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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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24. Cormaco Mclaggen


Fic: O Mesmo Destino - Vários Ships - UA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Queridos leitores, quero deixar bem claro que como feminista nata, sou totalmente contra toda e qualquer tipo de violência contra a mulher. As cenas aqui descritas foram inspiradas em filmes e livros que li e tento retratar a realidade - com um pouco de ficção - em que vivemos.

Espero que gostem.
Andye 


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Gina estava sentada na sala de seu apartamento comendo morangos com sorvete. Usava um dos seus habituais trajes de dormir extremamente infantis, como o irmão costumava falar. Ursinhos, fadas e duendes eram as estampas preferidas, e dessa vez, usava uma camiseta regata com bruxas decorando a malha.
Estava concentrada no filme, The Oxford Murders, que ela achou chato inicialmente, mas estava tendo um desenrolar interessante. Detestava fazer fichamentos, e odiava ainda mais fazer fichamentos de filmes... E ainda pior era fazer fichamentos de filmes sem sentidos.
Em meio a uma cena de puro suspense, assustou-se junto ao personagem quando ouviu o movimento vindo do quarto do irmão. Achou estranho, mas não comentou. Mais cedo ou mais tarde ele sairia do quarto e ela saberia o que ele aprontava.
Ouviu quando o irmão abriu a porta do quarto e virou-se no sofá fitando-o. A sala estava escura. Era iluminada apenas pela luz da TV. As almofadas do sofá estavam espalhadas pelo chão e davam uma decoração engraçada ao lugar. Tinham o costume de desde criança apagar as luzes para ver TV e já estava um pouco tarde também.
Ele usava tênis, uma calça comprida que parecia um moletom e um camisão de mangas compridas sobre uma camiseta branca. Era setembro e já começava a esfriar na cidade, então, a roupa era muito facilmente explicável.
 
- Já vai sair de novo Ron? - ela perguntou intrigada.
- Sim, mas volto logo - ele respondeu adiantando-se até a ruiva.
- Aonde vai?
- Vou à academia.
- Há essa hora Ron? São quase 11 h.
- Eu sei miniatura de Molly Weasley. Mas não tive tempo hoje durante o dia. A sessão de fotos que fiz foi insuportável.
- Não sei por que você ainda insiste nessa coisa de modelo e ator. Poderia muito bem voltar pra Toca e fazer alguma coisa que goste por lá. Podia tentar alguma coisa, sei lá...
- Depois conversamos - ele disse dando um beijo na testa dela e afanando um morango - Volto antes da meia noite, então, se quiser pode ir deitar.
- Sua nova amiga também vai?
- Não Gina - ele falou virando os olhos - A Pansy não vai.
- Que bom.
- Por quê?
- Não gosto dela.
- Você nem a conhece?
- Nem quero.
- Ah, Gina... Não seja irritante.
- Ok. Tudo bem. Não está mais aqui quem perguntou.
- Certo, já vou então.
- Vai de carro?
- Não. São duas quadras daqui preguiçosa. Mas estou com o celular.
- Tá bem. Volta logo e até amanhã.
- Durma bem.
 
Rony estava a quase dois anos morando naquele apartamento. Gostava de tranquilidade e mesmo que estivesse ganhando razoavelmente bem, até mais do que imaginava, não tinha vontade de se mudar do bairro calmo e tranquilo que morava desde que se mudara para Londres.
A carreira de modelo ia muito bem, embora ele detestasse as sessões de foto que por muitas vezes iam até tarde, fazendo com que ele perdesse bons momentos de descanso e de sono, e na maioria das vezes, a paciência.
A carreira de ator também estava boa... Deslanchando, como seu agente costumava dizer, embora tenha tido problemas significantes com a ex-namorada e uma passagem na polícia. Tinha feito duas pequenas participações em dois grandes filmes e se sentia realizado por ter conseguido finalmente comprar um carro. O seu carro.
Rumou para a academia onde poderia aliviar o estresse e socar àquele saco de boxe até não aguentar mais movimentar os braços. Gostava de ter seu dinheiro, e agora não mais faltava, mas sentia muita saudade da casa dos pais, da tranquilidade do sítio, e conversas como a que acabara de ter com Gina o fazia pensar se ele realmente tinha feito à escolha certa.
 
 
[...]
 
 
- Hermione - Mcllagen falava com ela pelo celular - Podemos nos ver então?
- Ah, Cormaco - ela respondeu um tanto que altiva - Vou precisar fechar a loja hoje. Vai ficar meio tarde pra gente se ver.
- Então eu paço e te pego, nos vemos e eu te levo pra casa. É melhor que você pegar ônibus assim tão tarde.
- É - ela concordou ponderando a situação - Se é assim, pode ser sim. Fecho às 11h.
- Certo. Eu chego ai com 30 minutos de antecedência. Assim podemos nos ver por mais um tempo.
- Vou esperar então - e desligaram.
 
A morena observou o aparelho ainda em sua mão. Se era para terminarem, que fizesse isso o mais rapidamente possível. Gostava de Cormaco, não poderia jamais mentir, mas havia ficado realmente sentida com a atitude do rapaz de dias atrás, e gostava de cortar o mal pela raiz... Sempre.
Continuou na loja preparando tudo. Foi então para o computador e tentou continuar escrevendo o seu artigo. Ela sempre fazia isto quando podia, e mesmo sendo sexta-feira, o movimento estava fraco e ela poderia se concentrar enquanto esperava para fechar o caixa, a loja e Cormaco.
Isso se ela realmente conseguisse se concentrar. O peito batia descompassadamente. O estômago lhe dava aquela sensação gelada que só se sentia quando estava prestes a fazer algo realmente importante e estritamente relevante.
Olhou para o relógio no canto da tela do PC. Era 22:17. Cormaco logo chegaria. Como sempre ele a convidaria para tomar um chá ou suco. Ela iria aceitar, e na lanchonete poderiam conversas sobre o fim do namoro. Pedia aos céus para que ele entendesse e continuassem amigos... Quando faltavam 30 minutos para às 11h, Cormaco chegou e a brindou com o seu melhor sorriso.
 
- Boa noite, minha linda.
- Boa noite. Tudo bem? - ele tentou beijá-la, mas ela recuou. Ele estranhou - Tudo bem mesmo Hermione?
- Sim. Tudo ok... Mas aqui é meu local de trabalho...
- Claro. Entendo. Estava com saudades de você - ela sorriu. Por dentro estava com os nervos ao extremo - E você é linda.
- Bem. Me deixa terminar tudo aqui e já saímos.
- Certo - ele estranhou a distância da namorada e a fitou enquanto ela organizava alguns produtos -Quer tomar alguma coisa antes de ir pra casa?
- Um chá, pode ser - falou ainda sem encará-lo.
- Tudo bem. E o Harry?
- Viajou novamente. Volta no domingo.
- Foi o que mesmo que ele foi fazer?
- Um projeto da faculdade - Hermione respondia tudo enquanto arrumava as coisas.
- Falou com seus pais?
- Ainda não. Acho que vou conectar com eles domingo depois que o Harry chegar.
- E posso ir conhecê-los?
- Vemos isso depois, pode ser?
- Claro - ela estava definitivamente estranha.
- E como vão as coisas na faculdade? Continuam as investigações?
 
Hermione gelou. Sentiu que não deveria ter comentado as ideias das amigas com Cormaco há algumas semanas. Olhou de esguelha para o rapaz e novamente fitou o computador. O cérebro trabalhava furiosamente agora.
 
- Não. Finalmente decidiram parar de se meter com quem não devem - mentiu.
- Que bom. É melhor... Até para a segurança deles.
- É sim. Vamos então? - ela virou-se pra ele já com a bolsa a tiracolo e ele sorriu a acompanhando-a. Cormaco levantou-se e abriu a porta para dar passagem para Hermione.


Ela fechou a tranca da porta da loja e rumou até o vigilante do setor, entregando para ele a chave, assim Romilda poderia abrir a loja na segunda, já que elas tinham folga no fim de semana e a loja era vistoriada de perto pelos donos nesses dois dias.
Rumaram para o estacionamento do Shopping e Hermione percebeu que Cormaco estava mais galante e romântico que todos os outros dias. Ela duvidou do que pretendia. Duvidou se terminar com aquele homem perfeito seria o mais esperto.
 
- Está com frio? - ele perguntou para a moça.
- Um pouco - ela respondeu com as faces dormentes do frio.
- Toma meu casaco - o rapaz despiu-se do paletó que usava e a acompanhou até o carro.
 
Beijaram-se dentro do carro, ainda no estacionamento. Hermione sentiu-se falsa e mentirosa por isso. Gostava do rapaz, mas as coisas estavam seguindo por um rumo diferente agora. Enquanto era beijada, ponderou novamente a sua decisão e após Cormaco tentar lhe tocar o seio, ela não mais duvidou. Interrompeu o beijo e o fitou séria.
 
- Cormaco, vamos antes que fique muito tarde.
- Certo. Vamos - ele respondeu afastando-se. A voz seca.
 
Hermione acomodou-se no banco do carro, colocou o cinto e esperou que Cormaco a levasse para um restaurante. O Longbottom, talvez. Ele deu partida no carro em silêncio, e em silêncio continuaram durante todo o caminho que Hermione começava a desconhecer.
 
- Cormaco - ela quebrou finalmente o silêncio - Pra onde estamos indo?
- Vamos tomar um chá. Não foi o que pediu? - ele falou ainda seco.
- Mas... Que lugar é este?
- Já vamos chegar Hermione, é rápido.
- Mas Cormaco, está tarde e...
- Cala a boca Hermione - ele falou alto e forte. Hermione calou-se.
 
Pararam em uma rua deserta. Hermione observou uma grande quantidade de apartamentos altos e fechados. Nunca havia estado ali. Na verdade, ela não sabia onde estava. A rua era um tanto que deserta e não se via janelas abertas ou luzes acesas naquele lugar.
Ela olhou ao redor e viu ruelas. Ao longe algumas construções que pareciam comerciais ainda tinham alguma claridade. O barulho também era distante. Parecia música, um clube talvez. Talvez fosse para ali que Cormaco a queria levar.
Viu quando o namorado saiu do carro e deu a volta pela frente do automóvel. Seguiu apressado para o banco do passageiro e abriu a porta com uma única puxada da mão, puxando da mesma forma Hermione pelo braço, que teve tempo apenas de pegar a bolsa.
 
- Vem Hermione - ele falou grosso.
- Não quero café Cormaco. Quero ir para casa, por favor.
- Cala a boca e vem.
 
Hermione se viu puxada violentamente pelo braço enquanto segurava a bolsa com o outro. Seguiu o namorado observado tudo em volta. Não havia bares ou cafés por perto, apenas uma rua deserta pelo horário e muitos apartamentos fechados. A música distante e o frio congelante.
Se viu arrastada enquanto pedia para ir para casa. Cormaco entrou em uma rua apertada com algumas vielas e becos escuros. Ela sentiu o chão duro em seus cotovelos que doeram em seguida, quando foi jogada pelo namorado em um desses lugares, sentindo a bolsa cair um pouco mais distante.
 
- Cormaco... - a voz saiu pastosa. Quase chorosa. Tremia de frio.
- Cala a boca Hermione. Você pensa o que, que eu sou idiota?
- Por quê? - a voz saiu falha.
- Eu não vou mais esperar. Quero você e vou ter.
- O que quer dizer? - a voz de Hermione estava pesada - Quero ir embora Cormaco.
- Você só vai embora quando eu quiser. Eu percebi que você está distante. Se é para terminarmos, tudo bem, mas não vou sair dessa sem ter o que queria.
- Cormaco, para...
- Cala a boca, e se você contar para alguém o que acontecer aqui, eu te mato, ok?
- Cormaco... Por favor... Não...
 
Hermione teve a voz abafada por um beijo muito duro e desajeitado de Cormaco, que lhe mordeu o lábio. Ela sentiu o gosto do sangue, mas o rapaz não se afastou do beijar, deixando Hermione sufocada. O frio castigava e o rapaz também.
Sentiu quando ele lhe tirou o casaco que ele a emprestara a pouco e jogou para trás de si. Em seguida, com agilidade e prendendo-a pelas mãos pequenas com uma das mãos, rasgou a camisa que a garota usava, expondo seu sutiã.
 
- Cormaco, me solta.
 
Ela sentiu a quentura e o ardor da tapa que recebeu em seu rosto. As lágrimas começavam a cair e ela se viu encurralada. Não havia ninguém, não havia a quem chamar ou por quem gritar. Os cotovelos doíam, o rosto doía. O gosto de sangue escorrendo pela garganta e a sensação que não haveria escapatória.
Ela se debatia com força sobre o corpo pesado do rapaz e sentiu mais um tapa em seu rosto quando tentou se levantar. Cormaco puxou com brutalidade a calça que Hermione vestia e segurando suas mãos e tapando sua boca, beijou o busto da garota, que além de nojo, sentia muito frio.
Sentia o corpo todo dolorido do esforço que estava tentando fazer inutilmente contra o homem que a pressionava com o peso de todo o seu corpo. Posicionou-se sobre Hermione pendendo-a pela cintura com as pernas e enquanto lhe tapava a boca, puxou com força o sutiã que ela usava.
Sentiu o corpo queimar com o atrito da peça sendo rasgada em sua pele. Tentou inutilmente gritar enquanto se debatia sob o homem que a prendia. Tentava revidar, e com um descuido dele, ela mordeu sua mão, que por impulso ele puxou, dando-lhe a oportunidade de gritar por socorro e logo em seguida ser calada com mais uma tapa.
 
- Nunca mais faça isso, entendeu? - ele falou ameaçador puxando com força os cabelos dela. Parecia que o cérebro estava sendo esmagado com aquele atrito. Era dolorido. O corpo e a mente estavam desistindo de lutar.
- Por favor, não faz isso... - ela chorava.
 
Sentiu que tudo estava acabado agora. Apenas chorava e tremia do frio que sentia. A cabeça rodou enquanto o outro lhe puxava a calcinha com ferocidade. Viu-se ser dominada, sem ação e sem ter o que fazer. Não tinha o que fazer. Chorou em silêncio quando ele posicionou-se entre suas pernas, as afastando com grosseria e pressa. Tudo o que sonhara desde criança estava acabado. Esperava que ele a matasse depois que fizesse o que pretendia.
 
- Ei!
 
Ela ouviu uma terceira voz um tanto que distante de onde estava. O escuro não lhe permitia ver, mas ela se confiou na vã esperança de ser tirada daquele estado. Estava nua e indefesa nas mãos de um homem que agora ela sabia ser inescrupuloso. Virou o rosto novamente tentando se desvencilhar do homem e chorou ao ser esbofeteada novamente.
 
- Me solta! - a voz saiu num sussurro e ele se levantou para encarar o outro que se aproximara. Hermione virou-se como pode, tentando de maneira inútil cobrir o corpo totalmente nu.
 
- Ei!
 
Cormaco virou-se para trás quando ouviu a voz masculina que vinha da frente do beco onde prendia Hermione. Ela chorava incontrolada e estava desesperada. O homem intruso caminhava em direção aos dois.
 
- Vai embora - Cormaco gritou voltando-se para Hermione e ignorando o homem ali presente.
 
O rapaz apressou o passo ao ouvir o choro desesperado da moça que estava ali. Havia um poste por perto e à penumbra ele viu as roupas espalhadas pelo beco, as pernas da garota batendo-se freneticamente e sua respiração acelerada. Estava nua jogada no chão.
 
- Deixa ela - o homem falou tirando a paciência de Cormaco que se adiantou até ele.
- Cara, vai embora agora! - Cormaco bateu com força o peito do rapaz, o empurrando, fazendo com que ele desse dois passos para trás. Não foi o suficiente para desequilibra-lo, já que era mais alto e mais forte.
 
Viu que a garota encolhia-se sobre o chão e tentava abraçar as pernas enquanto chorava em desespero, tentando proteger-se de alguma forma. Percebeu Cormaco indo em direção da garota novamente e adiantou-se puxando-o pela camisa, trazendo a atenção do outro novamente.
 
- Cara, se você quiser, pode ficar com ela também - o moreno falou e Hermione chorou alto.
- Está louco? - o outro perguntou cético.
- Ela é bem bonita. Tem um corpo bonito. É uma putinha espetacular.
- Não se trata ninguém assim. Muito menos uma mulher. Quer forçar uma mulher a fazer sexo? Vai num cabaré e paga por uma, cara.
- Não preciso de cabaré. Tenho ela, e ela sabe o porquê disso tudo. Agora vai embora, ou então fica ai olhando, não tenho problema nenhum em ser assistido.
 
Cormaco adiantou-se novamente para a jovem e ela choramingou ainda mais tentando afastar-se muito devagar. Aparentemente, sentia muita dor.
O moreno sentiu o corpo ser levantado quando estava posicionando-se novamente entre as pernas da garota, e após ser virado com força, um soco lhe fez sentir o gosto do seu próprio sangue.
Ele caiu desorientado, levantando-se em seguida e encarando o outro. Não era possível que as faces fossem vistas ou reconhecidas com a pouca luz, mas foi possível ser ouvido o som de mais um soco estridente logo em seguida.
 
- O que é? - o outro falou friamente enquanto Cormaco estava novamente no chão - É complicado me bater? Prefere mulheres?
- Você vai se arrepender disso - Cormaco lhe apontou o dedo ainda no chão.
 
Passou pelo rapaz apanhando o seu paletó e saiu em disparada na direção do carro estacionado ali perto enquanto Hermione chorava abraçada com as pernas e soluçava forte puxando o ar pesadamente. Sentia frio. Muito frio. Sentia um medo desesperador.
Gritou ao sentir o toque quente do rapaz em seu ombro reparando que ela estava assustada e indefesa demais para qualquer tipo de contato mais próximo. Ele tirou o moletom que usava sobre a camisa e abaixando-se ao lado dela, lhe entregou. Ela ainda tremia muito e tentava inconsciente cobrir o corpo exposto.
 
- Toma - ele disse rápido - Veste isso. Vai te esquentar um pouco.
 
Ele percebeu a vergonha que ela sentiu e achou melhor virar-se e juntar suas roupas rasgadas, a bolsa e os sapatos. Hermione entendeu a deixa, e quando ele voltou a olhá-la, ela já estava vestida. Aproximou-se novamente, sempre cauteloso e a ajudou a levantar. Quase riu, não fosse a situação, ao perceber como ela era pequena e que seu moletom chegava quase em seus joelhos.
 
- Consegue andar?
- Acho que sim - a voz estava embargada e os olhos ainda choravam compulsivamente.
- Vem comigo - ele disse adiantando-se pra ela, que instintivamente se afastou - Não vou te fazer mal, mas você tem duas opções: vem comigo e eu te ajudo ou fica aqui e congela, ou pior, passa por tudo isso de novo. Escolha.
 
Hermione olhou apreensiva para o rapaz que ela mal conseguia ver direito. Não pareceu-lhe mal, mas Cormaco também não parecia. Não tinha mais o que fazer. Não tinha opções. Tinha que tentar a sorte e ir com ele.
 
- Olha, eu me chamo Ronald - falou amigavelmente - Pode me chamar de Rony, se quiser. Moro a uma quadra daqui. Lá a minha irmã pode te ajudar melhor, mas você precisa vir comigo.
 
Rony levantou-se após apanhar um dos sapatos da moça e ainda segurava as coisas que havia recolhido do chão. Hermione olhou a mão estendida a sua frente. Ainda chorava, não conseguia parar de chorar. Sentia-se fraca e totalmente exposta, e não sabia o que fazer.
Num gesto lento e tímido, ela olhou para o rosto do rapaz e voltou o rosto para a mão à sua frente, segurando-a em seguida e sendo ajudada a caminhar.
Rony ajudou a garota a colocar os sapatos e a fitou com carinho. Ela parecia uma criança que acabara de se machucar e estava com medo de levar bronca dos pais. Tão acuada. Amedrontada. Lembrou-se dele mesmo e de Gina quando aprontavam na Toca. Ela tremia de frio e ele temeu por sua saúde.
Ele lhe ofereceu o braço como apoio. As pernas dela vacilavam. O corpo dela estava gelado, os olhos não paravam de chorar. Ela olhou novamente para o estranho que a ajudara sem nenhuma explicação e voltou a chorar descontrolada. Estava com medo.
 
- Ei... - ele tentou acalma-la - Já passou. Aquele babaca já foi. Está tudo bem agora. Não vou deixar que nada de mal aconteça com você, tudo bem?
 
 
Rony passou o braço sobre o corpo da garota que não conseguia se apoiar muito bem sozinha e a apoiou quando ela abraçou sua cintura. Desta forma ele a ajudou a caminhar o quarteirão que faltava até chegarem ao prédio onde Ronald morava. Caminharam no mais absoluto silêncio.
Ele sempre preferia subir pelas escadas. Morava no quarto andar e esta era uma maneira de se exercitar, mas na situação em que se encontrava, realmente optou pelo elevador. Parecia que a moça iria despencar a qualquer momento, embora tentasse se mostrar forte e controlada. Havia, ao menos, controlado o choro.
Rony abriu a porta do apartamento e ela pensou muito bem antes de entrar no apartamento. Estava tudo escuro e ela sentiu medo. Rony, aparentemente entendeu o medo da garota e adiantando-se em sua frente, apressou-se para acender a lâmpada da sala, batendo sem querer na mesa de centro, fazendo um pequeno estrondo.
Alguns poucos segundos depois, uma Gina muito mais sonolenta que o normal apareceu na porta do quarto devido ao barulho ouvido.
 
- Rony? - Gina chamou ainda de olhos fechados - O que houve?
- Abre os olhos Gina - ele respondeu forte e a garota abriu os olhos.
- Mas... O que? - Gina assustou-se ao ver a garota parada na porta do apartamento usando a camisa do irmão. O rosto estava vermelho e machucado, ela sangrava e tremia de frio.
- Eu a encontrei quando voltava pra casa - Rony começou - Depois eu te explico, mas agora ajuda ela. Precisa de roupas e se aquecer. Vou fazer um chocolate quente.
- Mas... - Gina constatou assustada aproximando-se da moça - É Hermione Granger. Droga Rony - ela virou-se para o irmão - O que houve?
- Já disse que depois eu te explico. Ajuda ela.
 
Ronald partiu para a cozinha com a intenção de preparar um chocolate quente para a garota que ainda tremia de frio. Gina adiantou-se calmamente até Hermione e estendeu-lhe a mão em silêncio esperando que a outra lhe desse a mão.
 
- Vem - ela disse para Hermione - Pode entrar. Não vamos te fazer mal.
 
Hermione deu-lhe então a mão e entrou no apartamento. Gina fechou a porta, Hermione olhou a madeira apreensiva e Gina chamou sua atenção tocando-lhe os ombros. Ela se contorceu. Sentiu dor, mas acompanhou a garota de cabelos vermelhos.
 
- Rony, estou com ela no meu quarto - avisou ao irmão.
- Certo - ele respondeu da cozinha.
 
Entraram no quarto de Gina e após fechar a porta adiantou-se novamente para Hermione sentando-a na cama. Abriu imediatamente o guarda-roupa de onde tirou uma camisa de mangas compridas e uma calça de pijamas. Abriu seu pacote de calcinhas novas - ela sempre deixava calcinhas novas de reserva no guarda-roupa e separou uma para Hermione.
Fitou a garota que parecia um pouco mais baixa que ela e possuía menos busto e menos quadril, porem era provisório e imaginou que serviria bem.
 
- Tome, vista-se - Gina entregou-lhe as roupas e a olhou carinhosa.
- Eu... - Hermione tentou falar.
- Posso dar uma olhada nisso? - Gina apontou os ombros e braços dela.
 
Gina afastou o tecido da camisa do irmão e viu com espanto o que haviam feito com ela. Tudo machucado. O ombro direito tinha a marca profunda de uma mordida. Os braços estavam oscilando entre roxo e vermelho. O rosto estava machucad demais e continha marcas de dedos, como tapas, além de sangrar em uma das sobrancelhas. O lábio estava cortado em três lugares diferentes e era complicado observar a garota sem se penalizar.
Seus olhos também estavam vermelhos e inchados, os cabelos desarrumados e as pernas tinham manchas e apresentavam alguns arranhões. Gina não precisou perguntar para saber o que aconteceu com a garota que estava completamente nua por baixo do casaco do irmão.
 
- Preciso cuidar desses ferimentos - Gina falou amigavelmente.
- Poderia tomar um banho? - foi a primeira coisa que Hermione falou.
- Claro - Gina respondeu prontamente entendendo o desejo da garota por se lavar - Pode usar meu banheiro. Deixa eu ajustar pra ficar quentinho pra você - dirigiu-se ao banheiro com Hermione em seu encalço - Vou te deixar à vontade. Depois cuido de você e conversamos.
 
Hermione assentiu com a cabeça e olhou a ruiva agradecida. Pegou a toalha que ela lhe entregara e rumou para o banheiro de Gina, que saiu em seguida. Precisava de um banho, com certeza.
 
- Rony - Gina falava em tom baixo - O que houve?
- Onde está a garota?
- Tomando banho. Agora me explica o que está acontecendo aqui?
- Estava voltando pra casa quando ouvi um grito na rua de baixo e me aproximei pra ver o que era. Quando cheguei mais perto, vi essa garota sendo violentada por alguém...
- Meu Deus - Gina assustou-se sentando em seguida - E você foi lá? É louco? Poderia ter morrido.
- E eu ia deixar a garota lá Gina? Nem você deixaria.
- Tudo bem. Mas ela chegou a ser... Bem...
- Não. Quer dizer, acho que não. Mas ela estava muito desesperada.
- E o cara. Quem era?
- Não sei. Dei um soco nele e ele saiu correndo.
- Covarde. Como pôde? Eu não sei como um homem se passa a uma coisa dessas.
- Nem eu, Gina. E as coisas que ele falou da moça...
- Podemos deixá-la dormir aqui. Acho que seria mais seguro.
- Temos que perguntar para ela, não?
- Sim.
- Você a conhece?
- Sim. É Hermione Granger. Já havia falado dela para você. Da faculdade...
 
Os dois pararam de conversar ao ouvir o som da porta do quarto de Gina abrir. Ela adiantou-se para a sala e Rony foi em seguida. Ficou encantado observando a garota. Ela ainda tinha a face vermelha, talvez de tapas que tenha levado.
O lábio estava inchado e ela estava desengonçada com as roupas da Gina, que eram um pouco maiores que seu corpo, mas era graciosa. Ele semicerrou os olhos e a fitou mais atentamente enquanto lhe entregava uma xícara de chocolate... A moça da loja de perfumes.
 
- Obrigada! - Hermione falou em fim, fitando o ruivo que apenas sorriu e recebeu sua caneca em seguida.
- Tudo bem. Sente-se. Precisamos conversar um pouco.
 
Hermione seguiu os dois e sentaram-se no sofá da sala. Rony e Gina sentaram-se no sofá maior e deixaram e menor para Hermione. Talvez por instinto para não pressioná-la ou pelo simples fato de ali, sozinha naquele sofá, ela pudesse se sentir mais à vontade.
 
- Você é a Hermione, não é? Gina perguntou depois de alguns segundos em silêncio.
- Sim - ela respondeu um pouco mais calma após um gole de chocolate - Me conhece?
- Sim, da faculdade. Eu sou a Gina, Gina Weasley. Faço direito e participo do jornal da faculdade. - Hermione sorriu, mas tinha um sorriso triste. Era a ruiva do irmão. Respirou aliviada... Estava entre amigos.
- Hermione - Rony falou chamando-lhe a atenção - Precisamos denunciar aquele homem.
- Você o conhece? - Gina perguntou.
- Não. - Hermione respondeu seca.
- Vamos denunciá-lo então. Sou quase advogada e posso te ajudar a...
- Não. Obrigada. Não vou denunciar ninguém. Não o conheço.
- Mas você precisa denunciar esse cara, pelo menos...
- Gina - Rony falou fitando-a e ela calou-se.
- E você quer ir ao médico? - Gina perguntou apreensiva.
- Não. Graças a Deus não precisa. Seu irmão chegou a tempo. Ele é seu irmão? - Hermione perguntou olhando da moça para o rapaz.
- Sim... É sim - Gina respondeu orgulhosa.
- Além dos machucados, nada mais aconteceu - Hermione completou.
- Que bom... - Gina disse animada suspirando relaxada - Meu Roniquinho é um herói - ela brincou bagunçando o cabelo do irmão e o ruivo avermelhou a face, tirando um sorriso sincero de Hermione.
- Obrigada novamente, Ronald. Por tudo. Não sei o que teria acontecido se você não... - os olhos encheram de lágrimas novamente e uma delas caiu - Muito obrigada mesmo. E a você também, Gina. Obrigada.
- Não há o que agradecer, Hermione - Rony começou - Estou feliz que esteja bem.
- Sim... E é o que importa na verdade - Gina falou.
- Faremos o seguinte - Rony continuou - Vamos dormir e descansar. Amanhã resolvemos, tudo bem?
- Mas eu...
- Calma Hermione - ele continuou - Eu vou dormir aqui na sala. Gina, durma no meu quarto e deixe a Hermione no seu quarto...
- Não - Hermione protestou - Só preciso que me deixem em um ponto de ônibus e eu vou para casa.
- Hermione - Gina interrompeu - Amanhã é sábado, não temos aula e podemos dormir até mais tarde. Você fica aqui e descansa. Amanhã você vai pra casa.
- Não seria prudente deixar você ir pra casa sozinha a essa hora depois de tudo o que passou - Rony continuou - E também não seria bom deixá-la sozinha. Dormimos agora, e vemos o que faremos amanhã.
- Mas você vai sair do seu quarto e...
- Olha, esse sofá vira cama. Eu comprei esse porque tenho uma família grande, então é confortável, certo?
- Então, eu durmo aqui na sala - Hermione protestou.
- Não mesmo - Rony rebateu - Eu durmo aqui.
- Mas você mesmo disse que o sofá é confortável. Me sinto melhor assim.
- Deixa Rony - Gina meteu-se sorrindo - Vou pegar roupas de cama para você e remédios para colocarmos nesses cortes. Já volto.
- Obrigada - Hermione agradeceu novamente após Gina sair da sala - Devo minha vida a você. Muito obrigada.
- Não precisa agradecer Hermione. Eu fiz o que faria por qualquer pessoa. O importante é que você está bem. Vamos esquecer isso tudo, pode ser? - ela assentiu com a cabeça e enquanto Gina preparava o sofá para Hermione, Rony foi buscar mais do chocolate quente que havia feito, agora para os três.
 

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Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Tati Hufflepuff em 13/11/2013

Misericórdia, quase morri com esse cap!!!
Fico feliz que tudo tenha acabado bem, pena foi a Hermione ter que passar por uma dessas... O que será q ela vai fazer com o Cormaco?
E Ron, fofo e herói!
Seguindo >>> 

Nota: 1

Páginas:[1]
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Enviado por Spencer Cavanaugh em 01/11/2012

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH *-* Rony consegue ser tão fofo. Tipo eu fiquei desesperada pela Mione, que nojento o Comarco, eu acho que se eu fosse ela eu teria pirado, que monstro, se não fosse o Ron....Misericordia, graças a Deus existe um anjo ruivo perfeito \O/ *-------------------------------* velho, que coragem dele enfrentar o Cormaco , acho que  existem poucas pessoas que fariam isso hoje em dia, se arriscando assim, ainda bem que ele não tinha uma arma ou algo do tipo e concordo com o Rony ele é muito covarde um homem que bate em uma mulher é covarte e que violenta mais ainda . Você tá mais que de parabéns o capitulo foi muito bom, não tem palavras pra dizer o que eu senti lendo ele , serio, fantastico. Amei *-*

bjoos


ps. O Ron reconheceu elaaaaaaaaaaaaaaaa *---------------------------------------------------* 

Nota: 5

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