Ron sentia-se só, muito só. Ele já tinha os seus 17 anos e estava no seu último ano em Hogwarts…como era um lugar importante para ele. Se vermos bem foi lá que cresceu, conheceu o melhor amigo Harry Potter, mas principalmente foi laque ele conheceu a sua melhor amiga: Hermione Granger.
Ron e Hermione, apesar de melhores amigos, sempre discutiam muito e por coisas insignificantes, mas muitas vezes era graças aos ciúmes dele. Ele ainda se lembrava do seu quarto ano, quando a convidou para ir ai baile com ele, mas ela recusou e foi com Viktor Krum e ainda lhe deu uma resposta que ele o deixou de rastos: “Para a próxima vez que me quiseres convidar, convida-me mais cedo e não como último recurso.” A partir daí, começou a odiar Krum, porque o que í, começou a odiar Krum, porque o que Ron mais queria era ter ido com ela ao baile.
Mas foi no sexto ano que ele percebeu o significado do tal sentimento que ele sentia quando ela se aproximava dele e os seus ciúmes: ele gostava dela mais do que imaginava. Ron sentiu tantos ciúmes quando soube que Hermione tinha beijado Krum, que vingou-se e foi namorar com Lavender. Ainda tinha a pequena cicatriz na mão por causa que quando Hermione soube, mandou-lhe um feitiço e um bando de pássaros atacou-o. Ron depressa acabou com Lavender , porque ele não gostava de enganar-se a si próprio e ainda por cima a ferir os outros.
Agora no seu sétimo e último ano em Hogwarts sabia que iria ter muitas saudades de tudo o que passou. Ele achava triste depois de anos nunca ter contado nada à Hermione.
Ron pensou e concluiu que devia estar nos jardins a divertir-se para viver cada momento lá em Hogwarts. Ele não sabia se devia confiar no destino ou se o destino existia, mas ele tinha que viver. Então, Ron que estava no dormitório, saiu e foi até ao jardim. Andou até encontrar Harry e Hermione a fazer os deveres.
- Por onde andas-te, Ron? – pergunta Harry.
- Por aí a pensar na vida.
- Na vida? Não tens mais com que te preocupar? Então e os deveres?
Como ela podia ter dito aquilo? Ela nem sequer reparou que Ron estava triste? Um ódio ardente começou a invadir o seu corpo.
- Claro, tu só pensas em deveres e nem olhas para mim para perceberes como estou triste. Olha estou farto que gostes mais dos teus livros do dos teus próprios amigos. – gritou Ron e saiu.
Hermione ficou paralisada com a resposta, ele tinha razão, ela não tinha olhado para ela. Ela foi muito inconveniente.
- Harry, não era isso que eu queria dizer. O que faço? – pergunta Hermione, triste.
- Acho melhor ires atrás dele para resolver as coisas.
Hermione saiu e foi até ao lago que era o sítio que Ron mais gostava em Hogwarts e achou-o lá. Ron estava tão triste que nem deu pela sua chegada.
- Ron!
- O que estás aqui a fazer? Tiras-te um tempinho para mim? Cuidado que os livros podem fugir.
- Desculpa. – implorou ela.
- As desculpas não se pedem, evitam-se.
- Eu sei, mas eu não queria ter dito aquilo. Ronald, eu adoro-te.
Ron quando ouviu “adoro-te” apenas sorriu e disse:
- Também te devo um pedido de desculpas. Acho que exagerei um pouco.
Hermione quando percebeu que tinham feito as pazes, ficou tão contente que a primeira reacção que teve foi abraça-lo, mas depois de perceberam que estavam à demasiado tempo a abraçarem-se e separaram-se, muito corados.
- Então…er…vamos ter com o harry? – pergunta Ron.
- É melhor.
Eles dirigiram-se para o castelo, na sala comum dos Grinfindor, onde encontraram Harry com a sua namorada, Ginny, a conversarem e repararam que eles tinham entrado.
- Então pelos vistos já fizeram as pazes. - disse Harry, com um sorriso maroto.
- E tu pelos vistos aproveitas-te logo para vir namorar com a minha irmã. – retorquiu Ron com o mesmo sorriso de Harry.
- Ron, é melhor irmos embora, dispenso fazer de vela. – disse Hermione a rir.
- Então adeus. – disse Harry, piscando o olho a Ron.
- Adeus.
Ron não percebeu o significado daquilo, mas não ligou muito.
- Então onde vamos? – pergunta Ron.
- Ah, vamos para a sala precisa. Lá podemos estar em segurança para não nos apanharem nos corredores à noite.
- E sabes o que vamos fazer?
- Confias em mim?
- Claro que sim
- Vamos jogar um jogo de perguntas.
- Não sei se alinho nisso.
- Oh Ron, que tem? Se confias em mim acho que me consegues contar os teus segredos. Está bem.
Chegaram lá e a sala precisa transformou-se em uma sala com lareira, uma mesa e dois sofás. Entraram e sentaram-se.
- Eu fiz este jogo contigo, porque nós sempre fomos os melhores amigos, mas desde o ano passado temos andado distantes. Vá, vou começar. Tu amavas a Lavender no ano passado?
Ron engoliu em seco, ela tinha lago que fazer essa pergunta?
- Não. Agora sou eu. Curtis-te com o Krum?
Agora foi a vez de Hermione se enterrar no sofá.
- Sim.
Ron que era muito ciumento, sentiu-se estranho mas não era uma boa sensação. Ele já tinha ouvido isso da boca da irmã, mas sempre tinha aquela esperança que fosse mentira e agora ouvir da própria boca de Hermione era ainda pior.
- Ron, acorda. – disse Hermione.
- O quê?
- Se não amavas a Lavender porque andavas com ela?
- Para fazer ciúmes a quem e roubou o coração. Sei que fiz mal, mas eu estava muito mal e a Lavender á mesmo uma menina maravilhosa.
Hermione pensou irónica: ”Uma menina maravilhosa? A Lavender? Deixa-me rir.”
- Tu ainda gostas do Krum?
- Não. Eu nunca gostei verdadeiramente dele. E quem te roubou o coração?
- Er…Quem? Pois, acho melhor o jogo acabar. Estou cheio de sono, vamos dormir.
- Mas...Ron!
Ron pegou nela pelo braço e levou-a até à sala comum.
- Vá adeus! – disse Ron, indo para o dormitório masculino.
- Ron, obrigada!
- Pelo quê? – virou-se Ron.
- Por seres meu amigo. Sou muito feliz por isso.
- Então estás com sorte, porque vais ser feliz para sempre. – respondeu Ron, piscando-lhe o olho e saindo, deixando para trás uma Hermione sorridente e...feliz.
Ron deitou-se na cama muito feliz, pois apesar de não saber o que ela sentia por ele para além da amizade, sabia que, pelo menos, ela sentia uma grande amizade por ele e isso já o fazia bastante feliz. Ele gostava bastante dela, sim, mas seria um amor tão grande para arriscar destruir uma amizade de sete anos? Talvez...mas não podia arriscar.
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