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2. Hogwarts - parte 1


Fic: CAPÍTULOS DE UMA NOVA VIDA -25 ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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   Foram dois meses de muita procura, viajando de uma cidade para outra em busca do paradeiro do casal Granger, já que eles haviam se mudado da capital. Com a ajuda de algumas listas telefônicas e muitos moradores aos poucos Hermione e Minerva foram eliminando algumas cidades e depois de muita procura encontraram os pais da garota morando em Albany com algumas novidades. Como Hermione tinha alterado a memória deles para que eles achassem que não tinham uma filha o casal resolveu ter uma chamada Hermione também de dois meses quando encontraram o casal. Enquanto isso em Londres Ronny e Harry tinham aceitado a proposta de trabalho do Ministério e faziam o curso para serem auror. Gina e Harry tinham conversado sobre tudo que aconteceu, se acertado e namoravam oficialmente. Harry comprou uma casa em um bairro tranqüilo de Londres e se mudado para o local a contra gosto da Sra. Weasley. E Gina se preparava para voltar a escola e terminar seus estudos junto de Hermione. Hermione e Ronny conversavam por cartas que demoravam cerca de três a quatro dias para chegarem e sempre se mantinham informados sobre tudo que estava acontecendo um com o outro, mas a garota nunca contou sobre sua irmã.


   Minerva, Hermione, sua irmã e os pais da garota chegariam no dia trinta e um de agosto também através de uma chave de portal. Todos na Toca estavam ansiosos pelo retorno e preocupados em como fariam para recuperar a memória do casal Granger, já que Minerva preferiu fazer isso em Londres para que se algo não saísse como esperado tivesse mais recursos. Ronny ainda estava no quartel de auror quando Hermione, Minerva, o casal Granger e a bebê chegaram a Toca e depois de vários abraços Hermione começou a tentar recuperar a memória dos pais sendo observada de perto por Minerva. Alguns floreios de varinha e a memória do casal estava completamente recuperada, a filha os abraçava com muita força e carregava no colo a irmãzinha. Assim que a morena terminou de contar para os pais tudo que aconteceu, Minerva resolveu que já estava na hora de voltar para o castelo e preparar tudo para recepcionar os alunos no dia seguinte.


   - Está na hora de ir, amanha os alunos regressão e o castelo precisa estar pronto para recebê-los. –falou Minerva.


   - Nem sei como te agradecer por tudo que fez por mim e pelos meus pais, Minerva. –disse Hermione dando um abraço na professora.


   - Voltando para Hogwarts e continuando ser essa bruxa brilhante. –respondeu a velha senhora antes de abraçar o restante dos moradores e sair.


   - Quer dizer que você tem uma irmãzinha agora, Hermione. –falou Gina indo ver a criança no colo da amiga. – Como é que ela chama? –Hermione e os pais ficaram rindo.


   - Hermione. –respondeu a morena.


   - O seu nome eu sei sua besta, quero saber o dá sua irmã! –falou a garota como se estivesse indignada.


   - Hermione. Meus pais sempre gostaram muito do nome e como não se lembravam que já tinham uma filha com esse nome a registraram como Hermione também. –Gina não pode segurar o riso e Molly a olhou com severidade a fazendo recobrar a postura.


   - Desculpa, mas é que a história é no mínimo engraçada. –o casal Granger sorriu.


   - Sem problemas Gina. Filha será que você não quer dar banho na sua irmã e colocá-la para dormir, ainda não me sinto muito bem. –falou a Sra. Granger.


   - Claro, mamãe. –respondeu Hermione sorridente.


   Tinham demorado dois meses para reencontrar os pais e os outros dois passou ajudando a mãe que tinha acabado de ganhar bebê e resolvendo os assuntos financeiros para poderem voltar para Londres. Nesses dois meses ela tinha trabalhado como babá da criança para poder ficar perto da família e uma das coisas que mais gostava de fazer era dar banho. Juntamente com a amiga foram para o quarto, conjurou uma banheira e começou a dar banho na irmã com todo cuidado. Ronny chegou do treinamento já estava escurecendo e mesmo estando cansado só conseguia pensar em abraçar a amiga e dizer que estavas com muitas saudades. Entrou correndo em casa, chegando na sala só viu adultos, os cumprimentou com breves olas e foi apressado para o quarto de Gina. A porta estava encostada para que não entrasse vento, sem saber Ronny entrou fazendo um grande barulho e chamando a atenção das duas garotas. Quando viu Hermione dando banho em um neném achou a cena encantadora e ficou parado olhando para elas com um sorriso bobo no rosto.


   - Não vai me cumprimentar, Ronnald? –brincou se fazendo de ofendida enquanto secava a irmã no colo.


   - Ah... é... –Ronny tentava voltar ao planeta Terra. -...foi mal. –foi até Hermione e deu um rápido beijo no rosto da morena olhando para o neném. – O que ela é sua, Hermione?


   - Como sabe que ela é alguma coisa da Mione? –perguntou a ruiva.


   - Primeiro: quando saí daqui de casa hoje de manhã não tinha nenhum bebê aqui e segundo ela se parece muito com a Hermione, menos os olhos. –Hermione sorriu enquanto vestia a irmã.


   - Ela é minha irmã.


   - Que gracinha... –o ruivo observava tudo encantado com a forma que Hermione cuidava da irmã e pensou em como seria com os filhos deles. -...e como ela chama?


   - Hermione também. –Ronny riu abertamente e a bebê acompanhou chamando a atenção dos três amigos.


   - Ela é o bebê mais fofo que eu conheci. –falou o ruivo brincando com a pequena no colo da amiga.


   - Vamos dormir bebê? –Hermione conversava com a irmãzinha que parecia entender, pois olhava fixamente para ela e balbuciava alguns sons. – Já está com a barriguinha cheia e cheirosinha agora é só dormir.


   A morena não demorou muito para conseguir ninar a irmã e a colocou no berço que Ronny usava quando pequeno que o Sr. Weasley tinha arrumado. Gina saiu do quarto antes da amiga terminar de ninar a criança com o intuito de deixar o irmão sozinho com Hermione e assim que tampou a bebê a garota foi até o amigo dando um demorado abraço.


   - Senti tantas saudades. –foi a única coisa que o ruivo conseguiu falar.


   - Também, Ronny. –sentaram na cama de frente um pro outro.


   - Como é que foi lá?


   - Quando descobrimos que eles tinham mudado foi assustador, mas depois que começamos a procurar fui me tranqüilizando e quando encontramos ainda ganhei um presente como esses. –a morena olhou para o berço e sorriu.


   - E alguém ajudou vocês? –pelo tom de voz a garota percebeu onde ele queria chegar com aquela pergunta.


   - Muitas pessoas. –as pontas das orelhas de Ronny começavam a se misturar com o cabelo.


   - E muitos rapazes?


   - Alguns, por quê? –Hermione adorava ver que o ruivo sentia ciúmes dela.


   - Mas nenhum tentou nada de mais, neh? –agora todo o rosto do garoto estava vermelho e Hermione sorria.


   - E se tiver tentado? Eu estou solteira qual o problema?


   - Não se faça de fácil, porque eu sei que você não é assim. –a garota sorriu ao ver que o ruivo se preocupava com ela. - Eu é que deveria ter ido nessa viajem pra te proteger desses marmanjos atirados.  


   - Não precisa se preocupar porque eu sei me cuidar muito bem. –falou convicta encerrando o assunto.


   - Você vai mesmo voltar para Hogwarts amanha? –tudo que ele mais queria era escutar um não e se a resposta fosse a contrária tentaria de tudo para convencê-la do contrário.


   - Vou.


   - Mas, Hermione... você já sabe tudo, pra que voltar a estudar? –o ruivo fazia uma carinha de cachorro sem dono.


   - Claro que eu não sei tudo e não vou saber mesmo depois de formada. –Hermione não gostou muito do rumo que a conversa estava tomando.


   - Tá... pode até não saber tudo, mas já sabe pra caramba e não precisa voltar pra Hogwarts. A proposta do Ministério ainda está de pé e você pode aceitar a qualquer momento, porque eles sabem a bruxa brilhante que você é e não iam perder a oportunidade de te ter como funcionária.


   - Pelo visto você andou pensando muito no assunto! –começando a ficar irritada com a insistência do amigo.


   - Pra te falar verdade foi a única coisa que pensei nos últimos meses. –ele respondeu sinceramente. – Em como te convencer a não fazer essa bobagem. –o ruivo mal terminou de falar e já percebeu que tinha fala besteira.


   - Se você acha bobagem eu querer terminar os meus estudos é porque você é um idiota, Ronnald! –respondeu Hermione mal humorada saindo do e indo para a sala. Ronny levantou e foi até o berço ficou observando o bebê que dormia calmamente e conversando.


   - Fiz a maior besteira agora, mas é que eu gosto muito da sua irmã sabe?! E eu não queria ter que ficar longe dela por muito tempo de novo.


   Hermione abriu a porta do quarto, juntou as coisas do bebê, foi até o berço a pegou no colo e somente quando estava na porta falou com o ruivo que a olhava pasmo com a atitude da amiga.


   - Boa noite e bons treinamentos. –começou a descer as escadas e o rapaz foi atrás.


   - Para de criancice e vamos conversar, Hermione! –falou irritado, mas Hermione pareceu nem escutar. – Eu estou falando com você! Quer fazer o favor de me responder.


   - Não temos nada o que conversar. –já chegavam na sala e todos os presentes olhavam a discussão. – Você acha que eu não devo voltar a estudar porque é bobagem e eu acho ridículo você aceitar a proposta do Ministério só porque vão te pagar bem! –todos olharam para Hermione um pouco assustados e Ronny ficou extremamente magoado com as palavras da amiga.


   - Você não sabe do que está falando! –berrou ele acordando a irmã da morena que agora chorava.


   - E nem você! –respondeu antes de sair da Toca tentando fazer a irmã dormir.


   A Sra. Granger pegou a filha mais nova no colo e depois de despedir um pouco apressadamente e pedir desculpas pela filha saiu atrás de Hermione que já estava na estrada a espera do taxi. Ronny subiu correndo as escadas e se trancou no quarto puto consigo mesmo e muito chateado com as palavras da amiga.


   - Quem ela pensa que é para falar daquele jeito! –falava irritado dando socos no travesseiro. – Ainda mais na frente de todo mundo!


   Ninguém foi atrás do ruivo para conversar, pois sabiam que quando ele estava com raiva era melhor esperar pelo dia seguinte pra quando estivesse de cabeça fria ficassem sabendo o que aconteceu. Como estava cansado o garoto acabou dormindo do jeito que estava e só na manha seguinte quando sentiu a varinha cutucando sua costela é que ele acordou. Na casa de Hermione não foi muito diferente e ela depois de um demorado banho dormiu abraçada ao travesseiro repensando no que tinha acontecido chegando a conclusão de que tinha sido dura de mais com o amigo decidindo que conversaria com Ronny e se desculparia no dia seguinte quando encontrasse com ela na estação King Cross. O que a morena não podia imaginar era que o amigo não acompanharia a irmã até a estação por estar em horário de treinamento e só se deu conta disso quando viu apenas três Weasley chegando.


   - Mais tranqüila? –perguntou Molly enquanto abraçava a garota.


   - Me desculpem por ontem... –falou completamente sem graça, pois sua mãe já tinha conversado com ela e dado um pequena bronca por conta de sua atitude.


   - Relaxa, Hermione! Nós sabemos muito bem o quanto o Ronny pode ser insuportável quando ele quer. –comentou Gina sorrindo para a amiga que segura a irmãzinha no colo.


   Os abraços de cumprimento já foram também os de despedidas e depois de um beijinho no rostinho da irmã a morena entrou no trem com os olhos cheios de lágrimas seguida por Gina. Mesmo estando brigada com Rony, Hermione, iria passar o natal na Toca com a família e não via a hora do feriado chegar. Durante os meses que antecederam o natal as amigas estudavam muito para os NIEM’S, Gina sempre aproveitava os passeios a Hogsmeade para encontrar com Harry enquanto Hermione ficava no castelo aproveitando o tempo para estudar ou conversar com a diretora. Desde quando voltará as conversas com McGonagall aconteciam cada vez com mais freqüência e duravam mais tempo deixando a ruiva curiosa para saber o que elas tanto conversavam. No último sábado antes do Natal a morena passou toda a parte da manha na sala da diretora e quando voltou ao dormitório Gina queria saber sobre o que falavam.


   - Sobre o que vocês tanto conversam? O que pode ser tão sigiloso assim que você não pode me contar, Hermione! –perguntava ela pela milésima vez depois de ver a amiga chegar cheia de pergaminhos.


   - Nada de mais, já te disse! McGonagall só quer que eu leia algumas coisas que acha importante para a minha carreira quando eu sair daqui. –colocou os pergaminhos no malão. – Depois do almoço vamos ao povoado?


   - Vamos, vou aproveitar que o Harry não irá para comprar o presente dele. –foram para o salão principal almoçar se juntando a Luna.


   - E porque ele não vem dessa vez? Estou com saudades do meu irmãozinho. –continuavam conversando enquanto almoçavam.


   - Esqueci de te contar que ontem os meninos foram para uma pequena missão. –Hermione engasgou com a comida e foi preciso que Guilherme Adams ajudasse a garota a desengasgar. – Você tá bem?


   - Como assim que você não se lembra de me contar uma coisa dessa Gina? –a morena estava indignada e recuperando a cor.


   - A... para com esse chilique, Hermione! Não ia fazer diferença nenhuma você saber ou deixar de saber, ia? –respondeu a ruiva tentando provocar a amiga.


   - Claro que ia! –se levantou e ia saindo. – Teria mandado uma coruja desejando boa sorte pra eles.


   - Posso acompanhar vocês no passeio ao povoado? –perguntou o garoto que seguia Hermione a passos largos.


   - Por mim pode. –respondeu Gina tentando acompanhar os dois. – Mione, dá pra você andar mais devagar? O povoado não vai fugir!


   - Não enche, Gina! –respondeu a morena brava e a amiga achou melhor se calar antes de ser estuporada.


   A neve caia fria do lado de fora do castelo e depois de se agasalharem bastante os três amigos encontraram com Luna no saguão de entrada para seguirem até o povoado. Foram até a loja Dedosdemel e saíram de lá com sacolas cheias de sapos de chocolates, feijãozinhos de todos os sabores entre outros doces. Decidiram ir ao Três Vassouras antes de comprarem os presentes do natal para beberem cerveja amanteigada e se aquecerem um pouco. Gina e Luna assentaram de um lado da mesa enquanto Guilherme e Hermione do outro lado e o rapaz pediu quatro cervejas ao garçom já acrescentando gengibre em uma como a morena gostava.


   - Como você sabe que a Hermione gosta com gengibre? –perguntou Luna indiscretamente fazendo Hermione corar.


   - Algumas das vezes que vim aqui nos anos anteriores a vi pedindo. –respondeu um pouco sem graça.


   - Você vai pra sua cidade no feriado, Guilherme? –perguntou Gina tentando mudar o assunto e aliviar o clima.


   - Provavelmente não.


   - E porque não? Parece que esse ano quase todos os alunos vão passar o natal com os pais. –falou Luna com seu habitual ar sonhador antes de beber um pouco de cerveja.


   - É... –Guilherme estava sem lugar. -... vou comprar umas penas e pergaminho. Licença. –falou já levantando da mesa e saindo do bar.


   - Vou aproveitar e ir comprar as minhas penas também. –respondeu a morena se levantando e saindo atrás do amigo. – Esperem por nós aqui.


   Hermione saiu atrás de Guilherme, encontrou o moreno na loja que vendia penas e depois de achar uma bem bonita entregou para ele. O rapaz tentou dar um sorriso, mas saiu mais triste do que ele realmente queria que ela soubesse. Em um pergaminho em branco a garota escreveu com a bonita pena “quer conversar?”.


   - É um assunto que me deixa mal, Hermione. –falou ele sem olhar para a amiga.


   - E porque o natal te deixa assim? É tempo de renascimento... alegria!


   - Porque não tenho motivo nenhum para estar alegre! Nunca contei isso para ninguém da escola a não para a diretora, mas meus familiares foram mortos durante a guerra. –uma lágrima escorreu pelos olhos do rapaz o que cortou o coração da garota. Hermione abraçou Guilherme.


   - Sinto muito, Guilherme. Queríamos ter evitado que todas as mortes acontecessem, mas infelizmente não conseguimos.


   - Vocês salvaram o nosso mundo, Hermione. Meus parentes foram vítimas daquele desgraçado, mas não tem nada que eu possa fazer agora a não ser me formar e ser um grande bruxo para que onde quer que eles estejam tenham orgulho de mim.


   - Tenho certeza que eles já se orgulham muito de você! E quanto ao natal se você quiser ir passar com a minha família e da Gina está super convidado. –foram até o caixa pagar as penas e os pergaminhos.


   - Você está falando sério? Seu namorado não vai achar ruim por você me convidar? Não quero te causar problemas. –Hermione não pode evitar de rir um pouco antes de responder.


   - Não tenho namorado.


   - Mas e o tal Ronny que você vive falando? –Guilherme estava feliz por saber que a garota não estava namorando.


   - Só um amigo. –ela pensou em como gostaria que o que o moreno tinha dito fosse verdade.


   - Quer dizer que eu tenho uma chance? –ele sorria, viu Hermione corar e não responder a pergunta. – Pelo visto não, neh!? Esse cara é um babaca de não estar com você e ainda te fazer sofrer.


   - Você é um fofo, sabia?


   - Você é linda. –ele respondeu olhando nos olhos de Hermione que não sabia o que fazer. – Posso só te fazer um pedido, Hermione?


   - Qual?


   - Se um dia você quiser esquecer ou deixar de gostar desse tal Ronny, me dá uma chance pra eu tentar te fazer feliz? –Hermione deu um sorriso. – Isso é um sim?


   - Um talvez. –respondeu séria parando na entrada do bar.


   - É... comprei pra você! Espero que ainda não tenha na sua coleção.


   Guilherme tirou uma caixa da sacola e entregou a garota. Hermione abriu a caixa e viu a pena da Cornival da nova coleção de penas de Hogwarts. Um novo sorriso se formou nos lábios da morena que agradeceu o presente enquanto entravam no Três Vassouras para se juntar com as outras duas amigas.


   - Como você sabia que eu coleciono penas? –perguntou intrigada, pois o garoto já tinha acertado na cerveja.


   - Um palpite.


   - Com certeza não foi só um palpite, Guilherme. Porque a cerveja eu também nunca comentei nada com você e acertou. –ela estava um pouco assustada com o que estava acontecendo. – Estou ficando com medo de você.


   - Não seja boba... você sempre chamou minha atenção e ficava reparando para saber o que você gosta ou não, só isso. –a garota respirou aliviada e sentou de frente para uma das amigas.


   - Demoraram hein?! Daria para eu ter ficado bêbeda esperando vocês. –comentou Gina.


   - A loja estava cheia e tinha muitas penas novas. –respondeu Hermione de chofre não deixando a amiga perceber o que tinha acontecido. – Por mim já podemos ir comprar os presentes o que acham? Abriu uma loja nova que vende de tudo no final da rua.


   - Vamos.


   Os quatro alunos foram para a loja escolher os presentes. Gina comprou primeiro os presentes para a família para somente depois ir procurar um para o namorado. Luna não comprou muitas coisas e foi a primeira das três amigas a terminar já que Guilherme não iria comprar nada. O rapaz acompanhava Hermione nas escolhas dos presentes e Gina lançava um olhar assassino para o garoto.


   - Não sei o que dar para o Ronny. –falou a morena em voz alta e achou que o amigo fosse achar ruim. – Nossa... desculpa é que o Harry costumava me ajudar a escolher o presente pra ele.


   - Sem problemas. Ele gosta de perfume? Eu acho um bom presente.


   - Adoro o cheirinho dele e não teria coragem de comprar um outro perfume para ele. –ela corou ao dizer.


   - É... uma camisa quem sabe? Ou sei lá um cordão ou uma pulseira. –o garoto estava realmente disposto a ajudar Hermione a comprar o presente.


   - Um cordão... –falou pensativa. – boa idéia. –ela saiu em disparada para a parte de joalheria e o rapaz foi atrás. Olhou alguns modelos e escolheu um bem simples e muito bonito.


   - Boa escolha. –foi a única coisa que Guilherme falou.


   Pagaram as compras e voltaram para o castelo extremamente cansados indo cada um para seu dormitório guardar as compras e dormir. A quinta-feira chegou rápido e amanheceu mais fria que os dias anteriores obrigando aos alunos a colocarem mais roupas. O salão principal estava cheio e durante o café da manhã Hermione não pode deixar de notar que Guilherme estava muito calado o que não era normal.


   - Está acontecendo alguma coisa?


   - Não.


   - Você vai comigo lá pra casa neh?! –Hermione já tinha refeito o convite várias vezes e avisado aos pais que um amigo iria com ela.


   - É melhor não, Hermione. Eu ir só vai trazer problemas pra você, além do que não sou a melhor das companhias para passar o natal e a virada de ano.


   - Para com isso, Guilherme. Você vai lá pra casa nem que eu tenha que te transformar em um sapo e prender dentro do meu malão. –o moreno riu da amiga.


   - E depois você vai fazer igual no conto do livro trouxa? –Hermione achou estranho ele conhecer contos trouxas.


   - Não.


   - Antes que você fique neurada pensando em como eu conheço um conto trouxa deixa eu esclarecer que meu pai era trouxa.


   - Eu não ia ficar neurada! Agora anda que já está na hora de irmos. –respondeu Hermione se levantando e seguindo Gina.


   A ruiva não estava gostando nada do rumo que as coisas estavam tomando, mas não comentaria nada com a amiga por saber que ela é muito cabeça dura. Chegaram na estação em Londres e foram logo abraçar a todos que estavam por lá e com um constrangido aperto de mão Hermione cumprimentou Ronny se afastando logo para pegar a irmã no colo. A pequenina Hermione tinha crescido, estava começando a falar e já engatinhava.


   - Mion. –ela falou assim que a irmã a pegou no colo.


   - EI linda... que saudades. –apertou dando um abraço. – Nossa ela cresceu tanto nesses últimos meses.


   - Esta cada dia mais esperta. –respondeu a mãe coruja.


   - É esse é Guilherme Adams...-mostrou o amigo. – Esses são Sr. e Sra. Weasley, Harry, Ronny e meus pais. –ia mostrando cada um a medida que falava e o rapaz ia cumprimentando.


   A cara de Ronny era de poucos amigos e quando Guilherme foi o cumprimentar ele mal olhou para o outro. Hermione brincava distraidamente com a irmã quando seus pais chamaram para ir embora e então Ronny percebeu que o garoto acompanhava a família Granger. Já estavam na plataforma nove quando o ruivo perguntou num misto de raiva com descrença.


   - Esse cara vai pra sua casa?


   - Esse cara tem nome, Guilherme e vai lá pra casa sim, algum problema? –respondeu Hermione sem nem olhar para trás.


   Ronny não teve tempo de responder porque Arthur aparatou com ele na Toca antes que o ruivo perdesse a cabeça. Assim que sentiram os pés tocarem o chão Ronny já foi saindo para o quarto e Gina atrás dele pediu para poderem conversar no seu quarto. Um pouco a contra gosto o garoto entrou no quarto e parou de frente a penteadeira da irmã com um olhar triste.


   - Está com ciúmes é... Ronny?


   - Claro que não! Só acho ridículo ela levar um cara que mal conhece para dormir na casa dos pais dela. –respondeu pensando no que poderia estar acontecendo entre os dois.


   - Pois deveria se quer saber! –Ronny se virou para a irmã que o fitava muito séria. – O Guilherme tem sido todo atencioso e cheio de carinhos com a Hermione e Hogwarts inteira já percebeu que ele está louco com ela.


   - Mas ela não ficou com ele, ficou? –estava com medo da resposta que escutaria e desviou o olhar para o chão.


   -Não que ela tenha me contado, mas que ele está chegando está! E se você não ficar esperto e dar valor pra Hermione vai acabar a perdendo, porque ele está super paparicando ela e não há mulher no mundo que resista a isso por muito tempo estando solteira.


   - Mas ela é quem brigou comigo e me ofendeu, porque eu que tenho que procurá-la para resolver esse problema?


   - Ela sabe que pegou pesado aquele dia com você e provavelmente vai tentar conversar com você hoje a noite e vê se não banca o trasgo por conta de ciúmes que por enquanto são infundados.


   - Eu não banco o trasgo! –retrucou o ruivo ainda mais irritado do que já estava.


   - A não? –o olhou com os olhos semi-serrados. – Então porque foi que vocês brigaram da última vez?


   - Porque ela falou que eu só estou trabalhando no Ministério por conta do dinheiro. –respondeu antes de se jogar na cama da irmã.


   - Peeeeen! Resposta errada, maninho. –brincou a ruiva. – Isso foi o final da briga o início foi quando... –Ronny a cortou completando a frase.


   - Eu insisti para ela não voltar pra Hogwarts falando que era besteira, porque estava com medo de perde-la. –ficaram um tempo em silêncio. – Só me dei conta agora do que eu fiz! Mas é que...        


   - Ronny, vamos conversar como mais que irmãos, como amigos! –Gina deitou a cabeça do irmão no colo e fazia carinho. – Você gosta da Hermione, não gosta?


   - Não... eu amo a Hermione, Gina.


   - E porque mesmo depois dela ter te beijado na sala precisa você não fez nada?


   - Aquele beijo foi um ato impensado dela. –respondeu sinceramente e a ruiva gargalhou gostosamente. – Do que você está rindo?


   - Um ato impensado, Ronny?! O primeiro beijo de vocês com certeza foi um dos atos mais pensados pela Hermione. Melhor mais que pensado foi esperado e pode até ter acontecido num momento inusitado, mas impensado jamais!


   - E como você tem tanta certeza disso?


   - Deixa eu te lembrar que eu sou a melhor amiga da Hermione e sabemos tudo uma da outra, por isso eu te afirmo que ela te ama. –o ruivo levantou do colo da imã e foi em direção a porta.


   - Isso é viajem sua... –abriu a porta e terminou a frase em um resmungo que a irmã não conseguiu entender o que era. -...ela nunca olharia pra mim.


   O garoto passou o resto do dia todo no quarto enrolando pergaminhos, separando por assunto e data para depois guardar em uma das caixas na estante improvisada. Organizou os livros em ordem de assunto colocando-os também nas outras estantes improvisadas e os seus objetos pessoas colocava ou no armário ou no malão. Desde quando começou a trabalhar no Ministério o local tinha se tornado pequeno para abrigar tudo que ele precisava e por isso deixava parte dos pergaminhos e livros no escritório. 
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Oies pessoal... segundo capítulo postado, espero que gostem! Não tenho vergonha então peço novamente comentários, bons ou ruins, pois eles empolgam a autora! Obrigada a todos que leram, aos que vão acompanhar e a Milena, Krys e Ibass que deixaram seus comentários! Até. 

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Comentários: 2

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Enviado por leidiane lopes granger grint em 12/09/2011

ficou super brilhante linda maravilhoso realmente gartificante continue assim querida voce vai longe

Nota: 1

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Enviado por Thomas Cale em 27/04/2011

Achei o capítulo extremamente revelador e intrigante! Espero o mesmo resultado do próximo.

Nota: 1

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