ANTES:
– A única coisa que eu me lembro foi da detenção que manchou meu histórico perfeito. - Por incrível que pareça, minha voz saiu forte, confiante. Ele riu e seu hálito de hortelã bateu no meu rosto me fazendo fechar os olhos. Ele, se aproveitando do meu momento de distração, acabou com a distância que havia entre nós. Esperei seus lábios encostarem nos meus mas isso não aconteceu. Num momento, ele mordia meu lábio inferior e no segundo seguinte ele havia se distanciado levando todo o calor do momento. Depois de alguns instantes parada ali, avaliando a situação, saí de lá xingando até a 10ª geração do ruivo.
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Capítulo 6 - "Você é sonserina, ele grifinório... não é certo"
Tinha acabado de voltar do almoço, estava cansada de não fazer nada. Já tinha passado a manhã na biblioteca e tudo lá me desconcentrava. Resolvi voltar pro meu quarto e ficar por lá. Entrei no Salão Comunal dos monitores e lá estava o ruivo que tomava conta dos meus pensamentos. Nem olhei pra ele, continuei meu caminho até a porta dos dormitórios femininos e me assustei quando a outra porta abriu com força batendo na minha cabeça.
– Ai! - Gritei colocando a mão na cabeça que doía.
– Hermione? Meu Merlin, me desculpe, eu não vi você aí!
– Jura Draco? Achei que tivesse feito de propósito! - Ele fechou a cara ao ouvir meu tom irônico.
– O que foi que houve? Por que você gritou? - Um Weasley eufórico subia as escadas correndo.
– O idiota do Draco deu com a porta na minha cabeça. Ai que droga, vai nascer um galo aqui. - Gritei com eles e minha cabeça latejou.
– Ei, já pedi desculpas, não sou vidente. Como eu iria saber que você tava aí?
– Talvez se você abrisse a porta como uma pessoa normal… Ai! - Coloquei a mão na cabeça e eles me olharam estranho.
– Acho melhor ir na Ala Hospitalar não? Tá doendo?
– Sim, tá doendo, vou pro meu quarto!
Abri a porta com toda força que tinha e entrei no meu quarto.
– Isso é que é abrir a porta como uma pessoa normal! - Disse Draco que vinha me seguindo e eu nem notei.
– Por que está com tanta raiva? - Perguntei entrando no banheiro e conjurando um saco de gelo. Voltei e ele estava sentado na poltrona embaixo da janela.
– Gostei do quarto.
– Que bom, mas não muda de assunto.
– É o Snape. - Lembrei imediatamente do dia em que os encontrei discutindo no corredor e do que o Weasley falou… “Seu amiguinho está querendo se tornar um comensal…” Espantei os pensamentos voltando minha atenção ao loiro a minha frente. - Ele insiste que eu teria que provar minha lealdade ao Lorde das Trevas se quisesse me tornar um Comensal e surtou quando eu disse que não queria me tornar um Comensal. Disse que eu era uma vergonha pra minha família e que Você-sabe-quem não ficaria nada satisfeito com minha atitude. Eu quero mais é que eles se explodam, todos eles.
– Entendo. Não há nada que possamos fazer quanto a isso. Você precisa se proteger, sabe que eles virão atrás de você e tentarão te obrigar não é mesmo?
– Não entendo por que eles nunca vieram atrás de você. Você é inteligente, uma das melhores alunas de Hogwarts, se não a melhor e é Sonserina.
– Sou uma “sangue-ruim” esqueceu? Não foi assim que seu pai me chamou naquele verão em que fui te visitar? Meu sangue os incomoda. E eu gosto disso, me sinto protegida.
– Já disse pra esquecer isso, Hermione. Lucius é um cretino. Não sabe o que fala, acha que sendo sangue-puro está no topo do mundo. E não faz ideia do quanto ele está errado.
– Sim, ele está, e logo logo ele vai perceber isso. Ou não, levando em conta que nossas vidas está nas mãos de um garoto da nossa idade. Isso me deixa bastante aflita. A maior parte do mundo mágico confia em Harry Potter agora que sabem que ele é o eleito! Eu é que não queria tá na pele dele com tanta pressão assim.
– Hermione, eu quero que você fique longe do Weasley. - Abri os olhos assustada com a mudança drástica de assunto.
– Do que você está falando? - Perguntei tentando manter a voz firme. Ele não poderia saber de alguma coisa, poderia? Mas saber de que? Não aconteceu nada!
– Hermione, não posso ler a sua mente mas a dele eu posso. Percebi a preocupação dele com você agora pouco e fiquei curioso. Estou falando sério, fique longe dele. Ele é grifinório e você é sonserina, isso não é certo.
– Pode ficar tranquilo Draco, não aconteceu nem irá acontecer nada. - Disse com uma voz amarga mas ele nem percebeu. - Agora você pode me deixar sozinha?
– Tudo bem, mas ainda acho que você devia ir na Ala Hospitalar.
– Eu odeio aquele lugar, vou ficar bem, agora saia.
Ele saiu me deixando só com meus pensamentos. Então ele estava preocupado comigo? Isso é um tanto quanto interessante e… estranho. As palavras de Draco voltaram a minha mente… “Ele é grifinório, você é sonserina, isso não é certo…” Ele estava certo, nós devemos nos odiar e nada mais que isso. Uma batida na porta me fez xingar mentalmente. Levantei meio preguiçosa e a abri. Um ruivo alto e com expressão preocupada estava parado ali.
– O que você quer aqui, Weasley? - Perguntei vendo-o recuar.
– Só queria saber se você está bem e se realmente não quer ir até a Ala Hospitalar. - Ele disse meio incerto, olhando os próprios pés.
– Qual o problema de vocês, homens? Eu to ótima, não preciso ir na Ala Hospitalar. Não sei se vocês não perceberam, mas não sou feita de vidro. Agora se me der licença, tenho coisas a fazer.
Bati a porta com força, antes que ele falasse alguma coisa. Eu seria irredutível, não o deixaria se aproximar de novo. Draco estava certo. Eu me tornaria uma completa piada se me deixasse envolver com aquele pobretão grifinório.
Pude ouvir seus pés se arrastarem pelo corredor e em seguida a porta do corredor bater. Qualquer dia desses alguma porta apareceria quebrada.
Peguei um livro qualquer na estante do meu quarto e comecei a ler. O cansaço me venceu e eu acabei adormecendo sentada na poltrona. Acordei algumas horas depois, toda dolorida e dei uma olhada na hora. O jantar seria servido em breve.
Tomei um banho rápido, apenas para despertar e coloquei uma roupa bem quente já que ainda estava frio demais. Fui até a mesa da Sonserina no Salão Principal e sentei próximo ao time de quadribol. Draco e os outros conversavam animadamente sobre o primeiro jogo que seria no próximo fim de semana.
– Nosso primeiro jogo é contra a Grifinória, precisamos derrotá-los a qualquer custo. Draco é tão bom quanto o Potter como apanhador. Só porque o Cicatriz é famoso todos os idolatram. Mas sábado isso vai mudar. Nós vamos acabar com eles! - Dizia Marcus Flint, capitão do time.
– Vamos pegar pesado nos treinos essa semana, vou reservar o campo de quadribol pra nós, todas as noites. O que vocês acham? - Disse Zabini para os amigos
– Acho ótimo, pode falar com o Prof. Snape e pedir autorização pra treinarmos todos os dias após o jantar.
Me desliguei da conversa ao meu lado e olhei em volta do salão. Meus olhos pousaram na mesa da grifinória, mais precisamente em Lilá Brown e Ronald Weasley, sentados um ao lado do outro, conversando animadamente. Tentava usar as palavras de Draco como um mantra e parecia estar funcionando. Ainda continuava olhando pra mesa à frente quando senti um outro olhar sobre mim. Era Harry Potter. Desviei o olhar rapidamente, voltando a me concentrar na minha comida, logo depois engatando uma conversa sem graça com Emília Bulstrode.
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N/A: Esse capítulo é um pouco chato na minha opinião, mas é importante pra fic. Mas prometo que o próximo terá grandes emoções! HAHAHAHAH Lana querida, fico muito feliz que esteja gostando da fic e agradeço todos os maravilhosos comentários que fizeram meus olhinhos brilharem!! <3