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4. Apenas coincidências


Fic: Perdendo o controle - SM & RW - EU VOOLTEEI CAPÍTULO 9 NO AR


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4 – Apenas coincidências


 


Rose me beijou. Uma, duas, três vezes. Seu beijo era devastador. Singular. Não havia nada com que eu pudesse comparar. Era um beijo carregado de lembranças, de sensações, de prazer... Sem pensar, levei-a para o andar de cima, para o quarto de hóspedes que eu ocupava. Ela parou por um instante, recostando suas costas na porta que havia acabado de trancar.


 


- Isso é errado. – ela disse, ofegante.


 


- E desde quando deixamos de fazer algo porque é errado? – perguntei, beijando-lhe o pescoço, sôfrego.


 


- Meus pais estão lá embaixo. – ela sussurrou, enquanto passava a mão por meus cabelos, bagunçando-os. Aliás, bagunçando meus sentidos, todos eles.


 


- E eu estou aqui em cima. Concentre-se em mim, ruiva. – provoquei-a, ironizando o modo como Evan a chamou mais cedo. Ela riu, fazendo um barulho engraçado, como sempre, o que me levou a rir também.


 


- Do que está rindo? – ela perguntou, tentando demonstrar um mau humor que não existia.


 


- Coisas...- “da sua risada” pensei,  mas não diria isso para ela.


 


- Assim você não vai conseguir nada de mim, Malfoy. – ela disse, tentando me afastar, com as mãos em meu tórax.


 


Ouvir Rose me chamar pelo sobrenome com aquela fúria fingida só me deixou mais sedento por sexo. Segurei suas mãos e a beijei com urgência. Ela nem sequer tentou lutar, correspondeu mais que depressa. Enfiei minha mão por baixo de seu vestido, levantando todo aquele pano até o topo de sua cabeça, desesperado para sentir seu corpo, e quase morri de alegria quando vi o bolo de tecido azul caindo no chão. Por um momento me lembrei de quando éramos dois adolescentes transando escondido no armário de vassouras do terceiro andar em Hogwarts e meu desejo aumentou consideravelmente. Se é que era possível aumentar.


 


Rose, agora só de calcinha e sutiã, arrancou minha camisa e desabotoou meu cinto com uma rapidez invejável. Ajudei a retirar minha calça. Ela me empurrou até a cama às minhas costas e cai sentado, olhando aquela mulher praticamente nua, não fosse pela lingerie e os sapatos de salto que ainda usava, fazer um gesto com a varinha para fechar as cortinas semi-abertas do quarto. Então ela deslizou a mão pelo meu peito até o abdômen, onde encontrou a ponta da minha gravata – sim, ela havia me deixado com a gravata propositalmente, como acabara de descobrir – e puxou, fazendo meu corpo ir para frente. Encostei meu rosto em seus seios, mas ela rapidamente se afastou, inclinando a cabeça na altura da minha, beijando-me suavemente os lábios.


 


Aproveitei o momento de breve distração da ruiva e com uma mão segurei seu braço, que ainda agarrava minha gravata, e com a outra, puxei-a pela cintura. Rose sentou-se em meu colo. Levantei-me somente o bastante para deitá-la na cama. Beijei cada parte que podia de seu corpo. Era bom ouvir novamente o som daquela voz chamando meu nome, baixinho, como se fosse proibido. Bem, como se ainda fosse proibido. Mordisquei de leve seus seios, minhas mãos ultrapassando os limites que o tecido de sua calcinha impunham.


 


- N-não...Scor...Te mato se rasgar minha calcinha. – ela disse, finalmente, muito ofegante.


 


- Não vou. Ou talvez, - pausa dramática para a revelação bombástica – talvez eu rasgue, só pra ver o que você é capaz de fazer comigo.


 


Ela me encarou, a expressão indecifrável. Então passou a mão pelo meu cabelo e o puxou, inesperadamente, dolorosamente. Eu grunhi. Ela sorriu, maliciosa.


 


- Não rasgue. – ela ordenou.


 


Eu rasguei. Rasguei sua calcinha e arremessei para longe. Ela estava irritada. Aproveitou que me apoiava nos cotovelos e me derrubou, mudou sua posição, sentando-se em minhas pernas. O jogo se invertera, afinal. Rose esticou meus braços e os prendeu com suas mãos finas às laterais do meu corpo. Beijou meu pescoço e continuou fazendo até minha pélvis. Senti minha cueca ficar apertada. Oh, aquela mulher dos infernos! A ruiva abaixou a cueca até meus joelhos, sentindo minha ereção roçar por seu corpo enquanto sua língua fazia o caminho de volta até meu pescoço.


 


Ela me beijou vorazmente, ainda segurando meus braços, e senti seu sexo, muito úmido, roçar no meu, pulsante. Soltei meus braços de seu domínio sem esforço algum e rolei-a para o lado, me posicionando sobre ela, novamente. Não havia como fugir, ela seria minha naquele momento. Eu queria entrar em Rose e fazê-la gritar meu nome desesperadamente. Ela também queria. Então eu o fiz. Rose Weasley era minha outra vez. Quase sóbria, como tantas vezes antes. Ela atingiu o clímax primeiro, tremendo sob meu corpo, e tive que tampar sua boca com minha mão, para o caso de alguém passar por ali e ouvir. Em seguida veio meu orgasmo.


 


Deixei meu corpo pender sobre o dela por alguns segundos e então rolei para o lado. Estávamos ofegantes, suados, satisfeitos. Ela virou-se para mim, jogando a perna sobre a minha, encaixando seu corpo à lateral do meu. Era uma sensação gostosa, a pele molhada dela em contato com a minha. Acariciei sua perna, esperando meus sentidos se normalizarem. Rose podia até ser histérica, mimada, metódica, irritante, controladora... mas, sexualmente monótona? Não. Não mesmo.


 


- Parece que alguém perdeu a aposta. – ela sussurrou em meu ouvido, atrevida, mordendo o lóbulo de minha orelha.


 


- Bem, fico feliz em dizer que você ganhou, senhorita Weasley. Transou com o cara mais incrível da festa. – disse, jocoso.


 


Ela riu. Eu ri da sua risada.


 


- Temos que ir, Scorpius. – ela falou, preocupada.


 


- Não, ainda não quero ir pra casa.


 


- Não vou transar com você de novo. – ela me alertou, sorrindo irônica.


 


- Não quero. Pelo menos não agora. Só quero fechar meus olhos e...


 


- Shiiu! – ela tampou minha boca antes que eu pudesse terminar de falar. – Tem alguém batendo na porta.


 


De fato, alguém parecia desesperado para entrar.


 


- Scorp? Está aí? – era a voz de Ive me chamando pelo lado de fora.


 


Rose me encarou, mal-humorada. Eu poderia responder e me encrencar com Rose ou não responder e depois me entender com Ive. Rose notou meu dilema e se levantou, puxando o lençol para se cobrir. Olhou para os lados e encontrou a porta que levava ao banheiro da suíte. Correu para lá e não saiu mais. Cacei minha cueca desvairadamente e a vesti desajeitado, nervoso. Abri a porta o suficiente para colocar minha cabeça para fora.


 


- Mandei você esperar no quarto e quando voltei tinha sumido. O que aconteceu? – Ive quis saber, parecia aborrecida.


 


- Desculpe Ive, não agüentei esperar. Bebi demais, estava passando mal e achei melhor vir pro meu quarto dormir. – menti. Eu ia dizer o quê? “Ah, cansei de esperar e resolvi gozar com outra mulher?” Não mesmo.


 


- Claro. – ela respondeu, nem um pouco convencida sobre minha história. – Achei isso na escada, e a dona não está em lugar algum da festa. Acho que é da sua amiguinha ruiva.


 


Ela me mostrou uma bolsinha preta de contas. A bolsa que Rose procurava. Merda.


 


- Não sei de quem você está falando. – me fiz de desentendido.


 


- Posso entrar? – ela perguntou, desconfiada.


 


- Por quê?


 


- Porque você já está sem roupa. Me pouparia tanto tempo.- ela disse, insinuante.


 


- Estou sem roupa porque vomitei no meu terno, Ive. Não estou em condições... – inventei na hora, tentando me livrar dela o mais rápido possível.


 


- Ok, Scorp. Teremos outras oportunidades de continuar o que começamos. Talvez quando você der adeus à sua amiguinha ruiva ai dentro, sobre algum tempo para nós.


 


- Tchau, Ive. – disse, ficando meio puto com a indiscrição da garota. Estiquei minha mão e peguei a bolsa de Rose, fechando a porta em seguida.


 


Rose saiu do banheiro, ainda enrolada naquele lençol, sua expressão era indecifrável. Ela provavelmente estava aborrecida pela intromissão de Ive, mas eu não podia fazer muita coisa, porque, convenhamos, ela tinha todo direito de bater na porta daquele quarto: era a casa dela!


 


- Sua bolsa! – exclamei, sacudindo a bolsinha preta em minhas mãos.


 


- Obrigada. – ela respondeu com o ânimo de uma velha rabugenta de cem anos.


 


Recolheu suas roupas espalhadas pelo chão do quarto e se aproximou de mim, puxando a bolsa de minhas mãos. Ela ia embora, estava na cara, mas por alguma razão idiota eu não queria que ela fosse.


 


- O que está fazendo? – perguntei enquanto ela passava o vestido pela cabeça e o ajustava ao corpo.


 


- Estou indo embora. Aparentemente você tem um encontro no quarto ao lado quando eu sair. Só estou adiantando as coisas pra você. – ela disse, ríspida, calçando seus sapatos de salto.


 


- Você ouviu, então...- murmurei, tentando parecer o mais inocente possível. Segurei a mão da ruiva quando ela se pôs de pé na minha frente. – Eu não tenho encontro nenhum no quarto ao lado.


 


Ela me encarou, eu estava fazendo aquela cara de cachorro que caiu da mudança, na esperança de que ela fosse se compadecer ou algo assim.


 


- Eu preciso mesmo ir. – ela me encarou, como se estivesse se desculpando – Volto pra Itália amanhã cedo.


 


- Pro Jake?


 


- Não é da sua conta, Malfoy. – ela disse, nervosa.


 


- Foi bom te reencontrar. – senti uma necessidade absurda de dizer aquilo a ela.


 


Ela sorriu e eu soube que pensava o mesmo. Então ela me deu um abraço amigável e beijou meu rosto, ternamente.


 


- Adeus, Scorpius. – ela disse, saindo pela porta do quarto.


 


Acenei com a cabeça. Deixei que ela partisse e me joguei na cama, exausto. Estava cansado, mas estranhamente feliz. Aquele final de semana definitivamente havia superado minhas expectativas. Dormi pensando em tudo o que acontecera desde a sexta-feira da despedida de solteiro de Axl até o final excitante da festa de casamento. Quando acordei, na manhã de segunda feira, estava com uma dor de cabeça lancinante e uma hora atrasado para o trabalho.


 


Sim, tenho um emprego. Sou médico chefe na ala emergencial do hospital St Mungus. Pois é, aparentemente sou um medibruxo competente. Meus pais não poderiam sentir mais orgulho de mim. Pode parecer besteira, mas para Draco Malfoy, eu ter me tornado um medibruxo é uma espécie de redenção para minha família. O fato de eu poder salvar vidas e ajudar pessoas, na cabeça do meu pai, é um pedido de desculpas à sociedade bruxa por tudo o que meu avô e ele próprio fizeram durante a ditadura de Voldemort.


 


De certa forma, até eu me sentia um pouco orgulhoso do que me tornei. O sobrenome Malfoy foi, por muito tempo, rejeitado pelo mundo bruxo. Nada era fácil para nós e, apesar de ser herdeiro de uma boa fortuna, eu tive que conseguir as coisas por mérito próprio. Astoria e Draco me ensinaram a lutar pelo meu espaço e a não me abalar quando as pessoas olhavam torto para nós. Eles diziam que eu precisava fazer a pessoas entenderem que os tempos eram outros, minha família havia mudado e eu não era meu pai, de modo que não cometeria os mesmos erros que ele. Quando me tornei médico chefe no St Mungus, conquistei muito mais que um cargo: conquistei o respeito das pessoas, com ou sem o sobrenome Malfoy.


 


Cheguei uma hora e meia atrasado para o meu plantão naquela segunda feira. Trabalhei durante quarenta e oito horas seguidas e ainda tive que repor as quase duas horas de atraso do outro dia, então só pensava em dormir quando meu plantão se aproximava do fim na quarta feira à tarde. Estava em minha sala - sim, tenho uma sala. Ok, é mais um cubículo no final do corredor, mas é exclusiva e tem um sofá muito confortável que eu faço de cama quando não posso sair para dormir em casa – quando Ângela, uma enfermeira estagiária, apareceu com uma emergência para mim.


 


- Doutor Malfoy, estrunchamento na ala dois.


 


- Onde está o Roy? Meu plantão acabou agora. – perguntei, torcendo para o outro médico estar disponível e eu poder ir para casa.


 


- Ele está na pediatria com duas crianças envenenadas que acabaram de dar entrada. – ela respondeu, impaciente.


 


Respirei fundo e acompanhei Ângela até o local onde a paciente se encontrava. Passei pela sala de espera no caminho e avistei um rapaz muito ruivo, estranhamente parecido com Hugo Weasley, o irmão de Rose. Senti um forte desejo de verificar se era ele mesmo e perguntar sobre sua irmã, mas desisti quando me lembrei que não tinha tempo para isso, pois alguém havia estrunchado e precisava de mim.


 


Quando cheguei à enfermaria da ala dois, me deparei com a figura de uma jovem que choramingava, deitada na maca. Havia muito sangue escorrendo pelo seu braço e a derme intermediária estava visível. Encarei a moça e seus longos cabelos ruivos grudados na pele suada do rosto. Rose Weasley estava estrunchada em meu hospital. Se não fosse trágico, diria que era cômico. Aproximei-me dela, que parecia em choque com o excesso de sangue espalhado por todos os lados e pela dor que provavelmente sentia, tomando seu braço para uma avaliação.


 


- Senhorita, consegue me dizer seu nome? – perguntei enquanto media a extensão e a complexidade do ferimento dela.


 


- R- Rose...- ela respondeu entre um suspiro e outro. Ela não me reconheceu – que novidade!


 


Após examinar minuciosamente seu braço, constatei que, felizmente, não fora nada muito grave: um pequeno ferimento no braço esquerdo apenas. Com a poção certa ela estaria ótima em algumas horas. Limpei o sangue que havia escorrido em seu braço e em sua roupa e dei a ela o medicamento. Quando terminei, Rose ainda parecia em choque, então resolvi que seria melhor fazê-la dormir um pouco.


 


- Você está bem agora, Rose, mas, por garantia, vou lhe dar uma poção para dor que vai lhe deixar sonolenta. Você irá dormir um pouco e quando acordar eu volto para te ver. – disse a ela, calmamente.


 


- Eu vou morrer, não vou? – ela perguntou, dramática.


 


- Não, Srta Weasley, está tudo bem com você. – disse, tentando tranqüilizá-la.


 


- Eu sei que é grave, se não fosse grave não doeria tanto! – ela disse, com lágrimas nos olhos. Por um momento pensei que ela não se referia ao ferimento.


 


- Tão grave que nem vai ficar cicatriz, Srta Weasley. – eu sorri, amigável. Rose parecia muito perturbada e fiquei exageradamente curioso para descobrir o que levou uma auror como ela a estrunchar. – Tente se acalmar. Não há com o que se preocupar. Descanse e quando acordar eu volto para lhe ver.


 


- Eu conheço você... – ela disse, vagamente, com o olhar distante. Não tardaria a adormecer.


 


- Sim, conhece, mas agora você vai dormir. Até logo. – eu disse, suavemente.


 


Ela fechou os olhos, como eu havia previsto que faria e apagou. Fui até a sala de espera, onde sabia que Hugo aguardava ansioso por notícias da irmã, e o acalmei.


 


- É Hugo, certo? – perguntei, dirigindo-me ao ruivo, que acenou afirmativamente com a cabeça, e então continuei – Sua irmã está bem. Por sorte foi um ferimento muito superficial. – disse, muito seguro.


 


- E onde ela está agora? – Hugo perguntou, apreensivo.


 


- Lá dentro, na enfermaria, desmaiada.


 


- Desmaiada? Mas você disse que ela está bem!


 


- E ela está bem. O ferimento já está inclusive cicatrizando, mas sua irmã estava muito agitada então dei a ela algo para os nervos. Quando acordar, provavelmente estará pronta para ir embora.


 


- Doutor, er...– Hugo estreitou os olhos para ler o nome em meu crachá – Malfoy, por quanto tempo ela vai dormir?


 


- Por uma ou duas horas. Estarei por perto quando ela acordar e então lhe aviso. Com licença.


 


Deixei-o para trás e voltei para minha sala. Deitei ali e me peguei pensando na forma irreverente de reencontrar Rose em um período de tempo tão curto. Fiquei contente por vê-la, tirando o fato de ela estar ferida, é claro, mas achei que ela havia voltado para a Itália e não fosse pisar em solo inglês tão cedo. Era estranho também que ela tivesse estrunchado, porque nem quando estávamos aprendendo a aparatar Rose sofreu algo parecido. Mas meus pensamentos sobre o que teria acontecido foram afastados quase uma hora depois, quando Ângela entrou em minha sala avisando que a paciente estrunchada havia acordado e aprontava um escândalo por não ter recebido alta ainda.


 


Típico de Rose aprontar escândalos quando as coisas não saiam do jeito dela. Aquela controladora. Reuni toda a paciência que consegui e corri até a enfermaria para botar ordem na bagunça, gostando ela ou não. Afinal, bem, a ruiva estava sob meus cuidados e eu adoraria usar da minha autoridade de chefe com ela.


 


- Muito bem, o que está acontecendo aqui? – perguntei ao entrar no quarto. Rose estava sentada na cama, esbravejando com a enfermeira sobre como achava um absurdo ficar presa ali já que estava se sentindo completamente curada.


 


- Esta senhora insiste em me manter presa aqui, doutor... – ela dizia encarando a enfermeira, mas parou de falar assim que descobriu que eu era o médico que acabara de chegar. Sua expressão mudou rapidamente de irritada para desesperada. – OH! Por Merlin! Eu morri e fui pro inferno?


 


- É bom te ver também, Rose. – sorri com simpatia, aproximando-me dela para examinar seu braço. – Como se sente?


 


- Zonza. – ela respondeu, fazendo uma careta engraçada, ao recostar-se nos travesseiros novamente. – O que você está fazendo aqui, Scorpius?


 


- Curando seu estrunchamento, oras. – disse, irônico, terminando de examinar seu braço. Ela continuava a fazer uma careta de dúvida. – Sou medibruxo aqui, Rose. Ou você pensou que eu vivia da fortuna dos Malfoy?


 


- Não, viver da fortuna dos Malfoy não...Mas nunca passou pela minha cabeça que  fosse escolher uma profissão assim. É muita responsabilidade para alguém como você.


 


- Alguém como eu? – repeti essa última parte, para ver se entrava na minha cabeça o que ela acabara de dizer.


 


- É, alguém com sérios problemas emocionais, incapaz de se envolver, de confiar...


 


- Ok, ok, já entendi! – ela não precisava ficar jogando na minha cara coisas que nem ao menos faziam sentido.


 


- Desculpe a sinceridade, mas é que você nunca demonstrou interesse por profissão alguma em Hogwarts...


 


- Eu não sabia que queria ser médico até uma certa garota cair da vassoura na minha frente, no sétimo ano, e eu não poder fazer nada para ajudar. – respondi, um tanto envergonhado por confessar aquilo.


 


A garota a quem me referi era Rose. No sétimo ano, durante um jogo de quadribol, um balaço atingiu a ruiva na cabeça e ela desmaiou, caindo da vassoura conseqüentemente. Por sorte ela estava a uma distância quase inofensiva do solo, mas ainda assim quebrou a perna esquerda. Eu queria poder ter feito algo por ela porque nós tínhamos voltado a transar e sua perna quebrada seria um empecilho considerável para nossas atividades noturnas no armário de vassouras do terceiro andar.


 


- Quer dizer que meu acidente foi o responsável pela escolha de sua profissão? Uau, eu sou mesmo muito importante para você, hein Malfoy? – ela disse, irônica.


 


- Não seja ridícula. Seu acidente apenas despertou em mim a vontade de fazer alguma coisa pelos outros. – E pelo meu pênis, é claro. – E devo confessar que sou muito bom no que faço, obrigado.


 


- Só vou acreditar quando me disser que posso ir pra casa. – ela me encarou, implorando por liberdade ao piscar para mim.


 


- Bem, você está ótima e pode ir embora. Sem aparatar, é claro. Nada de fazer muito esforço e poupe seu braço, sim? Vou receitar uma poção para dor e vou te dar um atestado médico de uma semana.


 


Ela piscou nervosamente quando mencionei o atestado e então seus olhos se encheram de lágrimas. Puta merda, Rose Weasley estava ficando - muito mal – acostumada a chorar na minha frente.


 


- O que houve? Eu disse alguma coisa errada, Rose? – perguntei nervoso, apesar de saber que eu não tinha nada a ver com aquelas lágrimas. – Está sentindo alguma dor?


 


- N-não – ela conseguiu dizer entre soluços.


 


Eu não tinha a menor ideia do que fazer, então me sentei ao seu lado na cama e a abracei, dando tapinhas amigáveis em suas costas. Aos poucos ela foi se acalmando, e quando percebi que ela já podia falar novamente sem soluçar, soltei-a.


 


- Quer falar sobre isso? – perguntei receoso.


 


- Quero ir embora. – ela disse, sem me olhar, ríspida.


 


- E você pode ir. – respondi calmamente. Ser grosseiro não ajudaria em nada naquele momento.


 


- Você pode me dar um atestado tipo...permanente? Não sei se quero voltar para a Itália, ou para meu emprego. – Rose disse, finalmente. Seus olhos expressavam uma tristeza como a que vi no jantar de ensaio de Axl e Roxie.


 


- Isso tem a ver com seu estrunchamento?


 


Ela confirmou com um aceno de cabeça e me senti encorajado a continuar perguntando.


 


- Você estava fugindo de alguém quando desaparatou na casa dos seus pais?


 


- J-Jake. – ela respondeu, quase num sussurro. – Eu estava em um restaurante onde costumava almoçar, perto do Ministério da Magia Italiano e então Jake apareceu lá com a...noiva. Ela me reconheceu e os dois foram falar comigo. Eu perdi a cabeça, falei que ela seria enganada como eu fui, que eles formavam um casal patético, que Jake só ia se casar com ela por dinheiro e finalizei meu discurso dizendo que ele tinha um pênis pequeno demais para proporcionar prazer a uma mulher e que o sexo oral dele era ridiculamente entediante. – ela disse, ruborizando conforme suas palavras iam ficando mais sujas.


 


Eu ri só de imaginar Rose Weasley dizendo aquelas coisas em público. Ela continuou:


 


-Bem, então, como se não bastasse, sai do restaurante com o sangue fervendo de ódio da cara sínica do Jake e ele me seguiu, dizendo um monte de coisas das quais não me lembro. Tudo o que eu queria era ir para casa; então aparatei, ele me segurou, tudo ficou muito confuso e eu meio que desmaiei no tapete da sala da minha mãe.


 


- E se sente melhor agora que se vingou verbalmente dele? – perguntei, achando aquilo tudo engraçadíssimo.


 


- Não. Sinto-me envergonhada... Ok, talvez um pouco satisfeita, mas ainda assim, envergonhada. Isso é ridículo, ele é quem devia se sentir envergonhado por tudo o que aprontou comigo, ele é quem não devia querer dar as caras no emprego, ele é quem devia querer sumir da Itália...e no entanto, sou eu quem quer desistir de tudo... O que está fazendo? – Rose perguntou ao perceber que eu anotava alguma coisa em um pergaminho enquanto ela terminava de contar sua história.


 


- Isto é uma receita médica a qual a senhorita vai seguir rigorosamente e sem reclamar. – eu disse, tentando usar um tom severo, digno de respeito e talvez até intimidador, que não funcionou a julgar pelo modo como ela arrancou o pergaminho da minha mão.


 


- Uma dose de poção calmante todos os dias durante uma semana? Um a três cálices de hidromel antes de dormir, todos os dias pelo resto da vida? – ela me olhou, as sobrancelhas arqueadas como se dissessem: sério mesmo? – Você é o pior médico do mundo!


 


- Termine de ler a receita antes de me julgar, por favor?


 


- Um mês longe da Itália para eu colocar a cabeça no lugar e decidir o que quero fazer da minha vida...Isso é bom! Está sugerindo que eu tire férias?


 


- Sim, estou. Você precisa disso, ou vai acabar se matando...ou o casal vinte italiano.


 


- Ok, talvez você seja o pior médico da Grã-Bretanha. – Rose corrigiu, sorrindo.


 


- Já chega de me insultar, vá embora de uma vez! – eu disse, mal-humorado.


 


Rose e eu nos despedimos amigavelmente depois que Hugo chegou ao quarto para buscá-la. Dei a eles mais algumas informações médicas e antes de partir, Rose me agradeceu por cuidar dela, algo que não precisava ter feito levando em consideração que aquele era meu trabalho e não havia feito nada além de minha obrigação. Era a segunda vez em menos de uma semana que eu não queria dizer adeus àquela mulher e nós nem ao menos havíamos transado... Talvez eu precisasse mesmo parar de sair por aí comendo qualquer garota que me desse mole. Ou talvez eu precisasse apenas de uma boa noite de sono para tirar idéias absurdas como aquela da minha cabeça. Obviamente optei pela noite de sono.


 


Foi uma surpresa para mim quando, ao sair para trabalhar, duas semanas depois de socorrer Rose no St. Mungus, me deparei com uma loira de nariz empinado saindo do apartamento de frente para o meu. Ela me encarou, como se estivesse me reconhecendo de algum lugar e então eu me lembrei: ela era a prima quase veela de Rose, Victoire. Acenei com a cabeça, cumprimentando-a e quando me virei para trancar minha porta, uma voz conhecida irrompeu pelo corredor, quase gritando:


 


- Eu amei, Vickie, é perfeito! – Rose Weasley disse, exultante, para sua prima francesa loira entojada e uma senhora baixinha que trajava um vestido mais parecia um cupcake, que era quem devia estar mostrando o lugar para ela - Vou ficar com ele!


 


Rose? Outra vez? Em um único mês? Merlin devia estar curtindo com a minha cara. Me virei para ter certeza de que era a ruiva quem cantarolava satisfeita com o apartamento de frente para o meu e - por mais que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde caso ela se mudasse para lá - quase morri de desgosto quando ela me viu. Rose também não pareceu contente ao constatar que seu apartamento perfeito tinha Scorpius Malfoy como vizinho.


 


- O que faz aqui, Malfoy? – ela perguntou, como se me acusasse de algo.


 


- Eu moro aqui. – respondi mal humorado. – O que você faz aqui, Weasley?


 


- Eu...eu...Por que nada é perfeito, senhora Mustard? – ela perguntou para a senhora cupcake, me ignorando. – Eu daria tudo por este apartamento há um minuto e agora...


 


- Você não pretende morar aqui, pretende? Então não vai mesmo voltar para a Itália? – perguntei, torcendo para que ela não estivesse mesmo falando sério sobre o apartamento.


 


- Não, estou tentando ser transferida para cá outra vez e enquanto não consigo, segui seu conselho e tirei umas férias... Mas isso não interessa a você. – Rose interrompeu seu raciocínio, empertigando-se – Senhora Mustard, precisamos conversar... Sabe, até agora este foi o apartamento mais incrível que me mostraram, mas sinceramente, passei sete anos olhando para a cara deste sujjeito aí da frente e a ideia de ser vizinha dele torna minha decisão bem complicada. Não é por mim, nem por ele; mas acho que nossa convivência causaria danos irreparáveis ao resto da vizinhança...


 


A senhora cupcake olhava de mim para Rose com uma expressão confusa enquanto a ruiva falava sem parar.


 


- Eles transavam, senhora Mustard, ela terminou com ele para ficar com outro e quando eles se encontram a tensão sexual é tão intensa que chega a sair faísca. Sério. – Victoire interrompeu o discurso atrapalhado e ofensivo de Rose para falar a uma desconhecida sobre experiências que nem diziam respeito a ela. Definitivamente aquela loira não me descia.


 


- Hei! Não é bem assim, veela! Eu e sua prima nunca tivemos nada sério e concordamos em parar com nossas idas noturnas ao armário de vassouras porque ela queria um relacionamento de verdade com um otário que queria a mesma coisa... e não há tensão sexual alguma aqui. O que faz sair faísca é a incompatibilidade de gênios e nada mais.


 


- Ah, por Merlin, não é hora nem lugar para ficarmos discutindo assuntos tão pessoais, não é mesmo? – Rose disse, com um pouco de sensatez.


 


- Tem toda razão, Weasley. Bem, vou trabalhar porque essa conversa não vai pagar minhas contas e já estou atrasado. Boa sorte para encontrar outro apartamento, Rosie! – sai sem me despedir, deixando as três para trás.


 


Talvez ela tivesse o bom senso de seguir meu conselho e procurar outro lugar para morar. Infelizmente, uma semana depois, descobri que minhas palavras foram interpretadas como uma afronta, o que fez com que ela ficasse com o apartamento simplesmente pelo prazer de me provocar. Ela mal havia chegado e eu já tinha a sensação ruim de que minha vida nunca mais seria a mesma.


 


***


N/A: Buenas tardes, muchachos!


      Eu fiquei um pouco receosa em postar esse capítulo porque eu realmente nunca gosto das cenas de sexo que escrevo (por isso nunca as posto)...sempre acho que ou ficam mt apelativas ou muito sem sal. Além de achar que nunca estão apropriadas para a "censura" de 16 anos (por favor, avisem se acharem q eu devo mudar p 18 por algum motivo).


      Enfim, as coisas vão mudar um pouco entre os dois agora e talz...então aguardem as cenas dos próximos capítulos, que se a criatividade e o tempo me permitirem sairá ainda esse ano!


     Ah, e não esqueçam de continuar comentando e me fazendo uma autora feliz e estimulada *-*


    Hasta luego, chicos!

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