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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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27. Eu vou cuidar de você


Fic: O Mesmo Destino - Vários Ships - UA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O local estava realmente movimentado aquele dia. Aparentemente, todas as pessoas pareciam ter resolvido aglomera-se ali no fim da tarde fria que se propagava. Sabia que era um hospital e que era mais que normal a grande quantidade de gente, mas ela queria mesmo ficar sozinha. Queria que ali fosse um aglomerado de tijolos e rejunte apenas com Gina e alguém que pudesse lhe tirar suas dúvidas.


A morena olhava aflita para todos os lados em busca de algum médico caridoso o suficiente ao ponto de lhe acalmar o coração, lhe dar uma mínima noticia que fosse em relação ao estado atual do irmão. Sentia-se culpada. Ele estava assim porque ela tinha novamente usado toda a sua cabeça dura contra a realidade que estava a sua frente e não quis enxergar o que todos enxergavam. Enganou-se, mesmo que inconsciente.


Embora estivesse triste e desolada, sentia um pouco de alegria: não estava vivendo aquele momento sozinha. Não estava solitária como costumava ser. Sentia o carinho em sua cabeça, recostada no ombro da nova amiga. Nova... Era estranho sentir tanta confiança e acreditar desta forma em pessoas que mal conhecia. Sabia que o irmão era apaixonado pela ruiva, mas não a conhecia até menos de 48 h. E ali estava ela agora, ao seu lado, lhe dando apoio e lhe ajudando: coisa que apenas um verdadeiro amigo fazia por outro. Se disponibilizar a estar ao seu lado sem pedir nada em troca. Abandonar seus projetos ou compromissos para lhe fazer companhia naquele momento de tamanha angústia, de tanta dor.


Gina e Ronald. Sim. Eram pessoas que ela sentira um carinho em especial, sem igual. Não saberia explicar o porquê de se sentir assim, mas era o que sentia e se fosse questionada se gostaria de ter outra companhia naquele momento, negaria.


Por um momento pediu que a amiga voltasse para casa, que fosse resolver suas coisas, mas a ruiva negou-se prontamente, dizendo que não sairia dali sem, ao menos, saber o verdadeiro estado de Harry, e que não a deixaria sozinha em um momento tão difícil.


 


- Gina - Hermione falou levantando a cabeça do ombro da amiga e a fitando nos olhos.


- O que foi? - ela respondeu carinhosa.


- E se o Harry não melhorar?


- Claro que vai melhorar Hermione. Não pense assim. Ele deve estar muito bem até.


 


A verdade é que Gina também temia. Sentia um aperto gelado contra o coração e a vontade que tinha era a de sair metralhando perguntas a todo e qualquer ser usando um jaleco que passasse a sua frente. Mas não tinha esse direito. Não poderia se por a frente da situação. Estava ali como acompanhante de Hermione e fora parar ali, novamente, por obra do destino. Queria, na verdade, chorar e deixar que aquela dor que sentia fosse lavada por suas lágrimas, mas precisava estar forte, mostrar-se forte para a amiga.


 


- Mas então, por que ninguém vem me dar noticias dele?


- Não sei. Podemos tentar na recepção, o que acha?


- Acha que vão me dar alguma informação lá?


- Pode ser que sim, não custa tentar.


- Hermione Granger? - ouviu um médico perguntar em meio à sala de espera.


- Sou eu - falou levantando-se e aproximando-se, sendo seguida de perto por Gina.


- Hermione Granger? - ele perguntou novamente.


- Sim.


- Sou John Willians, médico plantonista da tarde e trago notícias de seu irmão, Harry Potter - finalizou lendo o nome na prancheta.


- Como ele está? - ela ficou aparentemente ainda mais nervosa.


- Bem melhor agora - o médico sorriu, ainda fitando o rosto da morena, que estava bem machucado - Ele teve uma forte hemorragia interna. Aparentemente, levou muitos socos e pontapés na região do abdome e fraturou duas costelas. Uma delas perfurou o baço e precisamos fazer uma cirurgia e duas transfusões sanguíneas em caráter de urgência. Agora ele passa bem, ainda está sedado, mas o perigo já passou.


- Posso vê-lo? - a morena perguntou ansiosa.


- Sim, pode. Uma de cada vez, por favor. Mas antes senhorita, você sabe quem poderia ter feito isto com o seu irmão?


 


Hermione sentiu um soco forte no estômago e estremeceu ainda sendo amparada por Gina que a auxiliou imediatamente, sentindo que a amiga perdera o chão naquele momento e não saberia ao certo o que falar ao médico.


 


- Não senhor. Não sabemos - Gina respondeu e Hermione agradeceu aos céus por isto.


- A senhorita é... ?


- Amiga dos dois. A Hermione e eu estávamos juntas. Como o senhor pôde perceber, a Hermione sofreu um pequeno acidente ontem e se machucou um pouco. Ela está em minha casa desde então e assim que recebemos a ligação aqui do hospital, eu a trouxe em seguida. Não sabemos o que pode ter acontecido com o Harry.


 


Gina foi tão convincente em sua explicação, que mesmo Hermione duvidou que aquilo realmente não tivesse acontecido. Abraçou ainda mais a amiga e agradeceu intimamente por ela estar ali, ao seu lado, lhe auxiliando.


O médico, aparentemente, assim como Hermione, acreditou calmamente na explicação dada por Gina e após explicar sobre alguns procedimentos, as acompanhou até o quarto onde Harry agora descansava a base de sedativos e calmantes.


 


- Pode entrar Hermione. Eu te espero aqui fora.


 


Hermione apenas sorriu agradecendo em silêncio a compreensão da ruiva. Abriu a porta calmamente, e agradeceu não haver outra pessoa dividindo o quarto com o irmão. Caminhou lentamente até ele e sentiu grossas lágrimas esquentarem o seu rosto. Triste.


Harry estava num estado péssimo. Vários cortes por sobre a pele do rosto, recobertos por curativos hospitalares. Um dos braços, o esquerdo, que repousava sobre o seu tronco estava enfaixado. Ele usava uma bata verde, típica de hospitais, e tinha o rosto pálido, sem brilho... Sem a vida que sempre tivera.


Ver o irmão assim lhe causou uma dor muito forte. Ainda maior da que já estava sentindo até agora. Era sua culpa e jamais poderia se perdoar por isto. Colocou a vida do irmão em risco e se ele estava daquela forma agora, foi por sua falta de bom senso.


Sentiu novamente as lágrimas esquentarem seu rosto ainda tão dolorido, sentando-se a beira da cama e segurando a mão livre do irmão. Olhando-o e imaginando que ele estava agora, descansando e recuperando-se, prometendo a si mesma não mais ser tão idiota como fora.


 


[...]


 


- Oi Rony - Gina atendeu o celular do lado de fora do quarto onde Harry estava com Hermione.


- Onde você está?


- No hospital geral.


- Você está bem? A Hermione está bem?


- Sim, estamos bem sim.


- Mas...


- O irmão dela. Ele foi atacado.


- Como assim atacado? Por quem?


- Não dá pra explicar por telefone, Ron. Por que você não vem até aqui? Estou sozinha com a Mione e não sei como vai ser. Não sei quanto tempo o Harry vai ficar aqui e não terei como auxiliá-la sozinha.


- Certo. Vou tomar um banho e pegar um taxi até ai.


- Desculpa ter te deixado sem o seu carro o dia inteiro...


- Ah Gina. Por favor. Daqui uns trinta minutos eu estou ai.


- Tudo bem, eu te espero aqui. Estamos no quarto 698.


- Certo.


 


Rony chegou rapidamente, abraçando e reconfortando a irmã em seguida. Sabia do sentimento que ela levava pelo jovem dentro do quarto do hospital, e a acompanhou até um dos sofás espalhados naquela saleta de espera, acalentando o choro discreto e contido que saia agora de seus olhos.


Gina era uma mulher forte. Sempre fora, desde criança.


A infância em meio a seis irmãos homens e mais velhos fez dela uma garota naturalmente esperta, muito mais corajosa e aventureira que a maioria das garotas que conhecera em sua vida e ele orgulhava-se muito dela por isto. Mas sabia que ela precisava de carinho, sabia que ela se fazia de forte para ajudar à morena, mas por dentro, ela estava tão abalada quanto à outra. Tinha sentimentos verdadeiros por Harry, e Rony fez ali, naquele momento, uma nota mental de saírem os quatro para se conhecerem melhor, ou simplesmente, para livrarem-se das lembranças daqueles momentos tão angustiantes.


Após muitos instantes, dos quais nenhum deles saberia ao certo dizer quanto durou, uma Hermione claramente abatida saiu do quarto, deixando a porta ligeiramente aberta e fitando o ruivo ao lado da amiga antes de fazer qualquer outra coisa.


Ela apenas seguiu para seus braços. O abraçou com força - talvez poupando à amiga tão igualmente abatida; talvez se reconfortando em um abraço diferente, ou talvez, simplesmente pelo desejo de abraçá-lo. E ele retribuiu o abraço na mesma medida olhando, aparentemente assustado com a reação da morena, para a irmã por cima da cabeça de Hermione, que esquentava seu peito com grossas lágrimas escorridas de seus olhos, tendo o rosto completamente afundado em seu peito enquanto soluçava e o apertava com força. Ele apenas recebeu um sorriso sincero da ruiva em resposta ao olhar assustado.


 


- Desculpe - afastou-se após alguns instantes enxugando o rosto com o dorso das mãos - Não sei o que deu em mim.


- Tudo bem - ele respondeu em meio a um meio sorriso - Como está seu irmão?


- Mal... - novas lágrimas romperam dos olhos da morena e desta vez, ele a abraçou com todo o carinho que conseguiu reunir afagando seus cabelos.


- Vou vê-lo. - ouviram a voz de Gina e logo em seguida o único som que se fazia ouvir eram os soluços da morena, ainda de pé, abraçada ao ruivo que a cobria com sua altura, que a protegia.


 


E mais uma vez, aquelas sensações que sentira em sua casa ainda na noite anterior voltaram. Não conseguia entender ao certo o que sentia pela garota que conhecera há tão pouco tempo, mas o desejo de protegê-la e cuidá-la era tão forte... Tão penetrante.


Sentiu-se mesquinho naquele instante ao inalar o perfume do cabelo dela.


Se mal disse intimamente por pensar em seus sentimentos esdrúxulos enquanto a moça chorava contra seu peito. Sentiu-se ainda mais insensível ao inebriar-se em seu aroma, em desejar tocar-lhe. Mas a tocou, calmo e delicadamente acariciou seus cabelos e afagou seus braços. Era um egoísta, poderia afirmar, mas estava sentindo-se tão necessário por ela que poderia sorrir, se a situação não fosse aquela.


Percebeu quando ela se afastou novamente de seu abraço, levantando os olhos ainda inchados das agressões, e agora muito menores devido ao choro que há muito derramava. Era incrível, mesmo assim, debilitada física e emocionalmente, ela permanecia linda. Incrivelmente linda. Seus olhos eram sinceros. Ela exalava a necessidade de sua proteção. E ele a protegeria.


Ela abaixou os olhos fitando o chão, e deles, mais uma lágrima silenciosa caiu. Ele sentiu-se mal. Aquela dor o feriu de uma forma inexplicável. Queria fazê-la parar de sofrer. Queria ajudá-la. Queria acalmá-la, mas não sabia como.


Uma das mãos do rapaz ainda estava repousada sobre as costas dela, bem próxima à cintura, no resultado do abraço anterior. Com a outra mão, levou os dedos polegar e indicador ao queixo dela, forçando-a a encará-lo.


Ela o olhou. Sentiu um calafrio perpassar por sua espinha ao fitar os olhos profundamente azuis do garoto. Se maldisse internamente desviando os olhos para o lado por ter se deixado levar por um momento e esquecendo-se de onde estava e porque estava ali. Não poderia desviar-se de seu interesse o mínimo que fosse, não poderia se dar ao luxo de esquecer o que sua imaturidade havia provocado ao irmão, mesmo com a presença dele ali. Não entendia o porquê sentia-se assim perto dele. Não o conhecia, mas sabia que podia confiar. Sentiu uma nova lágrima rolar por seu rosto, mas agora, não apenas de remorso, e sim por ter envolvido outras pessoas nisso. Pessoas que não mereciam.


Sentiu a mão do jovem que ainda estava em suas costas a puxar para um novo abraço. Ela queria resistir, mas não conseguiu.


Queria ficar ali o tempo que fosse aos braços dele. Era tão quente, tão forte e incrivelmente macio que proporcionava nela uma sensação de segurança instantânea. Sentia-se protegida daquela forma, de forma que nada nem ninguém poderiam machucá-la novamente.


Aproveitaram-se do abraço um longo tempo, mesmo em silêncio.

Rony a encaminhou até o sofá mais próximo por estar a muito de pé, e ela o abraçou novamente. Deixou-se envolver por ele como estava há um tempo nos braços de Gina, mas dessa vez era diferente, algo mais existia naquele abraço, algo que ela não conseguia compreender por agora. Talvez a sensação de gratidão por tudo que ele fizera por ela.


 


- Continua dormindo - foi o que Gina disse ao sair do quarto. Os olhos mostravam uma leve vermelhidão que Rony conhecia bem. Hermione apenas arqueou a cabeça do peito do ruivo e fitou a amiga sentar-se na cadeira a frente deles.


- Desculpem por tudo isto - disse por fim, afastando-se totalmente do abraço - Envolvi vocês em uma situação muito perigosa. Me perdoem. Nunca foi a minha intensão que isso acontecesse.


- Mione - Gina segurou suas mãos - Você acha mesmo que passou por nossa cabeça que você tenha nos envolvido em alguma coisa porque quis?


- Mas eu...


- Hermione - ela fitou o ruivo ao seu lado sem soltar as mãos da amiga - Tudo na vida acontece por um motivo. Não da pra entender de imediato o que o destino pretende envolvendo nossas vidas dessa forma, mas eu sei de uma coisa: Nada é por acaso.


- Mas eu quase te fiz mal... - ela voltou o olhar para Gina temendo encará-lo por muito tempo, desviando o olhar dela e fitando as mãos entrelaçadas - Se aquele homem tivesse uma arma ou algo do tipo... Você poderia estar aqui agora, ou pior... Você...


- Mione - ela fitou a amiga - Chega! - ela foi firme, mas não foi dura.


- Eu te protegeria quantas vezes mais fosse necessária Hermione - Rony falou e ela o fitou constrangida - Nada vale mais que a vida de um semelhante. Cresci com esse conceito. Os Weasley são assim. Não se sinta mal por ter nos envolvido em algo, porque não foi sua culpa. Nada do que está acontecendo aqui é sua culpa. Nada, entendeu?


- Mas...


- Sem mais Hermione, sem mais. Já me afeiçoei a você e não vou deixar que fique colocando caramiolas na sua cabeça. Foi uma sorte eu ter ido para a academia à noite. Foi uma sorte que a Gina tenha te acompanhado até sua casa hoje. Nada é em vão. Você não tem culpa. É apenas o destino unindo nossas vidas de alguma forma e por algum motivo.


- Desculpem... Mesmo assim.


- Ok. Eu te desculpo se isso vai te fazer sentir melhor - Gina falou sorrindo.


- Digo o mesmo - Rony sorriu também - Está desculpada.


 


E pela primeira vez durante todo aquele dia, um sorriso sincero enfeitou o rosto da morena ao lado daquelas duas pessoas tão boas. Sentiu-se bem. Sentiu-se segura. Sentiu-se parte de uma família. Tinha os dois agora como uma ramificação de sua própria família. Confiava neles.


Rony convidou a irmã para que sentasse ao seu lado e passando os braços sobre as duas, as acalentou sobre seu peito.


Permaneceram então ali, os três, abraçados esperando que alguma novidade fosse trazida em relação ao Harry, mas nada aconteceu. Ele permanecia dormindo, sedado na intensão de recuperar-se da cirurgia sofrida durante a tarde.


 


- Senhoria Granger - outro médico apresentou-se depois muito tempo.


- Sou eu - ela o fitou, levantando-se em seguida e sendo acompanhada pelos outros dois.


- Eu sou Willian Lewis. Sou o médico responsável pelo plantão noturno.


O médico tinha por volta de seus cinquenta anos. Os cabelos eram semi grisalhos e ele aparentava ter sido muito bonito durante a juventude. Era de altura mediana, quase da mesma altura que Gina e tinha um olhar firme, porém muito experiente.
 


- Já é noite? - ela assustou, mas os outros dois permaneceram em silêncio.


- Sim, senhorita. Já passam das 20h.


- E como está meu irmão? - a voz era amedrontada.


- Ele permanecerá sedado durante esta noite. Perdeu muito sangue e precisa se recuperar. Estamos induzindo seu sono para que se recupere mais rapidamente.


- Ele vai ficar bem? - Gina perguntou tão aflita quanto Hermione.


- Sim. Não haverá sequelas. Ele tem se mostrado bem colaborador, mesmo inconsciente. Seu corpo tem reagido positivamente aos medicamentos e acreditamos que em cinco ou seis dias possamos liberá-lo.


- Tanto tempo? - Hermione entristeceu.


- Sim. Precisamos observá-lo. Seu irmão chegou em um estado muito complicado aqui, ainda mais porque não sabemos o que houve ao certo. Uma de nossas enfermeiras o encontrou. Na verdade, ela viu quando ele foi arremessado de um carro em movimento na frente do hospital, e até agora é a única informação que temos. Só poderemos saber mais após ele acordar.


- Eu sei...


- A senhorita sabe quem pode ter espancado seu irmão?


- Não - a voz vacilou e os dois irmãos se olharam.


- Tudo bem. Vamos precisar acionar a polícia para investigar o que houve.


- Polícia? - Hermione assustou-se mais e sentiu as mãos de Rony em seus ombros, Gina segurou sua mão.


- Sim senhorita. Faz parte dos procedimentos de praxe do hospital nesses casos. É claro que ele foi espancado. Informaremos a polícia e ele prestará depoimento assim que considerarmos conveniente, entre amanhã e depois de amanhã.


- Entendo...


- Desta forma poderemos saber ao certo o que houve, e a polícia vai poder investigar, e com sorte, punir os bandidos que tenham feito isto com ele.


- Sim... - Hermione apenas concordou num sussurro.


- Pois bem. Vim falar também para que a senhorita vá para casa...


- Não. Eu vou ficar aqui.


- Senhorita. Realmente não há nada para fazer aqui. Compreendo sua preocupação, mas ele permanecerá dormindo durante a noite e metade do dia de amanhã, só então liberaremos os medicamentos sedativos, e depois de algumas horas é que ele acordará. Provavelmente, só à noite. Agora, vá para casa, tome um bom banho, alimente-se. Eu te receitei esse calmante para que você possa relaxar esta noite - entregou a receita nas mãos dela - Basta passar na farmácia do hospital e pegar as duas doses. Descanse. Seu irmão precisará de você amanhã quando acordar.


- Mas...


- Vamos Hermione - Rony meteu-se com demasiado carinho - Você ouviu o médico. Não adianta ficar aqui. Você só vai ficar ainda mais cansada e isso não vai ajudar em nada. Vamos para casa e você descansa. Amanhã você estará mais tranquila e eu te trago para ver o Harry quando você quiser.


- Isso mesmo senhorita. Seu namorado tem razão - um clima tenso pairou sobre Rony, Hermione e Gina, mas o médico não pareceu perceber - Aconselho que fique com ela - dirigiu-se ao rapaz e ele assentiu com a cabeça - para que não fique só. Ela parece estar bem abalada. Pegue o calmante para ela e a acompanhe. Nessas horas, a única coisa que nos conforta é a família.


- É verdade - Gina falou.


- Então, façam isso, por favor. Deixarei ordens quando trocar de plantão e saberão de mais coisas com o plantonista da manhã. Por agora senhorita - olhou novamente para Hermione - apenas descanse.


 


Os três caminharam pelos corredores do hospital em destino a farmácia, e logo depois, para a saída. Hermione tinha um desejo incontrolado de estar ao lado do irmão, mas fora convencida por Gina e Rony em ir para casa descansar e voltar mais disposta para encontrar o irmão já acordado. Ponderou, então, ser o melhor mesmo a fazer e seguiu os dois até o carro - um Peugeot 307 quatro portas cor de vinho - do rapaz. Rony preferiu guiar, Gina não parecia muito bem e Hermione, ele não sabia se era habilitada, e mesmo que fosse, seria irresponsabilidade em alto nível deixá-la guiar assim.


Gina o orientou no caminho até o prédio onde Hermione morava com o irmão, e foram convidados a entrar assim que chegaram. Ela parecia cansada. O jeito como falava e agia demonstrava o cansaço físico e emocional.


 


- Pegue algumas mudas de roupa Hermione. Não vou te deixar sozinha aqui - Rony falou e as duas o olharam.


- Eu agradeço muito Rony, mas não precisa se preocupar comigo. Vou ficar bem. Estou acostumada a ficar sozinha.


- Não. Você vem com a gente - ele foi firme e ela o fitou.


- Não precisa mesmo. Ficarei bem. Eu prometo.


- Quer ficar aqui então? - ele perguntou e ela assentiu - Ótimo. Gina - virou-se para a irmã - Por favor, passa lá em casa e me trás algumas roupas. Vou ficar aqui com ela.


- Não precisa Rony - Hermione foi firme.


- Hermione - Gina falou finalmente - Conheço o meu irmão, e realmente, não adianta dizer que não. Não só ele, mas eu também vou ficar aqui com você, a menos que chame a polícia para que a gente vá embora.


- Mas vocês já fizeram muito por mim - Hermione falou nervosa - Não é justo que continuem me ajudando depois de tudo isto.


- Mione - ela estremeceu ao ouvir o ruivo chamá-la assim - Você ainda não entendeu que gostamos de você? Nada disso é um esforço de nossa parte. Estamos sendo sinceros com você. Queremos te ajudar.


- Mas não precisa mesmo...


- A quem você quer convencer com essa conversa Mione? - Gina perguntou sorrindo carinhosa.


- Mas...


- Ficamos aqui ou você vai lá pra casa? - Rony perguntou certo da situação.


- Bem... Eu não sei.


- Acho que aqui ela se sentirá melhor, não é? - Gina falou sorrindo e Hermione sentiu-se fraca por permitir que terceiros resolvessem seu futuro. Aquilo não estava certo, mas ela não queria contestar.


- Acho que sim - Rony sorriu.


- Então eu passo em casa - Gina falou novamente - Trarei algumas mudas de roupas e algumas coisas que são essenciais para nós dois.


- Certo. Vamos te esperar aqui - Rony falou novamente e ela permaneceu calada.


 


Logo em seguida a ruiva saiu e eles permaneceram ali, sentados, um ao lado do outro, apenas se olhando e sorrindo discretamente quando os olhos finalmente se encontravam. Hermione quebrou o silêncio e o convidou para tomar um chá. Ela parecia menos nervosa e não sabia de onde tirara coragem de dividir o apartamento com um homem sem sentir-se temerosa.


Gina voltou após alguns minutos. Trouxe uma bolsa de viagem com alguns pertences dos dois e Hermione os encaminhou para o quarto. Não tinha um sofá cama como na casa do ruivo, mas a cama do irmão tinha uma cama embutida, e os dois irmãos poderiam dormir tranquilos ali.


Mostrou o banheiro social para ambos e apresentou rapidamente o resto do apartamento. Gina foi a primeira a tomar banho. Sentia-se cansada também e a água morna que lhe caiu da cabeça aos ombros foi estimulante para que relaxasse.


Hermione foi à próxima e Rony e Gina aproveitaram para conversar sobre tudo o que acontecera neste momento. Chegaram a algumas conclusões óbvias relacionadas à Cormaco, Hermione e Harry. Definiram como fariam para não deixar a amiga sozinha durante esses dias e como poderiam ajudá-los a resolver esse problema.


 


- Tenho tanto orgulho de você Rony - Gina falou carinhosa fitando o irmão.


- Eu também de você - ele sorriu - Você gosta muito do Harry, não é?


- Sim. - ela aceitou finalmente - Quando a Mione recebeu a ligação do hospital falando que ele não estava bem eu pensei que não conseguia guiar o carro até lá.


- Deveria ter me ligado.


- Você estava trabalhando. Eu não iria te atrapalhar.


- Mas nesse caso Gin... Era necessário.


- Tudo bem. Já passou.


- Sim...


- O que parece que não passou foi seu encanto pela Mione.


- Como? - ele sorriu entendendo o comentário.


- Até o médico percebeu - ela sorriu e ele sorriu de volta lembrando-se do episódio.


- Não sei o que tá acontecendo Gina - ele falou meio que incrédulo - Ela me encanta.


- Oi - olharam e viram Hermione vinda do quarto. Usava um roupão por sobre a roupa de dormir e a cabeça estava molhada. Os olhos denunciavam que ela novamente havia chorado.


- Como se sente? - Gina perguntou.


- Um pouco melhor - aproximou-se e sentou-se na cadeira vaga na frente dos dois - Deveria ter ido tomar um banho Rony.


- Estou fedendo tanto assim? - ele sorriu e elas também.


- Sabe que não. - a morena respondeu em seguida - Apenas para relaxar um pouco.


- Eu sei - ele sorriu - Estava esperando para ver como você está.


- Bem melhor. Obrigada.


- Então vou agora - ele falou sorrindo para as duas e levantou-se em seguida, indo em direção ao quarto onde dormiriam, deixando as duas sozinhas.


- Desculpe Gina. Por tudo.


- Ah Mione... Deixa disso certo! - a ruiva sorriu - Que tal comermos alguma coisa?


- Ah que droga - Hermione bateu com a palma na testa - Vocês devem estar com fome.


- Na verdade, eu não. Mas conhecendo o estômago do meu irmão, posso apostar que ele sim - Gina sorriu e Hermione também.


- Não sei se tenho alguma coisa preparada.


- Que tal fazermos alguma coisa?


- Tipo o que?


- Vamos ver... Posso ver teu armário?


- Claro! - Hermione sorriu aquele dia pela terceira vez.


 


Um tempo depois, um Rony de cabelos molhados e colados na testa, vestindo um short e uma camiseta sem mangas aproximou-se, deixando a morena dona da casa aparentemente mais desastrada que o normal. - Ele é lindo - Foi o primeiro pensamento que perpassou por sua mente ao vê-lo.


No fim, os três ajudaram a preparar a refeição da noite. Gina catou da geladeira da morena, peitos de frango, batatas, abacaxi e pêssego em calda, damasco seco, ameixa, mussarela e presunto e enquanto os outros dois picavam tudo, ela se encarregou do arroz temperado na panela.


Fez um molho rápido com maionese, calda de cereja e mostarda e colocou tudo junto, misturando tudo enquanto conversavam animados e sorriam das piadas sem graça que o ruivo tentava a todo o custo contar.


O salpicão grã-fino ficou delicioso e Hermione agradeceu intimamente a ruiva saber cozinhar. A comida era tarefa de seu irmão, já que seus dotes culinários não eram dos melhores e se dependesse dela, o jantar teria sido macarrão instantâneo. Não sentia fome, mas não deixou de provar o prato que era tão bonito e colorido.


Um pouco mais tarde, Gina foi a primeira a recolher-se após tomar um analgésico a fim de melhorar a dor de cabeça que sentia agora. Parece que depois de tudo o que passara durante o dia, só agora que relaxara é que o corpo tinha se dado conta do quanto ela estava triste.


Rony ainda permaneceu na sala com a morena. Não queria deixá-la sozinha, mas depois de um tempo, ela finalmente convenceu-se de tomar o calmante e foi em direção ao seu quarto, despedindo-se dele e desejando boa noite.


Mas a noite não estava boa. Ele não conseguia dormir. A irmã estava na parte mais alta da cama e ressonava. Ela dormira, ao menos. Preocupou-se com a morena. Queria bater em sua porta e ver se dormia, mas isto a acordaria, e ele não seria estúpido ao ponto de fazer isto. Levantou-se. Tomar um copo de água talvez o ajudasse a relaxar.


 


- Mione - ele falou assim que reconheceu a sombra da garota na penumbra da sala, sentada abraçada as pernas sobre o sofá.


- Oi - ela o olhou e em seguida fitou novamente o vazio a sua frente. Estava triste.


- Deveria estar dormindo - ele sentou-se ao seu lado, mas ela não desviou o olhar.


- Você também.


- O calmante não a ajudou?


- Não. Estou preocupada com o Harry.


- Ele vai ficar bem. Tenho certeza.


- Gostaria de ter esta mesma certeza, mas não tenho.


- Os médicos falaram que ele está melhorando. Que tem aceitado bem todos os medicamentos. Rapidinho seu irmão vai estar aqui com você novamente.


- Tenho medo do que ele pode fazer depois de acordar, Rony. De ele tentar encontrar o Cormaco novamente e algo pior acontecer.


- Não vai acontecer nada, Mione.


- Aquele louco me ligou. Disse que impedisse o Harry de se meter com ele de novo porque da próxima vez ele não o pouparia.


- Conversaremos com o Harry.


- E eu nem posso prestar queixa na polícia - ela continuava fitando um ponto qualquer a sua frente.


- Daremos um jeito, tudo bem?


- Obrigada por tudo Rony - ela o fitou finalmente - Não sei o que seria de mim sem você e a Gina.


- Eu que agradeço ter te conhecido, mesmo que em circunstâncias tão tristes. Você é muito especial pra mim... E pra Gina.


- Obrigada - ela sentiu a face esquentar, agradecendo a penumbra da noite. Tinha sido agredida, quase violentada, o irmão quase morrera e ela não conseguia aceitar estar sentindo aquilo pelo ruivo. Não era certo. Abaixou novamente a cabeça antes de continuar - Às vezes eu tenho a sensação que já te conhecia antes.


- Além do dia na perfumaria?


- Sim - ele sorriu.


- Lembra de um jantar a alguns meses onde você esbarrou em um rapaz que saia do banheiro enquanto tentava encontrar seu celular?


- Sim, eu lembro... Ai meu Deus - ela sorriu surpresa - Era você?


- Sim - ele sorriu de volta. Aquele meio sorriso era uma perdição.


- Deus... - ela sorriu - Desculpe.


- Não tem o que desculpar. Depois daquele dia eu fiquei me perguntando quem seria aquela moça. Depois, quando fui comprar o perfume, quase que te reconheci, mas só me dei conta um tempo depois...


- Que coisa... Estranho isso, não acha?


- Não. Acho que é a vida querendo que a gente se conhecesse de alguma forma.


- É... Pode ser.


- É sim...


 


Rony aproximou-se dela um pouco mais. Passou novamente o braço por sobre seus ombros e a acolheu contra seu peito. Ela aceitou o contato novamente, deliciando-se naquela sensação gostosa de proteção. Era assim que se sentia quando estava em seus braços. Protegida.


O silêncio caiu sobre os dois na penumbra daquela noite. O dia havia sido agitado. Tudo agora poderia ser uma lembrança ruim. Então, o corpo dele arriou calmamente sobre o sofá, levando o pequeno corpo de Hermione junto consigo. O sono finalmente chegara para os dois, e naquele sofá encontraram a paz para uma noite tranquila. Dormiram abraçados. Hermione deitada sobre ele, sentindo um carinho nunca experimentado antes. Rony sob ela, inalando o perfume floral que exalava de seu corpo, capaz de relaxar todos os seus músculos. 



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Então gente, mais um capítulo dessa fic. Capítulo mais tranquilo, embora bem tenso. Mais um casal começando a se dar conta dos sentimentos... Eu, particularmente amei esse capítulo e acho que é um dos únicos capítulos que já escrevi com mais de 5000 palavras - 5116 - e eu estou muito orgulhosa de meu feito. Espero que tenham gostado, e no próximo capítulo - SPOILER - Draco irá ter problemas... 

PS: Talvez eu demore um taquinho pra atualizar novamente. Estou participando de um amigo secreto FemmeSlash e preciso entregar a fic completa esse mês para minha amiga, e de quebra, você poderão conferir minha primeira fic no gênero.

Beijos e não esqueçam de comentar, aqui ou no menu. Adoro ler os comentários... É o meu combustível. Até a próxima!


Dos comentários anteriores:

Lana_Sodré: Obrigada por ter gostado do capítulo anterior. Tentei ser bem descritiva mesmo em tudo, e graças a Merlin consegui cumprir o meu objetivo, que era fazer com que você se sentisse lá, em meio as cenas. Espero que tenha gostado desse também. 

Eliana de Albuquerque Lima: Desculpa a demora minha querida, mas tenho corrido muito esses meses finais de ano. Além do corre-corre diário com trabalho e família, ainda tem meus projetos aqui na FeB - envolvida em muitos desafios. Infelizmente nossos malvados são muito bem estruturados. O Senhor X é muito esperto, não costuma deixar brechas. Mas ainda não sei o que farei com essa corja de malfeitores. Espero não decepcionar ninguém. 

Jhenny Lass: Então... Desculpe por ter feito você me odiar no capítulo passado, mas é que o Harry não pensa nas consequencias de suas atitudes e por isso, ele acaba se machucando bem mais que os outros. Espero que tenha me retratado com você agora com esse capítulo mais tranquilo. Quanto a Gina, eu a amo  sim, eu admito - e depois da Mcgonagall, é minha personagem feminina preferida. Gosto dela assim, forte, desinibida e sempre pronta para o que der e vier. É como eu a vejo. 

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Comentários: 3

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Enviado por Tati Hufflepuff em 13/11/2013

Adorei essa cap! por mais que tenha sido cheio de tensão, tb houveram partes românticas e tranquilas...
Espero que os casais se resolvam logo!
Seguindo pra ver onde Draquinho se enfiará >>>> 

Nota: 5

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Enviado por Spencer Cavanaugh em 06/12/2012

Também amei esse, ahhhhhhhhh esse Rony...Achei um amor esse capitulo, Gina preocupada com o Harry, Mione preocupada com o Harry e é claro o Ron consolando a irmã e a Mione. Ele tá mais que um amor, amando mesmo. Achei muito fofo o comportamento dele e pirei quando o medico disse que ele era namorado dela... É bom ele estar despertando reações na Mione. A ultima conversa deles então, sobre o restaurante...Se - ou quando - a Mione ficar com o Ron e a Romilda descobrir vai ficar louca da vida, porque só a Mione não sabe quem ele é, e duvido que o Harry saiba também...As meninas vão ficar loucas e tal kkkk ahhhhhhh tá perfeito flr *-* Bem espero que o Harry já esteja melhor no próximo e que não tome nenhuma medida drástica !

bjoos! 

Nota: 5

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Enviado por Violettaa em 06/12/2012

OMG... eu não te odeio garota, o problema é que comentei do meu smartphone e ele gosta de adivinhar as palavras que escrevo... A frase certa seria Comarco eu te odeio * mas vc e simplismente a melhor escritora da feb... Adoro sua fic demais!!!!

E o capitulo foi fantastico clean cheio de entrelinhas aos poucos os destinos vão se entrelaçando

Adorei *.*

Beijos  

Nota: 5

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