
Aos poucos os outros Weasley foram chegando e já bem perto do horário combinado Andrômeda chegou com Teed e grande parte da família brincava com a criança. Ronny descia as escadas quando viu Hermione entrando na Toca e pensou “Meu Merlin... como ela consegue ficar mais bonita a cada dia.”. Sem tirar os olhos da amiga terminou de descer as escadas e foi cumprimentar a todos demorando um pouco mais na conversa com seu irmão Gui.
- Como tem sido o trabalho? –perguntou o mais velho.
- Cheguei da minha primeira missão ontem e gostei muito. Até fui elogiado pelo chefe da minha área. –respondeu orgulhoso de si mesmo.
- “Até” não Ronny, você é um bruxo muito bom e de agora pra frente é só elogios sob seu respeito. Mamãe me contou que você está se dedicando pra caramba e que seu quarto parece mais um escritório do que quarto.
- Realmente a situação lá em cima está tensa, estou precisando de um lugar maior pra guardar tudo que tenho e os papéis do Ministério.
- Posso te dar uma sugestão?
- Claro.
- Que dona Molly não me escute, mas acho que está na hora de você procurar uma casa pra você. –falou baixinho para que ninguém escutasse.
- Mas eu não tenho dinheiro pra comprar uma casa, não por enquanto. –respondeu desanimado.
- Você não precisa pagar tudo de uma vez só. Posso olhar uns lugares bacanas, com preço acessível e aí fazemos a proposta de uma entrada mais um número X de prestações. O que acha?
- Você faria isso pra mim, Gui? Não que eu queira sair da Toca, mas ter a minha casa acho que seria bem legal.
- Vou começar a olhar e quando achar o lugar ideal eu falo com você pra ir lá conhecer. Agora vai lá conversar com a Hermione, porque você não parou de olhar pra ela um segundo enquanto conversávamos.
Ronny ficou vermelho e foi ao encontro do lugar onde Hermione conversava com Harry, Gina e Guilherme. No meio do caminho pensou em voltar, mas viu um doce sorriso de Hermione para ele e continuou a passos largos.
- Boa noite, Guilherme. –estendeu a mão e apertou cordialmente a mão do outro rapaz. – Oi Hermione. –deu um beijo na bochecha da amiga a pegando de surpresa.
- Oi Ronny, tudo jóia? –falou a morena voltando ao normal.
- Tudo e com você? –o ruivo sentiu alguém puxando sua calça e olhou para baixo... era a irmãzinha de Hermione e ele a pegou no colo brincando.
- Tudo também, Gina me contou que participou da sua primeira missão. Gostou? –achou a cena mais meiga do mundo à maneira como o ruivo brincava com a irmã.
- Foi bem legal.
O rapaz foi interrompido pela mãe que anunciou que o jantar estava servido. Como de costume o jantar foi animado, repleto de muitas brincadeiras e gargalhadas além da deliciosa comida de Molly. Os presentes estavam colocados em baixo de uma grande árvore de natal e seguido ao jantar as pessoas começaram a abrir seus presentes. Gina tinha ganhado de Harry uma blusa preta muito bonita, dos pais uma vassoura nova, de Hermione um estojo de maquiagem e de Ronny um cordão de ouro fininho com a letra “G”.
- Oh Ronny... não precisava. –deu um demorado abraço no irmão.
- Agora que tenho um pouco de dinheiro quero poder te dar tudo que você merece, maninha! –Gina deixou uma lágrima escorrer.
- Coloca em mim. –levantou o cabelo e um pouco desajeitado ele colocou o cordão na irmã. – Ficou lindo, brigadão!
Ronny foi abrindo os presentes, mas esperava particularmente por um e não o encontrou. De Harry ganhou um jogo novo de xadrez, da irmã novas luvas de goleiro o que o deixou um tanto pensativo e dos pais um relógio de família. Sem que ninguém o visse o rapaz deixou a sala e foi para o jardim. A neve caia impiedosamente, mas ele não se importou com o frio indo se sentar no chão da varanda muito chateado.
“Dessa vez eu perdi a Hermione de vez... ta tudo bem que eu nunca a tive, mas antes ela era pelo menos minha amiga e agora nem isso. Mas eu sou um burro mesmo, como é que eu fui esquecer o aniversário dela depois de ter brigado com ela por um motivo ridículo!” –sentiu alguém deitando no seu colo e viu que era novamente a irmãzinha da amiga e como achou que estava muito frio tirou um dos seus agasalhos e cobriu a menininha que adormeceu ali. – “É Mini... será que um dia sua irmã vai me desculpar por tudo que eu fiz? Eu gosto tanto dela que chega a doer.”
Enquanto isso do lado de dentro da Toca todos procuravam pela pequena que tinha sumido. Olharam todos os cômodos e estavam começando a ficar preocupados com o sumiço da criança sem dar por falta de Ronny também. A Sra. Granger estava no sofá chorando com medo do que pudesse ter acontecido quando Hermione resolveu olhar do lado de fora da casa mesmo achando impossível que a irmã tivesse saído. Abriu a porta e aquela situação cortou seu coração... Ronny sentado no chão vestindo apenas uma camisa fina com um olhar muito triste e fazendo carinho na irmã que dormia aconchegada entre as pernas do ruivo e coberta pela grossa blusa que antes ele usava. Pela segunda vez na noite chorou, pois quando escutou o amigo falando sobre o presente com Gina tinha se sentido péssima por tudo que tinha falado com ele. O ruivo se assustou quando Hermione assentou ao seu lado em silêncio.
- Estão todos procurando por ela! –foi a primeira coisa que conseguiu falar olhando para frente.
- Foi mal, nem pensei que ela pudesse ter saído escondida. Vou levar ela lá pra dentro. –já ia começar a levantar quando a garota segurou seu braço.
- Espera, queria conversar com você.
- Vou levar ela lá pra dentro e se você realmente quiser conversar comigo me espera aqui.
Com todo o cuidado para não acordar a criança levantou com ela no colo e foi para dentro da Toca onde escutou um sermão da mãe por ter saído com a criança para o frio e sem avisar. Nem tentou se explicar, pois sabia que seria em vão e somente pediu muitas desculpas para a Sra. Granger que logo disse que não tinha problemas. Olhou a sala por um instante e viu que Hermione não tinha entrado, reuniu toda a sua coragem e voltou para a varanda onde ela continuava no mesmo lugar.
- Me desculpa? –perguntou assim que sentou ao lado da amiga. –Eu sei que tenho feito um monte de besteiras, mas é que eu sou um trasgo mesmo. Eu não quero perder a sua amizade, Mione.
- Nem eu Ronny, mas porque você tem que fazer as coisas ficaram sempre tão mais difíceis? Porque tinha que falar daquele jeito sobre eu voltar a estudar? Você sabe o quanto isso é importante pra mim.
- Eu só pensei em mim na hora que insisti pra você não voltar, não queria ter você longe de novo. –confessou um pouco corado e bastante sem graça.
- Mas eu não estaria longe. Assim como sua irmã e o Harry poderíamos nos ver no povoado uma vez por mês e nos escrever contando tudo que estava acontecendo. Foi muito pior passar meses sem ter uma notícia vinda diretamente de você e sem te ver... doeu muito mais, pode ter certeza. –ela olhava para ele que observava o outro lado da varanda
- Me desculpa de novo, Hermione! Você sabe que eu sou meio atrapalhado e que acabo fazendo tudo dar errado, mas não queria fazer você sofrer, muito pelo contrário... sempre quero fazer as coisas certinhas pra você um dia se orgulhar de mim.
- Mas eu me orgulho de você! –de súbito ele virou encarando aqueles olhos castanhos que ele tanto adora.
- Se orgulha tanto que acho que eu aceitei o convite para trabalhar no Ministério só por causa do dinheiro. –o tom magoado fez a garota se sentir pior do que já estava.
- Deixa eu te explicar o porquê de ter falado aquilo. Mesmo eu odiando Quadribol eu sempre achei você muito bom jogador e achava que era isso o que realmente queria, mas que como não tinha recebido nenhuma proposta de um time resolveu trabalhar no Ministério mesmo não gostando.
- Eu não sou bom o suficiente para jogar em um time profissional de Quadribol, mas aceitei a proposta do Ministério porque depois de tudo que passamos e todas as perdas eu quero ajudar a proteger o mundo bruxo.
- Desculpa ter pensado mal de você?
- Sou eu quem precisa ser desculpado aqui. E então o trasgo montanhês aqui está desculpado? –deram um abraço que significava muito mais do que várias palavras.
- O que você estava fazendo aqui nesse frio?
- Sinceramente? –a garota concordou com a cabeça. – Me lamentando por talvez ter perdido a mulher da minha vida. –o sorriso de Hermione se desfez.
- Ela trabalha com você? –quis saber a morena.
- Não... ela é uma garota muito especial sabe, mas ela nem olha pra mim como homem. –ele falou triste deixando a amiga ainda mais curiosa.
- Eu a conheço? Me conta quem é? –pediu ela.
- Você é minha melhor amiga, mas se eu te contar com certeza ela ficará sabendo. –Ronny não queria ter que contar para a morena que era ela por pura insegurança.
- Eu nunca falaria de quem você está gostando pra ninguém, Ronny! Mais uma vez você mostra que não me conhece e não confia em mim.
Hermione foi se levantando apresada e com um pouco mais de força que deveria Ronny a segurou a trazendo de encontro ao seu peito. As bochechas da garota estavam vermelhas por conta do frio que fazia e Ronny achou que daquela maneira ela estava ainda mais bonita do que quando chegará.
- Você fica linda com essas bochechas coradas por conta do frio. –passeou os dedos pelas curvas do rosto da amiga que fechou os olhos ao sentir o toque. – Senti tanta falta de estar perto de você... –deu um beijo na bochecha dela. -... de te sentir assim... tão pertinho.
Hermione mal conseguia raciocinar quando Gina e Harry abriram a porta da frente em meio a um beijo nada comportado. Os quatro amigos estavam vermelhos, Ronny baixou a cabeça encostando no topo da cabeça de Hermione em sinal de desespero antes de se lamentar baixinho.
- A nem... –respirou fundo. – Potter... Potter... tira essa mão daí! –Harry tinha se esquecido de onde a mão estava e assim que o ruivo falou a puxou. – Sua sorte é que sou seu amigo, porque se fosse qualquer um dos outros Weasley’s você já era.
- A vá Ronny! O que vocês estavam fazendo aqui fora nesse frio? A Sra. Granger vai te matar, primeiro trás um bebê de menos de um ano agora a filha mais velha, ta pensando o que? –retrucou Gina fazendo o irmão corar.
- Eu não trouxe a Mini pra cá! Estava aqui de boa e do nada ela apareceu ta bem, só fiquei brincando com ela. E quanto a Hermione estávamos só conversando. E to pensando no quanto você é enxerida! –devolveu o ruivo.
- Conversando? Assim? –apontou os dois rindo. – Tão coladinhos? Não me chame de burra maninho, porque eu não sou. –Hermione ainda estava virada para o amigo e com a cabeça encostada no peito dele para esconder a cor que estava.
- Vamos entrar Mione aqui está muito frio.
Os dois amigos passaram para dentro da casa sem nem olhar para o casal que ficará do lado de fora. Gina tinha um sorriso maldoso no rosto e Harry olhava tudo um pouco constrangido, mas gostando da cena.
- Onde nós estávamos mesmo? –perguntou Gina brincando.
- Aqui.
Harry voltou a beijar a namorada animadamente enquanto do lado de dentro o Sr. Granger cobrava explicações pelo sumiço da filha e Ronny conversava com o irmão Carlinhos que contava a novidade de que iria se casar e o queria como padrinho. Depois de se explicar para o pai a garota foi conversar com Guilherme e Jorge que falavam sobre mulher e não se importaram da amiga escutar.
- Fala sério porque vocês mulheres demoram tanto para se arrumarem? –perguntou Jorge.
- Por Mérlin, Jorge! Demoramos para nos arrumar porque temos mil e uma coisas para fazer que são consideradas de praxe.
- Como o que? –quis saber Guilherme.
- Fazer a sobrancelha, unhas e cabelo. Além de ter que escolher uma roupa e sapatos para depois de tanto trabalho vocês nem repararem.
- É que homem não gosta de mulher vestida! –falou Jorge que recebeu um tapa no braço da morena. – Verdade. Cara nenhum gosta de mulher toda montadinha porque geralmente não deixam nem chegar perto direito, prefiro mulher igual a você. –Hermione corou violentamente.
- Como assim? –perguntou Guilherme não entendo mais nada.
- Que a Mione é linda é fato! –o outro rapaz concordou com a cabeça e se era possível a garota ficou ainda mais vermelha. – É inteligente e ainda por cima se veste toda casual não deixando de ser feminina. Juro que se o Ronny não fosse meu irmão e apaixonado por você eu estava na fila. –Hermione achou que suas bochechas fossem entrar em combustão.
- Para com isso Jorge. –falou séria.
- Ta bom... parei! Cadê a sua filhinha e do Ronny? –perguntou brincando.
- A minha irmã deve estar dormindo, por quê?
- Atoa era só pra mudar de assunto. Você gosta de Quadribol, Guilherme?
Hermione saiu de perto dos amigos indo se juntar aos pais que já queriam ir embora para casa, pois estavam cansados. Molly insistiu para que Hermione e Guilherme ficassem na Toca até o dia seguinte, mas dessa vez foi a morena que recusou o pedido.
- Obrigada pelo convite Sra. Weasley, mas dessa vez eu vou pra casa com meus pais ficar um pouco mais com eles e com minha irmã. Não sei se o Ronny te contou, mas vamos batizar a Hermione no domingo e todo mundo lá de casa gostaria muito que vocês fossem, neh mãe?
- Isso mesmo, todos estão convidados e depois do batizado vamos fazer um almoço lá em casa para o qual estão convidados também.
- E já decidiram os padrinhos? –quis saber a curiosa Sra. Weasley.
- A madrinha será a Hermione e o padrinho já estamos decidindo. Vou lá em cima buscar a Hermione para podermos ir embora. –respondeu o pai.
- Pode deixar que eu busco papai.
Hermione foi até o quarto de Gina onde a irmã dormia calmamente e Ronny a seguiu, pois tinha escutado a conversa dela com os pais. Assim que entrou fechou a porta para que não fossem interrompidos de novo o que fez a garota se assustar.
- Que susto, Ronny!
- Foi mal... não queria te assustar. Porque você não quer dormir aqui? Eu prometo que não ataco o folgado do Guilherme durante a noite. –Hermione riu gostosamente enquanto pegava a irmã no colo ainda dormindo.
- Quero ficar um pouco com meus pais e com essa coisinha linda. –falou olhando para a irmã. – Mas foi até bom você ter subido, não deu tempo de te agradecer pelo presente... eu adorei o mp3.
- Ele funciona no castelo. Eu o enfeiticei para que você possa escutar as tais músicas que você falava que sentia falta lá em Hogwarts. –falou satisfeito com o que tinha feito.
- Toda vez que for escutar música vou me lembrar de você. E faltou te entregar o seu presente também... pega aqui no meu bolso de fora do casaco.
O ruivo tirou a caixinha e a abriu curioso para saber o que a amiga tinha lhe comprado de presente. Um fino cordão de ouro com um pingente de plaquinha com amor escrito em japonês e atrás gravado “Que seja infinito, Mi.” Um largo sorriso teimava em aparecer mesmo estando com os olhos completamente molhados e só não agarrou Hermione e lhe beijou porque ela carregava a irmã. Colocou o cordão no pescoço antes de agradecer.
- Ficou bonito? –dando um abraço de leve.
- Eu gostei e você? –perguntou um pouco insegura.
- Eu amei! Com certeza foi um dos melhores presentes que já ganhei na vida.
Ronny acompanhou os convidados até o jardim onde o carro estava estacionado e o último de quem Hermione se despediu foi do amigo ruivo dando um beijo bem no cantinho da boca dele.
- Até domingo no batizado. –ela falou antes de entrar no carro.
- Ela ainda vai me deixar louco com isso. –falou Ronny para Harry que estava ao seu lado e começou a rir.
- Vocês não se resolveram?
- Larga de ser enxerido Harry Potter! –respondeu antes de entrar em casa. – Vou dormir, boa noite pra vocês.
- Esse mau humor todo é só porque a Hermione foi embora é Roniquinho? –provocou Jorge que só escutou em resposta um vai a merda e o barulho da porta batendo. – Ele já tava mais senso de humor!
- Deixa ele Jorge. –falou Gina que se acomodava melhor nos braços do namorado. – O Carlinhos te falou pra quando é o casamento dele?
- Verão que vem e o bobão do Ronny que será o padrinho! Isso porque ele não tem ninguém pra estar do lado dele no altar.
- É claro que tem! Ou você acha que até o verão que vem aqueles dois não se acertaram? –perguntou Gina.
- Sendo o nosso irmão quem é eu não duvido nada. –respondeu Jorge. – Também vou dormir, boa noite e juízo vocês dois.
- Nós temos. –respondeu Harry sério.
- Só não usam! –completou Jorge já subindo as escadas rindo.
- Você acha que o Ronny e a Mione se acertaram? –perguntou Gina antes de roubar um beijinho dele.
- Pelo que entendi não estão mais brigados, mas também não estão juntos. Esses dois teimosos vão acabar se machucando por conta de orgulho bobo.
- O pior é que agora tem o Guilherme pra complicar a situação ainda mais, porque ele está dando em cima da Hermione com todas as armas que tem.
- De onde saiu esse garoto?
- Ele é da minha turma, mas era super na dele. Aí ele virou super amigo da Hermione e por conseqüência meu e da Luna também. Mas vamos deixar o Ronny e a Mione pra outro dia e matar as saudades.
- Estava morrendo de saudades de você, minha ruivinha.
Estavam em meio a um beijo na hora em que Arthur foi até a cozinha e quando estava voltando ele convidou a filha e Harry para irem dormir. Logo cedinho na manhã seguinte uma coruja insistia em entrar no quarto do ruivo mais novo e um pouco irritada o garoto foi até a janela onde pegou o pergaminho com uma caligrafia muito conhecida a de Hermione. Mesmo ainda sonolento se apressou em abrir para ver o conteúdo.
“Bom dia Ronny... desculpa estar te acordando essa hora da manhã, mas é que preciso saber se você aceita ser padrinho da Hermione comigo? Preciso da resposta o mais rápido possível. Beijos... Hermione.
ps.: Ontem você chamou minha irmã de Mini, posso saber o por quê? ”
Foi com um grande sorriso que o rapaz procurou por pena e pergaminho para escrever a resposta sem pensar duas vezes. Acordou o amigo enquanto procurava por um pergaminho em branco e assim que achou redigiu a resposta.
“Bom dia Mione, para me fazer um convite desses pode sempre me acordar cedo que não me importo. É claro que eu aceito ser padrinho da Mini e estou feliz de mais pelo convite dos seus pais, só não sei que tipo de roupa tenho de usar! Beijos... Ronny.
ps.: Mini de Hermione (apesar do nome terminar com e!) e por conta de ser sua miniatura em tudo por tudo. Espero que não fiquem chateados com a maneira que estou a chamando. ”
- O que você tanto escreve a uma hora dessas? –perguntou Harry ainda deitado pegando os óculos.
- Vou ser padrinho! –respondeu sorrindo enquanto prendia o pergaminho na pata da coruja.
- Mas pra quem você está escrevendo contando essa novidade a essa hora se todo mundo estava aqui ontem e ficou sabendo que você seria o padrinho? –falou Harry se referindo ao casamento de Carlinhos.
- Não... vou ser padrinho da irmã da Hermione. Padrinho de batizado.
Mal terminou de contar a novidade e saiu correndo para a cozinha procurando pela mãe para poder contar a novidade. Molly limpava toda a bagunça do dia anterior com floreios de varinha e sem conter a animação o rapaz falou da porta da cozinha.
- Mãe, vou ser padrinho da irmãzinha da Hermione! –Molly parou tudo que estava fazendo para dar um abraço de parabéns no filho que esbanjava alegria.
- Agora tem que dar exemplo em meu filho. Quero que seja um bom padrinho seguindo a cultura dos pais da sua futura afilhada!
- Eu vou estudar tudo sobre a religião deles e vou ser um bom padrinho para Mini. –respondeu sério e Molly sorriu pensando em quando o seu filho tinha se tornado tão maduro, tão homem. – Deixa eu aproveitar que já estou aqui mesmo e tomar meu café da manhã, porque essa notícia me abriu o apetite.
- Que notícia? –perguntou Gina sentando ao lado do irmão que já comia.
- De que vou ser padrinho da irmã da Mione! –tudo que estava na mesa quase caiu quando a ruiva se jogou em cima do irmão. – Eu preciso sobreviver para ser o padrinho, viu Gina! –brincou o ruivo que ganhou um tapa no braço.
- Palhaço! E que roupa você está pensando em ir?
- Boa pergunta, ainda não decidi mas tenho que ir arrumadinho neh. Depois do almoço penso nisso. –Molly olhava fixamente para o pescoço do filho que estava só com uma camisa branca.
- Que cordão é esse filho?
- Ganhei da Hermione de natal. –olhando para o cordão.
- Filho, se vocês estão juntos porque não assumem pra família inteira? É melhor do que ficarem escondendo. –falou a mulher séria.
- Eu e a Hermione somos só amigos, mãe! –respondeu saindo da cozinha e voltando para o quarto.
Ronny encontrou com Harry enquanto voltava para o quarto e depois de alguns tapas de brincadeira cada um seguiu seu caminho. O ruivo mais novo passou a maior parte da manhã enfurnado no quarto em meio a muitos pergaminhos e livros lendo sobre possíveis seguidores de Voldemort. Harry e Gina ficaram namorando e conversando com Jorge que contava as novidades da loja de logros. Na residência dos Granger todos ainda dormiam quando Hermione sentiu alguém a empurrando e pouco e acordou com Mini tentando subir na cama.
- Bom dia amor. –falou a mais velha colocando a irmã em cima da cama.
- Mion. –a neném se ajeitou braço de Hermione.
- A madrinha sentiu tanta saudades de você. –a mais velha brincava de fazer cócegas na barriga da mais nova que se derretia em risos.
- Paha. –Mini avistou a varinha da irmã no criado e já esticando a mãozinha. – Dá.
Hermione não conseguiu alcançar a varinha antes da irmã que enquanto trazia o objeto para mais perto sem querer a balançou e um jato de luz saiu em direção a estante jogando todos os livros no chão, o que fez o maior barulho acordando os pais das garotas. A morena se apressou em tirar a varinha da mão da irmã, guardá-la no cós da calça e quando seus pais chegaram a porta inventou uma desculpa.
- Esbarrei sem querer na estante. –falou Hermione. – A... Ronny aceitou o convite.
- Você quase nos matou do coração. –falou o Sr. Granger.
- Bom saber que o Ronnald aceitou nosso convite. –completou a mãe das garotas. – O que essa menininha faz aqui tão cedo? –a mãe deitou com as filhas na cama e o pai não perdeu tempo e aproveitou para tirar algumas fotos das três mulheres da vida dele.
- Mion mamãe.
- Quando você foi embora o que essa coisa linda chorou não foi brincadeira. Tive até que levá-la no médico porque parou de comer. –o Sr. Granger voltou para o quarto.
- A senhora tem que se preocupar se ela resolver puxar o padrinho, nunca vi tanto apetite em uma única pessoa. –comentou Hermione sorrindo se lembrando do apetite voraz do amigo.
- Filha... nunca te perguntei isso antes, mas acho que está na hora de termos uma conversa mais séria. –a morena ficou séria. – O que tem entre você e o Ronny? –Hermione demorou um pouco para responder, pois ficou pensando em tudo que aconteceu nos últimos tempos.
- Eu gosto muito dele, mamãe. Só que somos apenas melhores amigos.
- E porque são apenas melhores amigos? Todo mundo olha pra vocês e não vê o Ronny e a Hermione e sim o casal, um casal muito bonito. –a filha corou e deu um sorriso sem jeito.
- Nós brigamos de mais e você sabe disso! Como poderíamos namorar? Além do que eu tenho muito medo de perder a amizade dele e agora também ele está gostando de uma outra garota.
- Ele não parece estar gostando de outra garota, porque ontem quando você se despediu dele com um beijo um tanto perto da boca dele escutei ele dizendo ao Harry que você ainda o deixaria louco. –dessa vez a garota corou violentamente. – Não precisa ficar tímida, filha! Eu também já fiz esse tipo de coisa e te confesso que adorava ver as reações que essas pequenas provocações causam.
- Você falando assim parece que eu pensei friamente em cada coisa que eu fiz. Ele disse isso pra o Harry?
- Disse e mesmo que não tivesse dito é só olhar para ele que se percebe o quão sem jeito ele fica perto de você. Até seu pai já percebeu isso!
- Por isso o interrogatório ontem?
- Sabe que confiamos em você e que quando começar a namorar não vamos colocar barreira nenhuma, mas como você nunca comentou nada e vive tendo conversinhas particulares com o Ronny ele quis saber.
- Ontem eu realmente estava conversando com o Ronny aquela hora e se não fosse por conta do Harry e da Gina acho que teria ficado com ele de novo, mas pode ter certeza que o dia em que eu começar a namorar vocês serão os primeiros a ficar sabendo.
- Então vocês já ficaram? –perguntou animada.
- Duas vezes. A primeira foi na sala precisa em meio a guerra e foi eu quem beijei o Ronny. A segunda vez foi na Toca pouco antes de ir para a Austrália.
- Garota de atitude hein! To gostando de ver.
Mãe e filhas continuaram deitadas até a hora que um dos estômagos protestou por comida e só então se deram conta da hora. Na casa dos Weasley o almoço já tinha sido servido e Ronny se arrumava para ir até o centro da cidade comprar roupas para o batizado, o presente da afilhada e alguns livros sobre a religião dela. O rapaz aparatou numa rua deserta e começou a procurar as lojas de roupas. Depois de experimentar muitas roupas finalmente comprou a que usaria no batizado de Mini sendo um blazer preto, uma camisa social azul marinho de manga longa, uma camisa comum branca, um jeans azul claro e um sapato preto. Passou em uma joalheria, comprou uma pulseirinha em ouro de plaquinha onde ele gravaria o nome da afilhada e a data de nascimento. O último lugar que o rapaz passou antes de voltar para casa foi em uma livraria trouxa e achou o lugar interessante. Pediu a uma vendedora alguns livros que falassem sobre a religião católica e enquanto esperava a mulher separar os livros foi conhecer algumas obras trouxas. Andava distraidamente entre as estantes quando escutou duas garotas conversando.
- Laila, você viu quem está ali? –perguntou a menor apontando uma garota com um bebê na seção infantil.
- Nem tinha visto! Eu sempre achei a Hermione estranha. –assim que Ronny escutou o nome Hermione se virou e viu a amiga em um confortável sofá com Mini no colo entre muitos livros. – De santa ela só tem a cara... já tem até filha.
- Muito estranha, sempre aquele ar de eu sei tudo insuportável. Não sei como algum cara pode ter ido pra cama com ela.
Ronny sentiu vontade de sacar a varinha e azarar as duas garotas que falavam mal da sua amiga e só não o fez porque queria saber mais sobre a vida trouxa dela. Para poder escutar melhor o ruivo passou pelas garotas e parou fingindo ler um livro a poucos passos delas.
- Você viu que gato, Márcia? –perguntou Laila olhando de esguelha para Ronny. – Meu Deus.
- Será que tem namorada? Parece que não, porque não usa aliança de compromisso e nem tem nenhuma mulher por perto. –Laia deu dois passos em direção ao ruivo.
- Quer dizer que o gatinho gosta de romance? –Ronny ficou meio sem reação.
- A... –se lembrando que Hermione já tinha lhe dito sobre esse tipo de obra. -... sim, muito.
- Eu também gosto muito. Qual é o seu preferido? –a mente de Ronny trabalhava rápido tentando se lembrar de algum nome, mas nada lhe veio a cabeça.
- Bem... eu não sou inglês e conheço poucas obras da sua cultura. Mas no meu país temos diversos autores bons.
- E de onde você é?
- Espanha!
- Que gracinha, e o que um espanhol faz solitário por aqui?
- Vim comprar alguns livros pra mim, minha namorada. –Ronny notou a cara ruim que a garota fez quando ele respondeu e gostou.
- E onde está ela que não vi ninguém te acompanhando desde que chegou?
- Elas chegaram primeiro porque eu estava pagando as compras da joalheria, mas elas estão logo ali. –o ruivo indicou Hermione e Mini vendo o queixo da garota cair. – Espera aqui um minutinho que vou chamá-la pra te conhecer.
Ronny foi até a amiga e depois de um demorado abraço foi explicando tudo resumidamente para ela. Laila continuava parada observando o casal que se aproximava rindo da molecagem que Ronny estava fazendo.
- Laila... quanto tempo. –falou Hermione com Mini no colo.
- Muito tempo mesmo. –Mini pareceu adivinhar os pensamentos de Ronny quando falou a primeira vez.
- Papá. –esticou os abraços em direção a Ronny que a pegou.
- Você já escolheu seus livrinhos, meu amor? Adora um livro igual a Hermione. Você vai querer levar algum hoje, Mione? –perguntou dando um beijo na bochecha da amiga.
- Não Ronny.
Ronny saiu carregando Mini e foi pagar os livros que ele tinha comprado e os para a afilhada e foi agradecendo a neném que ria como se entendesse tudo que o rapaz falava. Hermione e Laila continuaram no mesmo lugar com a diferença que Márcia agora participava da conversa nem um pouco agradável.
- Você hein Hermione, quem diria aos dezenove anos mãe solteira. –falou Márcia.
- Vocês estão doida? Não sou mãe solteira, o bebê com o meu namorado é nossa afilhada e minha irmã. –as duas garotas sorriram falsamente.
- E os seus estudos estranhos terminaram? –perguntou Laila.
- Daqui a alguns meses. Ficamos viajando por quase um ano aí acabou atrasando um pouco, mas me formo em junho.
- Prontinho... acho que compramos tudo que precisávamos.
- Então vamos porque daqui a pouco é hora do meu bebê mamar. Até qualquer dia.
- Até.
Hermione e Ronny saíram da livraria rindo até sentirem o ar faltar ao pulmão e o abdômen começar a doer. Só pararam quando estavam na saída do shopping e Ronny colocou Mini no chão para poder dar um abraço de despedida na amiga.
- Aqui os livros que comprei pra ela. –entregou a sacola com cinco livros infantil para a morena.
- Não precisava, Ronny. Ela ainda nem tem idade para entender o que tem nesses livros.
- Fiquei observando vocês enquanto estavam lá n sofá antes de chegar e ela estava super prestando atenção e rindo. E a... livro não vence se ficar guardado até a época que ela conseguir começar a ler. –Hermione riu do comentário do amigo.
- Esqueci de te pergunta o que estava fazendo aqui?
- Vim comprar algumas coisas, nada de muito importante. Eu vou indo porque saí de casa depois de almoço e até agora não voltei.
Enquanto deu um abraço em Hermione o rapaz disse “eu queria que fosse verdade!” Se afastou um pouco e antes da morena conseguir falar ele já tinha aparatado em casa e mostrava o presente que tinha comprado para a afilhada.
- Será que os pais dela vão gostar? –perguntou inseguro mostrando a delicada pulseira.
- É linda, Ronny! –respondeu Molly. – E o que tem nesse outro embrulho.
- Nada. –respondeu guardando apressadamente o embrulho no bolso.
- Se não fosse nada não teria guardado tão correndo! –ralhou Gina.
- Então para te satisfazer... nada da sua conta! –respondeu corando um pouco.
- Parem com essa briguinha besta, crianças! –falou Molly
O mais novo doas Weasley passou todo o sábado lendo os livros sobre a religião trouxa e sobre alguns costumes deles. O domingo chegou muito frio e bem cedinho na casa dos Granger todos já estavam de pé se preparando para o batizado que seria na igreja que a família freqüenta. A família de ruivos acompanhada por Harry aparataram na rua lateral a igreja que estava completamente vazia e tomada pela neve. Hermione e Guilherme esperavam pelos amigos na porta central e quando a garota viu Ronny sentiu o coração quase sair pela boca e se amaldiçoou por achar o garoto tão bonito. Antes de sair de casa o padrinho tinha explicado a todos o que tinham de fazer e assim que entrou na igreja depois de cumprimentar Hermione e Guilherme fez o sinal da cruz deixando a morena curiosa.
- Onde aprendeu? –perguntou enquanto iam para o altar.
- Com os seus melhores amigos! –a morena não entendeu deixando isso claro quando fez uma expressão engraçada. – Os livros.
- Bom dia, Ronny. –falaram Alice e João juntos.
- Padim! –o ruivo pegou a afilhada e deu um abraço apertado. – Me mata padim. –os quatro adultos ficaram rindo.
- Bom dia pra vocês também.
Os outros adultos responderam ao bom dia e o padre começou a celebração que decorreu sem nenhum problema graças a pequenos feitiços que Hermione lançava. Os parentes mais próximos seguiram com os Granger e os Weasley para a casa de Hermione onde as pessoas conversavam em pequenos grupos.
- Sua casa é linda! –comentou Gina enquanto observava a sala com atenção.
- Você ainda não viu nada, Gina. O quarto dela é o mais bonito que eu conheço. –falou Guilherme deixando a morena completamente sem graça e fazendo Ronny sair da rodinha irritado. - Onde você está indo cara?
Ronny não respondeu pois sabia que se abrisse a boca falaria coisas que não deveria e foi para a cozinha onde Alice, Molly e a afilhada estavam. Sentou ao lado da pequena no chão e ficou brincando e conversando com ela.
- Você gostou do presente do padrinho? –a menininha balançou a cabeça em afirmação.
- Padim... puque você nu casa com a Mion? –o ruivo a olhou surpreso e certificou que as mulheres não escutariam sua resposta.
- Porque ela é muito pra mim. –Alice e Molly observavam o garoto curiosas.
- Mion ama... ela disse mamãe. –Ronny sorriu para a afilhada.
- Ronny o que você tanto fala sozinho? –perguntou a Sra. Weasley chamando a atenção do filho.
- Conversando com a minha afilhada.
- Estamos vendo você falar e a Hermione fazer barulhos. –falou Alice.
- Vocês não estão vendo? Estamos conversando né linda! –passou a afilhada para o colo indo sentar-se ao lado da mãe.
- Né. –respondeu a garotinha, mas as adultas escutaram apenas um gruído deixando-as intrigadas.
- Porque vocês estão olhando assim pra mim?
- Filho... você está mesmo entendendo o que a Hermione está falando?
- Claro, vocês não? Tudo bem que falta alguns conectivos, mas da pra entender. –o ruivo ficava cada vez mais preocupado.
- Só escutamos barulhos incompreensíveis. –respondeu a Alice assustada.
- Ele deve estar imaginando um pouco, Alice. –Molly levantou. – Precisamos conversar filho.
Ronny deixou a afilhada com Alice e saiu atrás da mãe que se juntava ao pai na sala de estar. Molly contou o que tinha acontecido para o marido que olhava seriamente o filho caçula que não entendia nada do que estava acontecendo.
- Ei... –berrou o ruivo chamando a atenção de todos na sala. – Querem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui!
- Vamos conversar sobre isso em casa! –retrucou Arthur muito sério. – Você fica, Molly.
Arthur aparatou com Ronny deixando na casa dos Granger uma pequena confusão. Os três amigos e Guilherme foram de encontro a Sra. Weasley em busca de explicações para o que tinha acontecido.
- O que o Ronny fez dessa vez? –perguntou a ruiva.
- Nada.
- Está nos chamando de burros? Do nada o Ronny perde a cabeça, o papai aparata com ele e você me diz que nada aconteceu?
- Seu irmão está aprontando de novo e seu pai foi dar um jeito nele.
Enquanto isso na Toca o Sr. Weasley berrava descontroladamente com o filho que também gritava muito.
- JÁ DISSE QUE NÃO FIZ ISSO!
- SEJA HOMEM É ASSUMA RONNALD! EU QUERO UM MOTIVO PRA VOCÊ TER FEITO ISSO COM UMA CRIANÇA!
- EU NÃO FIZ NADA! A HERMIONE FOI QUEM COMEÇOU A CONVERSAR COMIGO!
- ELA TEM MENOS DE DOIS ANOS E NÃO SABE FORMAR FRASES INTEIRAS, RONNALD!
- MAS ELA FORMA!
- VOCÊ ESTÁ DE CASTIGO ATÉ RESOLVER ME CONTAR O PORQUE E COMO FEZ! PRO SEU QUARTO AGORA!
Ronny subiu as escadas xingando muitos palavrões e depois de entrar no quarto bateu a porta com força antes de arremessar um copo na parede. Se jogou na cama tentando pensar em tudo que tinha acontecido e não conseguia entender o porque das outras pessoas não entenderem o que a afilhada falava. Devido a estar de castigo o ruivo mais novo passou a virada do ano dentro do quarto, pois não queria falar com os pais que não aceitavam o fato dele não ter feito nada de errado com a afilhada. O feriado acabou fazendo com que Gina, Hermione e Guilherme voltassem para o castelo sem entender o que Ronny tinha feito para receber tal castigo.
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Oies pessoal, e ai como foram de Páscoa? Esse capítulo saiu mais rapidinho porque já tinha bastante coisa pronta. Queria agradecer a todos que estão acompanhando, aos que irão ler e aos que apenas leiem. Ah... e claro como deixar de agradecer aos comentários! Espero que continuem gostando, lendo e comentando! Até.