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4. HORÁCIO SLUGHORN


Fic: Harry Potter e o Príncipe Mestiço 2.0


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 04

HORÁCIO SLUGHORN




ALUNO E DIRETOR SE DIRIGIAM para a entrada e despediram-se gentilmente da idosa senhora. Estavam agora no ar frio da noite, dirigindo-se ao mundo mágico, algo pelo que Harry ansiara o verão inteiro. Porém isso não significava que ele estivera inábil todo o período de férias. Passara longas noites estudando sobre a oclumência por um livro que encomendara na Floreio e Borrões e aperfeiçoando sua técnica pouco desenvolvida com as aulas de Snape. Sabia agora que o método usado pelo professor de poções era o de mais rápida aprendizagem, porém julgava impossível funcionar entre os dois, pela incrível dificuldade de deixarem suas desavenças mútuas de lado.


Também passara bastante tempo treinando seu físico, visando o campeonato de quadribol de Hogwarts. Esse ano seria escolhido um novo capitão para o time grifinório, pois Angelina acabara de se formar, e se fosse ele o escolhido, gostaria de chegar à escola em forma. Foram vários quilômetros percorridos nos entornos da Rua dos Alfeneiros e da Alameda das Magnólias, para adquirir maior resistência ao esforço contínuo - afinal jogos de quadribol poderiam durar várias horas - além de vários exercícios para desenvolver sua agilidade, fazendo uso de alguns aparelhos de boxe do Duda que ficavam no quintal, principalmente aqueles que trabalhavam as pernas, o tórax e as costas. Quanto ao saco de areia, seu uso tinha outro propósito. Nas noites em que acordava, após pesadelos envolvendo profecias e pessoas caindo em abismos sem fim, ele era usado para descontar sua raiva e
frustração.
 


Harry dispersara as lembranças, sentia-se pouco à vontade quando partiram juntos da rua dos Alfeneiros. Nunca tivera uma conversa para valer com o diretor, fora de Hogwarts; lá havia sempre uma escrivaninha entre os dois. Além disso, a lembrança do seu último encontro não parava de lhe ocorrer, e aumentava o seu constrangimento; gritara muito naquela ocasião, isto sem falar em seus esforços para destruir vários objetos de estimação de Dumbledore.


 


O diretor, porém, parecia completamente descontraído.


 


— Mantenha sua varinha à mão, Harry — disse, animado.


 


— Mas pensei que não tinha licença para usar a magia fora da escola, professor.


 


— Se houver um ataque, eu lhe darei permissão para usar qualquer contrafeitiço ou contramaldição que lhe ocorra. Mas acho que hoje à noite não vai precisar se preocupar com ataques.


 


— Por que não, professor?


 


— Porque você está comigo — respondeu Dumbledore com simplicidade. — Aqui já está bom, Harry.


 


O bruxo parou bruscamente ao fim da rua dos Alfeneiros.


 


— Naturalmente, você ainda não passou no teste de Aparatação, não é?


 


— Não. Pensei que precisava ter dezessete anos.


 


— Precisa. Então, segure com força no meu braço. No esquerdo, se não se importar... você deve ter reparado que o braço com que seguro a varinha está um pouco sensível no momento.


 


Harry agarrou o braço oferecido por Dumbledore.


 


— Bem, então vamos.


 


Harry sentiu o braço do bruxo torcer e fugir-lhe, e redobrou o seu aperto; no momento seguinte tudo escureceu; teve a impressão de estar sendo fortemente puxado em todas as direções; não conseguia respirar, tiras de ferro envolviam seu peito, comprimindo-o; suas órbitas estavam sendo empurradas para o fundo da cabeça; seus tímpanos entravam crânio adentro; então...


 


Ele aspirou grandes golfadas do ar frio da noite e abriu os olhos lacrimejantes. Teve a sensação de que o enfiavam por uma mangueira de borracha apertada. Passaram-se alguns segundos até ele entender que a rua dos Alfeneiros desaparecera. Viu que ele e Dumbledore estavam, agora, parados na praça deserta de algum povoado, no centro da qual havia um memorial de guerra e alguns bancos. O entendimento finalmente alcançou os seus sentidos, e Harry percebeu que acabara de aparatar pela primeira vez na vida.


 


— Você está bem? — perguntou Dumbledore, olhando-o, solícito.


 


— Leva algum tempo para acostumar com a sensação.


 


— Estou ótimo — respondeu Harry, esfregando as orelhas, que pareciam ter deixado a rua dos Alfeneiros com uma certa relutância.


 


— Mas acho que prefiro as vassouras.


 


Dumbledore sorriu, aconchegou melhor a capa em torno do pescoço e disse:


 


— Vamos por aqui.


 


E, andando rapidamente, passou por uma estalagem vazia e algumas casas. Segundo o relógio de uma igreja vizinha, era quase meia-noite.


 


— Agora me diga, Harry, a sua cicatriz... tem doído?


 


Harry levou a mão à testa inconscientemente e esfregou a marca em forma de raio.


 


— Não, e tenho me perguntado o porquê. Pensei que iria arder o tempo todo, agora que Voldemort está recuperando o poder.


 


Ele olhou para Dumbledore e notou que tinha uma expressão satisfeita.


 


— Já eu pensei o contrário — disse Dumbledore. — Lord Voldemort finalmente percebeu como é perigoso o acesso que você tem tido aos pensamentos e emoções dele. Imagino que agora esteja usando a Oclumência contra você.


 


— Por mim, tudo bem — comentou Harry, que não sentia falta dos sonhos perturbadores nem dos vislumbres intuitivos da mente de Voldemort.


 


Eles viraram uma esquina, passaram por uma cabine telefônica e uma parada de ônibus. Harry tornou a olhar Dumbledore pelo canto dos olhos.


 


— Professor?


 


— Harry?


 


— Ãã... Onde é que nós estamos exatamente?


 


— No encantador povoado de Budleigh Babberton.


 


— E que estamos fazendo aqui?


 


— Ah sim, claro. Não lhe contei. Já perdi a conta do número de vezes que repeti isso nos últimos anos, mas estamos novamente desfalcados de um funcionário nos nossos quadros. Estamos aqui para convencer um velho colega meu a suspender a aposentadoria e voltar a Hogwarts.


 


— E como vou ajudar o senhor?


 


— Ah, acho que encontraRemoss uma maneira — respondeu o diretor vagamente. — À esquerda aqui, Harry.


 


Eles tomaram uma rua íngreme e estreita ladeada de casas. Todas as janelas estavam escuras. A friagem estranha que pairara sobre a Rua dos Alfeneiros nessas duas semanas persistia ali. Lembrando-se dos dementadores, Harry deu uma espiada por cima do ombro e segurou a varinha em seu bolso com firmeza.


 


— Professor, por que não aparatamos diretamente na casa do seu ex-colega?


 


— Porque seria tão grosseiro quanto derrubar a porta da casa a pontapés. A cortesia exige que demos aos colegas bruxos a oportunidade de nos negar entrada. Em todo caso, a maioria das casas bruxas são magicamente protegidas de pessoas indesejáveis que aparatem. Em Hogwarts, por exemplo...


 


—... Não se pode aparatar nos prédios nem nos terrenos — completou Harry depressa. — Foi a Hermione Granger quem me disse.


 


— E está certa. Viramos à esquerda outra vez.


 


Às suas costas, o relógio da igreja bateu meia-noite. Harry se perguntou se Dumbledore não considerava falta de educação visitar um colega tão tarde, mas, agora que a conversa começara a fluir, ele tinha perguntas mais urgentes a fazer.


 


— Professor, li no Profeta Diário que Fudge foi demitido...


 


— É verdade — confirmou Dumbledore, agora virando para uma ladeira secundária. — Foi substituído, e tenho certeza que você também leu isso, por Rufo Scrimgeour, que costumava chefiar a Seção de Aurores.


 


— Ele é... O senhor acha que ele é bom? — perguntou Harry.


 


— Uma pergunta interessante. Sem dúvida, ele é competente. Mais decidido e enérgico do que Cornélio.


 


— Sei, mas eu quis dizer...


 


— Entendi o que você quis dizer. Rufo é um homem de ação e, tendo combatido bruxos das trevas a maior parte da sua vida profissional, não subestima Lord Voldemort.


 


Harry esperou, mas Dumbledore não mencionou o desentendimento que o Profeta Diário noticiara, e, como não teve coragem de insistir, mudou de assunto.


 


— E... Senhor... E Madame Bones?


 


— É — disse Dumbledore baixinho. — Uma perda funesta. Era uma grande bruxa. É logo aqui, acho... Aí!


 


Apontara com a mão machucada.


 


— Professor, que aconteceu com a sua... ?


— Não tenho tempo para explicar agora. É uma história eletrizante, e quero contá-la como merece ser contada.


 


Ele sorriu para Harry, que compreendeu que aquilo não era uma negativa e que tinha permissão para continuar com as perguntas.


 


— Senhor... Recebi um folheto do ministro da Magia por correio-coruja, sobre as medidas de segurança que devemos tomar para nos proteger dos Comensais da Morte...


 


— Eu também recebi — continuou Dumbledore, ainda sorrindo. —Você achou o folheto útil?


 


— Não muito.


 


— Não, eu achei que não. Você não me perguntou, por exemplo, qual é o sabor de geleia que prefiro, para verificar se sou realmente o professor Dumbledore, e não um impostor.


 


— Não perguntei... — começou Harry, um pouco inseguro quanto a estar ou não sendo repreendido.


 


— Para sua referência futura, é amora... embora, é claro, se eu fosse um Comensal da Morte, teria tido o cuidado de pesquisar minhas geléias preferidas antes de me fazer passar por mim mesmo.


 


— Ãa... certo. Bem, o folheto dizia alguma coisa sobre Inferi. Que vem a ser isso? Não ficou muito claro.


 


— São defuntos — respondeu Dumbledore calmamente. — Defuntos enfeitiçados para cumprir ordens de um bruxo das trevas. Mas não vemos Inferi há muito tempo, pelo menos desde a última vez que Voldemort teve o poder... ele matou gente suficiente para formar um exército deles, é claro. É aqui, Harry, bem aqui...


 


Aproximavam-se de uma casinha de pedra, bem cuidada, no meio do jardim. Harry estava ocupado demais, digerindo a pavorosa ideia de mortos-vivos, para dar atenção a qualquer outra coisa, mas, quando alcançaram o portão da casa, Dumbledore estacou e Harry colidiu com ele.


 


— Que lástima! Que lástima!


 


O garoto acompanhou o olhar do diretor pela entrada bem conservada e sentiu um aperto no coração. A porta da casa fora arrancada das dobradiças. Dumbledore olhou para cima e para baixo da rua. Parecia deserta.


 


— Pegue a varinha e me siga, Harry — disse em voz baixa. Abriu o portão e entrou pelo jardim, rápida e silenciosamente, o garoto em seus calcanhares, então empurrou a porta da casa bem devagar, com a varinha erguida e pronta.


 


— Lumus.


 


A ponta da varinha do diretor acendeu, iluminando um corredor estreito. A esquerda, havia outra porta aberta. Empunhando a varinha acesa, Dumbledore entrou na sala de estar com Harry logo atrás. Depararam com uma cena de total devastação. Um relógio de carrilhão jazia aos seus pés, o mostrador estilhaçado, o pêndulo, mais adiante, como uma espada abandonada. O piano estava virado de lado, as teclas espalhadas pelo chão. Os destroços de um lustre caído brilhavam à pequena distância. Almofadas murchas, as penas do enchimento saindo pelos rasgos laterais; cacos de vidro e louça cobriam tudo como se fossem pó. Dumbledore ergueu a varinha mais alto, para a luz clarear as paredes, cujo papel tinha manchas vermelho-escuras e gelatinosas. O ruído


da inspiração de Harry fez Dumbledore virar a cabeça.


 


— Nada bonito, não é — disse oprimido. — Alguma coisa terrível aconteceu aqui.


 


O diretor avançou cuidadosamente até o meio da sala, examinando os destroços pelo chão. Harry acompanhou-o, olhando para os lados, meio apavorado com o que poderia ver escondido sob o piano ou o sofá virados e destruídos, mas não viu sinal de cadáver.


 


— Talvez tenha havido uma luta... e o levaram embora, professor? — sugeriu Harry, tentando não imaginar a gravidade dos ferimentos de um homem que pudesse deixar aquelas manchas espalhadas até a metade das paredes.


 


— Acho que não — respondeu Dumbledore em voz baixa, espiando atrás de uma poltrona excessivamente estofada e tombada de lado.


 


— O senhor quer dizer que ele...


 


— Ainda está por aqui? Isto mesmo.


 


E, inesperadamente, Dumbledore se curvou, e enfiou a ponta da varinha no assento da poltrona, que gritou:


 


— Ai!


 


— Boa-noite, Horácio — cumprimentou Dumbledore, tornando a se erguer. O queixo de Harry caiu. Onde, uma fração de segundo antes, havia uma poltrona, agora via-se encolhido um velho imensamente gordo e careca que massageava o baixo-ventre e apertava os olhos para enxergar Dumbledore com um olhar lacrimejante e ofendido.


 


— Não precisava enfiar a varinha com tanta força — reclamou mal-humorado, pondo-se de pé. — Doeu.


 


A luz da varinha cintilou em sua careca, seus olhos protuberantes, sua bigodeira prateada que lembrava a de um leão-marinho e os botões muito polidos do roupão cor de vinho que usava sobre o pijama de seda lilás. Sua cabeça mal alcançava o queixo de Dumbledore.


 


— Que foi que me denunciou? — resmungou, erguendo-se com dificuldade e ainda esfregando o baixo-ventre. Parecia excepcionalmente descarado para um homem que acabara de ser descoberto fingindo-se de poltrona.


 


— Meu caro Horácio — respondeu Dumbledore, parecendo divertir-se —, se realmente os Comensais da Morte lhe tivessem feito uma visita, a Marca Negra teria sido deixada sobre sua casa.


 


O bruxo deu um tapinha na enorme testa.


 


— A Marca Negra — murmurou. — Eu sabia que havia uma coisa... ah, bem. Seja como for, eu não teria tido tempo. Tinha acabado de dar os últimos retoques no estofamento quando você entrou na sala. E deu um profundo suspiro que fez as pontas dos seus bigodes esvoaçarem.


 


— Quer minha ajuda para arrumar a sala? — perguntou Dumbledore educadamente.


 


— Por favor — disse o outro.


 


Eles se postaram de costas um para o outro, o bruxo alto e magro e o baixo e gordo, e acenaram com as varinhas, num gesto amplo e idêntico. Os móveis voltaram instantaneamente aos seus lugares; os enfeites se recompuseram no ar; as penas flutuaram para dentro das almofadas; os livros rasgados se emendaram e tomaram seus .lugares nas prateleiras; os candeeiros a óleo voaram para as mesinhas e reacenderam; uma vasta coleção de molduras de prata quebradas deslocara-se, refulgindo pela sala, e pousara, intacta e polida, com seus respectivos retratos, sobre uma escrivaninha; rasgos, rachaduras e buracos se consertaram por toda parte e as paredes se limparam.


 


— A propósito, que tipo de sangue era aquele? — perguntou Dumbledore em voz alta, para abafar o carrilhão do relógio recém-consertado.


 


— Nas paredes? Dragão — gritou o bruxo chamado Horácio enquanto o lustre tornava a se prender ao teto, com ensurdecedores ruídos metálicos. O piano tocou uma nota final, e tudo silenciou.


 


— É, de dragão — repetiu o bruxo, dando seguimento à conversa. — Meu último vidro, e os preços andam na estratosfera. Mas quem sabe ainda consiga usá-lo?


 


Ele se dirigiu aborrecido ao móvel em que estava uma garrafinha de cristal e ergueu-a à luz, examinando o líquido espesso que continha.


 


— Hum. Um pouco de borra.


 


Repôs a garrafa sobre o móvel e suspirou. Foi então que seu olhar recaiu sobre Harry.


 


— Oho — exclamou, os grandes olhos redondos fixando a testa de Harry e a cicatriz em forma de raio. — Oho!


 


— Este — disse Dumbledore, adiantando-se para fazer as apresentações — é Harry Potter. Harry, este é um velho amigo e colega, Horácio Slughorn.


 


O bruxo virou-se para Dumbledore, com uma expressão astuta no olhar.


 


— Então foi assim que você pensou que ia me convencer? Pois bem, a resposta é não, Albus.


 


Ele passou por Harry, com o rosto resolutamente virado e o ar de um homem que tenta resistir à tentação.


 


— Suponho que pelo menos possamos tomar uma bebida? — perguntou Dumbledore. — Para lembrar os velhos tempos?


 


Slughorn hesitou.


 


— Tudo bem, então, um drinque — concedeu de má vontade. Dumbledore sorriu para Harry e conduziu-o a uma poltrona parecida com a que Slughorn tão recentemente encarnara, que ficava ao lado da lareira recém-acesa e da luz forte de um candeeiro a óleo. Harry sentou com a nítida impressão de que o diretor, por alguma razão, queria que ele ficasse bem visível. E acertou. Quando Slughorn, que estivera ocupado com garrafas e copos, se virou de frente para a sala, seus olhos bateram imediatamente em Harry.


 


— Hum — resmungou, desviando os olhos como se tivesse medo de feri-los. — Tome... — Entregou a bebida a Dumbledore, que sentara sem convite, empurrou a bandeja para o garoto e, em seguida, afundou nas almofadas do sofá restaurado, em um silêncio contrariado. Suas pernas eram tão curtas que não tocavam o chão.


 


— Bem, e como tem andado, Horácio? — perguntou Dumbledore.


 


— Não muito bem — respondeu Slughorn imediatamente. — Fraqueza no peito. Asma. E reumatismo também. Não consigo me mexer como antigamente. Bem, é o normal. Velhice. Cansaço.


 


— Contudo, você deve ter se mexido bem rápido para improvisar aquela recepção para nós. Não deve ter tido mais de três minutos de aviso, não é?


 


Slughorn respondeu, entre irritado e orgulhoso:


 


— Dois. Não ouvi o meu Feitiço contra Intrusos disparar, estava tomando banho. Ainda assim — acrescentou circunspecto, parecendo se controlar —, o fato é que estou velho, Albus. Um velho cansado que conquistou o direito a uma vida tranquila e a alguns confortos materiais.


 


E esses não faltavam, pensou Harry, percorrendo a sala com o olhar. Era abafada e excessivamente atravancada. Ninguém, porém, poderia dizer que fosse desconfortável; havia poltronas macias e descansos para os pés, bebidas e livros, caixas de bombons e almofadas fofas. Se Harry não soubesse quem morava ali, teria pensado que era uma velhota rica e exigente.


 


— Você ainda não tem a minha idade, Horácio — replicou Dumbledore.


 


— Bem, então você também deveria pensar em se aposentar — disse Slughorn sem rodeios. Seus olhos verde-claros tinham registrado a mão machucada de Dumbledore. — Estou vendo que as reações já não são o que eram.


 


— Você tem toda a razão — respondeu o diretor tranquilamente, jogando a manga para trás e revelando as pontas dos dedos queimados e enegrecidos; a visão fez os pêlos da nuca de Harry se eriçarem desagradavelmente. — Sem dúvida, estou mais lento. Mas por outro lado...


 


Ele sacudiu os ombros e espalmou as mãos, como se dissesse que a idade trazia compensações, e Harry notou um anel, na mão machucada, que nunca vira Dumbledore usar: era grande e incômodo, aparentemente de ouro, engastado com uma pesada pedra negra que parecia rachada ao meio. O olhar de Slughorn se demorou um momento na pedra também, e Harry percebeu uma pequena ruga marcar momentaneamente a larga testa.


 


— Então, todas essas precauções contra intrusos, Horácio... são para segurar os Comensais da Morte ou a mim? — perguntou Dumbledore.


 


— Que é que os Comensais da Morte iriam querer com um velhote incompetente e alquebrado como eu?


 


— Imagino que iriam querer que você empregasse o seu considerável talento para coagir, torturar e matar. Você está realmente me dizendo que eles ainda não vieram recrutá-lo?


 


Por um momento Slughorn encarou Dumbledore com hostilidade, então murmurou:


 


— Não lhes dei chance. Não parei de viajar nesse último ano. Nunca me demoro mais de uma semana no mesmo lugar. Mudo de uma casa de trouxa para outra, os donos desta casa estão de férias nas ilhas Canárias. Tem sido muito agradável, terei pena de partir. É bem fácil uma vez que se aprende, um simples Feitiço Paralisante nesses absurdos alarmes que usam em vez de bisbilhoscópios garante que os vizinhos não vejam ninguém entrar carregando um piano.


 


— Engenhoso. Mas está me parecendo muito cansativo para um velhote incompetente e alquebrado que procura uma vida calma. Agora, se você retornasse a Hogwarts...


 


— Se você vai me dizer que eu teria mais paz naquela escola pestilenta, pode poupar o seu fôlego, Albus! Eu posso estar me escondendo, mas chegaram aos meus ouvidos uns boatos engraçados desde que a Dolores Umbridge saiu! Se é assim que você agora está tratando os professores...


 


— A professora Umbridge se meteu em confusões com o nosso rebanho de centauros — disse Dumbledore. — Acho que você, Horácio, teria tido o bom senso de não entrar na Floresta e chamar uma horda de centauros de "mestiços nojentos".


 


— Então foi isso que ela fez? Que mulher idiota! Jamais gostei dela.


 


Harry riu baixinho, e os dois bruxos se viraram para ele.


 


— Desculpem — apressou-se o garoto a dizer. — É que... eu também não gostava dela. Dumbledore levantou-se de repente.


 


— Você já está indo? — perguntou Slughorn depressa, esperançoso.


 


— Não, será que eu poderia usar o seu banheiro?


 


— Ah — respondeu Slughorn, visivelmente desapontado. — Segunda porta à esquerda, seguindo pelo corredor. Dumbledore atravessou a sala. Depois que fechou a porta ao passar, fez-se silêncio. Logo em seguida, Slughorn se levantou, mas pareceu não saber muito bem o que fazer. Lançou um olhar furtivo a Harry, foi até a lareira e virou-se de costas para aquecer seu grande traseiro.


 


— Não pense que não sei por que ele o trouxe até aqui — disse bruscamente.


Harry apenas olhou para Slughorn. Os olhos lacrimosos do bruxo deslizaram pela cicatriz do garoto, desta vez examinando-lhe todo o rosto.


 


— Você se parece muito com o seu pai.


 


— É o que dizem.


 


— Exceto nos olhos. Você tem...


 


— Os olhos de minha mãe, eu sei. — Harry já ouvira esse comentário tantas vezes que o achava aborrecido.


 


— Hum-hum. Bem. Um professor não devia ter alunos favoritos, mas ela era um dos meus. Sua mãe — acrescentou Slughorn em resposta ao olhar de indagação de Harry. — Lílian Evans. Uma das mais inteligentes a quem lecionei. Viva, sabe. Uma menina encantadora. Eu costumava dizer a ela que deveria ter ido para a minha Casa. E, sabe, costumava me dar respostas petulantes.


 


— Qual era a sua Casa?


 


— Eu era diretor da Sonserina. Ah, vamos — apressou-se a dizer, vendo a expressão no rosto de Harry, apontando o dedo em riste para o garoto —, não deixe que isto o influencie contra mim! Você deve ser da Grifinória como ela, não? É, em geral, está no sangue. Mas nem sempre. Já ouviu falar de Sirius Black? Deve ter ouvido... tem sido notícia de jornal nos últimos dois anos... morreu faz umas semanas... Foi como se uma garra invisível tivesse torcido e apertado os intestinos de Harry.


 


— Bem, em todo caso, foi um grande companheiro do seu pai na escola. Toda a família Black pertenceu à minha casa, mas Sirius acabou na Grifinória! Uma vergonha... era um garoto talentoso. Fiquei com o irmão dele, Regulo, quando apareceu, mas eu teria preferido a família toda.


 


Ele falava como se fosse um colecionador entusiasmado que tivesse perdido um lance em um leilão. Olhava para a parede oposta, parecendo absorto em lembranças, girando o corpo lentamente, sem sair do lugar, para permitir um aquecimento uniforme do traseiro.


 


— Sua mãe, naturalmente, nasceu trouxa. Não consegui acreditar quando soube. Eu achava que devia ser puro-sangue, era tão inteligente!


 


— Uma das minhas melhores amigas é trouxa — comentou Harry —, e é a melhor aluna da nossa série.


 


— Engraçado como isso às vezes acontece, não é?


 


— Não acho — retrucou Harry friamente. Slughorn olhou para ele surpreso.


 


— Você não deve pensar que sou preconceituoso! Não, não e não! Não acabei de dizer que sua mãe foi uma das minhas alunas favoritas? E tive também Dirk Cresswell, uma série acima, agora chefe da Seção de Ligação com os Duendes, naturalmente, outro trouxa, um estudante muito bom que ainda hoje me passa excelentes informações sobre o que acontece internamente no Gringotes!


 


O bruxo mexeu-se um pouco para cima e para baixo, sorrindo satisfeito consigo mesmo, e apontou para as muitas fotografias em molduras reluzentes sobre o aparador, cada qual com pequeninos ocupantes agitados.


 


— São todas de ex-alunos, todas com dedicatórias. Você pode ver Barnabás Cuffe, editor do Profeta Diário, sempre interessado em conhecer a minha leitura das notícias do dia. E Ambrósio Flume, da Dedosdemel, um cestão todo aniversário, e tudo porque o apresentei a Cícero Harkiss, que lhe deu o primeiro emprego! E mais atrás... pode vê-la, se esticar o pescoço... Gwenog Jones, que é a capita do Harpias de Holyhead... as pessoas sempre se surpreendem quando me ouvem chamando os jogadores do Harpias pelo primeiro nome, e ganho entradas grátis sempre que quero!


 


Este pensamento pareceu animá-lo enormemente.


 


— E todas essas pessoas sabem onde encontrar o senhor para lhe mandar presentes? — perguntou Harry, que não pôde deixar de se perguntar por que os Comensais da Morte ainda não tinham rastreado Slughorn se cestas de doces, bilhetes de quadribol e visitantes desejosos de ouvir seus conselhos e opiniões conseguiam encontrá-lo. O sorriso desapareceu do rosto de Slughorn com a mesma rapidez que o sangue das paredes da sala.


 


— Claro que não — protestou, olhando para Harry. — Há um ano que não tenho contato com ninguém.


 


Harry teve a impressão de que Slughorn se chocara com o que tinha acabado de dizer; por um momento pareceu bastante perturbado. Depois sacudiu os ombros.


 


— Entretanto... o bruxo prudente procura não deixar a cabeça de fora em tempos como esses. Dumbledore pode dizer o que quiser, mas aceitar um cargo em Hogwarts agora seria o mesmo que declarar publicamente a minha lealdade à Ordem da Fênix! E, embora eu acredite que eles sejam admiráveis e corajosos e tudo o mais, não me agrada muito o seu índice de mortalidade.


 


— O senhor não precisa pertencer à Ordem para ensinar em Hogwarts — respondeu Harry, que não conseguiu esconder um tom de desdém na voz; era difícil simpatizar com a vida cheia de confortos de Slughorn quando se lembrava de Sirius, escondido em uma gruta, se alimentando de ratos. — A maioria dos professores não pertence, e nenhum deles foi morto... bem, a não ser que o senhor esteja contando Quirrell, mas ele recebeu o que merecia, considerando que trabalhava para o Voldemort.


 


Harry tinha certeza de que Slughorn era um daqueles bruxos que não suportavam ouvir o nome de Voldemort em alto e bom som, e não se desapontou: Slughorn estremeceu e soltou um grasnido de protesto, a que o garoto não deu atenção.


 


— Imagino que os funcionários estarão mais seguros que a maioria das pessoas enquanto Dumbledore for diretor; acredita-se que ele seja o único de quem Voldemort tem medo, não é? — continuou Harry.


 


Por uns momentos o olhar de Slughorn pareceu distante: provavelmente refletia sobre as palavras do garoto.


 


— Bem, é verdade que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado nunca procurou lutar com Dumbledore — murmurou contrafeito. — E imagino que alguém possa argumentar que se não me uni aos Comensais da Morte, tampouco Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado pode me incluir entre seus amigos... caso em que eu talvez estivesse mais seguro perto de Albus... não posso fingir que a morte de Amélia Bonés não tenha me abalado... se ela, com todos os seus contatos e proteção no Ministério...


 


Dumbledore voltou à sala, sobressaltando Slughorn, que parecia ter esquecido que o amigo estava na casa.


 


— Ah, aí está, Albus. Ausentou-se por um bom tempo. Ruim do estômago?


 


— Não, estava apenas lendo revistas trouxas. Adoro as receitas de doces caseiros. Bem, Harry, já abusamos demais da hospitalidade do Horácio; acho que está na hora de partir.


 


Não demonstrando a menor relutância em obedecer, Harry pulou da poltrona. Slughorn ficou surpreso.


 


— Vocês já estão indo?


 


— Estamos. Acho que sei reconhecer uma causa perdida quando a vejo.


 


— Perdida...?


 


Slughorn pareceu nervoso. Girou os polegares gordos e agitou-se enquanto observava Dumbledore abotoar a capa de viagem e Harry fechar o blusão.


 


— Bem, lamento que não queira o emprego, Horácio — disse Dumbledore, erguendo a mão perfeita em um gesto de adeus. —Hogwarts teria se alegrado com o seu retorno. Apesar das medidas mais rigorosas de segurança que tomamos, você será sempre bem-vindo se quiser nos visitar.


 


— Ah... bem... muito gentil... como digo...


 


— Adeus, então.


 


— Tchau — disse Harry.


 


Estavam à porta da casa quando ouviram um grito às suas costas.


 


— Muito bem, muito bem, eu vou!


 


Dumbledore virou-se e viu Slughorn ofegante à porta da sala de estar.


 


— Vai interromper a aposentadoria?


 


— Vou, vou — respondeu Slughorn impaciente. — Devo estar louco, mas vou.


 


— Maravilhoso — disse um sorridente Dumbledore. — Então, Horácio, veRemoss você no primeiro dia de setembro.


 


— Com certeza verão — resmungou Slughorn.


 


Quando os visitantes já atravessavam o jardim, a voz de Slughorn acompanhou-os.


 


— Vou querer um aumento no salário, Dumbledore!


 


O diretor riu baixinho. O portão do jardim se fechou, e eles começaram a descer a ladeira em meio ao torvelinho de névoa escura.


 


— Muito bom, Harry — elogiou Dumbledore.


 


— Eu não fiz nada — respondeu Harry, surpreso.


 


— Ah, fez, sim. Mostrou ao Horácio exatamente o que ele tem a ganhar se retornar a Hogwarts. Você gostou dele?


 


— Ããh...


 


Harry não tinha certeza se tinha gostado ou não de Slughorn. Supunha que o bruxo fora agradável a seu jeito, mas também lhe parecera vaidoso e, apesar dos seus protestos, demasiado surpreso que alguém nascido trouxa pudesse dar um bom bruxo.


 


— Horácio — disse Dumbledore, aliviando Harry da responsabilidade de opinar — gosta de conforto. E também gosta da companhia dos famosos, bem-sucedidos e poderosos. Gosta de sentir que influencia essas pessoas. Nunca quis ocupar o trono; preferiu ficar em segundo plano, onde tem mais espaço para se espalhar, entende. Costumava escolher a dedo os seus favoritos em Hogwarts, às vezes por suas ambições ou inteligência, outras por seu encanto ou talento, e tinha uma habilidade incrível de eleger os que futuramente se tornariam excepcionais em seus campos. Horácio formou uma espécie de clube de favoritos em torno dele, fazendo apresentações, promovendo contatos úteis entre os membros e sempre colhendo algum tipo de benefício, fosse uma caixa de seu abacaxi cristalizado preferido ou uma oportunidade de recomendar o próximo funcionário júnior para a Seção de Ligação com os Duendes.


 


Ocorreu a Harry a nítida imagem de uma grande aranha inchada, tecendo a teia em torno dele, torcendo um fio aqui e outro ali para trazer mais perto suas moscas gordas e sumarentas.


 


— Digo tudo isso — continuou Dumbledore — não para indispor você contra Horácio, ou como o chamaRemoss de hoje em diante, professor Slughorn, mas para alertá-lo. Ele certamente tentará aliciá-lo, Harry. Você seria o diamante da coleção dele: O-Menino-Que-Sobreviveu... ou como o chamam ultimamente, o Eleito.


 


Ao ouvir isso, Harry sentiu um arrepio que não tinha relação com a névoa que os cercava. Lembrou-se das palavras que ouvira havia algumas semanas, palavras que para ele tinham um significado terrível e particular. Nenhum dos dois pode viver enquanto o outro sobreviver... Dumbledore parará em frente à igreja pela qual tinham passado mais cedo.


 


— Aqui está bom, Harry. Se você puder segurar o meu braço. Experiente, desta vez, Harry não se esquivou da Aparatação, embora continuasse a achá-la desagradável. Quando a pressão cessou, e ele sentiu que conseguia respirar de novo, estava parado em uma estrada rural ao lado de Dumbledore, diante da silhueta torta do segundo prédio de que mais gostava no mundo: A Toca. Apesar do medo que acabara de experimentar, não podia deixar de se animar à vista da casa. Rony estava ali dentro... e também a Sra. Weasley que cozinhava melhor do que qualquer outra pessoa que ele conhecia...


 


— Se não se importar, Harry — disse Dumbledore, ao cruzarem o portão —, gostaria de dar umas palavrinhas com você antes de nos despedirmos. Em particular. Talvez ali?


 


O diretor apontou para uma casinha de pedra desmantelada onde os Weasley guardavam as vassouras. Um pouco intrigado, Harry acompanhou o bruxo e entraram por uma porta rangedora em um espaço menor do que um guarda-roupa normal. Dumbledore acendeu a ponta da varinha, fazendo-a brilhar como um archote, e sorriu para Harry.


 


— Espero que me perdoe por dizer isto, Harry, mas estou contente e até orgulhoso com o seu comportamento depois de tudo que aconteceu no Ministério. Permita-me dizer que Sirius teria sentido admiração por você.


 


Harry engoliu em seco; sua voz parecia tê-lo abandonado. Achava que não suportaria discutir Sirius. Já fora bastante doloroso ouvir o tio Válter se admirar, "O padrinho dele morreu?", e mais doloroso ainda ouvir o nome de Sirius dito displicentemente por Slughorn.


 


— Foi cruel — disse Dumbledore baixinho — que você e Sirius tivessem convivido tão pouco tempo. Um fim brutal para o que poderia ter sido uma amizade feliz e duradoura.


 


Harry fechou com mais força o maxilar, estava cansado de ouvir palavras de consolo mesmo que discretas, como as que vinham nas cartas dos amigos, tão pouco queria dividir qualquer coisa com Dumbledore, ainda não havia digerido a profecia.


 


-Acertarei minhas contas com Bellatrix no momento certo. -Diz distante, sua mente revivia a cena que não saíra de seus sonhos naquelas semanas.


 


-O momento não é de vingança, mas sem dúvida deve se preparar para enfrentar inimigos como Bellatrix. -Apesar da leve repreensão, Dumbledore apoia o espírito guerreiro de Harry.


 


-Me exercitei bastante no verão e estudei oclumência, estou tentando fazer o melhor que posso. –O tom frio poderia deixar Dumbledore sem saber o real significado, mas para Harry era simples: Sei o que faço, me dê um tempo.


 


—Entendo. Agora, Harry, falando de outro assunto muito próximo... imagino que você tenha recebido O Profeta Diário nessas duas últimas semanas?


 


— Recebi. — Seu coração acelerou um pouquinho.


 


— Então deve ter visto que houve não só vazamentos mas verdadeiras inundações sobre a sua aventura na Sala da Profecia?


 


Harry confirmou.


 


— E agora todo o mundo sabe que eu sou o...


 


— Não, não sabe — interrompeu Dumbledore. — Só há duas pessoas no mundo inteiro que conhecem toda a profecia sobre você e Lord Voldemort, e as duas estão aqui neste barraco de vassouras, malcheiroso e cheio de aranhas. É verdade, porém, que muita gente adivinhou corretamente que Voldemort mandou os seus Comensais da Morte roubarem a profecia, e que ela se referia a você.


"Agora, acho que estou certo em pensar que você não contou a nenhum conhecido seu o que dizia a profecia?"


 


— Está — respondeu Harry.


 


— Uma decisão sensata em termos gerais. Embora eu ache que pode abrandá-la em favor dos seus amigos, o sr. Ronald Weasley e a srta. Hermione Granger. Sim — continuou o diretor, ao ver Harry se espantar —, acho que eles devem saber. Seria um desserviço aos seus amigos se não contasse a eles uma coisa tão importante.


 


— Eu não queria...


 


— Preocupar ou assustar os dois? — disse Dumbledore, estudando Harry por cima dos oclinhos de meia-lua. — Ou talvez admitir que está preocupado e assustado? Você precisa dos seus amigos, Harry. E, como disse com tanto acerto, Sirius não teria querido que você se isolasse.


 


Harry não respondeu, mas Dumbledore não precisava, de fato, de uma resposta. Prosseguiu:


 


— Sobre um assunto diferente, mas correlato, este ano quero que tenha aulas particulares comigo.


 


— Particulares... com o senhor? — repetiu Harry, surpreso, quebrando o seu silêncio tenso.


 


— É. Acho que está na hora de participar mais da sua educação.


 


— Que é que o senhor vai me ensinar?


 


— Uma coisa aqui e outra ali — respondeu Dumbledore vagamente. Harry aguardou, esperançoso, mas o diretor não explicou; então aproveitou para perguntar uma coisa que o preocupava havia algum tempo.


 


— Se vou ter aulas com o senhor, não terei de frequentar aulas de Oclumência com Snape, terei?


 


— Professor Snape, Harry... e não, não terá.


 


— Que bom — exclamou Harry aliviado —, porque elas foram um... E parou, cuidando para não dizer o que realmente pensava.


 


— Acho que a palavra "fiasco" caberia bem — sugeriu Dumbledore, assentindo com a cabeça. Harry riu.


 


— Bem, isto quer dizer que de agora em diante não verei o professor Snape muitas vezes, porque ele não vai me deixar continuar em Poções a não ser que eu tire um "Ótimo" nos meus N.O.M.s, e sei que não tirei.


 


— Não conte com os ovos que as corujas ainda não botaram — disse Dumbledore sentencioso. — O que, se não me engano, deve acontecer ainda hoje. Agora, mais duas coisas antes de nos separarmos.


"Primeiro, quero que, a partir deste momento, carregue sempre a Capa da Invisibilidade com você. Até mesmo em Hogwarts. Só para se precaver, está me entendendo?"


 


Harry confirmou com a cabeça.


 


— E, por último, enquanto estiver aqui, A Toca estará recebendo a maior segurança que o Ministério da Magia pode oferecer. Isto causou uma certa inconveniência a Arthur e Molly; toda a correspondência deles, por exemplo, é verificada pelo Ministério antes de ser entregue. Eles não se incomodam, porque a única preocupação que têm é a sua segurança. Mas seria uma péssima retribuição se você arriscasse seu pescoço enquanto estiver aqui.


 


— Entendo — apressou-se Harry a dizer.


 


— Muito bem, então — disse Dumbledore, abrindo a porta do barraco de vassouras e saindo. — Vejo luz na cozinha. Não vamos privar Molly, nem mais um instante, da oportunidade de lamentar como você está magro.


 


***************************************************************


N/A(Lílian): Oi, gostei de ver os comentários, mas adoraria ver um pouco mais de participação de vocês, afinal sei que muitos têm críticas ao livro da JK. Então, se dez usuários comentarem no próximo capítulo postarei dois capítulos, sendo um totalmente novo! Aliás, sei que poucos têm notado diferenças, mas é que o início ainda não tem muito a mudar, depois que eles estão em Hogwarts é que a coisa começa a mudar mais.


rosana franco: (Lílian)  Foi interessante sim a JK mostrar a interação politica entre bruxos e trouxas, apesar de achar que faltou um pouco de aprofundamento. (Pedro) Acho ótimo que tenha adorado a nossa proposta, e quero que saiba que o nosso projeto não será abandonado! Agora, quanto à fic... Bem, não tenho muito o que responder sobre os capítulos não alterados, a não ser que achei bem interessante a JK ter escrito os primeiros ministros, trouxa e mágico, revelando uma tênue interação entre os dois universos, em que um sempre acaba afetando ao outro, algo comprovado pelos desastres que estão acontecendo entre os trouxas (Ártemis) Sempre vi a Narcisa como boa mãe, o Lucius é que sempre foi um péssimo pai. talvez o Snape poderia ter feito um trabalho melhor, sempre gostei de fics Snape/Narcisa. ! Narcisa, pelo que li sobre a personagem, nunca recebeu nem a Marca e no final, acaba optando por ajudar o filho. A Narcisa, penso que sempre foi uma boa mãe, atenciosa e que se preocupa com o filho, mas penso que Lucius foi uma influência extremamente negativa, tanto para o Draco quanto para Narcisa, pois se não fosse ele a seguir as diretrizes de Voldemort, acho que seria pouco provável o envolvimento dos Malfoy com os partidários das trevas; poderiam até serem a favor dos ideais, porém não entrariam para a frente de batalha, algo possível de se ver tanto na hesitação de Draco em HP6 em matar Dumbledore, quanto na atitude de Narcisa na batalha final em HP7...(opinião de todos) Entendo tão bem sua frustração que se prestar atenção verá que nesta fic nós estamos fazendo um Harry mais independente, menos frágil emocionalmente, ainda amadurecendo, mas já em caminho de segurar as rédeas de sua vida. (Lilian). A ideia é dar um destaque maior para Draco (mas, sobre isso... só lendo para saber o que virá). Também pretendemos trazer um Harry mais forte e independente, questionador e não tão... seguidor!


Luisa Weasley : (Lílian)Interessante você ler os dois em paralelo para entender as mudanças muitas vezes sutis desses capítulos iniciais, porque refletem justamente a mudança de postura dos personagens, a reação mais madura e mais condizente com a idade e vida deles nos últimos anos. Aliás, não sabia que você era H/H! rsrsrs


(Ártemis) Espero que essa seja a primeira de muitas fics filhas do chat! A ideia é mesmo fazer uma história com mais ação, onde os personagens continuem treinando, lutando e não apenas esperando as coisas acontecerem. Qto a H/H (me escondendo dos outros escritores) também está sendo novidade para mim! kkk Eles precisarão me convencer dessa, mas me garantiram que convencem! Logo teremos novidades na história!


PamyPotter: (Artemis) espero que vc, assim como meus colegas me convença dessa H/H!!! Eles praticamente me amarraram na cadeira quando protestei! kkkkk Mas, aquilo que vc sente falta, também sentimos: pouca ação! Estamos cuidando disso! E quanto a AD,... terá boas surpresas!


(Pedro) Pamy, que bom que você gosta de H/H, pois será um dos focos na nossa fic (apesar da resistência de uma das autoras, né artemis...), assim como acrescentaremos bastante ação e aventura, pois o Harry e seus amigos não ficarão apenas esperando as coisas acontecerem, eles agirão! Espero, realmente, que goste da nossa proposta!


Sirius Padfoot Black: (Pedro)Bom, Sirius, este é apenas o começo, terá que ter um pouco mais de calma, porém não por muito tempo! Acontece que chegamos à conclusão de que os maiores problemas dos livros estão do meio para o final do livro, mas isso não quer dizer que também não haja no início do livro, porém são em menor quantidade - sendo assim, o início não mudará tanto, porém daqui uns dois ou três capítulos as alterações ficarão bem mais evidentes... Então temos certeza que achará ainda mais interessante a nossa proposta quanto a refazer o livro seis, e já adiantamos que não pararemos por aqui, e também reescreveremos o livro 7! Esperamos que continue nos acompanhando e que tire boas conclusões da fic assim que ela entrar no rumo certo!

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Comentários: 4

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Enviado por Sirius Padfoot Black em 25/09/2011

Após um bom tempo "away" do mundo do F&B cá estou :)

Entrei nas minhas fics marcadas e me lembrei desta em particular... creio que é a primeira em que comento em algum tempo ^^

 

O que posso dizer do caítulo?

As mudanças foram sutis pe verdade, mas a parte em que o harry não ficou chorando o verão todo, ou a leve mudança no tom de voz que ele usa com o diretor, me pareceram... supimpas

Achei increvelmente conveniente ele ter estudado oclumencia o verão todo, mas espero que nos próximos capítulos ele acaba estudando com mais afinco DCAT, feitiços e transfiguração, afinal eu até hoje não engoli a derrota de voldemort. ok ok a varinha que voldemort usava era dele, e nao tinha intenção de mata-lo, e a antiga ligação de alma deles pode ter ajudado etc etc etc, mas ainda achei muita apelação, um avada perder de um expelliarmus. se forem fazer isso , ao menos expliquem melhor, e desenvolvam a cena um pouco + ^^

 

Ah estou incrivelmente curiso para ver como voces montararm o shipper H², porque se nao me engano esse ano ea se apaixna pelo TRB - trasgo ruivo barulhento- o que nao faz sentido algum :S

ok era só isso ^-^vou ler o próximo cap.. se eu nao comentar... é porque nao achei nada de util ptra dizer msm xD

Nota: 5

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Enviado por Punkeeslaw Potter em 22/03/2011

Heeey peaple! *-* (ATENÇÃO: Comentário muito confuso porque vocês são quatro e eu sou uma, e eu nem tinha ocmentado assim antes. E bem, eu sou enxirida na conversa dos outros, isso que é legal e como alguém disse, os cap ainda estão muito iguais... ;P)

Nááy, nem se agita que eu vou comentar, uma hora ou outra, em SC, só tenho que melhorar de humor... E como o meu humor está meio estranho e ótimo pra descer o pau nas coisas. 

Então eu brilhantemente, aliás, achei que ia ser uma boa experiência comentar aqui, porque (não eu não vou meter o pau em vocês, kkkkk), cara JK começou a desandar com esse livro. (y" Então, só nem desistam da idéia, porque eu adoro essa coisa de mudar do sexto pro fim... Sabe, a história de Harry Potter como um geral, apesar de eu achar umas coisas da JK bem legais, mas bem, elas são meias escassas (é assim que escreve!? O.o) depois de um tempo e até que fica tudo meio previsivel, e parece que todos congelam num estado e ficam nele até o final da história... Hu, por favor, horrivel. 

Huuum, eu conheço bem o jeito da Lílian, mas os outros eu acho que eu nem conheço, mas botando muita fé em tudo. *-* Não desapontem queridos! ;P

Cara, meio desanimador ver essa coisa do começo igual, apesar das sutilesas, mas então eu lembro que vocês estão reescrevendo e não escrevendo o 6º de novo... Heey, eu gosto da coisa do encontro dos ministros, apesar de concordar com o Pedro (?) e dizer que eu acho super legal essa coisa da interação Primeiro Ministro com o Ministro da Magia, apesar de achar bizarro nem ter mais disso, quer dizer, então pra que um capítulo todo a respeito dele, se nem tem maior relevância na história? Apesar de que esse capítulo dos ministros foi mais uma questão de situar os leitores do que acontecia e de fugir do modo tradicional de começar os livros... Well... Acho que eu deixei claro o meu desejo que o Primeiro Ministro volte a participar da história, nem que seja com uma pontinha ali qualquer, mas eu acho interessante essa interação. kkkkk, nem que seja pra um tentar mostrar ao outro que é mais centrado e esperto e tudo isso... É concorrencia é foda. KKKKK

Já que eu comecei errado com a coisa, eu deveria comentar algo a respeito desse comentário de laguém, acho que do([?] Pressupondo que seja um garoto, aliás é um garotos, porque na minha concepção quando rola o acento ali, é uma garota, mas vai saber... :$ Huuum, já vou deixar claro que as vezes eu viajo, então, releve essa parte, sim!? :s) Ártemis, de que Snape e Narcisa seriam interessante... Nuncap ensei neles como um casal, mas vendo assim parece que isso pode dar certo, sabia!? kkkkkkkkk, sim eu sou abelhuda e já chego comentando em cima do comentário dos outros e das repsostas! KKKKK Esse ocmentário tá ocnfuso, vocês nem acham? Mas relevem, é que faz uma cara que eu nem comento mais e eu termino isso aqui, porque se não a Náy vai ter um troço... :$

Voltando a coisa da Narcisa e do Snape, cara, seria interessante, mesmo, e eu acho que essa fic vai ser bem cheia de horizontes e tudo isso... Caraca, só imaginando o que mais vai rolar. Bem, como eu disse antes, fica mais fácil saber e imaginar a fic pelo estilo da Náy, mas como os outros são uma icógnita até que eu crie vergonha na cara e vá achar uma fic de cada um e tals, eu vou supondo e tudo isso... Mas eu tô bem entusiasmada com o que vai dar disso... kkkkkkkkkkkkkk, mesmo, então, agilizem! *-* Aliás, como vai ser o sistema de postagem, eu nem acho que eu li algo a respeito disso... 

Aaaah, como assim tem uma pessoa, mais para autor, na verdade, que nem tinha experiência com H²? *-* Nem disse que essas coisas de encontros casuais ou nem tanto, são legais!? 

Sabia que esse comentário tá meio assutador e eu tô me sentindo meio idiota? kkkkk Porque é tão dificil de comentar em fics na primeira vez com autores que vocês nem conhece!? Jesus, estressante, sério mesmo. (y)

Aaaah, lembrei de uma coisa que eu queria por aqui, nesse primeiro comentário da fic. Sabe, engraçado como o Harry tá mais maduro e mais rápido, quer dizer, nem na minha mente fertil ele se disporia a treinar e se exercitar, assim dessa forma com Quadribol em mente e tudo isso. Pra mim, ele até só ia fazer como com o saco de areia, disdontar a frustração, raiva e pânico e isso tudo nos exercícios e então ir empurrando tudo com a barriga até que alguém desse um safanão nele e ele acordasse para a vida. É interessante ver ele fazendo tudo isso por vontade própria. Estudar Oclumência por conta, os exercícios, bem, acho que dá até pra por fé nesse Harry desde o principio... Apesar de que algo me diz (sim, logo no quarto capítulo, mas fazer o quê, intuição é foda!) que o Harry vai desandar um pouco, e depois voltar para os trilhos...

Falando em desandar, alguém mencionou esse desejo de reescrever o sétimo livro, kkkkk, a mais ansiosa, Ron ainda vai dar no pé, nem vai!? *-* Acho tão legal aquilo e bem, tão a cara do ruivo metido que nem dá pra imaginar o 7º sem aquilo! ;D

Huuum, acho que por hora seria isso, na medida que a fic avança e começa a muda mais, eu comento coisas mais conexas e pertinentes ao capítulo! ;P Nem liguem pra confusão e fras indas e vindas de assuntos, como vocês são novos escrevendo juntos e tals, eu também estou meio fora do meu terreno! ;D

Então, acho que é até o próximo e até mais! ;D

;*:

 

P.S: Eu nem deu uma segunda lida, então, de verdade, me desculpem por qualquer coisa. :$ Talvez, principalmente o Ártemis. (y)

Nota: 5

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Enviado por Coveiro em 22/03/2011

legal a ideia de corrigir os livros
esperando pra ver

Nota: 5

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Enviado por rosana franco em 22/03/2011

Bom tta certo que ele é um aproveitador mas eu particularmente gosto muito do Slughurn acho ele um "bonachão"que não pensa em mais nada a não ser tirar vantagem,mais não é uma pessoa ruim.Realmente mudanças sutis no comportamento do Harry mais que ja mostram ele um pouco mais decidido.

Nota: 5

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