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10. Suspeitas


Fic: Tormentas DM-HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 10


Suspeitas


 


 


RITA SKEETER ATACADA NA NOITE DE ONTEM


Uma das repórteres mais famosas do “Profeta Diário”, Rita Skeeter, foi atacada na noite de ontem e teve a sua casa incendiada.


Os aurores investigam o caso, mas ninguém quer comentar sobre o assunto até algo concreto ser descoberto.


Sabe-se que ela foi encontrada do lado de fora de sua casa por vizinhos na madrugada de ontem. Ela estava desacordada e foi imediatamente encaminhada para o St. Mungus. Ainda não se sabe o estado de saúde dela, mas os curandeiros afirmam que ela não corre risco de morte.


Rita Skeeter é conhecida por...


 


 


Harry amassou o jornal. Fazia anos que não era chamado para uma entrevista e, agora, a repórter que o entrevistou estava sabe-se lá em que estado clínico. Ele tentava manter a calma e também ignorava, ou pelo menos tentava ignorar, a voz que havia em si. Ele sabia que precisava pesquisar qualquer coisa que o ajudasse, mas as suas pesquisas só eram completas com a ajuda de Hermione. E ela, de maneira nenhuma, poderia ajudá-lo.


 


***


 


Hermione teve seu corpo prensado contra a parede assim que entrou em casa. Quando sentiu os lábios dele sobre os seus, soube quem era. Sabia que não precisava ter medo. Não quando estava com ele. Retribuiu o beijo com a mesma intensidade.


 


Draco era aquele contraste de uma intensidade tórrida com uma calma inesperada.


 


Ele ficou afastado alguns dias, um trabalho qualquer na França. E alguns dias, para eles, era muito tempo.


 


Hermione gemeu. Draco conhecia cada centímetro de seu corpo.


 


- Senti sua falta. – ela falou, com a voz trêmula.


 


- Não mais do que eu senti a sua.


 


Ele acordou excitado e suando. Levou a mão ao membro e voltou a fechar os olhos. Queria voltar àquela lembrança que estava misturada com seu sonho.


 


Um sonho onde ele não fora afastado por tantos anos de Hermione. Um sonho onde podia tê-la quando quisesse. Um sonho onde ele não precisava dividi-la com ninguém.


 


O despertador tocou. Tentou ignorar, mas não podia fazer isso. Angustiado, e frustrado, colocou um dos travesseiros sobre o rosto e deu um grito abafado.


 


- Maldito seja, Potter!


 


***


 


- Primeiro você deve se acalmar. – Blaise falou, colocando a mão sobre o peito dele. O negro sentia as batidas rápidas do coração e o corpo tenso do seu amigo.


 


- Acalmar? – ele indagou, empurrando a mão de Blaise. – Acalmar? – repetiu a pergunta.


 


- Sim, Draco. Do jeito que está é capaz de matar a Parkinson. Nós precisamos dela viva. – após falar isso, foi até uma mesinha, pegou uma garrafa de uísque e encheu um copo, levando-o até o loiro. Notou que Draco tremia.


 


- Merda, Blaise! – Draco disse, jogando-se no sofá e bebendo o conteúdo do copo de uma vez. Eles ficaram em silêncio durante alguns minutos.


 


- O que está havendo? – Blaise perguntou.


 


- Já parou para pensar na merda que será se Potter estiver envolvido nisso tudo? Eu sei que ele mudou, mas para mim... – ele passou a mão pelos cabelos, enquanto o negro ocupava um lugar na poltrona na frente do amigo – Para mim era apenas uma paixão louca e obsessiva por Hermione... E se for mais do que isso? – eles se olharam, compreendendo-se. Se fosse mais do que isso eles não estavam preparados. A ajuda de Rabbit e Monkey seria pouca.


 


- Vamos partir do princípio que ele é culpado. – Blaise falou, friamente – Temos agora que traçar nosso plano para ligá-lo a todas as outras mortes, certo? – o loiro não respondeu, olhava para o copo vazio. – No entanto, se ele é o assassino, por que Rabbit e Monkey não disseram nada que o incriminasse?


 


Draco encarou as íris negras e falou:


 


- Por que, de alguma forma, ele envia outros para matar em seu lugar... – Draco levantou e serviu-se de mais uísque - Temos que encontrar a vadia daquela corvinal...


 


Só que seus pensamentos estavam fixos em uma pessoa: Hermione. Ela corria mais perigo do que ele imaginava...


 


***


 


- Essa busca é insana! – Harry exclamou.


 


Draco socou a mesa. Hermione segurou seu punho.


 


- Sério... Eu realmente não entendo o que faz aqui, Potter. Faça a porra do curso se quer ser um auror!


 


- Ele tem experiência...


 


-... Contra Arte das Trevas e blá blá blá... – Draco disse, sem esconder o sarcasmo – Poupe-me desse discurso, Quim! – ele voltou-se para Artur Weasley – Também acha que devemos fazer o que o queridinho fala?


 


Fez-se silêncio na sala.


 


- Draco! – Hermione exclamou, nervosa. – Não fale desse jeito!


 


- Sim, eu falo. – ele retrucou – Estamos falando de sei lá quantos assassinos matando sei lá por quais motivos. – o loiro continuava encarando Artur – Estamos falando do assassinato frio de três dos seus filhos, senhor Weasley.


 


O homem parecia ter envelhecido anos em poucos meses. Olhou para Harry, depois para Hermione e, por fim, repousou seus olhos em Draco.


 


- A nossa busca não deve encerrar enquanto os culpados não forem encontrados.


 


Draco encarou os outros funcionários do Ministério. Vários departamentos trabalhavam em conjunto, mas conforme o tempo ia passando e nenhuma pista era encontrada, os bruxos iam desistindo.


 


***


Hermione respirou fundo e sentiu náuseas conforme as peças daquele quebra-cabeça formavam uma imagem totalmente doentia e tortuosa.


 


Lançou um feitiço, abrindo sua gaveta, e puxou o arquivo de Jason Watts.


 


Crime: tentativa de roubo do arquivo de provas do Ministério Inglês. Departamento dos Aurores.


 


Causa da morte: envenenamento.


 


Suspeitos:___________________


 


Não havia suspeitos na ficha, mas ela sabia o nome de alguém se encaixaria muito bem ali. O nome da pessoa que ninguém desconfiou, o nome da pessoa que achou Jason Watts morto. O nome do seu antigo melhor amigo e atual marido: Harry Potter.


 


Minimizou o arquivo e colocou-o no bolso de trás da calça.


 


***


 


- Você não vai mesmo me contar? – Rony perguntou, olhando a mulher, irritado. – Saímos do Ministério e dei o tempo que pediu. Quando vai me contar o que está havendo? Quando vai me contar o que está escondendo de mim?


 


- Eu não queria que as coisas fosse assim, Ron. – ela disse, sem encará-lo – Espero que você me entenda quando eu digo que realmente não posso te contar.


 


- E por que não? – ele indagou, sem esconder sua impaciência.


 


- Hermione. Nós fizemos uma promessa bruxa.


 


- Um Voto Perpétuo? – o ruivo, levantou-se, passando a mão pelos cabelos.


 


- NÃO! Não isso... Não chegamos a tanto, mas mesmo assim eu não posso contar... – a loira viu o marido andando de um lado para o outro. Seus olhos se encheram de lágrimas. – Hermione estava... – ela pensou que palavra usar – Estava precisando tanto da minha ajuda que não tive como recusar, Ron!


 


O ruivo sentou-se ao lado dela, tentando se acalmar.


 


- Malfoy sabe o que está havendo?


 


- Ele sabe uma parte, mas não tudo... – Lilá pegou a mão do marido entre as suas – Ele nunca desistiu de duas coisas: encontrar aquele serial killer e provar que não traiu Hermione com Pansy Parkinson. Ele acredita que tudo foi um plano de Harry para separá-lo de Hermione.


 


- Do que você está falando? – ele levantou-se, num pulo – Harry jamais faria algo desse tipo! Nunca fui com a cara do Malfoy, mas até que estava aceitando ele com a Mione... Só que ele a traiu, Lilá!


 


- Não traiu, Ron! Foi um plano! Uma armação para separá-la do Malfoy!


 


- Não, não! – o ruivo andava de um lado para o outro. Lilá levantou-se, colocando-se na frente dele.


 


- E por que não? – Lilá perguntou, cruzou os braços – Por que Harry não faria isso? – eles se encararam e o ruivo passou a mão pela nuca, nervoso.


 


- Estamos falando de Harry, Lilá! Meu amigo desde a infância, o cara que derrotou Voldemort, que aceitou uma maldição da morte!


 


- E também estamos falando do cara que espancou... – ela mordeu o lado interno da bochecha, a magia fazendo com que ela suprimisse o nome da amiga – dois de seus jogadores e depois apagou a memória deles! O cara que teve a esposa atacada e não chamou os aurores!


 


Rony ficou em silêncio e disse, depois de um tempo:


 


- Essa promessa que fez com Hermione, não tem como ser quebrada? Se for quebrada, alguma de vocês... – ele não continuou, sabendo o que acontecia com quem quebrava um Voto Perpétuo.


 


- Não sei como quebrá-la. A magia impede que eu fale, ou escreva ou qualquer coisa sobre isso... Quem tentar acessar a memória, é expulso da minha mente. – Lilá deitou a cabeça no peito de Rony, que a abraçou – Eu não aguento mais carregar esse peso sozinha.


 


Rony apoiou seu queixo na cabeça dela. Pensou em um palavrão ao constatar uma coisa: Malfoy poderia ajudá-los.


 


***


- Vou começar a pensar que tem interesse por mim, Malfoy... – ela falou, quando ouviu a porta ser aberta e depois fechada. Apesar de ter olhos vendados, sabia muito bem onde estava, apenas uma pessoa a sequestraria e a deixaria amarrada.


 


- Tenho interesse sim. – ele disse, puxando a venda dela com força, sem se importar de arrancar juntos alguns fios de cabelo. A bruxa gemeu de dor. – Em saber por que continua escondendo coisas de mim.


 


- Do que está falando? – ela perguntou, o olhar com falsa inocência.


 


- Greengrass.


 


- O que tem Astoria? – Pansy perguntou, mexendo-se desconfortavelmente.


 


- Você sabe muito bem o que tem a Astoria, Parkinson! – Draco falou, enfurecido. A bruxa rolou os olhos. Viu quando a varinha foi apontada para si e seu corpo enrijeceu imediatamente.


 


- Você não perguntou sobre ela, então eu não disse. – a bruxa começou falar, com cautela – Astoria sabia do acordo entre Harry e eu. Não sei como ela descobriu. Potter veio me procurar, perguntando se eu tinha falado alguma coisa para ela, mas eu não tinha falado.


 


- E como ela descobriu? – Parkinson deu de ombros.


 


- Não sei. Sei que ela descobriu... Provavelmente espionando, como eu fazia com você.


 


- Ela foi assassinada.


 


- Sim, foi. O que você está pensando, Draco? – Pansy perguntou, conhecendo muito bem aquela expressão.


 


- Mas ela foi assassinada antes do meu rompimento com Hermione...


 


- Do que você está falando? Draco! – ela exclamou quando viu que ele não responderia, e apenas a vendou e retirou sua voz.


 


Foi até a cozinha e viu que Blaise preparava um lanche para eles. Encostou-se de maneira desleixada no batente da porta e cruzou os braços.


 


- Acha que Rabbit e Monkey acreditarão que Potter está envolvido nos assassinatos? – perguntou, encarando o amigo. Blaise parou de cortar o queijo por uns instantes, depois continuou e disse:


 


- Será difícil convencê-los sem uma prova concreta, Draco. Eu mesmo estou achando isso tudo muito... Absurdo. Como eles irão acreditar? – Blaise olhou o amigo, depositando a faca sobre o balcão – Falar isso é... – o rapaz fechou o punho.


 


- Eu sei o que quer dizer. Acha que podemos convencê-los?


 


Blaise Zabini encarava o balcão. Draco reparou na tensão do amigo, porém permaneceu em silêncio.


 


- Vocês sabe o acordo que fizemos com eles, não sabe? – o outro assentiu – Precisamos de provas concretas. Eles não têm pistas daquela corvinal filha da puta. E nós também, não. Agora ela é essencial.


 


- Através dela podemos chegarao Potter. – Draco afirmou.


 


- Sim, e através das memórias dela teremos provas para concordar com essa teoria maluca...


 


-... e colocar Potter atrás das grades.


 


***


 


- Não é possível que isso não terá fim! – Ron exclamou, socando a mesa. – Vocês não estão fazendo nada!


 


Todos estavam em silêncio, apenas ouvindo os protestos do ruivo. Draco encarou Harry, que estava ao lado de Artur. Uma mão sobre o ombro do patriarca da família. Depois, seu olhar dirigiu-se para o homem que emagrecera ainda mais. Mais calvo. Mais velho.


 


Outro filho morto. Outro assassinato.


 


- Estamos fazendo o possível, mas não há pistas. Não há nada com o que possamos trabalhar... – Quim falou, sem conseguir encarar o amigo de longa data.


 


- Rony tem razão. Não estamos fazendo nada! – Hermione saiu da sala, batendo a porta atrás de si. Logo em seguida, sentiu-se puxada.


 


Draco a abraçou fortemente. Não havia o que ser dito. Nada poderia amenizar aquela dor.


 


- Onde está indo?


 


- Vou ver o Fred. – ela disse, limpando o rosto. – Posso ir para sua casa hoje? – ela perguntou, sem querer entrar na sua sala e ver as imagens de Jorge sorrindo nos retratos. Mais um amigo que seria apenas uma recordação.


 


- Claro, Hermione. – ela afastou-se e seguiu até o Beco Diagonal.


 


A loja estava trancada, mas ela conhecia a senha para abrir a porta. Fez o feitiço com a varinha e entrou, em silêncio. Encontrou Fred sentado no chão, recostado no balcão.


 


- Como será agora, Mione? – seus olhos tão vermelhos quanto seus cabelos. Ela sentou-se ao lado dele, o ruivo deitou no colo dela. Hermione não falou nada. O que ela poderia dizer? Seus dedos passavam levemente pelos cabelos de Fred.


 


- Eu vou descobrir, Fred. – ela disse depois um longo tempo – Eu prometo. Mesmo que use meios proibidos, mesmo que demore anos... Eu vou descobrir quem fez isso.


 


***


Cumprimentava a todos, cordialmente. O fogo na casa de Skeeter dera um motivo para que encontrasse com Draco. Ele não estava em seu escritório, mas ela o aguardava, do lado de fora.


 


Soube, por outros aurores, que haveria uma reunião sobre o caso. Ela não estava ali sozinha. Várias pessoas esperavam do lado de fora. Era bem provável que Harry ficasse sabendo daquele breve encontro, mas era o preço que ela precisava correr.


 


Viu quando ele chegou e cumprimentou a todos. Draco realmente sabia fingir:


 


- A que devo a presença de uma Inominável no meio dos aurores? – ele perguntou, abrindo a porta da sala de reuniões e dando acesso para que todos os bruxos entrassem.


 


- Não ficarei aqui por muito tempo, Malfoy.


 


- Sente-se, senhora Potter. – um dos aurores falou, educadamente.


 


- Obrigada, mas não. Quero pedir apenas que vocês se certifiquem que esse caso não tem nada a ver com aquele maldito serial killer. Sabem que esse é o nosso fantasma e, em breve, os jornais estarão especulando sobre isso. – ela tirou um pergaminho do bolso, lançou um feitiço nele, depois, entregou-o a Draco. – Preencha essa ficha, explicando o porquê esse caso seria, ou não, autoria desse lunático que ainda está solto.


 


- Farei isso. – ele disse, sem deixar de olhá-la. Hermione saiu da sala, fechando a porta atrás de si. – Obviamente eu acredito que esse caso não tem nenhuma ligação com o serial killer. Alguém pensa o contrário? – ninguém se manifestou – Ótimo. Acredito que não passe de alguém insatisfeito com os artigos de Skeeter. Ela vem provocando muitas pessoas nos últimos anos.


 


- Sem dúvida... A lista de suspeitos será interminável... – um auror disse, pegando um pergaminho.


 


- O trabalho de vocês será transformar a lista de suspeitos em um ou mais culpados. – Draco disse, levantando-se – Reys, você lidera o caso. Escolha dois aurores para irem ao St. Mungus e saberem como a Skeeter está, se ela lembra-se de algo, etc.


 


Dizendo isso, saiu da sala de reuniões e foi para seu escritório onde abriu o pergaminho que Hermione lhe entregara. Era a ficha de Jason Watts. Ele viu algo escrito de forma bem discreta e sorriu de lado. Ela realmente era esperta. Com um floreio, apagou o recado dela.


 


***


Hermione andava na sala de um lado para o outro, entre aflita e ansiosa. Era um plano arriscado.


 


- Acho que esse foi um dos motivos por eu me apaixonar por você, Granger... Sempre me surpreendendo... – ela corou imediatamente, e sorriu.


 


- Sempre galanteador, Malfoy...


 


- Apenas com adoráveis bruxas inteligentes nascidas no mundo trouxa. – ele falou, puxando-a. Sorriu contra os lábios dela quando não ouviu protestos. Seu beijo foi forte e logo a boca dele percorria cada milímetro do rosto dela, até alcançar o ouvido – Nunca esperei que você, entre todas as pessoas, realmente lançaria uma maldição imperdoável em um funcionário dentro do Ministério...


 


- Não enche, Draco. – ela afastou-se, ajeitando a roupa, mas sem deixar de sorrir. - Era preciso mais que um obliviate. Ele não pode deixar ninguém entrar nessa sala.


 


- As pessoas só podem entrar aqui com sua autorização... – ele falou, sentando-se de forma desleixada sobre uma cadeira.


 


- O Ministro não precisa da minha autorização. Só que se a sala estiver sendo usada por mim, ele se manterá afastado. – Hermione falou, ocupando outra cadeira.


 


- E por que ele viria aqui?


 


- Skeeter. Preciso que seus aurores comprovem que esse caso não tem ligação com os outros. – ela falou, seriamente.


 


- Já cuidei disso. Eles estão em outra linha de investigação. E, de qualquer forma, não foi o serial killer. – Draco afirmou.


 


- Você sabe de alguma coisa que eu não sei?


 


- Muitas coisas, Hermione... – ele sorriu de lado, sem esconder a ironia. Ela balançou a cabeça. – Isso não interessa agora, tenho certeza que não me trouxe aqui para falar da Skeeter. – o loiro puxou o documento e entregou para ela. Jason Watts.


 


- Sim, ele foi o bruxo...


 


- Eu li o relatório, Hermione. – Draco a cortou.


 


- Harry foi o último bruxo a vê-lo vivo...


 


- E você acha... – Draco deixou a pergunta no ar. Hermione levantou-se, nervosa.


 


- Eu não quero achar isso, mas não me resta muita opção, resta?


 


Draco também se colocou em pé e foi até ela. Não, não restavam muitas opções.


 


***


 


Hermione achava que o jantar estava transcorrendo muito bem. Até bem de mais.


 


- Soube que foi ao Departamento dos Aurores hoje.


 


Ela estava certa: Harry tinha seus informantes.


 


- Sim, fui. Sobre o caso da Skeeter. O Ministro quer ter certeza que não é o serial killer que está de volta.


 


- E o que você acha?  - ele perguntou, calmo.


 


- Que é outra pessoa. Rita Skeeter vem provocando e caluniando muitos bruxos nos últimos anos. Pode ser que alguém tenha se cansado. – Hermione respondeu, bebendo mais um gole do seu vinho.


 


- Você viu o Malfoy? – ela o encarou.


 


Até quando acha que consegue disfarçar? Até quando acha que pode me controlar, Potter?


 


- Sim, Harry. Ele é chefe dos aurores. Eu o vi numa sala com pelo menos mais 10 pessoas.


 


Ela está te desafiando.


 


Harry fechou os olhos. Abriu-os quando sentiu a mão dela sobre a sua.


 


- Você anda se encontrando com ele pelas salas do Ministério?


 


- Claro que não! – ela exclamou.


 


Mentira.


 


Potter... Você não está conseguindo afastá-los.


 


Mate os dois.


 


Harry levantou-se, derrubando a cadeira. Hermione sentiu o corpo enrijecer.


 


- Eu vou deitar. – ele falou, sem olhar para ela.


 


Tente me conter... Você não vai conseguir...


 


Hahahaha...


 


Irônico, não é, Potter?


 


Agora é você lutando contra uma profecia...


 


 


***


 


Blaise estava vendo televisão e comendo um lanche, engasgou-se quando Draco falou:


 


- Hermione suspeita que Potter está envolvido em um assassinato.


 


Quando o rapaz negro se recuperou, disse:


 


- Quem?


 


- Jason Watts. – Draco respondeu, vendo a interrogação na cara do amigo, explicou quem era. – Bom, meu amigo... Hora de conversar com nosso querido colega, Goyle... Quer participar?


 


- Claro... – Blaise engoliu o resto do sanduíche.


 


Os dois entraram na sala. Goyle estava aparentemente desnutrido. Estava sujo. Eles apenas aguentavam ficar no local graças a um feitiço que inibia os odores.


 


Blaise o desamarrou e tirou o feitiço silenciador.


 


- Quem são vocês? O que estão fazendo comigo? – Draco abriu uma porta, enquanto o bruxo era arrastado pelo amigo. Eles o jogaram dentro de um box e abriram o chuveiro. Potência máxima. A água gelada caiu como navalha no corpo de Goyle. Ele gritou, mas nenhum dos dois homens manifestou qualquer emoção.


 


- Um banho é bom, Goyle, você está cheirando à merda! – Draco falou. Um feitiço prendia Goyle embaixo da água, até que ele não aguentou a pressão em seu corpo, e caiu. Ao mesmo tempo, tentava bebê-la.


 


Blaise desligou o chuveiro, enquanto Draco levitou o corpo do ex-sonserino de volta para o quarto, amarrando-o à parede.


 


- Vamos começar com o que? A clássica cruciatus? – Blaise perguntou.


 


- Eu conheço a voz de vocês!


 


- Claro que conhece, ­Greg. – Draco falou, sem disfarçar seu sarcasmo. Tirou a venda do bruxo, sorrindo de lado – Saudades?


 


Gregory Goyle olhou para Draco e depois para Blaise. Vice-versa. Os dois amigos eram puro contraste. Branco e negro. Porém, Goyle sabia muito bem reconhecer impaciência no olhar dos outros. E ali, no cinza e no negro das íris dos seus antigos colegas, havia muito mais que isso.


 


- Eu conto tudo o que quiserem, mas não me matem.


 


- Claro que você conta... – Blaise falou, conjurando duas cadeiras. – Sente-se, Draco, será um belo monólogo...


 


 


 


***


Chegou ao escritório com dor de cabeça. E nada fazia aquela dor passar. Muita informação. Draco mal sabia que tudo iria piorar dentro de alguns segundos...


 


- Malfoy, vamos resolver isso de uma vez.


 


O loiro olhou para o casal que acabara de entrar. Ronald e Lilá Weasley.


 


- Do que estão falando? – ele perguntou, olhando de um para outro. Rony continuou a falar:


 


- Você e minha esposa acreditam que Harry armou para você e Hermione terminarem.


 


- Ultimamente eu acredito em muito mais que isso, Weasley. Sentem-se, por favor. – ele disse, apontando as cadeiras do outro lado da mesa. – O que querem?


 


- Hermione e eu fizemos uma promessa bruxa. – Lilá começou.


 


- Disso eu já sei.


 


- Quero saber como quebrar essa promessa. Deve haver um jeito... Qualquer coisa... Entenda, Malfoy, eu não aguento mais.


 


- É uma promessa bruxa, é magia! Não tem como ser quebrada. – Draco falou, olhando para ela.


 


- Tem que haver um jeito, Malfoy. – Rony falou, depois de um tempo. – Algo está acontecendo...


 


- Conte o que aconteceu com a Mione. – Lilá falou, cutucando o marido. Draco sentou-se na ponta da cadeira, os punhos fechados.


 


- Ela foi atacada... Harry não quis reportar aos aurores... – o ruivo começou.


 


- Atacada?


 


- Alguém tentou sufocá-la, Malfoy. Hermione disse que não viu quem a atacou, mas isso é... É mentira... – ele continuou.


 


- Mentira?


 


- Sim. Eu vi as marcas... Quem a atacou o fez pela frente.


 


Draco levantou-se. Foi até uma estante e começou a passar o dedo por vários títulos de livros. Puxou um deles. O casal Weasley observava Draco, em silêncio. Guardou-o. Depois pegou outro. A busca parecia interminável. Os olhos dele percorriam rapidamente títulos, sumários, páginas de livros antigos. Depois de um tempo, ele disse:


 


- Tem um jeito. – olhou para Lilá. – Só que você precisa fazer um acordo de sangue comigo.


 


- Acordo de sangue? Que merda é essa, Malfoy? – Rony indagou, levantando-se.


 


- Eu posso acessar as memória dela e saber o que está acontecendo com Hermione, mas preciso fazer um acordo de sangue com sua esposa. Eu corto minha mão direita, ela corta a esquerda. Há um cumprimento, nossos sangues se juntam e eu posso invadir a mente dela. Caso contrário, não há como quebrar.


 


- Eu faço. – Rony disse.


 


- Não, você não pode. Você assumiu uma aliança mágica com ela quando se casaram. – Draco afirmou.


 


Rony passou a mão nervosamente pelos cabelos.


 


- Eu faço. – Lilá falou, levantando-se. Pegou sua varinha e cortou a própria mão. Draco fez o mesmo com a dele.


 


Eles cumprimentaram-se, olhando-se nos olhos. Um estremecimento passou pelo corpo deles e uma tênue fumaça escura subiu pela mão de ambos, percorrendo os braços, ombros, pescoço, cabeça. Rodeando pouco a pouco o corpo dos dois.


 


Rony levantou-se, mas uma barreira mágica impedia que ele quebrasse o contato entre Draco e Lilá. Então, Draco sentiu como se pulasse em uma penseira, entrando na memória de Lilá e vendo todas as imagens que estavam aprisionadas devido à promessa bruxa.


 


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N.B.: Mais um capítulo maravilhoso. Mas será que só eu tenho a sensação de que essa autora perversa ao invés de ajudar só embaralhou mais as peças desse quebra-cabeça??? Ahhh, não adiantam vir com nenhum crucio para cima de mim. Está tudo na cabeça da autora. Ela não me revela nadica de nada. O único privilégio que tenho é ler antes de vocês. Bjos e até o próximo capítulo.


 


N.A.: é, eu sou mesmo bem perversa....

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Comentários: 11

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Enviado por Ju Fernandes em 30/09/2012

O dear God! O.o Que isso!?? Caraca, não posso nem imaginar o que o Draco vai fazer qnd acessar todas as memórias de Lilá onde Hermione era atacada pelo Harry! Cara, fiquei tanto tempo sem vir aqui, mas não conseguiria ficar sem ler essa fic fodástica!

Nota: 5

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Enviado por Ju Fernandes em 30/09/2012

O dear God! O.o Que isso!?? Caraca, não posso nem imaginar o que o Draco vai fazer qnd acessar todas as memórias de Lilá onde Hermione era atacada pelo Harry! Cara, fiquei tanto tempo sem vir aqui, mas não conseguiria ficar sem ler essa fic fodástica!

Nota: 5

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Enviado por Larii Malfoy em 05/08/2012

Até que enfim o Draco vai descobrir!

E essa voz na cabeça do Harry? Voldemort?! :O

Nota: 5

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Enviado por juliana vieira em 02/08/2012

amei o capitulo. o valdemort está dentro de harry não é?

que profecia é essa que ele falou? não lembro de tê-la lido por aqui.

agora que o draco vai saber o que se passa com hermione, espero que tudo se junte e possa ser possivel desmascarar quem fez isso de uma vez por todas.

Nota: 5

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Enviado por Déia Santos em 31/07/2012
como vc pode acabar um capitulo assim? rolei a pg loucamente kkkkkkkk finalmente Draco e ron descobrirão td
Nota: 5

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Enviado por Brenda Chaia em 30/07/2012

não era nesse capitulo que monkey e rabbit seriam desvendadas?

ok, mesmo estando "mortas" eu, de algum jeito, acredito que rabbit seja Gina.. e até esse cap acreditava q Monkey pudesse ser Luna.

Mas vc usou o termo "eles" o que diz que monkey pode ser um homem (george?!) e Draco e Blás tb falam de achar a "maldita corvinal", que aí pode ser Luna tb..

confusa a mil... hahahahahaha
mt bom! 

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 30/07/2012

Nossa!!!
A coisa só piora... o Harry tá uma bomba relógio, o Draco vai acabar com ele com certeza, e o Ron tem q ajudar!
Ainda não sei qm são os informantes, e a corvinal seria a Cho???
Ai q aflição!!! Preciso de mais Artemis!!!
Bjinhus! 

Nota: 5

Páginas:[1]
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Enviado por annalimaa_ em 30/07/2012

Harry começando a ficar nervoso, o circo está se fechando.Quando Draco a tiver de volta Harry vai estar ferrado.WOW perai do geito que eles falaram Rabbit e Monkey eram para ser as supostas vítimas dele, então era pea elas estarem mortas, isso muda tudo.Vadia+corvinal pra mim é igual a Cho.Hermione sabe, Draco sabe, Lila sabe, eles só não têm coragem suficiente para assumir que Harry não é mais o mesmo.Ron é outro que desconfia, mas a comodidade de ter Harry como amigo estav boa de mais, mas as coisas estão passando do limite e até ele concorda.Pansy uma vadia como sempre.Asty descobriu o plano e quem entra no meio Potter elimina isso que aconteceu,Draco começou a ligar os pontos, quando ele souber de tudo não sobrará Potter para contar hitória.Harry já pode se considerar morto, Hermione vai ficar irada mas já havia passado dos limites a muito tempo.Draco vai ficar descontrolado, Ron também quando souber.No momento estou morrendo pelo próximo já que o circo vai pegar fogo de uma vez.Quanto a Rabbit e Monkey, na minha opnião eram antigos amigos de Harry para não acreditarem possivelmente nisso.Beijos até o próximo.

Nota: 5

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Enviado por leleu_mione em 30/07/2012

Agora sim, draco vai saber tudo que se passa com a coitada da mione e espero que ele mostre para o rony. Acho que você deveria fazer o rony e o draco darem uma surra no harry, pra ele saber como é a sensação de apanhar kkkkkkkkkkkk hoje eu tô bandida kkkkkkkkkkkkkkk
Beijos e até o próximo capítulo. 

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 30/07/2012

Agora tudo vai ficar mais sério e intenso. O draco vai ver todas as cenas e vai querer matar o Harry. Caramba Artemis, você dessa vez pegou pesado, mas eae o que será que vai acontecer quando o draco descobrir, ele vai sequestrar a Hermione? Isso seria legal, seria super legal. Ansiosa pra saber de tudo! *-*

Nota: 5

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Enviado por Jade Moreira em 30/07/2012

mais por favor kkkkkkkk tchau

Nota: 5

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