FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

38. Acho que te amo melhor agora


Fic: O Preço De Amar Um Malfoy


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

N/A: Esse epílogo vai compensar todo o drama e chororô da fic inteira. É o capítulo mais lerdo que eu já escrevi, pra demonstrar o tempo de calmaria que esse pessoal vai ter nos meses que estão seguindo a guerra. Espero que gostem. :) O link da continuação vai estar na nota lá embaixo, não esqueçam de adicionar!


Acho que te amo melhor agora


“É o estado de graça, você acha que está sonhando. É a felicidade interior que está sentindo. É tão lindo que faz você querer chorar” – Innocence, Avril Lavigne


A primeira coisa que Hermione percebeu quando acordou era que Draco não estava deitado ao seu lado, o que não era convencional. E quando ela olhou para a pequena janela ao lado da cama, percebeu que como em todas as manhãs dos últimos dois meses, tudo que ela viu foi o oceano.


Começando a achar que alguma coisa estava errada, ela se levantou e enfiando uma blusa qualquer de Draco pela cabeça, subiu a pequena escada que dava para a parte externa do barco.


- Ei! – ela falou ao vê-lo sentado na ponta do barco – Eu pensei que já estaríamos em terra a essa altura, capitão!


- Eu decidi prolongar os nossos últimos momentos sozinhos, maruja! – ele falou a observando se sentar ao seu lado.


Ela olhou para frente e viu que eles estavam a deriva, não muito longe do porto de Londres.


Levantou seus olhos para ele.


- Eu me diverti, Draco. – ela falou.


- Mais do que o verão passado?


Pensou por um instante.


- O verão passado vai ficar sempre guardado no meu coração mas pensando em todas as brigas e conflitos daquela época, eu diria que esse verão acabou com o outro.


Ele sorriu e se curvou para beijá-la.


- Eu também. Você sabe que agora nós temos um compromisso, não é? – falou antes de beijá-la novamente.


- Que compromisso? – ela perguntou com a boca contra a dele.


- Fazer com que o próximo verão seja melhor que esse, - ele respondeu entre beijos - e o outro seja melhor que o próximo... e assim vai pra sempre...


Ela sorriu.


- Oh, com certeza... Grande compromisso...


- Por falar em compromisso... – ele se afastou um pouco para olhá-la – Eu tenho uma coisa para te dar.


Hermione tentou conter o entusiasmo. Finalmente. Ela tinha esperado dois meses para ter aquilo de volta.


Ele tirou algo do bolso e Hermione sabia que era o anel antes mesmo de Draco o mostrar. Mas quando ele colocou o anel debaixo dos seus olhos, foi o desânimo que teve que esconder ao ver que não era O anel. O anel que ele tinha lhe dado há o que parecia uma eternidade atrás.


- Oooh! – ela sorriu – Um anel! – e não teve que esconder a surpresa na sua voz.


Draco, obviamente, viu que tinha alguma coisa errada.


- Você não gostou? – ele examinou o anel como se procurasse alguma coisa de errado nele. O enorme diamante continuava brilhando inocentemente sob a luz do sol de final de verão e ele voltou seu olhar para ela – O que foi?


Ela balançou a cabeça.


- Não! É lindo!


Ela tirou o anel da mão dele e o colocou no seu anelar como que para provar alguma coisa.


- Viu? – ela levantou a mão para ele ver - Adorei!


- Hermione... – ele segurou a mão dela e olhou nos seus olhos – Desembucha.


- Não é nada... – ele continuava a olhando então ela suspirou – É só que... eu estava esperando que você me desse o outro anel. – ela desviou o olhar – O original.


- Mas Hermione... – ele parecia confuso e surpreso - Taylor usou aquele anel. Eu não achei que você fosse querê-lo.


- Eu sei... – ela murmurou – Mas... Em Hogwarts, depois que eu percebi o erro estúpido que eu tinha cometido... Eu sempre desejei ter aquele anel de volta. Sempre desejei ter aceitado ele.


Ele sorriu e ela tirou o anel do dedo, devolvendo a ele.


- É a nossa história, Draco. Pode ser bagunçada em alguns pontos... Mas é nossa.


Ele guardou o anel de diamante e conjurou o lindo anel com coração de rubi e Hermione sorriu ao vê-lo. Draco pegou sua mão e o colocou no seu dedo.


- É o lugar dele... – ele falou, a beijando em seguida.


Quando se afastaram, Hermione começou a se levantar.


- Agora nós realmente temos que ir. Ou nossos amigos vão pensar que nós nunca mais vamos voltar.


Draco suspirou.


- Isso não seria ótimo? – falou, se levantando também.


Hermione riu.


- Seria. Até Pansy ir nos caçar e dizer que nós somos os piores amigos de todos por não estarem presentes no casamento.


- É verdade... – ele a puxou pela cintura, colando seus corpos e a beijando novamente. Ele poderia beijar Hermione para sempre, sem parar, e nunca se cansaria.


- Draco... – ela falou – Nós temos que ir...


- Antes nós precisamos fazer uma coisa...


- O quê?


- Isso!


Um segundo depois, ele a levantou e se jogou com tudo na água, a carregando junto.


- Draco! – ela exclamou ao voltar para a superfície e vê-lo rindo. Jogou água em cima dele – Não tem graça!


Ele não parava de rir.


- Isso nunca perde a graça!


**********


O táxi encostou na frente de uma casa pintada de um amarelo desbotado e Hermione encarou o pedaço de pergaminho na sua mão.


- Acho que é aqui. – ela falou para Draco.


Eles pagaram o taxista e saíram do carro, passando por um portão de ferro que estava completamente aberto e pisando na grama alta do quintal da casa até chegarem na varanda que dava para a porta da frente.


- Hermione, você não me avisou que tinha mudado de idéia e decidido visitar os Weasley’s! – Draco comentou.


Hermione revirou os olhos e ele deu de ombros.


Tinham combinado de visitar Harry na sua nova casa. Com o fim da escola e a impossibilidade de se habitar o Largo – por razões óbvias – o moreno tinha decidido comprar uma casa para viver.


- Potter não é rico? – ele falou – Quem imaginaria que o Cicatriz seria pão duro, huh?


- Cala a boca... – ela murmurou antes de apertar a campainha.


Um instante depois, uma figura ruiva abriu a porta.


- Ah, eu achei ter ouvido a voz irritante do Malfoy...


- Oi pra você também, Weasley... – Draco murmurou enquanto observava sua namorada abraçar o ruivo como se não o visse há anos.


Entrou na casa e fechou a porta atrás de si.


- Finalmente! – Pansy exclamou ao entrar no cômodo em que estavam e vê-los – Achei que não apareciam hoje! Vocês não se cansam de tanto sexo?


Hermione exclamou “Pansy!” na mesma hora que Draco respondeu “Não...”


- Harry! – Hermione sorriu para o amigo que se aproximou dela – Então, essa é sua nova casa?


- Nós estamos com a mesma dúvida, Hermione... – Lucas comentou, sentado em uma cadeira velha de madeira perto de uma bancada – Certamente não se parece com uma...


Harry bufou.


- Olhem, eu sei que a casa não está perfeita! Mas foi pra isso que eu chamei vocês, ok?


Pansy o encarou.


- Sinto te decepcionar, Potter... Mas ‘Ei, venham conhecer minha casa...’ não é sinônimo de ‘Ei, venham ajudar a limpar a minha casa...’


- Parem de dificultar as coisas pro Harry... – Luna falou pela primeira vez – Eu estou muito orgulhosa dele por ter comprado a sua primeira casa. E esse lugar é incrível, só precisa de uma revigorada.


Hermione tinha que concordar. A casa era espaçosa – mais espaçosa do que necessário já que tinha dois andares e Harry moraria ali sozinho -, o quintal era enorme. Havia potencial no lugar e ela podia ver porque seu amigo o tinha escolhido.


- Luna tem razão. – ela disse – Vamos limpar!


Lucas, Pansy e Draco choramingaram em protesto mas logo todos eles estavam com as mãos na massa.


Hermione puxou Pansy em um canto assim que teve a oportunidade. Tinha sentido falta de uma pessoa ali:


- Onde está Gina?


A sonserina riu.


- Fazendo o que ela faz de melhor: ignorando o Potter.


- Ela não veio?


Pansy a olhou como se ela fosse louca.


- Você viria na casa do cara que você pegou na cama com outra no mesmo dia que ele disse que te amava?


Hermione suspirou. Muito provavelmente não.


**********


Como faxineiros, todos eles eram ótimos ex-estudantes de Hogwarts ainda sem futuro profissional definido.


O dia de limpeza tinha sido uma bagunça.


Primeiro, eles tinham decidido trocar as telhas quebradas da casa. Pra economizarem tempo, decidiram fazer isso com magia. Então eles amarraram Rony pela cintura e o garoto subiu até o telhado da casa de dois andares para fazer o trabalho. O problema foi que eles não foram muito lógicos na hora de escolher quem subiria e depois do garoto, por um descuido dele mesmo, pisar em uma telha quebrada, eles descobriram que uma pessoa muito mais leve e delicada seria uma escolha muito mais sábia para a tarefa. Pena que Rony precisou atravessar as telhas e cair no cômodo que seria o quarto de Harry, ficando pendurado lá de cabeça pra baixo pela corda que deveria salvá-lo para eles verem isso.


Depois, eles decidiram lavar o chão do primeiro andar e a única razão para aquela tarefa tão simples não ter dado certo foi o fato de que, aparentemente, todos eles tinham a infância perdida. Eles estavam todos fazendo o serviço muito bem até um certo ponto. Rony e Pansy estavam com mangueiras na mão, molhando o chão enquanto Draco e Lucas passavam o sabão e Harry, Hermione e Luna esfregavam. Tudo começou quando Hermione escorregou numa parte do chão em que havia sabão mas que ainda não estava completamente limpa, misturando sabão e poeira na blusa e short que usava. Eles achavam que seria uma boa idéia jogar água limpa nela, assim ela só precisaria se secar com magia e não teria o trabalho de tirar a sujeira também. Quando Rony e Pansy apontaram os jatos de água para ela ao mesmo tempo, a pegando totalmente de surpresa, a morena caiu de bunda no chão outra vez. Querendo se vingar, ela tirou a mangueira da mão de Rony e quando foi apontá-la pra ele, acabou atingindo Draco sem querer. Dá pra imaginar o que aconteceu depois daí. Eles molharam as paredes da casa inteira, tentando molhar uns aos outros e no final, se jogaram no chão exaustos da brincadeira idiota e super divertida deles. Olhando pelo lado positivo: o primeiro andar da casa estava um brinco.


O dia foi se passando nesse ritmo e quando a noite começou a chegar, eles tiveram a brilhante idéia de fazer o próprio jantar. Aquilo também não terminou muito bem e eles tiveram que religar a mangueira d’água para apagar o frango que Luna tinha misteriosamente conseguido tacar fogo.


No final, eles terminaram pedindo uma pizza e conversando sentados no chão da cozinha.


Já no fim da refeição, Pansy bateu seu talher no copo de plástico, chamando a atenção de todos como se ela estivesse em uma sala realmente cheia:


- Ok. – ela falou quando todos a olharam com cara de interrogação – Lucas e eu temos um convite pra fazer.


- Por favor. – Rony bufou – Nós já estamos indo na droga do casamento...


Pansy o encarou.


- Chame meu casamento de “droga” mais uma vez e eu duvido muito que você estará lá.


- É outro tipo de convite. – Lucas continuou – Como nós dissemos enquanto estávamos naquela ilha do mal, seria legal se a gente pudesse tirar um tempo pra relaxar depois desse ano maluco que nós estamos deixando pra trás. Então, Pansy e eu decidimos que nossas despedidas de solteiro vão ser um pouco diferentes.


Draco franziu a sobrancelha.


- Diferentes como?


- Como em conjunto. – Pansy respondeu – E estendidas para além de uma noite.


- Vocês querem, por favor, falar de uma vez o que estão pensando? – Harry falou.


Quando Lucas abriu a boca para responder, Pansy já estava exclamando entusiasticamente:


- Nós vamos para o Havaí!!!


- O quê? – perguntou Hermione, rindo do rompante dela.


- É perfeito. – Pansy explicou – Vamos viajar todos juntos como nossa despedida de solteiro. Vamos uma semana antes do casamento e ficamos lá por uns dias... Eu sempre ouvi falar que o Havaí é incrível. Mas como ninguém ouviu falar de bruxos residentes lá, nunca me interessei muito em ir. Mas o que nos impede agora?


Luna bateu palmas animada.


- Vamos para o Havaí!


- Vocês tem certeza disso? – Draco perguntou – Passar dias com um bando de grifinórios e...


Pansy suspirou.


- Não é muito diferente do que nós temos estado fazendo, Draco... Está na hora de encarar. Fomos infectados...


Harry e Rony fizeram careta e Hermione sorria abertamente. Ela se virou para os amigos e sussurrou:


- Acreditem, é uma coisa boa...


- Nós vamos precisar da sua ajuda, Granger. – Lucas falou – Não podemos chegar lá por magia então vamos ter que usar uma daquelas coisas de voar trouxas...


- Avião?


- ... E precisamos entrar em contato com alguém do lugar para conseguir alugar uma casa por uma semana... – Pansy falou – Não me sinto confortável dormindo num hotel com um monte de trouxas sem poder fazer magia...


- Posso ver isso.


Lucas olhou para os outros.


- Tá todo mundo dentro?


Pansy, Lucas, Luna, Draco e Hermione olharam para Rony e Harry. Eles deram de ombros.


- Que mal uma semana num paraíso tropical pode fazer?


- E Gina? – Luna perguntou timidamente – Ela vai querer ir?


Hermione encarou Pansy, com sérias dúvidas sobre isso, mas a sonserina sorriu.


- De cara não. - ela encarou Harry, que pareceu extremamente desconfortável – Vamos ter que convencê-la. Se eu vou viajar com uma cambada de grifinórios, que seja com o pacote completo.


**********


Uns dois dias depois, Hermione tinha chegado no barco de tarde, depois de passar a manhã inteira com os seus pais e Draco não estava a vista. Então ela decidiu esperá-lo enquanto lia um dos livros da escola de feitiços.


Tinha abandonado completamente o curso de verão com a aparição de Draco mas os professores não pareceram se importar muito. Naquele tipo de escola, os alunos podiam ser muito mais independentes e cuidar da própria vida estudantil do jeito que acharem melhor, o que era ótimo.


Com o fim do verão, a hora de voltar e estudar estava se aproximando cada vez mais e nem ela, nem Draco estavam muito ansiosos para isso. Mas eles ficariam bem. E pó-de-flu existia para uma coisa.


Algum tempo depois, ela ouviu o barulho de passos na parte superior do barco e sabia que ele havia chegado.


- Ei, - o loiro se aproximou, se sentando ao seu lado – se soubesse que estava aqui tinha voltado mais cedo.


Ela sorriu.


- Sentindo minha falta? – ela perguntou.


- Desesperadamente! – respondeu, enquanto a envolvia pela cintura e a puxava para o seu colo – Parece que eu não te vejo há séculos!


- Eu dormi aqui noite retrasada! – ela disse enquanto passava os braços em volta do pescoço dele.


- E na noite passada eu tive que escolher entre ficar sozinho e ir passar a noite com um bando de homens!


- Você sabe que eu tenho que passar um tempo com meus pais...


- Eu sei, eu sei... – ele soltou um suspiro fundo e dramático – Eu só sinto sua falta.


Ela sorriu abertamente.


- Eu também.


Ele a encarou sério.


- Eu vim da mansão agora. – disse.


- Algum problema? – perguntou ela, estranhando o tom do loiro.


- Não. – ele balançou a cabeça – Só tinha ido checar a minha correspondência. E ao que parece, a notícia de que Draco Malfoy ainda não tem planos profissionais está interessando muita gente...


Ela se afastou um pouco para olhá-lo direito.


- Você recebeu propostas de trabalho?


Ele assentiu.


- Dezenas.


- Quais foram?


Ele riu.


- Algumas foram bem sem noção. Alguns bruxos parecem pensar que eu daria um bom cuidador de dragões porque “se uma pessoa pode enfrentar uma quimera, um pequeno rabo córneo húngaro não seria um problema”... – Hermione gargalhou – Eles sabem que não fui eu que matei a quimera?


- Tenho certeza que Lucas vai receber uma dessas também... Mais o quê?


- O ministério da magia pediu para que eu me juntasse ao treinamento auror que Potter e Weasley vão começar em outubro...


- Era de se esperar. – a morena deu de ombros – Você é um herói da guerra, Draco Malfoy.


- Papai deve estar tão orgulhoso... – ele comentou – De qualquer forma, não tenho nenhum interesse em trabalhar para o ministério... De jeito nenhum.


- Alguma coisa te interessou?


- Na verdade, sim. – ele hesitou – O apanhador do Puddlemere United se aposentou no final da última temporada. E eles me ofereceram a vaga dele.


- Oh. – ela o encarou, surpresa.


- É. Eles disseram que eu posso começar a treinar com eles no próximo mês e ver o que eu acho e se eu gostar, posso assinar o contrato. Lucas recebeu uma vaga também. De batedor. Eu conversei com ele e... o que custa tentar? - Hermione não respondeu e ele a observou – Você acha uma idéia ruim?


- Não! – ela se apressou em dizer – De jeito nenhum! É só que... – deu de ombros – jogadores de quadribol parecem estar sempre no centro das atenções... As pessoas vivem querendo saber da vida deles e há milhares de fofocas sobre eles... Não sei, pensei que você gostasse de evitar esse tipo de coisa.


- E eu gosto. Mas essa é a chance de jogar quadribol para viver! – ele completou.


Hermione riu.


- Como se você precisasse fazer qualquer coisa pra viver...


Ele a olhou impaciente.


- Por que você odeia tanto essa idéia? Pensei que fosse ficar animada. E eu gostaria de fazer outra coisa da vida além de viver do dinheiro do pai que tentou me matar.


- Eu estou feliz que você tenha achado algo que te interesse. – ele falou com sinceridade – Só quero me certificar que você pense em tudo antes de assinar um contrato de anos e mergulhar em uma coisa sem volta.


- Eu pensei. – ele falou – Mas se formos realistas, nós já estamos no centro das atenções. Eu sou um Malfoy e as pessoas já se interessam pela minha vida normalmente. Assim como elas se interessam pela sua vida também, só por você ser quem é. E quando você for uma Malfoy também, - ele acrescentou com um sorriso – isso só vai aumentar. Acredite em mim, o quadribol não vai fazer isso ficar melhor nem pior.


Ela suspirou.


- Acho que você está certo...


Ele revirou os olhos.


- Claro que estou.


- E eu estou muito orgulhosa que você tenha escolhido uma carreira e não queira só viver do dinheiro dos seus pais. – ela disse – Eu te amo.


- Eu mereço um beijo por isso?


Ela riu.


- Vários.


Ela acariciou seus lábios com os dele e o loiro a puxou para mais perto, começando a acariciar sua coxas semi-nuas devido ao short curto. Ele aprofundou o beijo, brincando com sua língua na boca dela. Hermione acariciava o pescoço dele enquanto ele intensificava os carinhos na perna dela.


Sem tirar sua boca da dele, Hermione colocou a mão na barra da camisa dele, levantando-a lentamente. Draco parou de beijá-la e a ajudou, jogando a peça no chão.


Ela sorriu e voltou a beijá-lo, devagar e sedutoramente, acariciando seus cabelos e lentamente o levando a loucura. Ele a deitou na cama e tirou a blusa dela também, a jogando junto com a sua camisa.


Ele a observou de perto. Estava com os cabelos espalhados pelo colchão da cama, com o sutiã transparente e o rosto meio corado. Por causa do calor do verão, seu corpo estava bronzeado e de tão perto, ele podia ver sardas espalhadas pelo seu corpo. Ele beijou cada uma delas, descendo lentamente para o seu pescoço e colo. Abriu o fecho do sutiã dela, se desfazendo da peça também. Levou sua mão sobre um dos seios delicadamente. Devagar, tocou o mamilo com um dos dedos, contornando-o com movimentos suaves e contínuos até vê-lo se contrair e enrijecer. Abaixou-se e, com a ponta da língua, tocou de leve o bico do seu seio. Ela gemia baixinho na medida em que ele ia intensificando as carícias, passando de um seio para o outro, dando atenção igual aos dois. Hermione arranhava suas costas, o instigando cada vez mais.


Ele foi descendo as carícias para a barriga dela e quando chegou na borda do short, o desabotoou e o tirou em menos de um segundo levando sua calcinha junto. Depois disso, fez o mesmo com sua bermuda e cueca, voltando a beijá-la em seguida.


Enquanto a beijava, suas mãos desceram da sua cintura para suas coxas e com a ponta dos dedos, avançou dentro da sua intimidade, fazendo-a gemer na sua boca. Parou de beijá-la e se concentrou na sua expressão, perdendo-se no calor dela na medida em que ela pedia por ele entre gemidos.


Sem poder se concentrar mais, ele a segurou pela cintura, alisando-a e escorregando suas mãos pelas curvas dos quadris dela, e as poucos foi se insinuando para dentro dela. Excruciarmente devagar, Draco a penetrou mais e mais fundo. Continuou acariciando seu corpo, sem tirar os olhos do rosto dela.


Hermione começou a se mover embaixo dele, em movimentos firmes e ritmados e Draco gemeu fora de si, acompanhando-a nos movimentos. Passou as mãos por baixo do corpo dela e com as duas mãos, a puxou para cima, penetrando-a ainda mais fundo e a fazendo soltar um gemido gutural.


Ele segurou os quadris dela, fazendo investidas mais rápidas e impondo seu ritmo. Tomou os seios dela com as mãos, os acariciando no ritmo das suas investidas e não demorou para os dois chegarem, juntos, ao clímax.


**********


No dia seguinte, faltando apenas uma semana para o tão esperado casamento e pouco mais de um dia para a viagem, os meninos foram fazer a última prova dos smokings. Pansy fez questão de ir junto para - como todas as outras coisas relacionadas ao casamento - se certificar de que tudo estava do jeito que ela queria e levou as meninas junto também.


Draco parou na frente de um grande espelho que havia na loja em que estavam para fazer o nó da sua gravata quando Hermione se aproximou.


- Já te disseram que você fica muito irresistível de roupa formal? – ela observou o reflexo dele no espelho.


Ele revirou os olhos e a puxou pela cintura.


- Por favor, Granger... Eu sou irresistível o tempo todo.


Ele se curvou e a beijou, começando a guiá-la para um dos provadores individuais. Hermione fechou a porta do cubículo e eles não conseguiram se beijar por um minuto antes que uma Pansy estressada abrisse a porta com a mão na cintura e os encarasse impaciente:


- Por favor, vocês já não tiveram o verão inteiro pra isso? - ela puxou Hermione para longe de Draco. – Ou você vem ajudar o Weasley com a roupa dele ou você vai ter um amigo a menos. Merlin sabe que eu não vou perder tempo o impedindo de se enforcar na própria gravata.


Hermione suspirou e dando um último selinho em Draco, seguiu Pansy para fora do provador.


- Acho que você era de mais utilidade quando estava longe. – Pansy disse – Já falei que você é a pior madrinha de todos os tempos?


Hermione suspirou.


- Você mencionou...


- Eu estou falando sério, Hermione. – ela parou de repente e ficou de frente para a amiga – Dumbledore está fora do país e McGonagall disse que está havendo algumas reformas no castelo, então talvez não seja possível fazer o casamento nos jardins de Hogwarts como eu queria.


- Sério? – Hermione encarou a amiga.


- Sério. Eu não sei qual o problema de fazer um casamento nos jardins quando a reforma é dentro do castelo, mas ela está realmente querendo me barrar. Há boatos de que ela não acha adequado fazer casamentos em Hogwarts e com Dumbledore longe, ela é quem manda... E eu realmente queria que o casamento fosse em Hogwarts porque foi lá que eu me apaixonei pelo Lucas e... – ela respirou fundo – Lá seria o lugar perfeito.


Hermione sorriu tristemente.


- Olha, eu vou falar com McGonagall, ok? Vou me certificar de que você e Lucas tenham seu casamento perfeito. Confie em mim. Deixe todos os detalhes da cerimônia e da festa comigo.


Pansy riu.


- Aí não vai restar nada pra eu fazer!


- O que é ótimo porque você já fez demais nesses últimos meses. Então me deixa tomar conta de tudo na última semana e só relaxa. Você não vai querer olhar pras fotos do seu casamento daqui a dez anos e ver que foi por causa disso que você ganhou suas primeiras rugas.


- Rugas? – ela colocou a mão na testa apavorada – Aonde?


Hermione revirou os olhos.


- Relaxe!


Rony estava passando por elas naquele estante - com a gravata mal amarrada no pescoço, diga-se de passagem.


- Ah, até que enfim algo com que eu concordo! – ele falou – Essa coisa toda de casamento está me tirando do sério.


Pansy o encarou.


- Weasley, você não tem feito absolutamente nada!


- Eu tenho trabalhado e ouvido você e Mason falarem sem parar nesse casamento. – ele disse – É muito pra mim. Por que nós não vamos para o Caldeirão Furado relaxar um pouco, como Hermione sugeriu?


- Eu não sugeri nada... – Hermione murmurou.


- E o Caldeirão Furado não fica fechado ás segundas-feiras? – perguntou Harry, saindo de um dos provadores.


- Mas como eu trabalho lá, eu tenho a chave. – Rony disse.


- Eu não sei... – Lucas apareceu também, abraçando Pansy por trás – Eu estou realmente cansado de vocês.


- Ah, isso quer dizer que você vai parar de aparecer lá em casa sem avisar pra jogar no meu videogame? – Harry perguntou.


Hermione olhou divertida para Lucas. Harry já havia lhe contado isso. Tinha comprado tudo que precisava e o que não precisava para a sua nova casa. Inclusive computador, televisão, DVD e uma série de videogames de vários tipos e marcas. Ela imaginava que as compras do amigo tinha alguma coisa a ver com o fato de ter crescido numa casa trouxa e não ter tido nada disso quando criança.


- Aqueles jogos são muito legais! – ele exclamou, e olhou para Pansy – Muito legais!


Ela forçou um sorriso e acariciou o ombro dele.


- Eu sei, amor.


- Nós vamos ou não?


Por fim, eles decidiram ir. Os meninos terminaram a última prova dos ternos e eles aparataram em Hogsmeade quando já estava anoitecendo. Andaram pelas ruas semidesertos do povoado e rodearam o Três Vassouras sorrateiramente, entrando pelas porta dos fundos.


- Tem certeza que isso não é ilegal ou alguma coisa do tipo? – Hermione perguntou, quando Rony trancou a porta atrás deles.


- Quem se importa? – Pansy foi para trás do balcão e se serviu de firewhisky – Nós estamos comemorando!


- O que, exatamente? – Gina perguntou, se sentando no balcão.


- Minha liberdade! Eu vou aproveitar a minha última semana de solteirice sem me preocupar com os planos para o casamento desde que minha madrinha de honra tomou as rédeas dos preparativos.


- Madrinha de honra, huh? – Hermione se sentou ao lado de Gina – Até uma hora atrás eu era a pior madrinha...


- Por falar nisso, se você estragar meu casamento, eu nunca vou te perdoar.


Todos eles riram.


- Eu sempre quis ser um barman! – Lucas exclamou, se juntando á sua noiva atrás do balcão – Quem vai querer o quê?


- Eu vou querer uma cerveja amanteigada! – Luna exclamou.


- Firewhisky. – Draco disse.


- Vou colocar uma música! – Luna falou.


- E você, Hermione? – Lucas perguntou.


- Acho que eu vou ficar só na água, por favor.


Pansy a encarou.


- Você é tão entediante! – ela se virou para Draco – Como você aguenta ela?


- Ela não é entediante pra mim... – Draco respondeu.


- Você pode beber cerveja amanteigada. – Pansy ofereceu. – Não é como se um copo fosse despertar seus dias de bêbada! Não tem quase álcool nenhum!


- Não. – ela insistiu – Água, por favor.


Pansy revirou os olhos e Lucas colocou um copo de água na frente de Hermione.


- Água para a dama. – ele anunciou, fazendo uma voz que ele devia achar que era de um barman.


Eles beberam, ouviram música, dançaram e quando já estavam bastante alegres por causa da firewhisky, Pansy sugeriu um jogo:


- Vamos jogar ‘eu nunca’!


- Nãoooo! – Hermione exclamou – Esses jogos nunca acabam bem! Ainda mais quando todo mundo está bêbado!


- Nós somos sonserinos, Hermione! – Lucas respondeu – Nós dificilmente ficamos bêbados!


- E o que te importa também?! – Pansy perguntou – Você é a única sóbria! Provavelmente é a única que vai se lembrar disso tudo amanhã de manhã!


- Pensei que vocês não ficassem bêbados! – ela retrucou.


Não muito tempo depois, todos eles se sentaram no chão em um círculo, cada um com um copo na mão.


- Eu vou continuar na água! – Hermione falou depois que todos reencheram seus copos com firewhisky.


- Ok. Eu começo. – Luna se voluntariou – Eu nunca coloquei fogo no cabelo da minha colega de quarto... Enquanto ela dormia...


Gina bebeu do copo enquanto todos riam. Hermione se lembrava daquele episódio. Uma das colegas de quarto de Gina tinha a insultado depois de uma partida ruim de quadribol e a ruiva se vingou em grande estilo. A menina tinha ficado bem mas Gina pegou três meses de detenção.


- Ela mereceu. – foi tudo o que disse.


Hermione, que estava ao lado de Luna, continuou:


- Eu nunca transei embaixo das arquibancadas do campo de quadribol. – ela sorriu para Pansy como quem sabia das coisas.


- Ei! – Lucas a encarou – Isso não é justo!


Hermione riu.


- Bebam!


Pansy e Lucas beberam. E para a sua surpresa, Draco também.


- O quê? – ela o encarou. – Você também!?


- Você ainda se surpreende? – Lucas perguntou.


- Não é como se tivesse sido ao mesmo tempo que eles... – Draco se defendeu.


- Não! Eca! – Pansy balançou a cabeça como se tentasse se livrar de uma imagem mental.


- Com quem? – Hermione perguntou a Draco, ainda chocada. – Foi com a Taylor?


- Faz muito tempo. – ele respondeu – Eu não lembro.


- Inacreditável...


Harry revirou os olhos.


- Seguindo em frente. – ele falou – Eu nunca fiquei tão bêbado que dormi com a minha cabeça dentro do vaso sanitário.


Rony ficou vermelho e bebeu do seu copo. Ninguém questionou a ocasião porque ninguém ficou surpreso, todo mundo tinha visto como ele tinha ficado na noite do baile. Lucas bebeu também.


- Eu nunca... – Draco continuou – sonhei que estava transando com o Snape.


Todos olharam em volta chocados e pela primeira vez na história, Pansy Parkinson corou.


- O quê? – Lucas exclamou enquanto ela bebia.


- Você jurou que nunca ia contar pra ninguém! – ela exclamou para Draco enquanto ele ria.


- E mante minha promessa por dois anos... – ele respondeu entre as risadas. – Já estava na hora de alguém saber.


- Você é nojenta... – Gina murmurou.


- Minha vez! – Pansy sentou de forma ereta e sorriu – Eu nunca fiz sexo.


Todos olharam para ela esperando completar a frase mas era aquilo.


- Você sabe que o objetivo desses jogos é falar a verdade, não é? – Hermione perguntou.


- Eu quero ver uma coisa... – ela pestanejou – Bebendo...


Ela mesma levantou seu copo e o levou até a boca e eles fizeram o mesmo. Todos eles.


- E eu que sempre pensei que vocês fossem santinhos! – Lucas exclamou.


Mas ninguém prestou atenção nele. Isso porque Rony tinha avançado pra cima de Harry.


- Rony! – Gina exclamou.


- Essa é minha irmã, Harry! – ele exclamava enquanto segurava o amigo pelo colarinho – Ela tem dezesseis anos!


- Eu não fiz nada! – Harry replicou, se afastando de Rony e se virando para Gina – Mas alguém fez, não é?


- Gina! – Rony exclamou, e todos se viraram para ela.


A ruiva, por sua vez, se virou para Pansy.


- Como você pôde fazer isso? – ela perguntou.


A sonserina revirou os olhos.


- Fala sério, não é como se você fosse uma criança! – ela disse – Weasley transou com Luna, não é? Da última vez que eu olhei, ela tinha dezesseis anos também!


- Isso é diferente? – Rony exclamou.


- Como? – Draco perguntou.


Hermione, que não sabia nem que Luna e Rony tinham transado, se virou para Gina.


- Se não foi com o Harry, foi com quem?


- Isso é particular. – ela murmurou em resposta.


Pansy revirou os olhos. De novo.


- Por favor. Foi provavelmente com o cara que ela tem saído desde o começo do verão.


- Que cara? – Harry e Rony perguntaram em uníssono.


- Não é da conta de nenhum de vocês! – ela exclamou – Muito obrigada por expor minha vida pra todo mundo! – ela falou pra Pansy, pegando sua bolsa e rumando para a porta do bar – Eu vou pra casa.


Depois disso, todos eles fizeram o mesmo.


**********


Draco afundou na cama ao seu lado, ofegando. Hermione se virou de bruços e os dois se beijaram por mais algum tempo.


- Eu podia passar o resto da minha vida fazendo amor com você, sabia? – ele disse – Parece que fica cada vez melhor!


Ela riu.


- Bom, nós vamos ter os restos das nossas vidas para isso, não é?


- Mas o problema é: - ele a observou – será suficiente?


- Você não ia parar nem pra comer? – perguntou.


Ele pensou por um instante.


- Ok, só pra comer... O que me lembra que eu estou com fome! – se levantou – Vou fazer um sanduíche.


Dizendo isso, ele se levantou e vestiu a cueca.


- Você é tão romântico... – disse, achando graça – Aproveita e faz um pra mim também.


- Ok.


Ele entrou na cozinha do barco e, lentamente, Hermione vestiu a sua calcinha e a camisa dele.


- Hermione? O que é isso?


Ela sentiu seu coração doer quando se lembrou das compras que tinha feito mais cedo e deixando em cima da pequena pia da cozinha. Foi correndo até ele, rezando pro loiro não ter achado o que ela achava que ele tinha achado.


Mas quando entrou na cozinha, seus medos se confirmaram. Ele segurava um teste de gravidez. Ótimo.


- Então? – ele a incentivou a começar a falar.


Mas ela não sabia o que dizer. Não tinha nem planejado contar nada pra ele. Não sabia nem se tinha algo pra contar ainda. E certamente, se houvesse, ela iria se atormentar por no mínimo uma semana pensando sobre a melhor maneira de tocar no assunto e tentando antecipar sua reação. Provavelmente não era nada. Ela tinha tomado poção durante todo esse tempo, apesar da dita cuja só dar 98% de certeza de prevenção. E o que são 2% de chance de engravidar? Apesar de que, ela e Draco tinham feito muito sexo durante o verão. Tipo, muito mesmo. Isso com certeza aumentou as probabilidades.


- Hermione? – ele a chamou novamente, tirando-a dos seus devaneios.


- Eu acho – ela começou a falar devagar e sem olhá-lo – que eu, talvez, esteja com uma criança.


Ela franziu o cenho no instante em que terminou a frase. “Esteja com uma criança”? Quem fala assim?


Ela jurou ter visto um brilho de diversão no olhar dele, enquanto o loiro olhava em volta.


- Você pode estar com uma criança? – ele perguntou – Você quer dizer que você pode ter roubado o filho de alguém?


- Draco! – ela lhe deu um tapa, com raiva por ele estar se divertindo – Isso não é engraçado!


Ele a observou.


- Tem razão, não é.


Quando ele não disse mais nada, ela perguntou:


- Você não vai surtar?


Ele deu de ombros.


- Não sei, você vai?


- Eu estou surtando por dentro desde que comecei a suspeitar.


- Por que não disse nada?


Foi a vez dela de dar de ombros.


- Não sabia como você ia reagir...


Ele encostou na bancada.


- Eu não sei como eu devo reagir...


- Mas nós ainda não temos certeza de nada...


Ele assentiu.


- Verdade. – ele olhou para o teste – Melhor termos antes de surtar ou qualquer coisa do tipo...


- Você quer que eu faça o teste agora?


Ele parecia confuso.


- Você não está curiosa?


- Eu estou nervosa. – ela replicou – E com muito, muito medo. Isso muda tudo.


- Nem todas as mudanças são ruins.


Ela ficou meio surpresa meio... bom, com um pouco de raiva que ele parecia não entender a gravidade da situação.


- O que você está dizendo? Você quer...?


- Eu não sei o que eu quero, Hermione. – ele respondeu, um pouco impaciente – Eu não sei o que estou sentindo. Talvez se você fizesse o teste, nós saberíamos.


- Não precisa me apressar. – respondeu, irritada.


- Eu não tô.


Ela pegou o teste das mãos dele e saiu batendo o pé até o banheiro, entrando e batendo a porta em seguida.


Ele a seguiu e bateu na porta.


- Hermione, você não precisa fazer se não quiser.


- Eu quero, ok? – ele a ouviu responder com raiva.


- Você quer que eu entre e fique com você?


Ele a ouviu bufando.


- Não, Draco. Eu quero que você páre de falar pra eu poder fazer xixi em paz.


Ele ficou quieto, mas não por muito tempo.


- Acabou? – perguntou, depois de um minuto.


- Tem que esperar três minutos. – respondeu, parecendo um pouco mais calma.


- Ok.


Silêncio.


- Draco? – chamou, hesitante.


- Hum?


- E se eu estiver grávida?


Ele percebeu que ela estava abaixada perto da porta, provavelmente sentada no chão, e ele fez o mesmo.


- Não sei... Nós vamos resolver juntos, acho...


- Mas... você não está com medo?


- Estou, Hermione...


- Porque... Você vai começar seu treinamento no próximo mês e eu tenho a escola de feitiços e... Nós somos muito novos, mal acabamos...


- Hermione. – ele a interrompeu – Vamos resolver, ok? Isso com certeza não estava nos meus planos mas... se eu parar pra pensar, a idéia de uma criança com traços meus e seus não me parece tão ruim... Não acha?


- Claro que não...


- E eu gosto de pensar que não seria tão ruim como pai... E tenho certeza que você não seria como mãe. Então juntando tudo isso, não vejo porquê não podemos fazer isso...


- Mas eu ainda sou perigosa...


- Não, você não é. Você está bem melhor e sabe disso.


Ela ficou em silêncio por um tempo e depois disse:


- Acho que já está na hora...


Draco ficou de pé e a esperou dizer alguma coisa. Um longo minuto se passou e nada.


- Hermi...?


Ela abriu a porta com o rosto banhado de lágrimas e mostrando o palito cor de rosa a ele.


- Nós vamos ser pais!


Draco arregalou os olhos e abriu os braços quando Hermione veio na sua direção.


- Oh, meu Merlin! – ele segurou o rosto dela entre suas mãos – Por que você está chorando?


- Eu não sei!


- Você está triste?


Ela balançou a cabeça.


- Não. De jeito nenhum.


Ele sorriu e a beijou, a tirando do chão.


**********


O voo deles sairia exatamente ás seis da manhã. Então exigiu muita força de vontade dos oito amigos para estarem no aeroporto horas antes disso para fazer o check-in e tudo mais antes de entrarem no avião. Felizmente, todos chegaram na hora – inclusive Pansy e Lucas, que eram os que tinha mais fama quando se tratava da pontualidade.


O voo de Londres até o Havaí era tudo menos curto. E ainda havia uma escala no LAX, em Los Angeles. O trajeto até lá foi... interessante. Eles sentaram na fileira do canto direito do avião, Gina e Luna eram as primeiras, bem á frente de Draco e Hermione. Logo atrás vinha Pansy e Lucas e por último, Harry e Rony. Eles enfrentaram duas turbulências no caminho e nas duas vezes, Rony apertou seu cinto tão forte ao seu redor que eles juraram que ele iria dar um troço. Pansy tinha estado preocupada com voar durante todo o tempo de preparação para a viagem então ela tinha tomado uma poção assim que se sentou no avião, a apagando instantaneamente. Gina estava tentando com todas as suas forças ignorar as sacudidas do avião enquanto Luna, ao seu lado, olhava fascinada pela janela. Lucas vomitou mais vezes do que Hermione pôde contar e Harry ficou seriamente pálido. Hermione tinha vomitado também. Mas tinha acontecido muito antes da turbulência e o motivo não tinha nada a ver com o voo.


Olhou para Draco, que parecia extremamente incomodado com  todos os sacolejos, e segurou a sua mão. Eles ainda não tinham contado as novidades para ninguém e Hermione queria deixar assim por um tempo. Eles não contariam a ninguém enquanto ainda não tivessem se acostumado com a idéia. Hermione tinha sido sincera quando falou que estava longe de estar triste com a idéia de ter um bebê, mas não era como se o momento fosse exatamente apropriado. E a idéia de cuidar de uma criança a assustava tanto quanto todas as coisas que tinham enfrentado naquele ano juntas. Eles precisavam descobrir o que fariam dali em diante e nada mais lógico do que fazer isso sem influências exteriores.


Horas depois, quando o sol estava se pondo no Havaí, o grupo estava colocando seus pés na ilha.


Saíram do aeroporto e Lucas e Rony estavam especialmente felizes por estar em terra firme novamente. Durante toda a pequena viagem de táxi do aeroporto até a casa em que tinham alugado dava para sentir a brisa do mar e o ar salgado da ilha.


- Ainda não acredito que vocês não quiseram uma daquelas típicas despedidas de solteiro onde todo mundo fica bêbado... – comentou Hermione, dentro do carro.


- Quem disse que eu não estou com a intenção de ficar bêbado nos próximos dias? – Lucas brincou.


- Exatamente. – Pansy concordou – E acredite em mim, Lucas e eu já fizemos tudo que podíamos e não podíamos fazer na nossa vida de solteiro. Não precisamos de um passe livre pra fazer besteiras.


- Porque vocês já fazem sem passe livre, não é? – Draco riu.


- E além disso, - a sonserina continuou - esse ano já foi tumultuado demais... Nós preferimos pegar algumas malas, nossos amigos (e os grifinórios também, é claro), e sair pra se divertir moderadamente por um fim de semana... Isso é algo que nós nunca pudemos fazer e que sempre quisemos. Não ir pra uma boate e dar em cima de desconhecidos.


O taxista parou em frente a uma enorme casa e eles saíram do carro.


- Parkinson! – Gina exclamou – Esse lugar é o máximo!


E era mesmo. A casa era pintada em creme, cheia de detalhes de madeira como as colunas e o confortável sofá na varanda. Eles pegaram as malas e ao entrar na casa, perceberam que todos os cômodos eram muito claros e abertos. No fundo da casa havia um gramado com cadeiras, mesas e uma rede e tinha também uma piscina. Chegando na beira da piscina oposta á casa, era possível ver que eles estavam num alto de uma colina e o mar chegava calmo na praia lá embaixo.


- Cuidadoooo!


Lucas se aproximou correndo de Gina e Pansy, que estavam relativamente perto da beirada da piscina e as empurrou com tudo dentro d’água, se jogando com elas.


- Lucas! – Gina exclamou, tentando se fazer de brava apesar de estar rindo – Não teve graça!


Draco, que estava do lado de Hermione, a olhou de lado e ela logo pôde ver o que ele estava considerando.


- Nã... – ele a segurou por trás do joelho com um braço e usou o outro para apoiar suas costas e entrou na água com ela no colo, com mais cuidado do que ele teria se não tivessem descoberto o que tinham descoberto no dia anterior.


Harry, Rony e Luna se juntaram aos outros e por alguns minutos eles apenas ficaram lá, curtindo o pôr do sol da água gelada da piscina e tentando afogar uns aos outros.


Em um certo momento, Rony começou a reclamar de fome, atiçando a vontade de todos eles, então decidiram sair para jantar na cidade.


Tiveram que caminhar até chegar ao centro urbano do Havaí – o que nenhum deles gostou – então decidiram que alugaria um carro para ajudarem a se deslocar na semana que estivessem ali, já que não podiam ficar aparatando o tempo todo. Hermione era a única que sabia dirigir então ela seria a motorista deles – o que não a agradou nenhum pouco.


Depois de uma caminhada de muita reclamação e nenhum pouco de senso esportivo, eles encontraram um restaurante á beira-mar com o melhor clima praiano de todos. As mesas e cadeiras eram na areia e a única iluminação do lugar vinha de tochas  espalhadas entre as mesas, que fazia com que todas as cores ficassem de um tom engraçado iluminadas pelo fogo. Havia música ao vivo num pequeno palco não muito longe dali e algumas dançarinas dançavam hula.


Eles escolheram a maior mesa do lugar já que eles eram o maior grupo, e se sentaram para fazer os pedidos.


- Aloha! – uma garçonete vestida com uma saia de palha e biquíni veio atendê-los – Sejam bem-vindos!


Ela trazia colares de flores e fez questão que todos eles estivessem usando. Ela também trouxe coroa para as meninas e quando Luna as viu, parecia que tinha descoberto que era manhã de natal.


- Oh, eu sempre quis uma dessas! – ela colocou cuidadosamente na cabeça e sorriu abertamente para os amigos – Como estou?


Pansy, ao seu lado, revirou os olhos.


- Parecendo uma turista maluca! – retrucou, colocando sua coroa em cima da mesa.


- Você não vai usar? – Lucas perguntou.


- Claro que não!


- Então, eu vou! – ele colocou a coroa na cabeça e imitou Luna, se virando para eles – Como eu estou?


- Parecendo um louco! – Pansy respondeu.


Hermione ajeitou sua coroa e voltou sua atenção para o cardápio. Todos fizeram o mesmo. Depois de uma rápida olhada na folha artificial de palmeira que continha as refeições, ela levantou os olhos e viu que seus amigos pareciam tão confusos quanto ela. Nenhum daqueles nomes lhe parecia familiar.


- O que você sugere? – Draco perguntou para a garçonete, disfarçando a falta de cultura de todos eles.


A jovem parecia entender a situação deles.


- A cozinha havaiana é uma mistura de muitas culturas e por isso tem sua culinária própria. – ela recitou – É a representação do patrimônio Havaí multi-ético, uma fusão de sabores deliciosos americanos, asiáticos, polianos e europeus. Em essência, é a paz mundial em um prato!


... No final das contas, eles comeram peixe...


Na verdade, o peixe veio acompanhado de vários alimentos frescos e nenhum deles reclamou. Nem mesmo Pansy. A comida havaíana com certeza era muito colorida e havia todos os tipos de frutas e legumes “cultivados em solo vulcânico” como a garçonete também tinha dito.


Depois do jantar, estava havendo uma pequena aula de hula e Hermione e Gina foram chamadas para participar. Luna se recusou a ficar de fora e arrastou Pansy junto com ela.


Então elas foram para o palco com mais uma dúzia de mulheres enquanto os garotos ficaram rindo delas na mesa. Tentaram – não com muito sucesso – seguir o ritmo do professor de hula enquanto lutavam contra a saía de palha que pinicava contra suas pernas. Tudo estava muito engraçado até o jovem professor decidir dar uma aula semi-particular para a Pansy e segurar na sua cintura, tentando ensiná-la a mexer os quadris direito.


- Ei! – Lucas gritou da mesa – Acho que ela entendeu!


Depois disso, ele subiu no palco e arrastou Pansy para fora de lá.


Cansados da viagem, a noite não se prolongou muito e logo todos eles voltaram para o conforto do lar emprestado.


**********


No primeiro dia deles no Havaí, todos madrugaram e partiram para a praia enquanto o sol ainda estava nascendo.


Eles passaram a manhã inteira de bobeira na praia. Eles aprenderam a jogar frisbee e o fizeram até enjoar, Luna ajudou umas crianças a fazerem um castelo de areia e Hermione leu uma boa parte de um livro deitada na areia. Quando sentiram fome, almoçaram em um restaurante simples por ali mesmo.


Á tarde, eles meio que se dividiram porque enquanto Luna, Hermione, Draco e Rony se interessaram em fazer um mergulho com corais na ilha, Harry, Lucas e Gina quiseram ficar na praia e aprender a surfar (coisa que ninguém esperava, diga-se de passagem). Pansy decidiu ficar com eles porque disse que não ia perder a chance de vê-los tomar uns cachotes.


Então eles se separaram e Hermione, Draco, Luna e Rony pegaram uma lancha que os deixou suficientemente longe da praia. Quando estavam com as roupas apropriadas, os quatro mergulharam na companhia de um profissional.


Hermione achava que nunca tinha visto nada tão lindo. Os corais por si só já eram coloridos e de diferentes texturas e formas e ver os peixes saindo deles, nadando na água cristalina como se não houvesse ninguém ali era encantador.


Quando eles voltaram para a praia, encontraram Harry e Pansy sentados na areia observando Lucas e Gina tentando aprender surf pelo que parecia tentativa e erro.


- Juro pra vocês – Pansy falou quando eles se aproximaram – nenhum dos dois conseguiu ficar nem cinco segundos em cima daquele isopor.


- É uma prancha, Pansy. – Hermione falou.


- Tanto faz.


Harry parecia emburrado e Draco bufou irritado.


- Qual o seu problema agora, Potter?


O moreno o ignorou mas Pansy respondeu:


- Ele desistiu de aprender a surfar porque Gina está dando o maior mole para o professor.


Hermione revirou os olhos.


- Ela só está fazendo isso pra te irritar, Harry...


- Não sei não, Hermione... – Pansy comentou – O cara é o maior gato.


Harry fez uma careta e Luna balançou a cabeça negativamente.


- Você também não ajuda, Pansy!


- Ajudar no quê? – ela exclamou – Potter dormiu com outra garota cinco minutos depois de declarar seu amor incondicional pela ruiva. Agora ele acha que tem o direito de ficar com raivinha?


Harry ia retrucar mas se calou quando viu que Lucas e Gina estavam se aproximando.


Lucas chegou rindo sem parar.


- A Weasley não conseguia ficar cinco segundos em cima daquele isopor!!!


Todos riram mas não pelo mesmo motivo que Lucas.


- Own, olha aquelas canoas! – Luna apontou para o outro lado da praia, bem afastado de onde eles estavam, aonde algumas pessoas praticavam canoagem – Por que nós não tentamos?


Hermione suspirou.


- Vocês hoje estão mesmo numa de esportes trouxas, não é?


- Parece divertido... – Gina falou – E são de quatro lugares. Podemos alugar duas.


- E fazer uma competição! – Luna completou, quase dando pulos de animação – Garotos contra garotas!


- Hum, não acho que essa seja uma boa idéia... – Rony murmurou.


- Por quê? – perguntou Hermione, já prevendo o que o amigo ia falar.


- Canoagem é uma atividade de força. – ele explicou – É óbvio que não vai ser justo se formos fazer uma competição contra vocês.


Pansy deu um passo na direção dele.


- Então, o que você está querendo dizer é que você não acha que nós ganharíamos? – ela sugeriu num tom de voz perigoso. Rony encolheu os ombros ligeiramente – Responda, Weasley!


Ele a encarou apreensivo.


- Bom... sim. É óbvio.


Pansy pestanejou e olhou para Harry, Draco e Lucas.


- E vocês concordam com isso? – perguntou a eles.


Harry deu de ombros, Lucas suspirou e Draco respondeu:


- É só uma questão de ser realista.


- Vocês sabem que vão engolir o que estão dizendo, não sabem? – Hermione perguntou.


- Vocês não podem trapacear... – o loiro falou – Ninguém vai levar a varinha. – ele olhou para a namorada – Sem magia, Hermione.


Ela revirou os olhos.


- Está me confundindo com você mesmo, Draco.


Luna bateu palmas animadamente.


- Vamos mesmo fazer isso?


E eles foram. Alugaram duas canoas por uma hora e marcaram o ponto em que o vencedor deveria chegar primeiro.


Dizer que o tempo em que passaram naquela canoa foi divertido era o eufemismo do século. Chegar no ponto em que eles tinham marcado quando o mar estava cheio de ondas era uma missão praticamente impossível. Principalmente para amadores como eles.


No final, nenhum deles conseguiu chegar até o final. A competição terminou quando, durante uma onda, Rony colocou o peso todo do seu corpo para um lado só da canoa, a dita cuja não aguentou e virou com os quatro garotos dentro.


As meninas pararam e olharam chocadas enquanto nenhum deles voltava a superfície, mas quando as caras confusas deles começaram a aparecer, elas danaram a rir. O tiro tinha saído pela culatra e a “força” deles tinha sido exatamente o que os tinha feito perder.


Eles não viveriam para ouvir o fim das zuações sobre isso.


**********


Como o dia anterior tinha rendido (eles tinham ido para uma boate depois da praia e só voltaram para casa quando o sol estava nascendo), a maior parte do pessoal passou a manhã completamente desmaiados no seu quarto, com exceção de Luna e Hermione. Hermione tinha acordado cedo com enjôo matinal e depois de tomar um chá e receber um olhar de quem sabe das coisas de Luna – que estava lendo uma revista sentada na varanda -, aceitou o convite da loira de fazer uma trilha e ir aproveitar a beleza do lugar.


Quando elas voltaram algumas horas depois, Pansy e Gina tinham saído para fazer compras na cidade local e Harry e Rony tinham ido para a praia.


Depois do almoço descontraído deles no jardim da casa, Hermione se deitou numa rede lá mesmo para ler um dos livros que tinha trazido e algum tempo depois, Draco se juntou a ela. Acabou pegando no sono com a cabeça encostada no ombro dele e quando acordou novamente, todos já tinham voltado e Rony estava gritando nos fundos da casa.


- Pessoal, olhem o que eu encontrei!


Todos eles foram até lá e viram o que tanto Rony apontava. Guardado embaixo de enormes panos pretos havia no mínimo uma dúzia de bicicletas velhas mas aparentemente em bom estado.


- É aquela coisa que os trouxas usam. - o ruivo falou.


- Se chama bicicleta, Rony. – falou Hermione, se aproximando e subindo em uma – O dono dessa casa devia ser um ciclista profissional ou alguma coisa do tipo.


- Hã?


- Hermione, isso não é perigoso? – Draco perguntou, a olhando começar a andar com uma cara desconfiada.


- Por favor. – ela deu uma volta pelo jardim – Faz séculos que eu não ando em uma. – ela observou que todos eles continuavam a encarando e falou: - Vamos, tentem!


E eles tentaram.


Você imaginaria que um grupo de pessoas que lutou numa guerra e que voavam em uma vassoura a sabe-se lá quantos quilômetros por hora não teria dificuldade nenhuma em andar numa bicicleta. Mas eles levaram duas vergonhosas e divertidíssimas horas – para Hermione -  para “dominar o troço trouxa”, como Draco tinha dito.


**********


Algum tempo depois, de tardezinha, Draco e Hermione saíram para caminhar e foram parar em uma das incontáveis praias da ilha, andando descalços na beira do mar. Em seguida sentaram na areia da praia, aonde deram um longo amasso, interrompido apenas quando um casal chegou acompanhado de dois garotinhos que eram novos demais para presenciar os dois se agarrando na areia da praia.


Draco observou as duas crianças moreninhas brincarem na areia com olhos pensativos e Hermione nem precisou perguntar no que ele estava pensando.


- Você acha que a gente consegue cuidar de um desses? – ele perguntou.


- Espero que sim. – ela olhou para ele e viu uma ruga de preocupação formada na sua testa – Ei. O que foi?


- Nada... – ele balançou a cabeça – Só não achei que teria que me preocupar com isso tão rápido... Achei que eu teria mais tempo pra me preparar...


- Se preparar?


- É. Com a minha vida nova. – ele explicou – A gente sabe que uma guerra não é exatamente o melhor ambiente para se fazer uma autodescoberta... – ele falou ironicamente – E eu não sei exatamente quem eu sou agora que não sou mas uma garoto mimado com preconceitos relacionados ao sangue. Eu estava esperando que eu tivesse um tempo para me tornar uma pessoa boa antes de ter alguém que fosse se espelhar em mim. Esperava que tivesse um tempo para me tornar qualquer pessoa que fosse o mais diferente possível de Lúcio Malfoy.


Hermione o encarou surpresa.


- Draco... Você não precisa de um tempo pra se tornar algo que você já é. – ele revirou os olhos – Estou falando a verdade. Não sei quantas vezes vou ter que te dizer isso. Você não é nem um pouquinho como o seu pai. E eu vou repetir isso quantas vezes você precisar ouvir.


Ele se curvou e beijou sua testa levemente e eles voltaram a observar as crianças. Agora a mãe do mais velho, que parecia ter uns seis anos, brigava com ele por jogar areia no irmão.


- Você prefere um menino? – Hermione perguntou á Draco.


- Não sei... Se o temperamento dele for alguma coisa parecida com o meu quando eu era criança, eu não sei se você vai aguentar.


Hermione arregalou os olhos e fingiu estar ofendida.


- Eu discordo. Acho que ter uma miniatura sua por aí seria muito... interessante.


Draco riu.


- Uma menina seria legal. – ele falou, num murmúrio. – Minha mãe iria gostar. Ela sempre quis uma.


- Se for uma menina, eu quero chamá-la de Summer.


Draco sorriu abertamente.


- Muito apropriado. – ele disse.


Ela riu.


- E é um nome muito bonito. – ela falou.


- Summer Malfoy. – ele falou, como se fizesse um experimento – Acho que vai ser uma garota.


Hermione balançou a cabeça.


- Eu também.


Logo depois, Draco quis alugar uma pequena canoa de lagoa e levemente preocupada, Hermione foi com ele. Uma coisa era velejar em um barco grande e totalmente equipado, outra coisa era sair com ele numa canoa de madeira a remo.


Desnecessário dizer que Draco não fazia idéia do que estava fazendo. Os dois ficaram rodando por longos minutos e mesmo quando o loiro conseguiu fazer a coisa sair do lugar, demorou longos minutos para que ele conseguisse fazê-la parar de andar em círculos. Hermione se sentiu em uma daquelas xícaras giratórias dos parques de diversões. Além disso, ela teve certeza de que a canoa ia virar por mais vezes do que gostaria.


O lado bom da história é que eles riram o tempo todo.


Quando estavam longe demais da areia para o gosto de Hermione e suficiente para Draco, o sol já estava se pondo. Ele parou de remar e os dois observaram o pôr do sol de no horizonte em silêncio. Ela podia jurar que tudo ao seu redor os imitou. O silêncio era tão palpável que até as aves ficaram em silêncio e tudo que era possível ouvir era o barulho das ondas do mar. A brisa do mar agitou seu cabelo e o cheiro de maresia ficou ainda mais forte. O céu estava num lindo tom de laranja e o reflexo do sol na água era de tirar o fôlego.


Então ela olhou para Draco e para o lugar lindo onde estavam e sabia que quando eles voltassem dali Gina e Pansy estariam terminando de fazer um jantar tão terrível quanto todos os outros, Harry estaria tentando mediar alguma discussão entre Lucas e Rony que seria por causa de mais uma partida de vídeo game ou qualquer outra coisa estúpida e igualmente inofensiva que faria todos eles rirem e antes de dormir, Luna inventaria outro chá surpreendentemente bom para todos eles tomarem. Depois ela iria deitar na cama e cair no sono enquanto Draco brincava com o seu cabelo. Ao pensar nisso, uma sensação tão quente envolveu seu peito que ela sentiu vontade de chorar. Ela tentou ao máximo ficar imóvel ao sentir aquilo, com medo daquele calma esvair. De a felicidade esvair. Porque por muito tempo ela achou que nunca mais sentiria uma felicidade tão forte. Mas estava lá, e ela não estava sonhando. E então ela percebeu que a sensação não iria embora. Que de tudo, ela só iria aumentar. Porque pela primeira vez, o passado era passado.


**********


Quando Draco acordou na manhã seguinte e sentiu o cheiro de coisas assando no forno, ele logo sabia que Lovegood tinha entrado novamente no seu estilo doméstico. E quando ele viu que Hermione não se encontrava em nenhum lugar do quarto em que eles estavam dividindo, sabia que ela tinha sido arrastada também.


Quando desceu as escadas de madeira da casa e foi parar na cozinha, suas suspeitas se confirmaram.


Luna, Hermione e Gina estavam em pé em volta do fogão, com seus cabelos não-penteados e com uma folha de papel na cabeça que se parecia terrivelmente com um chapéu de chef de cozinha, jogando ingredientes de forma estabanada numa panela extremamente grande.


Quando ele se sentou na bancada no meio da cozinha ao lado de Pansy, a morena exclamou:


- É a sessão de assados!


Ele franziu o cenho.


- O que vocês estão fazendo?


- Café da manhã como antigamente, Draco! – Hermione exclamou.


 – O que isso quer dizer?


Luna se virou para ele.


- Eu estava tendo uma dificuldade em pegar no sono e decidi fazer algumas experiências. Hermione e Gina acordaram e se juntaram a mim.


- E Pansy está aqui para zoar da cara de vocês. – a morena mesma exclamou.


- Até agora – Luna continuou como se não tivesse sido interrompida – nós temos pão de gergelim, torta de maçã, pão de batata, bagels, brownies e uns cinco tipos de biscoitos.


Na medida em que ela foi falando, a loira foi descobrindo tigelas e mais tigelas e revelando tudo que elas tinham feito.


- Quer provar? – ela terminou, oferecendo para Draco.


Ele olhou para Pansy.


- É seguro?


Ela deu de ombros.


- Razoavelmente.


Elas continuaram cozinhando e quando os outros garotos acordaram, eles tomaram o café juntos e como era de se esperar, comeram mais do que devia. Mesmo assim, ainda sobrou várias tortas e biscoitos e todos os tipos de pães então eles decidiram sair para ver as quedas d’água  e cachoeiras do Havaí e fazer um picnic lá.


Como eles tinham aprendido – depois de muita dificuldade – a andar de bicicleta, foi daquela forma que eles foram.


O caminho até lá tinha sido... interessante. No começo havia uma estrada entre as árvores e tudo mais, mas logo a estrada se transformou num caminho de pedras e quanto mais eles seguiam em frente com a bicicleta, mais pedras apareciam no caminho.


Eles caíram bastante até finalmente decidir seguir em frente sem as bicicletas. Áquela altura já estavam cheios de machucados e ralamentos mas enfim... Quando finalmente chegaram, valeu completamente a pena. A queda d’água era uma das coisas mais lindas que já tinham visto e a água era tão cristalina que dava para ver os pequenos peixes de água doce nadando no fundo.


Eles não demoraram a cair com tudo na água, obviamente.


Não havia absolutamente ninguém além deles e os oito passaram o resto do dia lá.


Draco não falou em voz alta mas achava que todo mundo ia concordar com ele. Foi um dos melhores dias da viagem porque talvez tenha sido o dia mais simples e bobo. Eles nadaram, comeram, apostaram quem conseguia pular da pedra mais alta sem morrer (idéia de Lucas), tiraram fotos e se divertiram.


No final do dia, quando estavam todos encharcados na beira da cachoeira, acabando com os assados das meninas, alguém sugeriu um jogo de verdade ou consequência e depois de um pouco de hesitação (ninguém estava bêbado dessa vez), Luna começou:


- Hermione, como foi seu primeiro beijo com Draco?


Gina sorriu para Luna.


- Você é tão romântica, Luna!


- Eca, não sei se quero saber disso... – Rony comentou.


Hermione riu olhando para o loiro.


- Meu primeiro beijo com o Draco... – ela começou em tom de suspense.


- Deixe detalhes de fora, Granger. – ele avisou.


- Uuuuh, detalhes suculentos muito me agradam! – Pansy sorriu maliciosamente.


- Meu primeiro beijo com o Draco foi muito louco.


- Uh, - Harry a olhou solidariamente – tão ruim assim?


Hermione revirou os olhos e Draco lhe lançou um olhar mal-humorado.


- Vocês querem me deixar terminar? – a morena perguntou – Nós estávamos na minha casa, no verão passado, como todos vocês sabem... E Malfoy e eu resolvemos jogar um pouco...


- Uuuuh, jogos de sexo? – Pansy perguntou.


- Não. Nada disso, Pansy. Nós nos odiávamos, lembra? Como eu ia dizendo, o jogo era bem simples e vocês sonserinos conhecem muito bem. Nós tínhamos que pregar peças um no outro e quem surtasse primeiro, perdia.


- Oh, eu lembro desse jogo! Eu ganhei de Pansy uma vez fazendo a coisa mais boba de todas!


Pansy o encarou.


- Não foi boba! Você colocou fogo no meu cabelo!


Hermione continuou:


- Eu achei que um jeito de fazer Malfoy surtar...


- Granger... – Draco murmurou em tom de aviso.


- Draco, eu não posso contar a história sem contar o que eu fiz! – ela exclamou.


- Eu nunca vou ouvir o fim disso com Lucas, Potter e Weasley sabendo dessa história.


- Enfim, - Hermione sorriu – eu marquei um encontro com Malfoy e uma amiga trouxa minha e dei uma poção para o Draco... Uma poção que faria ele não ser capaz de... hum, performar sexualmente...


- Performar sexualmente? – Draco a encarou, fazendo uma careta.


Harry e Rony riam.


- Boa, Hermione!


- Malfoy perdeu a cabeça depois disso e mais alguns joguinhos mentais com esse mesmo assunto. – Hermione contou sem conter uma gargalhada – E então ele achou que eu era a culpada por isso, já que ele não sabia da poção.


- Como é? – Gina perguntou.


- Ele achou que ele não conseguir transar com a minha amiga se devia ao fato de que ele estava atraído demais por mim para ficar com qualquer outra garota.


- Oooh! – Luna encarou Draco – Isso é muito romântico, Malfoy!


Draco revirou os olhos.


- Por favor, Lovegood...


- Cara... – Lucas ria – Que loucura!


- E então ele me beijou. – Hermione terminou.


- E você deu um tapa na cara dele? – Harry sugeriu, esperançoso.


- Haha, muito engraçado, Potter! – Draco sorriu, convencido – Ela nem sequer se afastou!


- O que aconteceu depois? – Luna perguntou, animada.


- Nós brigamos. Feio. Malfoy descobriu a verdade e surtou.


- Você ganhou. – Pansy resumiu.


Hermione sorriu.


- O jogo parou de importar. – ela murmurou.


- Nós dois ganhamos. – Draco completou.


- Ooooh! – Luna suspirou.


Rodaram a garrafa mais uma vez. Hermione para Lucas.


- Lucas, responde essa: se você fosse uma menina, qual dos garotos você namoraria?


Lucas franziu o cenho.


- Que tipo de pergunta é essa, Granger?!


- Consequência?? – ela sugeriu, de uma forma cheia de significado.


- Do jeito que você está me olhando, tô achando que você vai me fazer beijar o Malfoy. – ele falou.


- Hum, - Pansy disse - eu sonhei com isso uma vez.


Draco olhou para ela com a sobrancelha erguida.


- Você é doente. – o loiro falou.


- Vai responder ou não, Lucas? – Hermione exclamou – E deixe de fora todos os seus preconceitos sonserinos. Você é uma garota, está em um bar querendo dar uns amassos em alguém e vê três caras desconhecidos. – ela apontou para Draco, Harry e Rony – Qual você escolhe?


Lucas suspirou.


- Isso é loucura. – ele murmurou – Ok. Eu suponho que os três sejam bastante... hum... pintosos... – ele falou lentamente – Não mais que eu é claro. – acrescentou.


- Fala logo. – Gina disse – Ou eu vou começar a desconfiar de toda essa hesitação.


Pansy riu do que ela insinuou como se fosse uma loucura.


- Acreditem em mim, Lucas não é gay. – ela falou.


- Me desculpem se eu estou levando meu tempo, - ele se defendeu - mas essa é a primeira vez que eu penso sobre isso.


- Ok... – Hermione murmurou.


- Então, eu não os conheço mas se eu sou uma bruxa comum, eu leio jornais, certo? – Hermione assentiu e ele continuou – Malfoy é... bem, Malfoy... E ele tem uma mansão... Apesar de não tratar nenhuma garota muito bem se ela não for a Granger...


- Wow! – Draco exclamou – Eu trato outras garotas bem! Eu trato Pansy muito bem e Gina e Luna também não tem nada do que reclamar...


- Eu quis dizer uma garota que você esteja interessado. – Lucas explicou – Você tem que admitir, Draco, você era bem horrível com elas...


- E você era tão melhor? – o loiro replicou.


- Pelo menos eu não as tratava como um chiclete que grudou no meu sapato.


Draco hesitou por um instante.


- Elas eram entediantes... – ele murmurou.


Pansy afagou seu cabelo como se ele fosse um cachorro.


- Coitadinho. Nenhuma garota o tinha feito achar que era impotente até aquele momento...


- Cala a boca, Pansy...


- Cuidado, meu amigo... Eu posso começar a achar que está interessado em mim...


 Hermione riu.


- Lucas??


- Como eu ia dizendo... Potter tem essa fama de ser corajoso e tudo mais... e eu acho que isso pode ser um imã para garotas... Se bem que eu não acho que ele saiba usar essa fama muito bem...


- Ei! – Harry exclamou.


- Mas enfim. Pessoalmente, acho que a cicatriz dele iria me repelir.


Hermione bufou.


- E Weasley é meio familiar então eu acho que garotas são afim desse tipo de coisa. – todos eles esperaram um defeito para Rony, como ele tinha feito com Harry e Draco mas ele ficou em silêncio.


- É isso mesmo? – Gina estava boquiaberta – Lucas Mason escolhe Ronald Weasley?


- Hipoteticamente. – Lucas acrescentou. – Mas... hum... imagino que sim.


- Grande escolha. – Hermione disse – Não acha, Luna?


Luna a encarou com o cenho franzido.


- Mas é claro.


- Eu quero dormir! – Rony exclamou antes que alguém esticasse ainda mais o assunto – Podemos ir embora?


- Só mais uma vez! – Pansy exclamou, rodando a garrafa. Ninguém percebeu, mas se tivessem percebido bem, teriam visto Pansy apontando a varinha de maneira sorrateira para a garrafa.


Pansy para Gina.


O sorriso vitorioso juntamente com o brilho malicioso no olhar da sonserina fez o sorriso no rosto de Gina desaparecer.


- Ok. – Pansy a encarou – Já que você ama tanto esse assunto, por que não diz pra gente como foi sua primeira vez?


Gina ficou da cor dos seus cabelos.


- Meu primeiro beijo? – ela perguntou.


- Não. – Pansy falou lentamente – Sua primeira vez.


- Isso não é justo! – Gina exclamou.


- Eu não quero saber disso! – Rony retrucou.


- Pansy... – Hermione tentou intervir.


- Se ela não quer responder a pergunta, é só ela escolher consequência. – Pansy falou amigavelmente, e Hermione teve a impressão de que ela nunca esperou saber da primeira vez de Gina.


- Consequência. – Gina falou, quase imediatamente.


- Ótimo. – Pansy falou – Então, beije Potter.


- O quê? – Gina exclamou, como um gato encurralado.


- Pansy... – Hermione tentou mais uma vez.


- Não! – Pansy não tirou os olhos desafiadores de cima de Gina – Prova pra gente o que você vem dizendo desde o começo do verão. O que é um beijo a mais ou um beijo a menos, Gina? Você com certeza tem distribuído muito por Londres nos últimos tempos...


Gina ficou mais vermelha ainda, mas o brilho nos seus olhos denunciava que era de raiva.


Ela se curvou para frente no círculo que eles tinham feito e colou seus lábios nos de Harry.


Hermione não sabia o que estava esperando. Gina podia muito bem ter dado um simples selinho amigável em Harry e pronto, caso encerrado. Mas não. Selinhos não deixam os amigos desconfortáveis e com vontade de desviar o olhar.


Rony ia abrir a boca para protestar mas Pansy lhe lançou um olhar que o fez se calar.


A mão de Harry foi repousar no pescoço de Gina e a puxou para mais perto e a ruiva ainda não se afastou. Muito pelo contrário. Ela aprofundou o beijo, quase indo parar sentada no colo do moreno.


 Eles se levantaram tentando fazer o mínimo de silêncio possível e pegando suas bicicletas aonde haviam deixado, rumaram para casa, deixando o casal se entender sozinho.


**********


Como Draco e todo mundo sabe desde que se conhece por gente, o tempo voa quando você está se divertindo. O dia da viagem de volta para Londres, assim como a véspera do casamento, chegou mais rápido do que eles puderam imaginar.


Naquela manhã, os oito se reuniram em volta da piscina da sua casa alugada e aproveitaram as primeiras horas do sol do Havaí.


- Acho que ontem eu tomei o maior porre da minha vida! – Lucas murmurou.


Draco revirou os olhos.


- Você sempre diz isso quando está de ressaca.


Lucas o encarou.


- Porque eu sempre dou um jeito de me superar.


Ele estava sentado em uma cadeira de praia á beira da piscina usando um enorme par de óculos escuros e evitava fazer movimentos bruscos com a cabeça. Draco estava ao seu lado, só que sentado no chão, com os pés dentro d’água. Ele brincava os pés de Hermione, que estava dentro da piscina flutuando em cima de uma bóia.


- Sabe, eu tenho que admitir. – falou Gina, que dividia uma preguiçadeira com Luna – Viajar para cá foi a melhor decisão de todas. Eu me diverti muito nesses dias aqui.


Pansy, que estava na preguiçadeira ao lado, riu embaixo do seu enorme chapéu de palha.


- E eu tenho certeza que você proveu muita diversão para o salva-vidas gostoso do outro dia.


- Ei! – Rony exclamou, da pequena escada da piscina dentro d’água – Minha irmã não faz esse tipo de coisa que você está insinuando, Parkinson!


Os sonserinos riram e Harry, ao lado de Rony, se remexeu desconfortável.


Surpreendentemente, ninguém tinha tocado no assunto da noite anterior. Hermione tinha tido esperanças que iria acordar nessa manhã e Gina e Harry seriam um casal mas quando percebeu que eles mal olhavam para a cara um do outro, logo soube que suas esperanças haviam sido em vão.


- Se toca, Weasley... – Lucas murmurou.


- Querem parar de comentar a minha vida? – Gina exclamou – Sinceramente, não sei porque tanto interesse...


- Não é sua vida que é interessante, Gina. – foi Draco quem falou – A ingenuidade do Weasley que é.


- E o desconforto do Potter toda vez que tocamos no assunto. – Lucas murmurou de novo.


- Ei, - Hermione apontou para o céu – o que aquela coruja está fazendo aqui?


A ave pousou na beirada de uma cadeira um pouco afastada e Pansy que estava mais perto, se levantou.


- Parece uma das corujas da mansão. – Draco comentou enquanto a amiga desamarrava a carta da pata da coruja e a mandava embora.


Quando a expressão relaxada de Pansy começou a mudar ao ler a carta, Hermione saiu da piscina e se aproximou da sonserina.


- O que foi, Pansy? – perguntou a morena, se aproximando dela.


- É uma carta de Narcisa. – ela respondeu, sem tirar os olhos do pergaminho – Ela disse que McGonagall escreveu há uns dias atrás, dizendo que o casamento não ia poder ser em Hogwarts.


Ela levantou os olhos para Hermione.


- Ela disse que não tem jeito... – completou.


Começando a ver a expressão de Pansy começar a se tornar a de noivazilla que ela tinha passado a conhecer e temer, ela tentou acalmá-la:


- Não entra em pânico. A gente pode a fazer mudar de idéia.


Pansy balançou a cabeça negativamente, voltando seus olhos para a carta.


- Não. Narcisa diz aqui que foi por isso que ela demorou a entrar em contato comigo. Estava tentando fazê-la mudar de idéia. Ela disse que nem a maior doação para Hogwarts a fez reconsiderar.


- Pansy...


- Não tem jeito, Hermione. – Lucas e os outros se aproximaram e Pansy olhou para o namorado – Nós não temos aonde fazer o casamento.


**********


Eles tinham chegado de volta a Londres no começo da madrugada e Pansy, Hermione, Draco e Lucas seguiram imediatamente para a mansão Malfoy. Áquela altura, Pansy não queria nem ouvir falar de casamento e seguiu imediatamente para o quarto de hóspedes enquanto Hermione foi procurar Narcisa com Lucas e Draco para tentar resolverem o problema.


O sol não demorou a nascer nas colinas atrás da mansão e Hermione foi animadamente até o encontro de Pansy, no quarto em que a garota estava ficando.


- Bom dia, flor do dia! – ela exclamou.


Pansy abriu os olhos avermelhados no mesmo instante – sinal de que não tinha dormido bem porque Pansy era a pior pessoa para se acordar que Hermione conhecia – e a encarou impacientemente.


- O que você está fazendo aqui?


- Como assim o que eu estou fazendo aqui? – ela se aproximou e se sentou na cama – É a manhã do dia do seu casamento! Eu sou sua madrinha! Ninguém deveria estar aqui além de mim! Nem mesmo Lucas!


- Não vai haver casamento, Hermione... – ela disse desanimada – Pelo menos, não do jeito que estávamos planejando. Lucas e eu devemos fugir pra Vegas mais tarde ou alguma coisa do tipo... Você e Draco podem vir, se quiserem... Nós vamos partir assim que minha ressaca acabar.


Hermione tirou um pequeno frasco do bolso.


- Isso é pra sua ressaca.


Pansy pegou o frasco animadamente e bebeu num gole só.


- Muito obrigada.


Hermione sorriu.


- Vai me agradecer mais ainda assim que você ver o que eu fiz.


Pansy fez cara de interrogação e Hermione a puxou pela mão.


- Vem.


Ela saiu arrastando Pansy pelos corredores da mansão, praticamente correndo, enquanto Pansy reclamava que sua cabeça ainda doía e que a poção não tinha dado efeito totalmente.


Ela parou de falar no instante em que elas pararam no topo da escada que dava no enorme hall da mansão.


Hermione olhou para a amiga ansiosamente enquanto Pansy encarava tudo chocada.


O lugar estava completamente decorado e pronto para um cerimônia de casamento. Havia um tapete vermelho descendo a escada, que tinha os corrimãos todos decorados com orquídeas (as flores preferidas de Pansy). O hall tinha várias fileiras de cadeiras e o tapete da escada descia até elas, parando na porta de entrada da mansão.


Pansy começou a descer as escadas lentamente, tentando absorver cada detalhe da linda decoração.


- Hermione... – ela murmurou, se voltando para a amiga assim que chegaram no pé da escada – foi você que fez isso tudo?


- Eu tive a idéia e tentei organizar as coisas. – ela respondeu, modestamente – Narcisa que contratou dezenas de pessoas pra virarem a noite colocando tudo em prática. Lucas e Draco ajudaram também.


Pansy tinha os olhos marejados.


- Isso é incrível, Hermione... – ela murmurou olhando em volta mais uma vez e parecendo não acreditar – Ninguém nunca fez nada parecido com isso por mim.


- Então você gostou mesmo?


- Tá brincando? Eu amei. – ela abraçou a amiga apertado e fungou, tentando conter as lágrimas – Você é mesmo minha melhor amiga.


- Vem cá. – ela a puxou pela mão de novo – Ainda não acabou.


Ela lhe levou até a porta dupla que dava para o jardim dos fundos da mansão. Quando Hermione abriu os dois lados da porta, Pansy ficou sem fôlego.


Ela tinha acabado de entrar no lugar mais lindo que já colocara os pés. Imaginou que estavam dentro de uma tenda armada nos fundos da mansão e quando olhou para cima, viu o teto preto com lindas luzinhas brilhantes, como estrelas. Era quase como olhar o céu a noite, embora soubesse que o sol tinha acabado de nascer.


As mesas estavam perfeitamente arrumadas, com toalhas de seda branca sobre elas e um enfeite de centro dourado. O lugar todo era decorado em dourado e branco e havia flores espalhadas por todo lado e era tudo tão lindo que Pansy achou que começaria a chorar a qualquer instante como uma dessas garotinhas românticas que ela detestava.


- Nós estamos acabando de arrumar ainda. – Hermione mencionou, o que explicava o fato de Pansy estar vendo pessoas desconhecidas a alguns metros de distância, montando o que parecia ser um palco. – Eu falei com Draco e ele disse que conseguiu que a banda preferida de Lucas tocasse na festa. Eu não sei como ele fez isso em tão pouco tempo mas tenho certeza que algum tipo de suborno estava envolvido. Como vocês são sonserinos, eu não briguei com ele porque era adequado demais.


- Muito obrigada, Hermione. – ela falou – Isso é muito mais do que eu imaginei, sério. Eu não sei nem como eu vou começar a te compensar por isso.


- Tá brincando? – ela a encarou – Pansy, esse ano foi o pior da minha vida. E de todas as pessoas que ficaram do meu lado, você foi a que mais acreditou que eu conseguiria me recuperar. Você não desistiu de mim nem quando eu já tinha desistido. E ficou do meu lado mesmo quando eu não podia estar mais errada. – ela limpou uma lágrima que teimou o cair - Isso é o mínimo que eu posso fazer pra começar a agradecer por tudo.


Pansy sorriu abertamente.


- Eu amo você, sangue-ruim.


Hermione pestanejou.


- Eu digo o mesmo, vadia.


**********


Algumas horas depois, Pansy estava sentada na penteadeira, encarando seu reflexo no espelho sem acreditar no que via. Sua maquiagem leve, seus cabelos negros caindo em cascatas em seu ombro, o véu cuidadosamente colocado caindo sobre ele. O buquê de flores roxas colocado cuidadosamente ao lado da maquiagem. Ela iria se casar hoje. Dali há cinco minutos.


Alguém bateu na porta e depois de ouvir a permissão dela, entrou. Ela sabia que era Draco, ele iria levá-la ao altar. Como melhor amigo dos dois, ela queria que ele fizesse parte do seu lado também. Então ele seria o padrinho de Lucas, assim como Hermione seria sua madrinha, e Draco a levaria ao altar também.


Se levantou e se virou para ele, ajeitando a saia do vestido.


- E aí? Estou espetacular ou o quê?


Draco riu.


- Devastadora.


Ela ajeitou o cabelo e sorriu convencida.


- Obrigada.


O seu vestido de noiva era branco, tomara que caia, bem apertado da cintura pra cima e com um decote até comportado que acabava em um detalhe prateado entre os seios. A saia era a melhor parte e o que tinha feito Pansy se apaixonar pelo vestido. Sempre quisera se casar em um vestido curto porque eles eram modernos e muito mais parecidos com ela. Mas seu problema com vestidos de casamento curtos era que ele nunca pareciam ser  tão bonitos quanto os longos mas quando seus olhos bateram naquele, ela sabia que seria o escolhido. O vestido tinha uma saia meio rodada e por cima dela, havia uma camada de tecido chiffon, toda recortada em lindas flores transparentes, que era até alguns centímetros mais longa que a saia e que se levantavam na medida que o vento batia.


(Aqui o vestido: http://img543.imageshack.us/img543/2152/101358weddingshortdress.jpg)


- Lucas já chegou? Onde ele está?


- Sim, ele já chegou. E não, ele não fugiu, se é isso que quer saber... – Draco sorriu – Ele não é louco.


- Aposto que encontro quem discorde.


- Ele está feliz. – ele garantiu – E muito nervoso. E você?


- Eu estou feliz. Vou me casar com o amor da minha vida. – ela falou meia envergonhada – Algumas pessoas esperam a vida inteira por esse momento. E eu estou vivendo ele com 18 anos. Sou muito sortuda.


Draco entendia perfeitamente o que ela dizia.


- Então, - Pansy se virou e começou a colocar suas joias – quando você vai pedir Hermione em casamento? – ela perguntou como se falasse do tempo.


Draco arregalou os olhos e parecia que tinha sido pego no flagra.


- Por favor. – Pansy revirou os olhos – Você tem um “pedido de casamento” estampado em letras garrafais na sua cara...


O loiro se aproximou.


- É assim tão óbvio?


- Pra mim é.


Ele mostrou uma expressão apreensiva e Pansy o encarou.


- O quê? Vai me dizer que você está com medo que ela diga não? – Draco não respondeu e ela riu – Draco! Seja racional.


- Eu estou sendo! – ele exclamou – Nós só temos 18 anos. Somos muito novos.


Pansy limpou a garganta.


- Você me entendeu. Você e Lucas são amigos desde sempre. Hermione e eu somos inimigos desde sempre. Já parou pra pensar que faz pouco mais de um ano que nos apaixonamos?


- Mas parece que faz uma eternidade. Depois de tudo que vocês passaram... Deixe-me contar uma coisa, meu amigo: você e Hermione vão ficar juntos pra sempre.


Draco sorriu. Aquelas palavras tinham o melhor som do mundo. Porque eram verdade.


- Eu sei. – ele respondeu.


- Então o que está esperando? Por que não pede hoje?


- Hoje não. – ele balançou a cabeça – Vai ser só entre nós dois. E vai ser na hora certa. Hoje é o seu dia.


Pansy tinha acabado de colocar as joias e deu um último toque no véu.


- Isso é verdade.


Ele rumou até a porta e depois de abri-la, estendeu o braço para a amiga.


- Pronta pra se tornar a Sra. Lucas Mason?


Ela abriu um dos sorrisos mais sinceros da sua vida.


- Mais do que pronta.


Eles saíram no corredor e ao se aproximar do pé da escada, Draco viu sua mãe fazer um sinal e uma música começou a tocar enquanto ela ia para o seu lugar.


Eles começaram a andar lentamente.


- Obrigada por fazer isso, Draco. – ela murmurou – Significa muito pra mim.


Ele balançou a cabeça.


- Pra mim também.


Eles apareceram no topo da escada e todos se viraram para vê-los se aproximar.


Pansy sabia que estava descendo as escadas e andando entre dezenas de amigos e por mais que ela odiasse quando alguém falava algum tipo de besteira romântica como aquela, ela não conseguia parar de olhar para Lucas, que parecia estar sob o mesmo torpor, com o rosto vermelho e os olhos brilhando enquanto a olhava.


Eles finalmente chegaram ao pequeno altar improvisado e depois de um abraço entre Draco e Lucas, Pansy colou seu lábios delicadamente aos do seu noivo, e deu seu braço para ele.


Ela olhou para Hermione, que estava mais próxima a ela e sorria de orelha a orelha, e entregou seu buquê de flores para a amiga.


Todos se viraram para o juiz do ministério, responsável pelos casamentos mágicos.


- Saudações! – ele exclamou sorridente – Estamos aqui hoje para testemunhar dois destinos se tornarem um nesse lindo dia. O noivo e a noiva estão aqui para professar seu amor um pelo outro e como amigos e família, nós estamos aqui para celebrar e compartilhar esse lindo momento com eles. Pra mim, sempre é maravilhoso se unir para celebrar o amor. E eu gostaria de compartilhar algo com vocês. – ele fez uma pausa e olhou para Pansy e Lucas – Casamento não é fácil. Talvez seja a coisa mais difícil que vocês vão fazer na sua vida, além de ser pais, mas eu acho que esses dois jovens aqui estão aceitando o desafio. Aqui estão duas pessoas seguras que, eu acredito, entendem o grande compromisso que estão prestes a fazer e que vão manter esse compromisso. Porque com o tempo, o compromisso vai se tornar uma escolha. Quando vocês deixarem esse altar hoje, ainda vai haver uma vida de escolha e tentação e dúvida e incerteza á frente de vocês. Eu não sabia isso no meu casamento. Eu achava que quando alguém se casava, tudo ficava magicamente perfeito. Mas se casar não vai mudar vocês. O casamento vai. E se vocês souberem como, vai mudá-los de uma forma incrível e maravilhosa.


Pansy sentiu Lucas apertar sua mão e quando ela o olhou, ele levou-a aos seus lábios, beijando-a delicadamente. Que se dane todas as propagandas contra o romantismo, ela achava que iria começar a chorar a qualquer momento.


- Acredito que vocês prepararam seus votos. – o juiz disse.


Lucas respirou fundo e se virou para Pansy. Ela sabia exatamente o quanto seria difícil para ele se expressar na frente de tantas pessoas. Porque seria tão difícil quanto pra ela. Eles decidiram fazer aqui justamente por causa disso. Porque tiraria os dois das suas zonas de conforto.


- Pansy. – ele olhou nos seus olhos – Eu tenho tanto pra te agradecer. Porque quando eu me apaixonei por você, tudo mudou. Sabe Merlin onde eu estaria se eu não tivesse me apaixonado por você. Eu realmente acredito, com todas as minhas forças, que você foi tipo, a maior e a melhor coisa que já me aconteceu. Ainda não acredito na minha sorte em ganhar alguém como você. Em você, eu não só encontrei a maior e melhor amiga que alguém poderia ter, mas também encontrei o amor da minha vida. Eu te amo. Você me conhece, você me entende, nós temos o mesmo senso de humor que irrita os outros e basicamente tudo em comum, eu amo abraçar você, beijar você e conversar com você. Acima de tudo, eu amo como você me faz sentir. E como você é linda. Por dentro e por fora. Você é perfeita. E eu vou sempre valorizar cada momento que eu sou sortudo o bastante em passar com você.


Pansy sorriu abertamente e dando um passo a frente, o beijou apaixonadamente.


Quando se afastou, ela respirou fundo e engoliu o choro que estava entalado na sua garganta.


- Lucas... Quando eu fui escrever meus votos, eu comecei a pensar no futuro que eu esperava ter com você. E eu não conseguia pensar em nada e depois eu entendi porquê. Não posso declarar meu amor me baseando no nosso futuro porque por mais que eu saiba que nós vamos ficar juntos pra sempre, ele é sempre muito incerto. Então eu comecei a pensar na nossa história e em tudo que nós passamos até chegar até aqui. Lembra como foi que você descobriu que eu gostava de você? Hermione ficou com a boca nervosa e deixou escapar. - todos riram e Hermione olhou para ela com cara de culpada - A história é longa mas o importante é que, justamente quando eu achei que nós nunca mais íamos conseguir ser amigos, você prometeu que sempre ia ficar do meu lado eu nunca vou esquecer do que senti quando, mais tarde naquela noite, você me beijou. Nunca vou esquecer do seu cheiro naquele dia e de como foi quando eu vi, pela primeira vez, que você me queria tanto quanto eu queria você e de como, quando você me deu boa noite naquele dia, eu comecei a surtar e ter vertigens sozinha no meu quarto e tive que me sentar pra ver se me sentia melhor. E nunca vou esquecer de todas as vezes em que as coisas ficaram realmente ruins durante esse ano, você me olhava e me prometia que tudo ia ficar bem. - ela limpou algumas lágrimas que teimaram em cair - Obrigada por cumprir sua promessa, por falar nisso. E eu nunca, jamais, vou esquecer como a sua voz parecia macia, assustada e iluminada quando você me pediu pra casar com você.


Ela olhou para ele e viu que seus olhos brilhavam da mesma forma naquele momento e se sentiu a pessoa mais feliz do mundo.


- Onde estão as alianças? – o juiz perguntou.


Hermione passou uma aliança para Pansy e Draco passou para Lucas. Segurando a mão dela, ele repetiu com o juiz enquanto colocava a aliança.


- Eu, Lucas Mason, aceito você, Pansy Parkinson, como minha esposa a partir desse dia. Prometo ser fiel, na felicidade e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amar e pra honras e valorizar incondicionalmente por todos os dias de nossas vidas.


Ele terminou de colocar a aliança no seu dedo e era a vez de Pansy:


- Eu, Pansy Parkinson, aceito você, Lucas Mason, como meu marido a partir desse dia. Prometo ser fiel, na felicidade e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amar e pra honras e valorizar incondicionalmente por todos os dias de nossas vidas.


O juiz sorriu e pronunciou:


- Lucas Mason e Pansy Parkinson, eu vos declaro marido e mulher. – ele olhou para Lucas – Pode beijar a noiva.


Lucas, sorrindo abertamente, se aproximou e segurando Pansy pela cintura, a beijou com fervor até demais para um casal em público.


Hermione riu e Draco revirou os olhos.


- Por favor, guardem um pouco para mais tarde...


Eles se separaram e Lucas disse a ele:


- Eu não preciso guardar, cara. Eu tenho de sobra.


Pansy se virou para Hermione e disse enquanto ela lhe devolvia o buquê:


- Não consigo parar de sorrir!


Hermione riu e observou enquanto os dois se afastavam de mãos dadas. Draco se aproximou dela e beijou seu rosto e os dois seguiram dos amigos recém-casados.


***********


Depois que Lucas e Pansy tiveram a sua primeira dança como casados, a festa seguiu ás mil maravilhas. Vários conhecidos de Hogwarts que Hermione nunca imaginou que veria em um casamento de sonserinos compareceu ao casamento (mas quem era ela pra falar?) e alguns que ela já imaginava também, como Blaise Zabini, Theodore Nott e Emilia Bulstrode, os poucos sonserinos que não passaram a odiar Draco, Lucas e Pansy completamente depois da guerra.


Logo a hora dos brindes chegou e alguns convidados subiram no palco improvisado no jardim da família Malfoy para desejar seus parabéns.


Narcisa foi a primeira, fazendo um pequeno discurso sobre Pansy e Lucas e falando que os considerava como filhos e que estava feliz em vê-los se casar. Em seguida Luna falou algumas frases tão doces quanto era de se esperar e depois alguns sonserinos falaram também. Por último, ficaram Hermione e Draco, por serem os padrinhos.


Draco se aproximou do microfone.


- Bom, acho que é a minha vez de fazer o brinde... – ele disse com a voz meio entediada, colocando a mão que não segurava a taça de champanhe no bolso – Eu conheço Lucas e Pansy desde sempre... Eles são meus melhores amigos e nós sempre nos demos muito bem. Eu comecei a ficar mais próximo de Pansy quando nós ficamos mais velhos porque até uma certa idade, garotos só sabem puxar os cabelos das garotas e irritar elas até saírem chorando. – algumas pessoas riram – Foi mal, Pansy... Lucas e eu costumávamos ser meio malvados com ela naquela época porque nós éramos mais interessados em quadribol do que em garotas. Mas então o tempo passou e nós atingimos a fase em que éramos mais interessados em garotas do que em qualquer outra coisa. E Pansy se tornou uma das mais lindas, companheiras, amigáveis e charmosas. E quando ela se apaixonou por Lucas e aceitou se casar com ele, foi quando eu realmente aceitei a veracidade daquele velho ditado: os opostos se atraem mesmo. – Pansy riu e Lucas fez uma careta para ele – Mas não se preocupe, cara, você estão destinados a um casamento incrível. – ele levantou sua taça – Saúde.


Ele saiu e Hermione se aproximou.


- Depois dessa... – ela murmurou -  Ok. É meio louco para mim estar aqui e ser madrinha do casamento de Lucas Mason e Pansy Parkinson... Eu lembro do quanto eu estava aliviada quando vocês dois começaram a namorar. Senti alívio por dois motivos: primeiro, eu sabia o quanto vocês seriam perfeitos juntos e como fariam um ao outro feliz e segundo, mas não menos importante, como Pansy disse, eu fui a culpada de Lucas saber dos sentimentos de Pansy por ele e eu estava com medo de não viver pra poder contar a história. – Pansy sorriu e algumas pessoas riram – Enfim. No final, tudo deu certo e eu não poderia estar mais feliz em estar aqui pra presenciar o dia do casamento de vocês. Eu nunca imaginei que vocês se tornariam amigos tão próximos meus em tão pouco tempo e depois de tanto tempo. E foi incrível ver vocês dois sorrindo como nunca antes quando foram declarados marido e mulher. Sei que muitas pessoas podem duvidar disso mas vocês são uma das pessoas mais amigáveis, indulgentes e leais que eu conheço. E eu não tenho dúvida nenhuma que a vida que vocês vão levar juntos vai ser, no mínimo, uma vida muito especial. Então eu levanto minha taça e peço para que todos se juntem a mim enquanto eu desejo á vocês todo o amor e felicidade do mundo nesse casamento. Tim-Tim.


**********


Assim que Hermione terminou seu brinde, ela saiu o mais rápido que pôde para o banheiro sem trocar uma palavra com ninguém e cuspiu o gole de champanhe que tinha sido obrigada a tomar para não levantar suspeitas na pia do banheiro.


Quando ela levantou os olhos para encarar seu reflexo no espelho, quase deu um grito ao ver Pansy parada atrás de si.


- Oi. – ela se virou para a amiga, começando a ficar preocupada – Você me assustou.


- Eu queria te agradecer pelo lindo discurso mas quando vi você quase correndo pra cá, resolvi te seguir. – ela se aproximou com os olhos cerrados - Se você quer que as pessoas acreditem que está tomando champanhe, você deveria ser mais discreta...


Tinha sido pega com a boca na botija.


- Pansy...


- Por que eu estou tendo dificuldade para acreditar que toda esse seu problema com álcool não tem nada a ver com a seu medo de retornar á sua fase de bebum?


Hermione não sabia que desculpa inventar.


- Para de tentar maquinar mentiras. – Pansy revirou os olhos e colocando a mão no braço da amiga, sorriu – Parabéns, Hermione Granger. Draco já tinha me prometido, anos atrás, que eu seria a madrinha do primeiro filho dele então pode tirar seu cavalinho da chuva se está considerando a Weasley ou Lovegood, ok?


Ela se afastou, deixando Hermione sozinha.


Depois de alguns minutos,            quando Hermione voltou para o salão, várias pessoas estavam dançando animadamente na pista de dança. Ela reparou, desde a cerimônia, que Rony estava conversando com uma garota que ela achava ser uma das primas mais velhas de Pansy e Harry dançava desengonçadamente com uma outra parente dela.


Ela se aproximou da mesa que suas amigas estavam sentadas e hesitou, com medo que Pansy tivesse comentado algo com as meninas. Não, ela não era tão louca.


- Não acredito que Harry tá dando em cima daquela vadia da Parkinson! – Gina reclamava.


- Ei! – Pansy, que estava na mesa junto com as garotas, protestou.


- A outra vadia da Parkinson, Pansy. – Gina explicou.


- Hum. Eu sou uma mulher casada agora, ok?


Hermione suspirou.


- Gina, se você se importa tanto com o Harry ainda, por que não tenta simplesmente resolver as coisas com ele?


Gina lhe olhou como se ela fosse louca.


- Hermione, eu nunca vou perdoar o Harry pelo que ele fez.


Pansy se virou para Luna.


- Lovegood, não se importa que o Weasley esteja se engraçando com uma das minhas primas também?


Luna, que parecia muito concentrada nas estrelas artificiais do teto, se virou para ela.


- Eu quero que Rony seja feliz.


- Viu, Weasley? – Pansy falou – Você deveria aprender alguma coisa com a sua ex-cunhada.


Gina revirou os olhos.


- Vou ver se dou uns amassos com um dos parentes do Lucas.


O resto da festa correu ás mil maravilhas. As bebidas fluíram generosamente, a comida feita pelos elfos estava maravilhosa, e o jardim da mansão Malfoy não poderia estar mais festivo, com os lindos arranjos de flores, as velas tremeluzindo e as luzes do teto piscando como em uma noite de céu estrelado.


Ninguém conseguiu pegar o buquê porque a briga por ele foi tão grande que as flores se esfacelaram todas. O lindo bolo foi cortado e aos poucos as pessoas começaram a ir embora.


Draco e Hermione eram um dos poucos casais na pista, dançando ao som de uma música muito bonita e lenta que tocava.


- Pansy descobriu...?


Hermione levantou os olhos para Draco e logo entendeu o que ele estava falando:


- Descobriu.


- Imaginei. Ela estava me olhando com uma cara estranha a noite toda. O que ela disse?


Ela sorriu de lado


– Ela disse que vai ser a madrinha.  


Draco riu.


- Era de se imaginar...


Ele olhou para o lado e ela seguiu seu olhar, observando Lucas e Pansy conversando em uma mesa afastada.


- Eles estão tão felizes. – ela comentou.


Draco olhou para ela novamente e a rodou em seus braços, fazendo-a se afastar dele e em seguida a puxando para mais perto ainda.


- Eu também. – ele disse.


Ela sorriu.


- Pansy disse algo certo. – Hermione falou – O futuro é sempre incerto e as coisas mudam. É um conforto saber que temos um ao outro. Sempre.


- E logo nós vamos ter alguém contando com a gente.


Hermione balançou a cabeça depois de respirar fundo e Draco acariciou sua cintura levemente.


- Você ainda está nervosa?


Ela balançou a cabeça e sorriu.


- Não. Agora eu estou... Ansiosa. Para saber o que o futuro está guardando pra gente. E acima de tudo, muito feliz. Nós voltamos de uma semana incrível no Havaí. Nossos melhores amigos se casaram, e nós estamos nos descobrindo profissionalmente... Luna está bem e Rony vai se apaixonar de novo... E Harry e Gina... Eles vão ficar bem. Talvez não juntos mas bem. Isso é que importa. E nós vamos ter um bebê. Talvez coisas imprevisíveis aconteçam, como têm acontecido... Mas eu sinto como se tudo e todos estivessem encontrando seu lugar. – ela beijou-lhe levemente – Eu sei que eu estava que nem uma louca procurando o meu por tudo quanto é canto... E encontrei.


- É? – ele arqueou uma sobrancelha e sorriu de lado – E aonde é?


- Com você. Onde você estiver, lá é o meu lugar.


Eles quase não estavam mais dançando e Draco olhou nos olhos dela em silêncio por alguns segundos.


- Então você não se incomoda se eu te pedir pra casar comigo?


Hermione pestanejou e o encarou, parando de dançar completamente.


- Não vai me dizer que você ficou surpresa? Pansy disse que estava escrito na minha cara que eu estava prestes a soltar a pergunta a qualquer momento.


Ela balançou a cabeça.


- Acho que surpresa não é exatamente a palavra... Eu meio que imaginava que você fosse perguntar... sabe, na minha cabeça... mas no meu coração...


- Eu sei.


- Draco, - ela olhou para ele – isso é... sério.


Ele assentiu.


- Também sei disso. Você acha que eu estou de brincadeira? Nós vamos ter um bebê.


Ela suspirou.


- Você está fazendo isso só por causa do bebê? – retrucou.


Ele revirou os olhos.


- Não, Hermione. Eu juro pra você que estou fazendo isso porque eu te amo. E você está estragando tudo com tantas perguntas e análises.


Ela riu.


- Me desculpe.


Ele pegou sua mão e quando Hermione percebeu o que ele estava fazendo, ela prendeu a respiração e sorriu abertamente, sem se importar com o fato de que eles estavam no meio da pista de dança,  que ainda havia alguns convidados por ali e que eles deviam estar olhando para eles naquele momento.


- E então, Hermione Granger, você quer se casar comigo?


- Sim. – ela finalmente respondeu – Mais do que tudo, Draco.


Ele sorriu e se levantou para beijá-la, quando lembrou de algo.


- Eu não tenho um anel.


Ela levantou sua mão e lhe mostrou o seu anel de rubi. Ainda o surpreendia como ele significava tanto para Hermione. Mas ele podia entender porque significava muito para ele também.


- Esse é suficiente.


Ele se curvou e a beijou com todo o amor e a felicidade que estava sentindo porque eles iam passar o resto da vida deles juntos. Quando o beijo acabou, Hermione encostou sua cabeça no seu peito e eles continuaram dançando.


E então Draco pensou sobre eles. E o relacionamento dos dois e como tudo estava tão melhor desde que eles voltaram. Ele sabia que eles não tinham nem chegado perto de enfrentar os problemas do dia-a-dia juntos porque desde então tudo tem sido sobre viagens e diversão mas ele já podia sentir... Eles estavam mais fortes agora. Como se tivessem mais consciência do que tinham um com o outro e mais respeito pelo que sentiam. Estavam se levando mais a sério. Eles não eram mais só um casal vivendo uma paixão adolescente na escola. O que eles sentiam não era paixão e Draco achava que eles finalmente tinham entendido isso. Não ia passar, aquilo era pra valer. Era amor e o amor deles era muito real. Eram a prioridade um do outro agora e nenhum dos dois ia fazer nada para estragar isso de novo. Eles iam mesmo ficar juntos pra sempre.


♥ FIM ♥


***********


N/A: MUITO OBRIGADA, PESSOAL! Eu nunca canso de dizer isso: OBRIGADA OBRIGADA OBRIGADA!!! De verdade!!! Vocês são o máximo!!! Eu sei, eu sei, é clichê, mas essa fic não teria nem chegado no capítulo 10 se não fosse por vocês! No outro dia tava relendo alguns comentários, tanta gente já passou por aqui... ler comentários é a melhor parte de postar fics aqui porque é tão bom saber o que vocês estão pensando das coisas que to escrevendo... eu me diverti muito lendo os comentários de vocês, a maioria deles são muuuuito engraçados e ás vezes eu fico rindo que nem uma boba aqui na frente do PC com as coisas que vocês falam... Obrigada por cada um deles, de verdade! Vocês podem não saber, mas em vários momentos em que eu fiquei desanimada e pensei em desistir da fic, vários de vocês chegaram e mandaram um comentário do nada tipo: "atualizaaaa agoraaaa!!!!!" incluindo agressão física, ameaças de mortes, lançamento de maldições imperdoáveis e etc... enfim, muitas vezes uma pequena ameaça me deu ânimo pra escrever um capítulo inteiro... rsrs! Eu comecei a escrever essa fic há mais de dois anos (talvez mais de três se eu contar que eu comecei a escrevê-la bastante tempo antes de começar a postar), eu ainda estava no ensino médio, tinha 15/16 anos e nem tinha idade pra ler NC’s. Parece que foi ontem que eu decidi postar o trailer só pra ver se alguém ia se interessar... Minha vida mudou tanto desde aquela época. Eu me matei estudando pro vestibular, depois me matei mais ainda quando entrei pra faculdade e no meio de todas as dificuldades, os comentários de vocês que me estimularam a escrever capítulo por capítulo, cena por cena. De novo: obrigadaaaa!  XD E mesmo se passar muito tempo que eu terminei essa fic, e vocês voltarem pra ler daqui há alguns anos... eu tenho certeza que não importa quanto tempo vá passar, eu ainda vou amar ler os comentários de vocês então... por favor, fiquem a vontade! ;-)


Então, é o fim mas ao mesmo tempo não é porque o primeiro capítulo da continuação já está a caminho e vai ser depois de uns cinco anos do final dessa fic. Acho que vocês vão gostar, estou tendo muuuitas idéias! A continuação COM CERTEZA não vai ser tão grande quanto essa daqui porque eu tenho outras fics para escrever e eu quero usar TODAS as minhas idéias! Eu vou escrever essa fic junto com a minha nova fic que se chama AVALANCHE e eu já tenho outro projeto na cabeça que eu estou doida para colocar no papel LOGO. Como eu tenho plena consciência de que eu sou incapaz de escrever três fanfics ao mesmo tempo, eu quero acabar uma para começar essa outra.


Enfim... voltando aqui: a continuação já está on, se chama O Preço de Ser Uma Malfoy e vai ser pequena (de 10-15 capítulos, no máximo!).  E vai ser muito diferente dessa aqui porque Hermione, Draco e seus amigos vão estar com 22/23 anos, alguns vão ter filhos, alguns não... alguns vão estar casados, alguns não... enfim, estou super ansiosa então eu posso dar minha palavra de honra de que o primeiro capítulo não vai demorar nada para ser postado.


Pro pessoal do nyah: obrigada também por acreditarem em mim e continuarem acompanhando a fic comigo apesar daquela história de plágio e tudo mais! Eu sei como é difícil confiar numa pessoa nova com a fic que você gostava e que ás vezes isso pode fazer a pessoa até perder o interesse. Vocês foram muito legais comigo, obrigadaa! E obrigada também pelas recomendações, uma mais linda que a outra e que eu não me canso de reler! *-*


E eu posso imaginar o que vocês estão pensando, o casal mais fofo de todos vai ter uma bebê e se for uma menina, Hermione quer chamá-la de Summer! (Aposto que ninguém preveu essa :D) Bem apropriado pra história deles, eu acho... Além de que, Summer é um nome bem comum nos países que falam inglês... não é como se alguém se chamasse Verão aqui... (Verão seria um nome péssimo, por falar nisso...) mas Summer soa bem, eu gosto. A história toda da continuação surgiu por causa desse nome, pra falar a verdade... Eu estava voltando pra casa da faculdade, ônibus lotado e (como sempre acontece comigo nos momentos mais inoportunos) comecei a pensar sobre a fanfic. Então do nada eu comecei a pensar sobre The OC (louco, eu sei) e sobre a personagem Summer (eu a amava, gente, ela era um dos personagens mais divertidas do programa, páreo duro para o Seth e pra Taylor). Aí eu comecei a pensar: "Quem coloca o nome da sua filha de Summer??? Quer dizer, é um nome bonito mas faria mais sentido se os pais tivessem alguma história no verão..." Então, PIMBA!, eu logo lembrei que Draco e Hermione tinham uma história no verão... Então eu comecei a pensar o tempo todo, se os dois tivessem uma filha, o nome dela seria Summer. Então eu pensei, pensei, pensei... e eu: "caraca, tenho que escrever isso..." Então se somou a minha vontade de escrever sobre a história de eles terem uma filha chamada Summer com o fato de que eu não queria me despedir da fic e pronto, o resto começou a fluir como um rio...


 E então, aqui vai o link da continuação, adicionem lá que logo logo eu vou postar o prólogo:


 http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=44855


E adicionem também a minha outra fic dramione. O capítulo 2 já está a caminho:


http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=44586


Não vou responder comentários dessa vez senão ia demorar mais ainda pra postar mas mais uma vez: obrigada e até mais!!!


Beijoooos

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Dark Moon em 19/01/2013

eu nao preciso dizer aqui o qnto eu amo a sua fanfic nao é mesmo? O qnto ela é uma joia pra mim que amo ler pra alentar meu coraçao destroçado e acabado.

Amo mesmo e acho que ja disse o qnto acho que vc escreve maravilhosamente bem e tem um talento nato pra envolver as pessoas nas suas historias. AMo todas as suas fanfics e afins,

essa eu tenho um carinho excepcional, serio mesmo, ela foi perfeita do começo ao fim e li o prologo da proxima que nao deixa a desejar em nada.

ai ai nem sei o q dizer alem de PERFEITA

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Larii Malfoy em 20/12/2012

AI MEU DEUS! ACABOU MESMO? SÉRIO? :(

Acho que quase nenhuma fic me prendeu, desde o começo que o capítulo 3 não abria pra mim, mas eu senti que essa fic era boa sabe, dai insisti e li empolgantemente até o finalzinho.

Uma história muito bem elaborada, com personagem lindos e cada um com sua própria caracteristica! Amo, amo, amo!

Adorei tudo, desde a Hermione assassina, até o Draco malvado com ela, Pansy nunca desistindo da amizade, casal Harry e Gina tem que se acertar, pf assim como o Rony e a Luna, nossa, esses dois foram feitos um pro outro.

Com relação a esse capitulo, nossa, amei, amei amei, acho que foi um dos melhores. Eles no Havaí, esses jogos de verdade ou consequência sempre dão merda, até com eles HAHA

Apoio a chegada da Summer (e por falar nisso eu adoro esse nome tbm, e um nome que casaria mt com ele é Coldy kkkkkk...sério, acho esses nomes lindos)

Queria te agradecer também por não desistir, pq eu sei como sua vida é puxada, mas vc se manteve firme e forte! Saiba que eu enquanto puder, farei de tudo para acompanhar suas história! Obrigada Bá :)

Aguardo mais capitulos de Avalanche, a continuação e que venham outros projetos.

Adorei do fundo do meu coração compartilhar um pouco da minha vida com vc, querendo ou não nós ficamos mais proximas, obrigada por aguentar eu te enxendo o saco no face kkkkk

beijos querida, até a próxima! E eu nunca vou cansar de reler essa fic ;)

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Jade Moreira em 20/12/2012

OOOOOOOOOi eu nem sei o q dizer pq eu simplismente adorei este fianl e tb a fic inteira ne kkkkk não tem como não amar e vc tem toda razão qdo disse q mais tarde iremos reler a fic e acredita é a melhor coisa ficar relendo ela kkkkkkk e ja estou super ansiosa para ler a continuação dela Parabéns e Obrigada por continuar escrevendo a fic ate este final maravilhoso e por estar escrevendo uma continuação para ela =) ate a segunda temporada e na fic Avalanche =)

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por juliana vieira em 20/12/2012

amei a fic, ela é otima.

não me lembro quando comecei a ler, mas quando comecei não queria acabar e ficava esperando sempre a continuação.

E acho que a continuação será tão boa quanto ela.

bjos

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por M R C em 19/12/2012

ah me reponde uma coisa primeiro: o nome do capíltulo tem a ver com uma musica do Ed sheeran? porque eu conheço essa frase da música "lego house" que tem até no clipe o Rupert Grint =] Amoo por sinal.
amei o epílogoo!
me emocionei muitooo com tudooo! toda a felicidade deles
que linda história.
Acho engraçado quando nas fics os personagens casam e tem filhos tão cedo...quer dizer, eu tenho 25 anos e não penso em filhos tão cedo ! hahahahaha
mas gostei do fato de hermione engravidar...tudo lindooooo !!

obrigada pelo capítulo!
com certeza vou acompnhar a continuação...assim como estou acompanhando Avalanche !!
beijos

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.