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14. A Guerra


Fic: QUASE UM CONTO DE FADAS - Cap Novo 19 07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“A paz é um anseio natural de todo ser humano, assim como parece ser sua sina o desconhecimento dos motivos que o levam, inconscientemente, a abrigar guerras intermináveis nos campos do sentimento e pensamento. A mente e o coração se convertem nos mais devastadores campos de batalha, e a paz se torna nada mais que um sonho romântico.”


Giordano Cimadon


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O dia tinha amanhecido nublado, mas não havia chuva alguma. O reino de Bristol ainda dormia quando a trombeta soou alto na torre mais alta do castelo. Foi o suficiente para todo o lugar fervilhar em poucos instantes.


Sirius saiu ainda amarrando as vestes pelo corredor movimentado de pessoas apressadas e olhava para todos os lados esperando encontrar alguém de confiança, esperava que Harry já houvesse levantado. Céus! A trombeta havia soado.


Os aposentos reais eram distantes dos seus, achou mais rápido correr até a torre do atalaia* e verificar com seus próprios olhos. Sempre existia a possibilidade do sentinela ter visto errado, apesar desta ser uma hipótese muito remota, já que o sentinela era escolhido em uma eleição seríssima do conselho real. Ele devia estar sempre a postos, o reino nunca poderia ser pego desprevenido. O alarme soaria apenas se algum inimigo estivesse chegando e em todos os anos ninguém nunca havia ouvido o som do alarme no reino de Bristol.


Naquele ano tudo mudaria.


O homem miúdo estava tremulo quando Sirius chegou ao alto da torre.


_ Conde Black, eles estão chegando. – Falou o sentinela.


Sirius viu ao longe as fileiras de soldados em marcha. Eles ainda não haviam atingido a fronteira de entrada do reino, faltavam algumas léguas de distância.


_ Bom trabalho Stwart.


_ Então eles estão mesmo chegando.


Sirius apenas encarou Harry que estava parado na entrada da torre, ambos sérios e compenetrados. Não demorou muito para que Harry disparasse ordens.


_ Envie um mensageiro, Sirius, Diga que suas tropas devem parar nas fronteiras do reino para que possamos negociar a paz, não quero derramamento de sangue.


Harry desceu as escadas apressado, havia saído de seus aposentos sem nem mesmo falar com Gina e tinha ainda mais pressa para se preparar para o encontro com as tropas de Grimol. Iria fazer uma última tentativa, qualquer oportunidade que tivesse seria usada para que não houvesse a necessidade de uma batalha.


 


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A aglomeração de pessoas dentro do castelo real era tamanha que o átrio sempre ornamentado com belas esculturas e lindos vasos de flores estava completamente vazio de qualquer enfeite. Tudo fora empurrado para um canto no momento em que a rainha havia mandado que fossem abertos os portões para todos os moradores do reino - nobres ou plebeus - que desejassem guarida.


Gina andava tentando estabelecer ordem e conforto para o seu povo, muitos nunca tinham visto uma guerra, sendo o reino de Bristol tão prospero e amigo dos outros reinos. As guerras e brigas haviam acabado desde quando o pai de Harry assumira o poder, estabelecendo uma paz notória. Claro que a partir de sua morte as brigas ameaçaram voltar, mas nunca houve qualquer sinal de uma batalha, com armaduras e lanças. Eram apenas ameaças, vez ou outra morria algum membro da nobreza envolvido, mas nada comparado a um exército equipado com armamentos em um campo de batalha.


_ Irys, providencie vestes limpas para aquela garotinha. – Gina apontou uma pobre garota que chorava suja de lama em um canto.


Relanceou os olhos pelo salão e viu os Malfoy, os olhos astutos e felinos vagueando em busca de uma boa presa.


_ Está procurando alguma família refugiada para ajudar, Conde Malfoy?


Não era hora para aquilo, mas Gina sorriu pela cara de surpresa nos rostos de Draco e Lúcio por sua repentina chegada. Lúcio se refez rapidamente e respondeu com sua voz arrastada e monótona.


_ Seria um prazer, mas creio que a rainha sabe como minhas funções são muitas.


_ Sei quais são suas funções, Conde. Sei também que nesse momento toda a guarda de Bristol está lá fora se organizando e nem você, nem seu filho deviam estar aqui dentro, visto que ambos são membros da guarda real.


Se Malfoy irritou-se pela advertência, seu rosto não demonstrou, continuou impassível.


_ Claro, estávamos indo majestade. – Foi tudo o que ele respondeu, puxando Draco para que o acompanhasse.


­_ Quem ela pensa que é para falar conosco assim? – Draco cuspia fogo, seguindo o pai para fora do castelo.


_ A rainha. – Lúcio respondeu. – Ela precisa apenas de um rei que a faça controlar a língua, mulheres não foram feitas para falar ou dar opiniões, apenas par obedecer. Sei que você vai ensiná-la muito bem Draco.


_ Claro que vou. – Draco ainda olhou para trás, mirando a silhueta de Gina.


Gina sentiu algo incomodo e olhou para trás, apenas para cruzar os olhos com Draco Malfoy. O que viu não lhe agradou, um tremor a invadiu e ela tratou de se concentrar no que estava fazendo.


_ Vai ser um prazer fazer a rainha obedecer umas certas regras quando eu for o rei.


_ Então se concentre no que vamos fazer, o jogo vai começar e nada pode sair errado. – Lúcio advertiu o filho.


_ Nada vai sair errado.


Lúcio aproximou-se de Draco e puxou o queixo do filho com força, para que o olhasse com atenção.


_ Nada pode dar errado Draco, nenhuma peça fora do lugar ou estaremos perdidos, portanto faça tudo do jeito que eu mandar e logo estará sentado naquele trono onde é o lugar de um Malfoy.


 


------------


 


As tropas de Bristol estavam prontas. Homens a cavalo com lanças e escudos, apenas os últimos reparos eram feitos para o grande encontro com as tropas de Grimol. Talvez nem mesmo houvesse guerra, era o que todos esperavam.


Harry acabara de vestir sua armadura e segurava o elmo na mão, Sirius e Remo estavam esperando o último reparo nos cavalos para montarem.


_ O mensageiro informou que as tropas de Grimol esperam na fronteira. – Sirius disse.


_ Ótimo, nos encontraremos lá.


Todos estavam muito silenciosos, compenetrados no que iriam fazer. Alguns haviam tomado uns bons goles de vinho, precisavam de um escape, para fugir do temor, antes que a batalha começasse e a adrenalina lhe tomasse o corpo e lhe arremessasse para uma morte certa ou uma vitória duvidosa.


A única coisa que ele queria antes de ir para aquele encontro incerto era falar com Gina, ao menos uma última vez.


_ Harry!


Os deuses pareciam dispostos a lhe conceder seus pedidos naquele dia. Gina agarrou-se ao seu pescoço com força, e mesmo que aquilo não fosse muito adequado, ele retribui com talvez maior intensidade aspirando o perfume floral da pele sardenta.


_ Volte para mim. Não se atreva a morrer!


Ele riu perante aquela ameaça, mas Gina parecia muito séria.


_ Vou voltar, vai ser apenas um passeio pelos terrenos de Bristol.


_ Não tente minimizar as coisas, Harry. Não sou criança, sei o que está acontecendo.


As bochechas dela estavam vermelhas e ele adorou isso, como sempre adorava.


_ Certo, prometo não morrer então, minha rainha. – Ele gracejou.


Sirius e Remo fingiam não escutar a conversa, mas Harry viu o padrinho rir de canto.


Gina o beijou sem rodeio algum na frente de todo o exército e Bristol e Harry ouviu alguns risos abafados, mas sem se importar ele a beijou também e sussurrou ao seu ouvido.


_ Vou voltar para você, eu prometo.


_ É melhor você voltar mesmo ou vou até o inferno te pegar de volta.


Ela sempre o fazia rir, tinha o poder de tornar as coisas um pouco mais leves, ela o abraçou um pouco mais apertado e sussurrou ao seu ouvido.


_ Eu te amo.


Ele acariciou-lhe os cabelos e a beijou ternamente.


_ Majestade, chegou a hora. – Sirius o alertou um tanto quanto risonho.


_ Vamos então.


Harry montou em seu corsel de batalha enquanto Gina o olhava do portão de entrada do castelo, o coração apertado de um jeito que ela nunca sentira antes. Ela não tinha uma boa sensação diante daquilo, mas quem poderia ter alguma sensação boa perante uma batalha? Deveria ser apenas tolice, tudo passaria como Harry havia lhe dito e quem sabe ainda naquele mesmo dia ao anoitecer eles estariam juntos nos aposentos reais.


Harry avançou, ao seu lado estavam Sirius Black e Remo Lupin. Fileiras e mais fileiras de soldados apareciam, um de cada lado, dois paredões humanos, esperando o instante em que o derrame de sangue iria começar.


O rei de Grimol avançava da direção oposta, também ladeado de dois nobres de sua corte.


Harry também avançava e ambos encontraram-se.


_ Minhas saudações a Grimol. – Harry soou cortês.


_ Pena que de minha parte não aja nenhuma saudação, rei Potter. O que Bristol fez não tem perdão, não viemos para conversar.


Harry o estudou, o rei de Grimol era bem mais velho que ele e era daquele tipo que se ofendia facilmente e falava o que bem lhe desse na telha.


_ Ainda podem desistir, não precisamos de guerra. Você sabe que o reino de Bristol é muito próspero e os reinos do sudeste há muito tentam contra o norte, não devemos guerrear entre nós mesmos e sim juntar forças.


_ Mas olhe só, era você mesmo que pretendia tomar Grimol, achando que Bristol é o maior reino, Essa história de prosperidade subiu às suas cabeças.


Harry respirou fundo e tentou soar o mais calmo possível.


_ Não leve mexericos tão a sério, não existe nenhuma prova de que Bristol pretendia lhe atacar.


_ Tenho sim! – O rei de Grimol balançou uma carta com o selo real de Bristol e uma declaração de guerra.


Harry puxou a carta de suas mãos e analisou, logo encarou Sirius e Remo, aquilo devia ter sido obra de Lúcio Malfoy.


­_ Tenho que lhe dizer que essa carta foi falsificada, não enviei nenhuma declaração de guerra a Grimol.


_ Está acovardando-se rei Potter?


Não obteria nada daquela conversa, Harry entendeu quase no momento em que colocou os olhos no rei de Grimol, aquela foi a gota d’água.


_ Pelo contrário, estou tentando não devastar toda a sua tropa, mas se é isso o que tanto deseja, que seja feito!


Harrry deu as costas, voltou-se para sua tropa e galopou na frente dela.


_ Chegou a hora. Vamos lutar por nossas famílias, por nosso trabalho e por nossos amigos! Lutemos por Bristol! – Harry virou e avançou para frente sendo seguido por seu exército.


O barulho dos cascos avançando de ambos os lados reverberava pela superfície, assim como os gritos de guerra. Os exércitos chocaram-se um contra o outro e logo a planície verde transformou-se em uma mistura de corpos lutando.


O rei de Grimol veio ao encontro de Harry. Ele era alto e robusto os músculos pesados o deixavam mais lento, ele arremeteu a espada contra Harry, que movimentou o cavalo e defendeu-se com o escudo. Os cavalos faziam uma dança, sapateando, enquanto ambos disparavam golpes.


_ Seu exército está caindo. Eu avisei! – Gritou Harry em meio à confusão.


Sirius havia acabado de matar um dos que há pouco tempo ladeavam o rei de Grimol e partia para outro sem um único arranhão.


Harry continuou em sua luta, seu adversário era habilidoso, mas não tanto quanto um aluno treinado por Alastor Moody. O rei de Grimol arregalou os olhos ao sentir a lâmina fria em sua barriga. Harry puxou a espada e olhou em volta, sua boca encheu-se de um gosto metálico ao reparar na quantidade de corpos no chão. Felizmente a maioria era do exército inimigo. Sirius e Remo pararam arfantes ao seu lado, ambos suados e com alguns cortes.


_ Vencemos... – Declarou o Conde.


Como que para desmentir tal afirmação, uma corneta soou, a maioria olhou na direção do som. O exército estava cansado e estremeceu ao ver a nova linha de inimigos na colina.


_ Avery. – Conclui Harry, então haviam se virado contra Bristol também, aquilo não era surpresa, esperaram até o momento que os soldados de Harry estivessem suficientemente cansados para investir.


_ Preparar para novo ataque! – Gritou Harry, enquanto Sirius chegava ao seu lado.


_ Já esperávamos por isso, temos chances, Avery nunca teve um grande exército.


Harry assentiu e seu exército reagrupou.


O exército de Avery desceu a colina, o rei Goldreen estava na primeira fila junto com Conde MacLander. Uma chuva de flechas voou e o exército de Bristol ergueu os escudos para proteger-se. Se os soldados estavam assustados eles não demonstraram, quando o exército inimigo chegou ergueram as espadas e lutaram. O sabor da morte estava se aproximando, frio e arrepiante. O tilintar das armas começou novamente e a chuva desceu sobre eles agressiva, dificultando a batalha.


Harry se defendia de um golpe, a essa altura não sabia com quem duelava, apenas lutava e acertava tantos quanto podia. Ainda permanecia montado em seu cavalo, até alguém acertar o animal fazendo ambos caírem no chão lamacento. Sua perna foi esmagada pelo peso do animal, mas conseguiu puxá-la e saiu mancando, pois logo já precisava empunhar a espada novamente. Os sons eram indistinguíveis, a chuva continuava aumentando e não tinha como enxergar mais do que o seu oponente da vez.


O homem era franzino e tentou acertá-lo com um golpe pela esquerda, Harry derrubou-lhe a espada com um único movimento e enfiou a sua em seu estômago. Avançando entre os corpos, matando qualquer um que lhe erguesse a espada ele não podia ter muita noção de como estava a batalha.


_ Harry! – Sirius gritou para ser ouvido e correu ao seu encontro, estava sujo dos pés a cabeça e tinha um grande corte em seu ombro esquerdo, mas ele parecia não notar. – Temos de recuar, existem mais, Remo viu mais soldados de Avery do outro lado da colina.


Uma flecha zuniu de encontro a eles e Sirius desviou por míseros centímetros. Estava tudo perdido? Era esse então o fim de tudo? Não podia ser. Remo corria ao encontro deles, provavelmente trazendo mais notícias.


_ Estamos perdidos! Estão chegando mais cavalos e homens.


 


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Gina andava de um lado para outro dentro da cozinha do castelo. Haviam vários soldados protegendo as entradas e espalhados por toda a volta protegendo as pessoas refugiadas.


 


Ela odiava estar ali, preferia ajudar de outra maneira, estar lá fora, mas era provável que Harry acabasse se matando tentando achá-la naquela confusão toda, então era melhor ficar lá dentro mesmo, por mais que seus ânimos não a deixassem sossegar.


 


_ Tome isso e acalme-se. – Irys colocou uma xícara de chá a sua frente.


 


Gina tomou um belo gole e fitou a xícara.


 


_ Não consigo ficar aqui parada.


 


_ Sei bem como é.


 


_ Meu pai não mandou ajuda alguma. – Gina constatou.


 


_ Nem vamos precisar, vamos conseguir apenas com o exército de Bristol.


 


Gina fitou a amiga sem muita credulidade nos olhos. Se o exército de Alvagarves tivesse se juntado a Bristol tudo seria mais fácil, aquela tormenta acabaria e Harry estaria de volta em poucos minutos.


 


 


----------


 


 


Mesmo há uma longa distância e dentro da caverna podia se ouvir os sons da guerra que se travava ao longe.


 


_ Eu deveria estar lá. – Ele falou pela milionésima vez.


 


_ Acalme-se Rony. – Hermione passou o braço por ele, mas logo se levantou e passou a andar pela caverna.


 


_ É tudo culpa minha.


 


_ Nós sabemos que não, Grimol já tinha declarado guerra.


 


_ Sim, mas Avery não.


 


Hermione tentou abraçá-lo, mas ele saiu assoberbado da caverna.


 


_ Ron não podemos sair.


 


_ Não aguento mais ficar aqui dentro. – Ele retrucou. – Estamos bastante longe e o desnível do riacho nos esconde mais ainda.


 


_ Até quando iremos ficar aqui? – Hermione o abraçou por trás e encostou o rosto em suas costas, olhando para a mata a sua volta.


 


_ Eu estava esperando que Fred e Jorge dessem o sinal de que estava tudo limpo, para que pudéssemos chamar Harry e vermos o que iriamos fazer. Afinal, não queríamos criar mais problemas.


 


Rony respirou pesadamente, aqueles dias naquela caverna tinham sido bons para os dois conversarem bastante, mas já havia chegado no limite. Depois de dois dias que haviam fugido, Fred e Jorge os acharam como ele tinha certeza que os irmãos fariam, afinal, aquele era o esconderijo deles quando pequenos, por isso havia escolhido aquele lugar, ninguém os acharia, apenas quem eles quisessem. Os irmãos haviam ajudado e estavam começando a se preparar para levar Harry até eles. Tinham que ter certeza de que ninguém desconfiava de nada, afinal, não poderiam envolver Harry até ter certeza que não prejudicariam o amigo, mas não houve tempo.


 


 


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A chuva não deixava que distinguissem o estandarte que aparecia na colina e a batalha que se desenrolava também não lhes dava muito tempo. As costas de Harry reclamaram quando ele foi arremessado contra um tronco de árvore, apertou as mãos na espada tentando aguentar a força com que seu oponente segurava a lâmina contra a sua. Sirius e Remo lutavam bem próximos de onde ele estava. Com um chute ele empurrou o homem para longe e enfiou a espada em seu pescoço. A batalha continuava dura, equilibrada e assustadora. Os jatos de sangue eram como socos de realidade para quem achava que seria fácil.


Nada pode descrever a sensação de estar em um campo de batalha, em uma guerra onde é matar ou morrer. Harry havia se preparado muito para aquilo, mas nada pode substituir a realidade de tantas vidas roubadas, de corpos espalhados pelo chão aos pedaços. O seu corpo parece tomado por uma força inumana, a força da sobrevivência, a adrenalina toma conta e você corta, soca e destrói tudo que possa lhe ameaçar, você vira literalmente um animal mantido por reflexos que fazem você erguer o escudo quando a lâmina corre em sua direção.


Harry viu pelo canto do olho um movimento, tentou desviar, mas recebeu um corte no braço, o líquido quente e vermelho empapou a manga de sua blusa, mas não se permitiu parar. Duelou novamente, ignorando a dor no braço, e logo conseguiu desarmá-lo cravando a espada em seu estômago.


Harry parou resfolegante e tentou novamente ver o novo exército que se juntara na batalha, Sirius chegou em tempo de ver o sorriso no rosto do afilhado.


_ Nossos reforços chegaram! Eles não são inimigos, é o exército de Alvagarves, eles vieram, olhe os estandartes!


O exército do pai de Gina não era muito grande. Mas possuía os melhores homens, treinados, bem alimentados, descansados e montados a cavalo. Ainda caía uma garoa fina do céu quando o exército de Alvagarves juntou-se a batalha. As espadas chocavam-se com fúria e a chuva não conseguia limpar a terra do vermelho vivo que se espelhava.


Era algo violento e brutal, os gritos ensurdecedores e ao mesmo tempo tudo era muito silencioso, cada um compenetrado em sua própria pequena batalha.


Harry ainda lutava e a batalha o havia empurrado para um pouco mais distante, ele podia ouvir o som do riacho de Dorne, que ficava no extremo de Bristol, quase no fim do reino, mas tudo estava acabando quase não haviam mais soldados a combater. Alguns estavam debandando, recuando para seus reinos após perder a batalha, os que ainda restavam estavam caindo sem vida no chão. Ele próprio acabava com uma única estocada com seu adversário e vislumbrou Said fazendo o mesmo ao longe, ambos arfando e procurando por mais oponentes que não vinham de parte alguma.


Sirius estava mais ao longe finalizando um duelo e Remo não devia estar muito longe, Harry estava pronto para reunir o exército quando algo o atingiu pelas costas. Ele virou e tentou defender-se e mesmo na garoa fina que caia ele conseguiu ver que aquele não era o escudo do exército inimigo, aquele era seu próprio exército. Seus olhos cravaram em Draco Malfoy poucos minutos antes de ele afundar a espada em sua perna. Harry puxou sua espada e desferiu contra Draco, com um barulho outra espada aguentou o golpe da sua, mas não era a espada de Draco. Lúcio Malfoy aparou o golpe destinado ao filho e Harry viu-se encurralado entre o despenhadeiro e seus dois oponentes.


 


_ Nunca confiei em vocês.


 


Lúcio esticou a boca para o lado e sorriu.


 


_ Engraçado, essa foi a mesma coisa que seu pai disse antes de morrer.


 


Harry sentiu o rosto esquentar e suas narinas dilataram-se. Ele precipitou para cima de Lúcio, mas não tinha chance alguma, não quando a luta estava desigual. Draco atacou pelo seu flanco empurrando a espada, tirando um lasco de seu braço já ferido.


 


_ HARRY!


 


Sirius estava não muito distante e corria em sua direção.


 


Lúcio rapidamente dispensou a espada e com um último golpe chutou forte no estômago de Harry.


 


A queda livre não era nada se comparada aos rostos satisfeitos de Lúcio e Draco na beira do precipício. Quando seu corpo bateu na água gélida do riacho ele soube realmente o que era dor, a força e o impacto, pensar que a água amortizaria a queda era uma leve esperança, por um momento ele pensou em Gina, no reino, em seus pais... Mas seu corpo afundava, doía e reclamava por descanso e ele queria tanto deixar-se afundar.


 


Sirius corria no meio da chuva ainda forte. Lúcio e Draco nem mesmo tentaram lhe impedir, tudo o que ele mais queria era chegar na beira daquele maldito precipício, depois talvez seu cérebro voltasse a pensar e ele daria cabo nos malditos traidores. Sua espada pendia em sua mão quando ele se ajoelhou.


 


_ HARRY!


 


Não havia ninguém, apenas um buraco na água muito lá embaixo, um vão como se algo houvesse caído ali, mas que rapidamente sumiu como que tragado pelo riacho.


 


Sirius olhou atordoado, estava acontecendo de novo, assim como aconteceu com James. Não podia ser, com Harry não.


_ Crabbe e Goyle, prendam esse traidor.


As palavras chegaram ao seu ouvido tão distante que ele nem mesmo conseguiu compreender. No minuto seguinte ele foi içado para cima por duas mãos.


_ O que é isso? Me larga! – Sirius socou o máximo que pôde, mas Crabbe e Goyle eram dois brutamontes e o empurraram contra uma árvore, prensando o antebraço contra seu pescoço e o sufocando.


Lúcio e Draco estavam bem diante dele, seguidos por vários membros da guarda real que se revezavam entre o fitar e olhar a beira do precipício.


_ A guerra acabou amigos...


Sirius ouviu a voz de Lúcio Malfoy, olhou mais ao longe e viu Remo e Arthur também presos por outros homens.


_ E como em toda guerra temos também os traidores, pena que não consegui pegá-los em tempo. Nosso rei foi morto por quem se dizia amigo e governou esses anos apenas esperando o momento certo para se livrar dele, afinal, não aguentou ver nosso rei Potter finalmente assumir o poder que lhe era devido. Conde Black sempre ambicionou o poder, é um traidor.


_ Cala a boca Malfoy! Foi você, você empurrou o Harry nesse precipício...


_ Crabbe, Goyle.


Não foi preciso Malfoy dizer mais nada, o punho de Crabbe acertou seu rosto quantas vezes foi preciso para que ele finalmente não tivesse mais consciência de nada.


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Os uivos e gritos vindos da campina podiam ser ouvidos pelos quatro cantos de Bristol. O castelo estava uma grande balbúrdia e as pessoas abraçavam umas as outras comemorando a vitória do reino.


Gina abraçou Irys e Deise, mas seus olhos disparavam a todo instante para a porta de entrada vasculhando a procura de Harry. Ela esperava que ele entrasse radiante pelos portões do castelo. Vários soldados estavam entrando e as várias pessoas que estavam dentro do castelo abriram caminho.


_ Eles devem ir para o calabouço, depois o conselho decidirá o que fazer com eles.


Então ela viu, Sirius desacordado sendo carregado por dois capangas de Malfoy, logo em seguida vinham Remo e todos os Weasley.


Deise correu, mas foi impedida de chegar mais perto.


_ O que aconteceu, ele está ferido?


_ Traidores, Duquesa. – Respondeu Malfoy prontamente.


_ Com assim? Conde Malfoy, pare agora com isso. – Gina elevou a voz e por um instante os soldados pareceram ouvi-la.


_ Desculpe rainha, mas são traidores e devem ser levados para seus devidos lugares. – Malfoy fez um pequeno aceno e todos foram levados.


_ O que está acontecendo aqui?


As pessoas no átrio estavam eufóricas com o retorno de seus familiares, muitos soldados que voltavam do campo, mas mesmo assim pararam para ver o que se passava.


_ Majestade, vamos para um lugar mais reservado. – Lúcio seguiu em frente e Gina olhou ao redor a procura de alguém conhecido e apenas Irys estava ao seu lado, não havia mais ninguém e no fundo ela sabia o que Lúcio queria lhe dizer.


Tudo era um turbilhão e as pessoas ao seu redor pareciam não existir mais, toda aquela história de traidores que ela não havia entendido, não significava nada. Então ela parecia andando em nuvens, alguém a conduziu pelo ombro e todos entraram em uma sala que ela não se importava qual era.


_ Majestade, sinto lhe dizer mas o rei foi traído e assassinado no fim da batalha.


Foram as palavras ditas por Malfoy e Gina passou os olhos pelo rosto de todos na sala. Não havia ninguém amigo ali, apenas Malfoy e os vários nobres que eram seus aliados. Gina continuou imóvel e sua voz saiu vazia e sem emoção.


_ Onde ele está?


_ O corpo caiu no riacho de Dorne.


_ Ele pode ter sobrevivido.


_ Ele caiu e foi ferido pelos traidores, ninguém sobrevive a uma queda dessas.


Gina virou de costas e encarou a parede suspirando firme.


_ Ele pode ter sobrevivido sim. – Ela afirmou categórica.


_ Majestade, o rei Potter foi covardemente assassinado por Sirius Black com ajuda de uma corja. Somos testemunhas.


_ Testemunhas? Testemunhas? Harry nunca seria traído por Sirius, nunca!


_ Said também foi testemunha. – Lúcio fitou o jovem ao seu lado e o encorajou com um olhar firme.


_ Vi Sirius duelar com o rei e o empurrar no precipício. – Afirmou Said.


_ Impossível! – Dessa vez Gina gritou, extravasou e esmurrou a parede.


Ela sentiu alguém lhe segurar as costas e sabia que era Irys tentando acalmá-la, a parte de se sentir forte estava passando, o torpor, a anestesia que parecia ter tomado conta de seu corpo estava acabando. A realidade estava caindo como um punho fechado em seu rosto. Harry não estava mais lá, não havia ninguém, somente ela em um reino estranho.


_ Eu quero ir lá! Me levem até lá.


_ Majestade, isso não será possível, o campo de batalha pode ainda ter inimigos e não é aconselhável...


_ Eu vou até lá. – Gina havia caminhado até Lúcio com o dedo em riste.


Pela primeira vez Gina viu o rosto de Lúcio Malfoy ganhar uma expressão. Seus olhos faiscaram, mas não era de raiva, havia um outro tipo de brilho naquele olhar e ela não gostou do que viu.


_ Crabbe e Goyle acompanhem a rainha até seus aposentos.


Ambos agarraram os braços de Gina com força e ela se debateu.


_ Você não pode fazer isso, eu sou a rainha, me larguem!


Malfoy a ignorou deliberadamente e virou-se para sua plateia particular, composta pelos Lestrange, Dolohov e Rookwood.


_ Tnaeremos uma reunião do conselho para decidir os rumos de Bristol, afinal, uma estrangeira não pode governar nosso reino. Até lá a rainha ficará nos aposentos reais descansando da terrível perda.


Aquilo era uma ordem, ela entendeu, ficaria trancafiada como uma prisioneira de honra no alto de uma torre. E de repente, ela estava cansada de lutar, espernear e brigar, afinal, ela não tinha mais pelo que brigar e o vazio de que ameaçava tomar conta finalmente transbordou, teve forças apenas para puxar os braços.


_ Vou com minhas próprias pernas.


Não tinha como resistir, não havia ninguém amigo em parte alguma, Malfoy pareceu se certificar disso muito bem, a única coisa que lhe restava era a dignidade, não ia deixar-se ser arrastada pelo átrio na frente de todos. Gina saiu e foi escoltada até os aposentos reais juntamente com Irys.


Quando morava em Alvagarves e ainda era criança, dificilmente sentia medo de alguma coisa e quando isso acontecia ela procurava sempre o cantinho entre a parede e o guarda-roupas para ficar. Em sua cabeça ali era um local seguro. Encostou-se à parede no cantinho e deslizou para o chão com os olhos fixos no nada. Suas forças haviam acabado e ela não sabia se voltariam, no momento ela não se importava se voltaria, pois a única coisa que ela queria que voltasse não tinha voltado.


Ela estava se sentindo muito como um ratinho no canto e era exatamente isso que ela gostaria de ser, um pequenino ratinho e desaparecer da vista de todos. Gina nem chegou a perceber as lágrimas escorrendo em seu rosto e Irys falava alguma coisa que ela não entendia.


Mais tarde ela nem fazia idéia de como havia chegado em sua cama, a camisola de dormir trocada e os pés descalços. Ela ainda soluçava e seu corpo estava enrolado como um pequeno caracol.



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N/A: Olá pessoal!!! Demorei novamente para postar, mas não tanto quanto antes. Então desculpem pela demora e espero sinceramente que gostem do capítulo. Obrigada pelos comentários carinhosos que me motivam a continuar escrevendo. Beijos e cheiros para todos e quero muuuuuuitos comentários.

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Comentários: 8

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Enviado por Elane Snape em 26/11/2012

Tô amando sua fic posta logo, ansiosa por mais

Nota: 5

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Enviado por Taiane em 21/08/2012

Depois de algum tempo, voltei pra você.. É incrível como lendo tudo novamente, eu sinta a mesma emoção! Espero que não demore para postar o outro capitulo! *-*

Nota: 1

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Enviado por marina123 em 15/08/2012

Aiiii! to morrendo de ansiedade...Posta logo não aguento esperar. Adoro suas fics ve se não demora ou vou ter um colapso. Parabéns pela fic.

Nota: 1

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Enviado por ANGELA VANESSA DE LIMA em 27/07/2012

Porfavor continue logo, o Harry não morreu né? Isso não pode acontecer será muito triste...

Nota: 5

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Enviado por Jessi em 24/07/2012

Nem acredito! Que emoçãaao *-*

Nota: 5

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Enviado por Pacoalina em 24/07/2012

o capítulo foi ótimo!não demore tanto pra postar o próximo por favor!!!gosto tanto de ler sua fic!

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 21/07/2012

aiiiiimeudeus!!! por favor, eu imploro, posta mais! eu to tremendo aqui! eu preciso ler o próximo capítulo. eu sei que tu postou bem mais rápido do que a última vez, mas mesmo assim demorou de mais! eheheheh
eu preciso muito ver o harry voltar e matar esses malfoys nojentos. se eles obrigarem a gina a casar com o draco ela que tinha que apunhalá-lo no coração nos leitos nupciais! ehehehheheh
sério, por favor, não demora não. eu acho que não tem muitos comentários pq a maioria dos teus leitores tinham desitido da fic. eu sempre li todas as tuas fics e sempre amei elas, mas tinha parado de ver se tinha atualizado pq desisti. se eu não tivesse visto as atualizações do dia do FeB eu nunca teria sabido que tu tinha atualizado. hehehehehehhe
tu não pode parar a fic agora! ainda mais nesse ponto crucial que ela chegou! seria mtaaaaaaa maldade. posta logoo, se não eu morro! ehehhehehe
amei o capítulo e amo a fic!!!! e eu sei que o harry não morreu!

Nota: 5

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Enviado por Giovanna Faciola em 20/07/2012

Não consigo explicar a minha felicidade quando vi que um novo capítulo foi postado! Devo dizer que pensei que você demoraria tanto quanto anteriormente, mas você foi bem mais rápida! Amei o capítulo e estou ansiosa para o outro! Beijos e obrigada por voltar!

Nota: 5

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