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Visualizando o capítulo:

30. Seus Medos


Fic: O Mesmo Destino - Vários Ships - UA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Esse capítulo é mais tranquilo. Romione para as que gostam :)
No próximo, Draco!

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Hermione estava tensa.  Há quatro dias que Harry estava internado, porém agora, acordado. Estava melhorando gradativamente e em breve seria liberado e poderia voltar para casa. Ela estava ansiosa por isto. Mas o que estava martelando na cabeça da morena e lhe deixando ao ponto de estar desesperada não era o fato do irmão estar melhor, isso a alegrava, o que a deixava realmente tensa era o fato de ter dormido três dessas quatro noites com o amigo ruivo. Aquilo sim era angustiante... E totalmente inconcebível.


Lembrou-se da noite de sábado e da manhã de domingo novamente. Estava nervosa.


 


[...]


 


Hermione abriu os olhos ainda sonolenta, envolta em um perfume que ela desconhecia, mas que era totalmente envolvente. Ouviu que Gina já estava na cozinha preparando algo para comerem no café da manhã e só após alguns instantes foi que reparou que dormia sobre Rony, quando sua atenção foi chamada pelo ressonar dele.


Olhou para Gina profundamente incomodada, mas a ruiva apenas sorriu companheira e lhe desejou bom dia em um tom relativamente baixo e agradável, continuando com o vai e vem na cozinha americana, de onde podia ver e ser vista com facilidade. Então ela moveu-se lenta e desajeitada sobre o corpo dele, fitou seu rosto ainda adormecido e pensou novamente no quanto ele era lindo e, apoiando a mão sobre o encosto do sofá, tentou erguer-se, mas foi impedida pelo peso do braço dele, totalmente relaxado, sobre suas costas. Não queria acordá-lo.


Olhou novamente para Gina, que lhe observava enquanto sorria e não pode conter-se, sentindo a face esquentar abruptamente. Queria sair daquela situação, mas estava quase que praticamente impedida disto. Olhou novamente para a ruiva, agora com um olhar suplicante, mas Gina apenas sorriu. Então, moveu-se novamente tentando, e num instante, Rony a abraçou mais forte ainda dormindo, impedindo-a totalmente de levantar-se. Rendeu-se. Era bom estar em seus braços, mesmo que sob os olhos da ruiva, mesmo que morrendo de vergonha, mesmo que em uma situação tensa e cômica. Relaxou o corpo novamente e recostou a cabeça em seu peito, ouvindo o bater tranquilo de seu coração e pensando no nada enquanto sentia sua própria cabeça mover-se de acordo com a respiração dele.


Após esperar alguns minutos maravilhosos e constrangedores, ele mexeu-se calmamente sob ela. Ela o olhou enquanto ele abria os olhos lentamente, sorrindo assim que a reconheceu em seus braços. Um sorriso perfeito. Totalmente encantador. Sorriu de volta. Não resistiu.


                                        


- Bom dia morena - a voz ainda era um sussurro devido à noite de sono.


- Bom dia Rony.


- Bom dia bela adormecida - os dois fitaram Gina que falava da cozinha - Faz quase uma hora que a Mione se mexe tentando levantar e você não deixa - sorriu.


- Desculpe - ele falou fitando a morena sem nenhum pingo de incômodo com a irmã. Aquilo tudo estava apenas em sua mente, era fato e ela percebeu, por fim. Desopilar era o que precisava. O ruivo a via como uma amiga, estava confirmado agora e ela apenas estava enfeitando a cabeça com bobagens estúpidas. Harry deveria ser o seu foco principal agora.


- Tudo bem - ela sorriu de volta. E em seguida, os dois estavam sentados, lado a lado, sobre o sofá.


- Dormiu bem? - ele perguntou.


- Sim. - ela respondeu sem graça - E você?


- Eu também - ele sorriu.


- Eu acho que dormi sobre você... - ela estava constrangida e ele achou encantador - Tem certeza que dormiu bem?


- Como um anjo. E sim, você dormiu em cima de mim - ele sorriu ainda mais da vergonha dela - Tudo bem?


- Sim.


- Vocês podem ir escovar os dentes agora - Gina meteu-se novamente ainda movendo-se na cozinha - O café sai em uns 10 min.


- Ela parece a mamãe na maioria das vezes - Rony lhe sorriu depois de voltar à atenção da irmã para ela. Ela sorriu de volta e levantou-se em direção ao seu banheiro. O ruivo levantou-se em seguida, esperando pelas muitas perguntas que viriam da irmã, mas ela não as fez, ao menos, não naquele momento.


 


...


 


- Desculpe Gina - Hermione falou entrando na cozinha com um vestido florido de alças e a face corada de vergonha.


- Desculpar o que Mione? - a ruiva perguntou sem entender o motivo das desculpas.


- Por esta cena... Com... Seu irmão - sentiu as bochechas esquentarem novamente.


- Mas ainda não entendi o motivo das desculpas - Gina foi sincera fitando a morena.


- Eu... Bem. Não sei como explicar. Não aconteceu nada entre nós dois... Eu estava conversando com ele e de repente, acordei com o sol no rosto e...


- Hermione - Gina sorriu carinhosa fitando a amiga - Não precisa me pedir desculpas por nada. Você dormiu bem?


- Sim.


- Está dolorida por ter dormido no sofá?


- Não.


- Descansou?


- Sim.


- Isto é o que importa. Além do mais, conheço meu irmão, ele não faria nem tentaria nada com você nestas condições, e ainda mais sem terem um compromisso um com o outro, ele sempre foi e é muito respeitador. Nem pensei isso, se é o que te aflige.

- Obrigada - ela sorriu. 


- Hum... A comida tá cheirosa eim Gina - Rony adentrou no local com calção e uma camiseta regata, deixando a pele alva, as sardas e os músculos desenhados à mostra, fazendo a morena ficar ainda mais envergonhada. Sentou-se rapidamente e nenhum deles pareceu perceber o constrangimento dela - Olha só Mione, não liga com a gente, é que somos assim mesmo, espaçosos, metidos e sem noção.


- Como se ela não tivesse percebido seus bons modos querido irmão... - Gina ralhou brincalhona.


- Só eu... Certo! E você, ruiva sem noção?


- Fale por você Roniquinho. Eu sou muito educada até.


- Certo. Ganha longe de mim no quesito falta de noção.


- Por que diz isto? - Hermione perguntou sorrindo.


- Ainda não percebeu que nós nos apoderamos de sua casa? - foi Gina quem respondeu.


- Mas podem ficar a vontade - Hermione falou e os dois sorriram - O que foi?


- Essa é a expressão mágica para liberar de vez a falta de vergonha dos Weasley - Rony falou e Hermione sorriu. Sentia-se incrivelmente bem ali.


- Vocês parecem tão unidos - Hermione falou enquanto Gina distribuía xícaras para os três e colocava sanduíches e panquecas sobre a mesa, sentando-se em seguida.


- Nós somos - Rony falou - A Gina e eu somos quase gêmeos.


- Como assim?


- Sou apenas um ano e cinco meses mais velho que ela. O papai e a mamãe não esperaram muito depois de mim.


- Entendo. - ela sorriu.


- E como somos tão próximos, acabamos nos dando melhor um com o outro - ele continuou - não que não nos damos bem com os outros, mas somos mais unidos. Sempre estudamos juntos, brincamos juntos, nos defendíamos. E acabamos crescendo com essa ideia.


- Mas você falou ‘outros’. Tem mais irmãos?


- Cinco além de nós dois - foi à vez de Gina falar.


- Nossa. A casa de vocês deve ser de pernas para o ar.


- Na verdade, era sim - Gina continuou já que Rony tinha a boca ocupada - Mas dona Molly nunca deu muita brecha pra gente.


- Dona Molly é barra pesada - Rony falou e as duas sorriram - Crescemos em uma chácara em um vilarejo chamado Ottery St. Catchpole.


- Eu conheço...


- Sério? - os dois ficaram curiosos.


- Sim. Mas só de vista... Na verdade, de passagem. Passei por lá em uma excursão no ano passado.


- Bem... Apenas você e os Weasley que conhecem, porque aquele lugar só tem gente de nossa família - Gina completou sorrindo.


- É... Crescemos lá - Rony continuou - Seis meninos e uma menininha...


- Por que eu sou a menininha? Quero ser a menina.


- Ok - ele revirou os olhos - seis meninos e uma menina. A Gina foi a mais esperada de todas as crianças de nossa família. A mamãe fala que há sete gerações que não nascia uma menina Weasley na família, até que veio a Gina.


- Sério?


- Sim. Sou especial. - sorriram.


- E seus irmãos?


- Todos mais velhos - Rony continuou - O Bill tem 34 anos, é casado...


- Com uma francesa irritante e metida á muita coisa - Gina meteu-se e Rony revirou os olhos.


- O nome dela é Fleur - ele prosseguiu - São casados e tem duas filhas, Victorie e Dominique. Depois vem o Charles, ele tem 31 e ainda não casou. Está noivo agora. Passou muitos anos na Romênia estudando. Ele é veterinário.


- Nossa... Que legal.


- É sim... E tem o Percy - Gina continuou - O mais almofadinhas de todos. Metido que dói, irritante e rabugento, mas não menos amado - ela sorriu - Ele já casou também. Tem 29, e a Audrey, que é totalmente diferente da chata da Fleuma, está gravida. Mas de pouco tempo, ainda não sabemos nem o sexo do bebê.


- Parabéns então.


- Ah é... Estou animadíssima. Adoro meus sobrinhos.


- Imagino...


- O Fred e o Jorge são gêmeos. Tem 26, são casados e os dois também são pais.


- Nossa... Quantos sobrinhos... Deve dar trabalho decorar o nome de todos - Hermione falou sorrindo.


- E se dá - os dois responderam em uníssono, rindo em seguida.


- Três anos depois vem o Roniquinho - Gina continuou - e no outro ano, nascia à estrela suprema da família.


- Vai sonhando - eles sorriram novamente.


- Vocês são louquinhos... - Hermione falou sorrindo ainda mais.


- Sim... - Rony confirmou - Os Weasley sofrem desse mal. Mas crescemos assim. Livres. A Gina era a menina-menino que queria brincar com a gente e a mamãe nunca deixava porque tinha medo que ela se machucasse, afinal... Éramos meninos descontrolados que podiam matar a bonequinha de Molly Weasley.


- Vocês sempre foram uns irritantes, isso sim. Eu apenas queria nadar de cueca com eles e os nossos primos e amigos e a mamãe nunca deixava - Hermione sorriu - Também nunca me deixava montar carrinhos de papelão e descer nos morros de areia que tinham lá perto. Mas o que eu mais tinha raiva é que ela comprava bonecas pra mim, quando eu queria brincar de jogar bola e soltar papagaio com os meninos.


- Deve ter sido bem difícil...


- E se foi - ela suspirou.


- Quando tudo isso acalmar, eu te levo lá pra você conhecer o clã dos cabelos vermelhos - Rony falou e Hermione sorriu concordando com a cabeça.


- Nossa... A mamãe vai adorar a Mione - Gina falou animada.


- Por quê?- a morena quis saber.


- Porque, embora não seja ruiva, você tem um estilo Weasley de ser.


- Que bom...


- Hermione, agora mudando de assunto - a ruiva continuou - eu estou indo resolver umas coisas hoje e gostaria de saber se você quer alguma coisa. Precisa falar com sua chefa, afinal amanhã já é segunda e não é legal que você vá trabalhar com o rosto assim... Ainda mais com o Harry internado.
 


[...]
 


Hermione passou aquele domingo inteiro com Rony e graças a Gina, conseguiu um atestado médico que lhe dava 20 dias de licença para cuidar do irmão, que ela usou no trabalho e na faculdade. Logo, todos já sabiam do estado de Harry e os visitavam com frequência.


O que ela não deixou de notar foi em como a ruiva ficava cada vez que Cho aparecia. Compreendeu então, que o carinho que Gina sentia pelo irmão não era apenas de amigo, como ela imaginara antes, mas que era o mesmo que Harry sentira por ela. Pensou em uma maneira de ajudá-los.


Então os amigos se revezaram para fazer companhia a Harry. Luna, Neville, Gina, Cho e Romilda sempre estavam com ele, não deixando que ficasse muito tempo sozinho. Gina ainda tinha o dever de acompanhar Hermione durante todo o dia - recomendações de Rony - e a noite, após passar em seu próprio apartamento, o ruivo encontrava-se com as duas para dormirem juntos.


Rony não chegou a conhecer Harry. Teve uma semana agitada depois daquele domingo e Gina fez questão que ele não se apresentasse a Romilda - fato que Hermione concordou depois de saber que ele era o mesmo rapaz que Romilda sonhava desposar - mas estava sempre lá para abraçá-la e reconfortá-la durante as noites em uma situação da qual ela já se acostumara, mas que não seria repetida. Já dormira com ele no sofá, no quarto com Gina e em seu próprio quarto. Sentia-se estranha por confiar assim e decidiu que a partir de hoje dormiria sozinha.


 


- Rony - Gina chamou a atenção do rapaz na sala do apartamento de Hermione enquanto ela tomava banho.


- Hum... - ele falou já imaginando o teor da conversa apenas pelo tom usado pela irmã.


- É... Eu tenho percebido como a Mione e você estão próximos esses dias...


- E...? - incentivou depois que ela calou-se.


- Er... Bem. Eu já percebi que você gosta dela faz tempo - ele a fitou em silêncio e voltou à atenção para a tv que passava um filme no dvd.


- E...?


- Vocês têm dormido juntos e...


- Qual o problema? Onde você pretende chegar?


- Nenhum... Mas é que depois de amanhã o Harry volta pra casa.


- Eu sei disso.


- E nós não vamos mais dormir aqui.


- Eu sei.


- Você não vai mais poder velar o sono dela e acalentá-la em seus braços.


- Gina...


- O que você pretende então?


- Não sei - ele virou-se finalmente para a irmã - Eu gosto dela Gina. Gosto do cheiro dela, da voz dela, de estar perto dela. Gosto de sentir como ela se sente protegida em meus braços. Eu gosto até do jeito que ela olha para o chão quando fica envergonhada. Eu não sei o porquê, mas só quero protegê-la. Já até pensei em falar com ela a respeito, mas não é o momento. Não acredito que seja.


- E a Pancy?


- Não tenho nada com ela.


- Sim... Você sabe e eu sei disso. Mas a Hermione não vai aceitar esse tipo de situação. Vocês aparecem juntos em todas as revistas de fofoca da cidade.


- Eu sei. Mas eu vou dar um jeito. Uma entrevista talvez... Não sei.


- Eu sei é que você gosta muito dela - Gina sorriu e ele sorriu de volta.


- Gosto sim.


- E eu acho que ela também...


- Acha?


- Sim.


- Será que...


- Dá um tempo pra ela. É muita coisa junta acontecendo, mas acho que vai dar certo sim - Gina sorriu e ele sorriu de volta.


- Valeu Gina.


- Te amo Cenoura.


- Amo você Gengibre...


- Vou tomar banho. - ela falou e lhe beijou a testa, deixando-o sozinho.


 


Hermione chegou um tempo depois. Sentou-se na cadeira ao lado, não ao lado do ruivo, como estava acostumada. Ele estranhou a novidade, ela também, mas era melhor começarem a se distanciar. Estava apegada demais. Precisava parar com isto.


 


- Algum problema? - foi ele quem perguntou.


- Não... Nenhum... - ela sorriu um pouco contrariada.


- Tudo bem - ele falou sem muita certeza, concordando com ela.


- E a Gina?


- No banho.


- Hum... Você está vendo Tempos Modernos? - ela reparou incrédula e sorriu em silêncio.


- Tô sim... Adoro o Chaplin. Ele era grande - respondeu sem desviar o olhar do aparelho.


- Não sabia que se interessa por artes e filmes antigos e...


- Tem muita coisa sobre mim que você não sabe Hermione - ele falou olhando-a nos olhos e ela arfou - Eu vi muitos filmes antigos durante o curso.


- Curso? É formado?


- Na verdade não. Fiz um curso apenas, desses de especialidades. Onde cresci não temos tantas possibilidades para estudos e essas coisas. Mas trabalhei um pouco no ramo.


- O que fez?


- Ilustração Gráfica.


- Uou! Sério? Nossa... Mas se onde morava era difícil e você teve esta oportunidade, por que parou?


- Cresci de forma bem simples como você sabe e queria crescer na vida rapidamente - ele falou sem muita emoção - Você entende? - a fitou e voltou a atenção para a tv.


- Acho que sim.


- Fiz um book com um dinheiro que recebi do trabalho que consegui e mandei para algumas agências aqui em Londres. Fui chamado rapidamente, e o salário compensava bem mais que o de Ilustrador.


- Entendo.


- Na verdade, eu queria me provar, eu acho - continuou fitando a tv - Se tivesse continuado lá na chácara, certamente, hoje eu estaria casado, com um filho a caminho e vivendo igual aos meus irmãos. Não que não seja um futuro maravilhoso - pontuou rapidamente olhando-a rapidamente - mas eu queria viver algo diferente... Queria me aventurar antes.


- Entendo.


- E se tivesse permanecido lá... Não teríamos nos conhecido - ele falou olhando-a nos olhos agora.


- É verdade - ela sorriu um pouco constrangida - E a Gina? Veio se aventurar também?


- Nunca... A Gina é muito centrada em tudo o que faz. Ela estava fazendo Direito na faculdade local e depois que eu vim pra cá ela perguntou se poderia tentar a transferência, afinal, o diploma daqui é bem mais visto que o de uma cidadezinha do interior.


- Claro. Eu também fiz o mesmo.


- Onde morava?


- No Brasil.


- Sério?


- Sim - ela sorriu do espanto - Na verdade, meus pais são daqui, então toda a minha família mora aqui. Meus pais passaram a lua de mel lá e se apaixonaram pelo lugar. Nunca mais voltaram.


- Entendo.


- Vínhamos sempre em feriados ou eventos importantes, mas eles nunca demonstraram desejo de voltar a morar aqui. O Harry veio passar um tempo aqui com nossos tios. Ele sempre foi muito solto... Vinha quando queria e sempre fez o que quis. Então, eu me formei em Recursos Humanos na Federal do Brasil, no estado onde morava, e resolvi vir fazer a especialização aqui, que seria muito bom para a minha carreira.


- Nossa... Você tem minha idade e já faz especialização.


- Comecei a estudar muito cedo, eu e o Harry, mas eu sempre adorei estudar na verdade, o Harry que sempre foi desleixado nos estudos. Quando soubemos que ele tinha passado na faculdade daqui a mamãe quase teve um troço de tanta felicidade.


- Sei bem como é - ele sorriu - Acho que seu irmão e eu vamos nos dar muito bem.


- Espero - ela sorriu de volta - Então eu vim... Passei um tempo na casa de uma tia e nunca conseguia encontrar o Harry, nossos horários nunca batiam. Até que coloquei um anúncio para dividir o apartamento, e quem me bate a porta? O Harry. A mamãe ficou animadíssima quando soube que estávamos morando juntos.


- Que bom.


- É... Só sinto saudades dos meus pais. Mas só faltam seis meses agora. Completo o curso e quem sabe não volto para casa...


- De verdade? - ele incomodou-se.


- Sim... Mas e você?


- Eu o que?


- Pretende seguir mesmo a carreira de celebridade? - ela sorriu.


- Talvez...


- Às vezes acho tremendamente estranho estar aqui com você...


- Por quê?


- Tem uma amiga... A Romilda, já falamos dela...


- A da faculdade... Eu sei...


- Mantenha-se o mais afastado possível dela - falou animada - É tiete e desesperada por você.


- Deve ser exagero de vocês duas.


- Não é mesmo. Ela sabe tudo sobre a sua vida... Tudo o que aparece nas revistas, claro - ela sorriu - E era engraçado porque ela vivia falando de você pra mim e pras meninas lá na faculdade, mas a gente realmente nunca atentou... Quer dizer, eu acho que todo mundo deve saber quem é você...


- Não sou tão famoso assim.


- Lá no jornal é sim. Pois bem... Ela só faltava me bater por eu não saber quem você era nem me interessar pelo ‘ruivo perfeito’ que ela vivia falando.


- Ih... Não sou perfeito mesmo - ele sorriu.


- Ninguém é. Mas é assim que ela te vê. Diz que ainda será uma modelo famosa e que vai te namorar.


- Ahhh! - ele sorriu gostosamente - Sério isso?


- Sim. E muito. E se a Gina não tivesse explicado sobre sua condição e se você não tivesse me dito sua profissão, eu nunca ia saber que você é o mesmo Ronald que ela tanto fala.


- Hum... Desligada?


- Não. Apenas não gosto de tietagem, muito menos de fama e show business. Desculpa, mas eu acho tudo isso muito superficial, totalmente irrelevante. É algo que é hoje, não amanhã. Não gosto de imaginar que todo o mundo sabe da minha vida, quando acordo ou quando deito para dormir, muito menos com quem namoro ou deixo de namorar ou sobre intimidades da minha vida. Não consigo aceitar o fato de pessoas manipularem minha vida e dizerem ou insinuarem que eu fiz ou disse algo. É muito fora dos meus princípios. Realmente, não nasci pra isso.


- Também penso assim...


- Isso é, no mínimo, contraditório Rony - ela sorriu.


- Eu sei. Mas o que eu queria mesmo era dinheiro. Acabei me envolvendo com pessoas muito falsas e por um momento pensei que a bondade do ser humano era só fachada... Pensei isso até conhecer você. 


- Eu? - ela encabulou.


- Sim. Você e toda a situação que nos envolveu me trouxe de volta as minhas origens. Me mostrou que não preciso de outras pessoas para ser bom. Que não preciso acreditar em terceiros, apenas em mim mesmo.


- Que bonito Rony...


- Não mais que...


- Rony... - foram interrompidos por Gina - Posso pegar teu carro?


- Claro. O que foi?


- Nada demais. Vou passar no Dino.


- Mas Gina...


- Nós não vamos voltar Rony - ela falou revirando os olhos - Só vou pedir ajuda com um fichamento que preciso entregar amanhã.


- Certo. A que horas volta?


- Acho que já passou do tempo de me fazer esse tipo de pergunta eim Ronald... - Hermione sorriu. Eles eram muito unidos mesmo.


- Ok! Tudo bem, tudo bem... Cuidado com o Dino.


- Ok. Prometo que vou me cuidar muito. Quer que passe em casa antes de voltar? Vai trabalhar amanhã?


- Só à tarde. Não precisa não mana. Valeu.


- Certo - ela beijou o irmão e em seguida, a morena - Farei o possível para voltar cedo, mas se demorar, podem ir dormir.


- Não sei por que vocês ainda se incomodam em ficar aqui em casa - Hermione falou chamando a atenção dos dois - Vocês só ficam atrapalhados na rotina de vocês.


- Eu te adoro minha amiga - Gina falou - E sei que o Rony também. Não é incômodo algum. Agora já vou antes que fique muito tarde.


- Até mais... - Hermione despediu-se também.


 


Gina saiu e os dois permaneceram ali, às vezes se olhando, às vezes fitando o filme... Os pensamentos vagavam em um patamar adiante de onde estavam. Os pensamentos eram seus segredos... Estavam perdidos neles.


 


“Como assim fez Ilustração Gráfica? Quantos segredos mais ele deve guardar? Será que poderia dividir? Será que eu poderia perguntar mais? Acho que não, ele parou de falar. Deve ter encerrado o assunto. Deve estar realmente interessado em prestar atenção ao filme. Mas o que ele iria falar antes da Gina chegar?”


 


“Voltar para o Brasil? Droga. Ela não é daqui... Quer dizer, não tem muitas raízes aqui. Mas que porcaria. Como você se apaixona dessa forma por uma garota que nem aqui vai ficar Ronald? Mas será que eu não poderia fazer alguma coisa para que ela ficasse aqui? E se namorássemos... E se eu falasse com ela... Não olhe assim para mim Hermione, posso não me controlar e te beijar...”.


 


“Que olhos tão lindos. Tão profundos e verdadeiros. Céus. Será que todos os Weasley são lindos assim? Se não, os pais dele devem ter caprichado quando o fizeram. Como consegue ser tão incrivelmente lindo... Hermione mantenha o foco. Olhe para a tv, não para ele... Mas eu não consigo. Que vontade de sentar ao lado dele... Sorria... Ele viu que você estava olhando pra ele.”


 


“Mas eu acho que realmente seria muito precipitado falar sobre algo do tipo. Não faz nem uma semana que nos conhecemos de verdade... Ainda tem a sombra daquele cretino que tentou violentá-la... Ah como eu queria bater nele até que ele não pudesse mais ficar de pé. Como pode ter coragem de tentar algo tão triste com ela? Tão doce, tão delicada... Rony, definitivamente, você está apaixonado.”


 


“Será que ele realmente vai me levar para conhecer sua família? Como me apresentaria? Como uma amiga sua idiota, claro que como amiga. É o que são. Entenda e compreenda que esses sentimentos estão sendo confundidos apenas na sua cabeça tola que deveria estar voltada para seu irmão, e não para esse ruivo... Deveria estar convalecendo da situação que passou na semana passada... Mas ele é tão lindo, tão companheiro e encantador. Me sinto tão bem em seus braços... Me sinto tão protegida quando ele me abraça... Será que era disso que a mamãe falava? Preciso fazer alguma coisa pra sair daqui.”


 


- Quer pipoca? - “Pipoca? O que? Mas que idiotice Hermione Jean Granger”.


- Claro. Quer ajuda? - “Pipoca... Seria uma boa. Quem sabe não senta do meu lado agora”.


- Não precisa não. É de micro-ondas. Prefere de chocolate, de caramelo, bacon ou tradicional?


- Hum... - ele semicerrou os olhos fitando-a engraçado - Tradicional.


- Viu... Eu tenho todo um cardápio também - ela sorriu - Vai agora ver que tenho dotes culinários.


- Não duvido - ele sorriu em resposta - O filme acabou. Quer ver outro?


- Pode ser. Ainda está cedo para dormir - ela falou já indo para a cozinha.


- Qual você prefere?


- Tanto faz. Fique a vontade.


- Não use essas palavras com um Weasley, Hermione Granger - ela sorriu.


 


Hermione seguiu até a cozinha, mas logo havia voltado. O telefone na sala havia tocado e ela apressou-se a atender. Suspeitava que fosse os pais, afinal, não se conectara na internet no fim de semana, como era costume, e achava que era muito tempo sem a mãe se comunicar.


 


- Alô!


- Oi minha filha, tudo bem por ai?


- Oi mame. Está tudo bem sim - nesse momento Rony tencionou retirar-se, mas ela, em um gesto da cabeça, falou que não era preciso.


- Por que não falou conosco esse fim de semana? Nem nos ligou? Seu pai e eu ficamos preocupados.


- Ah mamãe - odiava mentir para os pais, mas não poderia contar a verdade - Na verdade, o Harry e eu esquecemos. - Rony a fitou compadecido pela mentira e ela sentiu-se mal.


- Mas se esqueceram de seus pais?


- Não foi por mal, mamãe - ela tentou ser convincente - Acontece que o Harry precisou ficar até tarde lá no Longbotton e eu estava na casa de uma amiga terminando um... Um fichamento que tinha de entregar na segunda sem falta. E eu estava atrasada na matéria.


- Mas você nunca se atrasou nas matérias.


- Eu sei, mas dessa vez foi assim.


- Hum... Seu namorado não tem te deixado tempo para estudar, é isso?


- Claro que não mamãe - ela respondeu entristecida - O... Bem, o Cormaco e eu não estamos mais namorando - Rony percebeu como ela ficou aflita.


- O que houve? Por que meu anjo?


- Ah, mamãe. Eu prefiro não comentar a respeito. Foi um pouco triste e eu quero esquecer, só isso.


- Tudo bem meu amor. E onde está o Harry?


- Onde está o Harry? - ela olhou para Rony em um pedido de socorro e ele, rapidamente gesticulou um beijo em sua própria mão - Ele saiu. Está com a namorada - Rony sorriu e fez sinal de positivo para ela.


- Hum... Não gosto quando não entram em contato.


- Desculpe mamãe, mas tem sido uma semana bem difícil. Estamos bem atarefados desde a última sexta-feira e infelizmente, não tivemos como entrar em contato. Mas eu prometo que vou falar com o Harry e pedir pra ele ligar pra senhora.


- Tudo bem. Então, está tudo bem mesmo?


- Sim mamãe. Está tudo bem.


- Tudo bem então. Seu pai manda um beijo.


- Outro para ele. Amo vocês mamãe. E estou com saudades.


- Nós também minha flor. Amo você.


- Amo você! - ela ouviu a voz do pai em um grito e sorriu.


- Também te amo papai - ela falou no mesmo tom. Estava no viva voz agora, tinha certeza.


- Até depois.


- Até mamãe.


- Sua mãe me lembra a minha - Rony falou tentando tranquilizar o clima tenso.


- Eles são muito protetores. E estamos aqui quase que sozinhos. É normal que se preocupem.


- É sim. Claro que é. Mas e ai? Acha que ela se convenceu?


- Sim. Mas preciso de um novo plano porque eu tenho certeza que ela vai querer falar conosco no domingo, e como o Harry vai falar todo enfaixado?


- Você pode tentar algum problema na conexão...


- É... Vejo depois. Agora eu vou ver a pipoca. E obrigada com a ajuda...


 


Passaram-se alguns minutos até que Hermione voltou com uma travessa de pipoca. Colocou-a no centro da mesa de centro e sentou-se ao lado do ruivo, já que ali ficava fácil para os dois comerem as pipocas.


 


- Hum... De Repente 30? - ela perguntou estranhando os gostos por filmes do rapaz.


- Eu gosto dele - ele sorriu enquanto comia um punhado de pipocas.


- Sério? - ela perguntou comendo também, cruzando as pernas sobre o sofá e recostada no braço do móvel, o observando.


- Sim. Já vi umas cinco vezes com a Gina. É muito engraçado. Sempre que assisto eu tiro sarro chamando ela de Jenna.


- Ah... Rony - ela sorriu - Não seja tão mal.


- Mas não sou. Você gosta desse ou quer trocar?


- Eu adoro esse!


- Ah... Então tudo certo. Quando éramos pequenos a Gina vivia dizendo que queria crescer logo, pra poder fazer o que queria.


- Por causa da superproteção que teve?


- Sim... Mas eu não vejo assim. Veja bem, éramos 'seis' garotos, e você tem irmão, sabe como os meninos conseguem ser ameaçadores quando querem...


- Sim, eu sei - ela sorriu.


- Além dos seis cabeças de fogo, ainda tinha nossos primos, todos com as mesmas idades e pra piorar, os vizinhos mais distantes. Quando a gente se juntava pra brincar, era quase que uma sessão de terror... A mamãe temia por ela. Era uma menina, por tendência mais delicada, mesmo que convivendo com seis pestes como éramos. Sempre a protegemos de tudo e de todos, ela sempre foi a princesa lá de casa, e todos os irmãos sempre a viram assim...


- Ela se sentia sufocada...


- Exatamente. E sempre quis crescer e ser mais velha para poder fazer o que bem entendia.


- Tadinha... Eu entendo ela.


- Eu também... Mas é minha obrigação como irmão tirar sarro dela sempre que possível - ele sorriu e ela sorriu de volta, pesando finalmente, que aquela superproteção não era só do Harry para com ela, mas geral entre irmãos.


- Mas toda a sua família é ruiva?


- Sim - ele sorriu da pergunta - Agora está mudando. Meus pais são ruivos, e vem de famílias ruivas. Eu acho isso tudo muito preconceituoso, mas meus pais se conheceram na escola, ainda quando crianças e se apaixonaram desde então. Meus tios, primos, avós... todos estão entre ruivos ou de cabelos acaju. É estranho quando nos encontramos em festas.


- Imagino - ela sorriu do jeito gracioso que ele adorava ver.


- Mas está mudando. A Fleur, esposa do Gui é bem loira, e a Vic e a Nick são loirinhas também, a noiva do Charles e a Audrey, a esposa do Percy, tem cabelos escuros, e o Fred casou-se com uma negra, os filhos dele são negros e de cabelos bem escuros, mas a Roxy tem olhos azuis, é bem excêntrico...


- Deve ser uma família linda...


- É sim. Amo todos eles...


 


Continuaram assim durante a noite. Rindo, conversando sobre banalidades e se divertindo com as cenas do filme que já era tão conhecido para os dois, mas que era do tipo “eu não consigo deixar de ver”. Conversaram ainda sobre muitas banalidades, eventualidades da vida corriqueira, e sorriram... Sorriram muito um do outro e um para o outro.


 


- Eu adoro essa cena - Hermione se empolgou em uma certa cena do filme.


- Ah... Você é igualzinha a Gina - ele falou revirando os olhos.


- Por quê?


- Ela adora esse beijo desastrado deles - Rony completou também animado. Hermione era, sem dúvidas, uma ótima companhia.


- Sim... É agora... O beijo mais fofo que já vi em um filme - ela sorriu e virou-se inocente para ele - Que cor está a minha língua?


- Eim? - ele sorriu vendo que ela mostrava a língua, parecida com a cena do filme - Vermelho?... Vermelho resons? - caíram na gargalhada. Riam por tudo. Estavam felizes ali.


- Valeu... - ela respondeu animada recuperando-se da gargalhada.


- Você é uma figura Mione... - ele sorria ainda quando fitou a garota e respondeu. O sorriso morreu diante da troca de olhares e o silêncio os envolveu profundamente.


- Acho que isso foi um elogio. - a voz dela saiu num sussurro irritante - Obrigada.


- Sim, foi um elogio sim. E não há de que. É muito bom estar aqui com você. - ele fitou as mãos totalmente encabulado. Ela mexia com ele de uma forma estranha. Sentia-se um adolescente idiota e apaixonado perto de Hermione.


- É muito bom estar com você também - ela olhava para seus próprios dedos entrelaçados sobre seu colo - Embora em meio a todas as tristes circunstâncias, tem sido maravilhoso ter você aqui comigo esses dias. Nunca vou poder agradecer á altura tudo o que tem feito por mim.


- Não precisa agradecer. Ou melhor, sorria... Isso para mim é o melhor de todos os pagamentos.


 


Ela sorriu envergonhada fitando novamente os olhos azuis e ele aproximou-se mais. Hermione queria levantar-se dali e interromper aquele momento, mas ela também queria saber o que ele desejava, se sentia o mesmo que ela ou se tudo não passava de imaginação sua. Ele poderia estar apenas envolvido em tudo o que acontecia, sentia pena dela... Mas ela era egoísta... Queria que seus sonhos se realizassem, embora se martirizasse por conhecê-lo há tão pouco tempo, e mesmo assim, desejá-lo.


 


- Mione - ele estava muito próximo e ela sentia o calor de seu hálito.


- Hum... - ela murmurou sem sentir a voz sair.


- Eu não sei o que está acontecendo comigo.


- Por quê?


- Porque eu... Eu tenho pensado muito em você.


- É...? - ela estava hipnotizada no azul de seus olhos.


- Sim - a distância entre eles era de poucos centímetros - Sinto coisas estranhas quando você está perto de mim e... Tenho vontade de estar junto de você quando não estamos perto um do outro.


- Eu também tenho - Hermione fechou os olhos e sentia o corpo todo formigar. Era tão diferente... Ela esperava por um toque, e ele veio.


 


Rony recebeu o fechar de seus olhos como uma positividade para beijá-la. Fechou também seus olhos e tocou delicadamente os lábios sedosos da morena, num selinho longo e quente, sem movimentos, apenas de reconhecimento.


E aquele pequeno toque foi mais do que suficiente para fazer com que todas as borboletas de seu estômago voassem incontroladamente. Sentia-se sim como um adolescente bobo, mas estava apaixonado. Experimentava uma sensação nunca sentida antes. Era muito forte.


Hermione esperava algo mais devastador, algo mais profundo, mais forte, mas surpreendeu-se com o ruivo. O beijo era calmo, sem movimentos, sem carícias ou brutalidade. Como se ele não quisesse machucá-la ou tentasse poupá-la de lembrar-se de uma situação um tanto que triste. A espinha havia se contorcido dentro de si... Sentia algo difícil de descrever, algo que não reconhecia ter sentido antes. Achou que estava debilitada demais e isto a fazia sentir assim.


Então ele afastou-se do toque. E a fitando nos olhos, sorriu. Ela sorriu de volta e desta vez, o beijo foi completo. Cheio de carinho e um desejo que eles não sabiam de onde vinha, mas que era mais que uma necessidade agora.


 


- Rony, para. - ela interrompeu o momento levantando-se rapidamente.


- O que foi? - ele parecia atordoado.


- Isso está errado... Quer dizer... Eu gosto muito de você, o que é totalmente estranho levando-se em consideração que só te conheço há alguns dias e é realmente incrível ficar perto de você e dividir momentos com você, mas eu acho que não é o momento, não acho que seja certo, afinal eu quase fui... Você sabe, e foi você quem me salvou e depois o Harry foi espancado, ele está internado ainda e você morando aqui em casa esses dias, estamos muito próximos, e eu acho que talvez... Talvez estejamos confundindo tudo e depois eu não quero passar por tudo de novo, não que esteja comparando você e Cormaco, jamais faria isto, mas...


- Hermione, calma.


- Rony, você entende o que está acontecendo?


- Sim, eu estou apaixonado por você, e você por mim...


- Isso não está certo, quer dizer, é certo, mas não agora.


- Você está confusa, só isso. Não se preocupa tudo bem, eu vou respeitar o seu tempo e seu espaço, eu prometo.


- Eu... Eu realmente acredito em você, mas eu estou com medo...


- Claro que está. Você tem passado por dias difíceis, dias realmente muito complicados, não é tão fácil superar, e eu venho e te beijo assim do nada...


- Não foi do nada, eu também beijei você...


- E foi muito bom, mas vamos esperar um pouco. Vamos dar tempo para que você se acerte com seus medos, vamos esperar...


- Promete?


- Prometo!

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Comentários: 2

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Enviado por Tati Hufflepuff em 14/11/2013

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!!
Finalmente, finalmente, finalmenteeeee!! lindos demaaaais! preciso de mais Romione!!
Adorei o cap. todo do inicio ao fim, foi romântico, doce e incrível!
Seguindo >>> 

Nota: 5

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Enviado por Spencer Cavanaugh em 05/01/2013

AWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW *-* Eu necessito de um Ronald Weasley pra mim urgentemente, ele é perfeito demais, pelo amor de Merlim, serio, esse ano vou pedir ao papai Noel o Ron de presente, porque isso ai tá demais..... Nossa amei amei amei amei o capitulo, tá muito perfeito Andye, mas o que eu li lá no começo não esqueci não. O próximo capitulo tem Draco :/ E bem, ele está mal demais tadinho, não quero nem saber como o pobrezinho vai ficar :( peninha dele!

Bjooos *-*

Ps. Quero mais desesperadamente...Tô até vendo a cara da Romilda quando descobrir isso, aquela lá é doida de pedra... kkkkkkkkk
até! 

Nota: 5

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