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5. Voldemort Contra-Ataca


Fic: Keepers - O Segredo da Magia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry estava lendo compenetrado em sua escrivaninha, uma pena girava em sua mão aguardando o momento de ser usada para tomar alguma nota. Um clique o fez se desconcentrar e olhar pra trás, onde viu Hermione olhando a tela do celular.



-Eu não resisti. –Confessa culpada, mostrando a foto que havia tirado dele. –Harry Potter, estudando, nas férias, tão fofo!



-Você não vai mostrar isso pro Rony ou pros gêmeos, melhor, pra ninguém! Certo? –Harry pergunta assustado pensando em todas as possibilidades de zoação possíveis.



-Harry, você estava estudando e não roubando doce de um bebê preso num carrinho. –Hermione responde achando a reação dele absurda.



-Você não entende… além disso, eu não estava estudando. É um livro que a Tonks me emprestou, da época da escola de formação de aurores.



-Ou seja, você estava se preparando pro estágio. Isso é ótimo! Estou orgulhosa de você. –Complementa a ideia dele enquanto entrava no quarto.



-Você não veio aqui pra isso… ou minha tia te ligou pra avisar do grande momento? –Ironiza indo se sentar na cama.



-Você viu o Profeta Diário hoje? –Pergunta desistindo do assunto anterior, indo se sentar com ele, o jornal em mãos.



-Fui seco pra ver as desculpas ao Sirius, cheguei a ver o comunicado na TV durante o café da amanhã, no jornal trouxa do Tio Valter também tinha a notícia. Primeira página com declaração oficial, caderno interno relembrando a carreira brilhante dele como auror, aí aquele babaca do Fudge termina falando que Pettigrew é um covarde que jamais teria cacife pra trazer alguém dos mortos e ainda insinua que sou um desajustado e finalmente agora poderei ter a educação que um bruxo precisa?



-Eu também fiquei pasma, se antes o achava um idiota consumido pelo poder, agora já acho que liberar Crouch Jr pros dementadores pode ter sido queima de arquivo.



-Acha que ele é um comensal? –Harry pergunta surpreso, não havia pensando nisso.



-Talvez não seja comensal, mas um apoiador como várias famílias bruxas foram. O fato é que foi muito esperto ao ter consigo o histórico escolar de Pettigrew, usar o histórico ruim dele em poções e o fato indiscutível de que alguém que passou mais dez anos vivendo como um rato, sendo um bicho de estimação, não teria coragem o suficiente e nem capacidade para fazer algo grandioso como o que você aponta.



-Esperto ou não, eu não sei o que faria se visse aquele sujeito na minha frente. –Harry diz quase num rosnado.



-Atitudes raivosas, impensadas e públicas são as coisas que ele quer que aconteçam. Precisamos ser mais espertos que ele.



-E ficar quietos esperando?



-Não. Temos que agir de modo inteligente e discreto. –Responde com um sorrisinho de canto.



-Você tem um plano?!



-Hoje meu tio recebeu um recado do escritório, ligaram do palácio querendo falar conosco. Ele retornou no número que deixaram e o Príncipe William, em pessoa, disse que a Rainha quer fazer um ato público de desculpas ao Sirius. Foto e declarações no palácio, incluindo nós e meu tio além do Sirius.



-E acha que eles vão nos ajudar contra Fudge?



-Se contarmos tudo que temos feito esses anos e se você contar o que viu no cemitério, dá para argumentar sobre as atitudes de Fudge e o quão suspeitas são. Duvido que eles ao menos não investiguem, são os únicos que possuem mais poder que o Ministro da Magia.



-Ou seja, você veio para uma nova sessão de ensaios. – Conclui já antecipando o que ela diria.



-Deu certo ontem, você causou tão boa impressão que Scrimgeour e Bones deram declarações pro seu lado.



-Como ser uma testemunha confiável, nível 2. Rumo ao diploma! –Brinca a fazendo rir.



***********************************************************************************



Hermione estava com Peter, Melissa e os primos no apartamento da tia. Faziam um brainstorm sobre propostas para apresentar na reunião do dia seguinte no palácio, quando luzes vermelhas começaram a piscar no teto dos cômodos chamando a atenção dos presentes, Melissa de imediato pegou seu celular para checar mensagens.



-Você tem iluminação de boate? –Josh pergunta sem entender o que estava acontecendo.



-É o sistema de segurança do prédio. –Melissa responde desviando os olhos do celular. –Existem dois códigos mestres que os moradores podem acionar do console, aquele do lado da porta, do aplicativo do celular ou o porteiro pode acionar da mesa no hall de entrada. Um deles é relativo a bombeiros e toca na central mais próxima, no celular recebemos o aviso para sair de casa ordenados e usar as saídas de emergência. O outro é acionado na polícia e recebemos o aviso que está no meu telefone: Fiquem em suas casas e tranquem as portas. Não atendam ninguém desconhecido com o alarme ativo. Se estiverem fora de casa, não retornem para seus apartamentos.



-Então está acontecendo algum crime no prédio? –Peter pergunta ficando preocupado.



-Pode ser um caso de violência doméstica em algum apartamento, algo localizado, não necessariamente no prédio, não é? –Jesse complementa a pergunta.



-Infelizmente, não. Quando algum morador aciona o alarme, aparece o andar foco do problema. Na mensagem não há nada, o que indica que o aviso veio do porteiro.



-Me chamem de paranoica, mas não estou gostando disso. –Hermione diz se levantando e tirando a jaqueta.



-O que está fazendo? –Peter pergunta observando a sobrinha prender o cabelo num coque firme.



-Não acham estranho expormos Pettigrew num dia, levantando suspeitas sobre Voldemort, e no dia seguinte o prédio ser invadido? –Hermione conjectura pensativa.



-Como comensais poderiam saber onde nos achar? Melissa não é registrada no Ministério da Magia e demos o endereço do escritório para qualquer comunicação sobre a ação. –Peter rebate achando a reação da sobrinha exagerada.



-Você deu o endereço da Mel pra alguém da Ordem? –Josh pergunta também se levantando, sentindo-se inquieto com as luzes.



-Não. –Hermione responde e para por um momento, os olhos fixos no contato de Tonks no telefone. –Se Fudge for mesmo um comensal, pode pedir o registro de todos os Granger e O’Donnel registrados no ministério e, com seus contatos no Profeta Diário, cruzar com informações de assinantes do jornal. Os assinantes não registrados no ministério seriam trouxas e, portanto, potenciais parentes meus.



-Coloquei na TV a imagem da câmera da porta, mais para acalmar vocês. A teoria é possível, mas acho um pouco extrema. –Melissa diz de modo tranquilo.



-De todo jeito, ninguém sai da sala. –Peter diz observando Jesse fechar o computador e colocar na estante.



Josh foi a cozinha pegar algo para beberem, enquanto Hermione continuou andando pela extensão do sofá, de frente para a porta, olhando pra TV vez por outra, a varinha dançando entre os dedos nervosamente.



-Não é possível. –Jesse diz ao ver homens de túnica e máscara saírem do elevador.



-Há proteções na porta, não se preocupem. –Hermione diz com o telefone no ouvido, esperando que Tonks atendesse. –Está no ministério?



“Não, estou em casa. Pode falar.” –Tonks responde bem-humorada.



-Comensais invadiram o prédio, tem dois na porta do apartamento da Mel, estamos vendo pela câmera de segurança. Talvez haja mais no hall, o porteiro acionou o alarme e a polícia trouxa deve estar chegando.



“Isso é sério?” –Tonks pergunta quase em choque.



-Acha que eu brincaria com isso? A porta tem feitiços de proteção, eles tentaram tocar a campainha e, como não atendemos, parecem que vão tentar arrombar. –Diz vendo que conversavam entre si.



“Vou pro dep. convocar um grupo e em breve chagaremos, não façam nada, apenas esperem.” –Tonks avisa antes de desligar.



-Apenas esperar, sério? –Josh pergunta alerta, como se a porta fosse cair e os comensais entrarem a qualquer momento.



-A porta e as janelas estão protegidas. –Hermione reitera enquanto vê os comensais lançarem feitiços na porta, que não pareciam ter qualquer eficácia. Desta vez a tenção de Hermione estava focada na TV, a varinha firme na mão, o corpo imóvel.



-Vou pegar minha maleta. –Melissa diz já indo em direção ao escritório, que ficava há poucos metros da sala.



-O que foi isso? –Jesse pergunta ao ver um dos comensais de repente cair imóvel.



-O círculo mágico sob o tapete deixa imóvel qualquer um que queira fazer mal aos moradores do apartamento, como aquele que coloquei no jardim de vocês. –Hermione responde vendo que o outro comensal afastara o companheiro para tirá-lo do caminho, libertando-o do feitiço, apesar de nenhum deles parecer entender o que havia acontecido.



O comensal que havia ficado de pé perdeu a paciência e lançou um feitiço explosivo que fez não só um alto som, como as paredes tremerem, porém a porta permanecera intacta.



-Uau, isso foi demais! –Josh diz olhando da TV pra porta, a exceção de Hermione, os outros riam da cara dos comensais que haviam tirado as máscaras e pareciam estar tentando feitiços verbais, ambos furiosos.



A diversão acabou quando ouviram o som de um estalar alto, fazendo-os se virar e depararem-se com um homem alto e pálido que combinava perfeitamente com a descrição de Voldemort. O bruxo sorriu malignamente, mas antes que pudesse falar algo, Josh cruzou a distância entre eles com um passo rápido e ágil, deslocando o corpo para a direita e usando o braço longo para encaixar um direto na cara de Voldemort, enquanto com a outra mão segurava e torcia o pulso do bruxo, que acabara largando a varinha.



Hermione imediatamente atraiu a varinha de Voldemort e colocou em suas costas, enquanto olhava Josh acertar uma sequência furiosa de golpes em Voldemort, suas mãos pegavam fogo. E, apesar do tamanho de Josh ser uma vantagem em combate, a impedia de lançar qualquer feitiço por encobrir quase completamente o corpo do bruxo.



Foi uma surpresa para todos ver Josh voar violentamente contra a parede de vidro que dava para o exterior do prédio. Apesar do vidro permanecer intacto, uma das pernas do rapaz não estava em ângulo normal. Hermione imediatamente lançou em feitiço estuporante, que Voldemort defendeu com feitiço escudo, sua outra mão, mesmo em ângulo errado, lançara um raio vermelho em Peter que tentara correr para atacá-lo.



Hermione tentou mais dois feitiços estuporantes, Peter caíra inerte e Jesse fora verificá-lo. Voldemort aproveitou o instante de desatenção de Hermione, ao ouvir a voz desesperada da prima, para atacar com a maldição da dor. Melissa viu Jesse começar a fazer massagem cardíaca no pai, Hermione se contorcia e gritava de dor, então agira rápido pegando os objetos que estavam sobre a mesinha de vidro e atirara em Voldemort, tentando distraí-lo para romper a maldição. O bruxo contra-atacou lançando os objetos de volta e a derrubando, depois virando com violência a mesa de vidro sobre ela.



-Acham que podem vencer o grande, Voldemort?! –O bruxo vocifera enquanto fazia os pedaços de vidro da mesa quebrada perfurarem Melissa por todo o corpo. –Eu os farei pagar pela insolência, será lento e…



Hermione o atingira com feitiço estuporante, que mesmo não sendo forte o fez desequilibrar e cair. Voldemort parecia ter uma perna quebrada, além do pulso direito, sangue vertia de sua sobrancelha e boca em grande quantidade.



Uma luz cegante surgiu e Hermione viu Afrodite aparecer do lado de Jesse, Apollo e Athena ao redor de Melissa. Um olhar para Voldemort, que assim como ela tentava se levantar, revelou que o bruxo estava em choque, provavelmente nunca vira um deus antes.



-Athena. –Josh, que se sentara recostado ao vidro, diz ao ver os dois deuses se encararem. –Mel escolheu Athena.



-É verdade. –Jesse confirma, seguida por Hermione.



Afrodite passava sua energia para Peter, enquanto Athena se adiantou a fazer o mesmo com Melissa. Apollo fora cumprimentar Josh pela boa iniciativa, uma das mãos sobre um dos joelhos do rapaz.



-Os deuses não podem fazer nada contra mim. –Voldemort diz parecendo compreender a situação. –Eles podem dar mais uma chance a vocês, mas só prolongarão o sofrimento. –Conclui tentando sorrir, mas sendo impedido pelos ferimentos.



-Por que você só não foge? Está perdendo muito sangue, há aurores a caminho. –Hermione sugere, também já de pé.



-Você morrerá hoje. -Voldemort decreta atraindo sua varinha, porém a vendo se partir ao meio após ser atingida por um feitiço cortante de Hermione –Sangue-Ruim maldita! Pagará por isso! –A ameaça se seguiu de um feitiço, que Hermione bloqueou.



A troca de feitiço entre eles era rápida, Hermione tentava defender com feitiços escudos ou desviar, a adrenalina fazendo a dor no corpo desaparecer. Interrompendo a dinâmica, bolas de fogo saíram das mãos de Josh na direção de Voldemort, o obrigando a se defender. Sabendo que não poderia ficar se defendendo dos dois ao mesmo tempo, o bruxo se concentrou e lançou um raio roxo espesso, de aparência sinistra, em Hermione que caiu com seu corpo sofrendo diversos cortes profundos.



Josh tentou não olhar pra prima e continuou a lançar as bolas de fogo, tentando se concentrar para que ficassem maiores e mais potentes. Voldemort já arfava, parecia não ter condições de se defender por muito tempo, o que significava que deveria estar esperando o suficiente para recuperar o desgaste mágico e lançar mais um forte feitiço.



-O tapete! –Jesse, que fora até a prima, sussurra para Hermione enquanto tentava pressionar o ferimento que se abria no dorso da prima e sangrava mais abundantemente que os outros. –Você precisa trazê-lo.



Hermione assentiu e se concentrou por um momento, usando um feitiço convocatório para fazer o tapete sair de frente da porta para o chão logo atrás de Voldemort, que ainda tentava se defender dos ataques de Josh. Fora então que Jesse agiu, pegando uma cadeira da mesa de jantar e lançando na direção do bruxo, que dera um passo atrás.



Voldemort caiu imóvel de imediato, a bola de fogo que Josh atirara foi bloqueada por uma nova instância de Apollo, impedindo que um incêndio começasse no apartamento.



-Tonks está no prédio, estão combatendo no hall e devem subir em instantes. Hermione ficará bem. –Athena diz para tranquilizar os jovens. - Melissa e Peter acordarão em breve.



-Eu ficarei com eles, podem ir. –Apollo diz as duas, que acenam positivamente antes de desaparecer. –Podem comemorar! Vocês venceram! –O deus diz ao casal de irmãos, Hermione estava sob suas mãos, inconsciente.



-Nada de comemorar. –Hades diz surgindo ao lado de Voldemort. –Hora de uma lição avançada. –Diz a Jesse fazendo sinal para ela se aproximar.



***********************************************************************************



Harry estivera nervoso no caminho para o St. Mungus, repassando tudo que acontecera na noite anterior. Voldemort forçara a entrada em sua mente, o obrigara a ver o ataque, como última imagem em sua visão, Hermione inconsciente em uma crescente poça de sangue. Havia desmaiado com o fim do ataque mental e acordara com o sol nascendo, desesperado tentara ligar para Melissa que confirmou o ocorrido, mas pouco se falaram, queria ver Hermione imediatamente.



Ironicamente, agora que estava em frente ao quarto dela, parecia congelado, incerto sobre se deveria entrar ou não. Como a família dela o receberia? Deveria ele continuar expondo Hermione ao perigo? Quanto mais pensava, mais certeza tinha de que deveria romper com Hermione e Rony, se afastar de tudo e todos para que ninguém mais se machucasse por sua causa.



-Harry?! - O rapaz se vira ao ouvir seu nome, recuando incerto ao ver a mãe de Hermione caminhando em sua direção, vinha do elevador bloqueando a única rota de fuga possível. –Está com medo de vê-la ou da nossa reação? –A pergunta veio em tom calmo e gentil como se achasse tolo ele estar inseguro.



-Não os culparia por me odiar, me culpar pelo que houve. –Responde mostrando estar disposto a aceitar as consequências.



-O único culpado é Voldemort. Infelizmente conseguiu fugir do departamento de aurores, antes de ser preso, mas se já foi pego uma vez, acredito que o será de novo.



-Ele estava sob custódia dos aurores e fugiu? –Harry pergunta sem acreditar no que ouvia, sentia misto de raiva e incredulidade.



-Acreditaram que ele estava inconsciente… não sei detalhes, só que um auror faleceu. –Explica sentando-se em uma das cadeiras que havia no corredor, apontando para que ele se sentasse ao seu lado.



-Não precisa fazer malabarismos, eu sei que enquanto estiver por perto Hermione estará em perigo… -Harry começa, mas Jean o interrompe.



-Não seja tolo. Hermione é nascida trouxa o que já a torna um grande alvo, ainda expôs Pettigrew e Voldemort quando inocentaram Sirius e, acredite, ela e meu irmão não fizeram isso por você e sim porque era o certo, o justo. Parte de mim adoraria ouvir dela que quer fugir, se afastar de tudo, mas outra parte compreende e sente orgulho por sua força e senso de justiça… Não é fácil ser mãe.



-Principalmente quando ela passa a maior parte do tempo longe, inacessível, não é? –Pergunta se sentando ao lado dela, apesar de ainda não conseguir encará-la.



-Hogwarts é um lugar seguro, Dumbledore é um bruxo poderoso. As aventuras nas quais se metem geralmente acontecem com vocês correndo na direção do problema… novamente não estou te culpando, pelo contrário, fico feliz por estar ao lado dela.



-Feliz? Por que gostaria de ver sua filha se envolvendo com alguém marcado por um maníaco assassino?



-Por que você é muito mais que o Menino-Que-Sobreviveu. Na verdade, tudo isso é uma parte bem pequena do que realmente importa… você. –Responde segurando as mãos dele e o fazendo olhar pra si. –Hermione perdeu a infância, gastou seus primeiros anos estudando e trabalhando na empresa, se dava muito bem com os adultos e não conseguia se conectar com jovens, mesmo os primos. Depois que ela conheceu você e Rony as coisas mudaram, quando a amizade de vocês deslanchou, perdia a conta de quantas vezes seu nome aparecia nas cartas, cada vez maiores… quando ela voltou pra casa e nos mostrou um álbum de fotos eu chorei… meu marido até pegou uma foto de vocês disputando uma guerra de bolas de neve e mandou ampliar e enquadrar… -Jean se interrompeu pegando um lenço no bolso de sua jaqueta e enxugando as lágrimas.



-Eu não fazia ideia. –Harry murmura sem saber o que fazer ou falar diante da emoção da mulher a sua frente.



-Hermione é bastante reservada com seus sentimentos, gosta de estar no controle, talvez nunca tenha dito a vocês o quanto são importantes pra ela, o quanto a fizeram melhorar como pessoa, o quanto a ajudaram a se abrir pro mundo. –Diz parecendo estar conseguindo conter a emoção, a voz menos embargada apesar das lágrimas ainda insistirem em cair. –Você, principalmente, foi um agente importante dessa mudança, parece conhece-la como só nós da família a conhecemos.



-Isso é verdade. Conheço todos os defeitos, as manias, os hábitos, suas preferências. Ela é a pessoa mais importante da minha vida.



-Eu sei. –Diz com um amplo sorriso, fazendo-o se perguntar se Hermione contara pra sua mãe sobre as últimas conversas dos dois. –Assim como também sei que cuida dela, não a deixa pular refeições pra estudar e a obriga a tirar horas de folga. Nada é mais perigoso pra Hermione que ela mesma. E essa história de reunião com o governo só me deixou mais preocupada. Conto com você pra continuar cuidando dela enquanto estivermos longe.



-Tem certeza de que não prefere que eu me afaste pela segurança dela?



-Mesmo que nunca houvessem se conhecido, ela não estaria segura com Voldemort à solta. A única coisa que me preocupa agora é a felicidade da minha filha e eu sei que nesse ponto sua presença é crucial.



-Crucial? Está dizendo que está do meu lado? Que gostaria de nos ver namorando?



-Namorando? Está acontecendo alguma coisa entre vocês? –Pergunta com um grande sorriso, os olhos brilhando.



-Não. Quer dizer, eu achei que ela tinha dito a senhora que eu me declarei pra ela. –Explica sem jeito, sentindo-se corar.



-Primeiramente, me chame de Jean. Em segundo, me conte melhor isso. Hermione está bem, mas sedada, você não poderia falar com ela. –Pede ansiosa, acalmando-o sobre o estado da filha.



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Quase uma hora de conversa depois, Jean e Harry entram silenciosamente no quarto, onde Josh contava um causo animadamente. No quarto amplo, a cama dele estava ao lado da de Hermione, havia dois sofás ocupados pelo restante da família e um par de poltronas confortáveis pros avós dos dois.



-Ei, você não trouxe minha comida! –Josh reclama ao ver os recém-chegados.



-Sinto muito, mas reiteraram que os horários devem ser cumpridos para coincidir com os horários dos remédios. Acabei demorando por ter encontrado com Harry, tivemos uma ótima conversa.



-Finalmente tenho o prazer de conhecer o famoso Harry Potter! O herói que fez minha neta rolar na neve! –A avó de Hermione diz bem-humorada, levantando-se animada para cumprimentar o rapaz assim como o restante da família.



Nos minutos seguintes Harry fora bombardeado com cumprimentos e perguntas, apesar de abalados pelo ataque, todos pareciam estar se esforçando para manter um bom clima.



Rapidamente fora informado de que Peter se tornara sacerdote de Afrodite e Melissa de Athena. Jesse estava no hotel, além de ter ficado acordada a noite toda, assim como Melissa doara uma boa quantidade de sangue para Hermione.



A surpresa pelo gesto de Jesse só não foi maior do que saber que aquela mulher idêntica a ela era sua mãe. Não daria nem trinta anos para Elizabeth O’Donnel, muito menos poderia acreditar que aquela mulher dera à luz a duas crianças, principalmente uma do tamanho de Josh. Não podia culpar Peter pela atitude ciumenta com a esposa, ou Apollo por ter se encantado.



Já os avós de Hermione se pareciam muito com ela. Ambos elegantes, muito educados, porém simples e gentis. George era alto como Melissa e tinha os mesmos olhos azuis, cabelo castanho cacheado já grisalho. Margareth era mais baixa e tinha os olhos castanhos claros, o cabelo cuidadosamente pintado para esconder os fios brancos, seu rosto parecia muito com o de Jean.



Johnathan Granger parecia o mais abatido, possuía olheiras profundas, mas fez questão de dar um caloroso abraço em Harry e agradecê-lo por ter vindo. Logo depois Josh começou a narrar a grande aventura da noite anterior, a qual Harry não interrompeu, nem um pouco à vontade em dizer que fora obrigado a testemunhar tudo pelos olhos de Voldemort.



-Com licença. –A voz que soou quando a porta abriu atraiu a atenção de Harry imediatamente.



-Dumbledore! –O rapaz diz indo na direção da porta, porém parando ao ver que o professor estava acompanhado por um rapaz que nunca vira. Parecia ter vinte e poucos anos, louro, olhos azuis muito claros e trajava de forma muito elegante um terno completo.



-Quando escolhi o quarto levei em consideração a segurança, mas vejo que atendeu bem a demanda de lotação. –Dumbledore comenta bem-humorado ao ver o grande número de pessoas.



-São a família da Hermione. –Harry diz e começa a apresentar os presentes, inclusive os que Dumbledore conhecera na festa de Sirius.



-Muito prazer em conhecê-los. –Dumbledore diz com uma mesura respeitosa. –Vim não só para estimar melhoras aos feridos, como para trazer um amigo com bastante conhecimento em medicina bruxa e trouxa.



-Permita-me. –O rapaz fala e Dumbledore lhe concede a palavra. –Eu sou Nikolai Flamel, vocês devem me conhecer como o inventor da Pedra Filosofal.



-O que? Você? –Harry pergunta espantado, aquilo não combinava em nada com o descrito nas figurinhas de sapo de chocolate.



-Nada muito parecido com as lendas, não é? –Diz com um riso leve. –Veja, qual o ponto de ser imortal e viver como um velho de mais de setenta anos que envelheceu na idade média? Tem ideia do quanto atrite e artrose são terríveis?



-Uh! Não assuste os jovens. –Margareth pede, mostrando compreender bem do que Flamel falava.



-Desculpem-me o atraso, mas estava morando na Alemanha, terminando um doutorado em próteses mecânicas. O que já mostra o quanto estou ciente dos recursos da medicina trouxa, sou médico formado e experiente. Aliás, soube que um de vocês é um colega.



-Sou eu. –Melissa fala se levantando para cumprimentá-lo. –Ainda sou residente, mas atuo com uma equipe de neurocirurgia. O deus Apollo garantiu que eu estivesse na sala de cirurgia ontem e deixou os médicos bruxos mais… abertos às minhas ideias.



-Vejo que é um escudo… quer dizer, não que eu tenha olhado… o símbolo é da minha avó, me chamou atenção. –Nikolai diz inicialmente surpreso, depois ficando sem jeito, já que a “tatuagem” em forma de escudo estava visível pelo decote da camisa que tinha os botões de cima abertos.



-Sua avó? –Melissa pergunta surpresa.



-Athena era mãe da minha mãe.



-O que não te dá direito de se aproveitar da minha irmã. –Peter diz olhando-o tão duramente que o fez rapidamente se afastar um passo.



-Peter! –A observação veio em dose triple, um uníssono da mãe, irmã e esposa.



-Ele está certo, não tinha nada que olhar. –George diz cruzando os braços de modo ameaçador.



-Eu senti a energia, deve ter sido recente… há algo de Afrodite aqui também. –Nikolai tenta concertar as coisas, realmente sem jeito, o que era estranho pra alguém com quase setecentos anos.



-Foi ontem. Peter e eu morreríamos se as duas deusas não nos ordenassem. Apollo também veio, mas eu tinha escolhido Athena. Ele ajudou Josh que já era sacerdote dele, ensinou como lançar bolas de fogo. –Melissa responde tentando ignorar o comportamento inadequado do pai e do irmão.



-Uau! –Nikolai exclama olhando pra Dumbledore como se o amigo o houvesse traído. –Eu não sabia dessa aproximação com os deuses, mesmo tendo pedido para ser informado de tudo que ocorresse com os jovens que salvaram minha pedra. –Diz olhando de Dumbledore pra Harry, que retribuíra o olhar surpreso. –Vocês três me impressionaram e continuaram o fazendo ano após ano.



-Nikolai não só se dispôs a cuidar para que Hermione se reestabelecesse o mais rapidamente possível, como está ansioso para ensinar magia avançada para ela, Harry e Ronald. –Dumbledore explica, deixando Harry empolgado.



-Vai me ensinar como derrotar Voldemort? –Harry pergunta ansioso.



-Não. Vou te ensinar o que é magia e como manipulá-la da forma mais eficiente. Se vai usar isso para combate é uma escolha sua. –Nikolai explica de modo professoral. –E preciso te dizer que se antes achava que Dumbledore e Minerva exageravam, agora vejo que foram até modestos. Posso medir a quantidade de poder que existe dentro de você e é inacreditável, parece um bruxo de vinte anos… é como se você fosse um super bruxo!



-Hermione também tem teorias sobre isso. –Melissa diz chamando a atenção pra si. – Ela me explicou que fazer um patrono corpóreo nas condições que Harry fez só poderia ser possível para alguém que houvesse passado pelo 2° ciclo mágico. Até sugeri que fizéssemos um mapeamento genético dele, Harry havia concordado, os Weasley também, apesar de eu ter pedido um pouco mais para os adultos, quero fazer exames com eles fazendo magia, tentar notar as diferenças no organismo.



-Fascinante! –Nikolai diz impressionado, novamente lançando um olhar duro ao amigo.



-Eu não sabia de nada, Hermione nunca me falou de estudos sobre magia.



-Era algo que estávamos fazendo aos poucos, não dava para avançar muito até ela se tornar maior de idade pra fazer magia fora da escola. –Melissa explica.



-Vou adorar saber mais sobre isso depois. Agora creio que estejam ansiosos para que Dumbledore dê notícias sobre a operação. E eu também gostaria de examiná-la, já li o prontuário.



-Claro, fique à-vontade. –O pai de Hermione concorda e Nikolai agradece com um gesto.



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N/A: Atualização quinzenal como prometido! Tentarei manter dessa forma daqui em diante.



N/A: Capítulo quente! Voldemort achou que daria conta sozinho de uma bruxa genial e de um Rei Sol... tsc tsc tsc. Nos próximos capítulos acompanharemos a recuperação da Hermione e poderemos ver um pouco mais de H/Hr e o início do treinamento de Nikolai com Harry e Rony.



N/A³: Como não consegui excluir os capítulos antigos, vou apenas substituí-los aos poucos. Pra não se perderem nos comentários, a data de publicação desse capítulo é de 27/08/2017.



Coveiro : Se o capítulo passado foi impressionante, imagino o que não deve ter achado deste rsrs



Venatrix : Nessa versão decidi explicar melhor a relação dos deuses com a família da Hermione, achei que tinha ficado meio jogado antes. Aliás, teremos bastante explicações detalhadas sobre os deuses e a interação deles com o mundo e a humanidade. Jesse irá mostrar seus talentos aos poucos. Na verdade não teremos fator M e sim algo um pouco mais complexo, que virá ao longo da fic nas pesquisas da Mel e Hermione com a orientação e participação luxuosa de Nikolai. Butler ainda vai demorar a aparecer, já o Povo deve entrar mais à frente na fic lá pra Outubro (tempo da história). Harry não terá parentesco com Poseidon aqui, resolvi rever isso.



Saito : Hahahaha temos um fã da Jesse! Gostou da participação dela nesse capítulo? Consegue imaginar o que Hades queria que a Jesse fizesse com Voldemort incapacitado?


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Comentários: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por stille em 30/12/2018
estou curiosa prasaber sobre o estudo de Jess a batalha foi emocionante
Nota: 5

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Enviado por stille em 30/12/2018
estou curiosa prasaber sobre o estudo de Jess a batalha foi emocionante
Nota: 5

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Enviado por Coveiro em 11/09/2017
Capitulo muito maravilhoso. Estou ansioso por mais Poste mais Adorei a interação entre eles, mas quero ver hermione acordar Logo melissa vai ter rolo a vista? como vai ser mel e mamãe de hermione nessa de encher a orelha da filha pra ficar logo com harry? posta uma conversa mãe e filha, por favor E mais mel e hermione no ar, por obsequio.
Nota: 0

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Enviado por Venatrix em 31/08/2017

Quando o capitulo tem tudo pra ser destruidor ele ja começa destruindo pelo titulo hahahahhaha
Mal Harry sabe que estudo e dedicação já meio caminho para conquistar o coração da Mione! Por falar nisso ja me atropelando um pouco na ordem (não que exista uma), eu adorei essa coisa de ser o próprio Nikolai o mentor deles... acho que vai ser incrivel isso, os três tem uma grande chance para evoluir na magia e aposto que isso certamente vai chamar a atenção dos deuses para os meninos.
Batalha familiar contra Voldemort e cia. Eu achei fantastico, uma pequena amostra do quão importante a familia vai ser nessa guerra. Peter de Afrodite... céus, o cara já é advogado agora que provavelmente vai ganhar o charme (não se você vai colocar isso na fic, acho que seria interessante... Riordan colocou em Herois do Olimpo *não lembro se vc já leu, embora saiba que vc não gosta*) enfim, ele virou um perigo.
Mione arrasando como sempre.
Sobre Voldemort... seria este o inicio de sua procura pelos Titãs, por que na minha concepção já que os deuses estão claramente contra ele, então logicamente seus possiveis aliados são os inimigos dos deuses.... #VaiQueÉTuaVoldy
Que será que Jean vai fazer com a informação que conseguiu a respeito das intenções do Harry, ein? Vai só dar dicas de conquistas pro garoto e torcer secretamente (ou abertamente).
Acho que o comentario ficou grande, mas okay. Tendo falado sobre todas as partes bombasticas tenho apenas um ultimo comentario a fazer: NIKOLAI STAY AWAY FROM MELISSA! Ela é do Steve mesmo que ele não apareça mais nessa fic, ela é dele enquanto houver keepers no nome!!!!

Nota: 1

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Enviado por PamyMalfoy em 23/06/2012

Não sei como você não fica mal acostumada recebendo tantos elogios, mas aqui vou eu repetir mais uma vez: adorei o capítulo.

A ameaça fria, curta, grossa e direta da Hermione já mostrou que ela sabe ser uma mulher de negócios, e das boas. Ver ela cortando as asas dos Dursley foi uma boa maneira de iniciar o capítulo. E ainda bem que a Hermione não é uma garota comum, ou o Harry teria "sofrido" com essas compras. As tecnologias que você citou são incríveis, principalmente o carro, que me deixou com água na boca para pelo menos ver o desenho dele.

Eu ri com o jeito do Harry ficar todo coradinho por causa da Melissa (que é bem direta também, parece bem coisa de família não ter muitas papas na língua). Quero só ver a estreia do Harry e a apresentação do "QG" no próximo capítulo.

E sobre você dizer que os romances serão bem inusitados, pode-se dizer que eu já estou concordando, afinal o "selinho de ajuda" foi bem inusitado e... decidido? Acho que pode ser essa palavra.

Bem, eu adorei a atualização flash, vou ficar com uma esperancinha de que a próxima venha logo. Então até a próxima att.

 

Nota: 5

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