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1. Oneshoot


Fic: Vazia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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--- Vazia ---
Porque sem você, eu sou nada.



Não o verei mais. Provavelmente, nunca mais. Sinto como se parte de mim estivesse sendo deixada para trás. É uma dor indescritível. Dói todo pedaço de meu ser. Cada lágrima que deixo escapar corresponde a facadas em meu peito. Sinto-me quebrada, matando a mim mesma. Seria suicídio? Praticamente. Se não, algo próximo. É uma sensação estranha, que chega a ser cruel. Nunca imaginei que pudesse me sentir assim, vazia. É isso. Essa é a palavra: vazia. Sou assim sem ele: vazia. Assim como meu apartamento está no momento. Caminho sem nem pensar, até meu quarto. A porta entreaberta, a cama desarrumada.


- Vai demorar muito ainda para entrar? - seu sorriso malicioso me chama para perto. Seu corpo, perfeito, descoberto. E os olhos, profundos, com um brilho especial, diferente. Brilho esse que nunca havia visto.

- Depende... O que eu ganharia entrando? - o vi levantando da cama. Cobri meus olhos, como fazia quando estávamos em Hogwarts. Primeiramente, escutei seu riso. Depois, senti sua respiração junto a mim. Em seguida, um beijo no pescoço, que inevitavelmente me fez arrepiar, e um sussurro rouco:

- O que a srta. deseja? - o tom usado era o mesmo, de todos os tempos. Era frio, malicioso, cínico. Ainda assim, era o que me atraía. Com o tempo, ele acabou descobrindo meu ponto fraco.

Não pensei duas vezes. Meus braços envolveram seu pescoço. Não havia como negar. Ele era meu, e eu dele. Isso era fato. Era algo maior que apenas atração, era mais que uma paixonite idiota. Era algo mais profundo, mais sério. Nossos corações batiam num mesmo ritmo. As respirações se misturavam. Sem regras, sem limites. Não importava o que aconteceria. Nesses momentos, as incertezas eram deixadas de lado. Presente apenas o desejo, a sede de mais um pouco. Sem preocupações, sem o medo do amanhã. Havia apenas o hoje, o agora.

Senti suas mãos percorrerem meu corpo, enquanto nossos lábios se procuravam. Pareciam ímãs. O encaixe era exato. A combinação perfeita. Um feito exatamente para o outro. Seu toque era frio, tal como ele. Era um toque com desejo, com vontade, com amor... Não, eu não diria amor. É uma palavra que define algo muito complexo. O importante é que era algo realmente forte, marcante, diferente de tudo que já havia experimentado.

Seus olhos claros e profundos pareciam me sugar. Eram de cor semelhante ao céu. Entorpecedor, apaixonante. Enlouquecedor se encaixa melhor. É... Com certeza, enlouquecedor. Afinal, é assim que eu estou. Louca. É a única explicação. Render-me assim, e prolongar essa "suposta" relação. Afinal, que relação tínhamos? Não era nada mais que um louco desejo, talvez uma obcessão. Nada além disso.

Seu perfume começou a penetrar em minha mente. Já não podia mais pensar. Minha razão havia decidido dar uma volta, exatamente nesse momento. Mas quem se importa?

- Eu tenho... que trabalhar. - falei, meio aos beijos em meu pescoço. Senti uma pressão maior. Ele me enlaçou pela cintura, "guiando-me" até minha cama. Os beijos se tornaram mais quentes - mais enlouquecedores. As vozes abafadas, a respiração suspensa.



Ainda inconscientemente, deito em minha cama. Seu cheiro, forte, único, permanece ali. É como alguma maldição, um castigo. Abraço seu travesseiro, e me encolho. Sinto ele, seu corpo, sua boca, suas mãos... Por minutos ou horas, não sei ao certo. O sinto aqui, comigo. Mesmo que minha razão diga que não, que não é real, não consigo me desprender das lembranças. Do gosto bom de seus lábios, do seu toque. Sei que é errado, que é imoral. Mas, mesmo assim, prefiro permanecer em lembranças que acabar enlouquecendo, por saudade, por medo, por remorso. Afinal, a culpa é minha, não é? Quem, primeiramente, se rendeu? E quem, no fim de tudo, decidiu acabar. Eu podia permanecer com ele, mesmo sabendo dos riscos. Mas é impossível. Totalmente impossível. Pensar em nós já é algo complicado. Será que um dia existirá um "nós"? Ou melhor, será que chegaria a existir? As recordações, cada vez mais presentes, como as lágrimas que correm por meu rosto.


- Co-co-como? - Minha voz não sai mais. Tudo, devido a sua simples e curta pergunta. Porém, com uma resposta realmente complicada. Sinto como se não houvesse mais ar. Tudo ao meu redor parece ser puxado ao centro da terra. Meus pés perderam o chão. Meus olhos, marejados, já não vêem mais nada, além de sombras. Tudo ficou nebuloso. Toda a luz que antes estava presente em mim parece se esvairar. Meu cérebro já não trabalha mais. Não consigo mais distinguir suas palavras, até que ele toca em meus braços. Seu toque, frio, me desperta.

- E então? - Ele tem os lindos olhos com um brilho surreal, mas pude ver tristeza. Talvez, insegurança. Mas, neste momento, nada disso importa. A situação é séria. Tento me concentrar na pergunta, mas meus pensamentos voam longe. Como posso aceitar? É demais para mim. Principalmente agora, que descobri...

Suas mãos me tocaram de novo, desta vez segurando, levemente, meu rosto. Delicadamente, ele o vira de frente para o seu. Seu olhar, suplicando, que tanto me extasiava, me dá medo. Medo esse que nunca havia sentido. É estranho pensar nisso. Medo... É algo que não sinto há muito tempo. Mesmo me arriscando do jeito que estava, o medo havia saído de minha vida. Mas, de que adiantou? Aqui está ele de novo, ao meu lado.

- E então? - Ele repete a pergunta. Não sei o que responder. Na verdade, sei. Mas meu peito pede que não e sim ao mesmo tempo. Uma dúvida se instala. "É só uma palavra. Só uma..." eu penso, mesmo sabendo que isso nada ajudará. É complicado limitar nosso destino em uma só palavra. Tudo estava tão simples. Fácil. Eu deveria saber, bom demais para ser verdade. - Você não precisa aceitar, se não quiser. A escolha é sua. - Ele fala e dá uma pausa. Respira fundo, ao mesmo tempo que me enlaça pela cintura, me aproximando mais. Sinto as batidas de seu coração, aceleradas. A respiração, forte. O medo instalado em seu corpo. - Só quero que saiba que... que... que eu te amo. - Meu queixo simplesmente cai. Se antes, havia perdido a voz, agora todo meu mundo desabou. Meus olhos se arregalaram, e minha expressão permanece assim. - E, se isso não é amor, é o mais próximo que eu posso chegar.

Ele não parou um segundo de me encarar. Isso é o que eu chamo de coragem. Eu jamais conseguiria fazer o que ele está fazendo. Uma confusão maior tomou conta de mim. Amor... Não, ele com certeza não me ama. Mas, isso importa agora? Não. É claro que não. Provavelmente, ele só tocou no assunto a fim de me fazer aceitar sua proposta. No entanto, eu não posso. Mas, o que meu coração diz? Eu o quero, para mim, para sempre. Mesmo assim, não posso aceitar. Não posso.

- Eu... Eu... Eu... - Nada mais sai. Não adianta. Estou tentando pronunciar algo concreto, mas é impossível. Meu cérebro, que a pouco estava parado, trabalha agora a 200%. Não sou mais capaz de pronunciar mais uma palavra se quer. O medo, novamente, me domina. Medo de perdê-lo, medo de sofrer, medo de trair aqueles que me amam e eu amo, medo do mundo. Medo dele. Medo do futuro. - Não posso. - Baixei meus olhos, e fiz um pouco de força que ele soltasse meu rosto. E assim, ele o fez. Lágrimas escorrem por meu rosto. Lágrimas frias.

- Tudo bem. Saiba que eu te amarei para sempre. - Ele se aproxima novamente, e com um beijo em minha testa, sela nossa despedida. O nosso adeus. Nosso "até nunca mais". O vejo sair do quarto. Meu coração, apertado, reprimindo um grito. Minha mente, confusa. E meus olhos, parecendo rios. Pego minha almofada - nossa almofada - e atiro na porta. Deixo meu corpo cair sobre minha cama, e mais e mais lágrimas molharam meu rosto. Um dilúvio, um riacho de tristeza. Uma onda de dor. Uma espada enfiada em meu peito, meu ar se esgotando. Sobra apenas uma alma perdida, solitária, vazia.



Lentamente, visto meu robe verde claro. Mais lembranças surgem em minha mente. Esse mesmo robe, usado tantas outras vezes. Tantas emoções que ficaram perdidas no tempo e no espaço, em uma decisão, em uma palavra. O mesmo robe, a mesma casa. Os sentimentos e a situação completamente opostos. A dor estampada em meu rosto, cravada em cada pedaço de meu ser. A saudade presente em cada canto. A loucura começando a se apoderar de minha mente. Não poderia mais ficar trancada em casa. Acabaria em um hospital. Não que fizesse diferença entre estar em casa ou em um hospital. Minha alma estava ferida, e medibruxo nenhum seria capaz de curá-la.

Esperar que ele voltasse seria ilusão. Ele não voltaria. Eu havia imposto isso. Eu tinha decidido. E não voltaria atrás. Se, ao menos, as circunstâncias fossem outras, se tudo não passasse de um mero pesadelo. Mas, apesar da insanidade que começava a aparecer, a certeza de que tudo era realidade ainda me perseguia. A vontade de abandonar tudo estava se tornando cada vez maior, mas parte de mim ainda pedia que eu lutasse, que eu passasse por cima de tudo e sorrisse ao fim, que eu voltasse a ser aquela garota sorridente e corajosa. Mas nada voltaria a ser como era. Eu jamais seria novamente aquela garotinha. Nunca mais conseguiria sorrir como antes. Não mais. Não faltando uma parte de mim.

A dor, a cada minuto, se tornava maior. Errado aquele que julgava que o tempo curava tudo. Não no meu caso. Comigo, quanto mais o tempo passasse, maior seria o vazio que em meu peito havia se instalado. E tentar acreditar que ferida de amor se fechava com outro amor, era ilusão. Amor... Que palavra vaga. O que eu sinto é amor? Tentei me convencer do contrário. De que tudo o que há é um desejo insano, uma sede de amor. Novamente esta palavra. E o que é amor? Alguém consegue definir? Eu não sou capaz de fazê-lo. É algo vago demais, simples e complexo ao mesmo tempo, bom e ruim. É algo contraditório, que nos fere e nos alimenta. Assim como o que sinto por ele.

Me jogo no sofá da sala. Negro e frio, assim como meu coração. E então, me sinto voltando no tempo. Quando este mesmo sofá, frio, tocou minhas costas, aquecidas por seu corpo.


- Só um beijo? - ele perguntou, com seu sorriso malicioso.

- É. Um beijo... - Meu sorriso, cada vez que me encontrava perto dele, se tornava sincero. Largo e sincero.

- Vou pensar no seu caso.

Seus lábios, finos e delicados, tocaram os meus. Sintia como se tudo evaporasse. Permanecendo apenas nós dois. Uma respiração compassada com a outra. Os corações num mesmo ritmo. O calor de nossos corpos se fundindo. As sensações, compartilhadas. Enterro uma de minhas mãos em seu cabelo, platinado. O puxo mais para perto, aumentando o contato de nossos corpos. Sinto sua mão percorrendo minhas costas. A mão, gélida, assim como ele. Um arrepio sobe-me a espinha. E ele percebe. Nossos lábios se separam, e o vejo sorrir, tímida e sinceramente. Era raro vê-lo sorrir de verdade. Ele nunca o fazia. Então, uma alegria nostalgica invadiu-me. Com a mão que deslizava por minhas costas, ele puxa-me para perto, novamente, desta vez, sem tanta delicadeza. Com sede, com vontade. Um calor então tomou conta de nós. O desejo se tornando quase incontrolável. Os beijos, que antes eram calmos e lentos, se tornaram rápidos. Um tentava explorar cada mínimo espaço da boca do outro.



Já está virando tortura. Cada espaço contaminado por ele. As lembranças invadindo minha mente mais do que eu quero permitir. E então, surge uma salvação. O telefone toca.

Estendo a mão e puxo-o da mesinha que estava ali do lado do sofá. Já sabia quem era. Hermione. Me obrigara a ter um telefone. De acordo com ela, "é muito mais prático e rápido que usar corujas".

- Alô? - falou a voz no telefone, já tão conhecida minha.

- Oi Mione. - respondi, da maneira mais animada que consegui, sabendo que havia falhado.

- Gina, eu preciso de ajuda! - disse Hermione, muito afobada. Ela precisa de ajuda? E quanto a mim? Quem irá ajudar?

- Que aconteceu? - mais uma vez, tentei me mostrar animada e interessada, mas sem sucesso.

- O Harry! Gina, o Harry me pediu em casamento! Eu nem posso acreditar. Esperei tanto tempo por isso, e finalmente se tornou realidade. Gina, eu estou tão feliz! - a animação dela era eminente. E isso me irritava! Sempre gostei de Hermione. Quando mais precisei, ela esteve do meu lado. Foi minha amiga e irmã por muito tempo. Mas será que era tão difícil perceber que EU estava mal?

- Que bom, Mi! Fico muito feliz por você.

- Gina, vou aí contar como aconteceu!

- Nã... - ela deligou o telefone antes mesmo que eu terminasse. Isso era o que eu não queria. É verdade que eu precisava conversar com alguém, antes que a loucura tomasse conta de mim. Mas perguntas e perguntas não era exatamente o que eu necessitava no momento. Mione sempre soube de tudo, desde o começo de nossa relação. Nunca escondi nada dela. Aliás, foi ela quem sempre me apoiou, que me ajudou. Mas agora, tudo era diferente.

Um barulho sinaliza sua chegada. Como minha melhor amiga, a havia proibido de aparatar fora de minha casa. E, por isso, ela já se encontrava ali, a minha frente. Seus cabelos, antes volumosos, estavam com cachos bem definidos e controlados, pouco abaixo dos ombros. Seus olhos, castanhos, tinham um brilho surreal. A felicidade estampada em seu rosto. O largo sorriso, que exibia, se dissipou ao me ver.

- Gina... Que aconteceu com você? - essa é uma boa pergunta. Que aconteceu comigo? Antes eu era uma garota alegre, curtindo meus 19 anos. Mas agora, o que restou? Alguém de expressões vagas, pele branca cheia de olheiras e cabelos desgrenhados.

Nada respondi. Apenas baixei meu rosto, sentindo, em seguida, Hermione me abraçar. Assim, encostei meu rosto em seu ombro e chorei. Não sei de onde vieram as lágrimas - acreditava que já haviam secado - mas chorei. Tentava, sem muito sucesso, espantar a tristeza de meu coração. Esquecer de tudo. Mas era impossível. Sabia que não conseguiria esquecer. E nem queria. Os melhores momentos da minha vida, os dias mais felizes aconteceram em sua presença. E eu não queria simplesmente esquecer tudo isso.

- Calma Gi... - escutei minha amiga falar. Sua voz soava melancólica. Ótimo. Assim eu só estava piorando. Além de me sentir completamente acabada, estava tirando toda a felicidade de Hermione. Ela, que estava tão animada, agora se encontrava assim, melancólica.

Eu parei de chorar algum tempo depois, e sentei-me reta no negro sofá. Pousei delicadamente minhas mãos sobre meus joelhos, após enxugar minhas lágrimas, que agora eu prometia a mim mesma que seriam as últimas, definitivamente.

Sofrer eu sabia que sofreria, eternamente. Nada poderia apagar de mim tudo o que vivemos, e os dias maravilhosos e tão cheios de paixão que passamos juntos. Ainda mais depois daquela descoberta. Depois de saber que havia algo a mais, além de mim e Draco. Além da nossa separação, além da minha dor.

Tão inesperado e indesejado quanto aquele sentimento que vivia em meu coração e dominava minha mente, me impedindo, por tanto tempo, de pensar racionalmente. Tão fora de planejamento quanto aquela cruel despedida, que destruiu meu coração em mil pedaços, espalhados pela casa, em pequenos fragmentos de memórias e lembranças, tão agradáveis e doces quanto dolorosas e amargas. Simplesmente o oposto, assim como eu e ele.

Era como nós mesmos dizíamos... Fogo e Gelo. Vinho e Água.


- É tudo tão perfeito, Draco! - falei, sentando-me de costas para ele, entre suas pernas, em frente aquela bela e sofisticada lareira. O chão encarpetado em um tom de cinza deixava o ambiente um pouco menos frio. Ele apoiou o queixo no meu ombro direito, e então depositou um suave beijo em minha bochecha, no que eu apenas abri um sincero sorriso. Ele passou uma das mãos pela minha cintura enquanto a outra buscou, naquela redonda mesinha de vidro e mármore que havia ali, bem ao lado do sofá que dava apoio a suas costas, uma taça de vinho, para depois me entregar.

Ele fez o mesmo movimento e alcançou sua própria taça. O ambiente estava escuro, iluminado apenas pela lua cheia e as estrelas que se mostravam através da varanda que estava a nossa esquerda. O céu, negro feito carvão. Um suave vento batia nas cortinas cor salmão abertas, provocando um delicado e contínuo movimento. Também iluminava o lugar as labaredas alaranjadas da lareira.

Tomei um pouco do meu vinho e depositei a taça ao meu lado, tirando em seguida a gélida e pálida mão de Draco sobre mim. Virei-me então para ele, ficando ambos com as pernas abertas, as minhas sobre as dele. Olhei atentamente para seus olhos, azuis como um mar aberto, cheio de mistérios a serem desvendados. A lua iluminava seus cabelos loiros platinados, dando-lhe um brilho surreal.

Ele segurou-me pela cintura, me aproximando mais de seu corpo. Meu vestido vinho rodado subiu, deixando à mostra parte de minhas coxas, entrando em contato com a calça de veludo negra que ele vestia. Draco puxou-me para ainda mais perto de si, colando nossos corpos. E ele me beijou, primeiro com um simples toque dos lábios, que tanto ansiavam por isso, seguindo então para algo mais cheio de desejo e paixão.

Senti suas mãos escorregarem da minha cintura para minhas pernas, onde ele passeava com elas, aumentando ainda mais o contato que havia entre nós.



- E então? - perguntou delicadamente Hermione. Eu podia imaginar que, ora ou outra, teria que contar tudo a ela. Tudo não... Afinal, Mione sabia de nosso relacionamento. Mas havia um pequeno e definitivo trecho da história que se manteve calado comigo por esses dias... Talvez eu devesse ter contado antes. Como ela mesma dizia, muitas vezes se abrir para outra pessoa já pode ser um grande passo em busca da solução de qualquer problema. Não que esse tivesse solução...

- Ai Mi... - comecei, sentindo então meus olhos marejarem novamente. Não seria tão fácil assim contar a ela. - Eu... Eu...

- Vocês terminaram? - perguntou ela, olhando ao redor do apartamento. Apenas confirmei com um aceno de cabeça. Talvez fosse melhor ela não saber exatamente o porquê disso tudo. - Gina... Não fica assim!

Mione me abraçou novamente, enquanto mais e mais lágrimas escorriam por meu rosto.


- Gina! - chamou ele, com seus cabelos loiros caíndo-lhe no rosto.

- Não enche Draco! EU não quero ver sua cara por pelo menos... CINCO SÉCULOS! - explodi, saindo em passos apressados para longe. A neve fazia meus movimentos um pouco mais lentos. E com o esforço para acelerar, cai ali mesmo, podendo ver o castelo já longe.

- Gina! Não seja teimosa... - pediu Draco, aproximando-se de mim novamente. Enquanto eu me levantava, ele alcançou e agarrou um de meus braços com a mão, virando-me com força.

- Você está me machucando... - reclamei, com os dentes cerrados.

- Me escuta então que eu não te machucarei mais. - respondeu, sem soltar meu braço, que ardia sob seu toque. Mas essa dor era praticamente imperceptível, tamanha era a raiva que eu sentia dele. Senti meu rosto esquentar, podendo prever que estava corando. Mas, dessa vez, não era de vergonha.

- Me solta Malfoy! Qual é o seu problema? Acha que pode sair por ai mandando e fazendo o que quer? Acha que é o dono do mundo? Acorda fofinho! Você NÃO MANDA EM MIM! E eu odeio isso, Draco. Odeio você querer me "domar". Odeio essa sua arrogância e esse seu jeito infantil de se achar superior. Você é igual ou pior que todos de Hogwarts. Então, ou você cresce e passa a respeitar os outros e, principalmente a mim, que não sou sua escrava, ou... - explodi, enquanto Draco se aproximava cada vez mais, com um sorriso malicioso no canto dos lábios.

- Ou? - perguntou ele, roçando seus lábios de leve nos meus.

- Ou... Ou... - eu tentei continuar. Juro! Mas quem disse que eu lembrava do que ia dizer? Resultado: mais uma loonga sessão de beijos e outra reconciliação.



Era sempre assim. Brigávamos, nos beijávamos e lá vinha a reconciliação. Se dessa vez fosse assim também... Embora eu implorasse no meu mais íntimo que isso fosse verdade, eu já tinha consciência de que aquele havia sido nosso fim definitivo. Nosso adeus, "até nunca mais". E era tão triste pensar assim. Lembrar de cada sorriso e brincadeira. De cada beijo e abraço. Dos dias vendo o pôr do sol, dos esconderijos. Dos suspiros e dos "eu te amo".

A única coisa que restava de nós, além das lembranças, era o que me fazia viver. Era o que me fazia lutar e encarar todos os dias de manhã. O único motivo de ainda estar aqui.

- Tudo um dia termina, Gina... - me disse Hermione, tentanto me consolar. Ergui meu rosto e encarei atentamente sue solhos castanhos.

- Talvez não... - Talvez aquele não fosse exatamente o fim. Ainda havia algo. Algo dele em mim. Inesperado mas, nosso.

Era ele. Nosso bebê.




N/A: Aqui está! Depois de muuuuuito tempo, finalmente terminei! ;D Ou não... Provavelmente, uma continuação vem ai.
Afinal... Qual o motivo do Draco ter ido embora? Que acontece com esse bebê? O Draco sabe? A Gina nunca mais vai ver o Draco? O que o povo vai falar desse bebê?
Ficou MUITA coisa em aberto. ;P
Boom... vejo vocês na continuação! ;D
Valeu pra todo mundo que leu e/ou comentou! ;**

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