Queridos e sofredores leitores:
É com muito carinho e com uma vergonha imensa que trago esse novo cap pra vc´s. Sei que demorei muito, mas crise de criatividade misturada com crise de trabalho causam atrasos desse tipo, pelo menos pra mim. Infelizmente não quis esperar a betagem da Cris, mas quando ela o fizer eu atualizo o cap. Espero que vc´s tenham se situado bem no cap 13, pois daqui pra frente devo movimentar a fic. Estou ouvindo muitas músicas para situar e criar algumas coisas, por isso devo colocar os nomes das músicas e dos interpletes pra vc´s escutarem, assim vão poder ter uma noção do que eu senti aos escrever algumas coisas, como eu fiz na parte do beijo entre Hermione e Norton, com a música sunburn do Muse. Espero que apreciem esse cap. mas já vou avisando que é um cap de trasição. beijinhos. Obrigada a quem mandou as reviews. Podem comentar mais, eu deixo!!!!!
Gislene B.Pizzol Tristão - Obrigada !!! pode deixar que eu vou tentar atualizar o mais rápido que eu puder!!!!
Carla Rosa - Vc acha que tá descobrindo algo, mais eu acho que....não sei!!!eheheheh. E o Ron foi meio babacão.
BOA LEITURA POVO!!!!!!!!!!!!!!!
Capitulo 14 – Mudanças de Hábitos
Liane chegou a sala precisa. Eram exatamente 22:00hs. Sabia que não devia estar ali, mas o seu encontro com Harry e a ansiedade que havia dentro de si a tinham levado para lá. Tudo estava diferente. Sua vida antes de conhecer Harry, antes de voltar para Londres era tão simples, tão nostálgica. Agora era namorada, amiga, irmã, filha. Tinha ficado longe da família por tanto tempo que tinha se esquecido como era conviver com as pessoas que tanto amava. Tantos sentimentos novos, até seus poderes mágicos estavam mudados. Estava conhecendo mais de si própria. E era isso que ela estava fazendo ali. Precisava de Harry. Ele a deixava livre. A entendia e a escutava. Era a primeira pessoa com que ela se abria totalmente. Poderiam falar sobre tudo.
A sala estava praticamente vazia, tinha apenas um sofá próximo a janela. Sentou-se, dobrando os pés em frente do corpo. Num baque, Harry entrou na sala a assustando.
- Me desculpe. Não queria que me vissem, por isso entrei depressa. – Foi na direção da namorada, dando um leve beijo e sentando ao seu lado. – Te assustei muito? E ai, como você está? Demorei muito?
- Quase nada. Estava com saudade! – Disse se encostando no ombro de Harry. – Algum problema? Lupin brigou com você?
- Não. Não foi nada demais. Só que o Snape, o assassino de Dumbledore, ajudou a salvar minha vida, de novo! O Sírius veio me ver e me contou que aquele cretino quis me ajudar! Você acredita nisso!
- Pêra aí. Comece de novo! Que história é essa? E o que o Sírius veio fazer aqui? Isso não é perigoso já que ninguém sabe que ele tá vivo?
- Exatamente! Sabe, ele me falou tanta coisa, entre elas me mostrou suas memórias sobre esse anel. Li, eu tô tão confuso.
- Mas o que ele falou sobre o Snape que te deixou tão zangado e confuso? E o que tem esse anel que ele te deu?
- Ele disse que o Snape, que o maldito conseguiu trazer o anel pra mim. Que graças a boa vontade dele eu estou vivo e mais protegido do que antes. Tudo por que um louco de um dragão achou que ele era melhor que o Sírius. E olha que engraçado, a única pessoa que poderia pegar o anel era uma pessoa que já tivesse amado antes. Eu juro que não entendi isso? Como um assassino pode ter amado mais que o meu padrinho?
- Eu também não tenho resposta pra isso, Harry. Mas que dragão é esse?
- Do que eu entendi dessa história maluca, ele é, foi, sei lá, o protetor da minha família. Desde o tempo que Merlin ainda estava vivo.
- Mas como ele protegia a sua família se nem você sabia da existência dele?
- Como eu nunca soube muito da minha família, e só comecei a saber esse ano depois que fui pra casa dos meus pais, realmente não tinha como descobrir tudo. Mas eu acho que tem mais coisa ainda. Uma das coisas que não entendo e por que como o Snape, que mata uma pessoa como Alvo Dumbledore, me ajuda com esse anel, faz com que o meu padrinho confie nele de alguma forma, continua sendo um dos comensais do Voldemort? Ou ele continua do lado da Ordem como espião ou tá querendo algo em troca pro chefinho dele.
- E agora? O que é que você acha que devemos fazer? Nossas pesquisas não vão muito bem. Não encontramos muitas coisas. Temos que saber ainda quais são as outras horcruxes, onde elas podem estar e como vamos destruí-las. E agora temos que pensar no Snape também. Temos que saber o que fazer em relação a ele quando o encontramos. Se vamos acreditar que ele é um dos mocinhos ou é um bandidão.
- Sim eu sei. Mas tem umas coisas que não saem da minha cabeça. Eu não sei bem o porque, mas tenho que parar e pensar, tentar entender pra que esse anel veio pras minhas mãos. E por que o dragão deixou bem claro pro Sírius que eu tenho que crescer, que eu tenho que me conhecer mais? Ele disse que realmente sou descendente de Merlin. E eu posso confirmar isso pelas visões que eu tive aquela vez lá em casa, lembra? Quando você e o Lupin me encontraram quase morto lá em casa?
- Sim, claro que me lembro! Mas você não tinha comentado muito sobre aquilo. Parecia que você queria que ...
- Queria que não fosse verdade. As visões com meus pais me mostravam que minha mãe havia descoberto sobre a nossa descendência, sobre Merlin, sobre o anel dele e que ela não sabia onde estava. Aquilo ainda tá muito confuso na minha cabeça, mas que eu tenho um pouquinho do sangue de Merlin, isso eu acho que tenho sim!
- Mas Harry, você acha que esse dragão, esse anel, Snape e até o próprio Voldemort estão ligados a alguma coisa, não é? – Harry fez que sim com a cabeça. – Então, temos que raciocinar em cima disso daqui pra frente. Quem sabe ai, achamos o que pode ajudar a destruir Voldemort e todo o mal que ele vem construindo de novo.
- Boa idéia. – Harry então percebeu que havia algo errado com Liane. Via tristeza em seus olhos. Já vinha percebendo que algo estava mexendo com ela já a alguns dias. Mudou toda a conversa. O que a preocupava também deveria ser uma preocupação dele.
- Li, não fique brava com o que eu vou perguntar, mas tem alguma coisa acontecendo com você? Parece triste, incomodada com alguma coisa. Quer conversar? – Harry se virou para sua namorada. Ela abaixou o olhar. Ele pegou seu queixo com os dedos e levantou, fazendo ela olhar para o verde de seus olhos. – Você só quer que eu fique aqui contigo, esperando você falar alguma coisa ou quer abrir o jogo? Eu sei que você não tá bem.
Aquilo não a surpreendeu, sabia que ele iria perceber. Achou melhor partilhar seus pensamentos e dúvidas. - Harry, eu nem sei o que é, de verdade! Me sinto mudada. Eu sinto que há algo de errado, mas nem sei o que pode ser. Depois daquele dia com você na sua casa, depois que vimos a minha marca de nascença naquele livro, dizendo que eu posso ser uma inominável, a gente sentindo umas coisas diferentes em relação a outro – Harry riu. – Pára, seu bobo! Você sabe do que eu tô falando, que eu e você sentimos os sentimentos, pensamentos um do outro, essas coisas. Não o que essa sua mente poluída fica maquinando. – Disse dando uns tapinhas em Harry.
- Eu acho é que nascemos um para o outro. Assim fica mais fácil pra eu saber quando você estiver em tpm ou magoada, triste, ou pegando fogo de amor por mim. – Disse dando um selinho em Liane.
- Ninguém merece você, Harry Potter!
- Ninguém, só você!
- Tem certeza? Acho que você pode estar errado? Acho que eu mereço coisa melhor!
- Eu sou o que existe de melhor! E sou todo seu. Mas, se você acha que é pouca coisa, pode deixar que eu vou dar uma voltinha lá na corvinal ou quem sabe, eu chame a Gina, de novo, pra sair. O que você acha? – Disse fazendo movimento de sair do sofá onde estavam.
Liane o puxou pela roupa, fazendo com que ele caísse quase chapado em seu colo. Ambos se mediram com os olhares. Ele percebeu o quanto o sorriso dela era enigmático e que o enfeitiçava. Diferente de Gina e Chon, Liane pertencia a ele, ao seu coração, a sua mente, poderia ser muito cedo, mas ela o completava. Liane viu a verdade dos sentimentos de Harry através de seus lindos olhos verdes. Ele era seu 1° e único amor, disso ela, naquele momento ela tinha certeza. Não se escutou mais palavras, apenas os sons de beijos, risadas, e com o passar do tempo um silêncio.
Ambos não queriam esquecer os problemas, mas eram poucos os momentos que sobravam somente para eles.
- Mas voltando, Liane. – Disse saindo do colo da namorada e a olhando com mais seriedade. - Deve ser difícil pra você, é coisa nova o tempo inteiro, mas fique tranqüila. Eu estou aqui, nossos amigos também, o Lupin pode ajudar assim como a Tonks. Você não está sozinha. Tem seus pais também, que mesmo longe, lá em Londres, estão prontos pra qualquer coisa que você precisar. Isso eu tenho certeza!
- Eu sei. Mas é uma coisa que acho que vai passar com o tempo. Há coisas maiores pra nos preocupar do que essas frescuras minhas e ... – Harry a cortou.
- Não são frescuras Li, é sua vida, e ela é importante pra você e pra mim. Não pense que eu só fico pensando em Voldemort. Eu até que poderia fazer isso antes de te conhecer, mas agora não é assim. Você está me dando forças que eu nem imaginei que teria depois da morte do diretor. Eu só pensava em me vingar pela morte dos meus pais e pela morte dele. Você está me fazendo ver que a minha luta não pode ser voltada para o ódio, mas sim para a vida E é por isso que eu vou lutar, por você e pela vida que eu quero ter contigo depois disso tudo. - Disse isso, a beijando apaixonadamente logo depois. E aos sussurros disse em seu ouvido: - Você está me fazendo ficar apaixonado por você, moçinha!
- E eu por você, Potter.
Hermione quase não dormira. Ficara pensando em tudo que havia ocorrido, mas principalmente em porque Ron a atacara daquele jeito agressivo, sem se importar com o que ela queria, e por que o professor Norton havia se comportado daquela maneira. E por que ela própria tinha se comportado de maneiras diferentes com os dois. Dois beijos, duas pessoas, medo e doçura, mágoa e carência, será que estava sentindo tudo aquilo? Que confusão!
Levantou mais cedo do que o normal. Seus pensamentos continuavam a mil por hora. Tentava raciocinar, encontrar respostas, queria entender e não conseguia. Resolveu que não pensaria mais, principalmente em relação ao seu professor. Aquilo havia passado dos limites, e não seria ela que iria burlar as regras, ela não era mulher disso. Resolveu também que iria se afastar por um tempo de Ron. Se caso ele viesse falar com ela,... – “que não fosse hoje, por Merlin”, pensou -... ai resolvemos como vamos ficar e se vamos ficar juntos. Mas não agora! – Vou tomar café! Sim, é isso que eu preciso de um bom café!
No dia seguinte da noite movimentada, o castelo não mostrou sinais do que havia ocorrido. Quer dizer, quase não mostrou. Ao olhar para a mesa dos professores, durante o café da manhã, Hermione viu somente Sprout, Lupin e Tonks. Também não queria encontrá-lo, estava envergonhada, mas vê-lo depois de ser beijada era algo que ela própria não havia planejado, não sabia como se comportaria frente a frente com seu salvador e novo algoz. Admitia que fora um pouquinho espevitada, até meio saidinha demais para tentar convencê-lo a não ser obliviada. Não queria esquecer o que foi aquele beijo. Nem o próprio Ron e nem mesmo Victor Krum a haviam beijado com tanta emoção. Ela sentiu-se consumida, como se ele a quisesse dentro dele.
Então a razão veio a mente de Hermione quando ela o viu entrar no salão principal. Sua túnica azul balançava com seu andar rápido e seguro. Ela esperou que ele a olhasse, fizesse qualquer sinal com a cabeça ou com o olhar, mas não o fez, passando direto e indo sentar-se na última cadeira da mesa dos professores. Infelizmente Lupin percebera ambas das atitudes, mas resolvera que não iria comentar e nem o chamaria para sentar mais próximo dos outros ocupantes da mesa. Não entendeu a atitude da aluna, mas tinha algo ali que estava errado. Seu sexto sentido lhe indicava isso. Iria ficar de olho nos dois, principalmente nele.
Hermione não perguntou e nem se alterou, pelo menos pó fora. Como não teria aulas com ele durante o dia, preferiu não ficar ali sonhando com coisas que vinham a sua mente e que possivelmente não iriam acontecer. Foi então para a biblioteca. Ler sempre fora para ela um modo de a acalmar e fazê-la sentir-se útil. Era lendo que conseguia pensar melhor, onde sua mente encontrava as respostas para a maioria de suas indagações.
Durante a saída de Hermione um par de olhos verdes a seguira até sua saída do salão. Um meio-sorriso ficou marcado em seus lábios. Ele imaginava que sua atitude causaria esse efeito. Sabia que para feri-la só bastaria o desprezo, a indiferença, o silêncio. Tinha que a afastar dele, mas em sua mente ecoava a voz de Alvo; ele sabia, de alguma forma, que aquela garota poderia ajudá-lo. Nunca tivera alguma espécie de parceiro, nunca estaria preparado para um. Mas, novamente, pelo bem da grande maioria e pela quase ordem que Alvo Dumbledore lhe dera, ele se deixaria aproximar. Afinal de contas, pensou, aquela sabe-tudo imprestável poderia ser uma boa companhia, já que não tinha uma conversa decente com alguém, fazia já alguns meses. E pelo que pode observar na noite anterior, teria que usar não só seu charme, mas astúcia, paciência e principalmente um pouco de verdade no seu “novo” relacionamento.
Pouco depois chegaram ao grande salão: Liane e Eric indo para a mesa da sonserina e Harry, Ron e Gina, que se dirigirão a mesa da grifinória. Harry e Gina vinham conversando normalmente. Já haviam feito as pazes, não discutiam como antes, pois ambos já haviam percebido o que era todo aquele sentimento mútuo: amor entre irmãos. Harry percebera que a ruivinha andava mais animada e menos brava, fazendo-o feliz tanto por reconquistar a amizade quanto por vê-la seguir sua vida sem ele.
Ron estava quieto e vinha caminhando com os dois a sua frente, como se ele mesmo não estivesse ali, todo cabisbaixo e silencioso, permanecendo assim durante todo o tempo. Naquela noite não havia conseguido dormir direito, sua consciência o incomodava. Havia percebido tarde demais o que quase fizera a Hermione. Imaginava o que ela estava pensando sobre tudo, sobre ele. Não queria perde sua Hermione, ele a amava, precisava dela, mas sabia que a tinha ferido não só no corpo, mas em seu orgulho, em sua feminilidade, em sua alma, em seu coração. Ele a queria tanto, queria que eles fossem mais próximos, mais ligados, não queria dividi-la com mais ninguém, não conseguia se fazer próximo, dar a atenção que muitas vezes eles mesmo cobrava. Eles precisariam conversar, o mais rápido possível, tinha que tentar recuperar a confiança de sua namorada a todo custo. Quando deu por si, viu que Gina, Harry, Neville e outros grifinórios o olhavam estranhamente.
- Ei por que estão me olhando com essas caras? – questionou.
- Nada! – Falaram quase todos ao mesmo tempo, virando cada um pra um lado.
- Andem, falem por que estavam me olhando? Tô com alguma coisa na cabeça?
Gina tomou a frente.
- Maninho, estávamos conversando quando escutamos você resmungar alguma coisa. Você estava todo quietinho ai, você nem mexeu na comida e ficou falando sozinho coisas nada haver, que ninguém tava entendendo. Isso chama a atenção, não acha? – Explicou Gina. – Ficamos olhando pra ver se entendíamos alguma coisa.
- Eu,... eu estava falando sozinho? – Droga! Pensou – Vocês estão escutando coisas. Eu,... eu não falei nada!
- O Ron, cara, desculpe, mas você estava falando sim! – afirmou Harry meio sem jeito.
- Parem de me encherem o saco e me deixem quieto! Eu não estava falando sozinho coisa nenhuma! – esbravejou.
- Cara, eu não sei como a Mione te atura com esse mal-humor repentino. Ah, e por falar na Mi, onde é que ela está?
Escutar o nome de Hermione gelou o sangue que corria nas veias de Ron. Aquilo fora uma pancada. Não sabiam o que tinha acontecido na noite anterior, não sabiam de Mione, não sabiam o que ele havia feito a ela. Somente em ouvir o nome da namorada tudo voltou a sua mente. Não queria que ninguém soubesse do que havia ocorrido naquela noite. Já bastava de ter sido pego pelo professor Norton. Aquilo já era vergonha suficiente para a vida inteira. Mas não sabia o que dizer, principalmente para a irmã e para seu melhor amigo. Levantou-se e saiu do salão a passos largos e sem direção. Tinha que sair dali se quisesse manter tudo como estava.
- Hei, Ron, peraí cara. – Tentou Harry, vendo o amigo sair, basicamente fugir da mesa.
- Harry, o que é que foi isso aqui? – Questionou Gina, abobalhada com a cena.
- E eu é que sei!
- E, cadê a Mione? Ela deve saber o que aconteceu?
- Eu não a vi hoje, Gina! Não a vejo desde ontem!
- Eu sinto que ela deve saber o que aconteceu. Lembra que eles saíram pra conversar.
- Não eu não estava lá, tava conversando com o meu padrinho.
- Ah é!Não sabia que ele tinha vindo até aqui. Mas deixa pra lá. Acho que vou perguntar pra ela o que aconteceu. O que você acha?
- Não sei! Se eles brigaram, ela não vai falar. Se ela brigou com ele, ela vai falar demais; se ele brigou com ela, ai ela só vai falar com você ou com a Liane, isso se ela não falar nada em hipótese nenhuma.
- Pode ser. Vocês têm aula de que agora?
- Runas, e vocês?
- Nós temos feitiços.
- E daí, o que vamos fazer?
- Vamos fazer o que, hein? – Falou Liane e Eric, que chegaram por detrás dos dois. – O que é que vocês dois planejam fazer sem a gente? – Falou Liane de braços cruzados sobre o peito.
- Nós não vamos aprontar nada. – Falou séria Gina.
- Nós queremos saber o que aconteceu com o Ron, ele tá estranho. Mas, por acaso, um de vocês dois viu a Mione hoje?
- Eu não. – Respondeu Liane.
- Eu a vi indo pra biblioteca um pouco mais cedo. – Falou Eric.
- E como ela estava? – Perguntou Gina. – Você percebeu se ela estava estranha, se tinha alguma coisa de errado?
- Weasley, ela já é estranha! – Gina e Harry fizeram cara feia. - E eu não ia ficar reparando se tinha algo de errado. Só que ela não estava carregando nada. A Granger vive levando livros de um lado pro outro.
- Muito estranho. Ela tomou café mais cedo que a gente ou nem comeu nada. O que será que está acontecendo com esses dois? – Falou Liane.
- Vocês acham que aqueles dois brigaram? – Questionou Eric. – Não acredito que pedi mais uma briga! – Brincou.
- Não sabemos o que está acontecendo com eles, e se está acontecendo algo. Sei lá, mas pro Ron está do jeito que está, boa coisa não é. E outra, a Mione sabe esconder o jogo como ninguém. Se ela não quiser falar, não tem quem a faça! – Disse Gina.
- E o que tem demais os dois brigarem. Eles vivem brigando e logo depois estão cheios de carinhos e beijinhos. – Ironizou Eric.
- Mas nunca parariam de falar com a gente ou de se falar. – Disse Liane.
- E nem deixariam de comer. – Falou Harry.
- Eu acho que vocês estão dando importância demais para uma coisa pequena, como briga de namorados. - Inquiriu Eric.
- Mas se você pensasse, Eric, saberia que não se pode sair brigando ou perder parceiros, amigos ou qualquer pessoa durante uma guerra. Isso te enfraquece e deixa todos desprotegidos.
- Sabe, Potter, você tinha que pensar assim também com os seus inimigos. – Disse Eric com um meio-sorriso. – Como diz um ditado popular trouxa: “Mantenha seus amigos próximos, e seus inimigos mais próximos ainda.”
- Eu jamais vou ficar próximo a ninguém que esteja do lado de Voldemort. – Disse Harry num quase unisonoro grito, fazendo todos do salão olharem na direção do grupo.
- Hei vocês dois! – tocou Liane no ombro dos dois. – Não precisam de mais nada pra chamar a atenção, viu. Por isso, pare com isso a-go-ra! Estão me ouvindo? Gina, leve, por favor, o Eric daqui. Ele já acabou o café-da-manhã. E pode deixar que eu me entendo com o senhor “certinho” aqui. Vai.
Gina, mais do que rápido, puxou Eric pelo braço, levando-o para fora do salão. Liane dando uma risada sem graça fez com que Harry se sentasse quase que empurrado.
- Harry você pirou! Como que você fala o nome daquele monstro no meio de todo mundo assim, sem pensar! Estamos, como você mesmo disse, em guerra com ele e não precisamos mais assustar ninguém, pois ele mesmo já faz isso sozinho, e melhor que você. E por que você ficou todo raivoso com o que o Eric te disse. Foi verdade. Outra coisa, ele não falou pra você se unir a Voldemort – disse quase num sussurro. – Mas que temos que estar mais vigilantes do que antes. – Então respirou fundo. Sabia que tinha falado um pouco demais.
- Mais Liane.... – tentou Harry.
- Não tem mais nada, Harry Potter! O Eric pode tá certo. Uma briguinha de namorados não mata. Vamos ver o que aconteceu primeiro depois pensamos em coisas piores. Bem. Tá mais calmo agora? – Questionou o namorado, passando a palma da mão na face direita, recebendo um “sim” como resposta. – Então vamos! Não vamos perder aula à toa.
- Li, isso não é coisa à toa. São meus amigos. E eu não quero desunião entre a gente, muito menos agora.
- Eu sei meu bem, mais não podemos nos meter assim, sem saber o que tá rolando, podemos atrapalhar em vez de ajudar. Você vê se consegue alguma coisa com o Ronald e eu vejo com a Mione, tá bem assim?
- Tá. Mas pára de dá trela pro Eric. Ele tá começando a por as asinhas de fora, e as garras também. Por mais que você goste e confie nele, sabemos muito pouco. Temos que ter cuidado com ele.
- Você nunca foi muito com a cara dele, não é?
- Sempre acho que ele tá escondendo algo de nós. Ele escuta muito e fala pouco para um sonserino. Tem algo nele que eu não gosto.
- O que eu posso te dizer e que ele é um bom amigo, mesmo com esse humor de cão. Sinto que posso confiar nele, não sei por que, mas ele é diferente.
- Mas olhos abertos viu. E nem chegue muito perto dele, você é minha. – Disse abraçando de lado a namorada.
- Seu bobo, desse medo você não morre.
Gina e Eric seguiram em direção ao lado norte do castelo. Eric não agüentou mais ser puxado pela grifinória e roubou seu braço de volta.
- Já chega, Weasley! Eu não vou mais me deixar seguir por você. Se aquele metido do Potter não consegue se defender de mim, não vai ser você que vai poder fazer alguma coisa. E o que eu disse não foi nenhuma mentira, muito menos eu o ofendi.
- Sei que não o ofendeu, mas não adianta, se você não percebeu, ficar batendo boca com ele em frente a escola inteira! Vocês já são bem grandinhos pra isso, não acha?
- Não ligo pra escola, Weasley, mas não gosto de ser enfrentado. Não me mudei pra essa escola pra ser confrontado, muito menos pra ser defendido por mulheres, como você e a Liane fizeram, não sou uma criancinha pra vocês duas serem minhas babás.
Gina começou a rir. Ela uma baba, muito engraçado, pensou.
- Do que você está rindo, ruiva? Será que além de criança eu tenho cara de palhaço também?
Gina não sabia mais por que tudo aquilo tinha se tornado tão engraçado. Eric olhava para ela confuso, e ela não conseguia parar de rir.
- Olha aqui Weasley! – Eric perdeu a paciência e agarrou os ombros de Gina e a sacudiu, fazendo a olhar para ele com uma cara espantada. – Não brinque comigo assim sua garota tola, você não sabe com quem está se metendo! – disse entre os dentes. – Você não é ninguém para rir de mim dessa maneira, ouviu bem!
Eric com essa atitude assustou Gina de tal maneira que a fez congelar. Não conseguia falar ou se desvencilhar das mãos firmes que apertavam seus ombros. O tom de voz de Eric era quase mortal. Ela não imaginava que suas risadas pudessem tê-lo ofendido. Ela o olhou bem dentro dos olhos como se pedisse para soltá-la, para avisar que ele estava começando a machucá-la daquele jeito. Mas nem um som saia de seus lábios. Lábios estes que se tornaram o alvo principal dos olhos de Eric. Eles já haviam se beijado antes, e ambos se lembravam muito bem daquele dia. Fora um beijo rápido, mas que havia despertado, principalmente em Eric um calor que sempre o incomodava quando estava perto dela, de Gina.
Sempre quando estava perto dela queria esta perto dela e somente dela. Nas reuniões do grupo dentro da biblioteca, sempre chamava sua atenção para irem a outros lugares, sempre os dois, para sentir seu perfume, observar seus gestos, olhar para seus olhos. Nunca havia sentido isso por ninguém. Não existia a palavras “gostar, se apaixonar” em seu dicionário de vida. Fora criado para ser alguém e não ter alguém. Todos esses sentimentos eram contra sua própria natureza. Mas está com ela era gostoso demais.
Gina estava assustada. Eric a olhava como que se não estivesse mais ali. Suas mão ainda estavam firmes até que seu rosto começou a mudar e dar espaço para uma feição mais calma. Todo aquele silêncio, toda aquela tensão se foi num som, saído da boca de Eric. – Ginaa! Eu... – E Eric a beijou novamente. Era um beijo urgente. Ele soltou suas mãos dos ombros e segurou o rosto de Gina, trazendo-o para mais perto dele. Ele queria mostrar algo que até mesmo ele não sabia o que era. Mas tinha que beijá-la, tinha que estar perto dela para se manter a salvo dele mesmo. Era o que ele sentia. A Weasley era apenas, naquele momento sua Gina.
Ao contrario Gina estava mais confusa. De gritos de bronca para um beijo desse... O que ela podia pensar. E para ser mais estranho, ela estava gostando! Não era como o primeiro beijos deles, mas sim como algo que ela já aguardasse, como se ela já esperasse. Ela sentia que aquele desespero todo que ele mostrava pelo beijo era a explosão dos sentimentos dele por ela. E isso a fez quer mais dele. Deixou então que suas mãos se elevassem, deixando uma sobre o peito e a outra segurando pelas vestes da cintura.
Eles ainda se beijavam, só que agora com mais calma, saboreando cada momento, cada ruído, sentindo o prazer que era estar um nos braços do outros. Eric se deu por si e parou o beijo, e a olhou. – Gina...me desculpe, não era pra eu .....o que eu fiz? – disse soltando-a e virando de costa, como se fosse embora.
- Ei, Eric, espera! – Disse fazendo o virar para ela e encará-la. – Eu também te beijei, se você não percebeu. Eu também quis. Não tem porque você se desculpar.
- Mas eu forcei você a isso, eu te agarrei. – Ele estava usando um tom sombeteiro de voz. - Um sonserino de verdade nunca beijaria uma grifinória, muito menos no corredor do castelo onde qualquer um pode ver. Eu te beijei pra você parar de gargalhar como uma hiena, já estava me irritando. Parece que não sabe se controlar. – Pronto, pensou, acabei com esse melodrama barato e vou me safar dessa.
Gina o olhou bem. Não podia ter sido uma brincadeira como na primeira vez. Ninguém beija ninguém com essa necessidade toda só pra calar a boca. Decidiu fazer um teste. – Tudo bem então. Já que você é um pervertido, um louco que não saber falar um “cala a boca” e precisa beijar as pessoas a força, por mim tudo bem! – falou com um certo desprezo. – Só que da próxima vez, Eric, gesticule, mexa os lábios, abra a boca, F A L E, não saia por aí beijando qualquer um principalmente se for da grinfinória, podem achar um apelido não muito legal pra você ou fazerem coisa pior! Agora, mantenha o seu orgulho sonserino idiota longe de mim, e da minha boca, se possível! Tchau pra você! – Deu as costas e partiu, deixando um sonserino morrendo de raiva, mas com um sorrisinho no canto da boca.
- Se é guerra que você quer ruiva,...- Disse arrumando sua roupa que estava um pouco desalinhada. -...É isso que eu mais quero e com muito prazer eu vou te dar!
A semana passou muito rápido para alguns, e lentamente para outros. Mione e Ron não se falaram durante a semana. Ambos evitavam-se, e evitavam qualquer comentário sobre um dos dois. Mione evitava olhá-lo. Ron abaixava o olhar quando ela passava. A dor do final do namoro não importava, mas a dor da culpa, da vergonha e do medo os dominava. A vontade de Ron era abraçá-la, pedir perdão e tentar ganhar, novamente, sua confiança. A vontade de Mione era de fugir, não se deixar tocar por ele. Seus sentimentos não eram de raiva, mas sim mágoa profunda, sentia-se traída por ele. Sua decepção em relação ao ex-namorado superava qualquer sentimento naquele momento, até mesmo a amizade que sentira por ele estava abalada.
Gina e Eric continuavam a se falar, mas somente quando estavam com o grupo. Lançavam alguns olhares um para o outro, principalmente quando o outro não estava olhando. Ambos pensavam em várias maneiras de atacar na guerra particular em que estavam. Ele imaginava com que armas ela iria lutar, ela pensava o que poderia tirar ele do sério. Coisas de casal. Liane começava a perceber que algo estava faiscando entre os dois, mas se manteria de longe. Ela sabia que ela e Harry, uma sonserina e um grifinório, já era raro demais. Ela já imaginava se algo estivesse acontecendo com Gina e Eric, isso ia dar trabalho.
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