Hermione sentiu-se bem, por ter mostrado para as pessoas do trem que dizem serem caridosas, honestas, mas devem comprar poções piratas, bebidas alcoólicas entre outras coisas ilegais, que não é difícil ser gentil com ninguém.
Todos os dias as pessoas pegam ônibus (diabus ou noitebus) lotados, trem lotado, elevador lotado, filas enormes e, mesmo assim são solitárias, não se conhecem.
Há muito tempo que não sentia orgulho de si mesma.
O trem passa por um parque, resolveu dar uma volta.
Já era noite, andou um pouco pelo parque e encontrou uma ponte alta sobre um riacho que passava por baixo dele.
Largou a bolsa na ponte e se aproximou mais da ponte, subiu na grade de segurança, queria se sentir mais livre. Uma brisa gelada tocou-lhe o rosto cansado, trazendo um perfume conhecido. Dama da noite.
Sentiu uma tontura, talvez uma queda de pressão e, sentiu o seu corpo cair no riacho.Sentiu a sua roupa ficando molhada, seus cabelos se misturando as plantas do riacho, e o barulho externo era diminuido conforme sentia que deveria dormir.
Houve uma dormência dos seus sentidos e de repente tudo ficou silencioso, sereno e calmo. Fechou os olhos. Havia chegado sua hora.
Morreria com um sorriso nos lábios.
Mas, de repente escutou uma voz forte chamando-a, abriu os olhos estava em um céu límpido e repleto de estrelas, mas não pareciam as mesmas estrelas que ela estava acostumada a olhar todas as noites, eram estrelas que brilhavam mais, pareciam mais próximas assim como a lua cheia que tomava conta de quase toda a imensidão do céu.
Estava deitava sobre uma relva extremamente verde coberta de orvalhos, uma relva macia envolta de flores que pareciam estar adormecidas.
Aspirou o ar limpo e sentiu novamente aquele aroma conhecido e relaxante. Dama da noite.
Ao se levantar levou um susto, estava descalça e, não estava com frio, aqueles não eram os seus pés, nem suas pernas, nem sua barriga, seu seios, seu colo, suas mãos, seus cabelos. Hermione soltou um grito de susto.
- O que está acontecendo? – gritou ela para o vento. Pelo menos era o que achava.