Hermione abriu os olhos e percebeu que estava no apartamento. Ela se sentou com um pouco de dificuldade, ainda com a cabeça dolorida. Lentamente ela se levantou da cama e saiu do quarto, escorando na parede, caso ficasse tonta. Ela ouviu barulhos na cozinha e deu um sorriso. Se bem conhecia Rony, há essa hora ele devia estar arrependido e se sentindo culpado. Ela andou até a cozinha e alargou mais ainda o sorriso quando chegou à porta.
- Gina! – Ela disse animada.
- Mione! – Gina sorriu e correu para abraçar Hermione. – Que saudaaaaaades de você Mione! – Ela disse apertando o abraço. – O que você tá fazendo aqui? E em pé? Harry e Rony me contaram tudo! Você tem que descansar. – Ela disse eufórica, fazendo Hermione se lembrar de Molly. – Vem, senta aqui. – Ela puxou a cadeira e ajudou Hermione a se sentar. – Eu preparei um lanche reforçado para você! – Ela disse colocando várias comidas ao lado de Hermione.
- Gina, se acalme! Você está muito eufórica! – Hermione riu.
- Ai Mi, desculpe. É que eu estou nervosa! Odeio quando tem essas missões especiais. Harry fica fora por vários dias e quase não me manda noticias. – Ela se sentou pesadamente na cadeira. – Eu quase morro de preocupação.
- Fica calma Gina, ele vai ficar bem, sabe se virar. – Hermione sorriu para a amiga e comeu um pedaço da torrada.
- E então, como estão as coisas? Rony está se sentindo péssimo pelo que fez com você hoje. Mas também... Depois do esporro que eu dei nele.
- Coitado Gina, ele não teve culpa. – Hermione deu uma risadinha. – Eu sabia que algo assim poderia acontecer, mas foi para o bem dele. Tenho certeza que o ministro o escolheu para ir nessa missão.
- Ah sim, sem dúvida. Mas mesmo assim. Era pra ter sido eu no seu lugar, e cá pra nós, eu estaria furiosa com ele. Mas Harry não me deixou ir... Sabe... Namorado super-protetor. – As duas riram.
As duas conversaram animadamente, colocando o papo em dia. Depois, Harry e Rony chegaram e foram lanchar junto com elas. Os quatro conversavam e se divertiam com algumas histórias do passado.
- Bons tempos aqueles. – Harry disse tomando um gole de suco.
- Ótimos tempos. – Hermione sorriu.
- Mas então Mi, você ainda não nos contou como foi passar dois anos na Itália. – Gina disse.
- Ah... Foi normal sabe? Não fiz muitas amizades lá. Na verdade, eu quase não tinha amigos. Eu me focava muito no trabalho, não tinha tempo pra isso.
- Ah, mas aposto que uns amassos você deu lá não é mesmo? Vai me dizer que não pegou nenhum Italiano? – Gina riu e Harry e Rony ficaram vermelhos.
- Ai Gi... – Hermione riu envergonhada.
- Er... Com licença. – Rony se levantou da mesa e saiu da cozinha. Os três se entreolharam tentando entender o que aconteceu.
- Eu... Vou conversar com ele. – Hermione se levantou e foi atrás de Rony.
- Eu hein... Rony é muito estranho. – Gina disse se levantando e arrumando a mesa.
- Ele só está com ciúmes... Você sabe... Eu não ficaria nada feliz em saber dos seus antigos namoros. – Harry falou enquanto ajudava Gina.
- Hum... Então quer dizer que eu tenho um namorado super-protetor e super-ciumento? – Gina brincou e se virou para ele encostando-se à pia.
- Claro que sim! Vai me dizer que você também não tem ciúmes de mim? – Ele se aproximou dela e segurou em sua cintura.
- Eu não... Sou uma mulher madura Harry. – Ela jogou os cabelos para o lado brincando.
- Ohhh desculpe Gina Weasley “A madura”. Quer dizer então que não se importaria se eu te contasse algumas coisas que fiz com a Cho Chang?
- N... Não. – Gina cruzou os braços e virou a cabeça para o lado, impedindo que Harry a beijasse.
- Então eu vou te contar. – Ele se aproximou do rosto dela. – Eu beijava o pescoço dela assim. – E beijou o pescoço de Gina. – Alisava as costas dela assim. – Ele sussurrava enquanto passava a mão pelas costas de Gina. – Sussurrava bem assim no ouvido dela. – Ele se aproximou do ouvido de Gina fazendo com que ela se arrepiasse. – E então eu falava: Eu te amo Cho. – Ele disse se afastando um pouco para ver a fúria de Gina Weasley.
- Ah é? Se sente tanta falta dela, vai atrás dela. – Gina tentou empurrar Harry, mas ele a agarrou mais forte, se divertindo com a situação.
- Você não disse que não se importa? Então... Nosso relacionamento é aberto, podemos contar as coisas um pro outro. Ah... Como eu sinto saudades daquele cabelo preto caindo sobre os ombros dela. – Harry fechou os olhos fingindo e Gina lhe deu um tapa na cabeça.
- Me solta Harry Potter! Eu quero ir embora. – Ela disse com raiva.
- Ah tá vendo? Quem é super-ciumenta agora? – Harry riu e a apertou contra seu corpo. – Você é minha Gina Weasley, só minha. E eu sou só seu. Não quero mais ninguém na minha vida a não ser você e esse seu cabelo ruivo que me deixa louco. – Ele beijou o pescoço dela estalando o beijo e olhando divertido para ela.
- Acho bom mesmo Potter. – Ela olhou para ele com raiva. – Por que se eu ao menos souber que você ainda pensa nela...
- Deixa de ser boba, amor. Pra que eu pensaria nela se eu tenho você? – Ele sorriu e se aproximou, sussurrando em seu ouvido: - Eu te amo.
- Eu também te amo. – Ela sorriu e entrelaçou seus braços no pescoço dele. – Que tal a gente ir para o seu apartamento agora e deixar os dois a sós? – Ela perguntou com um olhar malicioso.
- Hum, acho uma ótima ideia. – Ele sorriu e deu um selinho nela. Em seguida a puxou pela cintura, saindo pela cozinha e indo se despedir de Rony e Hermione.
- Rony, pela ultima vez, o que deu em você? – Hermione se sentou na cama enquanto Rony estava deitado com o travesseiro no rosto. – Ah, você não vai falar não é? Vai ficar me ignorando. Eu faço o que fiz pra você hoje e é isso que eu recebo em troca. Tudo bem. – Ela se levantou. – Não vou insistir mais. Se não quer conversar comigo não converse. – Ela saiu do quarto e bateu a porta.
Rony tirou o travesseiro no rosto e viu que ela realmente falou sério.
- Mas que droga Ronald! Você sempre estraga tudo! Primeiro você quase a mata com um feitiço, depois fica dando suas crises de ciúmes. – Ele disse se sentando na cama. – E a gente nem namora! Ela pode ter o namorado que ela quiser. É impossível uma mulher tão... Tão... – Ele imaginou o ultimo dia deles juntos, em seu quarto, se amando. –... Tão perfeita querer algo comigo.
Mais tarde naquele mesmo dia, Rony saiu do quarto pela primeira vez depois de sua crise de ciúmes. Hermione estava sentada na poltrona lendo um livro. Rony a ficou observando e se aproximou se sentando no sofá.
- Eu vou fazer panquecas, você quer? – Ele perguntou e Hermione apenas o olhou por cima do livro, sem dizer uma palavra, voltando a lê-lo logo em seguida. – Ah, agora você que não vai me responder? – Ele perguntou se levantando, e Hermione continuou em silencio. – Mas que droga Hermione! Me responde! – Ele aumentou o tom de voz. – Tudo bem! Me desculpe por não responder você aquela hora tá legal? E me desculpe por ter te acertado hoje de manha. Eu... Eu só queria fazer a coisa certa pelo menos uma vez. – Ele andou de um lado para o outro, falando mais com ele mesmo do que com Hermione. – Eu queria pelo menos uma vez fazer alguma coisa que te agrade. Mas eu nunca consegui. Sempre brigando por causa de ciúmes. Quando fizemos um ano de namoro eu não fui capaz nem de escolher o seu presente sozinho, Harry e Gina tiveram que me ajudar. No seu aniversário os presentes sempre foram ridículos, como um pingente com o seu nome, um urso de pelícia...
- Pelúcia. – Hermione fechou o livro e olhou para Rony.
- O que?
- Não é pelícia. É pelúcia. – Ela disse se levantando. – Francamente Rony, você nunca percebeu que eu não me importava com presentes? O simples fato de você se lembrar do meu aniversario, do nosso aniversario de namoro já era suficiente. Você não precisava me dar nada que eu ficaria feliz do mesmo jeito. Esse é o seu problema. Você exige demais de si mesmo, e não abre os olhos para o que está em sua frente. Eu fui embora para a Itália, não porque eu queria ir, mas porque você não tentou me fazer ficar. Eu só queria que você falasse comigo: “Fica Hermione, não vai, por favor.”, mas ao invés disso, você apenas deu sua crise de ciúmes e como sempre pensou só em você. – Os olhos de Hermione se encheram de lágrimas. – Você tem que parar de se sentir um idiota, e parar de agir como um. Faça o que você deseja e deixe esse orgulho de lado.
- Você tem razão. – Ele abaixou a cabeça. – Eu... Eu tenho que fazer tudo o que eu desejo.
- Isso! Faça o que tiver na sua mente.
- Eu posso começar a fazer isso agora? – Ele se aproximou.
- F... Fazer o que? – Hermione engoliu a seco.
- Fazer o que eu desejo...
- Eu... Eu não sei Rony. O que você deseja? – Ela se afastou um pouco.
- Eu não vou te bater Hermione, por Mérlin! Você tem medo de mim? – Ele disse em tom baixo ainda se aproximando.
- Não tenho medo de você. – Ela disse firme.
- Ótimo... Então fique parada. – Ele disse mais perto ainda e Hermione parou de andar para trás. – Agora feche os olhos. – Ele disse sorrindo e Hermione fechou os olhos lentamente. – Agora... Eu vou fazer o que eu desejo. – Hermione pôde sentir a respiração e o calor de seus lábios próximos ao dela. De repente ele a pegou no colo e correu com ela para o quarto.
- Rony! – Hermione gritou abrindo os olhos. – Me larga! – Ela pedia enquanto ria.
- Eu vou fazer o que eu desejo. – Ele riu e entrou no quarto com ela. Ele a colocou deitada na cama e se debruçou por cima dela. – Agora... O que eu desejo, é que você me pague por ter feito eu me sentir um idiota. – Ele sorriu maliciosamente e colocou as mãos na barriga dela.
- E... E o que você vai fazer? – Hermione perguntou se arrepiando com o toque dele.
- Eu vou... FAZER CÓCEGAS! – Ele riu e começou a fazer cócegas em Hermione, que batia as pernas e ria histericamente.
- PARA RONY! POR FAVOR. – Ela falava rindo.
- Você quer que eu pare? – Ele perguntou ainda fazendo cócegas.
- Quero! – Ela falava enquanto ria.
- Então diga que eu sou o melhor!
- Não!
- Diga se não eu não paro.
- Tudo bem! Você é o melhor Rony! Agora para, por favor!
Rony parou de fazer cócegas e os dois respiraram fundo, parando de rir. Ele olhou nos olhos dela, e ficou sério. Hermione também ficou séria quando percebeu que ele a olhava. Aquele olhar de dois anos atrás... Aquele olhar que a fez ir para o quarto dele várias e várias vezes. Aos poucos ele foi se aproximando e Hermione foi se entregando, fechando os olhos e sentindo a respiração dele. O coração dos dois disparava e então se beijaram. O beijo que ambos aguardavam há dois anos, um beijo como o primeiro, cheio de sensações e desejos.
Rapidamente eles se separaram e abaixaram a cabeça envergonhados. Hermione se ajeitou na cama enquanto Rony se levantou andando pelo quarto.
- Me desculpe, a culpa foi minha. – Rony disse sem graça.
- Não... tudo bem. Não precisa se desculpar. – Hermione falou sem jeito, dando um sorriso. – Não precisamos disso Rony. Estamos agindo como se fossemos completos desconhecidos. Temos que enxergar a realidade. Já namoramos um dia. Já beijamos. Já... Já...
- Transamos? – Ele a olhou divertido.
- Er... Sim. – Ela disse corando.
- Viu? Você mesma está agindo como se fossemos estranhos. Não tem que ter vergonha de mim Hermione. Tudo o que fizemos está na minha mente, e nem que se passem cinquenta anos isso vai mudar. Você não pode me tratar assim por cinquenta anos.
- Tem razão. – Ela disse se levantando. – Não podemos ter vergonha um do outro. Mas... Precisamos respeitar o espaço. Quero dizer...
- Sim, eu entendi. – Ele disse sorrindo. – Eu não vou me aproximar tanto de você.
- Não... Não foi isso que eu quis dizer.
- Então você quer que eu me aproxime? – Ele disse malicioso se aproximando dela.
- Ro...Rony... Você está me deixando confusa. – Ela disse sussurrando e olhando para os lábios dele.
- Não podemos negar Hermione... Nós não conseguimos ficar perto um do outro sem nos beijarmos. A tentação é muita. – Ele se aproximou mais, colocando sua testa na dela. – Diga Hermione, diga que você sente falta dos meus beijos.
- Eu... Eu...
E quando ela fechou os olhos, a campainha tocou. Hermione se assustou e rapidamente se distanciou de Rony.
- Eu vou atender. – Ela saiu do quarto apressadamente.
- Droga! – Rony bateu na porta do guarda roupas. – Estraguei tudo de novo.
- Richard! – Hermione sorriu ao vê-lo na porta.
- Olá Hermione! Desculpe atrapalhar. – Ele disse meio sem graça.
- Imagina! Entre. – Hermione deu espaço para que ele entrasse.
- Obrigado, mas estou com pressa. Só vim lhe dar uma notícia do ministro. Você foi convocada para participar da missão especial. – Ele disse sorridente.
- O que? – Hermione perguntou abismada. – Mas... Eu não sou uma auror.
- Bom, ele gostou muito do seu desempenho e de sua coragem hoje no treinamento, e disse que você tem capacidade de se sair perfeitamente nas batalhas.
- Mas... Isso é ótimo! Só tem um problema. – Ela disse parando de sorrir.
- E qual é?
- Eu... Não sou treinada. Como vou fazer?
- Oras isso não é problema. Eu posso te treinar!
- Sério? – Ela disse animada.
- Mas é claro que sim! – Ele sorriu.
- Ela já tem um treinador. – Rony apareceu atrás de Hermione. – O ministro pediu para que eu a treinasse.
- Ahm... Olá Rony! Tinha me esquecido que vocês moravam juntos, me desculpe. – Ele sorriu sem graça.
- Ah imagina Richard. Mas mesmo assim, obrigada por querer ajudar. – Hermione disse.
- Não precisa agradecer Hermione, se precisar de mim, pode contar comigo. Bom, agora tenho que ir. Mais uma vez desculpe atrapalhar. Boa noite. – Ele sorriu.
- Boa noite. – Rony disse frio.
- Boa noite Richard. – Hermione disse bondosa, e então ele foi embora. – Da pra acreditar nisso? – Hermione disse fechando a porta empolgada. – Eu vou pra uma batalha de verdade!
- É, muito bom isso. – Rony virou as costas e saiu andando.
- Ei, o que foi?
- Nada.
- Rony, para de ser dramático. O que você tem?
- Eu só não concordo que você vá nessa missão totalmente despreparada.
- Como assim despreparada? Você mesmo não disse que vai me treinar?
- Mesmo assim Hermione, eu e Harry levamos meses para treinarmos antes de ir para nossa primeira missão, e mais vários meses para conseguirmos ir para uma missão especial. Você tem noção do quanto uma missão especial é perigosa? É o triplo de perigo de uma missão comum. Por que você acha que o ministro só escolhe três aurores para irem na missão especial? Por que se falharmos, serão só três aurores a menos, e ele ainda terá os outros.
- Você está sendo pessimista Rony.
- Pessimista? Sabe quantos aurores eu já vi morrerem na minha frente? Vários! E eles eram aurores treinados, alguns tinham mais tempo de auror do que eu e Harry juntos. Agora imagina você! Você acha que eu suportaria ver alguma coisa te acontecer? – Ele se aproximou com o rosto vermelho e a respiração forte.
- Não se preocupe Rony, nada vai acontecer comigo. – Ela disse se aproximando.
- E quem te garante isso Hermione? Hoje no treinamento isso ficou claro.
- Mas eu não estava preparada para um treinamento!
- E está preparada para uma missão especial? – Ele perguntou aumentando o tom de voz.
- Rony, você falando assim fica parecendo que eu não sei me cuidar.
- Mas não sabe Hermione, não nesse caso. Se eu fosse um comensal, você teria sido morta no treinamento!
- Mas não é! – Ela também aumentou o tom. – Eu sei muito bem a diferença de um comensal e um auror. Ainda mais você... Você acha que eu seria capaz de lançar algum feitiço perigoso em você? Ronald... Não me subestime... Eu sei muito mais feitiços do que você. Posso não ser habilidosa o suficiente, mas eu sei. Se eu quisesse teria feito você desaparecer em segundos.
- E por que não fez? – Ele perguntou nervoso. – Ao menos você poderia treinar com o Richard. – Ele disse em tom de deboche.
- Eu não acredito nisso. – Ela virou de costas. – Mesmo separados você ainda tem suas crises de ciúmes. – Ela gritou olhando para ele.
- Ciúmes? Eu não estou com ciúmes. – Ele respondeu nervoso.
- Me explica isso então!
- Eu só não quero que você vá nessa missão, e ponto final.
- É? Só que você não manda em mim. – Ela cruzou os braços.
- Você está parecendo uma garota mimada e pirracenta.
- E você esta parecendo um trasgo resmungão.
- Ótimo Hermione, vá nessa droga de missão! Mas fique sabendo que eu não vou ser cumplice disso.
- Então não me treine. – Ela disse com raiva. – Richard pode muito bem fazer isso.
- Ótimo! Deixe que ele faça então! – Ele se virou com raiva e foi para o quarto, batendo a porta.
Hermione esperou alguns segundos na esperança de que ele voltasse e se desculpasse, mas ele não voltou. Ela foi então para o seu quarto e se arrumou para dormir.
- É isso que eu ganho por ser gentil com ele. – Ela resmungou enquanto se deitava. –Por que ele tem que ser tão... Tão... Charmoso? – Hermione abraçou o travesseiro pensando na ultima vez em que estiveram juntos, há dois anos, e aos poucos, adormeceu.
- Droga, por que Hermione tem que ser tão pirracenta? – Rony se jogou na cama. – Ela não entende que é perigoso, que alguma coisa pode acontecer a ela. – Ele colocou as mãos sobre o rosto. – E ela não entende que eu não posso perdê-la.
Depois de um tempo ele fechou os olhos, se entregando ao sono. Sonhou com Hermione, sorridente, deitada na cama ao seu lado e acariciando seu rosto, tudo o que ele mais queria naquele momento.