
Lene foi acordada na manhã seguinte por uma campainha muito persistente. Xingando seu pai de tudo que um cérebro meio grogue conseguia formular, abriu a porta depois de um tempo apenas para encontrar um moreno com roupas muito amarrotadas e sujo de batom no canto dos lábios.
- O que você quer cachorro? Você parece ter se divertido por ai.– perguntou apertando o robe que tinha colocado antes de descer contra o corpo. A voz um tanto rouca graças a noite anterior.
- Eu vim ver se você estava morta depois da festa de ontem. – ela sorriu.
- Caramba Black, não seja tão romântico.
- Você está péssima. – continuou ele apesar do sarcasmo da garota.
- E agora me elogia! Pode parar, assim vou ficar corada.
Ele deu um meio sorriso e perguntou se podia entrar. Lene deu de ombros e abriu espaço para que ele passasse, seguindo para a cozinha para comer algo e tomar um comprimido que acabasse com o pulsar em sua cabeça.
Sirius andava animado e cheio de energia pela casa, olhando as fotos da morena quando era menor e fazendo muito barulho para o gosto da anfitriã.
- Odeio pessoas matinais. – comentou ela abrindo a geladeira para pegar leite.
- Lene, são duas da tarde. – avisou ele com uma sobrancelha levantada. A garota nem se abalou.
- Muito cedo para o meu gosto. Mas o que traz você a minha casa?
- Eu estou com um problema Mclanche.
- Não vou conseguir consertar sua personalidade, desculpe.
Isso fez com que Sirius desse risada, o som de latido ecoando pela cozinha fazendo Lene quase derrubar o leite.
- Eu gosto do jeito que sou, muito obrigada. – disse tirando o leite da mão dela e servindo um copo generoso para a garota, que sentou no balcão da cozinha e olhou para ele.
- Também não posso ajuda-lo com essa natureza iludida. – ele apenas ignorou o comentário e continuou.
- Precisamos de você na banda. – afirmou de forma categórica.
- Eu tenho cara de casa de caridade?
- Você está com uma cara horrível, na verdade.
- Você e seus elogios. - disse e bebericou seu leite. – O que te faz pensar que eu vou ajudar?
- Porque eu vou ficar te devendo um favor.
Isso deixou Lene intrigada, tinha algo que ela queria muito perguntar a ele, mas não tinha coragem de simplesmente chegar e perguntar. Queria saber disso mais do que manter sua decisão de não cantar em outra banda de novo.
- Você faz qualquer coisa se eu disser que entro na banda?
Ele fez que sim com a cabeça.
- Tudo bem. Eu entro, mas antes de dizer o que eu quero, porque eu já sei. Vou ligar pra ruiva e saber se ela chegou bem e sem ser molestada pelo Jay.
Sirius riu novamente, e sentou na bancada de frente para a morena.
Depois de discar o numero de Lily, Lene prendeu os cabelos em um coque frouxo, deixando fios soltos e desceu da bancada, ficando de costas para o maroto, que admirava o pescoço tentador dela.
O som do telefone acordou a ruiva, que tateou a mesa de cabeceira de olhos ainda fechados, procurando a fonte do barulho.
- Alo. – falou ela, ou melhor, grunhiu para quem quer que estivesse ligando.
- Oh meu Deus, eu não sou a única. – foi a resposta também rouca de Marlene.
- Quem é você? – grunhiu Lily novamente.
- Eu me chamo Marlene, eu acho. – respondeu. – Mas não me pergunte que Marlene porque eu não sei responder. O cara atrás de mim que apareceu aqui em casa parece pensar que eu o conheço. -–Lily pode reconhecer a risada de Sirius do outro lado da linha.
- Lene, o que aconteceu ontem? Por favor, me esclareça, porque eu não me lembro de metade da noite.
- O álcool aconteceu noite passada. Muitas e muitas garrafas de álcool. – respondeu a morena desolada.
- Alguma outra informação?
- Não.
- Sabe que horas são? – perguntou a ruiva.
- Duas horas.
- Por que você esta me ligando a essa hora da manha?! – exclamou a garota indignada.
- Duas da tarde Lil’.
- Oh sim! Como isso aconteceu?
- Gravidade ou algo do gênero. Faltei a escola nesse dia.
- Ah Meu Deus, acho que estou morrendo.
- Sei como você se sente.
- Acho que vou voltar a dormir Lene, talvez quando eu acordar o mundo tenha parado de se mover.
- Boa ideia. E Lily?
- Sim?
- Bem vinda aos 18 anos. – Lene recebeu um bufo como resposta.
- Eu não comecei da forma que pretendo continuar. A partir de agora eu serei uma sensível, madura e calma jovem de 18 anos.
- É, foi o que eu disse nos meus dois últimos aniversários ruiva. Não vai acontecer. Boa noite Lily.
- ‘Noite Lene.
Lily desligou e voltou a dormir quase que imediatamente.
Lene se voltou para Sirius, que de alguma forma tinha se aproximado sorrateiramente e agora a prendia contra a bancada, um braço de cada lado da morena.
- Sirius, o que você pensa que esta fazendo? – perguntou ela nervosa.
O moreno apenas ignorou a pergunta, e começou a passar o nariz pelo pescoço dela, que se arrepiou e fechou os olhos. Mas ela logo abriu os olhos e o empurrou para longe.
- Pode parando ai cachorro. Isso não vai acontecer. - ele pareceu frustrado, mas ficou quieto. – Agora, em troca de ir cantar, você vai ter que me explicar que historia é essa de um Sirius Black apaixonado, por que pelo que eu escuto na escola, Sirius Black não se apaixona.
O maroto ficou surpreso, não esperava aquilo.
- Tudo bem. Não tem nada de mais, eu só não gosto de espalhar isso por ai, pode mudar minha reputação, você sabe. – e piscou. - É o seguinte, uns nove anos atrás eu fui a praia aqui perto com meus pais para passar as férias e conheci uma garota. Morena dos olhos escuros, linda e animada. Ficamos uma semana juntos lá, como amigos, mas eu estava louco por ela. Trocamos e-mails por um tempo, mas depois que minha prima idiota raqueou e deletou meu e-mail acabei perdendo contato com ela e sofri bastante. Desde então nunca ninguém conseguiu me cativar como ela, e eu nem quero que consigam, estou bem como estou. Você me lembra bastante ela na verdade.. – comentou meio perdido nas memorias, mas dando de ombros.
Marlene estava estática com a revelação. Era ela! Ela era garota por que Sirius fora apaixonado. Engoliu em seco. Agora finalmente tinha uma resposta para a razão de ter perdido contato com ele, mas não podia revelar pra ele que era ela, já que provavelmente iria parecer muita coincidência.
- Enten.. entendi. – finalmente respondeu ela gaguejando. - Tudo bem, isso me satisfez, vou entrar pra banda, mas fazendo um período de teste antes, tudo bem?
- Sim sim, sem problemas Mclanche. – e deu um meio sorriso. – O James estava com o Remus treinando algumas musicas lá na garagem da Dorcas, que ficou de ir na Lily buscar a ruiva. Você podia ir agora para conversar com eles e ver do que somos capazes.
Lene sorriu, concordando com a cabeça.
- Eu só preciso de um banho antes, tudo bem.
- Claro, quer companhia? – perguntou de forma cafajeste.
A garota apenas riu e o puxou pela mão para que fosse junto com ela para o quarto e ficasse esperando ali.
Lene tomou um banho rápido e quente e vestiu uma blusa de botões azul e sem mangas, jaqueta preta de couro, um short jeans desbotado até o meio das coxas e botas pretas de salto até a batata da perna. Prendeu os cabelos em uma trança embutida com alguns fios mais curtos soltos, fez uma maquiagem rápida e saiu para o quarto, para encontrar Sirius jogado em sua cama.
- Confortável ai pulguento?
- Sem duvida, mas falta uma companhia. – avisou cafajeste.
- Não nessa vida. Vamos logo.
Como o cachorrinho obediente que era, levantou e foi atrás dela, quase abanando o rabo com a visão das pernas torneadas da jovem. Ela trancou a casa e acompanhou o moreno pelo gramado cheio de neve fina, ele estava de moto e ofereceu a ela um capacete.
- Sempre quis aprender a pilotar. – comentou
- E por que nunca fez? – perguntou como se fosse obvio.
- Pressão dos meus antigos amigos, que achavam que não era coisa de menina. – respondeu ela revirando os olhos.
- Discordo, acho muito sexy garotas pilotando. – Lene deu risada.
- Me ensina qualquer dia então?
- Claro, que tal depois do ensaio de hoje? – ela arregalou os olhos.
- Mas já?
- Isso mesmo, por que esperar pra começar algo que você quer fazer? – ela sorriu.
- Você tem razão. Começamos mais tarde então. – Já de capacete e sobre a garupa da motos, os dois foram até uma duas quadras onde ficava a casa de Dorcas.
De fato, James e Remus estavam na garagem que estava cheia de instrumentos. O moreno de castanho-esverdeados começa a tocar uma musica no violão, então Lene pediu para Sirius não falar nada para que ela pudesse ouvir.
A musica começava calma, e a voz melodiosa de James começou:
(What hurts the most – Rascal Flatts)
I can take the rain on the roof of this empty house / Eu consigo aguentar a chuva no teto desta casa vazia
That don’t bother me / Isso não me incomoda
I can take a few tears now and then and just let them out / Eu posso tirar algumas lágrimas agora e depois apenas deixar elas rolarem
I’m not afraid to cry / Eu não tenho medo de chorar
Every once in a while / De vez em quando em um tempo
Even though going on with you gone still upsets me / Mesmo pensando que continuar sem você me chateia
There are days / Há alguns dias
Every now and again I pretend I’m okay / Como agora e novamente, em que eu finjo que estou bem
But that’s not what gets me / Mas não é isso que me incomoda
Ele tomou folego e começou o refrão de forma mais forte.
What hurts the most, was being so close / O que mais dói, foi estar tão perto
And having so much to say / E ter tanto pra dizer
And watching you walk away / Ver você indo embora
And never knowing what could have been / E nunca saber, o que poderia ter sido
And not seeing that loving you / E não ver que amar você
Is what I was trying to do / É o que eu estava tentando fazer
Lene tentava ver os olhos de James, já que na voz ele expressava tanta tristeza com a musica inédita para ela.
It’s hard to deal with the pain of losing you / É difícil lidar com a dor de perder você
Everywhere I go / Em todo lugar que eu vou
But I’m doing it / Mas eu estou fazendo isso
It’s hard to force that smile when I see our old friends / É difícil forçar o sorriso quando eu vejo nossos velhos amigos
And I’m alone / E estou sozinho
Still harder getting up, getting dressed, living with this regret / Ainda mais difícil, me levantar, trocar de roupa, viver com esse arrependimento
Suspirou e continuou.
But I know if I could do it over / Mas eu sei que se pudesse fazer isso novamente
I would trade, give away all the words that I saved in my heart, / Eu trocaria, daria todas as palavras que eu salvei em meu coração
That I left unspoken / Que eu deixei não ditas
James finalmente se virou para a garota, que pode ver a dor nos olhos dele. Notou que ele sentia cada palavra que pronunciava.
What hurts the most, was being so close / O que mais dói, foi estar tão perto
And having so much to say / E ter tanto pra dizer
And watching you walk away / Ver você indo embora
And never knowing what could have been / E nunca saber, o que poderia ter sido
And not seeing that loving you / E não ver que amar você
Is what I was trying to do / É o que eu estava tentando fazer
O maroto sorriu de forma triste para ela.
What hurts the most, was being so close / O que mais dói, foi estar tão perto
And having so much to say / E ter tanto pra dizer
And watching you walk away / Ver você indo embora
And never knowing what could have been / E nunca saber, o que poderia ter sido
And not seeing that loving you / E não ver que amar você
Is what I was trying to do / É o que eu estava tentando fazer
Com um ultimo suspiro, ele dedilhou os últimos acordes e terminou:
Not seeing that loving you / E não ver que amar você
That’s what I was trying to do... / Era isso que eu estava tentando fazer...
Antes que a curiosa Lene pudesse perguntar qualquer coisa sobre a musica, Sirius começou.
- Olha só quem eu convenci com o meu charme inabalável. - disse mostrando a morena para os dois.
- Sirius, isso é ótimo, como você convenceu ela? - perguntou Remus, da forma mais animada que Marlene já vira.
- Aluado, algumas garotas não conseguem resistir ao meu bom visual, meu estilo, me charme, como já disse, além da minha incrível habilidade de ouvir Taylor Swift...
Os três olharam pra ele incrédulos com o comentário.
- O que foi? Gosto do tom de voz dela. – comentou indignado, fazendo todos rirem.
- Ignorando esse bobo, James, essa musica foi linda.
- Obrigada, eu que compus esses dias.
- Uau, é perfeita, mesmo. Foi pra Lily né?
Ele corou um pouco, algo raro para o maroto.
- Você me pegou, é sim.
- Você gosta dela de verdade né?
- Odeio admitir, mas aquela ruiva me pegou de jeito e até hoje eu não sei como. – comentou desolado.
- Entendo. James, você quer saber o que eu acho? – ele concordou com a cabeça. – a Lily não quer ser mais uma em sua listinha, então para de sair com um monte de outras garotas. E não me olhe assim, se você realmente quer conquista-la, prove que gosta dela. – disse quando ele fez uma careta.
- Continuo chamando ela pra sair?
Lene parou pra pensar por um segundo.
- Sim, mas com menos frequência. E tente não irrita-la tanto, parece desrespeitoso e ela não gosta.
O maroto fazia anotações mentais das dicas dela e sorriu.
- É que eu gosto de vê-la irritada, ela fica linda, mas farei isso. Obrigada Lene, você foi definitivamente uma ótima aquisição pro grupo, e eu não me refiro a banda.
Foi a vez dela sorrir.
- De nada Jay, mas se você magoar a ruiva, eu juro que te mato.
Os três meninos riram e James concordou.
- Meninos, como eu ainda não conheço o repertorio de vocês, vou apenas observar o ensaio hoje, okay?
- Tudo bem Lene, já imaginávamos isso mesmo. – disse Remus.
Os quatro ficaram ali rindo, esperando que as outras duas chegassem, o que demorou apenas uns 15 minutos.
- Boa tarde seus lindo. – saudou Dorcas, sendo seguida por um Lily de óculos escuros bem grandes cobrindo seus olhos.
- Oi. – foi o comentário dela, claramente sem a menor vontade de estar ali.
- Tudo bem Lily? – perguntou James preocupado.
Ela nem respondeu, apenas bufou e sentou-se num puf.
- Vamos sair mais tarde Evans? – ele disse, tentando obter alguma reação dela.
- Eu ainda não tomei um café para acordar, algo que a Dorcas me prometeu quando eu chegasse aqui, então eu não tenho energia para achar um jeito inteligente de dizer que eu iria preferir bater minha cabeça repetidamente na parede do que sair com você. – Lily então parou por um segundo antes de continuar – na verdade... isso não foi tão ruim.
Todos acabaram rindo, inclusive James, que já estava acostumado com os foras da ruiva.
O ensaio não durou muito, devido ao estado de Lily, mas todos ficaram jogando conversa fora por um bom tempo.
Mais tarde Sirius levou Marlene de volta para a rua deles, que por ser sem saída era um bom lugar pra ensina-la a andar de moto.
- Okay Lene, vou te ensinar com calma, e você não pode acelerar muito logo no começo.
Sirius trocou de lugar com ela, ficando na garupa pra poder ajuda-la com qualquer problema.
No inicio Lene se atrapalhou bastante, mas com o passar dos minutos e com as dicas muito uteis do maroto. Foi até ela que levou a moto até em frente a sua casa.
- Sirius! – exclamou ela descendo da Yamaha preta. – Adorei! – disse antes de abraça-lo pelo pescoço.
- Que bom morena. – respondeu ele dando aquele meio sorriso cafajeste que só ele conseguia dar e fazer o coração dela quase parar. – vamos juntos pra escola segunda e você pode ser a piloto.
Isso fez a garota solta-lo e sorrir.
- Gostei da ideia.
- Está marcada então. Agora entra, é melhor está ficando tarde.
- Está bem papai. – falou revirando os olhos, mas obedecendo.
Sirius se recostou na moto e divagou por um tempo sobre aqueles olhos, o que não foi o melhor a se fazer, uma vez que vindo em sua direção estava quatro brutamontes.
Ele não notou o que estava prestes a acontecer até ser atingido pelo primeiro soco que o derrubou no chão. O maroto tentou se levanta, mas foi atingido por um chute no estomago.
- Caso você esteja se perguntado por que,eu te digo Black. É pra te mostrar que você não deve chegar perto da minha namorada outra vez, entendeu. – disse o jovem mais alto, enquanto chutava Sirius varias vezes. O maroto era bem forte, e teria dado conta do namorado ciumento se ele tivesse tido a coragem de enfrenta-lo sozinho.
O moreno perdeu a consciência e foi bem a tempo da coisa ficar mais séria que James e Remus, que subiam a rua, alcançaram o grupo e conseguiram através de alguns socos enxotar os caras que atacavam o amigo.
- Droga Sirius, por que você tinha que se meter com uma garota comprometida? – perguntou Remus, sem esperar resposta, ajudando James a levantar o maroto que tinha um lábio cortado e que provavelmente ficaria com o corpo roxo e muito dolorido por alguns dias.
Jay conseguiu manejar Sirius até seu quarto sem que seus pais vissem o estado do amigo, que voltava a consciência durante o curto caminho, muito zonzo.
- Certo garotão, deite-se.
- Oh sim, cama, uma boa caminha.
James apontou o banheiro para Remus, que foi pegar antisséptico e gaze para o amigo.
- E olhe só quem está aqui! É a enfermeira James.
Remus teve que se segurar para não rir da cena: James limpando os machucados no rosto de Sirius.
- Vou deixar aspirinas junto ao telefone junto com um grande copo de água, imagino que não vá conseguir chegar até a cozinha. Tome três, desligue o telefone e durma. Nós vamos procurar aqueles caras, se algo interessante acontecer eu passo aqui pra te buscar.
- Amo você doçura. – disse Sirius com a cara contra o travesseiro.
- Então compre-me um casaco de pele e um belo par de brincos para o nosso aniversario. – respondeu James que, mesmo vendo o amigo naquele estado, não pode deixar de brinca com ele.
- Pode deixar.
Os dois perceberam que o moreno dormiu, algo que eles provavelmente não deviam deixa-lo fazer, mas tinham de encontrar aqueles caras e dar uma lição neles.
OoOoOoOoOoOoO
A busca dos marotos não deu em nada, mas encontraram Frank Longbotton no caminho e o amigo prometeu procurar o grupo caso visse algo de estranho.
James guardou a moto do amigo na garagem, já que ela tinha ficado na rua depois do ataque e Remus foi pra casa descansar.
Jay olhou o amigo no quarto, que ainda dormia profundamente, e foi para o seu próprio descansar também.
OoOoOoOoOoOoO
Lene acordou no dia seguinte e ao olhar pela janela viu Sirius se vestindo, com uma enorme bandagem enrolada no seu tronco. Arregalando os olhos assustada, a morena colocou um sobretudo, abriu a janela e, do mesmo modo que o garoto havia feito uma vez, foi até a casa vizinha e bateu na janela.
O maroto se assustou com o barulho e virou para ver quem ela, e se apressando para abrir a janela quando viu quem estava lá fora.
- O que faz aqui Mclanche? - perguntou ele tentando disfarçar as marcas no rosto.
- Vim perguntar o que aconteceu com você, parece que foi atropelado por um ônibus.
- Agora é a sua vez de elogiar né morena. – o moreno comentou, tentando escapar da pergunta.
- Nem tente me enganar cão. O que houve ai? – e apontou para o corpo do garoto.
- Eu transei com uma garota comprometida, o namorado descobriu e veio tirar satisfações ontem a noite depois que você entrou.
- E eu devo deduzir que você não foi ao hospital.
- Não me machuquei tanto assim Lene, eles só me pegaram porque estavam em maior numero, sabe, quatro contra um não é muito justo.
- Então por que você esta com essa bandagem enrolada na cintura se você não se machucou?
- Faz parecer que meu traseiro é menor.
- Aham, até parece. – ela deu um tapa nas costas do maroto, que gemeu.
- Autch! Lene, isso doi!
- Não se machucou uma ova. Vamos ao hospital. – avisou ela.
- Não precisa morena.
- O caramba que não precisa, me espera lá embaixo que eu vou pegar minhas chavas e já te encontro e já te encontro.
- Não quero.
- Sirius, você esta machucado, eu vou te arrastar se precisar, estou em vantagem hoje.
O moreno bufou contrariado, mas obedeceu. A garota voltou pro quarto pelo telhado mesmo, pegou as chaves e depois dirigiu até o hospital com Sirius tagarelando do seu lado sobre como não era necessário e que ele estava bem.
Obviamente não adiantou e não era verdade, ele estava com uma costela levemente rachada, que cicatrizaria rápido se seguidos os conselhos do médico.
Voltando pra casa, o maroto levou Lene até o seu quarto, se preparando para ouvir um sermão sobre como ela estava certa, mas ela apenas mandou ele tirar a camisa para que ela pudesse refazer o curativo.
- Black, você está todo roxo, como você pode pensar em não ir ao hospital? – comentou ela preocupada.
- Sei lá, sou de ferro, não me machuco tão fácil assim. – ela apenas revirou os olhos, se abanando um pouco por conta da temperatura elevada do quarto, ou era nisso que ela queria por a culpa, e não no corpo forte do moreno.
- Voce está com calor. Tire o casaco.
- Como é?
- Tire-o.
Ela enrugou as sobrancelhas.
- Não.
- Quero que tire Lene.
- Então vai ficar querendo. Não iria me afetar, mas provavelmente seria uma distração enorme pra você.
Ela ia falando e enrolando uma bandagem nova pela pele marcada do maroto. Quando viu que a garota tinha terminado, Sirius a puxou para si e caiu na cama com ela sobre o seu corpo.
Tentando não se exaltar, a morena levantou uma sobrancelha.
- Vamos Lene, eu sei que você quer isso tanto quanto eu.
Falou o maroto roçando os lábios nos da garota.
- Você tem que parar de usar sexo como válvula de escape Six.
Disse ela provocando, os lábios próximos aos dele, para depois rolar para o lado dele na cama, frustrando o maroto.
- Ai ai, você me frustra morena.
- Eu sei Six, mas é por isso que você vem atrás de mim.
A garota afirmou isso e deu um selinho nele, surpreendendo-o.
- E você deveria arranjar uma garota legal Six, e não descarta-la depois de uma noite.
O moreno revirou os olhos, mas resolveu continuar implicando.
- Hey, você é uma garota legal, quer transar comigo?
Ela revirou os olhos.
- Um dia eu vou responder que sim e você vai surtar.
- Um dia eu vou parar de tentar e você vai surtar.
- Um dia eu vou transar com você sem que você ao menos peça.
- Um dia... espere, o que estou fazendo? Isso está ótimo! Vamos parar por aqui!
Lene riu da animação de Sirius, e se levantou.
- Vou indo Six. Beijos.
- Aah Lene, seus lábios parecem solitários, eles não querem encontrar os meus para se despedir antes que você vá?
Ela apenas riu e voltou para sua casa pelo telhado, com o pensamento de que essa relação com Sirius não seria das mais fáceis.
OoOoOoOoOoOoO
N/A: Ai está! Mais um capitulo fresquinho pra vocês!
Espero que estejam gostando da historia até agora, esses personagens eu amo de paixão!
Talvez o proximo demore um pouco mais pra sair já que estou com bastante coisa pra fazer na faculdade, mas assim que der eu posto mais um aqui pra vocês, desde que agraciem essa umilde escritora com alguns comentarios de insentivo, hehe.
Beijinhos
Lana Sodré:Eu também amo Glee, algumas musicas deles ficam melhores que as originais. Quando me lembrei dessa sabia que tinha que ser a primeira que esses dois cantam juntos! :D
O Sirius não é a pessoa mais discreta ou delicada, mas com certeza tem médotos eficientes uhauahuauha.
Obrigada pelo apoio! *--*
Beijos