você.”

James interrompeu Dumbledore.

“Perdão diretor, mas como você pôde fazer isso, Lily e eu somos os responsáveis de Harry. Nós somos os pais dele! Nós temos que cuidar e ficar com ele.” James estava olhando Dumbledore como se ele fosse um traidor e estivesse tentando separa-los de seu filho.

“James, meu garoto. Isso é exatamente o que o Ministro não quer. Harry ficando com seus pais onde ele pode facilmente voltar para Voldemort.”

“Eu ainda vou voltar para casa, estando onde estiver, com você ou com eles.” Harry sibilou para o diretor.

“Se eu não puder voltar pra casa, então meu pai virá atrás de mim.”

Dumbledore sorriu para ele e disse com uma voz bem baixinha.

“É por isso que você vai para Hogwarts.”

Harry sentou-se em choque. O que esse velho idiota estava pensando? Ele não podia ir para Hogwarts. O garoto sabia que era impossível escapar do colégio e lá era o único lugar onde seu pai não poderia regata-lo. De qualquer jeito, Dumbledore não percebia o risco que ele iria oferecer?

O diretor não colocaria a escola inteira em perigo, colocaria?!

“Dumbledore, como isso é possível?” James estava soando tão chocado quanto Harry.

“Bem, é possível e o Ministro deu permissão para que Harry freqüente nosso sexto ano em Hogwarts.” Dumbledore sorriu ao ver o choque nos olhos dos outros.

“Vocês devem estar pensando na razão do Ministro ter dado essa permissão, então deixem-me explicar. Não é tão simples como parece. Existem condições. Harry estará sob minha custódia até seus dezessete anos. Se durante esse tempo Harry não mostrar nenhuma intenção de voltar para Voldemort e agir como o Príncipe Negro, ele será perdoado e será livre de todos os seus crimes. Isso será trancado na seção de CII (Crimes Induzidos por Imperio). Se ele retornar para Voldemort ou mostrar alguma resistência em morar no mundo mágico como um bruxo seguidor das leis ele provavelmente irá ser condenado por todos os seus crimes e será trancafiado em Azkaban. Provavelmente ele ganhará o beijo se for realmente condenado por todas as acusações.” Dumbledore parou nessa parte para observar as expressões de Lily e James. Eles estavam de coração partido.

“Minha intenção é mostrar a você, Harry, que o seu julgamento sobre o mundo mágico está errado. Eu sei que você deve ter ouvido falar muito sobre mim e sobre as minhas crenças. Eu estou dando-lhe a chance de ver as coisas por si próprio.” Ele olhava direto para Harry enquanto falava.

O garoto estava lançando ao diretor um olhar interrogativo.

“Por que você está tentando mostrar-me suas crenças, o que te faz pensar que eu sequer irei ouvi-lo?!” Harry perguntou a ele.

“Porque Harry, você não é o que nós vemos. Eu consigo ver através a máscara que você usa. Eu posso ver a verdade através do Príncipe Negro. Você não é tão mau, mesmo querendo demonstrar isso.”

Harry bufou e logo depois encarou Dumbledore.

“Quando eu disse que sou mau?” Ele olhou para as expressões confusas de todos.

“Não existe bom e mau Dumbledore, existe apenas o poder. Poder é o que mostra quem nós somos. No final nós vemos quem é o melhor para tê-lo. Você pode achar que o que eu fiz foi uma maldade. Bem, eu posso dizer o mesmo sobre você. Você, sua Ordem e o Ministro iriam prender um homem sem nem pensar nas conseqüências. Vocês não irão pensar duas vezes antes de chutar alguém quando estiverem por baixo. Vocês são tão rudes quanto qualquer Comensal da Morte.”

Ele terminou e olhou direto para Sirius que estava corando furiosamente. Ele sabia que o auror estava lembrando o primeiro dia de sua captura. Como ele e Moody haviam o atormentado. Como Moody tinha lhe chutado direto nas costelas. Harry sorriu para si mesmo. ‘Trabalha para ele, certo?!” Pensou enquanto olhava o homem de cabelos negros mexer-se inquieto em seu lugar.

“Harry, as palavras que você disse não são suas. Eu quero mostrar-lhe a verdade para que você possa tomar suas próprias decisões.” Dumbledore estava incrédulo por estar escutando as mesmas palavras que ouviu há anos atrás por um certo jovem de olhos vermelhos.

Harry bufou mais uma vez.

“Minha própria decisão, hmm deixe-me ver, Azkaban ou prisão domiciliar, yeah eu posso escolher o vencedor!” Harry zombou.

“Harry, eu sabia que você se sentiria desse jeito, mas eu peço perdão por ter que dizer que não há mais nada a discutir sobre isso. Você estará indo para Hogwarts dia 1º de setembro, assim como todas as outras crianças do mundo mágico. Você irá aprender a verdade sobre essa guerra.” Dumbledore começava a soar cansado.

“E se eu me recusar a ir com você?” Harry perguntou já sabendo a resposta.

“Harry você virá, de um jeito ou de outro.” Havia realmente um tom de desafio na voz do velho.

“Ótimo! Mas como você irá impedir que as outras crianças protestem sobre eu estar na mesma escola que eles!? E sobre os pais dele?! Com certeza nenhum pai em sã consciência irá permitir que seus filho aproximem-se do Príncipe Negro.” Harry tinha certeza que iria encurralar Dumbledore, mas o homem apenas riu.

“Bem, isso não será nenhum problema já que você nos fez o favor de estar sempre escondido atrás daquela máscara. Ninguém nunca viu seu rosto, portanto eles não sabem sua identidade. Alguns alunos que foram informados sobre o seu passado já estão instruídos para não contarem nada, de outro modo serão expulsos.”

Harry olhou para o diretor incrédulo. Ele estava prestes a expulsar qualquer criança que dissesse algo sobre ele. O garoto estava imaginando a cara do seu melhor amigo. Draco iria provavelmente sair cantando pela escola inteira ‘Harry é o Príncipe Negro’ e ‘Ele é o herdeiro do Lorde das Trevas’ e ‘Meu melhor amigo’. Ele balançou a cabeça para afastar tais pensamentos.

“E se eu contasse a alguém a minha verdadeira identidade?” O garoto perguntou. Provavelmente ele não sofreria o mesmo destino que as outras crianças.

“Oh, eu tenho certeza que você manterá esse segredo. Sei que você sente a mesma coisa que qualquer um sente em relação ao beijo do Dementador. Eu não quero que esse seja seu destino Harry, mas se você não me der nenhuma alternativa eu serei forçado a entregar você ao ministério que certamente irá envia-lo ao beijo sem nem mesmo hesitar.”

Dumbledore sorriu quando Harry lançou-lhe seu olhar mais malévolo.

“Bem, se for só isso, é melhor eu ir. Logo eu mandarei sua lista de material e livros e outros documentos para que você esteja preparado para seu ano escolar.” Dumbledore levantou-se e dirigiu-se para a lareira.

Antes que Harry pudesse dizer alguma coisa James levantou-se e chamou o diretor.

“Albus! Espere, eu tenho uma pergunta!”

Dumbledore virou-se e viu James sorrindo para ele.

“Nós poderemos levar Harry pra casa? Mesmo que seja um dia ou dois, você sabe para o Natal e essas coisas?” Ele perguntou baixinho.

Ele não conseguia pensar em ficar tanto tempo longe de Harry. Ele tinha acabado de recuperar seu filho e não queria que ele fosse embora novamente.

“Claro que Harry pode ir pra casa no Natal, se for o que ele quer. Eu tenho certeza que vocês poderão discutir toda essa questão familiar em Hogwarts.” O diretor respondeu com um brilho no olhar.

“O que você quer dizer?” Perguntou um confuso James.

“Eu não mencionei isso James? Você virá a Hogwarts também.” Dumbledore respondeu.

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Lorde Voldemort não estava feliz. Dias haviam se passado desde que seu filho tinha sido levado pela Ordem e nenhuma chance de resgate havia sido dada.

Voldemort foi informado que Harry estava sendo mantido no Quartel General da Ordem. Isso estava preocupando o Lorde. Seria fácil resgatar Harry se ele estivesse no ministério ou até em Azkaban, mas se seu filho estava no Quartel General, então era impossível encontra-lo.

Voldemort pensou sobre Albus Dumbledore e sentiu a raiva ferver dentro dele. Ele tratou de afastar tais pensamentos, não queria que seus sentimentos chegassem até Harry. Ele precisava do seu filho de volta com ele.

Lorde Voldemort nunca havia percebido o quanto dependia de Harry. Não apenas para as missões, mas para companhia também. Quando o garoto era apenas uma criança ele vivia atormentando o Lorde com seus modos infantis de chamar a atenção. Mas pensando agora, Harry havia entrando tão profundamente no coração de Voldemort que ele já fazia parte do Lorde das Trevas. O garoto tornou-se alguém muito importante na vida do Lorde. Se ele perdesse seu filho, com certeza iria até o inferno para fazer quem quer que fosse pagar.

Voldemort foi retirado de seus pensamentos quando ouviu uma batida na porta. Com um meneio de mão a porta abriu e revelou um Comensal da Morte com o cabelo bem oleoso. O homem ajoelhou-se em frente ao Lorde e esperou o comando para que pudesse se levantar. O Lorde das Trevas cumprimentou o seu Comensal ‘espião’.

“Severus, eu espero que você tenha trazido-me alguma noticia útil sobre meu filho.”

Severus Snape tremeu involuntariamente. ‘Dumbledore é um idiota por me mandar aqui com essas notícias’ Pensou.

Snape levantou-se e tentou reunir coragem para contar a seu mestre essas notícias.

“Eu tenho novidades sobre o Príncipe Negro, Meu Lorde.” Snape começou.

Lorde Voldemort levantou-se de seu trono e aproximou-se de Severus. Parou bem em frente ao Comensal.

“Quais são as novidades que te trazem aqui Severus?”

“Meu Lorde, o Príncipe Negro está prestes a ser mandado para outro lugar.”

Snape hesitou por um segundo, silenciosamente amaldiçoando Albus Dumbledore.

“Meu Lorde, o Príncipe Negro está indo para Hogwarts.”

Snape fechou os olhos e chorou de dor por causa da maldição Cruciatus. Ele já havia sentido-a várias vezes pelas mãos de seu mestre, mas nunca havia sido tão intensa como dessa vez.

‘Merlin, eu espero que Dumbledore saiba o que está fazendo’ foi o último pensamento que passou por Snape antes que ele caísse inconsciente.

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